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Como fazer seu próprio romance de banca (Receita)


Capa genérica de romance de banca

     Olá,

     Ouço muito as pessoas dizerem que romance de banca é tudo "receita de bolo". De tanto ouvir resolvi postar para vocês, leitores fiéis do blog, a bendita receita de romance de banca, para que vocês possam criar em casa seus próprios livrinhos \o/

Confira e saiba como criar um típico romance! 

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Ingredientes principais

2 personagens principais
(pelo menos) 2 personagens secundários
1 (ou 2) segredos do passado
1 trama básica
1 cena de declaração
1 Final feliz

Opções de Cobertura

Tensão sexual
Rivais (à gosto)

Modo de preparo

                - Comece com os personagens principais e adicione (em 1 deles ou em ambos) um segredo do passado. Esse é um dos momentos mais importantes pois esse segredo, do mocinho ou da mocinha, servirá como impedimento para o relacionamento entre o casal principal dar certo por isso só será revelado no final (ou próximo do final). Lembre-se que tudo será superado com o poder do amor, portanto não exagere.
( Se está em dúvida nessa parte, sugira algum trauma de infância envolvendo o pai ou mãe de um dos personagens e que influenciou o mocinho/mocinha até a vida adulta. Psicanálise barata sempre funciona).
                - Insira esses personagens em uma trama base que servirá como pano de fundo para toda a história. Como esses personagens se conheceram? Onde? A trama base varia muito de história para história, mas, no geral, é algo bem simples e que requer pouco raciocínio do leitor. A trama não é importante e sim os personagens (e sua história de amor).
                - Depois de criar um cenário (trama básica) acrescente pelo menos 2 personagens secundários nela. É importante que a textura desse personagem seja similar a da trama – quanto menos eles se destacarem melhor. Afinal, eles só estão lá para servir como “orelha” e impulsos para situações entre o mocinho e a mocinha – coisas como motivação e personalidade complexa não são aconselhadas.
                - Distribua esses ingredientes em certa quantidade de páginas, porém não exagere: Lembre-se de que, se sua história passar do ponto ela vai ter partes queimadas (cortadas) da versão final *.
                - Perto do final adicione a declaração de amor – de preferencia com várias paginas de pura conversa e frases de efeito romântica. Imediatamente depois, adicione o final feliz.
                - Leve esses ingredientes para o papel e trabalhe com eles até ficar com aparência de romance de banca. Clichês são sempre aceitáveis (E até mesmo esperados) nesse gênero.
                - Depois que a história estiver pronta adicione a cobertura.

Modo de preparo da Cobertura:

                - Polvilhe, ao longo de toda a história, tensão sexual entre o mocinho e mocinha.  Essa tensão não precisa ser concretizada, muito romances antigos terminam sem sequer um beijo, mas é importante que exista para que os leitores percebam logo na primeira cena quem é o casal principal. Frases como “Seu coração galopou dentro do peito”, “nunca havia sentido algo tão intenso” ou “sentiu o rosto enrubescer”, certamente devem servir para dar essa sensação.
                - Se preferir, adicione um rival ao romance dos mocinhos. Caso a rival seja do sexo feminino não se esqueça da beleza arrebatadora ou de qualquer outra característica que irá fazer com que a mocinha se sinta inferior a ela. Caso seja um homem, é importante que seja simpático e que a mocinha goste dele. Em ambos os casos deixe bem claro para o leitor de que esse personagem é apenas um obstáculo para o relacionamento do mocinho e da mocinha não dar certo. Lembre-se de que isso não é um Young Adult e, portanto,  só existe um casal possível e aceitável.

- Sirva para os amigos - bom apetite! 



* Em romances de banca é comum fazer a edição dos livros , isto é, cortar algumas partes para se adequar em um número de páginas pré-definido. 

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Espero que tenham gostado pessoal, até a próxima! 

(Sim, esse texto é uma piada)

Resenha: O coração de Giselle - Penny Jordan

Ele a queria… Mas ela poderia se render? Saul Parenti exigia sempre o melhor. Por isso, contratou a competente Giselle Freeman para trabalhar com ele. Apelidada de “Rainha do Gelo”, ela possuía uma beleza fria e um porte austero. Mas, para Saul, por trás de atitudes tão rígidas havia uma mulher intensa! Traumas de infância levaram Giselle a se retrair do mundo, da vida… Agora, o destino a colocara junto ao único homem que poderia derrubar suas barreiras ao desafiá-la. A atração era inegável, e a única solução seria render-se aos apelos de seu desejo! - Sinopse retirada do Skoob
               Giselle é uma eficiente arquiteta que trabalha em uma firma mediana em Londres. Infelizmente essa firma está prestes a falir, razão para tensão de todos os funcionários. Tudo isso muda quando uma bilionário compra uma ilha particular e resolve manter a empresa em que Giselle trabalha como os responsáveis pelo projeto de um Resort no local. 
                 Mas a mocinha não esperava que conhecer Saul Parenti, o rico comprador da ilha, fosse lhe despertar emoções tão contraditórias. Por muito tempo, devido ao seu passado obscuro, ela se livrou da companhia masculina, até chegar a achar que estava imune a paixão. Porém foi só conhecer esse homem dominador e arrogante para sua opinião sobre si mesma e seus desejos mudar. 
                 Como em todos os livros da Penny Jordan, aqui temos um casal que começa se hostilizando mas que vão se conhecendo e se gostando ao longo do livro. Giselle e Saul são muito parecidos e não demora muito para perceberem que essa hostilidade toda, mascara uma grande atração. Mas será que os mocinhos conseguirão um caminho juntos apesar dos traumas que ambos compartilham? 
                Infelizmente, embora normalmente os livros dessa autora sejam razoáveis, esse livro não conseguiu chegar nem a esse minimo de satisfação esperado. Giselle é chata e não tem nada dessa frieza retratada na sinopse - pelo contrário, parece ser até mesmo instável emocionalmente. Já Saul é machista e arrogante, o que não seria um defeito se ele tivesse algo além disso. 
                 Como nenhum dos personagens principais é interessante para mim, a história perdeu completamente a graça. Para piorar, descubro que o livro não está completo: Há uma segunda parte chamada "A escolha de Giselle" que mostra mais alguns segredos que a mocinha escondeu nesse primeiro livro. Acho uma idiotice dividirem um romance de banca em duas partes e essa foi a gota d'água que me fez detestar O coração de Giselle. 
                 Espere, eu disse detestar? Acho que nem isso eu consigo sentir por um livro tão frustrante e chato como esse. Apesar disso, pode agradar aos fãs da autora, então recomendo ao que já gostam da maneira de escrever de Penny Jordan - desde que estejam dispostos a comprar a continuação também, caso contrário ficarão a ver navios com esse final. 

Nota 6 - não gostei

Resenha: Fugitiva da Paixão - Charlotte Lamb


 
TRAÍDA POR SEU AMOR ELA DEIXOU-SE LEVAR POR FÁCEIS CONQUISTAS.ELIZABETH DEIXARIA SEU NOIVO, PARA QUE ELE FOSSE FELIZ COM OUTRA?Elizabeth caminhava entre as floreiras do jardim, pensando na atitude que deveria tomar depois de ter ouvido uma conversa entre seu noivo, Dan, e a prima dele. Não era possível acreditar, eles mantinham um romance às escondidas! E agora, o que deveria fazer? Desmascará-los? Fingir que não sabia de nada? Não, seu orgulho lhe dizia que só a vingança aplacaria a dor que estava sentindo ... Dan logo veria do que era capaz uma mulher apaixonada e traída! - Sinopse retirada do Skoob
Elizabeth conheceu Dan por toda a sua vida e, quando ela retornou da faculdade e ele a pediu em casamento, não pensou nem por um instante em recusar a proposta. Afinal, o amava desde que era criança. No entanto o pai da moça consente que o casal se case apenas após uma espera de um ano, condição que Dan aceitou, ainda que com má vontade.
    O livro começa quando faltam apenas 3 meses para esse ‘prazo’ expirar. Elizabeth se produz toda para um encontro com o futuro marido quando recebe uma ligação dele cancelando o compromisso, pois tinha que trabalhar até mais tarde. Decepcionada, ela resolve ir até a casa da Tia de criação, local onde morar tanto Dan quanto seus “primos”, Karen e Toby. É então que ela ouve a conversa que é narrada nessa sinopse. Desiludida a mocinha cancela o noivado e vai para a Itália com o primo de Dan, Toby, na esperança de que o afastamento a impedisse de sofrer ainda mais quando visse os dois finalmente juntos.

Esse é um livro antigo, publicado no Brasil em 1993 e escrito por Charlotte Lamb em 1974. Porém, é preciso que se diga que essa não é uma história sobre uma mocinha inocente que se submete ao mocinho arrogante e dominador como é comum em romances escritos à época. Elizabeth é uma mulher forte e determinada, com um gênio difícil que faz páreo com a personalidade déspota de Dan. O avô do mocinho chega ao ponto de falar que ela é a única que bate de frente com o neto, o que de fato acontece durante todo o livro.
Como em todos os romances dessa autora, os mocinhos vivem uma relação de gato e rato, porém com química explosiva que irrompe nos mais variados momentos. Não há cenas muy calientes nesse romance, porém posso dizer que me agradou mais do que muitos romances mais “saidinhos” que vem saindo por ai.
A tensão entre os personagens salta das páginas e, embora me irritasse um pouco o orgulho deles  pois é o que impede de esclarecer toda a situação, também apreciei cada momento desse “drama”.
O resultado é um romance “das antigas” que não perde o charme por tratar de sentimentos comuns a todas as épocas: Amor, Ciúme, paixão, orgulho... Tudo isso narrado por uma das minhas autoras preferidas, Charlotte Lamb (que Deus a tenha!) o que rende uma história que me agradou bastante do inicio ao fim.
Dou nota 8,5 – um bom livro, mas acrescentei meio ponto pelos diálogos rápidos nas discussões entre os personagens principais. Recomendo para quem gosta desses romances de banca mais antiguinhos, com mais ênfase nos sentimentos que no relacionamento físico entre os personagens. 

Resenha: Esposa Rebelde - Margaret Moore

A Paixão incendiou aquele casamento de conveniência!
Inglaterra, Idade Média.
Arrogante e orgulhoso, sir Roger de Montmorency exigia de sua esposa obediência absoluta. Mas a rebelde lady Mina Chilcott desafiou a autoridade de Roger desde a noite de núpcias, fazendo ferver de excitação seu sangue normando! 
Ela queria ser tratada com respeito e consideração, especialmente pelo marido. E jurou que o seria, antes que ele tentasse fazer valer seus direitos de esposo... - Sinopse retirada do Skoob

             Cansado de esperar pela futura esposa, Roger de Montmorency inicia o banquete que havia preparado. Ele considera uma ofensa que sequer tenham enviado um mensageiro para informar desse atraso de horas. Porém não esperava que uma arrogante Mina Chilcott invadisse o salão de banquete, sem sequer esperar que a anunciasse e ainda o acusando de não cuidar bem de suas propriedades já que o motivo de seu atraso havia sido a destruição de uma das pontes do próprio Lorde. Roger fica furioso e, a partir daí, inicia-se uma batalha de vontades que se arrasta por praticamente todo o livro.
             A primeira vista, Roger acha Mina pouco atraente mas fica admirado com a mulher forte e decidida que adotou como esposa. Não demora muito e essa admiração se torna também uma atração. Já Mina considera Roger bonitão mas arrogante, o que faz com que se antipatize com ele a primeira vista. 
           
             Acontece que os mocinhos protagonistas desse livro tem personalidades muito parecidas. Ambos são arrogantes, orgulhosos e altivos, o que faz com que não consigam se dar bem. Mina e Roger passam o livro todo sem conseguir se comunicar um com o outro, tamanho é o orgulho que sentem. Ambos também são muito honrados mas não conseguem confiar um no outro: A situação chega ao ponto de Roger passar a agir de maneira irracional só por acreditar que está sendo traído. 
             Gosto bastante desse livro, o quinto da série Warriors. Mina já começa o livro preparando uma "cilada" para o mocinho e essa é a grade razão pela qual ele passa a desconfiar de tudo o que ela faz depois disso.  Roger tem a 'arrogância normanda' é um ar indiferente que só é quebrado quando conhece a também arrogante e aparentemente fria Mina. Porém, para que tenham um final feliz é necessário que ambos cedam, algo que só ocorre no finalzinho do livro.  
           Falando sobre essa série da Margaret Moore, ainda me surpreendo como ela conseguiu criar tantos mocinhos e mocinhas diferentes, atribuindo a eles características particulares que os diferem um dos outros. Por se tratar de um romance romântico, é comum que haja certo maniqueísmo nos personagens, porém nos livros dessa autora mocinhos podem agir de modo vilanesco e vilões podem ser os heróis protagonistas dos livros seguintes. Esse é um dos motivos de eu gostar tanto de suas histórias, por conta dessa habilidade da autora. 
             
           Voltando a Esposa Rebelde, recomendo a todos que curtem romances de época, principalmente os que passam no período medieval. O livro não tem muita ação, é mais focado no casamento de conveniência desses personagens. É justamente desse tipo de romance que eu gosto, por isso minha nota é 8 - um bom livro.

Resenha: Noites quentes de paixão - Alison Kent, Karen Anders, Jeanie London

Convites sensuais para noites românticas!O Natal é uma época maravilhosa para deliciosas travessuras.
E se elas incluem conquistar três solteiros sexies e arrasadores que moram em um condomínio ultra chique em Nova Orleans, o Court du Chaud, então o melhore ser criativa... E criatividade é o que sobra para a impetuosa Claire, a meiga Chloe e a exuberante Josie. Elas planejam deixar, sorrateiramente, um convite embaixo da porta de cada um de seus alvos, e calmamente esperar até que eles voem para seus braços suspirando de prazer...Sem compromissos. Sem perguntas, Com muita imaginação. Quem poderia dizer que cartinhas de papai-noel resultariam em presentes tão ardentes? - Sinopse retirada do Skoob
       
          O livro é dividido em três histórias, cada um contando a história de uma personagem diferente, todas moradoras do condomínio em Nova Orleans, chamado Court du Chaud. Todas as histórias se passam as vésperas do Natal, com pouco diferença de tempo entre uma e outra.
             A primeira história, Amo-te loucamente, tem como personagem principal Claire, uma consultora de imagem obcecada pelo seu novo vizinho, Randy. Uma noite Claire cria coragem e envia um cartão sensual para o mocinho e, o que era para ser apenas um caso antes do Natal acaba se tornando algo mais sério, conforme Randy começa a deixar transparecer seu passado sofrido. Claire tem medo de envolvimentos sérios mas, noite após noite, acaba se rendendo ao bonitão. É um história curtinha, com pouco desenvolvimento e complexidade dos personagens, porém é uma das mais divertidas do livro. 
             Já em Amor em Domicílio, vemos como as poesias da romântica e pouco convencional Chloe acabam conquistando o durão Jack. Novamente a mocinha passa a encaminhar bilhetes para o mocinho que, novamente, tem um passado sombrio. No entanto, Chloe é do tipo salvadora e meio metafísica, acreditando em chacras e fantasmas. Por incrível que pareça Jack não sai correndo ao ver que essa mulher não bate muito bem, pelo contrário, acaba se apaixonando. 
              Essa foi a história de que menos gostei, achei a mocinha meio doidinha e me parece um tanto improvável que o mocinho, um homem tão pragmático, não se incomode com essa maluquice toda.
                 Na terceira história, Josie foi sempre apaixonada por Max porém, durante 10 anos, só ficou sabendo noticias dele através das revistas de negócio. Porém, quando Max retorna para o funeral da tia, eles iniciam um jogo sensual que acabar se tornando algo mais sério, justamente na noite de Natal. Essa é uma das histórias mais 'bem planejadas', já que os mocinhos já se conhecem e tem uma certa história, o que torna mais crível que o relacionamento deles possa se transformar em amor. Nos outros casos essa paixão a primeira vista soou forçada para mim, o que empobreceu as histórias.
                   Analisando de um modo geral, achei o livro divertido porém nada além disso. As histórias são um clichê não memorável, algo que é terminar e esquecer. Por isso dou nota 6,5 - seria um seis, mas gostei de algumas histórias por isso acrescentei meio ponto. 


