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Filmes O Iluminado, À sombra do Medo e Jogo Perigoso (DIRETO AO PONTO #024)

O Iluminado

Ano: 1980
Atores / Atrizes: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd
Diretor: Stanley Kubrick
Opinião: Desde que li "O Iluminado" de Stephen King tenho vontade de conhecer essa adaptação cinematográfica. Apesar de Kubrick ter sido achincalhado pelo autor devido as alterações que fez com relação ao livro, o filme permanece até hoje como um dos clássicos do gênero terror.
A história do Hotel Overlock é um pouco deixada de lado aqui, o foco é mais para o conflito no núcleo familiar: O pai Jack, a mãe e o filho Danny. Uma das maiores mudanças no filme é a personalidade de Jack, aqui já exposto como um maníaco logo nas primeiras cenas. A mãe é transformada aqui numa criatura tão submissa é patética que até seu nome eu esqueci. 
Cena: Creio que a cena mais icônica do filme, em que Jack Nicholson quebra a porta com um machado, é a também a minha favorita. Há também a cena final, que gosto porque é o mais perto que Kubrick chegou de fazer algum tipo de paralelo entre a loucura de Jack e o Hotel. 
Nota: 7,5  - o filme é okay e tem algumas cenas realmente boas. Mas não consegui gostar tanto dele enquanto adaptação, por isso a nota um pouco baixa. 


À sombra do medo

Ano: 2016
Atores / Atrizes: Avin Manshadi, Narges Rashidi, Arash Marandi, Bobby Naderi etc.
Diretor: Babak Anvari
Opinião: na década de 80, mãe e filha ficam confinadas em um apartamento no Irã. O país está em guerra, todos estão deixando a cidade mas a mãe se recusa a deixar  o lugar e elas acabam. Ficando por lá mesmo, indo para o porão todas as vezes que ouvem o início das bombas. Quando a boneca da semana some coisas estranhas passam a ocorrer e uma presença sobrenatural é cogitada. 
Esse é um filme de terror iraniano, que fala sobre djin, ou gênios, ser que faz parte da mitologia árabe. Se eu entendi bem, os djin são meio como os demônios dos cristãos, mas estão atrelados aos elementos - no caso do djin do filme, o elemento é o ar. 
 Apesar do orçamento visivelmente limitado, À sombra do medo é muito bem dirigido e tem um clima bacana de suspense, com algumas cenas que assustam e dão muito medo. Além disso o pano de fundo histórico (a história de passa no pós revolução cultural do Irã) enriquece ainda mais a trama, abrindo questionamentos sobre o que significa todas essas visões com djin. 
Cena: todas as cenas que envolvem a personagem acordando de madrugada e nos mata do coração de susto. 
Nota: 9 - muito bom, recomendo. 




Jogo Perigoso

Ano: 2017
Atores / Atrizes: Bruce Greenwood, Carel Struycken, Carla Gugino etc.
Diretor: Mike Flanagan
Opinião: Mais um filme baseado na obra se Stephen King, Jogo Perigoso conta a história de um casal que vai passar um fim de semana romântico em uma casa de campo. Gerald, o marido, sugere algemar a esposa na cama com algemas e ela topa. Mas algo acontece e a mulher acaba tendo que lutar por sua vida. 
Achei esse filme um típico King, isto é, uma história que tem suas doses de terror mas que também possui algo aterrorizante. Esse filme não dá muito medo mas é uma angústia imensa acompanhar a história da personagem principal. 
Único porém é que, em determinado ponto, resolvem explicar demais o que aconteceu e isso fez com que a história ficasse menos interessante. Parece que alguém não soube a hora de parar de narrar os acontecimentos e isso prejudicou o filme. 
Cena: o filme tem algumas cenas bem incômodas, como a do eclipse e quando a personagem principal resolve por em prática um plano insano para escapar. Não posso dizer que gosto de nenhum desses momentos, mas são os mais marcantes. 
Menos impactante mas mais querido por mim é a última cena da história. Essa sim me passou um pouco de esperança. 
Nota: 7,5 - o filme é OK mas tirei meio ponto pelo final muito auto explicativo. 

