Julieta Imortal – Stacey Jay

sexta-feira, outubro 28, 2011 10 Comments A+ a-


Quando esse livro chegou aqui em casa e eu li o titulo e subtítulo, “A maior história de amor de todos os tempos é uma farsa”, logo o passei a frente das minhas outras leituras. O motivo? Detesto a história de “Romeu e Julieta” e qualquer história que “concorde” com isso para mim já é interessante, ainda mais quando colocam um tema sobrenatural no meio.

Há muito tempo atrás, Julieta Capuleto foi assassinada por quem mais confiava: Seu marido, Romeu. Ele havia lhe jurado amor eterno mas trocou tudo pela imortalidade e se tornou um dos Mercenários, seres que são encarregados de espalhar o desamor sobre a Terra. Julieta, porém, também se tornou imortal e se tornou uma Embaixadora, responsável em proteger almas gemas.

Julieta e Romeu não tem mais seus corpos com que nasceram, tem que ‘entrar’ em corpos de outras pessoas. Julieta só pode entrar por pouco tempo no corpo das pessoas, o que faz com que fique vários anos no “limbo” antes de entrar no corpo de Ariel Dragland. Já Romeu pode entrar no corpo de mortos, então continua na Terra.
Ariel é uma garota cheia de cicatrizes, físicas e emocionais. Julieta sabe pouco sobre ela e a consciência da jovem parece estar trancada para a Embaixadora, coisa que nunca aconteceu antes. Aliás, essa “encarnação” parece ser completamente diferente das outras, ninguém que lhe deu nenhum aconselhamento sobre quem seria as almas gêmeas que protegeria e ainda há esse garoto Ben, um jovem que veio do México e que Julieta tem a sensação de conhecer desde sempre.
Obviamente Julieta e Ben se apaixonam, para a fúria de Romeu. Não que ele ainda ame Julieta mas acha que, se ela voltar a amá-lo, ele pode se livrar de sua maldição: Ele não consegue sentir nada, nem odores, nem tato... E sente seu antigo corpo o perseguindo.
Não sei o que eu esperava desse livro, mas, até a metade, ele estava muito interessante. O amor de Julieta parecia impossível, mas nem tanto, o relacionamento entre ela e Ben era muito legal de se acompanhar e havia outros personagens interessantes a história, como a melhor amiga de Ariel, a riquinha mimada Gemma. Vocês sabem que eu adoro um personagem com ares de vilão e Gemma cumpria bem esse papel, com seu sarcasmo e ironia.

Mas tive a impressão de que a autora ficou meio “sem assunto” no meio para o final do livro e começaram algumas situações irritantes. Para começar, a bipolaridade de Julieta: Uma hora ama e fala outra hora não pode falar. Uma hora quer matar Romeu, outra hora fala que não é esse tipo de pessoa. É um chove não molha tão grande que começou a encher o saco.
Depois, tem a bipolaridade de outros personagens. Gemma é vilã, depois mocinha, depois vilã... Romeu idem. O pior é que não é algo natural, deu a impressão de que a autora simplesmente estava economizando personagens, colocado Gemma para dar conselhos em um momento e para tentar matar Ariel Julieta em outro.

O resultado final do livro é uma história cheia de furos, com um final feliz (ao menos isso!) que muito se difere do de Shakespeare. O problema mesmo foi que nada disso convenceu, tive a impressão de que a autora ficou enrolando muito e deixou de desenvolver alguns pontos da história (ou de revisar outros). Isso seria até ser justificado se fosse uma série mas, pelo final, não acho que teria sentido fazer isso. Por isso nota 6,5não gostei, mas dei meio ponto por que achei o mote criativo. E por que a autora tentou não tentou me fazer engolir esse negócio de “morrer por amor”.

E o que acharam? Topariam ler uma história que aborda um "clássico" de maneira diferente? Comentem!


