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Antes do Amanhecer (1995)




   Esses dias descobri uma palavra nova. Tupananchiskama do idioma indígena Quechua. A explicação que eu vi dizia que essa palavra, mais que sinônimo de tchau ou um adeus, tinha um significado mais profundo: "até que a vida volte a nos encontrar". Se houvesse um filme que pudesse ilustrar essa expressão esse filme seria Antes do Amanhecer. 
   Começando num trem rumo a Paris, conhecemos a história da francesa Celine e do americano Jesse. Ele descerá em Viena e de lá pegará o avião para seu país Natal. Ela retorna a Paris para concluir os estudos depois de passar um tempo com a vó em Budapeste. Pouco antes de descer Jesse faz a proposta: que Celine passe o dia com ele em Viena e retorne a Paris no dia seguinte. 
   Assisti Antes do Amanhecer com altas expectativas, é um filme bem elogiado, com duas continuações e incontáveis fãs. Esperava chorar litros mas, para a minha surpresa derramei poucas lágrimas com esse filme. Acho que é porque eu meio que esperava o desfecho ou pelo filme não ser necessariamente triste. 


   Antes do amanhecer é uma história sobre duas pessoas que se apaixonam e conhecem uma a outra no período de um dia, em uma cidade estranha. Mesmo parecendo um tanto  idílica, dois jovens em Viena se apaixonando, o filme consegue passar uma naturalidade entre os personagens, o que torna a história mais verossímil e realista. Mérito dos dois atores que, além de ter uma química incrível, ainda conseguem fazer parecer que realmente estão começando a nutrir sentimentos um pelo outro. 
   Todos os diálogos do filme são muito bons e vitais, do tipo que te fazem pensar sobre várias coisas diferentes. Um dos meus favoritos ocorre quando Jesse diz a Celine que o amor é algo que nunca esperou, que gostaria mais de ser alguém que cumpriu uma tarefa ou fez algo grandioso que amar ou ser amado. Celine então conta sobre um rico senhor que aos 52 anos lhe disse, aos prantos, que seu único arrependimento na vida era nunca ter amado. "Eu tenho 52 anos e nunca me entreguei de verdade pra ninguém". 
   Após ter assistido a esse filme pensei em muitas coisas, entre elas esse diálogo, em como deve ser triste, passar pela vida sem ter se entregado, sem ter amado ninguém. Esse diálogo entre os personagens me lembrou o monólogo do pai no final de Me Chame Pelo Seu Nome, em que ele lamenta pelas pessoas cujo sofrimento faz com que tenham cada vez menos para dar. O amor não deveria ser limitado ou negado, mesmo com a possibilidade da dor no final - e os personagens de Antes do Amanhecer parecem entender isso. Mesmo com a separação se aproximando, eles decidem sequer trocar telefones e manter aquele dia intocado e especial em suas mentes - vivendo o amor que cresce e a dor que se aproxima quando o outro for embora. 


   Eu poderia muito bem questionar alguns aspectos do filme, como certo diálogo sobre as diferenças entre homens e mulheres ou o comportamento um tanto machista de Jesse em alguns momentos mas tudo isso me parece insignificante perante esse filme. Prefiro atribuir esses diálogos a construção do caráter dos personagens, mostrando que eles também tem suas falhas, ou até mesmo ao fato do filme ter sido lançado em 1995.
   Quando penso no desfecho de Antes do Amanhecer novamente me vem a palavra em quechua que descobri essa semana. Ao final, Celine e Jesse não dizem adeus mas sim tupananchiskama - que a vida nos encontre de novo. 

Nota 9 - muito bom. 

P. S.: assista quando estiver afim de um filme romântico sim porem com algo de reflexivo




Rocketman (2019) é o melhor filme que vi esse ano | Review


   Rocketman se inicia com Elton John chegando a uma reunião do A.A. (ou N.A.). Todo fantasiado, o cantor vai aos poucos deixando cada um de seus adereços cair enquanto conta a história da sua vida àquele grupo de desconhecidos. A história narrada por John naquele momento é o que vemos em Rocketman, um filme que se pretende que pretende contar a vida do cantor sob a perspectiva do próprio, abusando por isso de cores e imaginação. Algumas ultrapassam os limites da realidade, mas é tudo proposital, para mostrar a visão da vida que o cantor e compositor de talento possui. 
   A cinebiografia de Elton John alcança sucesso logo de cara em pontos importantes. De imediato nos sentimos encantados por aquele menino tímido porém talentoso que ninguém da família parecia querer abraçar ou acalentar. Embora sua vó lhe dê alguma atenção, isso não é suficiente para apagar as marcas da indiferença do pai e desprezo constante de sua mãe. Isso é algo que faltou em Bohemian Rhapsody, por exemplo, filme em que é muito difícil criar qualquer empatia pelo astro no seu início e, consequentemente, em sua decadência. 