Lendo H.G. Wells, F. Scott Fitzgerald e Joachim Meyerhoff (Direto ao ponto #023)


 A máquina do tempo
Autor: H.G. Wells
Ano: 2010   /   Formato: LIVRO
Editora: Alfaguara

Opinião:  Um inventor constrói uma máquina do tempo e viaja para futuro onde tem que lutar com os monstros, que ele descobre ser descendentes dos humanos. 
Essa é a primeira história sobre viagem no tempo já escrita e, assim como toda primeira história de um gênero (oi subgênero) não é das melhores. Mesmo assim as ideias aqui contidas são interessantes e a leitura é rápida e divertida, principalmente para aqueles que apreciam histórias de viagens no tempo. 
Parte de mim gostaria que Wells explorasse o passado mas, ao situar o personagem em um futuro bem distante o autor consegue criar uma história atemporal e acredito que tenha sido essa a intenção.
Cena: gosto muito do primeiro capítulo, quando os princípios da viagem no tempo são explicados. Infelizmente o livro perde um pouco da graça no desenvolvimento dessa ideia mas imagino que este capítulo seja um dos motivos pelo qual essa história permaneça na mente das pessoas.
Nota: 7, 5 - uma leitura ok. Meio ponto é pelo primeiro capítulo

O curioso caso de Benjamin Button
Autor: F. Scott Fitzgerald
Ano: 2016    /   Formato: LIVRO
Editora: Mediafashion
Opinião: uma pequena novela (ou conto) sobre um homem que nasce velho e vai ficando mais jovens, invertendo assim o ciclo da vida. Tem algumas interpretações interessantes que podem ser feitas a partir dessa história mas o todo eu achei um tanto banal. Ao meu ver a história seria mais interessante se, assim como no filme, o intelecto do personagem principal não mudasse com o transição da idade. Por ex, com 60 anos, Benjamin tem corpo de criança e esquece que foi adulto ou como se escreve - seria mais interessante se ele se recordasse de tudo.
Cena: gosto dos "choques de geração", primeiro entre Benjamin e o pai, depois entre ele e o filho. Mas são breves momentos.
Nota: 6,5 - uma leitura okay, mas não memorável.


Quando finalmente voltará a ser como nunca foi
Autor: Joachim Meyerhoff
Ano:  2016   /   Formato: E-BOOK
Editora: Valentina

Opinião: o livro narra as memórias do escritor/ator alemão Joachim Meyerhoff, que cresceu ao redor de um hospital psiquiátrico. São vários episódios, narrados em ordem mais ou menos cronológicas que, ao todo, compõe um pedaço da vida do autor. O foco da trama é a sua família e a morte do pai e do irmão, fatos que marcaram profundamente sua vida (isso não é Spoiler está no primeiro capítulo). 
O livro começa todo nostálgico e alegre mas, ao chegarmos à momentos mais pesados é adotado um tom mais reflexivo. O personagem/autor nem sempre toma as melhores atitudes e a Ho que é uma vantagem da história que o autor narre suas falhas com toda a honestidade, se arriscando ao julgamento do leitor.
É um livro que me fez sorrir e chorar, me despertando reflexões sobre família, vida e morte. Uma história que toca justamente porque é narrada de forma sincera, sem se preocupar em despertar esse ou aquele sentimento. Ainda tenho sentimentos mistos com algumas passagens, mas no geral gostei muito.
Cena: de modo geral gostei mais da última parte de "Quando finalmente voltará a ser...", com o autor adulto. Gosto de vários momentos mas a cena em que o personagem chega em casa e encontra seus pais deitados juntos na cama foi particularmente tocante pra mim. Só quem leu o livro vai entender o significado desse momento.
Nota: 8,5 - o livro é muito bom mas tirei meio ponto pois sinto que o li em um momento errado.

LENDO Alice Munro, Kazuo Ishiguro e Robert Louis Stevenson (Direto ao ponto #022)

Fugitiva
Autor: Alice Munro
Ano:   2014  /   Formato: E-BOOK
Editora: Biblioteca Azul
Opinião: Um livro com menos de dez contos, todos eles sobre mulheres e seus relacionamentos (familiares, amorosos pessoais). Alice Munro escreve de forma excelente e há algo em seus contos a a forma com que ela os constroe que te deixa sempre curioso e incerto a respeito do desfecho. 
Por outro lado, achei algumas reviravoltas de seus contos um pouco inacreditáveis. Alguns momentos parecem ter saído de novela mexicana, embora sejam narrados com muito mais naturalidade do que nestas. 
A própria autora brinca com isso em algum momentos, o que é outro positivo mas, tirando o primeiro conto, não consegui me empolgar. 
Cena: Fugitiva, conto que dá título ao livro, é sensacional e me deixou com uma expectativa enorme pelos outros contos. Infelizmente essa expectativa não se justificou. 
Nota: 7,5 - se fosse só por "Fugitiva" a nota seria maior mas no contexto geral este é um livro apenas okay. O meio ponto vai para a escrita muito boa e por esse conto que gostei.


Não me abandone jamais 

Autor: Kazuo Ishiguro 

Ano:  2016   /   Formato: E-BOOK
Editora: Companhia das Letras
Opinião: 

Eu vinha de uma fase de dois ou três livros que eu tinha devorado, mas começar "Não me abandone jamais" foi como se um muro tivesse dado de cara em um muro, em meio a uma corrida frenética. Esse é um livro que você não pode ler com pressa, é preciso certa delicadeza e paciência na leitura.
Kazuo Ishiguro não tem pressa e pede, ao longo de seu livro, que nós também não tenhamos.

A história da vida de uma jovem e de seus colegas de internato propõe uma reflexão sobre uma realidade que não vivemos mas que, devido a nossos avanços tecnológicos, seria bem possível. 
Acho que o mérito do livro é te envolver nessa história narrada de forma tão blasé e te fazer se importar e ter esperanças pelos personagens mesmo sabendo, no fundo, que suas esperanças são tolas. 
Entre Murakami e Ishiguro percebo que tenho certo problema com autores japoneses. Não consigo amar seus livros ou tão pouco odiar; os dois livros de  japoneses que li foram apenas okay, não sinto vontade de ler qualquer coisa desses autores de novo. 

Cena: A cena do final e aquela que dá título ao livro são as mais emocionais de toda a história. Talvez seja por isso que elas se destaques na minha mente. 

Nota: 7 - razoável. Aceito indicações de autores japoneses, porque os que ando lendo me desanimaram com essa literatura.
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O médico e o Monstro 
Autor: Robert Louis Stevenson 
Ano:   2011  /   Formato: LIVRO 
Editora: Saraiva de bolso 

Opinião: O que aconteceria se pudéssemos separar o nosso lado mau de nosso lado bom? Embora seja essa a premissa do livro, o texto de Robert Louis Stevenson tem um caráter de mistério: só descobrimos quem realmente é o Mr. Hyde nas últimas páginas. 
Gosto da escrita desse autor desde que li "A ilha do tesouro" e essa história só me fez querer ler mais coisas dele. Mesmo sabendo o desfecho somos envolvidos por esse mistério e a curiosidade de saber quais os próximos passos dessa história é algo que faz com que as 90 páginas desse livro pareçam vem mais curtas. 
Cena: Minha parte favorita são os dois capítulos finais, que contém cartas de dois personagens. A reflexão sobre a dualidade da alma, a natureza humana e sua capacidade para se corromper ou se salvar... É mais filosófico do que a cultura pop tem nos mostrado quando fala de médicos e monstros. Mas não entendam isso como se a história fosse maçante, só é mais profunda do que parece a primeira vista. 
Nota: 9 - muito bom. Certamente é um livro que irei reler algum dia. Recomendo a todos. 

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Lendo Tolstoi, Eurípides e Nelson Rodrigues (DIRETO AO PONTO #021 )

Felicidade Conjugal

Autor: Leon Tolstoi
Ano: 2010    /   Formato: E-BOOK
Editora: Editora 34
Opinião: Essa é uma novelinha bem rápida do Tolstoi, que conta a história sobre uma moça, a forma como ela se apaixonou pelo marido e tudo o que aconteceu depois. Li mais para conhecer a escrita do autor e me surpreendi muito - Tolstoi tem uma escrita fluída e interessante. Além disso ganhou mais alguns pontos por narrar a trama sob o ponto de vista da mulher, algo que (creio) é muito difícil de ocorrer em clássicos, ainda mais escritos por homens. 
Cena: Acho que um dos momentos mais marcantes do livro é o final, quando a protagonista e narradora finalmente encontra a tal felicidade conjugal. Não que eu tenha gostado propriamente desse desfecho mas vejo como o final mais coerente para essa história. 
Nota: 8 - um bom livro para conhecer o autor. Recomendo!

As Bacantes 
Autor: Eurípedes
Ano: 2010 /   Formato: E-BOOK
Editora: Hedra
Opinião: Li A história secreta em 2015 mas esse livro parece que continua ainda um pouco dentro de mim. Em 2016, li O Grande Gatsby só porque todas as resenhas de A história Secreta comparava um livro a outro. As Bacantes eu já tinha no kindle desde aquela época, me foi indicado como um complemento para entender melhor um momento bem específico de A história secreta. Resolvi ler nesse comecinho de ano e achei a história muito interessante, apesar de ser uma peça teatral, gênero que eu não gosto muito de ler. 
Tinhas minhas ressalvas sobre a linguagem do texto mas tudo correu bem - As Bacantes, em termos de tamanho da obra e dificuldade, não é nenhuma Odisseia - podem ler sem medo. 
Cena: Gosto de quando Dionísio executa sua vingança. Eu sei que isso é um tanto mórbido mas o que sempre me fascinou na Mitologia Grega é ver os deuses em ação, para o bem ou para o mal.
Nota: 8 - uma boa leitura para conhecer melhor os gregos. 


O Beijo no Asfalto
Autor: Nelson Rodrigues
Ano:  2012   /   Formato: E-BOOK
Editora: Nova Fronteira
Opinião: Quando era mais nova vivi uma fase de breve interesse pelo Nelson Rodrigues. Lembro que cheguei a ler a peça Álbum de Família e também a biográfia dele, Anjo Pornográfico, que tenho até hoje. À epoca só não li mais coisas dele porque, como eu disse acima sobre As Bacantes, não gosto muito de ler peças teatrais e eu só tinha acesso a elas naquele momento. 
Quando terminei As Bacantes e fui procurar outra coisa no kindle para ler, encontrei esse livro, que comprei meio por impulso, em uma promoção da Amazon. O Beijo no Asfalto conta a história de um homem que, após beijar um desconhecido que havia sido atropelado, passa a ser perseguido pela imprensa, que logo inventa toda uma história em cima do ocorrido. Gostei dos diálogos rápidos e das cenas sem muitas delongas - apesar de composta por 3 curtos atos, essa é uma peça que fala muito mesmo no dias de hoje.
Cena: O final é uma das cenas mais poderosas do texto, quando uma revelação fundamental para o entendimento da trama é feita. 
Nota: 8 - uma boa peça, eu com certeza pagaria para vê-la encenada.

Invasão Zumbi, The Invitation e Fragmentado (DIRETO AO PONTO #020)

Invasão Zumbi
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Gong Yoo, Yumi Jung, Dong-seok Ma
Diretor: Sang-Ho Yeon
Opinião: Um homem que vai levar sua filha para ver a mãe na cidade de Busan. Uma viagem de trem que tem tudo para ser tranquilo e entediante para esse pai workaholic se torna uma batalha pela vida quando zumbis surgem no trem. Gostei dos personagens e da carga dramática do filme, muito além das cenas assustadoras com zumbis (embora tenha muitas dessas cenas). Não gostei dos próprios zumbis, acho meio bizarro quando eles correm, mas isso parece ser uma tendência desde Guerra Mundial Z, então respeito. 
Cena: O filme tem várias cenas de pura adrenalina, como quando os passageiros descem em uma das estações só para descobrir  o quão espalhada está a epidemia zumbi. 
Nota:  8 - bom filme 

The Invitation
Ano: 2015
Atores / Atrizes: Michiel Huisman, Logan Marshall-Green, John Carroll Lynch etc
Diretor: Karyn Kusama
Opinião: Um homem recebe um convite de sua ex-mulher, para jantar em sua antiga casa, agora ocupada pela ex e pelo atual marido. Dois anos se passaram desde o divórcio, período em que ele se afastou também dos amigos do casal. Mas todos eles estão presentes no encontro; ao longo da noite as tensões entre os convidados e o passado de cada um vem à tona. 

É um filme pela qual não dava muita coisa, só assisti mesmo porque vi em uma lista de melhores de terror do ano e achei a sinopse interessante. O filme é um suspense muito bem conduzido, que vai criando uma paranoia no telespectador assim como no protagonista da história: será tudo loucura ou algo e mórbido vai acontecer no jantar? Só recomendo paciência com o andamento, pouca coisa acontece até quase o final. 
Cena: A cena do desfecho causa arrepios
Nota: 8 - bom filme

Fragmentado
Ano: 2017
Atores / Atrizes: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley
Diretor: M. Night Shyamalan 
Opinião: Um homem com 23 personalidades distintas sequestra um grupo de garotas, a terceira dela de forma não planejada. Ao mesmo tempo em que tentam escapar, essas garotas tem que lidar com várias cantores diferentes vivendo dentro de um só. Mas o pior ainda está por vir. 

Os pontos positivos do filme é o clima de suspense criado pelo autor. Mesmo em cenas que poderiam soar como alívio cômico (como a que mostra uma das personalidades dançando) eu fiquei morrendo de medo de que desse alguma coisa errada em seguida. James McAvoy não está brilhante como Kevin mas faz um papel bem competente retratando diversas facetas de um mesmo homem. É possível sentir medo e pena de seu personagem e eu atribuo isso ao talento dele. 
A maior decepção é minha expectativa quanto ao filme, que foi um tanto frustrada. As pessoas, as propagandas, a mídia especializada falavam tão bem desse filme e da surpresa do final que fiquei esperando algo maior do que o que me foi entregue. Sim, tem uma surpresinha ali para os fãs do diretor (vivemos mesmo uma "geração da referência" né?) mas isso é algo tão longe do contexto da história que a surpresa acabou sendo passageira. 
Cena: a cena que mais me impactou foi o flash back de uma das jovens. Não é uma cena que eu gosto mas tenho certeza de que ela vai ficar na minha cabeça por muito tempo ainda. 
Nota: 8 - o filme é bom. Só isso. 

