Resenha do livro Encanto Eterno – Kimberly Raye

segunda-feira, março 28, 2011 8 Comments A+ a-

Dillon Cash era o sujeito mais esquisito de Skull Creek, até ser atacado por um vampiro e se tornar em uma máquina de sexo. Agora, todas as mulheres da cidade querem tirar uma casquinha desse sexy caubói! Meg Sweeney não se conforma com as mudanças do seu amigo Dillon e quer saber como ele conseguiu mudar do dia para a noite! Afinal, se Dillon pode ser um pedaço de mau caminho, ela também quer descobrir a deusa que existe dentro dela. Meg só precisa de algumas lições...E Dillon jamais negou qualquer coisa para sua melhor amiga...
Mas ele não desconfiava que passar uma noite com Meg em sua cama o deixaria morrendo de vontade de dia viver outra vez!

            Esse é o segundo livro da série “Amor a primeira mordida”. (Você pode ler a resenha do primeiro aqui e a do terceiro aqui). Como podem ver o livro é Desejo Fuego: Isso quer dizer que são romances com cenas bem hot.
Fuego!
            Dillon é o típico nerd. Ou pelo menos era, até se transformar em vampiro e ficar, de um dia para o outro, sexy e auto-confiante. É então que acontece o famoso problema com os patinhos feios que ficam bonitos: Eles acham que tem que sair pegando todo mundo, como se quisessem provar algo para si mesmos.
            O mocinho desse livro tem esse problema. Confesso que metade de minha empolgação com a história foi embora logo de cara. Simplesmente não consegui ter uma boa imagem mental de um cara que sai de um quarto de motel, onde estava com outra, para ir dar em cima da mocinha e melhor amiga do lado de fora. Em um momento ele está com uma e depois já sai e da em cima de outra!
            Não me venham que esse papo de que se trata da natureza sensual dos vampiros. Eu amo vampiros e até poderia entender essa situação se Dillon não tivesse sido tão óbvio em suas investidas, tão direto. Sei lá, um pouco de tato é bom para qualquer um. Incluindo para um vampiro.

            Quanto a mocinha, bem, é uma outra obcecada. Quer mostrar para a cidade e para os homens que não é mais a moleca de sempre e acha que vai conseguir isso entrando numa lista. Uma espécie de “solteiros mais cobiçados” da cidade. WTF?
            Enfim, achei o enredo fraco e com pouco romantismo. Os cortes da edição brasileira também não me ajudaram a gostar desse livro, nem a ver esses dois como um bom casal. Quando leio um romance, espero um pouco de romantismo e nesse livro vi muito pouco. Além disso o amor dos personagens só convence porque se tratam de amigos que sempre se amaram. Se eles tivessem acabado de se conhecer (como foi no primeiro livro da série) sinto que iria ficar mais inacreditável ainda que pudessem amar.
            Apesar de tudo, quero ler o terceiro volume dessa série. Tenho sempre a esperança de que pode melhorar e acho sinceramente que Kimberly Raye é uma escritora razoável, ainda que seus romances sejam meio rasos. Então vou insistir mais um pouco.

            Só não acho legal essa insistência dos vampiros do livro em não transformar as parceiras em vampiro também. É a “Crepúscolização” dos romances de vampiro: As mocinhas têm que brigar para serem transformadas ¬¬. Me xinguem se quiser mas acho que vampiros não são (ou melhor, não eram) tão nobres assim.

            Minha nota para Encanto Eterno? 7,5. É um livro razoável. Nem mais nem menos.

            O que acharam? Leriam esse livro? Aceito opiniões sinceras. =D

A rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson (resenha)

sexta-feira, março 25, 2011 14 Comments A+ a-

               
               Ultimo livro da Trilogia Millennium. Depois disso finito, acabou. Nada mais de Lisbeth Salander ou Mikael Blomkvist (a não ser nas adaptações que estão pra sair).

                POR QUE?! POR QUE?! (Leiam aqui como se fossem gritos de desespero).

                Estava, ao mesmo tempo, triste e curiosa sobre o ultimo volume da série e a realidade um pouco me decepcionou e também me deixou feliz. São muitos sentimentos contraditórios mas foi assim que eu me senti ao longo das 685 páginas desse romance.
                Me decepcionou que o ultimo livro da trilogia fosse apenas um “Epílogo Maior” de A menina que brincava com fogo. O livro é a conclusão do caso Zalachenko, uma seqüência que se inicia um momento depois do final do segundo livro. Por um lado faz sentido, afinal, uma coisa é descobrir que o pai e o irmão da sua amiga estão envolvidos em todos os assassinatos do segundo livro e que essa sua amiga foi internada um hospício quando tinha 13 anos apenas para abafar o fato de que seu pai (o assassino do segundo livro) é um espião Russo.
                Outra coisa é provar essa descoberta. Quem não se perdeu com a minha explicação ai em cima percebeu que é uma história com todos os elementos de “teoria da conspiração”, digno dos principais paranóicos. Imagina a dificuldade PROVAR essa história!
                Mas ai construir um livro INTEIRINHO em cima de defesas de advogados e a caçada de Blomkvist para ter provas contra àqueles que internaram Lisbeth é um golpe baixo e tanto. Qualquer outro escritor teria escrito um Epilogo de 5 páginas (no máximo) que explicasse todo o processo e pronto. Novo livro, novo caso.
Capa

                Mas esse é Stieg Larsson amiguinhos. Um escritor incrivelmente detalhista, a ponto de citar uma pequena biografia sobre cada personagem que entra na história. O escritor que insiste em fazer umas 200 páginas de “preliminares” antes de começar, de fato a história.

                O que nos leva ao que me deixou feliz com esse ultimo livro. Esse é o Stieg Larsson, em seu ultimo livro. O criador de personagens incríveis e reviravoltas de arrancar os cabelos (vide A menina que brincava com fogo). Então, enquanto os outros escritores estariam lá fazendo seu Epilogo de 5 páginas, esse gênio escreve um livro enooooorme e nós lemos, na maior felicidade. Porque, se ele demora 200 páginas para começar a história, depois que ela começa você mal consegue fechar o livro. A investigação é muito interessante, mesmo não havendo nenhum grande mistério no ar. E me vi prendendo um pouco o fôlego no final, torcendo pelos meus personagens favoritos e para dar tudo certo, mesmo já desconfiando que sim, daria tudo certo.
                Mas não custa torcer, não é?

                Vamos aos personagens. Nesse ultimo livro, Mikael continua o mesmo sujeito irresistível de sempre, pegador e infiel. Ao mesmo tempo, também está em sua melhor forma, não forma física, mas como investigador. Contando, ao mesmo tempo, com a sorte e com a astúcia ele consegue “pegar todos os bandidos”. E, ainda, tem tempo de engatar um novo romance que, dessa vez, parece ser sério MESMO.
                Lisbeth começou o livro meio fechada e pensamos que ela regrediu tudo. Também, não é todo dia que você leva um tiro na cabeça, eu entendo. Mas conforme os fatos vão se desenrolando dá pra perceber que a ‘evolução’ dos outros livros ainda está lá, embora ela tenha se fechado um pouco mais. Nesse livro Lisbeth faz duas coisas surpreendentes, que não combinam com aquela Salander do primeiro livro. A primeira é ajudar uma mulher que odeia. A segunda é poupar a vida de um assassino, um homem que não amava as mulheres.
                A “garota com a tatuagem de dragão” finalmente cresceu.

                O triste é que, como Salander mesmo diz, esse é só o principio. Ela ainda tem o “resto de sua vida”. Isso seria ótimo em outras circunstancias mas alguém ai se lembra que o Stieg Larsson morreu? Acho que nunca senti tanto a morte de um escritor. Stieg não teve a chance de terminar sua saga, nem de finalizar a saga de seus personagens. As perguntas em aberto nesse ultimo livro provavelmente nunca serão respondidas*. E o que era para ser uma série de 10 livros torna-se uma trilogia.

                Não deixo de pensar no que teria acontecido com os personagens se Larsson tivesse tido tempo. Eu, como uma romântica assumida (pelo menos em livros/filmes) imagino que, no final de tudo, Blomkvist e Salander finalmente se acertariam. Se não como um casal, pelo menos como grandes amigos.
                O final de “A rainha do castelo de ar” parece confirmar essas minhas esperanças. Os personagens que passaram dois livros inteiros se “estranhando”, finalmente tornam-se a se ver em circunstancias normais. 
               É óbvio que eu vou terminar essa resenha com os dois últimos parágrafos dessa trilogia fantástica. Vou colocar na cor branca por que ai quem quiser seleciona e lê.
                Mais uma vez é um pensamento de Lisbeth Salander.
                “Ela de repente se decidiu. Bobagem fazer de conta que ele não existia. Vê-lo já não doía mais.
                Abriu a porta e tornou a acolhê-lo em sua vida.”
               
             
                   Adeus, Millennium.   



                E ai, o que acharam da resenha? Será que acontece ou não uma continuação? Quero ver os palpites. =D


               
                

Meme: Leitor Consciente

quarta-feira, março 23, 2011 6 Comments A+ a-


Regra: Link de quem você recebeu o meme.
Como o meme começa aqui e no Leituras Vida & Paixões, link-nos.
O blog que me indicou foi o Silêncio que eu to lendo.

1° Por que entre tantas atividades você prefere ler?
R. Por que a leitura é uma maneira de conhecer novos lugares, pessoas e pensamentos.

2° Por que gosta de ler livros físicos (na era na internet muitos lêem por ela)?
R Para que eu possa tocar o livro, abraçá-lo, jogá-lo longe, virar as páginas, sentir a textura da capa... Agora me pergunta se eu posso fazer tudo isso com um iPad 2. O livro nunca será substituído. (mas eu aceito o iPad se alguém quiser me dar, viu? Kkkk)

3° Por que comprar livros (poucos usam as bibliotecas ultimamente)?
R. Estou lendo bastante na biblioteca ultimamente, mas na maioria das vezes prefiro comprar os livros mesmo. É uma sensação inesplicavél ter aquele livro que você tanto gosta ao alcance das mãos, pronto para uma releitura a qualquer momento.

4° De onde vem seu incentivo de leitura, os blogs literários tem alguma influência nele?
R. Minha mãe ama ler o jornal e meu pai, quando mais jovens, era um leitor compulsivo de gibis. Então fui incentivada tanto pelo exemplo quanto pelos livros que meu pai trazia para eu e minha irmã lermos.
            Quanto aos blogs literários, eles me ajudam a ter uma primeira impressão sobre um livro. Se for um autor que eu nunca ouvi falar antes, leio a opinião de alguns blogueiros para saber se vale a pena a compra ou não. As vezes, a resenha de um livro que eu já li me ajuda a ter uma opinião diferente sobre o mesmo livro. É como discutir aquele livro preferido com um amigo. Por isso gosto tanto de visitar blogs literários.

5° Você lê o que está na moda ou segue algum escritor que te agrada?
R.Tenho muitos escritores favoritos e tento acompanhar todos eles. Por isso, é mais fácil eu comprar o novo livro da Nora Roberts do que um lançamento de um autor que eu nunca ouvi falar.
Mas tem exceções, claro. Gosto de saber e conhecer os livros de que as pessoas falam. Já li vários livros só por que eram muito comentados, tipo O código da Vinci.

6° Ler um livro atrás do outro faz bem?
R. Depende. Se o ultimo livro lido foi muito bom, não gosto de ler outro imediatamente. Fico um tempo pensando na história (normalmente um dia rs), nos personagens, no desfecho. Acho legal dar um tempo.
Mas se for um livro muito ruim ou morno então o segredo e emendar outro rápido para não desanimar da leitura =P

7º Indique Blogs amigos para responder o Meme e avise-os.
 Posso fazer diferente? Indico todos os blogs parceiros. =)




 E por hoje é só, pessoal. Sexta-feira tem mais resenha literária. 

