Uma proposta irrecusável - Jill Mansell (resenha)

segunda-feira, junho 20, 2011 17 Comments A+ a-

             






             Lola é uma jovem de 17 anos que vive seu primeiro amor. Ela e Doug , que tem 19 anos, juraram ficar juntos para sempre e, mesmo Doug indo estudar na Escócia (!), eles 
resolveram namorar a distância ou, Lola estava pensando, poderiam morar juntos no período da faculdade. Ai, o amor... 

            Mas então a mãe de Doug aparece no emprego de Lola e lhe faz uma proposta: Daria a ela 10 mil libras para que se afastasse de seu filho. 

            O primeiro pensamento de Lola, claro, e mandar a mãe do namorado catar coquinho. Mas quando ela chega em casa, mais cedo do que de costume, acaba descobrindo algo que pode mudar a vida de sua família. E, bem, isso faz com que ela aceite a proposta de Adelia

   Esse fato, que mais parece ter vindo de uma novela mexicana, é o inicio do livro “Uma proposta irrecusável”, de Jill Mansell. Minha primeira reação ao ler a sinopse (que é bem parecida com esses parágrafos ai em cima) foi: Ah, esse livro deve ser um baita dramalhão, nem quero ler.
            Eu estava com esse pensamento até ler uma resenha sobre esse livro, em um dos (milhares) de blogs que eu sigo. Realmente queria lembrar aqui o nome do blog e divulgar por que era uma resenha muito boa, mas eu não lembro, desculpem.  Se eu achar ela de novo, coloco o link aqui.


            Essa resenha falava que o livro era super-engraçado, que não tinha nada a ver aquela sinopse meio dramática nem a capa do livro, que também parece ser a de um livro mais “pesado”.  Li isso e pensei comigo “Por que não?” Solicitei um exemplar para a Novo Conceito (editora super parceira do blog) e, rapidamente, comecei a ler.

            Deveria ter feito isso antes. O livro tem uma linguagem super divertida, cheia de situações engraçadas e referências a filmes e livros famosos. A história se passa dez anos dos “terríveis acontecimentos” que motivaram Lola a se afastar de Doug. Depois de uma coincidência praticamente inacreditável, Lola se vê novamente cara-a-cara com Adelia, sua ex-sogra. E com Doug que, mesmo depois de tanto tempo, ainda é o grande amor de Lola.

            O que uma heroína sem-sal faria? Provavelmente sofreria com a rejeição de Doug e teria até vergonha de conversar com ele, depois de tudo o que aconteceu, certo?

Cena de "A Usurpadora" - A personagem do livro não age assim.

             Mas Lola é super otimista e autoconfiante e, mesmo sabendo que Doug está muito puto com ela, tenta reconquistá-lo, ainda que se recuse a contar por que precisou do dinheiro a 10 anos atrás. É claro que Doug se afasta dessas investidas e ai está parte da graça do livro.
            A outra parte está nos personagens secundários da história: Sally e Gabe com seu eterno cabo de guerra, a mãe de Lola com seu gosto terrível para a moda e vários outros que, com suas atitudes completamente exageradas, malucas e, ao mesmo tempo, familiares nos fazem ler o livro com um sorriso no rosto. 

            A história é ficção e têm seus momentos “isso nunca aconteceria”, mas as situações são narradas com tanta leveza pela autora que fica parecendo perfeitamente plausível, até corriqueiro, acompanhar o que acontece.  O ritmo dado por Jill Mansell ao livro é bem leve, gostoso de acompanhar; as páginas não viciam mas te deixam com vontade de ler entre uma folga e outra. Eu mesmo nunca levo livros para a faculdade mas acabei levando esse só para ler durante o intervalo ou quando aparecia uma oportunidade de pega-lo na bolsa. Lia um pouco e daqui a pouco guardava e assim foi que li o livro inteiro por que essa semana de provas da faculdade atrapalhou muito minha “rotina de leitura” em casa rs.

            Se estivesse lendo um thriller ou um livro com tema sobrenatural, que tanto gosto, não conseguiria fazer isso, odeio interromper um capitulo no meio. Mas esse livro não tem clímax ou revelações bombásticas o que acabou frustrando muitas de minhas “previsões” para a história; Isso pode ser considerado um ponto negativo mas para mim é apenas o estilo da autora. O que considero um ponto negativo mesmo, é a ausência de Adelia Tennant na história: Dei altas gargalhadas com o antagonismo entre ela e Lola no começo mas então a personagem deu uma sumida da história, só aparecendo em passagens rápidas. É uma pena.


            Recomendo esse livro para todos que gostam de Chick lit (não gosto desse termo mas ele existe, fazer o que?) e estão a fim de ter um bom livro na bolsa para ler de vez em quando. Já anotei o nome da autora, pretendo ler outros livros dela que forem lançados aqui no Brasil. Nota 8 – um bom livro.

            E ai, gostaram da história? Leriam? Comentem! =)


"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica