Filme: Divergente (Resenha/Review)
Em um futuro
distópico, a cidade de Chicago está praticamente em ruinas depois de uma guerra
que durou anos. Para proteger o que restou de seus moradores e da cidade, um
muro é construído e os habitantes são divididos em facções, de acordo com os
valores que lhe são mais caros: Honestidade, Intelecto, audácia etc. Todo jovem
tem que escolher de qual facção fará parte quando completa 16 anos e essa
escolha deverá ser seguida para o resto da vida. A maioria dos
adolescentes escolhe permanecer na facção onde nasceu mas sempre há aqueles que
mudam de facção e se separam de sua família para sempre.
Beatrice pertence a facção da Abnegação, que são aqueles que dispõe sua vida a ajudar o próximo. Em abnegação
até olhar no espelho é controlado e pensar em si mesmo é desencorajado. Ela
sempre se sentiu mais próxima a facção da "Audácia", daqueles que
protegem a cidade e parecem não temer a nada e, para a surpresa de sua família,
ela acaba escolhendo essa facção.
Acontece que Tris, como é
chamada depois que entra para "Audácia", não pensa somente como
aqueles que pertencem a essa fação. Ela parece ter um pouco de cada talento e
logo isso fica evidente. Mas Tris tenta esconder que é uma Divergente (uma
pessoa que se encaixa em mais de uma facção), do contrário será considerada uma
ameaça e caçada pelos próprios membros da Audácia.
Ao mesmo tempo em que tem
que esconder quem realmente é, Tris se sente cada vez mais cativada por Four
(sim, igual ao número) um rapaz misterioso e que, apesar de parecer bastante
agressivo e antipático no inicio, acaba ajudando a heroína e, depois, nutrindo
sentimentos por ela.
Divergente é baseado na história homônima escrita por
Veronica Roth, o primeiro de uma trilogia que já vendeu bastante em todo o
mundo. Já tinha ouvido falar dos livros, que foram lançados na época em que o
grande hype
eram as ficções distópicas, mas nunca senti a mínima vontade de lê-lo. Primeiro
por que é um Young Adult, gênero que apenas suporto mas não amo de paixão,
segundo por que foi lançado “na onda” de um outro livro famoso, o que me fez
duvidar de sua qualidade e terceiro por que... bom, eram basicamente esses motivos
mesmo.
Mas, se no mundo literário eu tenho esses preconceitos, o
mesmo não vale para o cinema então lá fui eu conferir a estreia de Divergente,
em uma quinta feira a noite (agora as estreias do cinema são na quinta, vai entender)
e não sabendo praticamente nada sobre a história. Li rapidamente a sinopse no adoro cinema – bem parecida com os dois primeiros parágrafos dessa review - e
só.
Confesso que não imaginei que essa história de facções
daria um filme ou livro, quanto mais três. Mas, ao assistir ao filme eu
entendi: algumas pessoas se recusam a aceitar qualquer um que desafie esse
sistema (divergente ou não) e está disposto a tudo para manter a sociedade sob
controle, nem que pra isso tenham que matar.
Desde as primeiras cenas o filme se mostrou uma ficção
adolescente, porém muito agradável e interessante. Me vi interessada na
história logo de cara e cheguei a brincar com meus amigos sobre qual facção
seriamos. Tris, a personagem principal, não me agradou muito e o mocinho Four
menos ainda (o cara passa os primeiros 30 minutos do filme apenas ameaçando as pessoas) mas passei a gostar e torcer por eles e por outros personagens de
Divergente.
Sobre o elenco, é composto basicamente de novatos, com
exceção de Kate Winslet, atriz
ganhadora de Oscar, que em Divergente é a líder da facção intelecto e grande
oponente do pai de Tris, um dos líderes da facção Abnegação. Acontece que a
facção intelecto, por serem os que possuem todo o conhecimento, acreditam que
devam governar a sociedade e não se conformam que os atuais governantes sejam
os Abnegados, que não tem qualquer característica especial além do fato de
estarem dispostos a se sacrificar pelos outros. Enfim, treta has been planted.
Como se trata de uma ficção distopica, que mostra um futuro
distante e potencialmente catastrófico, as comparações com uma outra trilogia são
inevitáveis: Será essa mais uma cópia de Jogos
Vorazes, como eu mesma pensei no inicio?
Para minha surpresa a resposta é não. Divergente tem muitas semelhanças com Jogos Vorazes o que torna tal
comparação inevitável, mas também tem muitas diferenças também, a começar pela
mocinha. Tris é mais uma Bella Swan, não se encaixando no mundo que vive e
suspirando pelo príncipe encantado. A maneira de toda heroína de YABook ela
passa por uma transformação e descobre ser especial, mas continua a duvidar de
si mesma, mesmo que salve o mundo no processo. Já Katniss é uma sobrevivente,
uma das personagens adolescentes mais duras e práticas que já vi em livros do
gênero (pelo menos no primeiro livro/filme).
Um dos pontos negativos do filme ficam por conta dos fãs que estavam no cinema durante o filme. Mesmo sendo minoria, eles não perderam tempo em gritar, dar risadinhas e suspirar ao longo das 2h20 minutos de filme. Isso renderia apenas um revirar de olhos de minha parte se a) os fãs não estivessem sentados atrás de mim e b) eles não soltassem spoilers aleatórios durante o filme.
Se você estava sentado na fileira atrás de mim na estreia de Divergente, sendo portanto um dos fãs que eu citei acima, espero que nunca mais seja aceito dentro de um cinema novamente, porque você não tem um comportamento de ser humano normal que sabe conviver em sociedade. (P.s.: O problema foram os spoilers, não a histeria).
Mas, desabafos a parte, o filme muito legal, que me surpreendeu
muito, já que esperava uma bomba no nível Cidade
dos Ossos. Recomendo se você ainda não se cansou da explosão de filmes
adolescentes que vem saindo no cinema de uns anos pra cá e se estiver disposto
a acompanhar uma história se não épica, ao menos divertida e interessante.
Nota
8 – um bom filme.
|TRAILER|
5 comentários
Write comentáriosConfesso que eu também não simpatizei muito com os personagens no filme, eles não conseguiram convencer, principalmente a atriz que fez a Tris. Ela pode dar uma boa Hazel, mas de Tris ela não tem cara nenhuma. É um bom filme mesmo, mas recomendo que você leia os livros, porque né, como sempre faltou muitos detalhes importantes, e outros que retrataram de uma forma meio errada. Além de os personagens serem mais cativantes no livro ahaha
Replyxx Carol
http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
Oie! Vou lhe ser sincera não gostei desse livro, quero ver se gosto do filme! kkkkk
ReplyBjs, me segue? eu sigo de volta e comenta por favor nessa resenha ajudaria muito:
http://resenhasteen.blogspot.com.br/2014/05/mascara.html
Não vi o filme e nem li os livros! Apesar de que peguei um puta de um spoiler mês passado que me deixou com muita raiva!
ReplyQue bom que gostou, eu ultimamente tenho esperado umas buchas! Depois de 16 Luas, Instrumentos Mortais e Academia de Vampiros, a coisa ficou bem feia!
Bju
Adorei a sua resenha. Assisti o filme esse final de semana, e até fiz uma resenha no meu blog.
ReplyAntes de sair o filme eu não sabia nada sobre os livros, e o filme foi a minha primeira experiência com essa história. Gostei por que o filme ficou coerente, e apresentou a personagem, o mundo, de uma forma que quem não conhecia nada pôde acompanhar tranquilamente.
Thiago - GentleGeek
Desde que eles começaram a transmiti-los adoro os filmes porque são muito interessantes e podemos encontrar de diferentes gêneros. De forma interessante, os diretores de diferentes filmes, optaram por inserir uma cena de abertura com personagens novos, o que acaba sendo um choque para o espectador, que esperarava reencontrar de cara as queridas crianças. Desde que vi o elenco de Divergent imaginei que seria uma grande produção, já que tem a participação de atores muito reconhecidos. Acabei de ver um filme de Naomi Watts, uma atriz muito comprometida (Acabei de ver os Filmes de Naomi Watts para uma tarde de lazer é uma boa opção), além disso, acho que ele é muito bonito e de bom estilo. Não posso esperar para ver este filme, estou ansiosa.
ReplyOlá, seja bem-vindo!
Pode falar o que quiser do filme, livro ou texto - só peço que tome cuidado para não ofender os outros leitores do blog. Nada contra palavrões mas também não vamos exagerar, ok?
Obrigada!