Resenha: Receita para o amor - Kristi Gold

Quando a farsa de seu noivado finalmente chega ao fim, a famosa chef e apresentadora de um programa de culinária Corri Harris, fica livre para se entregar a um ardente caso de amor. O dono do estúdio, o sexy Aidan O’Brien, parece ser o melhor remédio para seu orgulho ferido. Mas poderá essa paixão há tanto sufocada, ser também um remédio para seu coração?
   Quando terminou de seu noivo Corri estava furiosa. Porém ela não imaginada que a cura para seu orgulho ferido viria do irmão de seu ex-noivo, Aindan O'brien, que também era o dono do estúdio em que gravava seu programa de culinária. 
    Aindan sempre foi apaixonado por Corri e, agora que ela e seu irmão terminaram, resolve que é o momento de tentar sua sorte com ela. Ele então começa uma campanha para seduzi-la, ao mesmo tempo em que tenta alavancar a carreira da mocinha. 
     Kristi Gold nos apresenta mocinhos divertidos e interessantes. O que mais gostei desse livro é que, antes de serem apaixonados um pelo outro, Aidan e Corri eram amigos, algo que se reflete nos diálogos rápidos que povoam o livro. Claro, também há romance e diversas cenas mais apimentadas, mas o livro me surpreendeu positivamente por esses aspectos que já citei. 
      Observando os personagens secundários percebo que deve haver mais livros sobre os outros irmãos O'brien (aquelas histórias de clãs tão utilizadas pelas autoras de romance) e, enquanto escrevo essa resenha, dei uma pesquisada no Google e percebi que esse trata-se do segundo livro. Mas tudo bem, são histórias independentes e não é necessário ler na ordem correta ou ler os outros livros para entender. O que é bom, já que somente esse livro foi publicado aqui no Brasil, os outros só estão disponíveis em e-book (a propósito, a terceira história é sobre Kevin, o irmão que terminou com Corri - fiquei curiosa pois nesse livro ele age como um idiota). 
       Não é um livro que se tornou meu favorito mas é uma ótima história, que pretendo guardar e reler sempre que precisar de um romance leve e interessante. Recomendo a todos que também gostam de romances assim - nota 8 (um bom livro).

Para saber mais sobre os outros livros da família O'brien clique aqui

Resenha: Lua Escarlate - Shannon Drake

Maggie Montgomery, dona da Magdalena's, uma elegante butique em Nova Orleans, fica chocada ao saber que um misterioso assassinato foi cometido na rua, em frente à sua loja, e que havia uma trilha de sangue entre a vítima e a porta da butique. Mas o choque se transforma em perplexidade quando Maggie fica conhecendo Sean Canady, o policial que vem interrogá-la... e que lhe inspira uma perigosa atração!Algo poderoso, e além da razão, uniu Maggie e Sean. Algo relacionado com um passado em comum e que começou gerações antes, sob uma lua vermelha como sangue. Pois naquela noite, mais de um século atrás, eventos perturbadores aconteceram na família Montgomery, e agora Maggie precisa encontrar um homem cujo amor seja puro o suficiente para salvá-la da escuridão à qual ela pode estar condenada... - Sinopse retirada do Skoob

                Na primeira vez em que Sean Canady vê a bela Maggie Montgomery sua mente estava avaliando-a como uma possível suspeita de um homicídio a qual investigava. Mesmo assim, não deixou de notar a beleza de Maggie... ou o fato de que parecia que já a conhecia de antes. 
              Lua Escarlate é o primeiro livro de uma série sobrenatural, porém não sabia disso quando escolhi esse livro. O que mais me chamou atenção quando li essa história foi o fato de se tratar de uma história de vampiros, um tema que, como os leitores do blog já sabem, nunca deixa de me encantar. O nome Shannon Drake também me pareceu familiar (acho que já tinha lido um romance história da autora) então, por que não? Peguei o livro em minha ultima visita ao sebo. 
               Porém, mais uma vez, me decepcionei com a história contada. Para começar, ser vampiro, na história, é o mesmo que estar amaldiçoado, algo que somente o poder do amor pode "curar". Ai já começa errado e, com o decorrer da história só piora pois esses vampiros também podem andar no Sol (embora estejam mais fracos durante esse período etc etc). 
                Nesse momento eu já estava desanimada, ainda mais por que o livro é daqueles com flash backs explicativos e por que a personagem principal, Maggie, e tão chata quanto o personagem principal, Sean. Mas é então que surge o 'Rei dos Vampiros', Lucian. 
                 Se houvesse um comportamento que caracterizasse o tipico vampiro, este seria o comportamento de Lucian ao longo dessa história. Com exceção do rompante de bondade no final, Lucian é um poço de indiferença (embora não seja propriamente mal) além de muito sedutor, tendo até mesmo tido um caso com a mocinha no passado. Foi graças a Lucien que consegui terminar 'Lua Escarlate' porém, mesmo imaginando que ele será o protagonista da próxima história, não me interesso em ler. 
                  Não que o livro seja ruim, a narrativa é bem construída, embora sejam cansativas as analogias a Jack, o estripador que a autora faz durante a história. O que me incomodou mesmo foi essa abordagem dos meus personagens fantásticos favoritos (os vampiros) e alguns momentos non-sense da história, como quando Maggie faz uma macarronada cheia de alho para Sean, para que ele se proteja dos vampiros - sendo ela também uma vampira, como poderia preparar tal prato? 
                     É um livro fraco a qual sequer consigo odiar. Somente não gostei - nota 6

Resenha: Prova de Amor - India Grey


Acidentalmente grávida, convenientemente casada… O infame playboy Tristan Romero conheceu Lily em um ostentoso baile, e predeterminou arrogantemente que ela acordaria na manhã seguinte em meio aos lençóis de grife dele! Incapaz de resistir ao perigoso bilionário, Lily sabia que Tristan estava oferecendo apenas uma noite… Mas logo em seguida ela se descobriu grávida… O dever aristocrático de Tristan exigia que ele tomasse Lily como sua esposa. No entanto, a vergonha de Lily de aceitar uma proposta sem amor ficou ainda maior quando percebeu que, tornando-se esposa do espanhol, teria de satisfazer todas as necessidades dele… - Sinopse retirada do Skoob

          Tristan mantem cuidadosamente sua fachada de playboy sem juízo, porém usa tudo isso como uma fachada para sua verdadeira personalidade. Quando, durante uma festa, Tristan conhece Lily, logo pensa se tratar de mais uma modelo que não quer nada além de seu dinheiro - ele está disposto a aproveitar e ir embora sem olhar para trás. 
           Porém, depois de uma unica noite Lily se vê grávida. É quando a mocinha tem de contar ao bilionário espanhol sobre a gravidez que descobre um lado mais cruel e atormentado da personalidade de Tristan. 
            O enredo e a sinopse são tipicas desse tipo de romance mas esse não é um romance de banca tipico. No inicio fiquei intrigada e, depois, surpresa pela quantidade de drama que tem essa história. Primeiro Tristan e, depois de um acontecimento traumático, Lily, ambos os mocinhos estão desesperados e a procura de redenção. É possível ver que a mocinha está apaixonada desde o primeiro momento porém não consegue evitar que a amargura e os problemas acabem por destruir a fé que ela tem nesse amor. 
            Quanto a Tristan, é um personagem com uma herança maldita, que, mesmo tentando buscar uma redenção, não consegue se livrar dos problemas do passado. Ele não quer se apaixonar por Lily, não quer se importar com ela para não sofrer mas isso acaba causando mais sofrimento a ambos.
             Não quero dar spoilers mas, se não gosta de histórias com temas mais dramáticos, corra desse livro por que "Prova de amor" é quase que tudo drama. Impossível não derramar lágrimas em alguns momentos e tudo isso envolto num desespero que parece fluir pelas páginas, aquela impressão de que nada vai ficar bem para os personagens.
             Sobre o final, gostei muito do epilogo e derramei outras tantas lágrimas com ele. Recomendo se gostam de histórias curtas porém emocionantes. Nota 8 - um bom livro. 

Gosta de histórias mais dramáticas? Comente! 

Resenha: A Dama e o Sedutor - Margaret Moore


País de Gales, século 14.
Lady Genevieve precisava desesperadamente de ajuda! E o charmoso galês Dylan DeLanyea pareceu uma resposta às suas preces. No entanto, ao fazer os votos solenes diante dos nobres convidados, podia apenas esperar que seu belo marido algum dia a perdoasse pela armadilha em que o fizera cair para se casarem.
A esposa de Dylan era uma mulher de muitos talentos. Na verdade, aquele casamento não planejado com a bela castelã começava a lhe parecer agradável... com muito mais paixão do que ele imaginara! Mas tudo estava parecendo perfeito demais. E Dylan sabia que a perfeição não existia! - Sinopse retirada do Skoob

       Dylan DeLanyea é um sedutor, simples assim. Pai de 3 filhos, o galês nunca se casou mas isso não o impede de dar em cima de todas as damas disponíveis... E até mesmo das não disponíveis como no caso da bela Lady Genevieve, comprometida com outro. 
        Desacostumada com as atenções do sexo masculino, Genevieve pensa que Dylan está apaixonado por ela e que, somente seu compromisso com um homem bem mais velho, é o que impede que eles fiquem juntos. É então que ela toma uma atitude impulsiva e que Dylan se vê obrigado a desposá-la.
        Como em todos os livros dessa autora, o mocinho Dylan não é perfeito e, perto do final, chega muito perto de se tornar um vilão. Gosto dessas características mais imperfeitas e por isso continuo lendo os romances de Margaret Moore. Mas algumas mocinhas dessa autora são meio chatas e metidas, algo que a autora costuma associar aos normandos. Esse é o caso de Genevieve... O que Dylan tem de desleixado ela tem de perfeccionista e isso causa rusga entre o casal. 

         Mas não é esse o principal conflito, algo que só é revelado do meio para o final. Não vou dar spoiler mas achei bem realista a maneira como a autora retratou o peso dessa noticia sobre a vida do casal principal. Mesmo se amando, o peso dessa realidade acabou os afastando e, dentro de um ano, o casal apaixonado do inicio já não existe mais. Será que ainda há espaço para um recomeço e que o amor de Dylan será o suficiente para afastar as duvidas de Genevieve?

         Chamo atenção também para os personagens secundários, Trystan e Mair, que são os protagonistas de "Sortilégio do amor", outro livro da autora. Só não entendi por que, na edição brasileira desse livro eles trocaram os nomes do personagem para Johnathan e Samantha. Mais uma daquelas particularidades inexplicáveis dos romances de banca, imagino. 

          No geral é um bom livro, que recomendo aos que gostam de romances que se passam na idade média. Não é um dos meus favoritos da autora mas pretendo guardá-lo pois tenho outros dessa série gigantesca da autora. Nota 7 - razoável. 

Resenha: A vingança - Miranda Lee #MaratonaDeBanca


                                                             
Dominique é a esposa que todo homem sonha ter: bonita, sexy e somente interessada no prazer de seu marido, Charles Brandon, um dos maiores magnatas de Sydney. E ele está hipnotizado pelos encantos de Dominique. Mas, ao que tudo indica, ela se casou por dinheiro, e não por amor. Charles fica arrasado... e furioso! Só que ele não está preparado para abrir mão de sua mulher... não antes que sua paixão por ela tenha sido saciada... e a vingança, consumada! - Sinopse retirada do Skoob
Charles é apaixonado por Dominique, sua recém esposa, a quem conheceu e se casou num curto espaço de tempo. Esta também parece estar bem apaixonada por ele... Porém isso ocorre nas 5 primeiras páginas e o livro se chama “A vingança”. Portanto, não é de se estranhar que a felicidade do casal não dure muito.
É que Rico, o melhor amigo de Charles, desconfia das intenções da moça e resolve mandar investiga-la. O que Rico descobre e, em seguida, conta para Charles muda completamente a vida do casal: Na verdade Dominique havia se casado por dinheiro, pois sempre perseguira um marido rico que pudesse banca-la.
 Charles fica possesso e resolve pedir o divórcio. Mas antes disso exercerá sua vingança...

 A premissa do livro me pareceu meio típica, mas gostei de como a história de “A vingança” se desenvolveu. Charles começa como um mocinho amargo, querendo se vingar a todo custo daquela que acredita tê-lo enganado, mas, mesmo em meio à raiva, consegue raciocinar e mudar seus planos antes de causar maior estrago.
Já Dominique é uma personagem que não me cativou muito, mas gostei do diferencial: Normalmente as mocinhas somente são acusadas de ser “caça-maridos”, mas, no caso de Dominique, essa também é a verdade. Sim, ela se casou com Charles pelo dinheiro dele... Porém acabou se apaixonando também no meio do caminho. Para justificar essa atitude ambiciosa da mocinha, a autora nos fala um pouco de seu passado e o que é revelado torna as atitudes dela compreensíveis.
O livro é bem coerente e, devo confessar, o final me emocionou, embora não saiba explicar exatamente o porque. Gosto muito desse livro, é o primeiro de uma trilogia chamada “Three Rich Men Series”, conhecida também como “Clube do pôquer” e que é a minha favorita dessa autora.
 Enfim, por tudo isso, minha nota é 9 – o livro não é um dos meus favoritos, mas é muito bom.

P.S.: Rico e Renée, personagens secundários desse livro, são os protagonistas do segundo livro da trilogia, Amante por um mês. 

Para ler outras resenhas que escrevi para a Maratona de banca,clique aqui. 

Resenha: A noiva traída - Jayne Ann Karetz


Na sua noite de núpcias, a doce e sensível Katy Coltrane vibra de paixão por Robert, seu marido. Amante experiente, ele sabe despertá-la para a volúpia. Mas o que Robert revela logo em seguida leva Katy ao desespero!
Robert casou-se por interesse com a filha de seu ex-patrão. Porém, à mediada que ele aprende a conhecer a nova Katy - surpreendente fogosa e determinada - passa a querê-la de qualquer maneira. Mas não será tarde demais para evitar que ela o castigue, abandonando-o? - Sinopse retirada do Skoob

         Robert nunca tinha dito que amava Katy, nem mesmo quando a pediu em casamento. Mesmo assim Katy acreditava que, se havia pedido de casamento, ele certamente deveria amá-la e, por essa razão, aceita a proposta. 

