Resenha: O veneno da traição - Jacqueline Navin #MaratonaDeBanca

domingo, abril 22, 2012 6 Comments A+ a-


Traído!    A palavra feriu mais fundo do que uma espada, pois Rogan St. Cyr fora enganado pela mulher a quem entregara seu coração. No entanto, a bela Lily ainda era sua esposa, e agora pagaria pela traição com a própria liberdade.Embora ele a mantivesse prisioneira, longe do conforto da família e dos amigos, Lily daria tudo para abrandar a dor que torturava seu marido guerreiro. Afinal, sabia que no fundo daquela alma endurecida jaziam os restos do amor que haviam partilhado, à espera de que alguém os trouxesse de volta à vida.

            Esse é o livro escolhido para o mês de Abril na Maratona de Banca. Para ler mais posts sobre a maratona no blog, clique aqui

Rogan St. Cyr vai até o castelo do Lorde Marchand para informar que seu irmão não ia cumprir com o acordo de casamento feito entre as famílias. Mas não imaginava que ele mesmo se apaixonaria por uma das filhas de Marchand, a jovem Lily. O amor entre ambos evolui de maneira natural e, antes do final dessa “visita”, ele pede Lily em casamento.
Esse seria o final da história se não fosse Catherine, a irmã mais velha e invejosa de Lily que estava comprometida com o irmão de Rogan. Catherine não aceita o anúncio do casamento e arma um plano ardiloso para separar o casal: Faz com que todos acreditem que Rogan estuprou uma jovem inocente.
Li esse livro há muito tempo, mas o “resgatei” quando vi o tema de Abril da Maratona de Banca: Mocinho Sequestra Mocinha.  O interessante dessa história é que o grande obstáculo entre o casal não é bem um vilão, embora a irmã de Lily seja a grande antagonista do inicio da história.  Mas, conforme as páginas vão seguindo, percebemos que a falta de confiança e a dificuldade em perdoar os erros um do outro são o maior empecilho para a felicidade de Lily e Rogan.

Um ano após ser dado como morto Rogan volta para se vingar de Lily – e aí que vemos a cena do seqüestro: Ele invade o casamento da mocinha e a ‘rouba’ na frente de toda família. Como o livro se passa na Idade Média, ele tem todo o direito de fazê-lo e vai embora sem nenhuma grande ameaça.
No inicio, a ideia de Rogan é fazer de Lily uma esposa-escrava, mantendo-a isolada em uma cabana, limpando e cozinhando como uma serva (aliás, até a serva podia mandar em Lily). Mas então o coração de Rogan amolece e, o surgimento de 3 crianças fazem com que uma frágil reconciliação surja entre eles. O problema é que a desconfiança volta a permear a vida do casal: Será que dessa vez eles terminam juntos?

O livro me deixou muito angustiada, pela quantidade de rancor e mal-entendidos entre os mocinhos, principalmente no inicio. Mas é uma história muito bonita, tanto que me lembrei dela mesmo depois de ter lido há tantos anos.
Não quero dar muito spoiller, mas preciso deixar claro que Lily não acreditou em Rogan no começo e é por isso que tem toda essa vingança.  Porém há circunstâncias atenuantes para justificar a falta de confiança de mocinha e, depois, com o que ela sofre, é fácil esquecer o erro de julgamento que ela comete.

Indico o livro para quem gosta de histórias que se passam na Idade Média e com uma leve toque de drama. Por se tratar de uma história de poucas páginas, alguns podem achar que o conflito se resolve rápido demais. Mas é um ótimo livro que emociona os mais chorões (cof cof, eu por exemplo cof cof).

Nota 9 - muito bom


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"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica