Resenha: A escolha de Donnatella - Susan Squires
A escolha de Donnatella é um livro que fala sobre vampiros. E viagens no tempo. E Leonardo da Vinci. E CalÃgula. E...
Depois de ter escrito “Premonição”, Susan Squires deve ter ficado com “pena” da mãe de Gian, o mocinho de “Premonição” e resolveu escrever esse livro para dar um happy end para a personagem. Só pode ser isso.
Em “A escolha de Donnatella”, a personagem que dá titulo ao livro, encontra uma máquina do tempo, feita por Da Vinci. Uma máquina que somente ela poderia usar, com seus poderes vampirescos. Ela poderia voltar em qualquer momento que quisesse do tempo, Leonardo disse em uma carta. Logo, Donnatella pensa em voltar para o momento em que se sentiu tentada a transformar seu amor em vampiro, quando ele estava extremamente ferido e ela pensou que ele fosse morrer.
As máquina funciona mas ela não volta para esse momento e sim para alguns dias antes, quando nem conhecia seu futuro amor. O importante é que Donnatella voltou ao Império Romano e agora só precisa transformar encontrar Jergan e transformá-lo, certo?
Errado, porque se não essa história nem valeria a pena ser publicada.
Não vou dar mais nenhum spoiller, só basta saber que várias coisas acontecem e acabam “atrasando” esse momento que Donnatella tanto quis mudar. Há intrigas de estado e sua própria perda de memória que complicam tudo ainda mais.
Vemos a Roma antiga como um grande antro de orgias e complôs mas também como um lugar a frente de seu tempo em muitos aspectos. Afinal, não é toda civilização antiga que tem um sistema de encanamentos que deixa a água quente, não é?
Susan Squires escreve bem e conseguiu deixar até mesmo um tema fraquinho como esse interessante. Li o livro em pouco mais de um dia, pois estava realmente curiosa para saber se ela ia transformar o mocinha ou não.
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| Leonardo da Vinci constrói uma máquina do tempo só para a protagonista voltar a encontrar seu amor. AHAM... |
A única coisa que me irrita em Susan Squires é a sua mania desagradável de “torturar” os mocinhos da história. Todos os livros dela que eu li tem alguma cena em que o personagem masculino principal é preso e praticamente estuprado por uma (ou mais) mulheres cruéis. Sei lá se é algum fetiche da autora ou se é apenas a necessidade de dar algum toque dramático a história... Só sei que, quando isso aconteceu nessa história eu pensei algo como “Nossa, já tava demorando para isso acontecer”. Quem lê Romances de Banca mas não está lembrando da autora, uma dica: Ela criou a Asharti, uma das vilãs mais F.D.P. que eu já vi/li. Asharti era uma vampira muuuito má, mas não aparece nessa história, infelizmente. Digo infelizmente por que, apesar de toda a maldade que ela fazia, eu gostava da Asharti rs. Enfim, eu quase sempre gosto dos vilões.
Voltando a “Escolha de Donnatella”. É um livro bom, para quem gosta de histórias fantásticas. Se você for do tipo de pessoa que acha viagens no tempo e pessoas mudando de lugar com a força do pensamento uma coisa forçada, não leia esse livro. Você vai acabar xingando ele muito no twitter rs.
Minha nota é 7,5. Tirei esse meio ponto por causa desse Epilogo sem-vergonha que a autora vez no final. Achei uma falta de respeito colocar tão poucos detalhes para os leitores que passaram mais de duzentas páginas esperando esse desfecho.
O que acham de viagens no tempo? Leriam o livro? Comentem rs.