         Cheia de esperanças em viver feliz para sempre ao lado de seu príncipe encantado  (e cowboy), Katy vê todos os sonhos diluídos na lua-de-mel. Na verdade Robert a pedira em casamento por achar que ela seria um moça confiável, uma parceira nos negócios e na vida e não por ter algum tipo de paixão fulminante por ela. 
          No momento em que essa discussão acontece, Robert faz uma verdadeira "declaração": Diz que, apesar de não amá-la, vai cuidar dela e protege-la, vai ser fiel e quer passar o resto da vida com ela. Uma mulher sensata pensaria que o amor vem com o tempo e esqueceria esse papo de "contos de fada". Mas, por trás da faixada prática e discreta há uma mulher impulsiva e passional: Katy pede o divórcio. 
           A noiva traída é um livro antigo que comprei recentemente em uma das minhas visitas ao sebo. Não sei bem o que me chamou a atenção na história pois a autora não é conhecida e a sinopse não tem nenhum diferencial. Mesmo assim comecei a ler o livro e fiquei satisfeita com a minha aquisição. 
           É interessante ver os mocinhos, depois de casados, tentando fazer o casamento dar certo. Há brigas e discussões mas, como um casal normal, eles logo fazem as pazes, sem que seja necessário uma vida de ressentimentos e acusações para isso. 
           Claro, como já é característico nesses romances, há a figura do vilão, aquela pessoa que tenta sabotar a felicidade (e até mesmo a vida) do casal. Mas, assim como as cenas de discussão, o climax, em que a identidade do vilão é revelada e a "batalha" entre ele e o mocinho ocorre é morno, não deixando qualquer dúvida de que o desfecho será positivo. 
            Em um dia mais critico, chamaria a autora de covarde por não colocar seus personagens em grandes dilemas ou situações complicadas. Porém estava de bom humor e a leitura foi tão rápida que nem me estressei com essa situação. Nota 7 - um livro razoável e interessante para ler em um bom dia. Provavelmente você vai esquecer a história logo em seguida, mas vale a pena se o preço estiver bom (no meu caso custou R$ 2,00, então tudo bem. 


Resenha: O homem que todas as mulheres desejam... - Miranda Lee


Para a maioria das mulheres, Ryan Armstrong é irresistível, do jeito que ele gosta! Além dos negócios, o único compromisso de Ryan Armstrong era sair à caça! Laura, no entanto, recusava-se a ser mais uma na vasta lista de mulheres seduzidas por ele. Ela não tinha tempo a perder com homens arrogantes, muito menos com um capaz de despir o tailleur inteirinho de uma mulher apenas com a imaginação! Ryan era a última pessoa no mundo com quem Laura desejaria dividir a cama por uma semana inteira... Mas ela precisava da ajuda dele! Por isso, logo Ryan iria realizar sua jogada, e Laura tinha dúvidas se teria forças para resistir... - Sinopse retirada do Skoob

          Toda sexta feira, nos últimos 2 anos, é sempre a mesma coisa: Laura entra no escritório  do ex-goleiro Ryan Armstrong e, tratando-o da maneira mais fria possível, analisa os contratos da empresa de Ryan (ela é advogada) e vai embora. Porém naquele dia algo diferente acontece, Laura parece um tanto distraída. Curioso, Ryan a convida para um café e, a partir daí o relacionamento de ambos sofre mudanças radicais. 
           Mais um livro de Miranda Lee, uma das minhas autoras prediletas nesse universo dos romances de banca. Porém, não são todos os livros que gosto dessa autora, alguns clichês utilizados por ela são atraentes para mim, já outros nem tanto. 
           "O homem que todas as mulheres desejam...", esse livro com um nome gigante, teve logo de cara um enredo que eu aprovava: A mocinha não gosta do mocinho logo de cara mas se apaixona por ele ao conhece-lo um pouco melhor. Era para ser um leitura divertida e interessante... até que começaram os erros. 
             Cheguei a postar na página do blog uma foto  com um erro grosseiro de português. Antes desse momento já estava incomodada com as palavras utilizadas pela tradução, estranhando até mesmo a falta de pontuação em alguns momentos do livro. Porém, depois desse erro bizarro as coisas ficaram insuportáveis para mim: Parece que esse foi o primeiro de uma sucessão de erros cometidos na tradução e não corrigido pelas outras pessoas que tiveram acesso ao livro.
               Dessa forma a leitura acabou me desanimando bastante e, mesmo tendo vários elementos interessantes, não conseguiu me prender. Por isso, apesar do enredo razoável (valeria um 7 em outra situação) sou obrigada a dar nota 6 para esse livro - o livro é uma bomba e me fez pensar (como eu disse no facebook) em enviar uma gramática para o pessoal da Harlequin Brasil. Quem sabem assim não consigam ver os erros ridiculos cometidos pela sua equipe de tradução? 


Já leu algum livro com erros de concordância ou gramática? Comente! 

         

Resenha: Mágica do Amor - Claire Delacroix

Um encontro para o Amor!
África do Norte, 1085.
Embora sua alma possuísse a aura dos reis, Yusef lutava contra os instintos selvagens de seu sangue, até que o destino de uma dançarina se entrelaçou com o seu, e o fez conhecer o eterno poder do amor...
Alifa fazia o que era necessário para a sobrevivência de seus irmãos mais novos, mesmo sabendo que o tipo de vida que levava era pouco recomendável. Até a noite que se uniu para sempre a Yusef, um homem cujo toque podia significar uma temível morte... ou uma vida de mágica paixão. - Sinopse retirada do Skoob

       Esse é um livro escrito por Claire Delacroix, uma autora que gosto bastante pelo caráter fantástico de suas histórias. Em Mágica do Amor não é diferente, o mocinho é filho de um poderoso curandeiro porém não quer seguir os passos do pai e realizar curas através de espíritos, optando por prosseguir com seus estudos na cidade.
        Mas a vida tranquila de Yusef na cidade se vê ameaçada quando conhece Alifa. Em uma série de circunstâncias sobre as quais não me atentarei no momento, o mocinho acaba se responsabilizando por escoltar Alifa e os três irmãos de volta as montanhas. Yusef é então obrigado a confrontar o seu passado e a pessoa que ele é de fato, além de se ver cada vez mais envolvido com Alifa durante essa jornada.
        Duas coisa me chamaram a atenção nesse livro. A primeira é que a história se passa na Africa do Norte e tem como protagonistas dois mocinhos berberes, povo tradicional da África. Essa capa, portanto, não tem nada a ver com a real aparência do mocinho, uma vez que a pele dos berberes é mais escura. Parece uma coisa simples mas é a primeira vez que vejo uma história que ocorre fora do eixo Europa/America e achei essa diferenciação muito interessante, principalmente pois pude conhecer um pouco mais dos costumes desse povo (bem pouco, pois o livro é curto, mas foi interessante sabe-lo). 
           A segunda coisa é a profissão exercida pela mocinha do livro, Alifa. No inicio pensei que ela apenas uma dançarina de taverna mas, conforme o livro vai passando a autora nos revela que Alifa é uma prostituta. Esse é um dos primeiros conflitos entre ela e o mocinho pois Yusef, um homem que agora adota a religião muçulmana, não se deita com prostitutas e a considera indigna dele nesse primeiro momento. 
          O fato de ele descobrir que Alifa faz isso para sustentar os 3 irmãos menores arrefece um pouco a resolução dele em se manter afastado e, durante a longa viagem, os dois vão se aproximando. Mas a profissão de Alifa é sempre um ponto de empecilho na mente dos dois, já que ela também não acha que Yusef irá querer alguém que tinha uma profissão como a dela. 
           Apesar da profissão de Alifa, o livro não tem cenas detalhadas de sexo. Há apenas, vez ou outra e dentro do contexto da trama, insinuação de relação sexual entre os mocinhos além de beijos trocados entre eles. Não sei se é algo feito pela própria autora ou se é essas cenas foram cortadas pela editora do livro - romances de banca tem suas histórias cortadas afim de atenderem a quantidade de páginas estipulada para cada coleção. Mas não achei essa escolha (de pular as cenas hot) algo ruim, isso até se encaixou com a sensação de que estava lendo um conto de fadas que tive em enquanto lia esse livro. 
            Durante a leitura, tive um pressentimento de que esse livro teve um antecessor e, ao pesquisar na internet, descobri que é o segundo livro de dois, uma série chamada The Moorish Series. Como o mocinho desse livro é apenas um coadjuvante na primeira história (parece que ele é apaixonado pela heroína do primeiro livro) não tive problemas em acompanhar "Mágica do Amor", mesmo sem ter lido o primeiro volume da série. 

             Indico se estiver afim de um romance sobrenatural com ares de conto de fadas. Embora tenha seus aspectos mais realistas (a profissão da mocinha, por exemplo) é essa a imagem que tenho desse livro, me fez lembrar aquelas histórias sobre reinos distantes e princesas que precisam ser salvas. Nota 8 - é um bom livro. 

Já leu esse livro? Leria? Comente! 

Resenha: O cometa do amor - Elizabeth Bevarly (#MaratonaDeBanca)

                                        

Tenha cuidado com seus desejos...Pena Rosemary Mach não ter seguido este conselho... por que, ainda adolescente, alimentando o desejo secreto de se vingar de Wills Random. Também nutrira outros desejos secretos com relação a ele... que pretendera realizar, se tivesse tido a oportunidade.Agora, passados treze anos, aquele homem atraente, irresistível... e intelectual batia à sua porta.E, enquanto Rosemary admirava o magnífico homem que Willis se tornar, jurou a si mesma que teria outra oportunidade com ele...E provaria que a vida não era só trabalho.Era calor, paixão, beijos e muitas outras coisas... mesmo que fosse a ultima coisa a fazer! - Sinopse retirada do Skoob 

          Na adolescência Rosemary e Willis viviam de praticar bullying um com o outro: Willys chamava Rosemary de desmiolada e cabeça de vento - já Rosemary caçoava da aparência nerd de Willis. Rosemary odiava tanto o garoto que chegou a desejar, durante a passagem de um cometa, que ele um dia tivesse "aquilo o que merecia".
           Treze anos depois ambos se reencontram e, para desespero de Rosemary, são obrigadas a morar juntos. Acontece que Willis está pesquisando sobre o tal cometa (que passa de tempos em tempos naquela mesma cidade) e a mãe da mocinha ofereceu a residência dela para hospedá-lo. 
           O que Rosemary não esperava era que Willis estivesse tão diferente: O garoto nerd de outrora agora era um homem inteligente e com uma aparência de atleta. Agora ela tinha que lutar não somente contra aquela atração que sentia contra ele como também com o complexo de inferioridade que sentia sempre que estava próxima de Willis. 
           O titulo do livro em inglês é Beauty and the brain ('A bela e o cerebro', alusão ao fato do mocinho ser mais inteligente que a mocinha ) e, só por isso, já dá para perceber qual será a temática do livro. Enquanto Rosemary busca esquecer o passado e tenta "ser legal" com o mocinho, Willys fica o tempo inteiro pensando que não pode se apaixonar por ela, já que Rosemary é intelectualmente inferior a ele. É claro que isso não o impede de desejá-la mas o mocinho acredita que isso se deve ao efeito da passagem do cometa sobre a Terra e não a alguma paixão que possa sentir sobre ela. 
             Willys é um personagem charmoso porém fiquei um pouco irritada com a arrogância dele em considerar somente alguém bom em 'ciências' (física, quimica etc.) como inteligente. Em vários momentos do livro ele deixa essa opinião a mostra, isso aliado com o preconceito que ele sente pela beleza de Rosemary - ele se recusa acreditar que ela possa ser inteligente, somente por ser bonita (e por não saber sobre ciências). 
             Isso me fez antipatizar um pouco do mocinho mas Rosemary também não ajuda, passando uma imagem superficial durante quase todo o livro. Acho que a intenção da autora foi acentuar essas diferenças entre ambos e a forma como eles se apaixonam mesmo assim: Uma espécie de releitura para a "A Bela e a Fera", ao meu ver. 
             Mesmo com esses personagens um pouco irritantes, o livro não é ruim. Elizabeth Bevarly consegue colocar a atração entre os mocinhos pairando durante todo o livro, o que faz com que a leitura flua rapidamente. Além disso a história é bem divertida e, se não entrou para a minha lista de favoritos, ao menos proporcionou entretenimento. Nota 7 - um livro razoável. 

P.S.: Só eu acho um charme mocinhos que usam óculos? 

Para ler outras resenhas que escrevi para a Maratona de banca,clique aqui. 

Resenha: Um bebê para o Natal - Sharon Kendrick (#MaratonaDeBanca)


Ele chegou para o Natal! Ao chegar de Nova York para passar o Natal com a mãe, Matt Hamilton não tinha a menor idéia do que o destino lhe reservava. Quando precisou de alguém para tomar conta de Sophie, sua filhinha de oito meses, ele imediatamente pensou em Daisy Blair. O que Matt não sabia era que Daisy o amava desde criança e estava decidida a ser bem mais do que uma babá para Sophie!  - Sinopse retirada do Skoob .

           Ah, o Natal! Época de felicidade, família, reencontros... E o tema da Maratona de Banca para o mês de Dezembro (outros temas aqui). Infelizmente porque, embora o Natal seja uma época mágica etc. etc. livros e filmes com esse tema costumam ser amenos e sem graça.
             No caso de "Um bebê para o Natal" não foi diferente.  Dayse é uma jovem de 18 anos loucamente apaixonada por Matt, o seu herói de infância e sonho de consumo desde que se entende por gente. Mas acontece que Matt só a vê como uma irmãzinha caçula, alguém para ajudá-lo a cuidar de sua filhinha de 8 meses. 
               Desde a pouca idade da heroína até os monólogos interiores da protagonista, que duravam páginas, detestei completamente esse livro. Sabe quando os personagens começam a filosofar do nada durante os diálogos? Nesse livro isso acontece o tempo inteiro. A impressão é que a autora foi paga para escrever o livro mas, como não sabia o que escrever, ficava enrolando com esses assuntos nada a ver e os monólogos ridículos da heroína. 
                 Isso por que eu não falei nada sobre a passagem de tempo que ocorre no final: Se passam 2 anos mas os personagens agem como se fossem 2 dias! Tudo isso em um numero minimo de páginas, só para ficar ainda mais mal feito. Depois disso... Fim. 
                  O livro é tão ruim que nem tive animo para escrever a resenha dele no Natal. Só recomendo se você estiver com vontade de passar raiva (e no mal sentido). Nota 6 - não gostei. 

P.S.: Ainda procurando um livro bom que tenha o Natal como tema.