A mão esquerda de Deus – Paul Hoffman

segunda-feira, outubro 24, 2011 2 Comments A+ a-

                Sabe aqueles livros que você quer ler apenas pela capa? ‘A mão esquerda de Deus’ foi um desses livros para mim. Quando ganhei um sorteio no twitter da Editora Suma poderia escolher qualquer livro do acervo da Editora (incluindo Escuridão que quero ler a tempos) mas escolhi esse apenas pela capa ma-ra-vi-lho-sa.
                Mas qual é a história mesmo?

                Thomas Cale é um menino de mais ou menos 15 anos – ninguém sabe ao certo sua idade – que vive no ‘Santuário’, um local para onde há cerca de 10 mil meninos órfãos que são ‘treinados’ para serem guerreiros, em nome do Grande Redentor enforcado. Os redentores, com suas batinas negras e ares de seriedade, tratam os garotos com extrema crueldade e são piores ainda com Cale (embora esse não saiba o porquê disso).
                A vida de Cale no ‘Santuário’ não é nada fácil mas segue um padrão previsível, de surras e aulas sobre estratégia militar com o Redentor Bosco (Lorde da Guerra), quando algo acontece.  Seu amigo Henri acha uma porta e a partir daí ocorrem vários fatos atípicos que vão resultar da fuga dos 3 garotos (Cale, Heri e Kleist, esse ultimo ainda não citado) do Santuário e, conseqüentemente, no inicio da aventura.

                O livro se passa em passado/presente/futuro alternativo pois, apesar de ter vários elementos que dão a entender que seja um livro do período da ‘Idade Média’ há outros tantos que diferem, de forma que não se sabe ao certo qual é o período do livro. Para começar vemos os Redentores, espécie de padres, adorando a figura de um Redentor Enforcado (Especulando: Judas?), citando a bíblia e agindo como os padres da idade média fariam. Temos também um ‘Marechal’ que governa boa parte do mundo, com seus exércitos de fortes guerreiros e armaduras brilhantes, o que lembra um pouco a dominação dos romanos – mas não é a mesma coisa.
Enfim, Paul Hoffman criou seu próprio universo, mas ainda não terminou de explicá-lo. Isso por que o livro é o primeiro de uma trilogia, que promete ser muito interessante – pelo menos para os fãs de trajetórias épicas. A maneira prolixa do autor me fez lembrar do mestre Tolkien mas isso se deve, principalmente, ao fato de eu não ser uma leitora fervorosa desse tipo de épico e esse ser o único autor que eu tenho para comparar. Porque ‘A mão esquerda...’ não tem elfos ou seres fantásticos, como também é muito mais ‘sem-fé’.  Mas que eu me lembrei do ‘Passolargo’ quando vi ‘IddrisPukke’, ah, lembrei.

Os personagens são meio ambíguos, sempre relutando em fazer uma boa ação, o que os torna ainda mais interessante. Tanto Cale e seus ‘amigos’, até as heroínas Riba e Arbell, passando por vilões e mocinhos de todas as espécies, todos os personagens desse livro recebem contornos que os tornam únicos, foram muito bem criados. É impossível ler sobre eles e não imaginá-los perfeitamente, como se fosse um filme, a narrativa toda é construída dessa maneira cinematográfica, o que é outro ponto positivo.
Apesar de ser um livro sobre crianças, não é um livro para crianças e talvez nem mesmo para jovens, por conta da narrativa lenta e descritiva – e de algumas ações do livro. Indico para os que gostam desses livros que unem profecias, guerras, paixões e personagens interessantes. Ou seja, para quem gosta de um bom épico e não liga muito para o estilo meio lento que esses livros tem.

Meu único parêntese nesse livro é sobre uma atitude de Cale no final do livro. É algo tão sem-sentido e sem ter a ver com personagem que me fez refletir se Cale não é de fato aquilo que teme/finge não ser: um herói. Veremos nos próximos livros.
Nota 8 – o livro é mais que bom mas dei essa nota por que, apesar do bom inicio, trata-se de uma trilogia e quero aguardar para ver como Hoffman vai desenvolver sua história nos próximos livros.

O que acham de livros épicos? Acompanhariam essa trilogia? Comentem! 

Filme: Os tres mosqueteiros (2011)

sexta-feira, outubro 21, 2011 5 Comments A+ a-

                Athos, Portos e Aramis são conhecidos desde que um tal de Dumas resolveu escrever sobre eles. Desde então eles já receberam milhares de histórias, citações e referências no cinema e também na literatura.
                Por isso não me animei muito quando ouvi dizer que iria sair outro filme dos três mosqueteiros. Mas então tive a oportunidade de ver o trailer – quando fui assistir “A hora do espanto” – e decidi que iria assistir essa versão na telona. Parecia uma boa aventura, ideal para o cinema.
                E eu não estava enganada. O filme é ideal para assistir no cinema e, embora o 3D não tenha sido um grande diferencial, também valeu a pena em alguns momentos.

                Um ano após fracassar em uma missão, os 3 mosqueteiros não guerreiam mais, tendo cada um escolhido um outro caminho, em comum apenas o fato de morarem juntos (e de beberem bastante vinho). O jovem Dartanhan sai de sua casa no interior com o sonho de ser um dos mosqueteiros mas mal reconhece como heróis os homens que vê diante de si.
                Quando uma trama, que irá causar a guerra entre França e Inglaterra, é armada, cabe aos 4 homens salvar “o mundo” e eles partem para a aventura.
                Por incrível que pareça (ou não) gostei mais dos vilões desse filme. Orlando Bloom está irresistível como Buckingham e Milla Jovovich mostra que você pode tirar a atriz do "Resident Evil" mas não tira o "Resident Evil" da atriz: As cenas de luta e acrobacias em slow motion, continuam até nesse filme de época.  Ambos fazem o “Casal do mal” e despertam a simpatia, apesar da maldade.


                Os 3 mosqueteiros em si, também não são muito ruins. No começo me irritei com Dartanhan mas depois acabei torcendo por ele, é um herói bem tipico mas a gente supera. Quase não conheci o bonitão Matthew Macfadyen (do filme Orgulho e Preconceito, lembram?) como Athos, mas aqueles olhos azuis continuam maravilhosos. Portos é o mais engraçado, com seu jeito meio fútil e grandalhão e Aramis é o personagem misterioso do trio, igualmente intelectual e guerreiro.  Infelizmente, nenhum deles é muito carismático mas são razoáveis no conjunto.

                A história também é bem divertida, com cenas de ação e tramas típicas da época. Só mesmo um Rei muito inseguro para dar um banquete com o intuito de descobrir se a esposa o traía e Luis é realmente ingênuo quando não percebe as más intenções do cardeal. Mas ele é mais um alivio cômico da história, que já tem vários deles, então não entra muito a inteligência nesse tipo de personagem.
                O final ficou um pouco aberto, ouvi dizer que é por que querem fazer uma trilogia com essa história. Acho uma boa idéia, “Os 3 mosqueteiros” pode ser um mote tão bom como qualquer outro e a história foi muito bem construída, bem simples e fácil de agradar.

                Indico a todos que gostam dessas histórias de capa e espada e também para aqueles que gostam de filmes da Disney. Não sei se o filme é dessa produtora, mas é o tipo de história que a Disney produziria: Com heróis, humor, vilões maniqueístas e final feliz. Os 3 mosqueteiros provavelmente vai agradar a todos os tipos de públicos e, mesmo que não entre para os meus favoritos, me agradou. Nota 8 – bom filme.

p.s.: Não li o livro mas, pelo o que li no Wikipédia, a primeira parte do livro é bem parecida com o filme.

E o que acharam? Acompanhariam essa nova franquia? Comentem! 

Filme: A hora do Espanto (Fright Night) 2011

segunda-feira, outubro 17, 2011 3 Comments A+ a-

             Esse filme conta a história do jovem Charley Brewster , completamente apaixonado por sua namorada Amy e pouco disposto a voltar a sua obsessão por filmes de terror, que ele e seu amigo Ed cultivavam.
            A primeira cena do filme mostra uma cidade no meio do nada, cheia de casas uma muito perto da outra. Ela parece pouco natural ali, isolado no meio de um deserto que depois descobrimos, fica em Nevada.
Conhecemos uma cidade perto de Las Vegas em que a maioria das pessoas dorme durante o dia e trabalha durante a noite, o que é genial para esconder um ser que não pode sair durante o dia.

            Quando Charley conhece seu novo vizinho, Jerry Dandridge, nem imagina que ele possa ser um sobrenatural, mesmo ex-melhor amigo Ed insistindo em dizer o contrário. Mas então Ed desaparece e Charley descobre que o amigo possa estar certo: Jerry é um vampiro!
            Esse filme é um remake de um clássico Cult da década de 80, então você já pode imaginar o que vai ver. Não assisti a versão original, mas o remake é bem trash, repleto de cenas WTF e sangue escorrendo de maneira absurda.

             Jerry, o vampiro, (isso por si só já soa ridículo) é o tipico ser da sua espécie - Não suporta luz, crucifixos e sua aparência real é bem mais assustadora do que seu rosto atraente deixa a demonstrar. Aliás, eu preciso comentar: O que é Colin Farrell como vampiro, gente? Os meninos que estão lendo a resenha que me desculpem, mas provavelmente vou deixar escapar comentários sobre isso ao longo do texto. Então, Charley já está desconfiado que Jerry possa ser um vampiro, mas quando esse começa a dar em cima de sua mãe ele se preocupa que o mesmo possa ser convidado a entrar na casa (o que pode fazer com que todos sejam mortos) e vai procurar o “Caçador de vampiros” Peter Vincent, o ilusionista que protagoniza um show em Las Vegas - o chamado “A hora do espanto”.


                Acontece que Vincent (imagem acima) é um covarde e beberrão, que serve de pouco ajuda. Resta então a Charley defender sua mãe e sua namorada Amy sozinho. Mas será que ele vai conseguir???

                 Devo confessar que foi bem divertido assistir a esse filme. A abordagem “clássica” dos vampiros é sempre um alivio com tudo o que está sendo lançado recentemente, e – além disso – as cenas tem um tom de comédia fortíssimo. É impossível não dar risada com o maniqueísmo de Jerry e a nerdice de Charley. Até as mortes são engraçadas, apesar do sangue jorrar bastante em 3D não houve nenhuma cena que me desse medo no filme, aliás, acho que foi esse mesmo o objetivo: Fazer um terror/comédia, aqueles filmes que eram tão populares nas há alguns anos. Falando em 3D, achei meio inútil os efeitos, assistir em 2D vai ser praticamente a mesma coisa, então não gaste dinheiro a mais com isso.
                   
                  Amy é a típica mocinha de filmes antigos, loira e indefesa enquanto que Jerry é o típico vilão. Engraçado que, enquanto Charley (o mocinho) hesita em tirar a virgindade da mocinha, Jerry não tem esse pudor: Seria isso uma critica sutil a promiscuidade? Ou apenas um reflexo de uma visão da década de 80, que o roteiro adaptado não conseguiu esconder? Como eu disse, não assisti a versão original, então não posso afirmar isso com certeza. 

Cruzes e alho pela casa, para se defender do vampiro mau.

                   Só posso dizer que, para os fãs do gênero, “A hora do espanto” é um achado. Até as falhas no roteiro podem ser justificadas por essa abordagem meio antiga, a falta de explicações para algumas cenas podem ter acontecido de propósito, para dar mais um ar de comédia. Então não importa que Vincent não sabia onde Jerry morava, o importante é que ele chegue lá.  
                   Infelizmente esse estilo de filme não foi sucesso e não é agora que vai se tornar: Fui assisti-lo na estréia e a sala de cinema estava vazia, só alguns poucos casais aqui e ali.

                     Apesar disso, se você quiser um filme de “terror” leve e superficial, “A hora do espanto” traz isso de sobra e é ótimo para assistir (e rir) com os amigos. Nota 7,5 – o filme é razoável, mas esse meio ponto foi pelo maravilhoso Jerry, para quem torci até o fim. Pelo menos consegui escrever a resenha sem ficar falando nele o tempo todo rs.

E vocês: Assistiriam o filme? Já assistiram? Comentem! 


Resenha do livro "Identidade Roubada" - Chevy Stevens (estréia da nova resenhista)

sexta-feira, outubro 14, 2011 7 Comments A+ a-

Olá a todos! 
Hoje vou postar para vocês a primeira resenha da "Dessa Porto", que vai fazer parte da equipe do Miss Carbono (sim, antes era só eu, agora quero montar uma equipe rs). 
Por enquanto essas postagens da Dessa vão ser esporádicas mas, sempre que o posto for dela, vou colocar lá em cima entre parentes algo que indique isso (ainda não sei o que). 
Então, espero que recebam nossa colunista com simpatia e dê opiniões sinceras para que a escrita dela possa melhorar, ok? 
*****

Instigante, envolvente e emocionante são as palavras-chave para descrever a história de Annie O'Sullivan, que teve sua vida completamente transformada após receber a visita de um possível comprador para seu imóvel, que mais tarde se tornaria a pessoa que arruinaria toda a sua vida.
  Sequestrada, mantida em cárcere privado sobre um cubículo de metal (chamaram isso de chalé, e eu ri amargamente), impossibilitada de fugir ou sequer ver a luz do sol, ela se vê obrigada a fazer todas as vontades do seu chamado "Maníaco", das mais estranhas como ter horários para ir ao banheiro e ler pra ele todas as noites, tirando as perversões sexuais que ele também impunha. 
  Acreditando ser impossível um dia se ver longe deste inferno, ela começa a se aproximar e do seu agressor, e descobrir sentimentos que a fazem se importar e se preocupar com o mesmo. (Síndrome de Estocolmo**)
 Após conseguir escapar ela se vê diante de um novo mundo, mediante a uma nova adaptação, assumindo uma postura totalmente diferente em relação não somente à sociedade, mas também às pessoas das quais ela confiava, como a mãe, o namorado Luke, e Christina sua melhor amiga e também sua concorrente no mercado imobiliário.
  Mas o desenrolar do livro se dá pela investigação sobre o sequestro, em que TODOS são suspeitos em potencial. Não me pergunte como. Leia!
  Sendo narrado por nossa (hilária) heroína em 26 sessões de terapia (totalmente um divã), ela descreve o eixo central entre drama-superação com muito bom humor e ironia.

 Tudo bem, passamos agora da parte técnica, para o que realmente interessa: Depois de ler esse livro, você nunca mais vai chamar alguém de "paranoica" da mesma forma.  MESMO! Imagina você ter como única 'pessoa' em que confia piamente uma cadela, e ter como lugar preferido para dormir o closet. É bem por aí...
 Se bem que, a parte interessante mesmo é quando ela troca o frio armário pelo ardente ........ (NO SPOILER) Hahaha!
 Quando eu digo que é emocionante, é porque ele é realmente emocionante. Eu me via no lugar dela, e prendia a respiração igualmente.
 Dentre todas as situações que ela viveu no chalé, teve uma em especial, da qual a livraria do trauma e a faria a acreditar no " o melhor está por vir". Mas não foi bem assim...

Se quer um livro que realmente te transporte para as páginas, e você se sinta viva nele, Identidade Roubada é o indicado.
 Sinceramente, não é à toa que entrou na lista de mais vendidos do The New York Times e foi finalista dos conceituados prêmios Arthur Ellis e International Thriller of the Year.

  Muito bom e recomendado. Tem que ter nota??? ** Nota 8

PS: Embora tenha um filme com o mesmo nome, a história não tem nada a ver.


"Dessa Porto é estudante de Psicologia, taurina, toca violão e escreve nas horas vagas. Viciada em Law & Order e apaixonada por Olivia Benson"                           



Eai pessoal, o que acharam da resenha? Eu gostei bastante e vocês? Comentem!!!

[LISTA] 5 livros para conhecer Nora Roberts

segunda-feira, outubro 10, 2011 16 Comments A+ a-

        Olá!

       Não sei se vocês sabem, mas hoje, dia 10 de novembro, Nora *Diva* Roberts faz aniversário! (Não queiram saber a idade, já é uma senhorinha a nossa querida escritora).
Bom, não é segredo para ninguém que eu sou fã da escrita da Nora, já falei sobre isso várias vezes aqui no blog. Mas nem todos conhecem a autora e, sempre que falo dela tem aqueles que comentam que gostariam de ler, mas não sabem por onde começar (nem eu saberia, afinal essa mulher escreve sem parar).
                Pois é, o que começou com uma sugestão da Carissinha (faz muito tempo, acho que nem ela lembra rss) agora se torna uma post! TODOS COMEMORA.

                Então, no dia do aniversário da Nora Roberts eu elegi – de maneira completamente parcial e sem critérios – os 5 livros por onde se deve começar, se quiser conhecer a autora. Ah, a imagem ao lado tirei lá do Adoro Romances.

Let’s Go!


5. Os Donovan (Legado dos Donovan).

Essa é uma trilogia, também publicada no formato banca, que conta a história de 3 primos, todos com ‘dons sobrenaturais’. Vale a pena ler por mostrar que titia Nora já escrevia histórias sobrenaturais antes dela serem esse sucesso todo. O livro mescla muito bem romance e paranormalidade e merece esse quinto lugar.








4. Os MacGregor
Praticamente o primeiro livro sobre o fascinante clã MacGregor, o livro tem duas histórias (olha eu trapaceando rs): A primeira conta o relacionamento de Serena e Justin e a segunda, a história do irmão de Serena, Caine, e a irmã de Justin , Diana Blade.
Entra para lista, por que essa é uma das séries mais ‘famosas’ da autora, do tempo em que era publicada em romances de banca.







3. Trilogia da Gratidão
Nora Roberts também é conhecida pelas trilogias – histórias narradas ao longo de 3 livros (obviamente) que tem, a cada livro, dois personagens principais diferentes sendo que, enquanto esses personagens principais se apaixonam, mais um pouco do mote do livro é narrado.
Não li muitas trilogias da Nora mas elegi minha favorita, que é a trilogia da Gratidão. O livro conta a história dos 3 irmãos Quinn que, após a morte do pai, tem que cuidar de seu irmão mais novo, Seth. Todos os irmãos foram adotados e tem passados muito tristes mas voltam para a casa em que foram criados, em Maryland (acho) e tem que voltar a conviver uns com os outros.
Só mesmo Nora Roberts para pegar uma história que tem tudo para ser um dramalhão e transformar em livros leves e divertidos, que não te fazem chorar e sim sorrir. Por isso é meu terceiro lugar.



2. Nudez Mortal
E, para mostrar que Nora Roberts também sabe escrever histórias que misturam romance e investigação, indico o primeiro livro da série Mortal.  Nele vemos a tenente Eve Dallas investigando um serial killer perigoso, ao mesmo tempo em que tenta não se apaixonar por Roarke. Meninas: Se vocês gostam de homens misteriosos, ricos, lindos e maravilhosos vão se tornar fã de Roarke!
Mais sobre o livro aqui.






1. Doce Vingança
Aaaah, primeiro lugar! Doce Vingança, que não tem nada a ver com o filme homônimo, conta a história da jovem Adrienne, uma princesa que cresceu testemunhando o desprezo com que seu pai, um árabe preconceituoso, direcionava à sua mãe, uma ex-estrela de cinema. O livro é dividido em três partes (que não lembro de cabeça) cada uma contando uma parte da história de Adrienne, inclusive o momento em que ela encontra Philip Chamberlain – um homem charmoso e misterioso.
Se pudesse indicar somente um livro para os que querem conhecer a autora seria esse. Primeiro por que é uma história que se “fecha em si mesma”, não tem série, trilogia ou continuação. Segundo por que esse livro mostra o melhor da autora, mesclando paixão, roubo e vingança. Achei o final um pouco melancólico, o que difere de outras as histórias da autora, então vale a pena conferir.



Menção Honrosa.

 A Villa.
Quase não reconheci Nora Roberts nesse livro que conta a história de 3 gerações da família Giambelli e sua vinícula ultra-famosa, respeitada entre as melhores do mundo. O livro é muito bem escrito, considero um dos melhores da autora. A narrativa é bem construída e nota-se uma evolução na escrita da autora, uma maturidade que não há em nenhum dos livros da lista acima (talvez apenas no primeiro lugar). Por que não está na lista?  Os livros da lista têm todos os elementos que me fizeram virar fã de Nora Roberts enquanto que ‘A Villa’, apesar de ser muito bom, deixa a desejar em algum desses elementos.




***
Observação: Não li nenhum dos livros que viraram filme – por isso estão fora da lista. “Pousada no fim do rio”, “Os irmãos Calhoun”, “Os irmãos Stanislaski”, “Os O’Hourley”, também não são citados pelo mesmo motivo.
Observação²: Sério, só li duas trilogias da Nora: Coração e Gratidão. E tem também as séries que comecei a ler mas não li todos, por exemplo, “Ronda Noturna”,“As estrelas de Mithra” e “Coração Irlandeses”, que não citei por esse motivo.
Obervação³: Não são necessariamente meus livros preferidos da autora e sim os que eu indicaria aos leitores de “primeira viagem”. Muitos não estão na lista simplesmente por que quis indicar o mais diversamente possível, livros com “temáticas” diferentes umas das outras.

***


É isso ai pessoal. Espero que tenham gostado desse especial que demorou muito tempo para ser escrito (ó duvida cruel!) mas que finalmente saiu do papel. Estou satisfeita com o resultado final e vocês?

Quais livros da Nora Roberts já leram? Quais se interessaram em ler? Comentem!

Filme: Qualquer gato vira-lata.

sexta-feira, outubro 07, 2011 2 Comments A+ a-


A mulher está mais agressiva na conquista, tirando o papel do homem de caçador e, por isso, estamos todos infelizes. No reino animal, o marreco não fica o resto da vida com a marreca e o homem não deveria ser diferente. Resumindo: Qualquer gato vira-lata tem a vida sexual melhor que a nossa.

São essas as afirmações que o Professor de biologia Conrado faz durante e sua aula, para a revolta das mulheres presentes, principalmente Tati, que acaba de levar um pé-na-bunda de seu namorado Marcelo.  Tati é uma estudante de Direito, mas estava no banheiro chorando quando ouviu as afirmações do Professor e, depois disso, resolve que precisa mudar sua atitude com relação aos homens e pede ajuda ao professor.

Mais cinema nacional, dessa vez uma comédia romântica, inspirada na peça teatral de Juca de Oliveira. Enquanto Tati tenta reconquistar Marcelo com as táticas que Conrado ensina, todas inspiradas no mundo animal, ela acaba se apaixonando pelo professor, um sujeito tímido mas bonitão, que vive atormentado pela ex-mulher.

O filme começa muito bem, com uma linguagem 
rápida, diálogos e situações engraçadas. Tati é uma das personagens mais sem-noção que eu já vi, completamente neurótica a respeito de relacionamentos e homens enquanto Marcelo é o típico pegador, só prestando atenção à ex quando pensa que ela não o quer mais.  Além disso, a trilha sonora do filme também é muito boa, com musicas nacionais e internacionais que dão um toque brazuca à produção.


No finalzinho, o filme perde um pouco seu jeito “rápido” e o casal principal passa por um serie de encontros e desencontros. Mesmo assim, é um prato cheio para os fãs de comédia romântica, daquelas bem levinhas, ideiais para uma tarde de sábado. Nota 7 – um filme razoável, que vale a pena assistir (se gosta do gênero). 


Nos comentários do ultimo post, percebi que tenho alguns leitores fãs de comédia romantica: Bem, o que acharam dessa? Assistiriam? Comentem!

