|Direto ao Ponto #013| Shakespeare, Homero e Hemingway

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Direto ao ponto é uma coluna do blog em que falo rapidamente sobre 3 livros ou filmes que assisti/li recentemente. Para ler outras postagens iguais a essa, CLIQUE AQUI

Nome do livro: Odisseia
Autor: Homero
Ano: 2011   /   Formato: LIVRO
Editora: Saraiva de bolso
Opinião: Já tinha lido uma versão infanto-juvenil desse livro, adaptada pela Ruth Rocha, e na ocasião com 9/10 anos, essa história já tinha se tornado uma das minhas favoritas. Anos depois, a versão original, sem cortes e sensibilizações e totalmente em versos se mostrou um desafio maior, mas recompensador. A história de Odisseu (Ulisses), que fica 20 anos longe da sua amada Itaca e passa por vários perrengues para retornar para a esposa Penelope e o para o filho Telemaco me conquistou uma vez mais, ainda que eu tenha pensado em abandonar esse livro várias vezes devido a minha dificuldade para lê-lo. Mas a trama falou mais forte pois contem tudo o que um livro precisa, aventura/drama/romance/ação... E com um desfecho inesquecível. 
Cena: Gosto da vingança de Odisseu junto aos pretendentes, apesar de ser uma cena bem forte, cheia de sangue. Outra das minhas cenas favoritas é a que conta a primeira noite de Odisseu e Penelope depois de tantos anos, em que eles contam um ao outro tudo o que passaram "sem esconder nada". Para mim é um dos momentos mais românticos do livro (se não o único). 
Sim, o livro é machista de cabo a rabo e os personagens que deveriam ser 'mocinhos' agem de acordo com uma ética duvidosa mas hei: não é justo julgar um livro escrito a mais de 2.000 anos atrás pelos nossos padrões atuais - uma contextualização é justa e necessária.
Nota:  Nota 9 - muito bom
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Nome do livro: Muito Barulho por Nada
Autor: Shakespeare
Ano: 2014   /   Formato: E-BOOK
Editora: Saraiva de Bolso
Opinião: Meu primeiro Shakespeare! Esse livro é bem rapidinho e divertido. É uma peça que conta a história de Claudio e Hero, apaixonados um pelo outro, que quase perdem a chance de serem felizes graças a Dom João, um nobre sórdido e cruel. Paralelo a isso temos Benedito e Beatriz, este amigo de Claudio e ela prima de Hero, que vivem as turras e discutindo mas que são, secretamente, apaixonados um pelo outro. 
Gostei muito desse primeiro contato com Shakespeare principalmente pelos diálogos. Achei que a trama iria se arrastar em determinado momento mas não, o seu desenrolar seguiu o mesmo ritmo do restante da peça.
Cena: Gosto muito dos diálogos entre Beatriz e Benedito, os meus personagens favoritos, por isso minha cena favorita é quando eles "concordam" em casar um com o outro.
Nota: 9 - muito bom, apesar de rápido.

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Nome do livro: O velho e O mar
Autor: Ernest Hemingway
Ano: 2011   /   Formato: livro
Editora: Bertrand Brasil
Opinião:
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 Santiago é um pescador que vive numa Cuba pré-revolução. Todos os dias ele pega o seu barco a vela e vai pescar em alto-mar. Porém já faz mais de 80 dias que Santiago não pega um peixe sequer. 
O livro narra então o 85º dia de pesca de Santiago. Ele tem certeza de que fisgará um peixe naquele momento e, como vemos, tem toda razão. O que ele não espera é que um simples peixe lhe dê tanto trabalho. 
É meu primeiro contato com Hemingway e se por um lado gostei de sua escrita reflexiva porém simples e despretensiosa, por outro lado achei a história do livro meio maçante. É um dia de pescaria de um velho e, por mais que aconteçam uma porção de coisas, é cansativo ver Santiago falar sozinho e repetir várias vezes ao longo da história as mesmas coisas. Eu gosto de histórias que se passam no mar mas esta não me cativou muito. 
Embora tenha achado a escrita do autor interessante e visto a beleza e a delicadeza na metáfora que esta trama representa, não é um livro que me tornou fã de Hemingway como  foi com "O grande Gatsby" de Fitzgerald. 
Cena: Sem spoilers mas acho o desfecho do livro muito bonito, embora um tanto melancólico. 
Nota:  nota 7 - um livro ok mas me deu vontade de conhecer mais obras do autor. 


|DIRETO AO PONTO #012| O Homem nas Trevas, Os Suspeitos e Time Lapse

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Direto ao ponto é uma coluna do blog em que falo rapidamente sobre 3 livros ou filmes que assisti/li recentemente. Para ler outras postagens iguais a essa, CLIQUE AQUI

Nome do filme: O homem nas trevas
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Stephen Lang, Jane Levy, Dylan Minnnette etc
Diretor: Fede Alvarez
Opinião: Um grupo de jovens ladrões resolvem assaltar a casa de um velho cego. Mas as coisas acabam fugindo do esperado e eles acabam presos na casa desse senhor, lutando por suas vidas. 
Eu esperava muito desse filme desde que vi o trailer e não me decepcionei em nada. Tudo bem, algumas cenas pareceram meio exageradas e inacreditáveis mas, de um modo geral, é um filme que eu indicaria para todos que gostam de um bom suspense/terror, como a muito tempo eu não via. (Indiquei esse filme no Especial de Halloween que fiz para o blog Beauty Full).
Cena: Minha cena favorita do filme é a da perseguição no porão. Apesar de acontecer praticamente no escuro é uma das cenas mais tensas: dá para sentir a claustrofobia e o desespero dos personagens direto na tela. 
Nota: 9 - muito bom
|TRAILER|

Nome do filme: Os Suspeitos
Ano: 2013
Atores / Atrizes: Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Viola Davis
Diretor: Denis Villeneuve
Opinião: Se "O homem nas trevas" é o tipíco suspense/terror que a gente ama, "Os Suspeitos" é o suspense/policial (ou apenas suspense) que nos faz sentir que, sim, ainda é possível se fazer bons filmes do gênero. Uma trama bem construída que começa no desaparecimento de duas garotinhas e que mostra todo o desespero dos pais ao tentar descobrir o que aconteceu com suas filhas, ao mesmo tempo em que mostra a investigação do policial responsável pelo caso. Temos aqui um elenco sensasional em atuações dignas de Oscar  e um roteiro tão bem amarrado e interessante que me fez voltar a ter fé nas produções do gênero. Se você é daqueles que frequentemente se sente incomodado com alguns pontos aleatórios ou que não se encaixam em filmes investigativos, vai ter a mesma sensação que eu quando assistir "Os suspeitos".
Cena: A cena do final da "revelação" é uma daquelas que de deixam meio de boca aberta. E aquele final aberto, também é marcante. 
Nota: 9 - muito bom MESMOQueria entender porque esse filme não é muito comentado por aí, talvez seja longo demais, talvez seja velho demais. Mas, para quem se interessar, é possível assisti-lo na Netflix.

|TRAILER|

Nome do filme: Time Lapse
Ano: 2014
Atores / Atrizes: Danielle Panabaker, Matt O’Leary, George Finn, John Rhys-Davies, Amin Joseph, Jason Spisak, David Figlioli, Sharon Maughan, Judith Drake, Mark C. Hanson
Diretor: Bradley King
Opinião: "Karol, sua metida a besta, por que você colocou o título do filme em inglês"? Porque esse filme não foi lançado oficialmente no Brasil. Na Netflix, que foi onde eu assisti, o título está em inglês, portanto, é esse título que vou deixar. 
   Time Lapse, numa tradução literal, significa "espaço de tempo" mas também é o nome de uma técnica de cinema em que as coisas parecem passar em uma velocidade maior do que na realidade ( sabe aquelas cenas de por do sol ou de movimento das estrelas passando rapidamente? é mais ou menos isso). 
   Já o filme conta a história de 3 amigos que descobrem, na casa de um vizinho, uma máquina capaz de tirar uma foto do futuro. Eles não sabem como mas, de alguma forma, eles vão chegar àquele exato ponto naquele determinado horário. 
   É uma produção independente com baixo orçamento e atuações bem mais ou menos mas com um roteiro sensasional. Eu, que sou "a louca das viagens no tempo", resolvi assistir esse filme depois de um comentário de um amigo, que havia visto esse filme numa lista de "filmes que conseguem ser excelentes apesar do baixo orçamento". E é exatamente o que é "Time Lapse", um filme que consegue fazer muito com muita pouca grana, mostrando que a criatividade pode superar a ausência de dinheiro para a produção.
   A trama é muito boa, coerente e interessante e o suspense e tensão só vão aumentando até chegar a um final que faz jus a toda a história. "YOU DON'T FUCK WITH TIME" é a mensagem que levei comigo deste filme em que me pego pensando até hoje. 
Cena: Eu gosto do final porque é quando temos a visão geral da história e da forma como tudo se encaixa. 
Nota: 9,5 - esse filme tem tudo para se tornar um dos meus favoritos - mas ainda preciso assistir de novo pra ter certeza.

|TRAILER|

|FILME| O Contador (2016) - Resenha/ Review

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   Christian Wolff tem um espécie de autismo, algo que lhe dificulta a sua relação com as outras pessoas mas facilita a sua profissão de contador, pois ele tem extrema facilidade com números. 
   Mas essa genialidade acaba sendo "utilizada", quando Christian começa a trabalhar para membros de máfia e outras pessoas perigosas. Ao mesmo tempo em que tem de lidar com um cliente insatisfeito e salvar a vida da contadora Dana Cummings (Kendrick), Christian também é investigado por uma agente do FBI. 
   Mesclando flash backs da infância de Chris, em que ele é forçado a extremos por um pai duro e implacável, com a situação complicada do presente, vamos conhecendo a história desse misterioso personagem. Digna de nota é atuação de Ben Affleck como o autista - o olhar do ator nunca repousa por muitos segundos nos olhos das pessoas, sua postura é toda retraída mesmo com o porte gigantesco herdado de sua atuação como Batman, ele tem alguns rituais antes de fazer as coisas. Aqui, pela primeira vez, sua ausência de expressões é uma característica positiva pois combina com aparente falta de empatia, que é um sintoma desse transtorno e, por incrível que pareça, os olhos dele transmitem muito. Destaque também para o garoto que vive o personagem mais jovem, muito boa a atuação. 
   Embora esse roteiro tenha algumas características de filmes de ação (protagonista sendo perseguido, salvando a mocinha, criminosos em toda parte, não confie em ninguém), a ação é um artifício da história e não um fim. Sim, temos tiroteios, lutas etc. mas é tudo recurso para contar a história desse personagem complexo e não aquele fan service barato dos filmes de ação
   O roteiro tem algumas reviravoltas previsíveis mas guarda algumas surpresas, o que é sempre bom. O elenco todo é composto de atores razoavelmente conhecidos em atuação que deixa pouco a desejar dentro desse universo (não há Oscars mas também sem framboesas de ouro). O destaque aqui está obviamente na história do personagem principal, vivido por Ben Affleck, mas fiquei surpresa com a atenção dada ao passado dos investigadores do FBI que o perseguem, a Agente Medina e o Agente King. O destaque foi tão grande que cheguei a shippar Medina e Wolff como um casal mas isso não ocorre nesse filme (numa continuação talvez?).
   Recomendo muito, apesar de ter sentido alguma apatia das pessoas na sessão de cinema em que fui. Talvez esperassem uma trama mais voltada pra ação? Talvez seja a duração, mais de 2h, longa demais? O fato é que não vi ninguém muito empolgado na saída desse filme, além de mim. 
   Se você gosta de histórias com protagonistas complexos, de entretenimento bem feito, de filmes com bom elenco e de histórias que alternam ação/drama, assista "O contador" porque não vai se arrepender. Uma das coisas que eu mais gostei do filme foi aquele final com sua reflexão sobre o autismo. Obviamente o que o personagem principal tem é uma versão mais branda, mas gostei da forma como eles mostraram que até mesmo aqueles com graus mais elevados desse distúrbio podem ser mais do que o que parecem. 
   Nota 9 -  muito bom