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Annabelle 2 - A Criação do Mal (review)

   
  Annabelle 2- A Criação do Mal (daqui em diante apenas referida como Annabelle Creation, o título em inglês) é a sequência do derivado de Invocação do Mal, Annabelle.  Se o primeiro filme foi um hype enorme e fez todo mundo voltar a ter medo de boneca (eu achei meio bleh, mas...) o segundo parece ter tido uma estreia um pouco mais tímida. Eu, pelo menos não ouvi falar tanto sobre ele. 
   Ironicamente, estamos diante de um caso em que a sequência é muito melhor do que o primeiro filme. Tanto a trama quanto o clima de suspense, os personagens... Tudo é melhor em Annabelle Creation, quando comparamos ao filme de origem. 
   A impressão que dá é a de que a equipe criativa tentou concertar o roteiro fraco do primeiro, inserindo aqui uma história de origem muito mais verossímil e interessante que a primeira. 

   Claro, o final tenta "fechar o ciclo" e unir esse suposto prólogo ao primeiro filme da franquia, criando ao mesmo tempo necessária e meio desconexa com o restante do filme. Precisava mesmo de algo que unisse Annabelle à Annabelle Creation. Mas, ao fazê-lo, a sequência acabou perdendo a força. 
   Talvez a principal vantagem desse filme é o entendimento de que, para se fazer um bom terror é necessário algum grau de empatia pelos personagens. As crianças do filme se encarregam de criar esse sentimento - são todas muitos talentosas, desde a primeira garota (que faz Anabelle) até as jovens do orfanato. 
   Claro, não dá pra dizer que Annabelle Creation inventou a roda em matéria de terror. É tudo muito previsível, desde as cenas de susto até o andamento do roteiro. Mesmo assim essa previsibilidade, nesse caso, é até um pouco divertida: a gente sabe que a boneca estará atrás da garota, mas tapa os olhos mesmo assim. 

     Isso ocorre porque o andamento do filme é bom e a direção muito competente. O enredo pode até ser previsível mas é conduzido tão bem que a gente releva tudo. 
   "Mas Karol, você não disse que o enredo era bom?" é melhor do que o primeiro, sim. A história ao menos interessa. Mas é excelente? Vai mudar minha vida? Não. 
   Ainda sobre o enredo, até quando os filmes de terror do James Wan* vão seguir a mesma fórmula? Desde Invocação do Mal é sempre a mesma coisa: a gente acha que é um espírito e no final é um demônio. Okay, já entendi. Vamos seguir em frente?
   Enquanto isso não ocorre fica aí mais um filme divertido e que vale sim a pena, se você gostar do gênero. 
   Só não espere muito mais que uma boa diversao e algumas cenas de dar medo. 
   Nota 8 - bom filme


* James Wan produziu o filme.

P.S.: Passei a resenha inteira dizendo que o segundo filme é melhor que o primeiro mas vi agora que dei 8,5 para Annabelle enquanto a sequencia ganhou apenas um 8. Motivos? Embora no quesito narrativo a sequencia seja melhor, o primeiro filme tem duas cenas sensacionais, do tipo que eu me lembro e sinto medo até hoje. 


|FILME| Invocação do Mal 2 (Resenha / Review)

   Nesse sequência de Invocação do Mal, o casal Ed e Lorraine Warren agora famosos em todo os Estados Unidos, tem que ajudar uma família londrina a lidar com uma assombração em sua casa.
   Apesar do número 2 sugerir uma continuação de algum tipo, nesse filme apenas os dois personagens principais se mantém, sendo toda a situação que os cerca, personagens e locais, distintos. O caso investigado aqui é o Poltergeist de Enfield ou, como os tablóides chamavam, "Amityville londrina". O nome foi devido ao caso ter surgido em Londres na mesma época que Amityville nos Estados Unidos (Se você não sabe do que eu estou falando clique aqui). A esse respeito, gostei muito dos primeiros enquadramentos da casa em que a família Hodgson vive, eles remetem as adaptações cinematográficas inspiradas na história americana e soam tanto como uma referência ao ocorrido como a esses filmes que surgiram depois. 
   Ed e Lorraine vão, a pedido da Igreja Católica, conhecer uma família que tem uma das filhas aparentemente atormentada por um fantasma. No começo esse fantasma, de um senhor de setenta e poucos anos que morou na casa, faz coisas inofensivas como mudar o canal da televisão. Porém a coisa vai aumentando e crescendo de tamanho e é aí que nosso casal chega em cena. 
   Um filme de terror dirigido por James Wan: como isso poderia dar errado? O começo pareceu bem promissor: a ambientação maravilhosa da década de 60/70, a trilha sonora sutil e arrepiante, o suspense dos primeiros momentos quando o expectador tenta entender tudo o que está acontecendo em tela - e falha... Nesses primeiros minutos cheguei a gritar em voz alta no cinema e já me preparava para um dos filmes mais assustadores da vida. 
   Mas o restante do filme não foi bem o que eu esperava. Ainda estou tentando entender o que deu errado em Invocação do Mal 2 porque, se formos analisar só a trama principal (com plot twist e tudo) este deveria ser um filme no mínimo nota 9. Sério, a reviravolta e os acontecidos, de um modo geral, são impressionantes e há uma série de cenas que tem tudo para se tornarem icônicas para o gênero, tamanho o impacto visual - a cena das cruzes no quarto é uma delas. 
   Tudo parece muito bom quando colocado no papel mas o todo, apesar de pontos memoráveis, foi bem decepcionante. Acho que, por ser o terceiro filme de uma franquia de sucesso (estou contando o spin-off Annabelle),  Invocação do Mal 2 veio com muitas pressões internas para ser um sucesso tão estrondoso quanto seus antecessores. Consigo imaginar facilmente os produtores liberando uma quantia a mais de dinheiro e dizendo que querem mais sustos, mais grito, mais impacto. "Queremos que você mostre mais, toma aqui o dinheiro",  ou algo assim. 
   O resultado é esse monstrengo de quase 2h13 de duração. Sério, será que estão achando que filmes de terror é Senhor dos Anéis ou alguma outra epopeia de sucesso? Se em filmes como Guerra Civil ou X-Men uma duração maior de tela significa mais cenas de ação e fanservice, em filmes de terror isso significa mais sustos e exposição da figura central, aquela que "assombra" a casa, a família etc. Pode parecer uma boa ideia na teoria, mas não é: se as pessoas não têm problemas em ficar mais de  duas horas vendo o Capitão América fazer piadinhas e tentar salvar seu amigo Buck, o mesmo não acontece em terror do naipe de Invocação do Mal 2. Não dá para manter o expectador com medo por tanto tempo e fica ainda pior quando o diretor/roteirista tenta conseguir isso com mais sustos e exposição do mal (no caso, do velho que assombra a casa). 
   As cenas foram se tornando repetitivas e enfadonhas, até o ponto que eu me perguntei se estava assistindo a um filme de terror ou um documentário sobre a "Amityville de Londres". O twist do final deu um novo gás para a história (eu realmente amei essa cena) mas o ritmo voltou a cair depois. Quando os roteiristas tem que apelar para um flashback no meio da cena final afim de lembrar um momento chave para o expectador é quando você começa a ter dúvidas da eficácia de uma história de terror tão grande. 
   O final, apesar de conseguir causar todas as emoções certas, não conseguiu salvar todo um filme meio irregular. James Wan continua sendo um dos meus diretores do gênero favoritos mas não posso deixar de pensar o quão bem faria uma edição mais afiada e um pouquinho de bom senso. 
   Com 30 minutos a menos e menos aparições de velhos, freiras e monstros de caixa de música (este último, aliás, uma das coisas mais ridículas que já vi num filme de terror de médio e grande porte) Invocação do Mal 2 teria sido um filme inesquecível. Do jeito que está, a única coisa que não consigo esquecer é que passei mais de duas horas no cinema assistindo a um filme que tinha tudo para ser incrível mas não foi. 
   Nota 8 - o filme é bom mas tem tantos problemas que não sei se conseguiria assistir de novo. 

|TRAILER|

|FILME| Anabelle (Resenha / Review)

       
        John e Mia são um tipico casal dos anos 60/70: apaixonados e felizes, estão esperando seu primeiro filho, imersos na correria e nas dúvidas dessa nova fase. John é um estudante de medicina que receia que esse filho atrapalhe seus estudos, ao mesmo tempo que anseia pelo nascimento do mesmo. Já Mia é uma recém casada feliz, embora pareça se ressentir um pouco do seu papel de dona de casa. Durante a gravidez Mia sente-se um estorvo para o marido e, embora esse diga que não é o caso, a sensação permanece.
        Uma noite, eles ouvem um barulho na casa vizinha e John, muito ingenuamente mas perfeitamente compreensível quando pensamos o período em que se passa a história, vai até a casa ao lado para saber o que aconteceu. Ele deixa a esposa com orientações para que ela não saia de casa mas, como esse é um filme de terror e em filmes do gênero as pessoas nunca obedecem, ela vai atrás... E da de cara com um John lívido e coberto de sangue que lhe pede para ligar para a policia e se trancar na casa. 
       Mia corre para fazer o ordenado ao marido mas já é tarde demais, os assassinos já estão na casa, dispostos a fazer de tudo para que seu ritual satânico seja concretizado. Infelizmente esse ritual implica muito sangue e a utilização de uma das bonecas que John havia dado de presente à Mia, no mesmo dia dos acontecimentos. Eles não sabem mas, depois daquele dia, a boneca passa a ser possuída pelo espirito de Anabelle, a moça que havia cortado o próprio pescoço antes da polícia chegar ao local. 
         Anabelle é um spin-off de Invocação do Mal, filme lançado filme de 2013 que conquistou grande sucesso de bilheteria tornou James Wan um dos queridinhos do gênero de terror, por conseguir (com baixo orçamento) sucessos estrondosos de bilheteria. Em Anabelle, Wan atua como produtor, cabendo a direção à John R. Leonetti, que já havia trabalhado com Wan como diretor de fotografia em outros longas.
         O clima retrô, as imagens assustadoras que passam muitas vezes despercebidas, o suspense crescente, a presença de uma criatura muito mais maligna e demoníaca que fica como que observando toda a ação... Tudo isso (e eu poderia citar mais) são características encontradas em outros filmes da dobradinha Wan/Leonetti mas, nem por isso menos assustadores, já que em todas as histórias também há suas próprias particularidades. As referências não são uma tentativa de replicar o sucesso obtido, são só isso, referências do estilo dos envolvidos na direção/produção da trama. 
         Quando o terror começa a se tornar insuportável para a grávida Mia, ela propõe que eles se mudam de casa. Já num apartamento, a vida parece ter voltado ao normal. Até que Mia abre uma das caixas da mudança e encontra a boneca, a que vou me referir como Anabelle para facilitar minha vida (e a compreensão de vocês). Mas o marido não tinha jogado a boneca fora antes da mudança? Tinha, ele jurou, mas lá estava a dita cuja para contrariar essas palavras. "Quer que eu jogue a boneca fora?", John pergunta, desesperado para satisfazer a esposa. "Não precisa", ela diz, colocando a boneca na cadeira de balanço. 
          Só ai já comecei a achar que essa mãe já não estava muito bem da cabeça, mas segui assistindo ao filme. Depois que a boneca é desempacotada é que o filme começa de verdade, por que é quando Mia se vê perseguida por essa entidade misteriosa. O que esse ser demoníaco quer, descobre-se, é uma alma para chamar de sua, como parte do ritual do inicio do filme. Falando em seres demoníacos, Anabelle tem uma sequencia extremamente assustadora que mostra esse ser pela primeira (e unica) vez durante o filme, e que quase me fez chorar encolhida no cinema. Sim, sou uma covarde de mão cheia e também consegui me assustar na cena do desenho, do padre, etc. etc. mas essa cena entrou para o hall das minhas favoritas, mesmo não envolvendo a personagem principal, no caso, a boneca.
         Sobre a Anabelle, fui ao cinema mentalmente preparada para vê-la em ação então consegui aguentar firmemente o medo, embora nem sempre pude evitar assistir com as duas mãos cobrindo o rosto (olhando sempre por uma fresta, apenas). O fato é que eu realmente bonecos são um temor muito sério para mim, um dos temas clássicos de filmes de terror que sempre (sempre) conseguem me assustar (vide Gritos Mortais e A mulher de preto, só para citar alguns exemplos). Então imagine minha cara ao longo do filme. 
         No entanto, talvez pelo Hype gerado pelo filme ao longo das ultimas semanas, não consegui achar Anabelle essa coca-cola toda que estão falando. Sim, o filme dá medo, tem ótimas cenas, ótimos personagens e cumpre todos os requisitos de um bom filme de terror, inclusive dando um ar de continuação que (na minha opinião) todos os filmes do gênero deveriam possuir, para que o filme fique na cabeça do telespectador mesmo após o término. Mas Anabelle tem um final meio morno e, bem, não tem nada de tão espetacular assim. 
                                  
           Deixe-me explicar. Achei o filme muito bom? Sim. A história da medo? Muito. Indicaria ele para todos os meus amigos que curtem (ou não) filme de terror? Sim. Mas, da mesma forma, também indicaria Insidius, Gritos Mortais, Invocação do Mal, só para citar filmes do próprio Wan. Anabelle é, para mim, outro filme bom de Wan/Leonetti  mas não chega nem a ser o melhor filme dele. 
           Então porque esse hype todo? Minha aposta é que os filmes de terror mais clássicos estão (finalmente) sendo redescobertos pelo 'grande público' e isso é ótimo. Não quero bancar a hipster dos filmes de terror, quanto mais gente curtir o gênero, mais opções teremos nos cinemas. Que Anabelle seja o primeiro de uma longa safra de filmes muito bons de suspense/terror.

            Minha nota é 8,5 - um filme bom com cenas muito boas (por isso o meio ponto). E fica a dica para assistirem no "Dia das Bruxas". :) 

P.S.: Apenas uma correção - antes de 'Invocação do mal', James Wan já tinha sido responsável pela criação de outra franquia de sucesso: Jogos Mortais. O cara é phoda ou não é?



|Filme| Sobrenatural: Capitulo 2 (Resenha / Review) #InsidiousChapter2

           
           Um filme que tinha tudo pra dar certo mas que se perdeu.

          Esse é um bom resumo para Sobrenatural: Capitulo 2 (Ou Insidious - Chapter 2, como eu prefiro, por motivos citados já na review do primeiro filme).

          Nessa segunda parte de Insidious vemos a família Lambert, poucos dias após o termino do primeiro filme, aparentemente de volta a normalidade já que Dalton (o filho) finalmente despertou do coma. 
          Tudo estaria bem, não fosse o assassinato de Elise que ocorreu na casa da família. É quando os Lambert decidem morar com a mãe de Josh que as coisas voltam a ficar complicadas. 
           Acontece que Josh não está bem. Na verdade, sua esposa percebe que ele está cada vez mais estranho, ainda que insista em manter uma fachada de normalidade. A mãe de Josh também percebe que seu filho está diferente e, mais uma vez, como já havia feito há muitos anos atrás (algo revelado na primeira cena deste filme) ela vai atrás de ajuda e contrata investigadores paranormais. 
           Ok, temos então o plot inicial de Insidious 2. O inicio fez jus ao primeiro filme: cenas assustadoras combinadas com um clima de tensão/mistério/medo e que me fizeram contorcer na cadeira do cinema. Vemos e conhecemos um pouco mais sobre Josh e, como já estamos familiarizados com o universo sobrenatural que é pano de fundo de Insidious, nesse filme resolveram se aprofundar um pouco mais no passado de um outro personagem tão importante quanto Josh, alias o personagem mais icônico do primeiro filme: a bruxa. 