Jacob - Jacquelyn Frank.

segunda-feira, outubro 03, 2011 4 Comments A+ a-

                                                                                         

                
 Jacob é um demônio de 700 anos, também chamado de “Defensor”, pois defende a raça dos demônios de sua própria fraqueza. Age como uma espécie de “policial”, impedindo que os outros demônios sofram a ‘Loucura da Lua’ e ‘ataquem’ os humanos do sexo oposto.
Mas o que acontece quando o próprio ‘Defensor’ parece ser vítima dessa mesma loucura?

Pausa. Tenho certeza de que todos que estão lendo a resenha até aqui estão com os olhos arregalados ou uma expressão de WTF no rosto. Bem, leitores, vocês não entenderam errado. Eu disse Demônios mesmo. Mas não é nada disso o que você estão pensando.

A explicação é que, apesar de ‘Demônio’ ser um termo todo pejorativo para os cristãos, esse termo vem de uma palavra grega bem mais antiga que a nossa religião, Daimon (ou Daemon). Para a mitologia grega, Daemons são seres que podem fazer tanto o bem quanto o mau, sem que sejam maniqueístas (isto é, nem bom e nem mau). Os gregos também conectavam esses seres aos elementos da natureza e as emoções humanas – no caso desse livro a autora os conectou aos 4 elementos – Fogo, Terra, Ar, Água. Os Daemons da mitologia grega são mais parecidos com os “Gênios” da mitologia árabe do que com os ‘Demônios’ da religião cristã.

Ok, feita as explicações, vamos voltar a história?

Quando Jacob encontra Isabella, ou só Bella para os “íntimos” logo pensa que está dominado pela loucura da Lua – por que outra razão estaria tão atraído por uma humana? – e todos também pensam o mesmo, por isso tratam de manter Jacob e Bella a distância um do outro.  Outro detalhe: Relações de demônios e humanos são um tabu extremo, pois um Demonio só ataca um humano quando está contagiado pela loucura e, quando isso acontece, ele pode destrui-los.
Bella, a heroína da história, vivia uma vida normal, porém vazia, quando conhece Jacob. Logo se vê num mundo completamente novo e conhece essa nova raça. Além disso, descobre sobre a existência dos Nightwalkers – seres noturnos que incluem vampiros, lobisomens (licantropos) e... demônios (entre outros). Ao saber que Jacob era um demônio da Terra ela reluta em se envolver, afinal, não sabiam o que poderia acontecer se ficasse juntos. Mas a atração que sentem um pelo outro é muito forte e muitas revelações são feitas, que podem mudar a sociedade dos ‘Demônios’ radicalmente.

A autora.

Comecei esse livro com um certo preconceito mas, ao longo da história, tentei manter a mente aberta  sobre esse negócio de “Demônios do bem”. Deu certo. ‘Jacob’, o primeiro de uma serie de 6 livros (5 deles publicados no Brasil) é apaixonante, não só pela riqueza do Universo criado mas também pelos personagens, pelo mistura de romance, mistério e ação. Ainda acho que a tradução pecou um pouco ao traduzir literalmente como “Demônio” o nome desses seres, ‘Daimon’ seria mais adequado, mas nem isso atrapalha o andamento do livro. Em pouco tempo se supera esse obstáculo linguístico, essa história é muito envolvente.
O livro é bem hot, bem no estilo da IAN e MidnightBreed, por exemplo. Foi publicado em formato de banca e por isso tem algumas cortadas para caber nesse formato o que é uma pena. Além do mais, a Editora que publicou os 4 primeiros livros dificilmente irá publicar o quinto (será que rola uma campanha para a Universo dos Livros publicar essa série?). 

Esses são os pontos negativos. Mesmo com tudo isso, recomendo muito esse primeiro livro e a série toda. Li antes da IAN ser lançada por aqui e viciei igualmente, tanto que comprava os livros por preços absurdos na net (eles são raros, apesar de serem de banca). Recomendo a leitura para todos que gostam de histórias mais “adultas”, com um toque de talento e sobrenatural. Nota 10 – muito bom e está entre os favoritos.