Resenha: Febre Negra - Karen Marie Moning (Série Fever #001)
Pense em uma garota de 22 anos que ama rosa, é
loiríssima e super mimada. Pois é, essa é a heroina de ‘Febre Negra’. Mackayla
Lane é o que podemos chamar de fútil e até mesmo ela tem essa consciência de si
mesma: Está completamente satisfeita com sua vida atual, morando com os pais,
fazendo alguns cursos na faculdade para mantê-los satisfeitos e ‘curtindo a
vida adoidado’.
Não entendo muito de mitologia
celta, mas tenho a impressão de que a autora se inspirou em vários elementos
dessa mitologia para criar esse livro. Os termos em gaélico, os objetos citados
e o próprio ambiente em que se passa a história (Irlanda) contribuem para que
eu tenha essa impressão.
Explicando resumidamente, nesse
livro as fadas (Fae) existem e são divididas entre uma corte da luz ( Seelies)
e uma corte das sombras (Unseelies). Ambas as cortes tem reis e rainhas que as
controlam e possuem poderes sobre-humanos. Aliás, esses seres, chamados de
Tuatha Dé, não são humanos e sim vieram de outro planeta, por isso são tão
diferentes dos humanos.
Ok, meu primeiro problema:
Extraterrestres. Ainda bem que a autora não se apegou muito a esse detalhe,
então eu logo tratei de esquecer essa história de seres de outro planeta. Mas,
como eu já disse em resenhas anteriores, sempre
me incomoda quando o autor se utiliza dessa explicação para explicar a
existência de algo. Se a autora tivesse
falado que os seres vieram de um mundo diferente, mágico, fantástico, sei lá...
Mas falar em Aliens e viajantes que chegaram ao nosso planeta para mim é um
ponto negativo sempre. Estou para ler uma história em que isso não me incomode.
Se o livro fosse só perseguir e
matar os Fae do mal a história não teria muito sentido então Mac
ainda tem que encontrar um livro e salvar o mundo humano da destruição. Além
disso, Mac ainda precisa descobrir quem matou a sua irmã para que possa
vingá-la.
Por ser o primeiro livro de uma série,
Febre Negra não é tão ruim. Apresenta claramente sua mitologia e deixa vários
ganchos para próximos livros, sem se esquecer de apresentar uma conclusão
satisfatória nesse primeiro volume, com direito a confronto de bem versus mal e
descobertas (mais ou menos) surpreendentes.
Mac, que no inicio é uma personagem
chatinha de se acompanhar, melhora ao longo do livro se tornando menos
‘patricinha’ etc. Porém é um pouco decepcionante que grande parte da mudança da
heroína esteja apenas no aspecto físico. Ela pinta os cabelos, muda o estilo de
roupa e também alguma de suas prioridades, mas, pelo menos nesse primeiro
momento, a mudança de personalidade não é tão grande assim.
Mesmo sendo uma história de poucas
páginas (270, sem contar o glossário) consegui pegar o espírito dessa série e
não achei tão ruim. Espero que o interesse romântico de Mac seja melhor
definido nos próximos livros por que em Febre Negra o nível de romance é zero
e, apesar de algumas cenas mais ‘quentes’, fiquei na dúvida se o par dela é
Barrons ou V’lane. Pensando no assunto acho que nenhum dos dois chega a ser um
herói por enquanto, até por que Mac acha lindo/charmoso etc. todos os
personagens masculinos que aparecem em seu caminho. Ou só tem homem bonito na
Irlanda ou a mocinha tem muita sorte.
Ainda é cedo para dizer se gosto da
série, mas fiquei intrigada e pretendo ler o próximo volume – nem que seja para
saber qual é o rumo que as coisas vão tomar adiante. Nota 8 – um bom livro.
P.S.: Li esse livro antes de ler "Sedução Profana" mas percebi uma semelhança entre a mitologia de ambos os livros. Depois disso 'tomei vergonha' e descobri que esses termos pertencem (como eu desconfiava) ao Folclores Celta. Você pode saber mais sobre o assunto clicando aqui e aqui.
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