'Passageiros',' Assassin's creed' e 'Autópsia de Jane Doe' (DIRETO AO PONTO #018)


Passageiros
Ano: 2017
Atores / Atrizes: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen
Diretor: Morten Tyldum
Opinião: É a história de Jim, um rapaz que está viajando numa nave espacial a caminho de outro planeta mas acaba acordando antes de todo mundo - 90 anos antes, para ser mais preciso. Em determinado momento do filme Aurora também acorda e ela e Jim começam a se apaixonar. 
Esse filme é o maior exemplo do que uma propaganda enganosa pode fazer. Eu tinha a sensação de que essa seria uma história cheia de ação e cenas divertidas, já que envolve um elenco de qualidade e conhecido pelo seu bom humor (Lawrence e Pratt). Ao invés disso, o que temos aqui é um romance que se passa no espaço. O filme tem todas as características de contos de fadas, com direito a referências à "Bela Adormecida". O final até aquece o coração mas imagino a reação das pessoas que foram ao cinema ver uma ficção científica e se depararam com esse romancinho água com açúcar.
Cena: Eu gosto das cenas de conversa entre os personagens e o robô, Arthur. Tem umas ceninhas de ação bacanas mas quem disse que eu gosto de ação?
Nota: 7 - o filme é ok. Não crie expectativas e pode gostar tanto quanto eu. 


Nome do filme: Assassin's Creed
Ano: 2017
Atores / Atrizes:  Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons
Diretor: Justin Kurzel 
Opinião: Uma empresa de video game resolve fazer um filme de um de seus sucessos e contrata um elenco excelente, além de estar disposta a investir uma cacetada de dinheiro em efeitos e outras coisas. O que pode dar errado? 
Tudo. Esse filme é a prova disso. Ficaram tão preocupados em fazer cenas incríveis pro trailer que se esqueceram de criar um roteiro interessante e coerente. Entre "os atores de peso", Marion Cotillard faz o pior papel de sua carreira e Michael Fassbender interpreta um Magneto que usa capuz. 
Cena: o filme é visualmente interessante, todas as cenas que se passam na Espanha são legais. Mas do que vale isso se a história é uma droga?
Nota: 6 - não gostei


Nome do filme: A autópsia de Jane Doe
Ano: 2017
Atores / Atrizes: Emile Hirsch, Brian Cox, Ophelia Lovibond
Diretor: André Øvredal 
Opinião: Primeiro terror que assisti em 2017, se passa em um necrotério, onde pai e filho precisam fazer uma autópsia em uma desconhecida durante a madrugada (Jane Doe é uma gíria para desconhecida em inglês). Conforme a autópsia vai avançando, a situação vai ficando mais assustadoras.
Esse é um filme de baixo orçamento, com uma proposta interessante e algumas cenas assustadoras. Não me matou de susto mas gostei da história e da forma como ela foi contada. Me lembrou "O navio fantasma", "A casa da colina" e outros filmes de terror em que espíritos se encarregam de envolver os personagens em uma ilusão e levá-los a loucura. 
Cena: Nunca pensei que sentiria medo ao ouvir o som de um sininho. Parabéns ao diretor. 
Nota: 8 - bom filme. Embora não seja espetacular ou revolucionário é uma boa pedida para os fãs do gênero, cheio daqueles clichês que amamos.

***

Livros 'Uma criatura dócil', 'Navegue a lágrima' e 'E se?' (DIRETO AO PONTO #017)


Uma criatura de dócil 
Autor: Dostoievski 
Ano:     /   Formato: LIVRO
Editora: Cosac Naify 
Opinião:  

O LIVRO FAZ PARTE DAS MINHAS METAS PARA 2016
Essa é uma novelinha curta, publicada pela editora Cosac Naify. Conta a história desse homem possessivo  e dominador que se casa com uma pobre coitada que conhece através do seu trabalho numa penhora de objetos apenas para dominá-la e a fazer sentir miserável (ao menos é isso o que parece). 
O livro é narrado sob o ponto de vista do homem e este se dirige a nós como se fossemos um juiz ou júri - o narrador nos conta sobre seu casamento para justificar a sua inocência: o corpo de sua esposa está na sala ao lado, mas ele quer que acreditamos que a culpa não é dele. 
Cena: Esse é um livro curto e não tem nenhuma cena especial ou favorita. O mérito dessa obra é a escrita do autor e a forma como ele, mesmo em poucas páginas, consegue elaborar uma história engenhosa e com personagens complexos. 
Nota: 8 - bom livro