   O gênio musical cresce e se torna cada vez mais encantado pelo pop e rock, em detrimento das músicas clássicas sob o qual foi tutorado ao aprender piano. Quando conhece Bernie Taupin, é que Reginald Dwight se torna de fato Elton John e começa sua carreira na música. Com Taupin escrevendo e John musicando, logo as músicas e os sucessos começam a surgir. 
   Embora o filme deixe claro que os relacionamento de Elton John e Bernie Taupin é o da mais pura amizade, uma das cenas mais românticas do filme envolve justamente esses dois. A ocasião em que Elton John compõe Your Song, uma de suas músicas mais famosas, é um momento tão singelo e bonito que tive que voltar para assistir de novo. Your Song já é uma canção linda por si só e essa cena só serviu para deixar a música ainda mais bela. 


   Mas nem tudo são flores na vida do astro. Afinal ele começa o filme numa reunião do A.A. Como isso foi acontecer? A decadência do cantor, - que é viciado em álcool, cocaína, compras e sexo - é uma série de cenas que me impactaram tanto que sequer tive capacidade de chorar. Não é bonito ver um talento enorme se desperdiçando dessa forma nem perceber que, em meio a tanta riqueza, o canto não tinha sequer uma pessoa que se importasse realmente com ele. 
   As lágrimas só vieram próximo ao final, em uma cena belíssima que representa a união entre o menino tímido e o cantor espalhafatoso. A cinebiografia mostra que, para chegar a sobriedade, Elton John teve que fazer as pazes com diversas pessoas de sua vida, incluindo ele mesmo. Isso é feito de uma forma muito emocionante e, claro, com muita música, como é com o restante do filme. 
   Rocketman é, talvez, o melhor filme que vi esse ano. Se você gosta de musicais e filmes feitos com o coração, não pode perder esse. 
    Nota 9,5 - o filme é, para mim, sem defeitos mas o 10 vai só quando o assistir pela segunda vez.

Mais um texto sobre Coringa (2019)?


   A Internet não precisava de mais um texto sobre o filme do Coringa. Mas esse blog precisa de atualização então vamos lá.
   Era uma vez uma jovem inocente entrando no cinema, ligeiramente preocupada com a abordagem que dariam a um personagem que é obviamente um vilão. O hype em torno do filme estava muito dividido entre aqueles que consideravam um filme tóxico e outros que viam como uma obra prima do cinema de heroi. 
   O início foi um pouco estranho, um corte brusco após o palhaço ser brutalmente espancado deixa um pouco de confusão no ar. Será que isso foi antes ou depois? O diálogo com a psicóloga, porém, esclarece que foi uma situação anterior ao momento atual. Também nos deixa claro que aquele homem já havia sido internado no hospício por algum tipo de comportamento irregular no passado. 
    Após esse começo meio desconfiado achei que Coringa se saiu muito bem como um filme de origem e, mais, ultrapassou o subgênero "filme de herói" para se tornar algo interessante até mesmo para quem não é muito fã desse tipo de narrativa. A atuação de Joaquin Phoenix é o principal dessa história - Phoenix é Coringa, não só o personagem mas o filme também. Sem ele a história não teria o mesmo impacto. 
   Dito isso, me chamou a atenção o argumento do roteiro em torno do surgimento da "loucura" completa do personagem. Tudo no roteiro da a entender que o personagem foi tornado da forma que é devido a sociedade em que ele está vivendo. Até mesmo sua doença mental vem de uma lesão cerebral causada por algo do seu passado. Como se Arthur fosse um cara bom até a sociedade aparecer e ferrar com a sua vida. 
   Me incomodei um pouco com essa abordagem. É óbvio para mim que Fleck é, desde o início, uma personalidade narcisista, que quer receber aplausos apenas porque sim (ou porque sua vida é complicada). Já pensou se todo mundo que tivesse uma vida merda virasse um serial killer? As cenas de caos no final do filme mostram bem como seria. 
   Apesar desse desconforto com o argumento que parece querer isentar o personagem de culpa, gostei bastante de Coringa. Acho que os estúdios deveriam olhar com mais carinho produções que abordam os personagens das HQs de um modo mais psicológico. Apesar de algumas ressalvas, gostaria de ver mais filmes como Coringa por aí. 
   Só não entendi ainda o conceito de simpatia que alguns parecem ter sentido pelo personagem. Fiquei foi apavorada com ele, não senti nenhum pouco de compreensão ou pena por ele. Mas vi gente dizendo até mesmo que se identificou. Vai entender. 
    Nota 9 - muito bom o filme. 


Disobedience | Desobediência (2017)



   Dentro de uma comunidade judia heterodoxa, o filme conta a história de Ronit, uma jovem fotógrafa que retorna a esse ambiente onde passou a adolescência para o enterro de seu pai. Lá ela se reencontra seu amigo de infância Dovid, que a convida para ficar com ele e a esposa durante a semana (a cerimônia toda de luto aparentemente dura este tempo).
   Qual não é a surpresa de Ronit quando percebe que a mulher de Dovit é Esti, seu primeiro amor. Embora esteja bem mudada, mais focada na religião, algo entre Ronit e Esti continua existindo e o filme explora essa dinâmica entre elas, ao mesmo tempo que conta suas trajetórias individuais. 

   A sinopse do filme nunca me chamou a atenção, talvez porque se parecesse mais um daqueles filmes bem dramáticos, que você assiste só para se chatear. Precisa estar em um humor certo para ver esse tipo de filme, então sempre acabei protelando - mas uma noite de insônia cura até esse receio, então fui assistir.
   Não é que o filme não seja um drama mas ele é algo muito diferente do que eu pensei. Imaginava algum tipo de dramalhão mas é tudo tão bem construído e fundamentado que acabei me surpreendendo. As atuações do filme também são excelentes, principalmente as das protagonistas, Rachel Weisz e Rachel McAdams. 

   Das coisas que mais gostei em Desobediência foi não terem transformado Dovid, o marido, em vilão. O grande objetivo do filme é mostrar como crescer em um ambiente sem liberdade de escolha moldou esses personagens e, Dovid, embora seja um homem aparentemente devotado a sua fé, cedo ou tarde também demonstra sentir o peso dessas restrições sociais e morais que acompanham a sua religião. É um personagem mais complexo que parecia a princípio e que tem seu próprio arco dramático durante a história, assim como Esti e Ronit.
   Uma situação que ilustra bem esse ambiente restritivo em que os personagens vivem é a questão do toque. Ronit, por algum motivo não esclarecido, não pode ser tocada por ninguém da comunidade, é um espécie de pária. Embora não pelos mesmos motivos, tanto Dovid quanto Esti sentem vontade de desafiar essa restrição e lutam contra isso boa parte do filme. Essa tensão do não tocar faz com que, quando um contato aconteça, ele tenha um significado ainda mais especial. 

   Falando em contato, é melhor tirar as crianças da sala porque esse "não-romance" tem algumas cenas de sexo bem intensas. Felizmente tudo é para o desenvolvimento da história, não há nada gratuito ou despropositado, o que era outro receio que eu tinha com relação ao filme.
   Gostei demais de Desobedience, talvez porque estivesse esperando por um final bem clichê e acabei sendo recompensada com algo surpreendentemente bom. Não há fadinhas que resolvem magicamente nenhuma situação mas só por não terminar em morte e conformidade já ganha muitos pontos.
   Fica a minha indicação para quem gosta de dramas com enfoque no desenvolvimento de personagens.
   Nota 9 - muito bom

Nós / Us (2019)



   No dia de seu aniversário, uma menina passeia com os país por um parque que fica próximo ao mar. Entediada ou levemente curiosa, a menina aproveita-se de um momento em que a mãe teve de sair e vai perambulando pelo lugar, até se ver em uma casa de espelhos. Naquele lugar ela se encontra com algo que vai marcar sua vida para sempre. 
   Muitos anos se passam e Adelaide e Gabe estão levando os filhos para a casa de praia, afim de passarem o final de semana juntos com uma outra família amiga. Mal poderiam imaginar que essas simples férias poderiam levar a uma situação bizarra, situação essa curiosamente relacionada com os eventos de alguns anos. 
   Fui assistir Nós sem nenhuma informação do tema do filme e acho que você deveria fazer o mesmo. Claro, vi algumas divulgações mas, fora isso, nenhum simples comentário ou spoiler chegou até mim. Isso foi bom porque me colocou em uma posição de assistir ao filme sem ter muito certeza do que estava prestes a ver. 
  Fiquei hipnotizada pela história desde a primeira cena. A direção, a história e a trilha sonora (que alterna momentos clássicos com canções populares) são dignas de todos os elogios possíveis. Você quer saber o que está acontecendo ali e o que tudo isso significa - mas a resposta para isso pode de deixar ainda mais confuso do que você estava no começo. 

