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Resenha: Cativado - Nora Roberts #MaratonaDeBanca

                                         

Seu interesse nela era quase exclusivamente profissional...
Apesar de não acreditar por um momento sequer que Morgana Donovan tivesse poderes mágicos, Nash Kirkland a procurara para ajudá-lo a desenvolver seu novo roteiro. Contudo, à medida que ela se revelava, Nash ficava cada vez mais encantado com sua exuberância e mistério. Ele sempre mantivera seus sentimentos sob controle, mas como poderia ter certeza que sua irresistível paixão por Morgana era real?
Afinal, se ela era uma bruxa, não poderia essa atração avassaladora ser fruto de mais um feitiço?




       O tema desse mês de julho na maratona de banca é "Sobrenatural". Escolhi um livro que deveria ter lido faz tempo, Cativado, o primeiro livro do 'Legado dos Donovan'. Já havia lido o segundo e terceiro livro dessa trilogia porém o primeiro não (vai entender...)
       Como diz a sinopse, Morgana Donovan é procurada pelo roteirista Nash Kirkland pois esse quer escrever um roteiro sobre bruxaria e queria entrevistar uma bruxa de verdade. O problema é que Nash é cético, portanto se recusa a acreditar que Morgana seja uma bruxa, para a frustração da mocinha, que faz várias 'demonstrações' para provar seu poder. 
        Isso garante boa parte dos momentos divertidos do livro, as cenas em que Morgana perde a paciência com Nash e faz algum feitiço para provar que é uma bruxa. Outras cenas divertidas ficam por conta do primo de Morgana, Sebastian, o protagonista do segundo livro dos Donovan, Fascinado. Sebastian é meu personagem favorito e o livro dele é meu preferido dessa trilogia mas gostei de Cativado também. 
        Nesse livro a mocinha é uma bruxa mais "tradicional", faz encantamentos, lança feitiços, enfim, tem a imagem tipica das bruxas na imaginação das pessoas. Claro, ela não tem o aspecto de uma bruxa, me refiro aos 'poderes' sobrenaturais. 
        Esse com certeza é o melhor livro que li pela Maratona de banca até agora. Quando leio histórias assim é que me lembro do por que Nora Roberts ainda é uma das minhas autoras favoritas: Seus romances encantam e ela usa os clichês de tal forma que é sempre uma diversão ler um livro da Nora, principalmente esses romances do começo de sua carreira como escritora (o livro foi escrito em 1992)


        Eu sei que, ao terminar, fiquei com vontade de reler toda a saga. Indico para os que gostam de temas sobrenaturais, principalmente os de bruxaria. Nota 9 - muito bom. 


Obs.: Alguém lembra de um filme da década de 90 chamado "Da mágia à sedução"? Tem Sandra Bullock e Nicole Kidman no papel de duas bruxas que são irmãs. Não sei por que me lembrei desse filme durante o livro, acho que a história de Nora Roberts trata a mágia da mesma forma, como um legado de família etc. 

Resenha: Tramas da Sorte - Nora Roberts

Colt Nightshade tem apenas duas regras em sua vida: viver sozinho e jamais fugir do perigo. Mas, quando ele aceita investigar o desaparecimento da filha de um amigo, provavelmente sequestrada por uma organização criminosa, ele abre uma exceção e decide pedir auxílio...à polícia.A tenente Althea Gravson também tem uma regra: trabalhar com foco na investigação. Entretanto, a proximidade de Colt a está afastando de seu objetivo. Afinal, ele é tão espontâneo, tão imprevisível, tão... sexy! E quando estão juntos, ela sente uma estranha febre se apoderando de seu corpo.Mesmo com toda pressão da investigação, Colt e Althea sabem que o fascínio que sentem um pelo outro é muito mais forte do que a mera atração pelo perigo. Mas será que conseguirão viver essa intensa paixão em meio a ameaças invisíveis?


       Althea é uma policial durona, conhecida por ser calma, contida. Até que Colt Nightshade aparece em sua vida, disposto a tudo para encontrar uma criança desaparecida.  Para solucionar o caso ambos passam a trabalhar juntos e, apesar de serem praticamente apostos, fazem uma boa dupla de investigação. 
      Esse é um livro escrito pela Nora em 1993, de uma série que eu gosto bastante, a série Noturna. Mesmo tratando-se do terceiro livro dessa série, podem ler sem prejuízo pois cada história tem uma trama individual e trata de personagens diferentes. O que todos os personagens tem em comum, além de parentesco e amizade, são o fato de que trabalham (ou tem alguma uma ligação) com a noite. Por isso o nome da série, rs.
       Enfim, voltando ao livro, Thea é quase uma Eve Dallas mas bem mais contida e vaidosa que a minha detetive favorita dessa autora. Já Colt é um aventureiro, com um passado sombrio e que não parece levar as coisas muito a sério... até conhecer Thea. 
      Na história há um mistério a respeito do desaparecimento da garota e toda uma investigação é feita para encontrá-la. Quanto ao desfecho dessa parte da história, achei engenhoso mas faltou um pouco de sentido para mim na maneira como os protagonistas sacaram a identidade do misterioso vilão. A autora poderia ter deixado esse mistério mais concreto, dar algumas pistas ao longo da história... Mas ficou tudo muito ingênuo
       O casal também começou muito bem mas depois perderam o ritmo. Por ser uma história pequena, 286 páginas no formato 'banca', não deu para haver um desenvolvimento mais verossímil na personalidade dos personagens e isso contribui para enfraquecer a história. 
    
        Mesmo assim é um livro gostoso de ler, escrito daquela maneira leve e "Nora Roberts" de ser. Por isso recomendo a todos que gostam de um bom romance com um toque leve de policial. Recomendo também para quem gosta de livros no estilo "opostos que se atraem". 


         Apesar de não ser o melhor livro da autora ainda é um bom livro. Dou nota 7,5 - tirei meio ponto pelas ressalvas que fiz quanto ao final. 


***

E você? O que está lendo? Comente! =)


Resenha: A cruz de Morrigan - Nora Roberts (Trilogia do Círculo vol. 1)


“Eu te amo. Essas são as palavras mais fortes em qualquer mágica. Eu te amo. Com esse encanto, já pertenço a você.” (Glenna, pág. 282)

          Não é segredo para ninguém que eu sou fã de Nora Roberts. E também de que sou viciada em histórias sobre vampiros. Então, minha reação quando ouvi falar sobre a trilogia do círculo pela primeira vez foi no mínimo histérica: Eu precisava ler esses livros!

           Mas os anos foram passando e nada de alguma editora publicar a trilogia do círculo por aqui.  Fui lendo outros livros e acabei me esquecendo dessa trilogia até que em 2011, cinco anos depois de ter sido originalmente publicada, a Bertrand resolveu lançar esses livros por aqui. Ainda queria ler? Claro. Mas não estava mais tão empolgada, e nem tão curiosa assim.
          Foi então que ganhei os dois primeiros livros de presente e novamente tive vontade de ler. Ou seja, coloquei ‘Cruz de Morrigan’ no topo da pilha e me preparei para curtir a versão de titia Nora para os vampiros.

          Confesso que o livro demorou um pouco para me prender. O inicio, com Hoyt (o mocinho desse livro) bancando o caçador de vampiros foi desanimador. Não gosto de caçadores de vampiros, gosto dos vampiros, os vilões e malvados da história que de vez em quando se apaixonam. Então Hoyt conversa com a Deus Morrigan e é enviado para o futuro, só para dar de cara com o seu irmão gêmeo, Cian, agora um vampiro de mil anos de idade.
Cian, Cian, Cian... Isso sim é que é vampiro! Aquele ar egoísta e rico à lá Roarke, combinados com sede de sangue e imortalidade me cativaram desde a primeira frase. Mas, ah sim, é o livro de Hoyt, o feiticeiro.

ou - o mocinho desse livro           Gostei de Glenna, a heroína dessa história quase de cara. Ela tem um senso de humor bem sarcástico e, além de tudo, é uma bruxa – como não gostar? Mas Hoyt foi um pouco mais difícil de aturar, só comecei a entender e gostar do personagem depois da página 100 mais ou menos.  Ele é muito bonzinho, o que torna difícil para gostar dele.  Mas finalmente comecei a entender o personagem que, embora não entre para a minha lista de favoritos, também não é um idiota completo.
            Dito isso, vamos a história: Morrigan, a deusa, reúne um exercito de seis pessoas que, no Samhain deverão formar um círculo e estar preparados para a ‘batalha final’ contra a líder dos vampiros, Lilith e todos os outros vampiros. Se vencerem, os vampiros morrerão.              Se perderem, o mundo será destruído.

            Mas um “exército” de seis pessoas será o suficiente para derrotar a rainha dos vampiros, Lilith, com mais de dois mil anos? Apenas se treinarem e se unirem nesses três meses antes da batalha.

             Hoyt, Glenna, Cian e King (empregado e amigo de Cian) vão para um castelo na Irlanda e lá se preparam para a batalha. Não demora muito e Moira, a erudita, aparece, acompanhada de seu primo Larkin, aquele que muda de forma (ele pode se tornar qualquer ser vivo que quiser). Aparentemente o círculo está completo mas muitas surpresas ainda estão para acontecer.

- ou a mocinha do livro             Com certeza esse não é o melhor livro da Nora que eu li, mas a história parece promissora, mesmo os vampiros ocupando o lugar de vilões.  Os vampiros da autora são mais clássicos, fogem de cruzes e de água benta, não suportam a luz do Sol... E são, em essência, maus (Cian é exceção). Mas gostei, achei interessante a proposta e a mistura de vampiros com magia e deuses, tanto que já estou curiosa para ler o próximo livro.
              A única coisa que me incomodou um pouco foi a maneira de falar de Hoyt, Larkin e Moira. Tudo bem que eles vieram de outras épocas, mas ficar falando “Tu”, “vós” e todos os verbos na segunda pessoa no singular incomoda e dá um contraste absurdo com os outros personagens, como Cian e Glenna, que falam gírias e palavrões.  Tudo indica que os próximos livros também terão essa mistura, o que me deixa preocupada pois essa maneira de falar atrapalha o ritmo da história. Pelo menos me atrapalhou.

             Se gosta de fantasia, magia, deuses e universos paralelos, além de viagens no tempo, leia esse livro sem medo. Parece muita coisa mas Nora Roberts consegue montar um quadro interessante e, ainda que não esteja entre os melhores, ainda assim é um bom livro. Nota 8.

P.s.: No começo do livro vemos que a história é narrado por um velhinho numa tarde chuvosa e que este a conta para os seus netos. Eu já tenho um palpite de quem ele é e, se bem conheço a autora, acho que estou certa. 

Você gosta de histórias que misturam magia e seres sobrenaturais? Comente!

[LISTA] 5 livros para conhecer Nora Roberts

        Olá!

       Não sei se vocês sabem, mas hoje, dia 10 de novembro, Nora *Diva* Roberts faz aniversário! (Não queiram saber a idade, já é uma senhorinha a nossa querida escritora).
Bom, não é segredo para ninguém que eu sou fã da escrita da Nora, já falei sobre isso várias vezes aqui no blog. Mas nem todos conhecem a autora e, sempre que falo dela tem aqueles que comentam que gostariam de ler, mas não sabem por onde começar (nem eu saberia, afinal essa mulher escreve sem parar).
                Pois é, o que começou com uma sugestão da Carissinha (faz muito tempo, acho que nem ela lembra rss) agora se torna uma post! TODOS COMEMORA.

                Então, no dia do aniversário da Nora Roberts eu elegi – de maneira completamente parcial e sem critérios – os 5 livros por onde se deve começar, se quiser conhecer a autora. Ah, a imagem ao lado tirei lá do Adoro Romances.

Let’s Go!


5. Os Donovan (Legado dos Donovan).

Essa é uma trilogia, também publicada no formato banca, que conta a história de 3 primos, todos com ‘dons sobrenaturais’. Vale a pena ler por mostrar que titia Nora já escrevia histórias sobrenaturais antes dela serem esse sucesso todo. O livro mescla muito bem romance e paranormalidade e merece esse quinto lugar.








4. Os MacGregor
Praticamente o primeiro livro sobre o fascinante clã MacGregor, o livro tem duas histórias (olha eu trapaceando rs): A primeira conta o relacionamento de Serena e Justin e a segunda, a história do irmão de Serena, Caine, e a irmã de Justin , Diana Blade.
Entra para lista, por que essa é uma das séries mais ‘famosas’ da autora, do tempo em que era publicada em romances de banca.







3. Trilogia da Gratidão
Nora Roberts também é conhecida pelas trilogias – histórias narradas ao longo de 3 livros (obviamente) que tem, a cada livro, dois personagens principais diferentes sendo que, enquanto esses personagens principais se apaixonam, mais um pouco do mote do livro é narrado.
Não li muitas trilogias da Nora mas elegi minha favorita, que é a trilogia da Gratidão. O livro conta a história dos 3 irmãos Quinn que, após a morte do pai, tem que cuidar de seu irmão mais novo, Seth. Todos os irmãos foram adotados e tem passados muito tristes mas voltam para a casa em que foram criados, em Maryland (acho) e tem que voltar a conviver uns com os outros.
Só mesmo Nora Roberts para pegar uma história que tem tudo para ser um dramalhão e transformar em livros leves e divertidos, que não te fazem chorar e sim sorrir. Por isso é meu terceiro lugar.



2. Nudez Mortal
E, para mostrar que Nora Roberts também sabe escrever histórias que misturam romance e investigação, indico o primeiro livro da série Mortal.  Nele vemos a tenente Eve Dallas investigando um serial killer perigoso, ao mesmo tempo em que tenta não se apaixonar por Roarke. Meninas: Se vocês gostam de homens misteriosos, ricos, lindos e maravilhosos vão se tornar fã de Roarke!
Mais sobre o livro aqui.






1. Doce Vingança
Aaaah, primeiro lugar! Doce Vingança, que não tem nada a ver com o filme homônimo, conta a história da jovem Adrienne, uma princesa que cresceu testemunhando o desprezo com que seu pai, um árabe preconceituoso, direcionava à sua mãe, uma ex-estrela de cinema. O livro é dividido em três partes (que não lembro de cabeça) cada uma contando uma parte da história de Adrienne, inclusive o momento em que ela encontra Philip Chamberlain – um homem charmoso e misterioso.
Se pudesse indicar somente um livro para os que querem conhecer a autora seria esse. Primeiro por que é uma história que se “fecha em si mesma”, não tem série, trilogia ou continuação. Segundo por que esse livro mostra o melhor da autora, mesclando paixão, roubo e vingança. Achei o final um pouco melancólico, o que difere de outras as histórias da autora, então vale a pena conferir.



Menção Honrosa.

 A Villa.
Quase não reconheci Nora Roberts nesse livro que conta a história de 3 gerações da família Giambelli e sua vinícula ultra-famosa, respeitada entre as melhores do mundo. O livro é muito bem escrito, considero um dos melhores da autora. A narrativa é bem construída e nota-se uma evolução na escrita da autora, uma maturidade que não há em nenhum dos livros da lista acima (talvez apenas no primeiro lugar). Por que não está na lista?  Os livros da lista têm todos os elementos que me fizeram virar fã de Nora Roberts enquanto que ‘A Villa’, apesar de ser muito bom, deixa a desejar em algum desses elementos.




***
Observação: Não li nenhum dos livros que viraram filme – por isso estão fora da lista. “Pousada no fim do rio”, “Os irmãos Calhoun”, “Os irmãos Stanislaski”, “Os O’Hourley”, também não são citados pelo mesmo motivo.
Observação²: Sério, só li duas trilogias da Nora: Coração e Gratidão. E tem também as séries que comecei a ler mas não li todos, por exemplo, “Ronda Noturna”,“As estrelas de Mithra” e “Coração Irlandeses”, que não citei por esse motivo.
Obervação³: Não são necessariamente meus livros preferidos da autora e sim os que eu indicaria aos leitores de “primeira viagem”. Muitos não estão na lista simplesmente por que quis indicar o mais diversamente possível, livros com “temáticas” diferentes umas das outras.

***


É isso ai pessoal. Espero que tenham gostado desse especial que demorou muito tempo para ser escrito (ó duvida cruel!) mas que finalmente saiu do papel. Estou satisfeita com o resultado final e vocês?

Quais livros da Nora Roberts já leram? Quais se interessaram em ler? Comentem!


Nudez Mortal – J.D. Robb (Resenha)









A Tenente Eve Dallas acorda de um pesadelo. Nos últimos 10 anos em que estava na polícia, eles se tornaram corriqueiros mas aquele em especial a deixou abalada. Decidida a não pensar mais no assunto vai até o seu Auto-Chef e programa um café. Ela o bebe enquanto lê as noticias do The New York Times no monitor. A tranqüilidade não dura por muito tempo: Seu tele-link começa a piscar; seu chefe a convoca para mais uma cena de homicídio.

É assim que se inicia “Nudez Mortal” de J.D.Robb, pseudônimo utilizado por Nora Roberts para escrever a série Mortal. É um romance policial que se passa no ao de 2058 por isso termos como auto-chef e tele-link são apenas alguns inventados por Nora para dar um ar de modernidade para a história.
Nesse primeiro livro, Eve investiga o assassinato de Sharon DeBlass, neta do senador DeBlass, um político conservador e tradicional. O caso deve ser tratado com extremo sigilo pois a vitima era acompanhante licenciada (garota de programa) e foi morta ‘em serviço’, com 3 tiros: Um na cabeça, um no peito e o terceiro na (cof, cof) genitália. Imagina se um escândalo desse vazar para a imprensa? Por isso Eve Dallas não pode comentar o caso com ninguém, tampouco dar entrevistas.
Quem poderia ter matado Sharon DeBlass? Os suspeitos são vários, pois a moça tinha vários clientes. Há também Charles, seu vizinho de porta e também acompanhante licenciado. E há Roarke.

Pausa aqui. Marque bem esse nome, por que Roarke é o cara. Dono de 23% de todas as riquezas do planeta, com passado sombrio, olhos azuis e sotaque irlandês, Roarke é o que se pode chamar de cara perfeito. E ele é tuuudo isso e muito mais. Tanto que nem a durona tenente Dallas consegue resistir ao charme dele.

Imagine Hugh Jackman de olhos azuis = Roarke

Ok, vamos voltar a história. Roarke é um suspeito e, por mais que Eve se sinta atraída por ele, não vai cair nessa tão fácil. Afinal, há um homicídio a ser investigado, que ser o primeiro de vários e, por mais perfeito que Roarke seja, se ele for o culpado ela não vai hesitar em prendê-lo.
O livro é bem curtinho, tem 350 páginas, e tem o estilo Nora Roberts: Personagens marcantes, cenas hots e um mistério que, por mais interessante que seja, tem solução meio óbvia, principalmente se você já leu alguns livros da autora. Apesar de ter criado o pseudônimo para fazer algo diferente de seus romances habituais, o romance ainda está presente nesse livro embora dividindo espaço com o crime, coisa que não acontecia em seus romances anteriores (havia assassinatos e mistérios, mas o romance era sempre principal).      
           
           Quem estiver preocupado com o fato de ser um romance futurista (tem gente que não gosta) pode ficar tranqüilo. A modernidade é só um elemento do livro e, mesmo assim, a autora nem chega a ousar muito: O próprio tele-link é um pouco mais evoluído que os nossos celulares de atualmente. O livro foi escrito em 1995, ou seja, o que para ela era suuuper moderno para nós é uma evolução natural. A única coisa estranha do livro mesmo é a riqueza absurda de Roarke. Mas isso já é assunto para um outro post.

            Li esse há uns 4 ou 5 anos se não me engano. Na época não gostei muito mas é por que não sabia que haveria uma continuação e o livro deixou algumas coisas em aberto; não sobre o crime, cada livro da série tem um caso de homicidio independente. Mas o destino dos personagens do livro não foi muito claro. Só depois fui descobrir que era uma série e saquei que os personagens e seus relacionamentos tem uma evolução gradual conforme cada livro – desde então viciei em séries de livros o/

            Recomendo Nudez Mortal para quem gosta de histórias policiais, com investigação mais real, diferente daquelas brilhantes deduções de Sherlock Holmes. Em Nudez Mortal, as pistas aparecem pelo trabalho da investigação, Eve tem poucas “sacadas” geniais. Mas é interessante da mesma maneira, se você curte o gênero policial.
            Recomendo também para quem gosta e romances por que, como eu não me canso de dizer, Nora Roberts é Nora Roberts, ou seja, diva (fã-da-autora-detected). E, se você gosta de romances e nunca leu nada dela, você está perdendo tempo, por que o estilo de escrita de Nora Roberts não tem comparação e, além de tudo, é viciante. Quando você vê já está comprando o 10º livro dela.

            Enfim, é o primeiro livro da série Mortal e o primeiro a gente nunca esquece. Nota 9 – muito bom.

P.S.: Já faz um tempo, recebi uma sugestão, fazer um especial sobre Nora Roberts indicando os melhores livros para aqueles que nunca leram nada sobre a autora e não sabem por onde começar. A idéia está anotada, em breve posto algo nesse estilo.

O que acharam do livro? Leriam? Comentários são sempre bem-vindos!

O príncipe playboy – Nora Roberts (resenha)


Esse livro faz parte de uma série, a da família Cordina. É o terceiro livro. Estava com o primeiro aqui em casa mas sem muita vontade de ler, até que minha mãe me deu esse terceiro. Como gostei do resumo resolvi começar por esse mesmo.

Capa do livro. Achei o castelo bonitinho.
O príncipe Bennet é charmoso, consciente de sua beleza e de seus deveres para com o Rei. Como não é o primeiro na linha de sucessão, suas responsabilidades são um pouco menores de que a de seu irmão Alexander mas, ainda sim, sente-se sufocado pelos deveres reais.
Um belo dia ele é chamado até a sala de seu pai, o Rei Armand, que lhe apresenta Lady Hannah Rothchild. No inicio ele não a acha muito interessante: Para Bennet é só mais uma dama inglesa maçante e com poucos atrativos. Mas é simpático e charmoso mesmo assim, afinal é o que se espera dele.
Mas então ele começa a olhá-la com outros olhos, a se apaixonar por aquele mulher tímida, literata e tranqüila. Pela primeira vez Bennet está disposto a ser paciente, pois não quer assustar aquela mulher.

Mas Lady Hannah não é o que parece. Na verdade ela é uma espiã. No inicio parece que ela está espionando a família real, para ajudar o principal inimigo deles, Deboque. Mas depois percebemos que Hannah é uma agente dupla, fingindo trabalhar para o terrorista apenas para prende-lo no futuro.
O engraçado é que, mesmo sendo uma espiã treinada para lutar e atirar como um homem e com sede de aventura, lady Hannah não deixa de ser a mulher literata a ingênuo por quem Bennet se apaixona. É como se existissem duas mulheres em uma, duas metades dela.

Esse livro é de 1986 mas foi publicado pela Harlequin em 2008. Apesar das minhas imensas reservas com relação a essa história – não gosto desse negócio de reinos, príncipes e nem de Nora Roberts antes de 1990 – admito que acabei “pagando a língua”. O livro é muito bom, muito bem escrito por Nora. Nessa época seus livros de mistério mas mesmo assim, seu estilo literário é cativante, seus personagens são incríveis e nos fazem torcer por eles.
Sim, não há mistério, mas quem precisa deles? Quando Nora Roberts se propõe a escrever histórias de amor, é impossível não suspirar.  Mas a Nora verdadeira e não a escritora em começo de carreira e sem estilo algum que ela já foi. Livros como Quase um estranho e Coração Vencedor, que eu já resenhei aqui no blog, ilustram bem meu ponto de vista: Nesses livros a autora ainda está verde, não tem suas características principais.

Em, “Príncipe Playboy” Nora Roberts é uma autora de romances madura. A cena de ação do final comprova já um apreço por uma literatura mais “policial”, mas sem perder o romantismo e a magia.
Como é preciso dar uma nota, eu dou nota 8,5 mas podem consideram um nove se quiserem. Eu tirei esse meio pontinho mais por frustração, pois queria u epilogo mais completo, mostrando o casal nos anos posteriores.

Descobri que a série tem ainda um quarto livro, que se passa anos depois. Acho que é o “epilogo” que eu esperava. Alguém já leu? O que acham dessa série? Comentem.

Coração Vencedor – Nora Roberts. (resenha)


Começou bem. Cynthia Fox, mais conhecida como Foxy, retorna ao mundo das corridas, depois de seis anos afastada. Ela esta conversando com o irmão Kirk que é piloto de corridas enquanto arruma o próprio carro (já que o irmão se recusa a faze-lo). De repente, aparece Lance Matthews ex-piloto de corridas hoje projetista de carros da Formula 1 e Indy. Ele não a vê, pois ela está em baixo do veiculo e começa a falar sobre ela com Kirk. Ela sai de baixo do carro, eles tem uma discussão ríspida e dá pra sentir as faíscas no ar, o clima de “temos um passado”.

Capa do Livro
O desenvolvimento também não é de todo ruim. Ficamos sabendo que ela foi apaixonada por Lance na adolescência mas que, como foi rejeitada, começou a odia-lo. Foxy é fotografa, voltou ao mundo das corridas por que foi contratada pela jornalista Pam Anderson (Pamela Anderson? what?)  para fotografar durante a temporada, pois a jornalista estava escrevendo um artigo.
Paralelamente a história do casal principal Pam acaba se envolvendo com o irmão da mocinha, Kirk. Ele parece até charmoso, apesar do bigode.
Mas ai vem o momento Nora-essa-não-é-você. Por que o livro, publicado pela Harlequin Brasl em 2010, foi escrito em 1982! Para quem não entendeu o por que isso deveria signifiar bulhufas eu explico um pouco nessa outra resenha. Mas voltando a história...


Vamos supor que você está escrevendo um romance de banca, cuja única trama seja o romance entre os dois casais. Ai acontece o clímax da história, um momento de tensão e TODOS os casais se declaram um para o outro. Pam ama Kirk e vice-versa e, mais importate, Lance ama Foxy e vice-versa. Ele até a pede em casamento. Você, se fosse uma autora de romances, não terminaria o livro? Claro que SIM! Por que, a coisa mais importante já aconteceu e o livro está em seu momento de ápice. Se houvesse uma outra trama, um assassinato, um mistério não resolvido, tudo bem. Mas não há, é um romance relativamente simples e eu não tenho nada contra romances simples. Mas acho que toda autora tem que saber a hora de terminar sua história para não ficar maçante.

Mas essa é a Nora Roberts de 1982, ela NÃO SABE quando terminar a história. Então o livro continua por mais de 100 paginas. E começa a ficar chato. Foxy é mais uma heroína que  muda depois de apaixonada, embora seja uma mudança mais sutil e Lance, que em alguns momentos lembra o maravilhoso e perfeito Roarke não consegue ser nada mais que um menininho rico, egoísta e meio instável.

Nas 100 paginas depois do “eu te amo” o livro se arrasta. Os conflitos que restam poderiam ser resolvidos em um epilogo apenas, se o livro tivesse algumas altereções desde o começo. Mas a inexperiente Nora nos arrasta pelo casamento frustrado dos mocinhos, a maneira como a família recebe mal a heroína, o medo da heroína de automóveis... Gente, pra que?! É um romance, tudo tem que convergir para o “eu te amo”, no máximo tendo um epilogo ali mostrando rapidamente o que aconteceu depois. Mas 100 páginas? Nora, essa não é você!

É claro, como eu disse há algumas exceções. A serie mortal da própria Nora Roberts mostra a vida do casal depois do “eu te amo”, a maneira como os personagens se desenvolvem (desenvolvem e não mudam radicalmente como acontece em alguns livros). Mas ai também tem um novo homicídio a ser decifrado, a cada novo livro, o passado de que Eve (a heroina) não consegue lembrar... Enfim, tem história ainda pra contar.

Resumindo: Tédio, tédio, tédio. Fui lendo com força de vontade pensando que no final poderia melhorar. E no final melhorou um pouco. Mas nada que tirasse a sensação de que eu perdi alguns momentos da minha vida.

Dei nota 7,5, tirando meio ponto por causa da enrolação.


E vocês leitores (as)? Já leram esse livro? Se não, o que vocês pensam dos livros que parecem ser alongados por alguma razão? Participem =) 

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Resenha do livro Quase um Estranho – Nora Roberts.


            Nora Roberts é uma diva dos Romances. Quase todas as leitoras de romances de banca concordam que os livros delas são muito bons. Não é à toa que é sempre destaque na lista lista de best-sellers do The New York Times e já teve suas obras traduzidas em 25 idiomas.
Capa do livro no Brasil
            Mas, ao contrário do que muita gente pensa, uma escritora de sucesso não fica ótima da noite e pra o dia. Na verdade, escrever  é um trabalho como qualquer outro, que requer prática e aperfeiçoamento. Quanto mais se escreve, melhor se escreve.

            O livro Quase um Estranho é um ótimo exemplo disso. Apesar de ser lançado pela Harlequin Brasil em 2008, o livro foi escrito em 1984, mais de 20 anos de “atraso” na publicação, portanto. E é mais que isso. É também um dos primeiros livros lançados por Nora Roberts, ela estava começando nessa época, e o desenvolvimento do livro causa uma certa estranheza no começo: Falta uma certa fluência nas palavras, o estilo de escrita envolvente que fez da autora um sucesso mundial.
            O livro começa quando David Katcherton (Katch) aparece na pequena cidade onde vivem Megan e o avô e afirma interesse em comprar o parque de diversões de Pop (o avô). Inicialmente, Megan demonstra antagonismo mas logo vai se apaixonando por aquele homem, ao mesmo tempo em que descobre também a si mesma.

            O enredo lembra muito aqueles romances “florzinha”, os primeiros romances, em que a virgindade e super-valorizada pelos mocinhos, enquanto as mocinhas sofrem com sua ingenuidade, pois não percebem NUNCA que o homem em questão também as ama.
            Além do mais, fica claro que Nora ainda não encontrou seu estilo de escrita, principalmente pelas frases curtas e pela maneira como  intercala terceira e primeira pessoa. É como se de repente Megan (a heroína), começasse a conversar conosco, os leitores. Ou com ela mesma como se fosse um diário. O resultado é apenas uma sombra da futura elegância com que Nora trabalha.

            Isso torna frustrante, ver personagens tão fascinantes, ou melhor, com tanto potencial, “desperdiçados” dessa maneira. Katch é o típico herói de Nora, complexo e fascinante. Megan também começa bem, voluntariosa e arrogante, apesar de depois perder um pouco o estilo (é engraçado como algumas heroínas mudam completamente a personalidade depois de se apaixonarem). E o que não dizer de Pop, o avô da heroína, com sua barba branca e meio metido a cupido? Lembra o patriarca dos MacGregor, só que sem carisma, sem humor, sem...  sem Nora Roberts.
            Por mais que seja interessante perceber o quanto sua escritora favorita evoluiu ao longo dos anos, não deixa de ser um pouco decepcionante. Eu esperava mais desse livro. Talvez, se fosse outra autora ou Nora fosse pouco conhecida, como no ano do lançamento desse livro, no longínquo ano de 84, eu até achasse melhor e minha nota pra esse livro pudesse chegar a um 8.


            Mas com todos esses fatores, dificilmente Quase um Estranho será considerado mais do que “satisfatório”. Nota 5 pra ele.




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