Resenha: Paixão Explosiva - Sandra Brown

Generosa, Jenny Fletcher punha em segundo lugar os seus próprios sonhos e necessidades, e em primeiro os de seu noivo, Hal, um homem mais comprometido com uma causa do que com ela. Na véspera de sua viagem para a América Central, ele lhe deu o que Jenny mais queria na vida... uma noite de paixão. Foi seu último presente.Cage Hendren contrastava em tudo com o irmão, Hal. Ovelha negra da família, ele só tinha ternura por Jenny. Mas ela sempre o achara selvagem e implacável demais... até que Cage lhe mostrou o lado selvagem que ela mesma não sabia que tinha dentro de si. E depois de ser iniciada na arte de sentir prazer, Jenny jamais poderia ser outra vez a mulher de antes... - Sinopse retirada do Skoob. 
           Jenny está angustiada. Seu noivo, Hal, vai fazer uma viagem perigosa no dia seguinte e todos (os pais de Hal e o noivo) estão agindo como se tudo fosse perfeitamente normal. A unica pessoa que parece compartilhar a angustia de Jenny é Cage, o irmão de Hal, que conversa com ela e pede para que Jenny tente convencer Hal a não ir. 
            Munindo-se de coragem, Jenny vai ao quarto de Hal e tenta seduzi-lo mas o noivo é profundamente religioso e a rejeita, deixando a mocinha desconsolada. Horas depois porém, ele aparece em seu quarto e eles tem uma noite inesquecível. 
           O que Jenny não sabe é que não foi Hal quem entrou em seu quarto e sim Cage, o mocinho do livro. Mas Cage não pode contar nada a Jenny ainda mais depois que Hal morre durante a viagem - ele quer deixá-la com essa ultima lembrança de seu irmão, mesmo que não seja verdadeira. 
          Mas Cage também está completamente fascinado por Jenny e faz de tudo para conquistá-la, mesmo sabendo que é errado. Enquanto isso a mocinha está cada vez mais confusa com seus sentimentos, chegando ao ponto de se perguntar se realmente amou o falecido noivo algum dia. 
           Esse é o enredo básico de Paixão Explosiva, da autora Sandra Brown. Pra falar a verdade já li esse livro em outras duas edições, lançadas pela falecida editora Nova Cultural mas, mesmo assim, tive que lê-lo por uma terceira vez.
           Motivo? Esse livro tem tudo: Romance, Paixão, Humor, Drama... É um romance completo e há essa trama principal que me angustia sempre que leio, por que os mocinhos são ficam o tempo divididos entre a paixão e a culpa. Afinal Jenny fora noiva do falecido irmão de Hal. 
            Sobre Cage, normalmente não vejo muitos mocinhos loiros em romance de banca mas esse é uma bela exceção. Cage é irresistível, um tipico bad boy que camufla sua baixa estima com uma atitude auto-destrutiva. Já Jenny, a mocinha, é aquele tipo de boa garota que tenta agradar a todos por medo de ser rejeitada. Ela foi criada pelos pais de Cage mas sempre se manteve afastada do mocinho por achá-lo perigoso e um tanto selvagem. 
               Os pais de Cage são antagonistas durante o livro. Ambos são extremamente religiosos e não conseguem compreender o estilo livre de seu filho mais velho. Eles rejeitam Cage durante todo o livro, preferendo Hal e, quando Jenny se envolve com ele, passam a rejeitá-lo também. 
                Mesmo com todos esses empecilhos o final é feliz. Todas as vezes que leio o epilogo sinto os olhos lacrimejarem, mas só por que é bonito ver como as coisas se ajeitaram no final. 
                 Recomendo a quem gosta de romances. A autora, Sandra Brown, hoje escreve livros 'de livraria' com uma abordagem mais policial, porém mostra em "Paixão Explosiva" que também sabe escrever tramas mais focadas no romance. Nota 8 - um bom livro. 

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Resenha: Partilha do amor - Helen Bianchin

Ela está vulnerável ao desejo de um homem poderoso...
Taylor Adamson acaba de ficar face a face com o incrivelmente arrogante Dante d'Alessandri, com quem precisa partilhar a custódia de seu sobrinho órfão. E ele parece decidido a garantir que o pequeno Ben seja criado para herdar sua fortuna. Mas, até que isso aconteça, terá de conviver com Taylor para poder controlá-la mais de perto...A princípio, Dante a vê como uma mera babá, mas logo percebe que ela pode cumprir outro papel, muito mais interessante. O impiedoso italiano sabe que Taylor fará de tudo para cuidar de seu pequeno sobrinho, e está disposto a aproveitar todas as oportunidades para ficar cada vez mais próximo dela... - Sinopse retirada do Skoob 

        Taylor, arrasada com a morte da irmã e do cunhado, só consegue pensar em proteger e dar o melhor cuidado para o seu sobrinho, Ben. Mas, para isso, ela precisa partilhar a guarda com Dante, o irmão de seu falecido cunhado. No inicio a mocinha não acha que Dante esteja realmente pensando no bem da criança mas, forçada pela convivência diária, acaba percebendo que aquele homem aparentemente selvagem e arrogante também só pensa no bem estar da criança. 
         Esse é um tipico romance de banca, com um tema que a autora, Helen Bianchin, costuma utilizar com freqüência: O casamento de conveniência, em que os mocinhos se casam, a principio, por outra razão que não seja o amor. A mocinha reluta no inicio, principalmente devido a uma agressão que sofreu no passado e que faz com que ela não confie nos homens, mas depois acaba sedendo e se casando com o bonitão italiano. 
         Dante e Taylor pouco diferem dos mocinhos desse tipo de romance. Talvez uma das poucas diferenças é que Dante seja mais paciente e carinhoso pois, enquanto os mocinhos do gênero normalmente relutam em demonstrar seus sentimentos, Dante o faz desde o inicio, embora só os manifeste em palavras do final. 
         Falando sobre o desfecho, achei-o um pouco forçado, uma situação meio nada a ver com o restante da história. Teria gostado mais se a autora tivesse investido mais na situação do agressor do passado. (Sem maiores detalhes para não dar spoiler). 
         Mas no geral é um livro razoável, recomendo para quem já gosta do gênero e do tema casamento de conveniência. Infelizmente não é meu livro preferido da autora nem um livro muito memorável mas é mediano. 
         Minha nota é 6,5 pois, embora o livro tenha vários momentos calientes e  tudo o mais, tirei meio ponto por causa do final. 

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Resenha: O pecador arrependido - Penny Jordan #MaratonaDeBanca



O RENOMADO ADVOGADO MAX CRIGHTON TINHA UMA FAMÍLIA MODELO... OU ASSIM PARECIA...ACOSTUMADO A SEDUZIR CLIENTES E A DESPREZAR MADELEINE, SUA ESPOSA, ELE NÃO PASSA DE UM GRANDE PATIFE. NO ENTANTO, QUANDO ESCAPA POR UM TRIZ DE UM BRUTAL ATENTADO, ELE PASSA A VER A VIDA COM OUTROS OLHOS. AO SAIR DO HOSPITAL, MAX ESTÁ ARREPENDIDO E QUER SER PERDOADO... MAS CONSEGUIRÁ ELE RECUPERAR A CONFIANÇA PERDIDA? - Sinopse retirada do Skoob 

          Quando vi que um dos meses da Maratona de Banca era "Penny Jordan", autora que faleceu no finalzinho do ano passado, logo pensei nesse livro, talvez um dos mais "polêmicos" da autora já que alguns amam e outros odeiam. 