Navegue a lágrima 
Autor: Letícia Wierzchowski
Ano: 2015    /   Formato: E-BOOK
Editora: Intrínseca
Opinião:  uma mulher solitária compra uma casa em um Balneário que pertencia a uma escritora a qual ela tem grande admiração. A mulher carrega seus próprios fantasmas do passado mas é o "fantasma" dos antigos moradores que ela passa a ver andando no local, de forma que toda a história daquela família acaba desenrolada para ela. O livro conta a história dessa família, narrada por sua nova narradora, que conta o que vê e também sua própria história. 
Navegue a lágrima foi uma leitura muito irregular para mim. Gostei da primeira parte da história e da escrita da autora nessa primeira metade. Embora tudo ainda esteja envolto em mistério, ficamos com vontade de saber o que de tão terrível vai acontecer com aquela família - a narradora deixa claro que os dias felizes ali retratado fazem parte do passado, que o presente é muito mais tenebroso. 
Na segunda metade, porém, não só a escrita da autora piora - me fazendo pensar que existe um lapso de tempo em que uma parte e outra foi escrita - como o enredo começa a se revelar bem sem graça também. Dessa forma, Navegue a lágrima pode ser interpretado de duas maneiras: Pode ser o exercício de superação de uma perda feito por uma mulher por volta dos sessenta que se sentia sozinha - e precisava de alguma forma desabafar para poder lidar com os seus sentimentos para superar tudo. Ou pode ser mais um caso em que a autora quer ter tanto controle sobre a obra (ou se apega tanto aos personagens) que acaba se perdendo e concluindo a história de uma forma que não faz jus ao resto do texto. 
Cena: Gosto da parte em que é narrada a forma como a escritora que morava na casa e seu marido se conheceram. 
Nota: 6,5 - eu achei o livro ok, mas tirei meio ponto porque me parece uma história que vou esquecer na primeira oportunidade



E se?
Autor: Randall Munroe
Ano: 2014    /   Formato: E-BOOK
Editora: Companhia das Letras
Opinião: O livro é um compilado de um blog de ciência que responde a perguntas estranhas dos leitores. Eu gosto muito da série "Guia dos curiosos", por isso achei que gostaria desse livro - afinal é mais um compilado de conhecimento inútil. O problema é que as respostas dadas pelo autor são cheias de cálculos e conceitos que são desinteressantes para mim. Dessa forma fiquei um ano lendo esse livro, pelo simples fato de que estava tudo muito chato. 
Cena: As únicas partes que gostei foi as que o autor dava resposta através de desenhos às perguntas mais esquisitas que eram enviadas ao blog. 
Nota: 6 - o livro pode ser interessante se você gostar de cálculos e de ciência, principalmente física. Mas física é a matéria que eu menos gosto, por isso não gostei MESMO desse livro.

Filmes 'Um limite entre nós', 'A qualquer custo' e 'Lion: Uma jornada para casa' (DIRETO AO PONTO #017) #Oscar2017


