Resenha: Febre de Paixão - Diana Palmer. #MaratonaDeBanca

segunda-feira, março 19, 2012 5 Comments A+ a-




Apesar de ter somente 24 anos, a vida de Rebecca estava longe de ser um conto de fadas. Mesmo trabalhando o dia inteiro, ela precisava criar dois irmãos mais novos, sustentar o avô aposentado e administrar a fazenda da família. E, para piorar a situação, Clay, seu irmão mais novo, havia sido preso sob a acusação de envolvimento com drogas.Rourke Kilpatrick era bastante conhecido por sua luta implacável contra os traficantes. Nada o impedia de processá-los. Mas o irmão de Rebecca era inocente. E ela começava a derreter o coração desse promotor durão. Era cada vez mais inegável a intensidade da atração entre eles...Embora se sentisse como uma verdadeira Cinderela quando estava perto de Rourke, Rebecca guardava uma imensa dúvida: a paixão de Rourke seria por ela... ou apenas pela lei?


      Essa é a minha primeira resenha para a Maratona de Banca 2012  cujo tema é "Mocinho ou Vilão: Eis a questão!". Ou seja, ler um livro em que haja um mocinho que mais parece um vilão, por ser muito canalha, ou mau.  Foi um dos temas mais fáceis para mim: Escolhi um dos livros da Diana Palmer que ainda não havia lido e pronto. Por que, se tem uma autora para fazer mocinhos irritantes é Diana Palmer. 


       Mas, vamos a história? Rebecca é uma jovem que gosta de viver/trabalhar na fazenda, mas que tem um emprego como secretária em um escritório de advogacia. Ela não gosta muito do que faz mas precisa do salário para sustentar seus irmãos mais novos, Clay e Mack, e também ao avô, que tem um problema no coração.
       Todos os dias, Rebecca pega o elevador com um sujeito alto e antipático, com quem vive trocando farpas pelos poucos segundos que ficam a sós. Ela não conhece o homem até que seu irmão, Clay, é preso por porte de drogas - É então que Rebecca descobre que o moreno arrogante é o promotor público Rourke Kilpatrick. 
        É claro que Rebecca fica desesperada quando sabe da prisão de Clay e implora ao promotor que não o processe. Kilpatrick acaba concordando, desde que o jovem faça aconselhamento psicológico para se livrar do vício. Mas a suspeita de que Clay não seja só um usuário e, Kilpatrick começa a investigar o rapaz ao mesmo tempo em que sai com Rebecca. 


       Uma coisa interessante sobre Febre da Paixão é que foi escrito em 1990, 22 anos atrás. 
        Isto quer dizer que o livro tem pérolas como esta abaixo: 


  "  - Oh, Deus, odeio computadores - Becky disse suspirando, enquanto o elevador seguia lentamente para o sexto andar.
                                                                                                                          
         - Eu também. (...)"  - (Pág. 7).
         
         Imaginem a minha cara quando li isso kkkk.  E esse é só o primeiro diálogo entre os mocinhos, há depois outras pérolas. Não deixa de ser divertido acompanhar a visão que a autora tinha das coisas nessa época, ainda mais por serem os motivos tão aversos ao mundo atual. 
        Falando em diferentes do mundo atual, me lembrei de algo que me irritou profundamente: O avô de Becky é racista! Claro, é algo só insinuado no finalzinho do livro mas não é difícil perceber o quanto ele fica incomodado por ter um negro em sua casa (é uma das cenas do final, quem ler o livro vai perceber). Depois ele deixa um pouco do racismo de lado mas, sinceramente, peguei birra do personagem depois que li isso. 


         Sobre os mocinhos, Rebecca (como quase todas as heroínas de Diana Palmer) é uma Amélia, sempre se sacrificando pela família, trabalhando muito, uma moça de valores antiquados...  Ironicamente, é quando ela começa a se relacionar com Fitzpatrick que fica mais independente. 
       Já Rourke é um dos daqueles heróis machões que a autora sempre cria, com um passado sofrido e opiniões tão antiquadas quanto as da mocinha.  Mas ele até que não é tão ruim, não trata a mocinha mal em nenhum momento da história, muito diferente de outros mocinhos já criados pela autora, cujos nomes já bloqueei da minha mente. 
        Claro, o mocinho não é exatamente perfeito, ele faz a mocinha escolher entre ele e a família dela, o que eu achei um absurdo (mesmo com toda a explicação da autora para a atitude dele). E há algo pior que isso: Rourke fuma
         E não é só um cigarro ou outro de vez em quando, o mocinho fuma o tempo inteiro! Só parou de fumar mesmo pra beijar a mocinha por que, fora isso, até no elevador ele acende o bendito do charuto. 
         Agora imaginem: Um mocinho altíssimo, quase sempre de terno, e que vive com um charuto na mão... Quando vi já estava imaginando-o como o Professor Girafales. 


Rourke Fitzpatrick ficou assim na minha imaginação.


         Fiz essa ligação no meio do livro e, dai pra frente, não consegui me concentrar muito na história. Por que Professor Girafales e seu eterno charuto é completamente desanimador em um romance. 
         Talvez por isso não tenha gostado tanto de Febre de Paixão. A história é legal, tem algumas cenas hots (Sexo antes do casamento em livros da Diana Palmer foi novidade) e um personagem masculino que quase não age ogramente mas... Achei tudo muito morno, não me envolvi muito com a história e personagens. 
         
          Mesmo assim recomendo para as que gostam de mocinhos machistas pero no mucho. Nota 7 - razoável

***
Já leu algum romance de Diana Palmer? Não? Comente! 
        

"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica