Filme: Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança
Johnny Blaze está de volta, cinco anos após o lançamento do primeiro filme. Isso poderia dar certo?
Bem, esse filme se passa cronologicamente cerca de 09 anos após os acontecimentos do primeiro. Johnny Cage Blaze se refugia em um lugar do leste europeu e vive uma vidinha bem mais ou menos, até receber a visita de Moreau, um padre bebum que faz a proposta já citada. Salve o garoto, perca a maldição.
Mas, apesar do enredo ser bem clichê e fraco, o filme é bem confuso no começo, com cenas de ação e luta acontecendo antes de fornecerem informações básicas sobre o filme. Como é que eu vou torcer para salvarem o garoto se eu nem sei por que querem pegá-lo? Mas o roteirista deve ter achado que seria legal atrasar as explicações ao máximo só pode.
Depois nem umas cenas que simplesmente não fazem sentido. É Ghost Rider flutuado, Ghost Rider fazendo xixi como se fosse uma bazuca, Ghost Rider sugando almas de maneira tão fail que parece que está beijando os vilões... Isso sem contar que, nesse filme, o personagem está completamente maluco: As vezes parece que Nicholas Cage está interpretando um viciado em cocaína e não um herói dos quadrinhos.
Mas tudo bem, o bem e o mal agora lutam com armas de alta tecnologia. Quando o mal percebe que nem a bazuca mais mortífera consegue destruir o ‘Motoqueiro Fantasma’ (literalmente) resolvem apelar para o sobrenatural. É ai que vem outra cena bizarra: O vilão bonitão do filme adquire poderes sobrenaturais e... Fica feio! Isso também dá para entender, considerando o poder que ele adquire mas “pintar” o cabelo do vilão de loiro oxigenado só por que ele é tocado pelo mal é, no mínimo, estranho.
Minha conclusão, ao assistir à “Motoqueiro Fantasma 2” foi de que os produtores, diretores e roteiristas devem ter resolvido criar esse clima trash de propósito. A alternativa seria que eles perderam completamente a noção, assim como o Ghost Rider, mas eu me recuso a acreditar nisso. Aliás, falando em produtores, o que foi aquele momento “Pró lei S.O.P.A.” em que Johnny Blaze afirma que vai sugar a alma de quem faz downloads ilegais? Desnecessário, no mínimo.
Como se não bastasse tem o final. Não vou soltar spoilers, mas adianto que é completamente viajado na maionese, com direito a anti-herói interessante se transformando em herói sem graça.
Por isso, se gosta de histórias de anti-heróis com personalidade meio dúbia e pinta de justiceiros... Assista ao primeiro Ghost Rider e poupe sem dinheiro. Por que, se comparado ao primeiro, esse filme é uma caricatura grotesca e sem a menor graça*. Nota 6 – não gostei.
* É claro, tem sempre a possibilidade de você não ter assistido ao primeiro filme. Nesse caso, ou você assiste ao segundo sem medo de ser feliz e termina achando-o um filme razoável, o que é possível, ou assiste ao primeiro e depois vai para o segundo só para entender a gigantesco erro que é essa seqüência.
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