Resenha: A cruz de Morrigan - Nora Roberts (Trilogia do Círculo vol. 1)
“Eu te amo. Essas são as palavras mais fortes em qualquer mágica. Eu te amo. Com esse encanto, já pertenço a você.” (Glenna, pág. 282)
Não é segredo para ninguém que
eu sou fã de Nora Roberts. E também de que sou viciada em histórias sobre
vampiros. Então, minha reação quando ouvi falar sobre a trilogia do círculo
pela primeira vez foi no mínimo histérica: Eu precisava ler esses livros!
Foi então que ganhei os dois
primeiros livros de presente e novamente tive vontade de ler. Ou seja, coloquei
‘Cruz de Morrigan’ no topo da pilha e me preparei para curtir a versão de titia
Nora para os vampiros.
Confesso que o livro demorou um
pouco para me prender. O inicio, com Hoyt (o mocinho desse livro) bancando o
caçador de vampiros foi desanimador. Não gosto de caçadores de vampiros, gosto
dos vampiros, os vilões e malvados da história que de vez em quando se
apaixonam. Então Hoyt conversa com a Deus Morrigan e é enviado para o futuro,
só para dar de cara com o seu irmão gêmeo, Cian, agora um vampiro de mil anos
de idade.
Cian, Cian, Cian... Isso sim
é que é vampiro! Aquele ar egoísta e rico à lá Roarke,
combinados com sede de sangue e imortalidade me cativaram desde a primeira
frase. Mas, ah sim, é o livro de Hoyt, o feiticeiro.
Dito isso, vamos a história:
Morrigan, a deusa, reúne um exercito de seis pessoas que, no Samhain deverão
formar um círculo e estar preparados para a ‘batalha final’ contra a líder dos
vampiros, Lilith e todos os outros vampiros. Se vencerem, os vampiros morrerão. Se perderem, o mundo será destruído.
Mas um “exército” de seis pessoas
será o suficiente para derrotar a rainha dos vampiros, Lilith, com mais de dois
mil anos? Apenas se treinarem e se unirem nesses três meses antes da batalha.
Hoyt, Glenna, Cian e King
(empregado e amigo de Cian) vão para um castelo na Irlanda e lá se preparam
para a batalha. Não demora muito e Moira, a erudita, aparece, acompanhada de
seu primo Larkin, aquele que muda de forma (ele pode se tornar qualquer ser
vivo que quiser). Aparentemente o círculo está completo mas muitas surpresas
ainda estão para acontecer.
A única coisa que me incomodou
um pouco foi a maneira de falar de Hoyt, Larkin e Moira. Tudo bem que eles
vieram de outras épocas, mas ficar falando “Tu”, “vós” e todos os verbos na
segunda pessoa no singular incomoda e dá um contraste absurdo com os outros
personagens, como Cian e Glenna, que falam gírias e palavrões. Tudo indica que os próximos livros também
terão essa mistura, o que me deixa preocupada pois essa maneira de falar
atrapalha o ritmo da história. Pelo menos me atrapalhou.
Se gosta de fantasia, magia,
deuses e universos paralelos, além de viagens no tempo, leia esse livro sem
medo. Parece muita coisa mas Nora Roberts consegue montar um quadro
interessante e, ainda que não esteja entre os melhores, ainda assim é um bom
livro. Nota 8.
P.s.: No começo do livro vemos que a história é narrado por um velhinho numa
tarde chuvosa e que este a conta para os seus netos. Eu já tenho um palpite de
quem ele é e, se bem conheço a autora, acho que estou certa.
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