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Meu 2020 em leituras (Estatísticas do Skoob e metas para 2021)

 


    Olá! Como o blog esteve um pouco parado nesse ano de 2020 (sem arrependimentos, a vida me chamou e eu fui), resolvi fazer uma postagem falando de um modo geral sobre minhas leituras. Utilizando como ponto de partida as minhas estatísticas do skoob, rede social que atualizo regularmente.


   A média de avaliações nesse ano foi 3.2 o que por si só já significaria um bom ano de leituras. Mas, considerando que eu sou uma pessoa que dificilmente avalia um livro com 5 estrelas redondo, esse número fica ainda mais relevante. De fato, li muitos bons livros esse ano, tais como "Complô contra América",  "A filha de Perdida" e "O enigma de Espinoza", só para citar alguns que não estão na minha lista de melhores do ano. Os dois primeiros foram, respectivamente, meu primeiro contato com Phillip Roth e Elena Ferrante, autores que já a algum tempo queria conhecer. Pretendo ler outros livros da Ferrante por esse ano, provavelmente o primeiro da quadrilogia Napolitana. Quanto a Roth, ainda procuro qual será a próxima leitura, aceito sugestões. 
    Apesar de ter avaliado com estrelas no skoob todas as minhas leituras, não fiz resenha de nenhum, nem mesmo um breve comentário. Gostaria de ser mais ativa nessa parte, então é provável que essa seja uma diferença para o próximo ano. 

    Em 2020 eu li um total de 37 livros, o que é bem mais que a quantidade de leituras no ano passado (25). Eu geralmente sou a primeira pessoa a dizer que a quantidade de livros lidos não importa, que o importante é ler etc. Continuo acreditando nisso, mas fiquei feliz de ter lido mais, mesmo em meio a faculdade, trabalho e tensões por conta do coronavírus. Junte-se isso ao fato da grande maioria das leituras ter sido muito satisfatória e temos um ano muito bom para mim enquanto leitora. A média de 26 páginas diárias é apenas isso, já que em muitos dias eu não li nada e em outros li muito. Parte de mim gostaria ser daquele tipo de pessoa que tem uma constância de leitura mas isso não rola comigo, então que bom que tem dado certo, mesmo que do meu jeitinho mais caótico. 
    Esse gráfico também é interessante porque mostra um pouco desse meu estilo mais caótico de leitura. A média é sempre dois ou três livros por mês, porém eu fui de um crescendo de 6 e 8 leituras nos meses de junho e julho para um total de 0 leituras em agosto. Atribuo os grandes números à chegada das férias e os menores ao retorno das aulas, mas posso estar errada. Fiquei pensando quais foram esses livros que eu li mais ou menos mas esse ano o skoob não detalhou, infelizmente.

    Confesso que não entendi muito bem essa divisão entre "ficação" e depois "LGBT" - LGBT não pode ser ficção? Enfim. Gostei de ver poemas e poesias nesse lista, é um gênero que voltei a ler em 2019 e que pretendo continuar explorando em 2021. Entre os poetas que conheci esse ano, Hilda Hilst pode ser citada como uma das minhas favoritas - com certeza quero ler outros livros da autora. 
    Sobre os livros com temática LGBT, já a algum tempo tenho lido algumas coisas do genero pelo qual eu tenho um interesse pessoal. Livros como "Controle" e "Os Sete Maridos de Evelyn Hugo" entraram, inclusive, para a minha lista de melhores do ano. 
    Um gênero que não aparece na lista mas que certamente pretendo dar mais atenção esse ano é o da não-ficção. Li bons livros de não ficção esse ano - "Mulheres que correm com os lobos" e "A verdade e as formas jurídicas", por exemplo - mas pretendo investir mais nesse tipo de leitura, é algo que sinto bastante falta na minha formação como leitora. A meta é ler pelo menos 3 livros de não ficção - mas não qualquer tipo de leitura mas sim uma leitura anotada, comentada e atenta. Torçam por mim rs.

    Basicamente foi esse o meu ano de 2020 em leituras. Tenho poucas metas para o ano que vem, além das que citei acima (continuei lendo, ler mais não ficção e poesia). Mas, ao mesmo tempo, estou bem tranquila caso não role - a leitura é algo que faço por prazer e quero manter dessa forma. 

    E vocês, como foram de leitura esse ano? Se quiserem, deixem seu comentário! 


5 melhores leituras de 2020

Finalmente 2020 chegou ao fim! Se bem que isso não signifique a solução mágica de todos os problemas, o mero fato de deixar esse ano no passado já traz um pouquinho de esperança. Ao menos é assim que me sinto.

O ano de 2020 não foi muito produtivo em matéria de blogagem mas fiz excelentes leituras, razão pela qual resolvi reunir todas elas nessa lista. Tentei fazer um ranking mas a verdade é que são todas leituras igualmente recomendadas, podem ir sem medo

5. Controle 














Natalia Borges Polesso já havia me encantado com Amora e agora o mesmo ocorreu com seu romance de estreia. Uma narrativa muitíssimo bem escrita, um verdadeiro romance de formação de uma mulher que tenta encontrar seu caminho e voz num mundo em meio a crises epilépticas, musicas e questionamentos sobre sua sexualidade. Ainda prefiro o livro de contos da autora, mas esse romance é incrível, li em apenas um dia. 

4. Eu, tituba














Uma história romanceada da escrava Tituba, a única negra julgada em Salém. Um trabalho muito mais de ficção que de história, esse livro apresenta uma escrita excelente, daquelas que fazem você devorar o livro em pouco tempo. É um livro que também nos faz pensar em temas como racismo e intolerância religiosa, recomendo muito!


3. Os Sete Maridos de Evelyn Hugo








Uma grande atriz de cinema conta sua história de vida a partir da narrativa de seus casamentos. Temas como racismo, sexualidade, machismo na indústria do cinema (e na vida!) são abordados de maneira maravilhosa. Este é um livro da qual sempre ouvi muito bem mas não imaginei que gostaria tanto dessa leitura - também é outro que você lê em pouquissimo tempo e termina desejando que Evelyn Hugo seja mesmo uma pessoa real.

3. O auto da Maga Josefa 









Um caçador de demônios e uma maga, investigando aparições sobrenaturais no nordeste brasileiro. Uma mistura de auto da compadecida com arquivo X - maravilhoso e muito divertido de ler!


1. Mulheres que correm com os lobos














 O livro que me acompanhou por 2019 mas que só pude terminar no começo de 2020. Uma leitura que recomendo a todas as mulheres, na qual a autora faz um paralelo entre os contos de fatas, mitos e lendas e a psique feminina através de uma perspectiva junguiana. Maravilhoso, um livro para ler e reler sempre!



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Os livros que tem post foram linkados. Os outros você pode conferir maiores informações nos posts do Instagram do blog, @misscarbono. Feliz Ano Novo, pessoal! 



Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid


    Evelyn Hugo, artista de cinema que brilhou nos anos 50. Casou-se sete vezes, protagonizando uma série de escândalos na época. Quando a jovem Monique é convidada por Evelyn para escrever sua biografia, mal pode imaginar quantos segredos irá revelar, alguns com poder de causar surpresas mesmo após tantos anos.
       A grande protagonista dessa história, Evelyn Hugo, é uma personagem apaixonante e admirável, com todos os seus defeitos e qualidades. Extremamente humana e com tanto carisma e nuances que várias vezes pensei em procurar seu nome no Google. "Não é possível que essa mulher nunca tenha existido". A sensação é tão forte que a própria autora cita Evelyn em seus agradecimentos.
      Apesar de ser uma leitura gostosa, com capítulos curtos e instigantes, o livro aborda alguns assuntos bem sérios, como a violência contra a mulher, questões relacionadas à sexualidade, machismo e, por que não, até mesmo racismo: o trecho que conta como Evelyn, de pais cubanos, teve que se fingir de loira para ter outros papéis de destaque, é curto porém nos faz refletir o quanto o preconceito moldou (e talvez ainda molde) toda uma indústria cultural. 
       Li esse livro para o clube do qual participo mas me vi completamente arrebatada pela história, devorando suas páginas. Pensei que seria difícil ler algum livro tão bom quanto "Eu, Tituba" mas "Os Sete Maridos de Evelyn Hugo" conseguiu ser um sucessor a altura, fiquei encantada com a história e universo apresentados.
       Se pudesse, no entanto, faria duas ressalvas: primeiro que os últimos 20% da história são bem tristes. Embora não tenham sido narrados de forma excessivamente dramática, é impossível não se emocionar.
        A segunda é que, embora tenha amado ler uma história com um romance homossexual, um dos membros do casal me irritou por demais, por vários motivos - obvio que qualquer julgamento fica meio anacrônico (estamos falando de uma personagem na década de 50, afinal) - mas não posso deixar de registrar que a raiva foi um dos sentimentos que tive com essa história.
       Termino indicando demais para você que está procurando uma boa narrativa em primeira pessoa. Um dos melhores livros desse ano, recomendo! 

Eu, Tituba - Maryse Condé


via Instagram

    Contando uma versão romanceada da história de uma negra que foi julgada em Salem, "Eu, tituba" é uma das grandes surpresas desse ano. Já tinha ouvido falar bem da história mas não imaginava que um livro pudesse falar tanto em tão poucas páginas. 
    Há partes um tanto pesadas e difíceis de ler, que fizeram com que eu deixasse o livro de lado por uns tempos e foram o principal motivo para ter dado 4 e não 5 estrelas. Há também reflexões muito importantes à cerca do machismo, racismo e intolerância religiosa, que eu vejo como enriquecedoras para uma história já muito interessante e envolvente. 
    Mas o que eu levo dessa narrativa e o que me envolveu ao longo de suas páginas foi o anseio de Tituba pela liberdade, seu respeito pela natureza e pelos seus ancestrais, a poesia e devoção a sua religião. Me toca muito quando vejo narrativas com mulheres cuja força é ampliada por seus ideais e crenças. Tituba, cujo princípio sempre foi levar o bem e a cura às pessoas, é certamente uma inspiração. 
    Recomendo demais! Fazendo ressalvas a alguns trechos que trazem muita raiva e revolta, essa é uma leitura inspiradora, uma das favoritas do ano, sem dúvida. 


