Confie em Mim - Harlan Coben⠀



 ⠀ O que você faria para proteger a sua família? ⠀
⠀ Essa é a premissa de Confie em Mim, do autor Harlan Coben. O livro trabalha com vários arcos: o principal é dos pais Tia a Mike que resolvem instalar um aparelho espião no computador de seu filho Adam. A medida é fruto do desespero dos pais com o silêncio do filho e acaba por ter consequências inesperadas.
⠀ A segunda história é sobre um assassino que segue em sua Van matando mulheres com ajuda de uma companheira Sérvia. Temos a trama da filha de Mike e Tia, Jill, cuja amiga Yasmin teve a vida destruída por um professor.⠀ Todas essas histórias vão seguindo em paralelo ao longo do trama de Confie em Mim, até o momento em que tudo se junta de uma forma, no mínimo, mirabolante.
⠀ Já havia lido outros livros do autor e esse não traz nenhuma novidade para os demais. Harlan Coben tem uma forma muito específica de estruturar suas histórias e é um suspense interessante de acompanhar; parece que você está assistindo um filme ou série.
⠀ No geral foi boa essa primeira leitura do clube do livro do qual participo. Somente o final que achei um pouco inverossímil. ⠀ ⠀ Recomendo aos que gostam de histórias de suspense/investigação.⠀ ⠀

Stalker - Lars Kepler



O assassino observa suas vítimas pela janela e manda a filmagem pela polícia apenas quando já terá sido tarde demais para impedir o delito. Ninguém sabe quem é, o porque dos crimes e qual a relação entre as vítimas. Os corpos são deixados em posições cuidadosamente arranjadas e o rosto das vítimas, todas do sexo feminino, é totalmente destruído. 

É essa a premissa do novo livro policial escrito pelo pseudônimo Lars Kepler (na verdade os autores são um casal). Por se tratar de um novo livro da série do detetive Joona Lina é interessante que você tenha lido os livros anteriores, principalmente O homem de Areia, antecessor desse. Mesmo assim, dá para encarar esse direto sem grandes prejuízos na leitura. 

Gosto dessa série de thrillers dos autores suecos por ser uma leitura bem rápida - os capítulos curtos vão passando e quando se vê já foram 300/400 páginas facilmente. O detetive Joona se destaca na corporação policial mas não chega a ser nenhum Sherlock; seus insights vem da observação e trabalho policial. 

Não esperava ser surpreendida pelo desfecho do livro mas fiquei feliz quando aconteceu a revelação da identidade do assassino e vi que não era quem eu pensava. Meu único porém para a história são as cenas finais que eu achei meio absurdas, mas nada que prejudique a trama.

 Recomendo para os que estão procurando uma leitura para as férias. Porém, se você ainda não tiver lido O homem de Areia, sugiro que comece por ele - além de ser o anterior da série, também é bem melhor que Stalker. Nota 3,5 ⭐/5

Estatísticas de 2021



Esse ano foi um pouco mais modesto de leituras. As estatísticas na foto abaixo mostram o retrato de uma estudante de graduação que só consegue ler pra valer nas férias. 

Mesmo assim, fiquei feliz porque consegui minha principal meta que foi ler mais livros de não ficção. Li também alguns mangás e consegui ler, se não todos, a maioria dos livros do #ClubedoLivro mensal que participo. 

Além disso, a média das notas foi relativamente alta quando comparada aos outros anos. Posso dizer que li poucos e bons livros 📚 

Para 2022 a meta é não ter metas. Quero continuar mantendo um ritmo de leituras que faça sentido para a minha rotina e conseguir continuar lendo pelo menos um livro de não ficção a cada trimestre. 

Vamos ver o que vem por aí! 🙌🏾 Feliz Ano Novo a todos! 🍾 ✨

 Como foram suas leituras em 2021?

Sexo, gênero e sexualidades - Elsa Dorlin

via Instagram

Uma coisa leva a outra, que leva a outra...

 Lendo o livro "Um feminismo decolonial", me deparei com a referência a Elsa Dorlin. E não é que eu tinha um livro dessa autora por aqui? Logo que terminei Françoise Verges, então, peguei "Sexo, gênero e sexualidades". 

Como um livro muito curto sobre assuntos muito complexos (na foto abaixo tem o índice), o livro não chega a se aprofundar tanto assim nos temas mas serve de panorama interessante para o início dos estudos relacionados à esses temas, uma vez que levanta as diversas correntes relacionadas a um mesmo assunto. Em muitos momentos fiquei um pouco confusa pois foi o meu primeiro contato com alguns dos temas levantados pela autora. 


Mesmo assim, achei muito interessante a forma como ela organizou a obra, por tematicas e não por "ondas" como alguns livros fazem. Termino o livro com alguns questionamentos muito interessantes em mente e uma ou outra certeza ou tópico que pretendo procurar saber mais. 

Pretendo reler daqui a um tempo, para ver como mudaram as minhas interpretações e conclusões. Recomendo para quem se interessa pelos temas do título.

 Nota 4⭐ /5

Um feminismo Decolonial - Françoise Verges

via Instagram

Um livro-manifesto sobre a urgência na existência de um feminismo anticolonialista e antirracista, para além do feminismo branco burguês que se vê tradicionalmente no norte global (Europa e EUA). Para a autora, "se o feminismo permanece fundado na divisão entre mulheres e homens (...) mas não analisa como a escravidão, o colonialismo e o imperialismo agem sobre essa divisão - nem como a Europa impõe a concepção da divisão mulheres/homens aos povos que ela coloniza ou como esses povos criam outras divisões -, ele é, então, um feminismo machista".

 É preciso ver, então, para além dessa dualidade simplista, uma vez que as mulheres não são, por si mesmas, uma categoria política: logo, se falo que defendo o direito das mulheres, a pergunta seguinte deveria ser "quais mulheres?"

 Gostei bastante dessa leitura e das reflexões da autora, que me fizeram querer procurar e ler outras autoras citadas no texto. Embora não tenha certeza que concorde com todos os pontos abordados, a urgência dessa reflexão antirracista em torno da pauta feminista é um ponto que dialoga bastante com o que penso e pretendo ler mais sobre isso (aceito sugestões, inclusive).

 A segunda parte, mais focada na situação da França, é ainda interessante por contemplar a invisibilidade das mulheres racializadas que trabalham na manutenção/limpeza das cidades. Gostaria que a crítica fosse um tanto mais global e menos focada na França mas é possível estabelecer vários paralelos com a situação brasileira. 

Recomendo esse livro para quem interessou pelo assunto. É uma leitura relativamente rápida e que desperta bastante reflexões. Nota 4⭐/5