|FILME| X-Men: Apocalipse (Resenha / Review)

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   Há mais de 3.000 anos atrás En Sabah Nur (Apocalipse) dominava o mundo, sendo rei e deus de toda uma civilização. No entanto, Apocalipse acaba sendo traído e passa os próximos milhares de anos em uma espécie de repouso profundo até despertar no anos 80, período em que se passa essa nova história dos X-Men.
   Primeiramente: a franquia 'X-Men' é a minha favorita de todas que já foram lançadas no cinema. Eu amo os X-Men mais do que qualquer Vingador (a não ser a Wanda que, por um acaso, também é parte do universo X-Men nos quadrinhos). Dessa afirmação você já deve tirar que não sou muito ligada nas HQs e, embora tenha interesse em saber as diferenças entre o universo cinematográfico e dos quadrinhos, não sou aquela louca que fica xingando porque algo saiu do que é considerado cânone (a não ser que seja algo muito importante). 
   Eu também não sei muito sobre a história do 'Apocalipse' nas HQs ou na animação (que passava no SBT, lembram?). Para o bem ou para o mal, meu primeiro contato com esse famoso arco dos X-Men foi através do filme "X-Men: Apocalipse". É bom acrescentar também que estava bem preocupada com a qualidade desse filme, uma vez que boa parte da critica especializada foi taxativa ao dizer que esse é o pior filme da franquia. 
   Sendo assim, qual não foi a minha surpresa ao me ver amando esse filme? A primeira cena com o 'flash-back' da origem do Apocalipse foi um pouco boring mas, depois disso, o filme só me trouxe alegrias. Tirando algumas coisas que me incomodaram durante a sessão, e que citarei mais a frente, considero esse um dos melhores filmes da franquia e não um dos piores como estão dizendo. 
   A começar pela ambientação nos anos 80, que dá todo um ar retrô ao visual dos X-Men e encanto para a história - para mim os X-Men tem tudo a ver com essa época, tanto visualmente quanto pelo subtexto dessas histórias. Infelizmente o pouco de música que ouvimos dessa época é graças ao personagem Mercúrio mas achei divertidíssima a conversa entre Jean, Scott, Noturno e Jubileu sobre qual dos filmes de Star Wars seria melhor: a discussão termina com Jean dizendo que o importante é que todos concordam que "o terceiro filme é sempre o pior", algo que dialoga com a própria franquia dos X-Men (todos crucificam X-Men III).
Jean, Ciclope, Noturno e Jubileu (FONTE)
   Isso sem contar os novos personagens ou os personagens que foram rejuvenescidos. Achei que iria sentir saudade da formação antiga (e mais velha) mas os novos atores estão de parabéns, especialmente Sophie Turner, que está perfeita como Jean Grey - até passei a gostar mais da personagem depois do filme, já que os conflitos que ela vive parecem muito mais coerentes para uma adolescente do que para uma mulher adulta, como foi retratado nos filmes anteriores - e o mesmo ocorreu com Scott. 
   Falando nos personagens, embora eu tenha meus favoritos, não há um único deles que não seja incrível. Na cena em que Apocalipse recruta seus 4 cavaleiros, mutantes que vão segui-lo e ajudá-lo em seu plano de destruir o mundo para retomar o controle sobre ele, é impossível não se empolgar com as habilidades dos mutantes recrutados sendo subitamente melhoradas. Dos 4, Psylock era a única que eu não conhecia mas achei seu poder incrível, assim como esse anjo 2.0 que criaram para esse filme. Magneto e Tempestade nem se fala, são dois personagens que sempre achei phoda e que permanecem incríveis nesse filme (embora a Tempestade ainda falte a confiança que a mesma ostenta no futuro, amei essa versão teenager dela, moicano e tudo). 
   Mas, assim como os 4 cavaleiros que acompanham o vilão durante todo o filme, esse novo filme também tem 4 GRANDES PROBLEMAS, a seguir (se não quiser pegar spoiler é só pular os trechos:  mais claros)

1. A cena em que Scott descobre seus poderes, ele perfura o teto com o raio que sai de seus olhos... Mas não perfura a porta do banheiro em que ele estava? O garoto que tentava arrombar a porta para bater em Scott é simplesmente jogado longe junto com a porta e ainda aparece se mexendo depois dessa cena
2. Todos os personagens são phodas... Menos a Mística, que só aparece como si mesma meia dúzia de vezes durante todo o filme. Por melhor e mais legal que esteja o visual anos 80 da J-Law, toda a vez que a via sem maquiagem (e foram várias) ficava me perguntando quando ia ver a Mística, isto é, quando a Mistica ia ficar azul. Já que toda a personalidade da personagem parece ter sido modificada, o mínimo que eles podem fazer e manter a aparência desta, não é?  Está na hora dos produtores contratarem alguém que REALMENTE queira fazer o papel, sem mimimi por conta das horas na maquiagem (#VoltaRebecca)
3. SPOILER ALERT: como é que o Magneto, tendo seus poderes ampliados pelo Apocalipse, consegue entortar uma ponte nos Estados Unidos... Mas não causa nem um arranhão ou altera o voo do avião que os X-Men usam para chegar até o local da briga? FIM DO SPOILER
4. SPOILER ALERT: a "conversão" de Eric foi muito rápida... Esperava mais dificuldade para convencer um cara tão p da vida com o mundo como ele está. E a cena em que Eric finalmente tem seu insight para o lado do bem teve direito a flash-back de 'First Class' e lágrima correndo em um olho só, algo que achei cafona. FIM DOS SPOILER


   Embora sejam pontos negativos que considero sérios para o roteiro e andamento da história, isso não prejudicou minha opinião sobre o filme. Afinal, para cada um desses FAIL que encontrei e citei acima, tem dezenas de WINS que o filme dá: a cena em que Mercúrio (mais uma vez) vê o mundo em slow motion, as lutas da batalha final em que cada personagem mostra porque é um adversário poderoso, Jean Grey mostrando porque é o personagem mais poderoso dos X-Men... São vários momentos incríveis e Brian Singer consegue, mais uma vez, criar a emoção exata para cada um deles, levando o expectador das risadas a apreensão com o passar de uma cena. 
   Eu realmente temi que algo pudesse dar muito errado e realmente torci pelos personagens na luta final contra o Apocalipse, me contorcendo da cadeira a cada reviravolta. Quando comparado a algum outro filme de herói, a sensação foi a mesma que senti na luta entre Bucky, Capitão América e Homem de Ferro no final de Guerra Civil, com a diferença é que dessa vez em realmente queria que algum lado vencesse. 

   Recomendo "X-Men: Apocalypse" para você que já curte a franquia e está afim de um bom filme. Se você é daqueles que surta quando descobre, por exemplo, que a Mística não é mãe do Noturno nos filmes, é melhor ir assistir Guerra Civil de novo. Nota 9,5 - pra mim seria 10 mas tirei meio ponto pelos probleminhas que citei. 

|TRAILER|
P.S.: Wolverine apareceu só para nos lembrar de esquecer que "Wolverine - Origem" existiu haha. 
P.S.2: Oscar Isaac está irreconhecível como Apocalipse, fiquei chocada quando descobri que era ele. 

DIRETO AO PONTO #008: Jojo Moyes, Poliana e Poliana Moça

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Direto ao ponto é uma coluna do blog em que falo rapidamente sobre 3 livros ou filmes que assisti/li recentemente. Para ler outras postagens iguais a essa, CLIQUE AQUI


Nome do livro: A Garota que você deixou para trás
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2014    /   Formato: E-BOOK
Editora: Intrínseca
Opinião: Sophie Lefrève é uma jovem que vive em um hotel com sua irmã e sobrinhos enquanto espera que seu marido, Edouard, retorne da Guerra. Liv é uma mulher já com seus trinta e poucos anos que, nos dias atuais, tenta superar a morte do marido. A história dessas duas mulheres, que vivem momentos e épocas diferentes mas tem que lidar com algum tipo de ausência, é ligada através de um quadro de Sophie que está na posse de Liv. 
Muitos chamam Jojo Moyes de "Nicholas Sparks de saia" (mentira, sou eu que penso nela assim) mas temos que ser justos com a mulher, ela escreve melhor que o Nicholas. Não posso deixar de admirar a maneira como a autora constrói toda uma narrativa através de flashbacks E flashfowards (se considerarmos que o "presente" é o momento em que a Sophie vive) sem perder o controle da narrativa em nenhum momento. 
Mas também é perceptível nesse livro alguns recursos duvidosos como a presença do personagem "orelha", que está ali só pra o protagonista não falar sozinho (a gótica Mo) e uma certa "enrolação" para lançar o desfecho, como se a autora quisesse explorar o máximo possível aquele conflito e causar o máximo possível de lágrimas antes de lançar o happy ending. 
Por tudo isso achei um livro válido para quem curte esse romance mais dramático mas, mesmo o livro tendo me despertado diversas sensações (indignação e raiva na maior parte das vezes), para mim não foi lá essas coisas. Se quiser ler algum livro da autora leia "Como eu era antes de você" que, apesar de ser uma história mais simples, é mais bem escrita e emocionante. 
Só queria entender qual a obsessão dessa autora de ver homens como os grandes salvadores ou catalisadores de mudanças nas personagens... Entendo que é um romance mas a maneira como a autora coloca isso não é legal não. 
Cena:  Minha cena favorita é o trecho em que leem o diário de uma repórter da segunda guerra. Essas poucas páginas me fizeram gostar mais da repórter enquanto personagem do que de qualquer outra pessoa do livro.
Nota: 

Nome do livro: Poliana
Autor: Eleanor H. Porter
Ano:    2012 /   Formato: E-BOOK
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de bolso)
Opinião: Uma órfã de 11 anos chamada de Poliana vai viver com a tia depois da morte do pai. A tia é uma mulher muito amarga e rígida mas Poliana logo cativa seu coração e o de todos a sua volta com seu "jogo do contente". O jogo é bem simples: tentar sempre ver algo positivo não importando o que aconteça. 
Como eu disse AQUI, achei Poliana uma versão infantil da Joy de "Divertida Mente" (ou talvez Joy é que seja Poliana, pois o livro é mais antigo que o filme), aquela personagem que fica o tempo inteiro tentando buscar o lado bom em tudo. Achei que isso poderia ser irritante para mim mas, quando liguei a minha criança/pré-adolescente interior, até que achei a história bem fofinha. 
Com certeza não saí por ai fazendo o jogo do contente depois de ler esse livro mas me senti mais contente, apenas por lê-lo. 
Cena: Não me lembro de nenhuma em especial. 
Nota: 8 - um bom livro


Nome do livro: Poliana Moça
Autor: Eleanor H. Porter
Ano:   2012  /   Formato: E-BOOK
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de bolso)
Opinião: Antes que você pergunte "Nossa, Karol, você gostou tanto assim de Poliana?" , preciso dizer que faço parte de um clube do livro em que, a cada mês um membro escolhe o livro a que todos lerão - o livro do mês foi "Poliana Moça", logo, tive que ler Poliana antes para não boiar nessa pretensa continuação. 
Dito isso, posso dizer que o início de Poliana Moça foi bem promissor, temos várias situações interessantes antes da personagem crescer, de fato. Mas, depois que Poliana cresce a coisa desanda e fica muito, muito, ruim. 
Um "novelão" (no sentido pejorativo) é a melhor expressão que pensei ao ler esse livro; todos os plots eram previsíveis e, o que é mais imperdoável, chatos. Os personagens perderam todo o carisma que tinham no primeiro livro e a coisa se arrastou de tal forma que eu me perguntei quanto pagaram pra autora para que ela achasse que Poliana poderia ter uma contianuação e se esforçasse tanto para ela. 
Cena: A cena em que desisti de gostar do livro chegou quase no final: Quando Poliana diz a um personagem X que, apesar de amá-lo, não poderá casar com ele se um personagem Y estiver apaixonado por ela, para não ferir os sentimentos de Y. Ela diz: "Se ele pedir, terei que me casar com ele" - e isso foi a gota d'água pra mim, porque NINGUÉM, mandou ela fazer aquilo. Como alguém pode ser tão bobo?
Nota: 6 - não gostei.

|FILME| Capitão América: Guerra Civil (Resenha / Review)

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            "Capitão América: Guerra Civil" talvez seja o filme mais ousado da Marvel. Nele vemos Capitão América e Homem de Ferro entram em conflito por estarem de lados opostos sobre a forma como os heróis devem se portar dali pra frente. De um lado há o Homem de Ferro, que acha que os heróis devem se registrar e serem punidos por seus atos, além de só poderem agir com anuência da ONU. De outro lado há o Capitão América que, tendo visto a Hidra surgir das entranhas da própria SHIELD, agora desconfia das instituições como um todo e é contra qualquer supervisão.
            Queria assistir a esse filme mais uma vez antes de me atrever a escrever sobre ele aqui no blog mas a oportunidade não surgiu e resolvi tentar assim mesmo, embora me veja meio sem palavras quando o assunto é "Guerra Civil". Talvez porque seja um dos filmes mais aguardados do ano ou porque há muita coisa acontecendo nessa história e torna difícil definir minha opinião com uma trama cheia de sub-tramas - o fato é que ainda estou digerindo Guerra Civil, mas espero conseguir passar algo válido aqui.
            Não há dúvidas de que a Marvel (Disney) sabe como fazer um filme. Embora seja uma trama razoavelmente longa, 2h27 de filme, tal extensão não é perceptível, já que temos ação e coisas acontecendo praticamente desde a primeira cena. O filme é longo não pelo mesmo motivo que Batman vs Superman, criar uma atmosfera de algo, o filme é longo porque há muitos detalhes a serem abordados numa guerra civil envolvendo (quase) todos os personagens do universo cinematográfico da Marvel. Como abordar cada relacionamento em meio a essa crise, como fazer com que o público entenda ambos os lados dessa questão tão espinhosa se não contando a ele tudo o que precisa saber?
            Porque, embora todo o conflito parta desse motivo que citei no primeiro parágrafo temos algumas situações que deixam tal impasse ainda mais denso: Há o Soldado Invernal/Buck que o Capitão quer proteger a qualquer custo, há uma falha que a Feiticeira comete no começo do filme, há Stark tendo que lidar com as responsabilidades de ser (para o bem ou para o mal) o responsável pelo surgimento dos Vingadores... E no meio de tudo isso ainda temos o relacionamento amoroso de Visão e Wanda (amor por esse casal), o surgimento do Homem-Aranha e do Pantera Negra e um vilão aleatório que quer ver o circo pegar fogo entre os heróis.

            Entendem como é muita coisa para processar? O importante é dizer que eu gostei da maioria das coisas que vi.  Me preparei para esse filme assistindo "Capitão América e o Soldado Invernal" e lendo a versão romanceada de Guerra Civil (que achei incrível, tirando o final), então já tinha certa ideia do que esperar. Mesmo assim, não fiquei chateada pelo filme ser bem diferente HQ, entendo que não seria possível fazer um "Guerra Civil" tão grandioso num universo tão reduzido quanto o do cinema e gostei da maneira como os roteiristas deixaram o filme mais dúbio do que a versão original: se nas HQs é difícil não torcer pelo Capitão América, no filme a dúvida e o debate sobre quem está certo permanece até depois da sessão.
            Sim, ainda sou #teamcap porém fica difícil não entender o lado de Stark, ainda mais com aquela revelação do final, que soa imperdoável se você não viu o segundo filme do Capitão, quando você vê o contexto em que tudo aconteceu. Vejo muita gente usando o contexto para defender o Buck mas, mesmo torcendo para o Capitão América, não suporto o Soldado Invernal - ao mesmo tempo em que queria que o tipo com Feiticeira, Homem-Formiga, Gavião e Falcão chutassem o traseiro do time do Tony Stark, também torcia que o Homem-Aranha desse uma surra no Bucky e que ele saísse de cena o mais rápido possível (algo que, infelizmente não aconteceu).
            Minha birra pelo Bucky é injustificada mesmo, não consigo simpatizar com esse personagem desde o primeiro filme e não é nesse que tudo vai mudar. Por isso foi dúbio para mim a cena em que os dois (Capitão e Buck) brigam com o Tony e por isso não posso apoiar todos as atitudes de Steve para proteger esse amigo, principalmente com aquele desfecho para história dele que é BEM sem graça.
            Mas amei tanta coisa nesse filme que não posso julgá-lo todo pelo final. Gostei como conseguiram dosar as piadas e colocar seriedade nos momentos necessários, gostei muito do Pantera Negra (para mim o verdadeiro herói de todo o filme, o arco dele na trama é um ponto alto do filme), amei essa versão do Homem-Aranha, talvez uma das melhores que já foram levadas ao cinema... Gostei muito de como fizeram para que cada personagem pudesse brilhar; desde Viúva Negra e Gavião até Visão e Feiticeira, todos tiveram seu momento e sua vez (embora esses dois últimos menos que os outros já que, se eles participassem pra valer a luta toda não ia levar 5 segundos).  
            Enfim, se você é fã de filmes de heróis vai encontrar em Guerra Civil uma das melhores e mais ambiciosas produções do gênero. Não vejo esse filme como um favorito por enquanto mas não posso negar que ele é muito bom, por isso nota 9.


PS: Lembrei de uma coisa que não gosto, a forma como tentam insinuar que a ligação entre Wanda e Visão se deve a gema do infinito que teria criado Visão e também dado os poderes a Feiticeira. Nós sabemos que, nas HQs Wanda é filha de Magneto e que ela se envolve com Visão mesmo assim, então é meio ridículo tudo isso. Ok, não tem como utilizar a verdadeira origem da personagem mas também não vamos avacalhar e justificar toda uma sub-trama com essa origem esfarrapada, né? 

|TRAILER|