Filme: Sobrenatural (Insidious)

sexta-feira, julho 29, 2011 24 Comments A+ a-

Insidioso (in-si-di-o-so) adj. 1. Que arma ciladas: questão insidiosa.                                                                                        2. Aleivoso, traiçoeiro, pérfido. (FONTE )
A família Lambert, composta por Renai e Josh mais os 3 filhos do casal (dois meninos e uma menina recém-nascida) se mudam para uma nova casa. Tudo parece muito bem até que um dos filhos entra em um coma inexplicável: Os médicos não vêem nenhum dano cerebral ou qualquer outro motivo para o garoto não estar consciente e, mesmo assim, a criança permanece numa espécie de sono.  Como não há nada que os médicos possam fazer, Dalton, o filho em ‘coma’, é transferido para casa.

Depois que isso acontece a mãe, Renai, começa a ver coisas em casas na casa nova, ao mesmo tempo de que tem a sensação de que algo ruim está naquele local. O pai, um professor de colégio, foge de situações estressantes então ignora o problema até que Renai pede, aos prantos que eles se mudem: Ela acredita que a casa abriga um espírito do mal.
Josh acredita na esposa e ambos se mudam. Porém, ao contrário do que Renai esperava, as situações estranhas não cessam. É então que eles descobrem a terrível verdade; Não é a casa quem estava mal-assombrada e sim Dalton.

Esse pequeno resumo pode ser encontrado em qualquer sinopse do filme e até mesmo no trailer  que e foi o que me fez ter vontade de assistir ao filme. Isso é o fato de Sobrenatural (Insidious) ser dos mesmos criadores de Jogos Mortais e Atividade Paranormal.
Se eu fosse obrigada a comparar o filme com uma das franquias acima diria que Insidious está mais para Atividade Paranormal, pelas situações de arrepiar e na própria temática de filme de demônio/espírito. Mas esqueçam as comparações por que não tem mais nada a ver.
            O filme é um suspense terrível com cenas que assustam, cenas que arrepiam, cenas que surpreendem... Tudo isso com um roteiro bem feito o que torna Insidious bem mais do que “apenas outro filme de terror”.

Mãe, tem um cara com garras no meu quarto...

            Os efeitos especiais não são muito bons, o orçamento é de pouco mais de um milhão, mas a direção e o roteiro fazem o filme valer à pena. Não é a toa que o filme faturou mais de 50 milhões só nos E.U.A.: Insidious dá muito medo.
A trilha sonora tem bastante influencia nesse medo do filme: Desde ritmos aparentemente inocentes e alegres  até um tema do filme que me dá medo só de ouvir  (sério). Esse foi um  dos grande artifícios do diretor para que as situações mostradas ficassem ainda mais assustadoras. A música tem um poder tão forte nesse filme que, só de ouvi-las você já se lembra e já fica com medo. 

Não posso revelar muito mais do que está descrito 
no começo da resenha por que tudo pode se tornar um grande spoiler. Vou dizer apenas que faz muito tempo que não assisto a um filme que me deixou com tanto medo (de não conseguir dormir mesmo). O final é mais ou menos surpreendente e de arrepiar daqueles que fazem você ficar meio pasma e de querer tirar logo o DVD para não continuar ouvindo aquela musiquinha =P.
Assisti Insidious em uma sexta feira a noite com a casa super silenciosa e, provavelmente isso deve ter colaborado com meu medo, meu amigo assistiu a tarde e não viu tanta graça. Eu não acho que é só por isso por que eu tornei a assistir ao filme, dessa vez durante a tarde e o medo foi o mesmo.

Acho que o que me assustou tanto em Insidious foi o uso de alguns temas que, particularmente, me dão medo: Bonecas, Espiritos fazendo coisas comuns ou somente parados e outras coisas que não vou citar para não dar spoiler (e também para não lembrar, por que já está me dando medo de novo).


Se você fica pensando nos filmes antes de dormir, gosta de um bom conto de terror e sente falta de filmes no estilo de  Poltergeist bem anos 80,  Insidious é o filme certo para você. Provavelmente você não vai se assustar tanto quanto eu, por que eu sou bem medrosa e também por que eu estou fazendo um lobby tão grande do filme que vocês podem acabar se decepcionando.

Mas eu tenho que elogiar e indicar esse filme por que é o terror mais assustador que eu assisti esse ano, conseguiu ultrapassar “Demônio” (que eu já citei AQUI no blog) e “O orfanato” (que eu resenhei AQUI). 

 Entrou para os favoritosnota 10. Assistam e depois me digam o que acharam.


Aliás, podem dizer agora: O que acharam da 'resenha'? Assistiriam ao filme (ou já assistiram)? Comentem!



p.s.: O titulo do filme em português é bem fraquinho, prefiro o titulo original. A palavra inglesa “Insidious” é traduzida como “Insidioso” (por isso o verbete no começo do post). TRAILER AQUI.

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UPDATE 06-01-2013 - Fiz resenha / review de 'Insidious: Chapter 2' (Sobrenatural: Capitulo 2) - Leia aqui

Resenha: Amante Liberto – J.R. Ward

segunda-feira, julho 25, 2011 16 Comments A+ a-

                                                                                                                  

Alerta: Esse post contém spoilers sobre os livros anteriores da saga. Se você já leu até “Amante Revelado” pode ler a resenha sem problemas.

Clique nas imagens abaixo para ler sobre os outros livros da saga.





1-                  Amante Sombrio (capa vermelha)
2-                 Amante Eterno ( capa azul)
3-                 Amante Desperto (capa cinzenta)
4-                 Amante Revelado (capa meio metálica, a única que tem uma mulher em destaque)

“Por que o amor, afinal, era eterno e não sujeito aos caprichos da morte”


 Vishous é o irmão mais frio e controlado da Irmandade. Aparentemente nada desperta-lhe emoção alguma mas essa postura, que começa a ruir em “Amante Revelado” nesse livro está por um triz.
V. observa seus irmãos com suas shellans, principalmente Butch, e se sente mal pois é algo que nunca teve. Novamente a idéia de suicídio lhe passa pela cabeça e, para piorar, suas visões não voltaram. É então que V. descobre algo sobre sua mãe biológica, que trará maiores conseqüências que ele, filho de Bloodletter, não esperava de maneira alguma.
Depois de um ferimento quase mortal, o vampiro acaba conhecendo a Dr. Jane Whitcomb, que lhe salva a vida. A postura indiferente que V. aprendeu a manter desde que era mais jovem já não se encaixa mais com aquela humana. Ele tem que estar com ela.


Pontos Fortes

V. é o grande ponto forte desse livro. Era um personagem sobre o qual eu não dava nada, mas que acabou se revelando um cara muito legal e,  apesar de seus traumas do passado, em nenhum momento ele deixa isso afetar seu relacionamento com a mocinha.Ele e Jane não são um casal comum, mas, mesmo com suas posturas um pouco diferente das convencionais eu não duvidei nem por um segundo que eles eram feitos um para o outro.
Outro ponto positivo é que nesse livro não há Sr. X ou Sr. L: Os redutores não aparecem! Isso é uma vantagem por que ninguém merece ler sobre esses caras chatos.
Tem também John que, finalmente, começa a se revelar um personagem interessante e Xhex que volta a aparecer nesse livro. Outros personagens também têm certo destaque como Blay, Qhuinn e o humano Manny, amigo de Jane.  O final do livro também nos deixa antever uma outra personagem, mas não vou dar spoiler aqui.

Pontos Fracos

 Uma palavra: Phury. Não sei como vou agüentar ler o livro dele, já que Phury continua se mostrando um drogado patético. Desculpe quem gosta dele, mas esse livro não serviu para que minha simpatia por ele aumentasse. Tenho pena da esposa Shellan dele (que já dá para perceber quem é, nesse livro).
Outro ponto negativo é que Revhenge sumiu nessa história, assim como Phury sumiu na história passada. É aquela estratégia da autora de manter algumas histórias meio em Stand-by e só retomá-las um livro antes do livro em que esse personagem será o principal. Nada contra, mas senti falta do Revh.
Sobre o final desse livro eu não sei nem o que dizer. Queria ter uma boa conversa com a Virgem Escriba (ou com a J.R. Ward mesmo) por que foi uma situação sem precedentes e nada na mitologia da série deixava antever um acontecimento desses. Falei difícil agora rs, mas é melhor que dar spoiler.

Conclusão: O livro é um dos meus favoritos da série, chorei horrores com ele. Poderiam mudar algumas coisas, tipo o final, mas mesmo assim vale à pena. A série da Irmandade parece estar longe de terminar e a qualidade dos livros continua muito satisfatória. Amante Liberto não tem tanta ação quanto os livros anteriores, mas é uma história de amor muito bonita e diferente. Adorei.
Não sei como será o livro do Phury, já tenho ele aqui em casa mas estou enrolado para ler. A birrinha que eu tinha com o V. antes de ler “Amante Liberto” não se compara a antipatia que eu sinto pelo Phury, então o livro dele não está no topo das minhas leituras no momento.

Mas  a série continua sendo uma das minhas favoritas, com certeza, com personagens complexos e histórias envolventes. Até a próxima.


TRECHO DO LIVRO

            Dessa vez separei um trecho pequeno, quem quiser ler é só selecionar.

[Inicio do Trecho]

(Jane e V. estão conversando e ela pergunta a ele como consegue ler mentes)

—Ah... como exatamente você lê mentes?
  —É  mais ou menos como captar uma radiofreqüência. Costumava acontecer o tempo todo, independente da minha vontade.
  —Costumava?
  —Acho que a antena  quebrou. —Uma expressão amarga  aflorou  em  seu  rosto,  e ele apertou os olhos —Mas fiquei sabendo, por uma fonte confiável, que tudo vai ser consertado sozinho.
  —Por que parou?
  — “Por que” é sua pergunta favorita, não é?
  —Sou uma cientista.
  —Sei. —As palavras foram ditas de modo arrastado, como  se ela tivesse acabado de dizer que  estava vestindo uma lingerie sexy— Adoro sua mente.

[Fim do trecho]

(*suspiro* quero um homem que diga que adora a minha mente rs)

EXTRAS no Tumblr: FanArts dos personagens 


O que achou da resenha? Já leu esse livro? Tem vontade? 




Filme: Deixe-me Entrar. (Resenha)

sexta-feira, julho 22, 2011 22 Comments A+ a-




(Antes de começar: Fiz um post no tumblr sobre essa semana que teve post todos os dias)
Esse é o filme que comentei na entrevista com o Evandro Raiz Ribeiro, lembram?

Owen é um garoto de 12 anos que mora numa cidadezinha esquecida no Novo México. Seus pais estão em um processo de divórcio e sua mãe tenta ser boa, mas é um pouco ausente.

Durante a noite Owen tem o hábito de olhar em seu telescópio a vida dos vizinhos. É quando ele vê um homem e uma menininha se mudando para o apartamento ao lado de onde ele mora com sua mãe. Chama atenção o fato de a menina estar descalço, mesmo estando nevando do lado de fora.

No dia seguinte, Owen vai a escola e seu dia não é dos melhores: ele apanha de 3 idiotas garotos só por ser menor e mais fraco. Um dos garotos e chama de “menininha” o tempo todo.
Na saída, passa em um armazém e compra um canivete que fica acertando na arvore perto de sua casa, meio que descontando sua raiva. É quando conhece a garota, que se chama Abby. Eles conversam e dá para perceber que surge uma afinidade entre eles.

Mas nada é o que parece e Abby não é apenas a menina de “mais ou menos 12 anos” que aparenta ser. Nem o homem que se mudou com ela é seu pai. Na verdade ambos têm um segredo, algo sobre Abby e que Owen não percebe até o ultimo minuto.
Deixe-me entrar” é um remake americano de um filme sueco, baseado num livro, também de um escritor da Suécia (onde será que vi isso antes?). Queria assistir desde que fiquei sabendo exatamente sobre o que era o filme, coisa que a maioria das não deixa muito claro: Abby precisa de sangue para sobreviver.

Vai pôr um calçado, menina!

Mas não vá esperando uma história de vampiro como as atuais. “Deixe-me entrar” usa a lenda de maneira mais clássica, em que vampiros são meio monstros e (sim!) queimam no sol. E a fotografia mais sombria (tem cenas em que você quase não enxerga os personagens) ajuda a deixar um clima de suspense, característico de filmes de terror (mas sem os sustos).
Mesmo assim é muito redundante colocar “Deixe-me entrar” como filme de terror. Acho que é mais um suspense, com alguns toques de terror e de drama. Mas o suspense predomina, com certeza.

Abby batendo na janela - Ela não entra se você não deixar.

O filme não me decepcionou em nada, é tão bom quanto eu imaginava. Chloe Moretz, a triz que faz a personagem Abby, (e que a maioria já deve ter visto em Kick-Ass) é uma atriz muito boa – apesar da pouca idade conseguiu me convencer de que era uma assustadora e secular sugadora de sangue. E o ator que faz o Owen dá para o gasto, isso é, consegue fazer o “garotinho assustado” de maneira convincente.
Não vi a versão original para comparar, mas dizem que ela é bem superior ao remake. Se for mesmo, deve ser um filmaço, não sei se vou assistir, mas espero que sim.

Apesar de ter gostado muito do filme, não recomendo para todo mundo. Não é um filme muito “pop” algumas cenas são podem causar mal-estar, o relacionamento entre os personagens é estranho e intenso e Abby provoca vários sentimentos no espectador, de medo a simpatia. Acho que indicaria aos que curtem um bom filme de suspense e está preparado para uma história “sobrenatural” com alguns elementos de realidade.

Não vou dizer mais nada, não quero dar spoiler. Muito bom- Nota 9.


EXTRAS (Tumblr do blog): Trailer do Filme e mais algumas fotos. 


O que acharam do filme? Têm vontade de assistir? Sua opinião é muito importante!

[FILME] Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (Resenha)

sexta-feira, julho 15, 2011 17 Comments A+ a-

            Assisti ontem (ou hoje de madrugada) ao último filme da saga Harry Potter. Cheguei a tuitar ontem que cheguei às 7 horas para a sessão da meia-noite e já estava lotado, então vocês já imaginam.  Se você não assistiu esse filme ou não leu o ultimo livro pode ler a resenha tranquilamente. Resolvi não dar spoiler para que todo mundo possa ler.

            A parte 2 começa imediatamente depois da parte 1 (dã), então, se você não lembra o que acontece na parte 1 é melhor assistir de novo.  Harry continua procurando as Horcruxes que podem destruir Voldemort e, pela discussão que teve com Belatrix Lestrange no final da parte 1, percebe que uma delas pode estar no cofre da Comensal da Morte, em Gringotes.
            É o primeiro (e ultimo né? =/) filme da série em 3D e, por mais que tenha torcido o nariz para isso no começo, admito que têm muitas cenas de ação e que esse feito deu um toque especial para a despedida do filme.

            Se você viu o trailer já sabe que a batalha final acontece em Hogwarts e é aí que o bicho pega de verdade: Os alunos da Sonserina mostram a que vieram (ou de que lado estão), a professora McGonagall age como uma verdadeira líder nesse momento e até Neville Longbottom age com coragem nesse momento. Aspas aqui para Molly Wesley, mãe de Rony, que teve uma participação decisiva nesse final. 

Not my daughter, you bitch!

            Como a platéia do cinema era de viciados em Harry Potter, houve palmas, gritos e até suspiros coletivos (sério) em várias partes do filme. Mas foi tudo em momentos específicos, não atrapalhou em nada. O único problema, na verdade, foi um babaca que estava na mesma fileira que eu e, não contente em falar spoilers a torto e a direito, também conversava o filme inteiro e vazia piadinhas desnecessárias ¬¬.
            Se me perguntarem se prefiro o filme ou o livro acho que não ser o que responder. O filme é uma espécie de complemento ao livro, há cenas que não tiveram no livro (e cenas do livro que não tiveram no filme) mas só uma das cenas “ausentes” me incomodou, acho que deveria ter, considerando que fazia parte da batalha final.
No geral, foi um dos roteiros mais fiéis ao livro: As cenas que emocionam no livro têm tudo para emocionar no filme. Eu fiquei com os olhos cheio de lágrimas várias vezes, principalmente no Epilogo final e numa outra cena muito conhecida dos fãs, que tem o “Snape” como personagem principal (se você chorou nessa parte do livro vai fazer o mesmo no filme, essa sequência ficou super emocionante).

Outro ponto negativo foi o trailer. É isso ai, aquele trailer de dois minutos que está circulando na internet faz um tempo. Se você assistiu a ele muitas vezes vai ver quase todas as cenas de ação, está tudo lá. Achei isso meio idiota, mas, como assisti somente uma vez ao trailer não “sofri” tanto com isso.

Ri, suspirei, aplaudi e quase chorei com esse filme, mas sem nenhum sentimento muito especial, como se fosse qualquer outro dos filmes da franquia. Mas então vi aquele Epilogo, os créditos começaram a passar, mas as luzes demoraram a acender, por isso fiquei pensando. E finalmente chegou à minha cabeça que aquela seria a ultima vez que iria ao cinema para assistir um filme da série Harry Potter.  Foi triste, muito triste. Fui saindo do cinema vendo os fãs que não arredavam os pés até o ultimo crédito, vendo várias pessoas chorando e se abraçando, ou apenas tirando fotos mesmo. Não me agüentei e tive que tirar uma foto do telão, nem que fosse dos créditos rolando e ela está abaixo.

Tá sem enquadramento mas faz parte.
            O que mais tenho a dizer sobre essa saga, que acompanho desde os meus 9 anos de idade (o primeiro filme foi a 10 anos atrás)? Marcou minha infância e adolescência e acho que nunca mais vou ouvir aquele tema de Hogwarts sem ficar lembrando. Também foi o primeiro livro que li que pertencia a uma série e a primeira vez que tive vontade de ir a biblioteca Municipal para pegar as continuações. Por isso só tenho a agradecer a J.K., por criar esse mundo tão fascinante e aos personagens por serem meus amigos por tanto tempo. 

Obrigada.


            E o  filme é, com certeza, o melhor da saga. Nota 10.

            Estou com os olhos cheios de lágrimas ao terminar essa resenha mas não chorei, assim como não chorei durante a exibição do filme. Acho que é por que me lembrei da frase que a J.K. Rowling disse na semana passada durante a pré-estréia do filme.

“Não importa se você volte pelas páginas ou pelos filmes, Hogwarts sempre estará lá para recebê-lo em casa”

Obrigada por lerem essa resenha até o final.


Qual é a sua relação com a saga Harry Potter? É fã? Gosta pouco?


[Filme] Transformers 3: O lado oculto da lua

segunda-feira, julho 11, 2011 19 Comments A+ a-


Esse post é um pouco diferente dos que eu faço sobre filmes, não é bem uma resenha, é mais um comentário mesmo de como foi o filme para mim.
            Na sexta feira a noite,  tinha acabado de chegar em casa e, super cansada, só pensava em ir deitar e terminar de assistir meus animes (forever alone haha). Mal cheguei e já fui praticamente arrastada para o cinema por dois amigos loucos para assistir (pasmem!) Transformers – O lado oculto da lua.
            Ok, dizer que eles me arrastaram é muito: O que a gente diz quando têm dois malucos te esperando e eles dizem que “nós vamos ao cinema” e ponto final?

            Então, Transformers 3 conta a história de um menino bonitinho e meio nerd (Sam – Shia Labeouf ) que, depois de salvar o mundo duas vezes, agora tem que arrumar um emprego. Esse menino tem um carro mas não é um carro de verdade e sim um E.T. que veio de não sei onde e se disfarça de carro e também tem uma namorada que é muito areia para o caminhãozinho dele (Carly -  Rosie Huntington-Whiteley) Mas o carro/E.T. não aparece no começo: Está em missão para o governo dos Estados Unidos, junto com seus amigos carros/E.T.s
            Procurar emprego é um pouco complicado para Sam, mas salvar o mundo não: Logo ele se vê tentando combater uns robôs do mal que querem uma coisa que está no lado oculto da Lua (por isso o nome...).  Se eu entendi bem, o que eles querem serve como uma máquina de tele transporte e pode ser usada para tele transportar qualquer coisa, não importa o tamanho.

            No começo eu até estava gostando do filme; Sam é um loser para a maioria das pessoas mas na verdade é um herói e, na maioria das vezes, diz algo engraçado, por isso é quase natural ir com a cara dele. Tem outros personagens legais também, tipo o chefe bonitão de Carly que é o dr. Shepherd de Grey’s Anatomy e aquele japonês tosco que faz uma pontinha no filme e me fez rir pra caramba.

Hey, Derek! Cadê a Meredith? 
            Mas ai começa a história de verdade e o filme só afunda: Reviravoltas previsíveis, frases de efeito toscas e uma enrolação que não se costuma ver em filmes do Steven Spielberg são apenas os principais fatores negativos do filme.

            Nem as cenas de ação, que ocupam boa parte do filme, tornaram “Transformers” mais interessante por que o roteiro e tão sem objetivos que, depois de um tempo, fica cansativo ver aquele monte de coisas explodindo só por ver, mesmo que seja em 3D. Não se sabe nunca se a história está no começo no meio ou no fim e, do meio para o final (quando são só cenas de ação) tive que lutar para manter meus olhos abertos.  

            Também não é para menos: O filme tem 2 horas e meia de duração! Sendo que, nessa ultima hora de filme (um pouco mais) os “heróis” só tinham que fazer 3 coisas.


1 – Salvar a mocinha. (corre, Sam!)
2  - Matar o vilão (Mirem nos olhos! Mirem nos olho!)
3- Destruir a “fonte” de todo o mal, por assim dizer (é só atirar nesse pilar vermelho!)

            Simples como um filme de ação, porém enrolado para que ficasse com um tempo de duração de um épico (pra que?).

            Não sou critica de filmes, não tenho sequer conhecimento dos filmes anteriores (não vi nem o primeiro e nem o segundo Transformers) e isso talvez seja o responsável por essa opinião tão negativa. Além disso, lembram do post de sexta? É muito difícil eu gostar de uma história com E.T.’s e Transformers não foi diferente.

            A verdade é que, mesmo sabendo desde o principio que eu não ia gostar desse filme, eu acabei me decepcionando por não gostar dele. Não sei se foi por que, no começo, eu estava curtindo a história e depois acabei desgostando ou se foi por ver tanta gente falando bem: O fato é que eu queria poder dizer maravilhas do filme aos fãs e queria ter gostado da história, queria mesmo.

            Mas não aconteceu, foi mal. Nota 6,5 – não gostei do filme mas dei meio ponto por imaginar que, se eu tivesse assistido aos dois primeiros filmes, teria me identificado mais com a história.

Eai, assistiriam? Já assistiram? Concordam com a minha opinião? 

O beijo da Meia-Noite (Lara Adrian) - Resenha

sexta-feira, julho 08, 2011 22 Comments A+ a-

            
           




            
            Gabrielle Maxwell é uma jovem fotógrafa muito talentosa, porém terrivelmente entediada. É como se nada mais trouxesse alegria para ela, nem suas fotos ou suas conquistas lhe despertavam o menor interesse.
            Mas então ela presencia um crime terrível e sua vida muda completamente, assim como a sua percepção das coisas: Gabrielle conhece o charmoso Lucan Thorne que, em um primeiro momento, se apresenta como policial.
            Mas Lucan é um vampiro, líder de uma Ordem de vampiros guerreiros que lutam para livrar o mundo dos Renegados. Em tempo: Renegados são vampiros que sucumbiram a sede de sangue, portanto são completamente irracionais, como animais.



            A atração entre Gabrielle e Lucan é mútua e intensa. Lucan, em um primeiro momento, deseja provar o sangue dela mas, ao descobrir que ela tem a Marca das Companheiras de Sangue, não o faz porque não quer se comprometer com ninguém. Para um vampiro, beber de uma companheira de sangue é o mesmo de se casar com ela.
            O beijo da meia-noite é o primeiro volume da série “Midnight Breed”, que já tem o seu segundo volume publicado no Brasil pela “Universo dos livros”. E, se você tem alguma dúvida de que esse romance lembra bastante a Irmandade da Adaga Negra, não tenha mais dúvida: Na capa do livro tem um elogio da J.R.Ward (autora da IAN) ao livro de Lara Adrian. 
            Realmente, ambos os livros tem muito em comum, principalmente o fato dos vampiros se juntarem numa Ordem (Ou Irmandade) para defender as pessoas de um mal maior. Há outras semelhanças também, que dizem respeito às características do personagem e a “pegada” do livro é a mesma da IAN: Sangue, violência e sexo.

            Mas, mesmo com todas essas semelhanças, Lara Adrian conseguiu construir uma história interessante sobre a origem dos vampiros e colocar algumas particularidades nos personagens que diferem um pouco de sua fonte de inspiração.
            Isso fez com que o livro me empolgasse bastante, pelo menos no começo. Nas primeiras páginas eu pensei “nossa, esse é um livro de vampiros de verdade”. Sabe, com todo  aquele sangue a autora descreve e toda aquela indiferença dos vampirões em ver mortes humanas, eu realmente tive esperanças.


            De fato, os personagens criados por Lara Adrian não tem nem metade da complexidade dos Adagas, nem são tão apaixonantes, mas a narrativa estava bem legal e eu estava curtindo a história.

            Foi então que a autora cometeu um erro imperdoável: Colocou ETs na história.

            Não tenho nada contra misturar mitologias. “Anjos Sentinelas”, por exemplo,  é um livro que eu gostei bastante, mesmo fazendo uma ligação entre anjos e vampiros. Legal, criativo. Mas Extraterrestres já força a amizade.
            Minha birra com esses seres vale um post então vamos continuar com a resenha. Quando eu li que os vampiros eram uma raça de “habitantes de outro planeta” que se mudou para a Terra, tentei ignorar. “Ok, Carol, pense que eles são imigrantes e vai dar tudo certo”. E eu fiz isso, até que chegou um ponto do livro em que eu soltava um palavrão toda vez que lia sobre “os seres de outros planetas”, “os antigos seres que vieram para esse planeta” etc.
            Tirando esse gigantesco aspecto negativo, a história é bem legal. Lucan é charmoso e os outros Irmãos guerreiros também me fizeram ter vontade de ler os próximos livros (Tegan principalmente). A raça dos vampiros é composta unicamente de homens, o que os obriga e se relacionar com humanas e eu achei isso bem diferente também, assim como aquelas tatuagens estranhas que esses guerreiros têm.

Todos os vampiros dessa série tem umas tatuagens que são chamadas de  Dermaglifos. (FONTE FANART)

            Se você ainda não se cansou de vampiros ou já leu e gostou dos livros de J.R. Ward provavelmente vai gostar dessa série. Pretendo ler os próximos, mas sem a afobação que eu sinto com a IAN, apenas curiosidade em acompanhar uma boa história. Dou nota 8,5 – a história é muito boa, mas tirei meio ponto pelos malditos ETs.


           Aproveitando meu piti por causa dos ETs eu pergunto: Tem algum ser fantástico (lobisomem, vampiros, fadas, elfos, ETs etc.) cujos livros você não lê nem que te paguem?  Se tiver, comente! E se não tiver também =D                                                                                           
                

Resenha de “Anna e o beijo Francês” - Stephanie Perkins

segunda-feira, julho 04, 2011 29 Comments A+ a-



“Estava satisfeita só em te ter como amigo
Mas o que será que aconteceu comigo? Onde foi que eu errei?
Às vezes me pergunto se eu não entendi errado
Grande amizade com estar apaixonado,
Se for só isso logo vai passar...”  *





Acho que fui uma das primeiras pessoas a receber esse livro. Sério, se você segue o blog no twitter viu a foto que eu postei a mais ou menos uns 40 dias atrás, falando que tinha acabado de recebê-lo.  Quando li a sinopse de  Anna e o beijo francês  fiquei morrendo de vontade de ler mas havia outros livros “na fila” e eu não podia passar esse na frente.
Por que estou contando isso pra vocês? Por que o tempo foi passando, eu fui deixando pra depois e, por mais que a maioria dos blogs fizesse resenhas positivas sobre ele, acabei desenvolvendo uma antipatia por esse livro, antes mesmo de ler.


Então comecei a leitura. O livro conta a história de Anna, uma jovem americana e estudante do ensino médio que acaba sendo mandada para estudar em Paris: Seu pai, um escritor especializado em histórias com finais infelizes (Nicholas Sparks?) achou que uma educação parisiense iria ser bom para ela, mesmo que Anna não concordasse com isso.
Chegando à escola, logo no primeiro dia, ela esbarra (literalmente) em um garoto lindo, a ponto de ficar sem palavras quando olha pra ele. O jovem se apresenta como Etienne, mas Anna percebe que todo mundo o chama de St. Clair.
            A partir daí a história segue, num ritmo próprio, em direção ao momento em que eles ficariam juntos. Há alguns obstáculos: St. Clair tem namorada, Anna tem um ‘rolo’ nos Estados Unidos, Meredith (de quem ambos são amigos) também está apaixonada por St. Clair... E outra série de coisas que “empacam” o relacionamento do casal.

“Mas pouca coisa aconteceu e foi dita,Qualquer mínimo detalhe era pista...”

            Além do mais, Anna sequer sabe se é correspondida! Por isso, em um primeiro momento, ambos agem apenas como amigos e é assim até quase a metade do livro. Lá pela página 150 o relacionamento se desenvolve um pouco, mas na página 200, mais ou menos, as coisas voltam a ficar “estranhas” entre eles.
Algo acontece para que as coisas voltem a ficar estranhas, é claro. Não vou contar pra vocês o que é, mas preciso dizer que foi uma das melhores cenas do livro, em minha opinião.

“... Engulo a seco o ciúme quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção...”

            Como deu para perceber nos dois parágrafos no inicio, comecei o livro com expectativa zero. Aliás, abaixo de zero. E os três primeiros capítulos só serviram para confirmar meus piores presságios: Por que são muito, mas muito chatos.
            Mas ai a história foi ficando interessante e os personagens não eram nada daquilo do que eu imaginava no começo. Por exemplo, St. Clair: Na primeira descrição de Anna, o cara parece perfeito! Como se todas as meninas gostasse deles por que ele é maravilhoso, sei lá. Mas depois, mesmo que ela continue achando ele perfeito, dá para perceber que St. Clair é apenas um garoto (baixinho haha) gente boa, meio nerd e tão legal, que acaba ficando charmoso. Pelo menos foi assim que eu o vi.

“Coração apaixonado é bobo: Sorriso seu ele derrete todo...”

            No final, “Anna e o beijo francês acabou me surpreendendo positivamente. É uma história de amor simples, despretensiosa e repleta de clichês e, por isso mesmo, me agradou tanto. A autora não quis fazer uma série ou inovar em alguma coisa, só contou a história de uma jovem que, em Paris, se apaixonou pelo seu melhor amigo. E, por ser uma história adolescente, ela também ‘cresce’, ao mesmo tempo em que se apaixona.

            Poderia acontecer em qualquer lugar do mundo, mas, como acontece numa cidade diferente da do nascimento da protagonista, acabamos também percebendo algumas diferenças culturais bem interessantes, não só entre os personagens, mas também entre os Estados Unidos e Paris – e entre ambos os países e nossa própria cultura.

            Se o leitor tiver essas duas coisas em mente, de que se trata de uma história de amor adolescente e que não tem muita inovação, e mesmo assim quiser comprar o livro tenho certeza de que não vai se arrepender.

Por mais que tenha seus pontos negativos, como o fato de o conflito se arrastar um pouquinho mais do que o necessário, “Anna e o beijo Francês” é o tipo de história que vai te fazer suspirar no final. Nota 8 – um bom livro – e eu recomendo.

O que acharam do livro? Já leram? Leriam? Comentem! 

* Esses trechos durante a resenha são de uma música chamada "Pensando em você" que a maioria deve conhecer na voz da Cláudia Leite (!). Lembrei dessa música pois e letra fala de amigos que se apaixonam e o mesmo ocorre no livro. Pra quem quiser ouvir, recomendo fazê-lo na voz da banda Pimentas do Reino, que é bem melhor e também é a versão original. Clique Aqui para ouvir.