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Turma da Mônica - Laços (Filme)


   Se você já foi criança na década de 90 (ou até mesmo antes disso) existe uma boa chance de um gibi da turma da Mônica ter sido a sua primeira leitura. Embora nem toda a família tivesse assinatura, era comum encontrar um gibi da Mônica ou do Cebolinha em algum canto da casa, nem que fosse com algumas páginas faltando.
   Laços aposta nesse saudosismo para criar uma história focada na amizade entre os quatro personagens principais da turma da Mônica, que também inclui Cebolinha, Cascão e Magali. A rotina normal das crianças - que consiste basicamente em Cebolinha tentando roubar o coelho de Mônica com a ajuda de Cascão e falhando miseravelmente - é subitamente interrompida com o desaparecimento de floquinho, o cachorro de Cebolinha.
'CEBOLINHAAAA'

   Os quatro resolvem então investigar o desaparecimento, e acabam descobrindo que o bichinho foi sequestrado pelo "Homem do saco". Como seus pais não parecem levar a sério essa teoria, eles mesmos resolvem partir em busca de Floquinho, o que os levará a uma aventura no meio de uma floresta.
   Turma da Mônica Laços é um filme que tem muito das características dos quadrinhos da turma da Mônica e afins mas que, ao mesmo tempo, consegue ser um pouco mais profundo que os quadrinhos que eu costumava ler. Não li Laços mas posso dizer que o filme consegue aliar muito bem aventura e humor, ao mesmo tempo em que conta uma história muito bonita sobre amizade.
   O filme poderia muito bem ter tentado atualizar a turminha, colocando meios tecnológicos. No entanto, preferiram manter tudo exatamente como está nos quadrinhos, de forma que parecemos estar acompanhando uma história que se passa antigamente. Isso não chega a ser um problema, na verdade o saudosismo que isso traz acaba sendo um ponto benéfico, considerando que vivemos em uma época em que Stranger Things faz sucesso. 



   Laços é um filme voltado para o público infantil, tenha isso em mente. Isso não quer dizer que nós, adultos que crescemos em meio a essas histórias, não possamos nos encantar por essa fofura. O casting é um dos pontos altos do filme, já que todos os personagens parecem ter saído direto dos gibis para a telona. Magali, que é minha personagem favorita nos quadrinhos, continua sendo minha favorita no filme também. Embora sua participação seja mais discreta, para mim Magali roubou a cena.
   Recomendo para os que gostam de histórias mais infantis e estejam afim de conferir a adaptação da Turma da Mônica para os cinemas. Vale a pena se você estiver afim de voltar a ser criança, nem que seja por apenas algumas horas.
   Nota 8,5 - bom filme. Dei meio ponto pelo casting excelente. 

|TRAILER|

  

Bingo - O Rei das Manhãs (Review)


   Eu nunca gostei muito de palhaços e ler IT, no início desse ano não ajudou a melhorar muito minha opinião sobre eles. Porém, quando fui assistir Anabelle 2, assisti ao trailer de "Bingo - o rei das manhãs" e fiquei interessada na história de Ascenção e Decadência do homem que está por trás do palhaço. Fiquei mais interessada ainda quando descobri que toda a história desse filme é livremente inspirada numa história real, de um dos atores que interpretaram o Bozo nos anos 80.    
   A história de Augusto Mendes, nome do personagens que interpreta "Bingo", tem vários elementos já conhecidos desse tipo de trama. Augusto começa como ator de filmes pornô (aquelas chanchadas da década de 70) mas, quase por acaso, acaba fazendo o teste para o papel de Bingo e - surpresa! - sendo escolhido.   
    Augusto tem um filho de uns 9/10 anos chamado Gabriel e algumas partes do filme acontecem sob a perspectiva desse menino. Ao mesmo tempo em que fica feliz pelo sucesso do pai, Gabriel não pode revelar a ninguém que ele é o Bingo. As decisões de Augusto depois da fama também parecem priorizar Gabriel cada vez menos e essas são as cenas mais tristes do filme.
    Falando em atuação, o filme está cheio de grandes nomes, como Leandro Leal, Vladimir Brichta, Emmanuelle Araújo... O elenco todo é muito bom, cada um dos atores consegue transmitir a verdade do seu personagem.
   Claro, não basta só um elenco bom para se fazer um filme de sucesso. Bingo tem também uma ótima trilha sonora (tanto a original quanto as músicas dos anos 80 selecionadas para compor a história são muito boas) e uma direção que consegue navegar entre o humor e o drama presentes do roteiro. A produção é impecável: em todos os aspectos, parece um filme dos anos 80.
   Não vivi a época do filme, por isso algumas cenas pareceram semi-biográfica pareceram meio absurdas para mim. Quem leva a Gretchen para um programa infantil? Para nossa realidade isso é algo incompreensível, mas os tempos lá eram outros e o filme não teme mostrar isso, indo desde cenas de bullying contra crianças até músicas e atrações inapropriadas como as que citei.    A queda do "maior palhaço do Brasil" ocorre pelo uso intenso de drogas. Augusto já se drogava antes de virar Bingo mas, com dinheiro e fama, acabou entrando ainda mais nesse mundo. Há algumas cenas fortes para mostrar a vida desregrada do "personagem" e outras para mostrar a consequência desse estilo de vida no trabalho e na vida pessoal. Uma das minhas cenas favoritas do filme acontece perto do final, com Augusto caracterizado e no ar, mostrando que até o trabalho dele começava a ser comprometido. É a gota d'água (ou melhor, gosta de sangue) que falta para que o ator alcance o fundo do poço.
   Se você ainda tem preconceito com produções brasileiras, está na hora de deixar isso de lado e dar uma chance a filmes como Bingo. Não adianta reclamar que "brasileiro só faz comédia" e ir ao cinema só pra ver "Minha mãe é uma peça" (que também é um ótimo filme). Comédia é legal, mas o cinema brasileiro vai além disso.
   Bingo tem elementos de comédia mas o desenvolvimento da história é um crescendo, entrando cada vez mais no drama, além de ter o melhor que o cinema brasileiro tem a oferecer, em termos técnicos e artísticos.
    Um dos melhores filmes do ano e recomendo para todos que gostam de dramas e narrativas bem contadas.
      Nota 9

P.S.: Depois que escrevi esse texto saiu a notícia de que Bingo iria representar o Brasil no Oscar 2018.


Filme: Qualquer gato vira-lata.


A mulher está mais agressiva na conquista, tirando o papel do homem de caçador e, por isso, estamos todos infelizes. No reino animal, o marreco não fica o resto da vida com a marreca e o homem não deveria ser diferente. Resumindo: Qualquer gato vira-lata tem a vida sexual melhor que a nossa.

São essas as afirmações que o Professor de biologia Conrado faz durante e sua aula, para a revolta das mulheres presentes, principalmente Tati, que acaba de levar um pé-na-bunda de seu namorado Marcelo.  Tati é uma estudante de Direito, mas estava no banheiro chorando quando ouviu as afirmações do Professor e, depois disso, resolve que precisa mudar sua atitude com relação aos homens e pede ajuda ao professor.

Mais cinema nacional, dessa vez uma comédia romântica, inspirada na peça teatral de Juca de Oliveira. Enquanto Tati tenta reconquistar Marcelo com as táticas que Conrado ensina, todas inspiradas no mundo animal, ela acaba se apaixonando pelo professor, um sujeito tímido mas bonitão, que vive atormentado pela ex-mulher.

O filme começa muito bem, com uma linguagem 
rápida, diálogos e situações engraçadas. Tati é uma das personagens mais sem-noção que eu já vi, completamente neurótica a respeito de relacionamentos e homens enquanto Marcelo é o típico pegador, só prestando atenção à ex quando pensa que ela não o quer mais.  Além disso, a trilha sonora do filme também é muito boa, com musicas nacionais e internacionais que dão um toque brazuca à produção.


No finalzinho, o filme perde um pouco seu jeito “rápido” e o casal principal passa por um serie de encontros e desencontros. Mesmo assim, é um prato cheio para os fãs de comédia romântica, daquelas bem levinhas, ideiais para uma tarde de sábado. Nota 7 – um filme razoável, que vale a pena assistir (se gosta do gênero). 


Nos comentários do ultimo post, percebi que tenho alguns leitores fãs de comédia romantica: Bem, o que acharam dessa? Assistiriam? Comentem!


Filme: Desenrola


Priscila é uma jovem de 16 anos, completamente apaixonada por Rafa, uma carinha da faculdade e também super-galinha. Por incrível que pareça - por que ela é bem sem-gracinha - eles acabam ficando e tudo parece caminhar bem (se é que vocês me entendem)... Até que Rafa descobre que ela é virgem e vai embora.
Isso já seria um sinal vermelho para qualquer garota mas Priscila quer o bonitão (Kayky Brito, seu lindo!) e não desiste de tentar conquistá-lo, nem que pra isso seja preciso fingir que perdeu a virgindade com Boca, um jovem de sua sala que é meio apaixonada por Priscila.
Esse é o primeiro filme brasileiro sobre qual escrevo aqui no blog, o que não passa de uma coincidência, pois estou gostando muito do novo cinema brasileiro. Antes o Brasil fazia filmes mais “cabeças”, pensando em ganhar prêmios internacionais e só recentemente começamos a produzir nosso próprio cinema-entretenimento. Desenrola é um desses novos filmes e cumpre muito bem esse papel de diversão: Soltei altas gargalhadas em alguns momentos do filme e, embora não tenha me ligado especialmente a nenhum personagem, gostei do desfecho de um certo casal.

Minha mãe, quando assistiu esse filme, disse que é bem “Malhação” e não posso discordar dela. A atuação, os personagens, os conflitos, tudo lembra a novela teen mais velha do Brasil. Mas, apesar disso, o filme consegue ter seus bons momentos – como a declaração de Boca – e, com certeza é bem mais engraçado que Malhação (tem mais palavrões também).

O elenco mescla tanto novos atores quanto os mais conhecidos de novelas, como Juliana Paes, Marcelo Novaes – que novamente faz casal com Leticia Spiller – e, quem diria, Pedro Bial. Nesse ponto admito que, toda a vez que Bial abria a boca esperava um discurso e uma eliminação, à lá Big Brother Brasil. Infelizmente isso não aconteceu mas fica a dica para os próximos que resolverem colocá-lo atuando no cinema.


Indico não só para os adolescentes mas para quem gosta de assistir filmes com um toque de humor e romantismo. Não acho que “Desenrola” seja o filme preferido de alguém mas é uma boa dica para o final de semana. Nota 8 – um bom filme.

E você? Gosta de cinema nacional? Qual foi o ultimo filme brazuca que assistiu? Comente e faça uma blogueira feliz =)