   Jordan Peele apresenta em Us (Nós, em português) uma história que pode ter interpretações sociológicas, filosóficas e psicológicas. É um filme com muitas camadas e com muitas cenas que parecem carregadas de simbolismos e pistas para o espectador, tudo isso ao mesmo tempo em que somos imersos naquela tensão que os protagonistas sentem quando cópias de si mesmos aparecem em sua casa. 
   A questão do duplo não é exatamente nova nem no cinema e nem na literatura mas, aqui, não há uma explicação fácil para isso. O que significa o aparecimento dessas pessoas de vermelho com uma tesoura na mão? O que eles são, o que querem? "Somos americanos", responde a mulher de vermelho que se parece com Adelaine. Em outros momentos, ela refere-se a si mesma como sombra ou chama as pessoas de vermelho de "acorrentados".
   Ao invés de nos dar apenas uma resposta Peele nos dá várias. A coerência interna do filme pode até apontar para uma origem específica, mas isso não significa que o filme se esgote nela. Na verdade, ele parte desse pressuposto supostamente fantasioso para lidar com questões que podem ser bem complexas, fantasiosas ou não.
   Assisti a Nós por duas vezes no cinema e, ainda agora, percebo que há muitos detalhes do filme esperando para serem percebidos nas próximas vezes em que assistir. Eu, particularmente, tenho uma predileção por aspectos psicológicos nesse tipo de história, o duplo sombrio e maldoso como um aspecto indesejado da nossa própria mente. Nós o deixamos longe da superfície por tanto tempo que, quando ele por fim escapa, se torna incontrolável e pronto para nos destruir.  

   Nesse sentido, não pude deixar de lembrar de Cisne Negro enquanto assistia 'Nós'. Principalmente na segunda vez, quando a história já estava contada para mim e pude apreciar os detalhes, senti que Adelaine tem um pouco de Nina, na medida em que vai, ao longo do filme, passando por uma espécie de transformação, tendo, inclusive, seu ápice em uma espécie de dança. Por essa visão, penso que o Nós do título diz muito mais a respeito de Adelaide que de sua família. 
   Mesmo que eu esteja certa e o título diga respeito a personagem de Lupita Nyong'o (maravilhosa!), a participação de sua família na história apenas acrescenta a trama. Em alguns desses momentos o filme flerta com a comédia, algo que já tínhamos visto em Corra! nas interações entre Chris e seu amigo. Há também algumas cenas que tem muito do gênero de ação mas, não se engane, ainda estamos em um filme de terror. E um muito bem escrito e dirigido, por sinal - as comparações com Hitchcock que Peele tem recebido são reflexo disso. 
   Gosto muito de Gabe e Zora mas Jason, o filho mais jovens, é um dos personagens mais complexos depois de Adelaide. O tipo de relação que ele desenvolve com o seu duplo e diferente dos demais e, além disso, apesar da pouca idade, Jason é muito observador e, em certa cena do filme, sua reação representa justamente aquela que o espectador tem assistindo a história. 

   Indico Nós para que gostam de histórias de suspense e terror, mas sem clichês. Vi gente reclamando de supostos "furos" do roteiro ou do terceiro ato (que explica demais), ou do pequeno twist do final. Acho que as pessoas estão tão acostumadas com filmes que explicam tudo que, quando isso não ocorre, chamam de furos. Dizer que o filme se explica demais também me parece um pouco bobo, como se a pessoa se limitasse a acreditar em tudo o que os personagens disseram ou falaram sobre o que estava acontecendo. 
   Quanto ao twist, ele é sensacional e um dos motivos pelo qual tive que ver esse filme outra vez. Ao invés de explicar a história, ele deixa tudo ainda mais complexo ao lançar na nossa cara algo que estava ali o tempo todo e que preferimos não enxergar. Qualquer teoria que você possa ter sobre esse filme apenas se complica quando vem a virada do final - a sensação é que estamos participando de um truque de mágica, como aqueles que Jason vive fazendo ao longo da história: ficamos surpresos mas ao mesmo tempo confusos, como se tivéssemos perdido algo. 
   Nota 9,5 - o meio ponto é por puro capricho. Vocês precisam assistir Nós.  


Melhores de 2018 - FILMES


   Semana passada publiquei a lista dos melhores livros que li em 2018. Essa semana é a vez dos filmes. Assim como nos filmes e também pelo mesmo motivo que expliquei naquele post, assisti a poucos filmes esse ano, 64 para sermos mais específicos. Inclusive, uma coisa que eu queria muito fazer ano que vem era chegar a pelo menos 100 filmes mas aí lembro que também tem as séries e os livros e acho uma meta meio difícil, mas veremos. 
   Mas vamos a lista dos melhores filmes que assisti em 2018? Lembrando, como sempre, não são apenas filmes lançados esse ano, mas também filmes que foram lançados anteriormente mas calhou de eu ter assistido em 2018. 

Ah, a tentativa de separar em categorias foi unica e exclusivamente para efeitos de organização, da mesma forma que o ranking. São todos filmes que gostei bastante. 

Random12. Mamma Mia! - Here we go again (2018)

Pensei muito se iria ou não colocar Mamma Mia 2 nesta lista. A real é que, apesar dos pesares (leia-se limitações técnicas) dizer que um filme é bom aqui nesse blog se refere muito mais aos meus gostos pessoais do que a um ideal estético ou de direção ou whatever. Como poderia não colocar esse filme aqui, se me fez refletir tanto e sobre tantas coisas? 
POST/Review


Teen11. Love, Simon (2018)

Uma comédia romântica teen e LGBT em que ninguém morre no final. É tão fofo que resolvi ler os livros - e gostei igualmente. 
POST/Review

10. Para todos os garotos que já amei (2018)

Esse filme tem uma pegada de romcom dos anos 90 que é irresistível. Nada melhor do que ativar a nossa adolescente interior e se divertir. 


Filme de herói 

9. Pantera Negra (2018)

Aviso de opinião impopular: esse é o melhor filme de herói do ano. Sim, eu assisti Vingadores - Guerra Infinita.
Não tem post sobre esse filme maravilhoso mas basta dizer que conseguiu criar todo um universo sem ser chato e criar um antagonista tão bom que muda a visão do herói e até emociona quando morre. Fora a trama que é basicamente Rei Leão, né? Amei demais!
POST/Review


Animação

8. Viva - A vida é uma festa (2017)

Viva representa tudo o que eu gosto em animações: filmes que aparentam ser simples mas que trazem mensagens que emocionam pessoas de todas as idades.


Dramas

7. Lady Bird (2017)

Poderia ser Francis Ha! aqui, facilmente. Inclusive, até a ultima hora fiquei tentada a colocar os dois filmes mas percebi que eles representam o mesmo para mim. Então coloquei Lady Bird porque foi o primeiro desses dois que assisti. 

6. A forma da água (2017)

A primeira vez que vi fiquei um pouco dividida. Mas na segunda, passei a gostar mais e estranhar menos. A obra prima de Guilhermo Del Toro ainda é "Labirinto do Fauno" mas esse é sensacional também. 

5. Viúvas (2018)

Viúvas é um dos que vi mais recentemente nesse lista, por isso é o que mais tive dúvidas em colocar aqui. Ainda estou pensando nessa história mas consideremos o fato de ter colocado esse filme entre os melhores como uma aposta que faço para o Oscar de 2019. 

4. Call me by your name (2017)

O monologo do pai no final é melhor e mais emocionante que muitos dos filmes que vi esse ano. Um clássico instantâneo. 

3. Trama Fantasma (2017)

Assisti duas vezes e concordo que poderia ter uma duração menor. Mas gosto tanto do subtexto, das interpretações e do final que acabei relevando tudo isso. 



Terror

2. Halloween (2018) 

"Karol, você está colocando filmes de terror nos primeiros lugares da sua lista?" Sim, estou. Inclusive esse 2 antes de Halloween é só para fins estéticos porque, para mim, tanto esse quanto Hereditário foram os melhores filmes que vi esse ano. 
POST/Review


1. Hereditário (2018)

Eu fiquei uma semana sem dormir direito e jurei para mim mesma nunca mais assistir terror no cinema. Claro, não cumpri a promessa mas estou contando isso aqui para que vocês saibam o quanto gostei. Até assistiria de novo se não fosse tão medrosa.

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