           
           E é ai que as coisas começam a ir ladeira abaixo. 

           Posso estar errada, mas me lembro de Elise dizendo (no primeiro filme) algo sobre a maioria dos espíritos do outro mundo ser inofensivo. Mas isso foi no primeiro filme: No segundo, todos os espíritos parecem mais poderosos e ameaçadores, além de terem uma vontade nunca vista de falar com os humanos que visitam seu 'mundo'. O que acontece com aquela visita silenciosa ao mundo dos espíritos, em que o silêncio é o elemento chave para não ser visto/ouvido? Sim, são os mesmos personagens e a mesma premissa (que pai e filho conseguem viajar durante o sono para o outro lado, por assim dizer) mas por que tudo tão diferente? E porque (PORQUÊ?!) uma bruxa vestida com um vestido de noiva preto não pode ser apenas isso? Pra que criar essa profundidade sem pé nem cabeça para um personagem que deveria estar ali apenas para causar medo, criando essa biografia que parece tirada de Psicose? 


           A ideia de se aprofundar no universo do primeiro filme até que parecia boa. Mas confesso que não gostei da execução. 
           Aliás, não só não gostei como também não entendi: O que diabos foram aquelas viagens no tempo? E aquelas 'casinhas' de lembranças no mundo dos mortos, o que significam? 
           Meu sentimento de confusão e incredulidade foram crescendo nos últimos 40 minutos de filme até a cena final, que pode ser tudo menos uma conclusão de fato. Não vou entrar em detalhes, apenas digo que minha vontade foi pedir meu dinheiro de volta - final aberto é uma coisa, aquilo foi um WTF em forma de final. 
           Posso estar exagerando, claro. Tenho amigos que gostaram e, se o seu objetivo for levar alguns sustos, você com certeza irá gostar desse filme. Principalmente se não tiver assistido ao primeiro por que ai não vai ter nenhuma ideia do quão realmente bom esse filme poderia ter sido. 


           O meu sentimento é de decepção. Queria mais suspense e menos terror, mais sutileza e menos agressividade. Mesmo assim dou nota 7,5 - o filme até que é bom, mas tiro meio ponto pelos últimos 40 minutos. 
        

Já assistiu Sobrenatural 2? O que achou? Comente! 

Filme: Invocação do mal (Resenha / Review)

             
              A familia Perron, composta de pai, mãe e 5 meninas, se muda para uma nova residência. Imediatamente após a mudança, estranhos fatos sem explicação aparente começam a acontecer, coisas que só vão piorando até que viver naquele lugar se torna insuportável. É então que a mãe entra em contato com o casal Warren, investigadores paranormais reconhecidos e prestigiados, para que eles o ajudem a se livrar da presença que existe na casa.

               A primeira coisa que me chamou a atenção em Invocação do Mal (em inglês The Conjuring) quando vi o trailer, foram os sustos e cenas de filme de terror mais clássico. Mas o que fechou mesmo o acordo e me fez querer ir assistir esse filme no cinema foi descobrir que o diretor é o mesmo de Insidious*, o melhor filme de terror dos últimos tempos. Ou seja, corri para o cinema assim que estreou aqui na minha cidade, com a expectativa a mil.
              Mas, ao contrário do que ocorreu com os últimos filmes de terror que vi no cinema (A filha do mal cof cof) dessa vez minhas expectativas foram plenamente satisfeitas. Em Invocação do Mal não vemos os clichês utilizados atualmente pela maioria dos diretores de terror - filmagem com aparência caseira ou cenas sangrentas – e só isso já é uma ponto positivo. Mas o filme é bem mais que isso, desde a sua escolha de atores principais (Patrick Wilson de Insidious e Vera Farmiga de A Orfã) até seu roteiro e, principalmente sua direção que nos proporciona o melhor do terror/suspense sobrenatural.