           "O pecador arrependido" conta a história de Max Crighton , um pai omisso, marido infiel, filho desnaturado... Enfim, o típico canalha. Já conhecia o personagem de outros livros da família Crighton e, confesso, já achava difícil gostar desse livro antes mesmo de lê-lo. 
            As primeiras páginas pareciam confirmar minha impressão, afinal, Max só age como um cafajeste, página após página. Mas então ele fica a beira da morte e... muda. 
            Sabe aquelas histórias em que o personagem bate a cabeça e muda completamente a personalidade? Então, é bem parecido com o que ocorre com o mocinho desse livro. Relendo a cena depois, fiquei com a impressão de que ele desenvolve uma "consciência" antes do atentado, porém é depois do fato que ele realmente muda. 
             O problema é convencer Madeline, sua esposa, de que essa mudança é de verdade. Pior de tudo é que a mocinha já está até com outro, pensando em pedir a separação, quando recebe essa noticia da "mudança" do marido. Ela pensa que é mais um dos truques de Max mas acaba aceitando que ele se recupere na casa dos dois. 
             Fazendo um paralelo com a súbita mudança do mocinho, a autora também narra a mudança de Madeline, que passa de 'dona de casa' a 'empresária', além de se tornar quase uma referência matriarcal para o restante da família. É Madeline quem consola todos da família quando Max sofre o acidente, é ela quem toma as rédias da instituição de caridade antes dirigida pela avó de Max, Ruth Crighton. Enfim, a mocinha se torna uma mulher mais confiante com o passar da história. 
                O problema é que o livro é muito curto para haver toda essa mudança toda. Por isso é que temos a impressão de superficialidade, não há páginas suficientes para que todas essas evoluções e mudanças parecem críveis. A autora coloca uma passagem de tempo que mostra que, com o passar dos meses, Max continua mesmo um 'cara legal' , mas isso é algo que vemos de um capitulo para outro - muito rápido e pouco convincente. 
                Há aqueles que acham que Madeline perdoou o mocinho rápido demais mas, só pelo final do livro, percebe-se que não é assim. O que Madeline dá é uma nova chance ao casamento dos dois, mas não necessariamente seu perdão e amor de volta. Para quem leu só esse livro é um fim péssimo mas, nos próximos livros da série, acompanhamos indiretamente a evolução desse casal. 
               Enfim, confesso que chorei lendo esse livro e, no geral, gostei da história (apesar de alguns detalhezinhos irritantes). Minha nota é 7 - uma história razoável. 


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Resenha: O amante - Deborah Hale


             ALGUNS SEGREDOS SÃO IMPOSSÍVEIS DE SER GUARDADOS POR MUITO TEMPO!
INGLATERRA, 1815.Como Felicity contaria a seu querido amante que ele seria pai? Thorn ,apesar das circunstâncias dificeis,certamente faria uma oferta de casamento responsavel e honrosa, a qual Felicity jamais poderia aceitar.Por que ela só se casaria com ele se realmente houvesse amor entre ambos... Thorn Greenwood queria ter apenas alguns momentos de prazer ao lado de Felicity, mas, em vez disso, acabou se apaixonando perdidamente por ela. No entanto, de repente, ela terminou o relacionamento deles de forma abrupta. Teria Felicity imaginado que ele não passava de um caça-dotes? Não podia ser... A única coisa de valor que Thorn queria era o amor daquela mulher! – Sinopse retirada do Skoob

            Quando Lady Felicity Lyte descobre estar grávida de seu amante, Lorde Thorn Greenwood, resolve terminar o romance entre os dois. Porém o que não esperava era que Thorn batesse a sua porta em plena madrugada, completamente descomposto, acusando o sobrinho Felicity de fugir com a irmã dele para a Escócia.

            Após superar o choque de ver seu antigo amante batendo a sua porta, Felicity se compromete a ir atrás do casal fugitivo, e Thorn insiste em acompanhá-la. Mas a mocinha recusa, pois tem medo de que ele descubra sua gravidez e a obrigue a um casamento indesejável.
            Esse livro foge de alguns clichês bastante usuais em romances românticos, principalmente usados quando se trata de um livro “de época”, ou seja, que se passa em um período histórico anterior.  Claro, no cerne ainda se trata ainda de um romance mas se são os detalhes que fazem a diferença, foram esses detalhes que destacaram ‘O amante’  dos demais romances do gênero.
            O primeiro lugar-comum: A mocinha deve ser virgem e/ou inexperiente, só “despertando para o amor” quando o mocinho aparece em sua vida. O mocinho, por sua vez, deve ser experiente, embora nunca tenha se apaixonado de fato. Em ‘O amante’ acontece justamente o inverso: Felicity já foi casada e havia procurado um amante justamente por sentir falta do aspecto sexual do casamento. Já Thorn é quem é despertado; a autora não é muito direta nesse ponto mas dá a impressão de que o mocinho era virgem antes de começar a se relacionar com Felicity, sendo ela quem o ‘ensina’ como agradá-la etc.
            Só isso já valeria a leitura, mas ainda tem mais. O segundo clichê é do mocinho irresistível que, mesmo não sendo bonito, tem uma aura de poder/segurança tão forte em si que desperta a atenção e desejo da mocinha. Thorn é descrito como um homem de aparência comum que, em uma festa, dificilmente seria notado. A mocinha o acha atraente, claro, mas até mesmo reconhece a falta de predicados “típicos” no herói: Um dos poucos elogios a beleza de Thorn são seus olhos e sua altura. Mesmo nos pensamentos de Felicity não há mais descrições da beleza física dele, embora ele passe a ela uma sensação de segurança, de ser amada, Thorn não é bonito no sentido tradicional.      
            É por isso que, quando recebe a carta de Felicity terminando o relacionamento, Thorn não se sente particularmente surpreso. O livro não retrata muito o período em que os mocinhos foram amantes mas o tempo inteiro o mocinho se pergunta por que Felicity o escolheu, já que ela é extremamente bonita enquanto ele é apenas comum.
             Ou seja, esse é o primeiro conflito entre o casal, Thorn não acha que a mereça. E isso não é só apenas por causa de sua aparência física, mas também por que Felicity é bem mais rica que ele, embora o mocinho tenha uma reputação imaculada na sociedade (ao contrário da dela).  Thorn receia que a sociedade pense que seu interesse em Felicity é apenas financeiro, por isso é orgulhoso demais para pedi-la em casamento.       

            Nesse ponto do livro eu já estava completamente vidrada na história, ainda mais por que o livro foi escrito por Deborah Hale, uma autora cujos livros gosto muito e que recomendo fortemente para aqueles que gostam de romances de banca do período regencial. Até hoje não li um livro da Deborah Hale que não tenha sido bom, é uma autora de romances de banca que se especializou em construir histórias de amor que nos fazem suspirar no final. Ela não é muito citada nem mesmo nos blogs especializados, porém, se me perguntarem qual são as melhores autoras de romances de banca histórico com certeza a citaria na minha lista.
            Mas voltando ao livro, mesmo se passando em poucos dias, a história e o romance entre os personagens são extremamente convincentes. É óbvio que o casal principal se ama desde o principio, mas há muito orgulho e insegurança de ambos os lados.  
            O que me faz lembrar outro clichê que esse livro ignora: Se normalmente a mocinha é um poço de bondade e compaixão, nesse livro Felicity tem ares de antagonista. Mesmo pela visão romantizada de Thorn, vemos que Felicity é egoísta, mimada e temperamental. Claro, tudo isso é uma máscara para uma personalidade insegura e a convivência com Thorn faz de Felicity uma pessoa melhor, mas a mocinha testa a paciência do mocinho (e dos leitores) ao longo da história, principalmente em uma das cenas finais.  Sobre essa cena, o único motivo do final desse livro ter sido feliz é o fato do mocinho ser extremamente paciente e compreensivo (à lá Geoffrey de ‘O anel de Noivado’), por que se fosse pela mocinha o desfecho certamente teria sido outro.
            O livro ainda conta com um epilogo muito bonito e que reforçou a minha opinião de que esse livro se trata de uma série. Se não me engano as irmãs de Thorn, Ivy e Rosemary, também tem livros contando sua história. Porém, como acontece na maioria dos romances de banca, o fato de não ter lido os outros livros não dificultou a minha compreensão da história, a trama é independente.

            Se você gosta de romances românticos e está disposto a tentar uma história que foge um pouco do convencional e que é mais light, ou seja, que não tem tantas cenas quentes entre os personagens principais, eu indico ‘O amante’.    Esse livro entrou para a minha lista dos intocáveis, aqueles romances que não vendo/troco de jeito nenhum. Nota 9 – muito bom. 

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