Um limite entre nós
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson etc.
Diretor: Denzel Washington
Opinião: Baseado em uma peça teatral homônima, o filme conta a história de Troy, vivendo na década de 50. Troy é um homem muito amargurado, que carrega alguns erros em seu passado e que vive para a mulher, Rose, e os filhos, um deles de um relacionamento anterior ao seu casamento. Ao longo de 2h18 acompanhamos a vida desse homem, seus ressentimentos e seu modo de agir no maior estilo "tudo ou nada", com erros e acertos.
É um filme bem dramático, todo concentrado nos mesmos cenários e em diálogos poderosos. A adaptação para o cinema trouxe muito pouco a história, porque se vê claramente algo de teatral durante todo o filme. 
Denzel Washington, que assina a direção e vive o protagonista, está em uma das melhores atuações de sua carreira e, junto com Viola Davis, conseguiu fazer desse um filme interessante se não lá muito divertido.
Cena: Das mais de duas horas de duração vários minutos poderiam ser cortados, principalmente do começo. Eu sei que o objetivo é nos apresentar os personagens mas foram as partes mais cansativas do filme para mim, a primeira hora desse filme é praticamente só introdução. 
Mas depois as coisas melhoram e temos cenas com carga dramática e emoção. Gosto de dois momentos em que a personagem de Viola Davis abre o coração: O primeiro, após descobrir um segredo do marido e o segundo, quase no final do filme, quando conversa com o filho. Viola floresce nesses momentos dramáticos, não me importaria nem um pouco se ela levasse o Oscar hoje. 
Outro momento bonito é, também no final, quando os filhos de Troy cantam uma música. Confesso que me emocionei um pouco nessas cenas que eu citei.
Nota: 7 - me parece o tipo de filme (ou peça) que só é possível com atores muito bons. Gostei de ter visto, mas não veria de novo.


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A Qualquer Custo
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges
Diretor: David Mackenzie
Opinião: Dois irmãos que começam a assaltar bancos para poder pagar a dívida da hipoteca do rancho da família. Tanner, o mais velho, é o que tem mais prática nos roubos, já passou dez ano da sua vida preso por esse motivo. Já Toby não quer causar nenhum mal as pessoas mas está desesperado. Ele fará qualquer coisa para dar um futuro aos filhos. 
Um filme que tem uma pegada meio de faroeste, com os irmãos assaltando os bancos das cidadezinhas que vão passando, sendo seguido de perto pelos Texas Rangers. Um dos Rangers é interpretado por Jeff Bridges, que rouba a cena como um policial perto da aposentadoria. 
Eu vi bastante filmes para o Oscar nos últimos dias e, em alguns momentos, algumas histórias acabam passando sem causar muito impacto. Mas eu gostei de 'A qualquer custo', acho que o filme se destaca entre os indicados desse ano, com uma trama interessante e bem elaborada, um bom andamento (com doses certas de drama e violência) e uma história que reflete bem o momento de recessão vivido pelos americanos. 
É certo que não ganhará muita coisa na premiação, mas ainda assim vale a pena conferir. 
Cena: Fiquei um pouco triste no final, acho que não dá para ter final feliz numa trama tão crua quanto essa, mas isso não me impede de lamentar pelo destino dos personagens. 
Nota: 8 - bom filme. Recomendo para você que gostou de "Onde os fracos não tem vez".


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 Lion: Uma jornada para casa
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara
Diretor: Garth Davis
Opinião: O filme conta a história de um garoto indiano de 5 anos que se perde de sua família e vai parar em Calcutá. De lá o garoto é enviado até a Austrália, onde é adotado por um casal australiano e vive lá pelos próximos 25 anos. 
Um belo dia, na casa de amigos, ele prova um doce tipicamente indiano e, a lá Proust, se lembra de toda a sua infância. A jornada do título consiste na busca que Saroo faz para encontrar a aldeia onde nasceu. 
Achei que esse filme tem um início e um final muito bom. A parte da busca, que acontece no meio do filme, deixa a trama um pouco entediante e fez até com que eu pegasse uma certa birra do protagonista. Mas gostei da ideia da trama e de ter assistido, principalmente quando paro e penso que tudo isso (ou algo similar) aconteceu mesmo. 
O desfecho é muito bonito e emocionante, principalmente quando lemos as informações no final do filme e descobrimos o que aconteceu. Só achei que houve uma falha em delegar o destino de um dos personagens mais importantes do filme com exceção do protagonista, a uma notinha no final da história. 
Cena: Como eu disse, gosto das cenas do começo, que mostram a amizade entre os irmãos e das cenas do final. As cenas mais chatas para mim eram as "visões" que Saroo tinha do irmão, quando ainda estava na Austrália.
Nota: 7 - um filme ok.
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