               Desde a primeira cena, a plateia entra no clima de medo a que o filme se propõe, graças a uma cena envolvendo uma boneca (sim, bonecos ainda são assustadores). Esse medo e clima de suspense só vai aumentando, até o final, que é quando (finalmente?) o mal mostra sua face. Sobre isso, assim como em Insidious, é interessante perceber que a figura antagonista da história é “preservada” ao longo da trama, sendo utilizadas mais sombras e detalhes do que propriamente uma pessoa. Apenas no final, com a possessão, é que esse mal cria uma forma mais palpável – que é justamente quando ele pode ser combatido pelos paranormais.


               Mas, até lá, são sequencias assustadores e cheias de sustos (até gritei, confesso) excelente e nada cansativas. A câmera muitas vezes se posiciona atrás do atores ou até mesmo em primeira pessoa, tudo para nos colocarmos na pele dos personagens, algo que dá muito certo em todos os momentos.
               Como se não bastasse tudo isso, ainda tem a cereja do bolo:  O filme é inspirado/baseado em uma história real. Para vocês terem uma ideia, o casal Warren prestou consultoria para esse filme e alguns membros da família Perron visitaram o set. Quando você para e analisa o filme com essa ótima, Invocação do Mal se torna ainda melhor.
               Mas o fato de ser uma história real também tem um aspecto negativo: Não há controle sobre o final da história, deve-se retratar o que realmente aconteceu. E, nesse caso, o desfecho não é lá grande coisa, na verdade é até um pouco piegas e empobrece a obra total.


               Mesmo assim, recomendo Invocação do Mal para os fãs do gênero (e para os que quiserem uma boa história de suspense/terror). Hoje, quando escrevo essa resenha, passaram-se 5 dias desde quando assisti o filme. Mesmo assim ainda sinto medo quando me lembro das circunstâncias – o que mostra que o filme é realmente bom dentro daquilo que se propôs.
              
  Nota 8,5 – muito bom, mas tirei meio ponto pelo final.


* Enquanto pesquisava para essa review, descobri que James Wan (o diretor) também dirigiu o excelente Gritos Mortais –aquela cena do inicio de ‘Invovação Mortal’ me lembrou um bastante esse filme.


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Filme: Sobrenatural (Insidious)

Insidioso (in-si-di-o-so) adj. 1. Que arma ciladas: questão insidiosa.                                                                                        2. Aleivoso, traiçoeiro, pérfido. (FONTE )
A família Lambert, composta por Renai e Josh mais os 3 filhos do casal (dois meninos e uma menina recém-nascida) se mudam para uma nova casa. Tudo parece muito bem até que um dos filhos entra em um coma inexplicável: Os médicos não vêem nenhum dano cerebral ou qualquer outro motivo para o garoto não estar consciente e, mesmo assim, a criança permanece numa espécie de sono.  Como não há nada que os médicos possam fazer, Dalton, o filho em ‘coma’, é transferido para casa.

Depois que isso acontece a mãe, Renai, começa a ver coisas em casas na casa nova, ao mesmo tempo de que tem a sensação de que algo ruim está naquele local. O pai, um professor de colégio, foge de situações estressantes então ignora o problema até que Renai pede, aos prantos que eles se mudem: Ela acredita que a casa abriga um espírito do mal.
Josh acredita na esposa e ambos se mudam. Porém, ao contrário do que Renai esperava, as situações estranhas não cessam. É então que eles descobrem a terrível verdade; Não é a casa quem estava mal-assombrada e sim Dalton.