Serpentário - Felipe Castilho



   Caroline, Hélio e Mariana estão passando as férias em São Sebastião onde Paulo vive. Os quatro passam todos os dias juntos, em meio a brigas, tédio e atividades diversas. Naquele ano em específico Caroline levou um filhote de cachorro que os amigos acabaram batizando de Mason. É justamente o desaparecimento do cão que dá origem a uma situação que irá alterar a vida desses jovens para sempre.
    Quase duas décadas depois Caroline luta contra a fobia de cobras. De volta a São Sebastião, ela marca um encontro com Mariana e Hélio naquele lugar onde tudo aconteceu. Nenhum deles parece muito interessado em reviver o passado mas cada teve sua vida alterada de modo significativo pelos momentos vividos a tantos anos. Será possível encontrar algum tipo de conciliação com o que passaram?
   Serpentário me lembrou um pouco de IT do autor Stephen King. Primeiro pela alternância dos capítulos entre passado e presente de um grupo de amigos. Embora seja focado mais no ponto de vista de Caroline e os personagens estejam longe de compor um "Clube dos Otários", há nesses momentos do passado certa nostalgia, como a que existia no livro de King. E isso e uma série de situações sobrenaturais que começam a acontecer com os protagonistas. No presente a vida parece ter afastado e tornado bem diferente aquele grupo de pessoas - em um primeiro momento elas parecem unidas apenas pelo o que viveram juntas. Mas isso também vai evoluindo ao longo da história. 
    A presença de uma figura antagonista central, O homem de branco, também é um dos pontos que me lembraram de IT. Porém, ao contrário do palhaço/coisa do best seller americano, o Homem de Branco não é necessariamente o mal puro. Difícil explicar mas em alguns momentos do livro você se vê concordando com esse personagem absolutamente apavorante, embora isso não tenha me impedido de ficar bem tensa nas cenas em que este aparecia. Gosto dessa ambiguidade, para mim deixa o livro ainda mais interessante do ponto de vista da mensagem transmitida e na questão psicológica. O que representa aquele homem claro de cabelos extremamente pretos numa ilha cheia de cobras? Façam suas deduções. 
   De leitura rápida e cheio de referências (a outras obras e até mesmo a programas de televisão) Serpentário é um livro divertidíssimo, não no sentido de comédia, claro, mas por ser uma leitura que entretém bastante. A própria narrativa de Felipe Castilho é algo a parte: temos momentos visualmente assustadores (aquele índio conduzindo uma canoa totalmente vendado é só um exemplo) e outros mais tensos mas também há uma ironia e senso de humor que são muito legais. Mentalmente, ela classificou a situação em que estava como “estranha para caralho” é um quote que eu deveria levar para vários momentos da minha vida.
   Vi algumas reclamações sobre o final do livro mas, particularmente, achei incrível toda aquela cena de ação e reviravoltas inclusas. Entendo que alguns momentos possam ter forçado a verossimilhança para algumas pessoas (alô, submarino), mas para mim tudo fez sentido, dentro do contexto apresentado. A ilha das couves/cobras é mais do que uma ilha cheia de animais peçonhentos - é um lugar onde passado/presente/futuro se entrelaçam e se misturam, onde coisas estranhas e sem explicação acontecem e de onde algumas pessoas não voltam. Com esse raciocínio não é difícil entender alguns momentos do final, por mais absurdos que possam parecer.
   Ainda falando sobre o desfecho, gosto muito mais do final que Felipe Castilho deu para seus personagens do que o que Stephen King fez com os protagonistas de IT. É estranho imaginar que as pessoas passam por tudo o que passaram e continuaram as mesmas como acontece em IT. Faz muito mais sentido que as duas experiências, a do passado e do presente, tenham influenciado os personagens e os feito alterar o rumo da dúvida. 
   Para os que gostam de livros ágeis e com vários momentos meio sobrenaturais (e até mesmo um pouco assustadores), Serpentário é um prato cheio. Parte de mim gostaria que o autor tivesse explorado um pouquinho mais a história entre Mariana e Caroline mas entendo a necessidade de objetividade (não queremos aqui um calhamaço de mais de mil páginas, certo?). Infelizmente tal objetividade não aparece em outros momentos um da história - aquela visita de Caroline ao psicólogo foi mesmo necessária? Respeito o autor mas perguntar não ofende.
   Fica então a indicação de Serpentário, uma ótima indicação para essas férias e um livro que superou as minhas expectativas. Nota 8,5 - muito bom o livro mas tirei meio pontinho por essas cenas um tantinho desnecessárias.

Cloro - Alexandre Vidal Porto


*LIVRO CEDIDO PELA EDITORA PARA RESENHA. OPINIÕES INDEPENDENTES. 

   Logo nas primeiras páginas a noticia de que o narrador e protagonista da história está morto. Numa espécie de limbo, Constantino resolve repassar os fatos de sua vida, principalmente as circunstâncias que o levaram até a sua morte precoce, aos 51 anos. Desapegado dos medos e vergonhas que sentia enquanto vivo, ele pode (finalmente) falar de forma livre sobre algo que escondeu durante toda a sua vida, sua homossexualidade. 
    Embora seu conteúdo seja triste, Cloro não foi escrito para fazer o leitor chorar. Talvez o fato de ser narrado por esse personagem que é um defunto-autor dê a trama certo distanciamento, tornando mais fácil acompanhar alguns momentos dessa história. Afinal, tudo o que estamos lendo é passado, a realidade presente é que Tino está morto e, portanto, muito distante de tudo o que passou. 

"Tem gente que passa a vida fugindo de uma coisa sem compreender que não existe fuga possível, que não adianta lutar, que não adianta ter controle. Foi o que aconteceu comigo e, antes que minha memória se apague, preciso entender como gastei a vida".  (pág. 12)
   Uma coisa interessante narrada na história é a forma como a homossexualidade foi revelada ao personagem. Ao ser chamado de "bicha" (ou "viado", não me lembro) por seu colega de turma quando tinha 8 anos, Tino percebe que há algo nele que era diferente das outras pessoas. Como a descoberta veio na forma de xingamento, de injúria, Tino passa a rejeitar aquele termo e tudo o que nele enseja. Ele organiza a sua vida a partir daquele momento, daquela injúria, para não dar razão aos xingamentos, para não ser aquilo que o coleguinha de turma via nele. 
   Ele se casa aos 21 anos, com Debora, sua namorada da juventude. Pouco tempo depois vem os filhos, um menino e uma menina. De repente a vida de Tino estava perfeita e o destino parecia promissor, aquela palavra esquecida para sempre. Mas a vida não é algo que você se planeja e logo um acontecimento trágico vem atrapalhar aquela vida familiar que Tino usava como escudo. Ele então se vê analisando os desejos que tem desde sempre dentro de si, uma homossexualidade nunca exercitada mas que sempre ficou latente, mesmo quando Tino pensava ter tudo superado. 

"Quanto tempo vou ficar na escuridão? Será que a morte é isso, uma escuridão perpétua dentro da gente, uma tentativa sem fim de entender o que aconteceu na vida? Acho que, aqui, nada de novo surgirá". (pág. 101)
   Cloro é um livro bem curto, suas palavras certeiras e direto ao ponto. Tino tem algumas atitudes um tanto reprováveis ao longo da história mas é difícil julgá-lo, ainda mais sabendo que ele já morreu. E, pior, que viveu uma vida de mentira e segredos, que nunca conseguiu assumir sua homossexualidade, que apenas gastou a vida ao invés de vivê-la - quando começou, de fato, a viver, foi-se. Não dá para censurar Tino, esse personagem que é fruto de uma época mais conservadora, que não tornou fácil a sua vida. Sim, Tino traiu a esposa, mas isso é tão pequeno perto de todas as nuances da história, que acabou sendo deixado como mais um aspecto infeliz de uma vida infeliz. 
   Após concluir a história de Tino, o autor faz alguns capítulos comentando sobre a reação de certos personagens citados na história, algo que achei tanto desnecessário quanto interessante. O capítulo dedicado a Debora, particularmente, foi o que eu mais gostei dessa sessão.. Queria, inclusive, que houvesse mais páginas sobre essa personagem que parece guardar alguns segredos ela mesma. Entendo, porém, que isso seria desviar o foco do tema do livro que é a história de Tino. 

"A vida, para mim, se transformou numa sequência infindável de cenas das quais eu participava sem ter fala." (pág. 135) 
   Nunca tinha lido nada de Alexandre Vidal Porto mas já coloquei Sergio Y. vai a América na minha lista de futuras leituras. Gostei dos temas que o autor apresenta e, mais ainda, gostei da forma com que o autor narra suas histórias e como constrói personagens únicos e cotidianos ao mesmo tempo. 
   Recomendo Cloro para quem gosta de boas histórias contemporâneas, com bons personagens. A temática é LGBT mas os sentimentos que o livro evoca são universais então seria realmente uma pena se alguém colocasse esse tipo de rótulo no livro e deixasse de lê-lo por isso. 
   Nota 9 - muito bom. 


|SINOPSE|