Resenha de “Anna e o beijo Francês” - Stephanie Perkins
“Estava satisfeita só em te ter como amigo
Mas o que será que aconteceu comigo? Onde foi que eu errei?
Às vezes me pergunto se eu não entendi errado
Grande amizade com estar apaixonado,
Se for só isso logo vai passar...” *
Acho que fui uma das primeiras pessoas a receber esse livro. Sério, se você segue o blog no twitter viu a foto que eu postei a mais ou menos uns 40 dias atrás, falando que tinha acabado de recebê-lo. Quando li a sinopse de Anna e o beijo francês fiquei morrendo de vontade de ler mas havia outros livros “na fila” e eu não podia passar esse na frente.
Por que estou contando isso pra vocês? Por que o tempo foi passando, eu fui deixando pra depois e, por mais que a maioria dos blogs fizesse resenhas positivas sobre ele, acabei desenvolvendo uma antipatia por esse livro, antes mesmo de ler.
Chegando à escola, logo no primeiro dia, ela esbarra (literalmente) em um garoto lindo, a ponto de ficar sem palavras quando olha pra ele. O jovem se apresenta como Etienne, mas Anna percebe que todo mundo o chama de St. Clair.
A partir daí a história segue, num ritmo próprio, em direção ao momento em que eles ficariam juntos. Há alguns obstáculos: St. Clair tem namorada, Anna tem um ‘rolo’ nos Estados Unidos, Meredith (de quem ambos são amigos) também está apaixonada por St. Clair... E outra série de coisas que “empacam” o relacionamento do casal.
“Mas pouca coisa aconteceu e foi dita,Qualquer mínimo detalhe era pista...”
Além do mais, Anna sequer sabe se é correspondida! Por isso, em um primeiro momento, ambos agem apenas como amigos e é assim até quase a metade do livro. Lá pela página 150 o relacionamento se desenvolve um pouco, mas na página 200, mais ou menos, as coisas voltam a ficar “estranhas” entre eles.
Algo acontece para que as coisas voltem a ficar estranhas, é claro. Não vou contar pra vocês o que é, mas preciso dizer que foi uma das melhores cenas do livro, em minha opinião.
“... Engulo a seco o ciúme quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção...”
Como deu para perceber nos dois parágrafos no inicio, comecei o livro com expectativa zero. Aliás, abaixo de zero. E os três primeiros capítulos só serviram para confirmar meus piores presságios: Por que são muito, mas muito chatos.
Mas ai a história foi ficando interessante e os personagens não eram nada daquilo do que eu imaginava no começo. Por exemplo, St. Clair: Na primeira descrição de Anna, o cara parece perfeito! Como se todas as meninas gostasse deles por que ele é maravilhoso, sei lá. Mas depois, mesmo que ela continue achando ele perfeito, dá para perceber que St. Clair é apenas um garoto (baixinho haha) gente boa, meio nerd e tão legal, que acaba ficando charmoso. Pelo menos foi assim que eu o vi.
“Coração apaixonado é bobo: Sorriso seu ele derrete todo...”
No final, “Anna e o beijo francês” acabou me surpreendendo positivamente. É uma história de amor simples, despretensiosa e repleta de clichês e, por isso mesmo, me agradou tanto. A autora não quis fazer uma série ou inovar em alguma coisa, só contou a história de uma jovem que, em Paris, se apaixonou pelo seu melhor amigo. E, por ser uma história adolescente, ela também ‘cresce’, ao mesmo tempo em que se apaixona.
Se o leitor tiver essas duas coisas em mente, de que se trata de uma história de amor adolescente e que não tem muita inovação, e mesmo assim quiser comprar o livro tenho certeza de que não vai se arrepender.
Por mais que tenha seus pontos negativos, como o fato de o conflito se arrastar um pouquinho mais do que o necessário, “Anna e o beijo Francês” é o tipo de história que vai te fazer suspirar no final. Nota 8 – um bom livro – e eu recomendo.
O que acharam do livro? Já leram? Leriam? Comentem!
* Esses trechos durante a resenha são de uma música chamada "Pensando em você" que a maioria deve conhecer na voz da Cláudia Leite (!). Lembrei dessa música pois e letra fala de amigos que se apaixonam e o mesmo ocorre no livro. Pra quem quiser ouvir, recomendo fazê-lo na voz da banda Pimentas do Reino, que é bem melhor e também é a versão original. Clique Aqui para ouvir.








