|Filme| O PROTETOR (The equalizer) Resenha/ Review

0
COMMENTS

          O tipo de filme em que Denzel Washington costuma atuar não está entre os meus gêneros favoritos. O ator se divide entre dramas e ação, sendo que ultimamente tem optado mais pela segunda opção, algo pela qual não posso julgá-lo: o cara já tem um Oscar, ou seja, permissão concedida para fazer filmes que ele considere interessantes sem ligar para o que a crítica irá dizer. 
        Porém, mesmo que essa escolha por certo tipo de filme possa ser questionável ou até mesmo afastar o ator de determinado publico (o que não gosta de ação ou drama, por exemplo) é inegável o bom gosto do ator para escolher seus papéis. Pensando assim de cabeça em 5 filmes que Denzel Washington participa, não há nenhum que eu não tenha gostado ou não indicaria para as pessoas. Nessa lista de filmes se encontra também O protetor
          No filme, Washington é Robert McCall, um homem de passado misterioso que atualmente trabalha em uma imensa loja de ferragens. No inicio podemos perceber que ele é um homem muito na dele, porém sempre disposto a ajudar os outros funcionários, como o colega de trabalho que quer ser vigilante, por exemplo. Percebemos também que Robert gosta muito de ler e que tem dificuldades para dormir, razão pela qual, durante a madrugada ele costuma ir a um café perto de sua casa e se dedicar a seu livro do momento. 
        É em uma dessas visitas que Robert conhece Teri (Chloë Moretz, de 'Deixe-me entrar', Hugo Cabret e, claro, Kick Ass) uma prostituta que não parece gostar nada de sua forma de vida. Eles mal trocam duas palavras mas, na noite seguinte lá está Teri de novo, e na outra, e na outra... 


        Quando Teri não aparece uma noite, Robert fica preocupado, só para encontrá-la depois com um hematoma terrível no rosto. Depois disso, embora se sinta obviamente relutante, Robert se vê cada vez mais motivado a tentar ajudar essa jovem que, descobre-se, é escrava sexual para a máfia russa
          O filme é inspirado numa série "The Equalizer", que foi lançada nos anos 1980. Daí, e do pouco que contei até agora, dá para perceber que a história não é das mais originais ou revolucionárias. Porém não é qualquer ator no papel principal e sim Denzel Washington que consegue fazer de um personagem razoavelmente simples, um grande herói, digno da admiração e torcida (mesmo!) dos expectadores. 
          Claro, um personagem tão bem interpretado tinha que ter um equivalente antagonista e essa figura é representada pelo mafioso Teddy, vivido por Marton Csokas, um baita ator que eu ainda não conhecia: joguei no google e descobri que ele fez "Abraham Licoln - caçado de vampiros", mas não julguem o coitado por essa bomba de filme. Csokas faz um Teddy de dar medo,um legítimo sociopata


           Junte isso com cenas de ações phodásticas e uma trama muito bem conduzida no maior estilo gato e rato e temos um filme digno de ser visto. O diretor e o responsável pela fotografia estão de parabéns, as cenas são todas excelentes e visualmente interessantes, além de conseguir prender o expectador à trama de forma que poucos filmes do gênero conseguem. 
         Como personagem, percebe-se em Robert certo complexo de herói, aliado a grande capacidade letal e um pouquinho de transtorno obsessivo compulsivo, manifestado por sua obsessão de 'cronometrar seu próprio tempo', por assim dizer. Uma coisa a ser destacada sobre esse mocinho é que, em nenhum momento das 2h12 de duração desse filme, ele dispara uma arma de fogo, somente utilizando as que estão nas mãos de seus inimigos ou 'armas alternativas'. Não sei se foi algum tipo de mensagem pelo desarmamento ou se foi só para mostrar o quanto o personagem é engenhoso/inteligente e realmente bom no que faz, só sei que está de parabéns quem conseguiu fazer isso possível, ainda mais num filme de ação. 
             Embora, pensando bem, ação seja um termo muito genérico para o filme, acho que Suspense/Policial seria mais aplicável, uma vez que não é apenas uma série de explosões sem enredo mas sim uma trama que ocorre em O protetor. Na verdade, parando para pensar agora, acho que só ocorre uma explosão durante todo o filme. 
A única cena de explosão do filme. BOOM!
          Por essas e por outras é que digo que 'O protetor' foi uma baita surpresa. Quem gosta do gênero Ação/Policial/Suspense certamente vai ter todos os seus requisitos agradados com esse filme e quem não é lá muito fã (eu, por exemplo) também vai se deixar pela trama simples mas bem contada. Recomendo se estiver afim de uma história que agrade e que te prenda atenção do inicio ao fim. É o tipo de filme para quem gosta de cinema entretenimento, independente do gênero* - se você é assim, assista 'O protetor'.  
                   Nota 9 - muito bom. 


* vamos manter a mente aberta, okay? É claro que a pessoa  que tiver algum tipo de preconceito com tramas de ação/policial não vai curtir o filme. Nesse caso é melhor assistir outra coisa. Que tal uma animação? Ou uma aventura? O importante é assistir e se divertir! 

|TRAILER|

|FILME| Livrai-nos do mal (Resenha / Review)

2
COMMENTS


      O policial Ralph Sarchie parece estar sempre atraindo algum tipo de problema. Como seu colega de trabalho costuma dizer, ele tem uma espécie de "radar" que sempre o leva para casos especialmente complicados. Naquela semana não foi diferente: Sarchie se depara com o caso de um bebê jogado no lixo, um caso de agressão doméstica em que o sujeito está visivelmente alterado e ataca os policiais e, por ultimo, uma mãe que joga seu próprio filho na fossa do zoológico.