Esse pequeno resumo pode ser encontrado em qualquer sinopse do filme e até mesmo no trailer  que e foi o que me fez ter vontade de assistir ao filme. Isso é o fato de Sobrenatural (Insidious) ser dos mesmos criadores de Jogos Mortais e Atividade Paranormal.
Se eu fosse obrigada a comparar o filme com uma das franquias acima diria que Insidious está mais para Atividade Paranormal, pelas situações de arrepiar e na própria temática de filme de demônio/espírito. Mas esqueçam as comparações por que não tem mais nada a ver.
            O filme é um suspense terrível com cenas que assustam, cenas que arrepiam, cenas que surpreendem... Tudo isso com um roteiro bem feito o que torna Insidious bem mais do que “apenas outro filme de terror”.

Mãe, tem um cara com garras no meu quarto...

            Os efeitos especiais não são muito bons, o orçamento é de pouco mais de um milhão, mas a direção e o roteiro fazem o filme valer à pena. Não é a toa que o filme faturou mais de 50 milhões só nos E.U.A.: Insidious dá muito medo.
A trilha sonora tem bastante influencia nesse medo do filme: Desde ritmos aparentemente inocentes e alegres  até um tema do filme que me dá medo só de ouvir  (sério). Esse foi um  dos grande artifícios do diretor para que as situações mostradas ficassem ainda mais assustadoras. A música tem um poder tão forte nesse filme que, só de ouvi-las você já se lembra e já fica com medo. 

Não posso revelar muito mais do que está descrito 
no começo da resenha por que tudo pode se tornar um grande spoiler. Vou dizer apenas que faz muito tempo que não assisto a um filme que me deixou com tanto medo (de não conseguir dormir mesmo). O final é mais ou menos surpreendente e de arrepiar daqueles que fazem você ficar meio pasma e de querer tirar logo o DVD para não continuar ouvindo aquela musiquinha =P.
Assisti Insidious em uma sexta feira a noite com a casa super silenciosa e, provavelmente isso deve ter colaborado com meu medo, meu amigo assistiu a tarde e não viu tanta graça. Eu não acho que é só por isso por que eu tornei a assistir ao filme, dessa vez durante a tarde e o medo foi o mesmo.

Acho que o que me assustou tanto em Insidious foi o uso de alguns temas que, particularmente, me dão medo: Bonecas, Espiritos fazendo coisas comuns ou somente parados e outras coisas que não vou citar para não dar spoiler (e também para não lembrar, por que já está me dando medo de novo).


Se você fica pensando nos filmes antes de dormir, gosta de um bom conto de terror e sente falta de filmes no estilo de  Poltergeist bem anos 80,  Insidious é o filme certo para você. Provavelmente você não vai se assustar tanto quanto eu, por que eu sou bem medrosa e também por que eu estou fazendo um lobby tão grande do filme que vocês podem acabar se decepcionando.

Mas eu tenho que elogiar e indicar esse filme por que é o terror mais assustador que eu assisti esse ano, conseguiu ultrapassar “Demônio” (que eu já citei AQUI no blog) e “O orfanato” (que eu resenhei AQUI). 

 Entrou para os favoritos – nota 10. Assistam e depois me digam o que acharam.


Aliás, podem dizer agora: O que acharam da 'resenha'? Assistiriam ao filme (ou já assistiram)? Comentem!



p.s.: O titulo do filme em português é bem fraquinho, prefiro o titulo original. A palavra inglesa “Insidious” é traduzida como “Insidioso” (por isso o verbete no começo do post). TRAILER AQUI.

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UPDATE 06-01-2013 - Fiz resenha / review de 'Insidious: Chapter 2' (Sobrenatural: Capitulo 2) - Leia aqui