Resenha: Amante Liberto – J.R. Ward
Alerta: Esse post contém spoilers sobre os livros anteriores da saga. Se você já leu até “Amante Revelado” pode ler a resenha sem problemas.
Clique nas imagens abaixo para ler sobre os outros livros da saga.
1- Amante Sombrio (capa vermelha)
2- Amante Eterno ( capa azul)
3- Amante Desperto (capa cinzenta)
4- Amante Revelado (capa meio metálica, a única que tem uma mulher em destaque)
“Por que o amor, afinal, era eterno e não sujeito aos caprichos da morte”
V. observa seus irmãos com suas shellans, principalmente Butch, e se sente mal pois é algo que nunca teve. Novamente a idéia de suicídio lhe passa pela cabeça e, para piorar, suas visões não voltaram. É então que V. descobre algo sobre sua mãe biológica, que trará maiores conseqüências que ele, filho de Bloodletter, não esperava de maneira alguma.
Depois de um ferimento quase mortal, o vampiro acaba conhecendo a Dr. Jane Whitcomb, que lhe salva a vida. A postura indiferente que V. aprendeu a manter desde que era mais jovem já não se encaixa mais com aquela humana. Ele tem que estar com ela.
Pontos Fortes
V. é o grande ponto forte desse livro. Era um personagem sobre o qual eu não dava nada, mas que acabou se revelando um cara muito legal e, apesar de seus traumas do passado, em nenhum momento ele deixa isso afetar seu relacionamento com a mocinha.Ele e Jane não são um casal comum, mas, mesmo com suas posturas um pouco diferente das convencionais eu não duvidei nem por um segundo que eles eram feitos um para o outro.
Outro ponto positivo é que nesse livro não há Sr. X ou Sr. L: Os redutores não aparecem! Isso é uma vantagem por que ninguém merece ler sobre esses caras chatos.
Tem também John que, finalmente, começa a se revelar um personagem interessante e Xhex que volta a aparecer nesse livro. Outros personagens também têm certo destaque como Blay, Qhuinn e o humano Manny, amigo de Jane. O final do livro também nos deixa antever uma outra personagem, mas não vou dar spoiler aqui.
Pontos Fracos
Uma palavra: Phury. Não sei como vou agüentar ler o livro dele, já que Phury continua se mostrando um drogado patético. Desculpe quem gosta dele, mas esse livro não serviu para que minha simpatia por ele aumentasse. Tenho pena da esposa Shellan dele (que já dá para perceber quem é, nesse livro).
Outro ponto negativo é que Revhenge sumiu nessa história, assim como Phury sumiu na história passada. É aquela estratégia da autora de manter algumas histórias meio em Stand-by e só retomá-las um livro antes do livro em que esse personagem será o principal. Nada contra, mas senti falta do Revh.
Sobre o final desse livro eu não sei nem o que dizer. Queria ter uma boa conversa com a Virgem Escriba (ou com a J.R. Ward mesmo) por que foi uma situação sem precedentes e nada na mitologia da série deixava antever um acontecimento desses. Falei difícil agora rs, mas é melhor que dar spoiler.
Conclusão: O livro é um dos meus favoritos da série, chorei horrores com ele. Poderiam mudar algumas coisas, tipo o final, mas mesmo assim vale à pena. A série da Irmandade parece estar longe de terminar e a qualidade dos livros continua muito satisfatória. Amante Liberto não tem tanta ação quanto os livros anteriores, mas é uma história de amor muito bonita e diferente. Adorei.
Não sei como será o livro do Phury, já tenho ele aqui em casa mas estou enrolado para ler. A birrinha que eu tinha com o V. antes de ler “Amante Liberto” não se compara a antipatia que eu sinto pelo Phury, então o livro dele não está no topo das minhas leituras no momento.
Mas a série continua sendo uma das minhas favoritas, com certeza, com personagens complexos e histórias envolventes. Até a próxima.
TRECHO DO LIVRO
Dessa vez separei um trecho pequeno, quem quiser ler é só selecionar.
[Inicio do Trecho]
(Jane e V. estão conversando e ela pergunta a ele como consegue ler mentes)
—Ah... como exatamente você lê mentes?
—É mais ou menos como captar uma radiofreqüência. Costumava acontecer o tempo todo, independente da minha vontade.
—Costumava?
—Acho que a antena quebrou. —Uma expressão amarga aflorou em seu rosto, e ele apertou os olhos —Mas fiquei sabendo, por uma fonte confiável, que tudo vai ser consertado sozinho.
—Por que parou?
— “Por que” é sua pergunta favorita, não é?
—Sou uma cientista.
—Sei. —As palavras foram ditas de modo arrastado, como se ela tivesse acabado de dizer que estava vestindo uma lingerie sexy— Adoro sua mente.
[Fim do trecho]
(*suspiro* quero um homem que diga que adora a minha mente rs)
EXTRAS no Tumblr: FanArts dos personagens
O que achou da resenha? Já leu esse livro? Tem vontade?