      Tudo poderia ser apenas uma semana difícil porém, ao investigar os casos, Sarchie descobre estarem todos interligados. A sequencia inicial do filme nos mostra o que o detetive só descobre depois: Todos essas pessoas que estão agindo tão estranhamente estão relacionados a um grupo de amigos que serviu no exército e que, na ocasião, de deparou com um santuário onde algum tipo de sacrifício era feito.
       É nesse momento que Sarchie conhece o padre Mendoza, um especialista em demonologia. Como todo bom cético, no inicio o detetive repudia completamente a ideia de que essas pessoas cometendo atos tão horríveis possam estar possuídas. Mas depois essa parece ser a unica explicação possível, uma vez que, em todos os seus anos como policial, ele jamais se viu em tal situação. Mas para combater esse inimigo "sobrenatural" Sarchie ainda terá que perdoar a si mesmo pelos seus próprios erros do passado.
         Livrai-nos do mal é inspirado em eventos reais, como a maioria das histórias desse gênero lançadas nos ultimos tempos. Talvez por isso não tenhamos muitas cenas 'sobrenaturais' em si, o filme é mais um suspense do que propriamente um terror - o que eu até prefiro quando se trata de filmes de possessão: Normalmente as cenas de 'terror' são as que me dão mais vergonha alheia. Então o suspense é bom.
         O problema é que o filme é vendido no trailer como um terror e essa falsa imagem faz com que muitos tenham criticado. Livrai-nos do mal é um suspense com algumas cenas mais 'agitadas' mas é só. É importante dizer que, como uma história de suspense, também foi muito bem construída e que os diálogos entre o cético Sarchie e o padre Mendoza são realmente interessantes, não aquele blablablá céticos vs religiosos que vemos nos outros filmes. Como católica, é a primeira vez que não sinto vergonha alheia pelas coisas que um padre dos filmes diz (já as coisas que ele faz... bem, ninguém é perfeito).

          Não há muito mais o que dizer. Se você curte o gênero e está plenamente ciente de que não vai se assustar ou ter medo de nada desse filme, mas está disposto a acompanhar uma boa trama sobrenatural, vale a pena dar uma chance a 'Livrai-nos do mal'.
            Nota 7 - um filme razoável


P.S.: Momento girlie - Eric Bana  e esse padre (descobri o nome: Edgar Ramirez) são uma excelente visão! Dificil dizer quem é mais bonito mas eu fico com o Bana ^^

|FILME| Maze Runner - Correr ou morrer (Resenha / Review)

1
COMMENT
   Um jovem acorda numa jaula, uma espécie de elavador que está subindo rapidamente, sem saber como veio parar ali. Mais ainda, ele não sabe seu próprio nome, sua idade ou quem são seus pais - ele não se lembra de nada. A jaula sobe até uma espécie de platô, um campo aberto com arvores e um monumento de concreto ao fundo. A volta dele, jovens meninos aparentando ter uma idade próxima a sua. Ele tenta correr mas os jovens o nocauteiam. 
    Esse é o inicio de Maze Runner, filme inspirado numa série homônima de livros e que alcançou o topo das bilheterias nas ultimas semanas. O filme segue o sucesso de outros livros distópicos transformados em filme e que fizeram sucesso, como Jogos Vorazes e Divergente
     Mas, se outros filmes do gênero começam situando o expectador no 'universo' em que se passa a história para só depois partir para a ação, Maze Runner se difere por seguir o caminho inverso: tão logo o jovem descobre que seu nome é Thomas, que todos os garotos chegaram ali pelo mesmo elevador e que ninguém sabe ao certo o que é aquele lugar, apenas que está a margem de um gigantesco labirinto (o 'monumento' que citei no inicio) a ação começa
     Acho que o "Correr ou morrer" acrescentado no título da versão brasileira (o primeiro livro também tem esse nome) se encaixa perfeitamente ao filme. Porque se tem uma coisa que Thomas faz muito (além de ignorar todas as regras que o grupo apresenta a ele) é correr como se sua vida dependesse disso: afinal, o labirinto está repleto de monstro de aspecto nojento e robótico e com potencial de envenenar a todos os que cruzam o seu caminho e correr parece ser a unica alternativa para um bando de jovens sem armas. 
     Essa ação combinada com um clima de mistério é exacerbada quando uma jovem chamada Teresa aparece pelo mesmo lugar que Thomas, trazendo consigo um bilhete informando que será a ultima a entrar no "jogo". As cenas de ação agradam os mais imediatistas e o enigma - que diabos é esse lugar? - deixa os mais cerebrais ligados na história até o final. Maze Runner é é frenético, interessante e instigante do começo ao fim.  
     Falando em mistérios e enigmas, essa talvez seja uma das partes mais frustrantes do filme: no final, até temos algumas respostas interessantes e também a resolução do conflito imediato, que é a fuga do labirinto. Por outro lado, as ultimas cenas criam novas perguntas e questionamentos, que só serão respondidas no próximo filme
      Não sei dizer se gostei ou não de Maze Runner. Acho que é um filme bom mas, ao mesmo tempo, é frustrante ter esse monte de perguntas na minha cabeça - estou até pensando em ler os livros para não ter que esperar um ano inteiro pela sequencia. 

      Mesmo assim, recomendo aos que gostam desse gênero meio distópico. Maze Runner pode nõ ter personagens tão interessantes ou mocinhos bonitões como 'Divergente' e 'Jogos Vorazes', por exemplo, mas é uma história que promete. 
      Nota 8 - um bom filme.