Resenha: Amante Consagrado – J.R. Ward

sexta-feira, setembro 09, 2011 9 Comments A+ a-





                                                                                                             
Alerta: Esse post contém spoiler dos livros anteriores. Se você já leu até o quinto livro (Amante Liberto) ou se não se importa com revelações sobre o enredo pode ler sem problemas. 

Clique nas imagens abaixo para ler sobre os outros livros da saga.





                                                                           
                
                                                
1-                  Amante Sombrio (capa vermelha)
2-                 Amante Eterno ( capa azul)
3-                 Amante Desperto (capa cinzenta)
4-                 Amante Revelado (capa meio metálica, a única que tem uma mulher em destaque)
            5- Amante Liberto  (capa laranja à direita) 


“Acorde Phury. Você está se matando. Pare de arranjar muletas e espalhar mentiras e olhe para si mesmo com atenção.” ( Zsadist, pág. 284)

            Na Irmandade, Phury sempre foi o cavalheiro, o bom samaritano. Aquele que separa as brigas, que faz tudo por todos e que nunca pede nada em troca. Em um desses momentos de “bondade” e benevolência Phury se oferece para ser o Primaz ao invés de Vishous, para que esse pudesse encontrar sua cara-metade. 
Phury se torna então o reprodutor Primaz da raça, aquele que vai ser responsável por gerar tanto os futuros guerreiros quanto as futuras escolhidas. Mas as coisas não estão saindo da maneira que se esperava, por que ele não faz a iniciação como esperado e leva sua Primeira Companheira, Cormia, para viver do Outro Lado (as Escolhidas vivem num mundo afastado dos demais, só tendo acesso a ele quem for autorizado pela Virgem Escriba). Phury deseja Cormia, mas não quer forçá-la a nada e, com isso vários meses se passam, sem que nada aconteça entre eles. 

Paralelo a isso há o vício de Phury. Tentado acalmar “O mago” em sua cabeça ele se tornou um viciado em ópio Fumaça Vermelha mas, nos últimos tempos essa droga não é mais suficiente.  Desde o primeiro livro da série sabemos sobre o vício de Phury mas em “Amante Liberto” a auto-destruição toma níveis preocupantes e isso só piora em “Amante Consagrado”
Entre o dever para com a raça, o amor que sente por Cormia, e o vício de drogas, Phury vai ter que tomar decisões importantes, que talvez mudem o destino da raça dos vampiros para sempre.

 PONTOS FORTES.

Cormia, como heroína da história, me surpreendeu: Achei que iria ser uma probre coitada mas ela tem momentos de decisão e, embora não entre na minha lista de shellans preferidas, gostei da maioria das atitudes dela.
Ponto positivo também foi o relacionamento de Xhex e John, que é mais explorado nesse livro. Para mim esse foi o grande ponto forte de Amante Consagrado, mal posso esperar para ler a história dos dois.
Nesse livro Revh volta a aparecer o que é sempre um ponto positivo. Falando em pessoas que voltam a aparecer, um certo guerreiro retorna de seu exílio e a cena que ocorre após a sua volta me deixou com lágrimas nos olhos.
            Blay e Qhuinn ganham mais destaque nesse livro e, apesar de já ter previsto o que iria acontecer entre eles, fiquei pasma mesmo assim. Esses personagens ganharam mais “contornos” nesse livro, o que me fez gostar mais deles.

            PONTOS FRACOS.

            Gente, eu avisei que não iria suportar a história do drogado patético Phury. Senti isso desde “Amante Liberto” e “Amante Consagrado” só aumentou minha antipatia por esse personagem.  O cara faz um voto de castidade para parecer mais puro, tem pinta de galã e salvador e quer que todos admirem sua coragem e blábláblá. Mas, quando chega a hora de Phury tomar uma atitude o que ele faz? Se tranca no quarto e fica se drogando.
            Ok, quando não está bancando o coitadinho, Phury até que  tem pontos positivos mas essas cenas são tão raras que eu tinha vontade de pular as cenas com ele. O ápice de minha irritação com Phury aconteceu no meio para o final do livro. Pensei que, finalmente, ele ia tomar uma atitude mas tudo o que fez foi ir comprar mais drogas. Patético.
            Outro ponto negativo é que os redutores voltaram dessa vez com um novo líder.  Não sei o que foi mais irritante: Ler sobre a maldade dos redutores ou sobre mimimi do Phury. Ômega contraria tudo o que a gente pensa sobre ele e aparece com uma idéia nova algo que, segundo ele, vai reequilibrar a guerra com os irmãos.  Ainda estou tentando entender no que isso vai mudar as coisas na série, então sem comentários.

           
CONCLUSÃO

            No que se refere a história do casal principal, esse é o livro mais fraco da série. Talvez seja por que não consegui me ligar aos personagens principais como deveria mas a história de Phury e Cormia não está entre as minhas favoritas. Em compensação, é um livro sobre a Irmandade então sempre vale a pena ser lido mesmo que, depois desse livro, tenha ficado ainda mais preocupada com o rumo da série. O próximo livro, Amante Vingado, tem tudo para ser uma ótima história mas com a Ward nunca se sabe. Nota 8 e votos para que “Amante Vingado” esteja na livraria o mais breve possível. Até a próxima. 

Leu a resenha? Não leu? Mesmo assim, aguardo o seu comentário. 



"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica