Star Wars: Os últimos jedi (Review) #EpisodioVIII
Antes de assistir Os últimos jedi elaborei muitas teorias a respeito, desde um "quem será que perde a mão" até "será que Rey vai pro lado negro" e "quem são os pais dela". Mas, por mais que eu pensasse em várias possibilidades, ainda consegui me surpreender bastante com algumas cenas e situações.
Se, ao assistir o episódio VII, tive a sensação de que estava vendo uma releitura do episódio IV, esse episódio VIII não é nada parecido com os outros filmes. Há até algumas referências ao meu filme favorito da trilogia clássica, O retorno de jedi, mas, no geral, é algo nunca visto antes na franquia.
Se, ao assistir o episódio VII, tive a sensação de que estava vendo uma releitura do episódio IV, esse episódio VIII não é nada parecido com os outros filmes. Há até algumas referências ao meu filme favorito da trilogia clássica, O retorno de jedi, mas, no geral, é algo nunca visto antes na franquia.
Longe de se prender ao Canon da série, Os últimos jedi não tem medo de ousar e brincar com tudo o que conhecemos sobre a força. Até onde vai esse poder? Acho que nunca vi uma história de star wars que explore isso tão bem e que se utilize até de não-jedi para ilustrar esse fato.
Indo para os personagens, desde o primeiro filme gosto muito da Rey mas, nesse filme, gostei ainda mais. Tanto ela quanto os outros novos personagens tem um amadurecimento perceptível nesse segundo filme. Poe, Finn e até mesmo Kylo Ren tem arcos de crescimento bem interessante e, se ainda tenho algumas dúvidas sobre a exata função de Finn nessa história, ao menos posso dizer que ele teve muito mais protagonismo nesse filme.
Eu nunca escondi minha predileção pelo lado negro. Anakin Skywalker é um dos meus personagens favoritos, então daí você já vê. Mas, em O despertar da força , não consegui simpatizar com Kylo Ren. Não só pelo o que ele fez no final do primeiro filme mas por ser um personagem que não parecia ter tanta profundidade/complexidade de um Darth Vader.
Felizmente isso foi corrigido em Os últimos jedi. A primeiro mudança foi parar de tentarem criar uma fachada new-Vader para o personagem, a segunda foi explicar como o filho de Han e Leia se tornou esse grande fdp. Eu consegui ter empatia pelo jovem Ben Solo e até mesmo compreender algumas de suas atitudes. Claro, ainda não perdoo aquela morte no final do episódio VII, mas acertaram aqui em considerar o papel do mestre dele em toda essa guinada para o lado negro.
Falando em mestre vamos falar de Luke, que está muito diferente nesse filme. Adeus ao jovem cheio de sonhos e esperanças de Uma nova esperança, olá a um senhor questionando suas escolhas de vida e que desistiu da galáxia. Vejo muita gente reclamando que Luke estava chato aqui, mas chato mesmo é você manter um personagem sempre do mesmo jeito e ignorar todos os 30 anos que se passaram entre a última aparição dele e essa.
Falando em mestre vamos falar de Luke, que está muito diferente nesse filme. Adeus ao jovem cheio de sonhos e esperanças de Uma nova esperança, olá a um senhor questionando suas escolhas de vida e que desistiu da galáxia. Vejo muita gente reclamando que Luke estava chato aqui, mas chato mesmo é você manter um personagem sempre do mesmo jeito e ignorar todos os 30 anos que se passaram entre a última aparição dele e essa.
Leia também esta diferente, como vimos no primeiro filme dessa nova trilogia. Mais velha, mais conectada com a força. Tanto ela quanto Luke estão nessa história não apenas para "passar o bastão" mas para mostrar valores como coragem, paciência e sacrifício. Eu me emocionei em vários momentos do filme e Luke e Leia estão em pelo menos um desses momentos.
Por fim, quero dizer que entendo as críticas à trama. Realmente, o roteiro tem alguns momentos bem confusos e BB-8 elevou o uso de robôs para salvar o dia a um novo patamar. Chewbacca poderia ser melhor aproveitado, R2D2 perdeu espaço e o que o personagem do Benicio Del Toro fez realmente naquele final?
Aqueles que estão pedindo algo mais de Star Wars estão precisando re-assistir os filmes anteriores: sempre foi aquele novelão cheio de emoção, aventura e drama. Dessa vez o diretor resolveu explorar outro tipo de situação, mas o Star Wars raiz ainda está lá.
Assim como a esperança. Afinal é sobre isso que esses filmes falam.
Nota 9 - muito bom.
P. S.: quero uma camiseta da Rey












