|DIRETO AO PONTO #010| Procurando Dory, 500 dias com ela e Um Sonho Possível

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                                                                     Nome do filme: Procurando Dory
Ano: 2016
Atores / Atrizes: Ellen Degeneres, Idris Elba etc.
Diretor: Andrew Stanton
Opinião: A continuação de Procurando Nemo não é uma história para crianças. Apesar de ter cenas bem divertidas e personagens marcantes e cativantes, o tema principal aqui é dramático demais para eu dizer que é um filme para todas as idades.  
Dory é a protagonista nesse novo filme e aqui é explorado uma faceta dela, que no filme anterior, era razão de risos: sua falta de memória recente. O filme dá a entender que é um fator congênito mas nem por isso sua situação deixa de ser desafiadora. O trunfo da Pixar está em não mostrar Dory se curando, o que seria absurdo, mas sim que a personagem, da forma que é, também é capaz de ser independente e ter uma vida normal. Tal como o primeiro filme, "Procurando Dory" é uma lição de superação e um filme encantador. 
Cena: Todos os flash-backs que mostram Dory pequena são muito fofos. Mas o excesso de flash-backs é mais uma das razões pela qual eu não considero esse o filme ideal para crianças muito pequenas. 
Nota: 8 - eu gostei e recomendo para todos que assistiram e gostaram de "Procurando Nemo". 


Nome do filme:  500 dias com Ela
Ano: 2009
Atores / Atrizes: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend
Diretor: Marc Webb
Opinião: Assisti esse filme no avião. Conta a história de Tom, que trabalha escrevendo cartões de parabenização. Um dia, no trabalho, Tom encontra Zooey Summer, uma jovem que não acredita em relacionamentos sérios, e se apaixona por ela a primeira vista. Eles logo começam um relacionamento mas sabe aquela coisa de um sempre amar mais do que o outro? O título em inglês faz trocadilho com as estações do ano e diz muito sobre a mensagem do filme.
Cena: É um filme que te deixa bem triste, porque temos a perspectiva desse personagem que está amando sozinho, mesmo depois do relacionamento já ter acabado. Mas a cena do final meio quase cura essa tristeza e nos faz pensar sobre os relacionamentos e sobre a duração do amor. 
Nota: 8 - é um bom filme. Gostaria de assistir de novo qualquer dia desses. 
|TRAILER|

Nome do filme: Um sonho possível
Ano: 2010
Atores / Atrizes: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Tim McGraw
Diretor: John Lee Hancock
Opinião: Outro filme visto no avião e que, assim como 500 dias com ela, já deveria ter visto a muito tempo (nada como uma viagem de 12 horas para corrigir essas falhas haha). Conta a história do jogador Michael Oher da NFL, que foi adotado quando adolescente por uma família rica. A típica história de superação, que não falha em deixar o espectador com a sensação de que tudo é possível. Apesar de ter amado esse filme, consigo entender porque o verdadeiro Oher o detesta: Para dar mais destaque a mãe, interpretada por Sandra Bullock, transformam Oher em uma espécie de Gigante Gentil. É como se o atleta não tivesse qualquer qualificação além de ser forte ou qualquer mérito por seu sucesso. Eu também ficaria irritada se fosse ele. 
Cena: Eu gosto da cena em que a mãe, Leigh Anne, faz uma analogia entre a função de Oher no futebol e sua família. A cena do acidente de carro também é impactante e ajuda a construir a personalidade de Oher (no filme, ao menos). 
Nota: 8 - bom demais. Recomendo para quem estiver precisando de um ânimo. 
|TRAILER|

*** 

|FILME| Esquadrão Suicida (Resenha/ Review)

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ATENÇÃO: Se você não assistiu "Batman vs Superman" esse filme pode ter alguns spoilers. Você foi avisado.

   Com a morte do Superman, o governo americano tem um novo desafio. Como lidar com os "novos super-homem", os meta-humanos que vem surgindo dia após dia em Gotham, Metropólis e em todos os Estados Unidos. Quem irá combater essas potenciais ameaças?
   Amanda Waller propõe então a criação de um "Esquadrão Suicida", um grupo de detentos que seria obrigado a participar de missões em que o governo não quisesse envolvimento direto e, em troca, teriam alguns anos da sua pena reduzidos. 
   São vários os nomes que compõe esse Esquadrão e cada um deles possui uma habilidade especial (ou não): O Pistoleiro não erra um tiro, o Killer Croc é uma mistura de crocodilo com ser humano, Capitão Bumerangue que é bom com bumerangues (pois é), Magia é uma bruxa milenar que está possuindo uma jovem arqueóloga, El Diablo tem habilidade de lidar com o fogo e Arlequina... bom, a Arlequina só é louca para caramba. O Esquadrão ainda conta com a misteriosa Katana e é liderado por Rick Flag, que só obedece ordens da própria Amanda Waller. 
   Eu (ainda) não confio na capacidade da Warner de fazer filmes dignos de uma empresa como a DC Comics, por isso previ que esse filme seria um grande desapontamento. Como demorei certo tempo para assistir (estava viajando e essa também a razão do sumiço aqui no blog), os comentários dos críticos mostravam que eu estava certa em minha suposição inicial. Mas ouvi de fontes (mais ou menos) confiáveis que o filme não era tão ruim e que a trilha sonora era sensacional e isso me animou bastante para assistir: afinal eu também não tinha muitas expectativas com "Guardiões da Galáxia" e ele acabou sendo um dos meus filmes favoritos da Marvel. 
   Os primeiros momentos do filme me deixaram bastante empolgada: a apresentação de cada membro do Esquadrão aliou momentos dramáticos a cenas divertidas e cheias de ação. A trilha sonora também fez jus a todos os elogios e se confirmou como um dos pontos altos do filme -  se gosta de músicas retrô, ouça o soundtrack desse filme. 
   Essa primeira parte de apresentações toma certo tempo mas antes tivesse durado mais ainda. Porque é logo após isso que começam os principais problemas do filme, a começar pelo vilão. Eu não vou dar spoilers sobre sua identidade mas confesso que esperava que o Coringa desempenhasse esse papel. Infelizmente escolheram um vilão mais poderoso e que, ao meu ver, combina menos com a pegada do filme. O fato de que esse vilão é meio que um ET também não ajudou a gostar mais da trama. 
    Vejo o Esquadrão Suicida como um grupo de heróis mais urbanos na vibe do Demolidor da Marvel ou do próprio Batman na trilogia do Nolan. Nela, o Batman não queria salvar o mundo inteiro, "apenas" Gotham. Eu queria que o Esquadrão tivesse essa pegada também, ajudando a salvar Gotham ou Metropólis mas, infelizmente, os estúdios andam um pouco obcecados com essa história de vilão poderosíssimo e destruição mundial. Posso citar várias vezes em que esse mote deu certo, mas acho que não foi o caso do Esquadrão Suicida. 
   Se a trama principal não empolgou ou atraiu o mesmo não se dá para as atuações. Gostei da maioria das interpretações desse filme, especialmente de Viola Davis como Amanda Waller e Margo Robbie como Arlequina. Ambas as atrizes parecem ter sido feitas para esses papéis: Davis empresta um pouco de sua Annelise Keating para deixar Waller tão durona quanto é preciso mas sem fazer uma cópia total de sua atuação em HTGAWM. Já Robbie é Arlequina do início ao fim e, com suas piadas e delírios tornou-se uma das minhas personagens favoritas do filme - é muito difícil não simpatizar com o mau caratismo bem humorado dessa personagem. 
   Do lado masculino destaco Will Smith, do qual não esperava nada como Pistoleiro e que acabou entregando um personagem humano e interessante, e Joel Kinnaman que, na pele do soldado Rick Flag, conseguiu fazer um mocinho que (quase) não me irritou. Não conheço muito de Kinnaman mas achei essa atuação bem diferente da que fez em House Of Cards, quando interpretou um charmoso candidato a presidência do partido Republicano. 
   Mas Karol, e o Jared Leto? Bem, esse é outro ponto negativo do filme. Não é que Jared Leto faça um mal coringa - a risada dele no filme é algo de arrepiar - o problema é que não temos a oportunidade de verificar completamente essa atuação. O Coringa aparece muitas poucas vezes ao longo da história e sempre em momentos completamente descartáveis e insignificantes. Me decepcionou a atitude da DC, de transformar um personagem tão marcante dos quadrinhos, em um "namorado da Arlequina", alguém sem importância na história. Por que não colocaram o Coringa como vilão? É algo pela qual nunca vou perdoar a DC. Isso é aquelas tatuagens babacas que deram ao Coringa e que, aliados aos dentes de metal, deixaram o personagem parecendo um gangster. 
   Analisando o filme como um todo fica aquela sensação estranha de rascunho, de filme que tinha potencial para ser mais e não foi. Essa noticia reflete bem a sensação que eu tive ao assistir o filme: de que muitas cenas foram regravadas (havia cortes meio esquisitos) e de que o tom do filme mudou na sala de edição. Alguns personagens tem um background sinistro mas pouco explorado (vide El Diablo e a cena em que insinuam um abuso contra Arlequina) e outros tem motivações meio duvidosas ao longo da trama (até agora tentando entender porque o Capitão Bumerangue voltou ou porque o Crocodilo foi). Noticias como a que eu linkei acima me deixam curiosa para qual seria a versão mais séria do filme, mas acho que isso é algo que nunca veremos. 
   Eu só recomendo "Esquadrão Suicida" se você quiser um filme bem simples, sem grandes complicações de enredo e que garante uma ida divertida ao cinema. Sabe aqueles filmes de aventura genéricos que a gente assiste na tv? Espere algo do tipo e, aconteça o que acontecer, não crie expectativas. No caso de Esquadrão Suicida você se saíra melhor criando unicórnios porque é mais fácil sair algo daí do que desse filme. 
   Apesar de tudo e porque eu realmente gostei de alguns detalhes, dou nota 7,5 - um filme razoável que ganhou meio ponto pela trilha sonora. 

|TRAILER|

|DIRETO AO PONTO #009| Cornélia Funke, Gustavo Ávila e Emily Murdoch

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Nome do livro: Coração de Tinta

Autor: Cornelia Funke 
Ano: 2014   /   Formato: e-book
Editora: Companhia das Letras
Opinião: E se você pudesse trazer elementos de um livro que está lendo à vida? Esse é o dom de Mo, pai de Maggie, que consegue retirar desde moedas até personagens de carne e osso dos livros que lê. Mo esconde esse segredo de Maggie o quanto pode, pois o desaparecimento da mãe da menina está relacionado a esse dom dele.  
Um dia um estranho bate a porta e os três, Maggie, Mo e Dedo Empoeirado (o estranho) vão embarcar numa aventura perigosa, inesperada e cheia de mágica. 
Esse é um livro para ser lido sem pressa,  deixando que as páginas e os acontecimentos passem tranquilamente; só assim você conseguirá transpor as diversas páginas dessa história infanto-juvenil sem a sensação de o enredo está se arrastando.  
Na verdade somos nós que, mais velhos, não temos mais paciência para histórias contadas lentamente. É por isso que me senti com 12 anos lendo esse livro - sei que meu eu dessa idade teria amado essa história é encontrado conforto em personagens que amam tanto os livros e que só por isso, já parecem amigos íntimos. 
Cena:  eu gosto muito de todas as referências a livros que Coração de Tinta faz - desde "Senhor dos Anéis" até uma inscrição de uma abadia italiana que amaldiçoa quem pega livros e não devolve haha

Nota:  8 - um bom livro, embora não me veja lendo a continuação por enquanto.


Nome do livro: O sorriso da hiena
Autor: Gustavo Ávila
Ano: 2015   /   Formato: e-book
Editora: publicação própria
Opinião: Iniciei esse livro por indicação, como quem não quer nada, e gostei muito do que eu encontrei. Mais que um romance policial, temos aqui a história que analisa a natureza do ser humano, do que nos torna bons ou maus: ao impor a crianças de 8 anos o mesmo que lhe ocorreu quando tinha essa idade, a morte dos pais, o assassino quer tentar provar que não é responsável pela sua maldade, que o mundo lhe fez assim. E nós, leitores, é quem acompanhamos passo a passo desse plano doentio. 
Achei que a história levanta várias discussões interessantes e que o autor, Gustavo Ávila, sabe costurar a trama muito bem e tem uma escrita muito rica e cheia de momentos muito ricos visualmente e muito significativos. 
Infelizmente, achei que alguns personagens não foram tão bem aproveitados quanto deveriam. O detetive Arthur, por exemplo: no início ele parecia um Sherlock Holmes moderno mas, com o passar da história, ele se mostra bem ineficiente na sua busca pelo assassino. A amiga de Arthur, Bete, é outra personagem interessante que poderia ter tido mais destaque na trama.

Cena:  A cena em que se dá o tal "sorriso da hiena" dá arrepios, de tal visualmente impactante que é.
Nota:  7,5 - o livro é bom e traz discussões interessantes mas, como romance policial, senti que faltou algo - por isso tirei meio ponto.


Nome do livro: No coração da Floresta
Autor: Emily Murdoch 
Ano: 2015   /   Formato: e-book
Editora: Agir Now
Opinião: Carey é uma jovem de 15 14 anos que passou boa parte da vida escondida numa floresta junto da irmã e da mãe. Chocante, certo? A história desse livro, que comecei sem grandes pretensões, me chamou a atenção logo de cara. A situação em que a menina e a irmãzinha vivia era deplorável e, no entanto, nenhuma das duas queria sair de lá, mas são obrigadas a isso.
O livro é curtinho, tem menos de 300 páginas, e dá para ser lido bem rápido. Gostei da narrativa da autora, Emily Murdoch que me fez por um momento esquecer que eu estava lendo um YA. Infelizmente, quando Carey entra na escola, o drama todo da adaptação é um pouco ofuscado pela atração que Carey sente pelo primeiro garoto que vê. Literalmente
Cena:  A cena que eu vou citar é a cena que menos gostei do livro todo, o momento em que percebi que a novata autora tinha que melhorar muito ainda: toda a sequencia da festa é completamente irreal, além de ser difícil de compreender. Eu não sou capaz de dizer nem se os personagens principais nessa cena estavam de pé ou sentados, de tão ruim que é. 
Nota:  7,5 - o livro é bom e tem uma história que tinha tudo para ser muito boa, mas que acabou se perdendo entre a inexperiência da autora e a necessidade que as pessoas tem em colocar "casalzinho" em qualquer livro adolescente, só para aumentar as vendas. 

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