Resenha do livro Amante Desperto - J.R. Ward

segunda-feira, março 21, 2011 11 Comments A+ a-


ATENÇÃO: Esse post contém spoillers do 2°livro da série e alguns spoillers leves do terceiro. Se ainda não leu nenhum, leia a resenha de Amante Sombrio, que é quase uma introdução da série. Se já leu Amante Eterno leia a resenha abaixo sem problemas. Prometo não contar nenhum segredo inconfessável. Xd

Segundo Livro
Clique nas imagens para acessar as resenhas.
Primeiro Livro  
          
Esse post é sobre o terceiro livro da série da Irmandade das Adagas Negras. Para saber minha opinião sobre os outros livros da série, clique nas imagens acima.


Zsadist é o mais letal membro da Irmandade. Soturno e ameaçador, desperta desconfiança até de seus irmãos, pois parece sentir prazer em matar. Mas ele fica ainda pior do seqüestro de Bella, uma vampira seqüestrada pelos redutores. Todos acreditam que Bella está morta, menos Z. (e nós, leitores, que já sabemos que eles são o casal principal rs).
Mês após mês ele tortura e mata todos os redutores que encontra até ter noticias do cativeiro de Bella, de onde ele a resgata. O terceiro livro da Irmandade fala sobre a dor e a perda; será possível superar um sofrimento?
Capa do livro.


Ponto Forte

É o livro da série mais bem desenvolvido. Não só temos mais ação como também já dá pra perceber algumas peças sendo ‘jogadas’ para uma possível continuação: Aparecem mais personagens, há vilões fixos e alguns novos mistérios. Entre os personagens novos tenho que citar Rehvenge, irmão de Bella e candidato a novo personagem misterioso. Só pela descrição dele já “virei fã”: Cabelo moicano, ternos caros, tatuagens e anda com uma bengala, tal qual meu personagem de séries favorito (House). Aiaiai
Outra coisa legal é que Marissa finalmente apareceu de novo na história! Mal vejo a hora para ler “Amante Revelado”. Torço muito para esse casal dar certo. Descobri também que o V. é um charme, apesar de ser meio gay as vezes. Na verdade, achei o Phury mais gay que o V. Nem me perguntem por que, que eu não vou dizer.
O final do livro também é fofinho e merece estar entre os pontos fortes do livro.

Pontos Fracos
 Ok, eu já sabia que o Z. era um personagem problemático. Mas ele extrapolou o nível da baixa-estima nessa história! Confesso que achei ele uma graça nas cenas em que ele demonstra sua “inocência” com as mulheres e que achei linda a maneira como ele trata a Bella, no começo. Mas depois ele faz uma coisa que eu achei imperdoável. Uma coisa é você se achar um traste. Outra é você agir como um traste, rejeitando a mulher que te ama. E tudo por causa de traumas do passado!
Fora isso tem os eternos redutores que nesse livro me irritaram, como sempre. Até o Ômega, mesmo sendo o Mal e tudo mais, é mais divertido que os redutores. Ô povinho sem brilho! O Phury também, uma chatice só.Talvez devesse ser chamado de Santo Phury, porque... Francamente, as vezes eu gosto dele mas logo passa e eu perco a paciência com esse ar de Madre Teresa que ele sempre tem.
Outro ponto fraco para mim foi o que aconteceu com o Thor. Achei muito triste, porque sempre gostei muito dele e da mulher dele, Wellsie. =/ (nessa parte do livro eu chorei)

Conclusão: O livro é melhor trabalhado, mais “completo” e deixa um gostinho de quero mais pelos outros. Amante Desperto pode ser considerado a obra-prima da série até agora, com direitos a cenas épicas
Mas não chega ser o meu preferido. Esperava mais do Z. e, confesso, ainda prefiro o Rhage. É uma pena que ele não aparece mais nesse livro.
De qualquer maneira, ainda sou fã dos vampirões. Mal posso esperar para ler o próximo.


TRECHO DO LIVRO 

(Bella pede pra dormir com Z., alegando que está ainda traumatizada com o seqüestro. Mas ele reluta, como sempre. Nessa parte eles estão no quarto de Z.)
Quem quiser ler é só selecionar o espaço em branco. Não quero dar spoiller p ninguém xD.
Enquanto se aproximava, desejou rodeá-lo com seus braços, e ele se esticou, como se pudesse lhe ler a mente. Deus, sabia que não gostava que o tocassem, tinha aprendido da pior maneira. Mas de todas as formas queria aproximar-se dele.Por favor, me olhe, pensou.
Quando estava aponto de pedir, notou que usava algo ao redor de seu pescoço.— Meu colar. — sussurrou — Usa meu colar.Esticou a mão, mas ele se inclinou para trás. Com um movimento rápido tirou a frágil corrente de ouro com seus pequenos diamantes e o depositou em sua mão.— Aqui o tem. Devolvo-lhe.Ela baixou o olhar. Diamantes puros. Da Tiffany. Tinha-os usado durante anos… Sua jóia favorita. Tinha sido uma parte dela, sempre se sentia nua se não os colocasse. Agora, os frágeis elos pareciam totalmente alheios a ela.Estava quente, pensou, tocando um diamante. Esquentado por sua pele.— Quero que fique com ele. — resmungou ela.— Não.— Mas...— Chega de bate-papo. Deite na cama ou saia daqui.Guardou o colar no bolso do roupão e o olhou. Seus olhos estavam fixos no chão, e quando respirava as argolas de seus mamilos capturavam a luz.Olhe-me, pensou ela.
Como não o fez, deitou-se na cama. Quando ele se inclinou, moveu-se para lhe deixar um lugar, mas tudo o que ele fez foi cobri-la e então voltou para esquina, ao colchonete no chão.Bela olhou o teto durante uns poucos minutos. Então, agarrou um travesseiro, saiu da cama e foi atrás dele.— O que está fazendo? — sua voz se elevou. Alarmada.Soltou o travesseiro e se deitou, no chão atrás de seu grande corpo. Seu aroma era agora muito mais forte, cheirando a folhas e destilando poder masculino. Procurando seu calor, aproximou-se pouco a pouco até que apoiou a testa na parte de trás de seu braço. Era tão sólido, como um muro de pedra, mas era quente, e o corpo dela relaxou. Perto dele, era capaz de sentir o peso de seus ossos, o duro chão embaixo ela, o ar do quarto que trazia o calor. Através de sua presença, conectou-se de novo ao mundo que a rodeava.Mais. Mais perto.Moveu-se até ficar grudada a seu lado, do peito até os pés.Ele se moveu com uma sacudida, retrocedendo até ficar junto à parede.— Desculpa. — murmurou, aproximando-se dele de novo — Necessito isto de você. Meu corpo precisa — de você — de algo quente.Abruptamente, ele se levantou de um salto.Oh, não. Ia enxotá-la…
— Vamos. — disse ele bruscamente — Vamos para cama. Não posso suportar a idéia de que esteja no chão.
FIM DO TRECHO
 (aqui ele ainda dá fofinho mas depois... ¬¬)

Não queria colocar um pedaço tão grande mas faz parte. O QUE ACHARAM? Seu comentário é muito importante!

Me ame como sou! – Lori Foster.

sexta-feira, março 18, 2011 8 Comments A+ a-


                Quando achei esse livro no sebo peguei na hora, depois de checar o verso para ver se eu já tinha lido a história. Tudo por causa da autora. Lori Foster pode não ser brilhante mas seus livros são hot, suas tramas são bem escritas e os personagens são pouco convencionais. E isso acontece SEMPRE, a não ser que algum tradutor ou editor sejam bem ruins (daí cortam alguns pedaços, ou traduzem de maneira irritante...).

                Enfim, é uma escritora que não oscila muito, tem livros que sempre valem a pena ler, principalmente quando tudo o que você quer é deitar na sua cama, abrir seu livrinho e esquecer da vida.

Essa é a feia capa do livro no Brasil.

                Nesse caso não foi diferente. O livro começa com o mocinho Pete Watson, chegando em casa com sua vizinha Cassidy McClannahan, com quem trabalha e que conhece a 11 meses. Por alguma razão ele começa a pensar no fato de nunca haverem feito sexo e, quase em sequencia, começa a reparar nela como mulher. Mas, para seu desespero, ela aparenta não estar nem ai para ele, o trata como um irmão. E Pete começa a ficar louco de desejo por aquela mulher pouco vaidosa, que prefere moletons e roupas esportes a vestidos.

                O que ele não sabe, pelo menos não no começo do livro, é que ela também o deseja. Muito. Chega até a ser engraçado quando eles se beijam pela primeira vez por que é Cass quem pula em cima dele enquanto Pete faz a parte feminina, tentando ir mais devagar.

                O titulo do livro, apesar de não ter nada a ver com o original, se refere a predileção de Cass por homens de terno, reponsaveis, executivos e a de Pete por mulheres femininas, delicadas, vaidosas. Mas ambos são o oposto dessa descrição. Pete odeia ternos, trabalha com esporte então é mais bermuda e camiseta do que qualquer outra coisa. Cass também trabalha com esporte e, como eu comentei mas acima, não é muito ligada em batom, maquiagem, vestidos... O argumento é que não tem tempo.

                No entanto eles já se conhecem a um ano e dessa amizade surgem sentimentos mais profundos. É legal ver que, ao menos dessa vez, os opostos não se atraíram e sim os iguais.

                Muito bom, hot e divertida. Salvou minha manhã de sábado. Nota 8,5.

TRECHO DO LIVRO
(eles estão tomando café na casa dela. Quem começa falando é Pete)
- Se eu beijasse você...
Ela arregalou os olhos.
- Você vai me beijar?
O choque a deixou com uma expressão quase cômica no rosto.
- Se eu a beijasse, o que você faria?
Cassidy entreabriu os lábioss duas vezes antes de conseguir responder num sussurro:
- Eu não sei.

FIM DO TRECHO.

Não sabe, né, safadeenha? kkkkkk


                                       Eai, o que acharam do livro? Comentem =D

Novidades (Sorteio e Parceria)

quarta-feira, março 16, 2011 8 Comments A+ a-

               
                Esse é um post raríssimo no blog. Não gosto muito de escrever sobre assuntos paralelos, mas às vezes é muito necessário. E é legal também usar um espaço para agradecer algumas pessoas.

                Para começar, queria contar que fui assistir Cisne Negro, dessa vez na telona! Tudo graças ao ingresso que eu recebi da Clícia Godoy, do blog “Psiu... Silêncio que eu to lendo!”. Participei de um sorteio relâmpago e acabei ganhando o ingresso. Fui com os amigos e me diverti muito. Com certeza Cisne Negro está entre meus filmes preferidos (CLIQUE AQUI se você ainda não leu minha resenha desse filme).

                Antes de ir, tirei uma foto do ingresso, que veio junto com um bilhete muito simpático da Clícia.

Clique na Imagem para Ampliar

Obrigada mesmo!

                   Agorinha a pouco chegou um livro do Bruno, do blog Livros em Pauta, onde eu também resenho. O livro se chama "Dias Contados". Parece ser bem interessante. 
                  Em breve teremos resenha desse livro. Primeiro no Livros Em Pauta e depois aqui no Miss Carbono. Aguardem xD

Capa do livro

  
                A outra novidade diz mais respeito ao blog. Ontem, lá pela 1 da manhã, fui checar meus email e quase tive um treco.

                Recebi uma resposta da Editora Horizonte. Ela confirmou meu pedido de parceria! =D
É  a primeira Editora Parceira do blog, agora vou ter um espaço só para Editoras ali do lado.
                Para conhecer um pouco mais sobre a linha editorial da Horizonte, clique no banner abaixo.




                O legal é que, a partir dessa parceria, vou poder trazer para vocês (leitores do Miss Carbono) resenhas mais variadas e, talvez, mais sorteios!

                Falando nisso, todos já estão participando do sorteio, não é? Se não sabe do que eu estou falando clique AQUI  e participe!

                Aproveitando esse momento Institucional, quero agradecer também aos blogs que entraram em contato essa semana para solicitar parceria. Todos tem propostas muito parecidas com a do Miss Carbono e já estou seguindo-os também. Convido a vocês a darem uma olhada na coluna de parceiros para conhece-los.

                  Se você tem um blog e também quer fazer parceria conosco CLIQUE AQUI para saber como. 

                Mais uma vez obrigada aos blogs, a Editora Horizonte e Principalmente aos nossos 58 59 seguidores! Não é demagogia não, sem vocês não teria graça nenhuma postar aqui as Segundas, Quartas e Sextas! Valeu.


                Esse post está parecendo aqueles agradecimentos que os artistas fazem quando ganham o Oscar. Só falta eu agradecer a meus pais, a Deus e a Academia hauahuahaa. Mas tá valendo xD.


                Excepcionalmente hoje, por conta dessas novidades que eu queria contar, o post de quarta-feira (que normalmente é de memes e selinhos) fica para amanhã.

                Teh mais!

A professora de piano – Janice Y.K.Lee.

sexta-feira, março 04, 2011 13 Comments A+ a-

                Esse é o livro de estréia da escritora Janice Y.K. Lee e foi publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira. Janice nasceu em Hong Kong que é onde se passa o livro.

                É uma história que se passa em dois períodos. O primeiro é 1952/1953, oito anos após o fim da segunda guerra mundial. O segundo período é 1941 em diante, o que é pouco antes dos japoneses terem invadido Hong Kong.

Capa do Livro no Brasil
                O livro começa em 1952 quando a jovem Claire, recém-casada, acaba indo parar na cidade de Hong Kong. Seu marido, Martin, havia sido chamado para trabalhar no Departamento de Águas e ela o acompanhou. Antes disso, nunca havia saído da Inglaterra, sendo a vida todo cercada pelos pais opressores. Na verdade Claire só se casou para “fugir” deles.
                Depois de algum tempo conhecendo a cidade, uma amiga de Claire lhe arranja um emprego, como professora de piano. Os Chen, seus patrões, são chineses que foram criados na Inglaterra e nos Estados Unidos, portanto mais cosmopolitas e vividos do que a própria Claire. A filha deles, uma menina gorda chamada Locket não está nem um pouco interessada em piano mas tampouco Claire parece querer dar aulas.
                O período de 1941 conta como Will Truesdale, recém chegado a Hong Kong, se encontra com Trudy Lang pela primeira vez. No começo ele não a acha muito bonita mas logo está encantado e os dois não se desgrudam.
             
              O que uma história tem haver com a outra? Pouco a pouco vamos descobrindo. Claire conhece Will, agora motorista dos Chen e eles logo começam a se relacionar. Will, porém, pouco se abre, aparentando ser um homem com muitos segredos.

                Quando a guerra começa, no final de 1941, é que a história começa de verdade. Há todo o conflito desse período, a incerteza, os saques. A coleção da coroa, que desaparece durante a guerra e cujo paradeiro nunca foi descoberto, é quase um personagem desse livro, já que o destino dos personagens parece envolver a busca por esse tesouro (em 1942) e o desaparecimento deste, no outro período.
          
               Nenhum personagem é fácil de gostar. Will, com seu jeito hipócrita e falsamente corajoso no passado é tão detestável quanto a sua outra versão, mais atual, e imersa em arrependimentos. Claire é patética, deprimente e preconceituosa. Passa o livro inteiro cometendo besteira atrás de besteira, assim como Will.
                Trudy é a mais interessante. É uma personagem que no começo é divertida e fútil mas, depois que a guerra começa acaba perdendo esses traços, fazendo coisas que a maioria das pessoas consideraria reprovável. Não fiquei com raiva dela, acho que a guerra pode ser considerada uma situação atenuante.
                Outro personagem que poderia ser interessante, é Martin, marido de Claire. Mas ele é pouco desenvolvido, uma sombra com pouca participação, infelizmente. Fora esses, o livro está abarrotado de gente e é melhor pular isso. De maneira geral, posso dizer que, o que todos os personagens do livro têm em comum é o conformismo, a falta de orgulho.

Confesso que tive um pouco de preconceito com essa história. Os motivos foram dois:
1. Não gosto de livros que se passam na segunda guerra.
 2. Detesto (do fundo do meu coração) flashbacks na história.

                Mas isso não interferiu a leitura. O livro é muito interessante, conta um lado da segunda guerra que eu nunca havia escutado antes. Os vilões aqui, não são os alemães nazistas, mas sim os japoneses invasores e até mesmo alguns chineses que, querendo ter vantagens financeiras, foram mais cruéis do que os próprios japoneses.

                É um livro melancólico, narrado de uma maneira que faz com que você tenha certeza de que não vai acabar bem. Não há nenhum momento leve, de despreocupação, depois que a guerra começa. Somos arrastados para essa situação trágica, onde, em guerra ou no pós- guerra, simplesmente não há esperanças. O final é uma mistura agridoce, claro e ao mesmo tempo obscuro, óbvio e surpreendente.

                É um livro bom para refletir sobre esse período e sobre a maneira como a vida das pessoas é mudada de forma irreparável.
Nota 8.


Obs.: Achei um vídeo em que a autora fala sobre o livro. Muito interessante, porém em inglês (sem legendas, sorry). Clique AQUI  para assistir 

Obs. 2: Enquanto procurava sobre esse livro, encontrei um filme com nome idêntico. O filme A professora de piano, nada tem a ver com o livro, mas me interessei pela história. Alguém já assistiu? 


E uma ultima observação: Esse post foi publicado originalmente no Livros Em Pauta, blog em que eu sou resenhista. Resolvi postar aqui também, para quem ainda não havia lido. 


O que acharam do livro? Leriam? Sua participação é muito importante. =)

O discurso do rei – resenha do filme

quarta-feira, março 02, 2011 13 Comments A+ a-


          “Vida longa ao Rei!”

          O príncipe Albert, Bertie para os familiares, tem um problema desde os 4 anos: É gago. Ao longo de sua vida ele tentou diversos médicos e tratamentos mas nunca havia superado o problema. Seu pai, George V, costumava “implicar” com o filho gritando “Bote para fora!” toda vez que este começava seus gaguejos. Seu irmão David também não deixa por menos e caçoou dele durante toda a vida.
           Sua situação já era incomoda, mas facilmente contornada uma vez que, como segundo filho do rei, Albert não iria assumir o trono. Ou seja, seus constrangimentos em discursos eram apenas ocasionais.

          Mas então David renuncia ao trono, para se casar com uma mulher divorciada (isso não é aceito pela igreja). E adivinha para quem sobra o papel de Rei? Ao principe Albert. Ou melhor: à sua majestade o Rei George VI.

            O filme é muito bom. Como ganhou quatro Oscar, tentei “prestar atenção” em todos os quesitos em que ele foi ganhador: Direção, roteiro, melhor ator e o maior dos prêmios: Melhor filme.

            Não sou especialista em cinema mas achei a direção muito boa. Algumas cenas são memoráveis, uma delas a do final. O diretor soube conduzir muito bem esse, também ótimo roteiro. Realmente é fantástico você criar uma história de sua cabeça mas, trabalhar com fatos que de fato aconteceram e de maneira tão interessante também é igualmente fantástico. Eu fiquei me perguntando durante todo o filme como ninguém antes havia resolvido contar essa história?! Minha teoria é de que o cinema esteve muito mais interessado em contar a história do irmão, David. Afinal é muito mais romântico um homem que renunciou a seu país para ficar com seu amor, não é?
            Muitos podem pensar assim, mas nesse filme acontece o famoso outro lado.  Achei a atitude de David covarde e imatura. Abandonar seu país, seu povo, justo num momento tão critico, as vésperas de uma segunda guerra não é nada honrado.

David, o irmão que abdicou de ser rei.

            Mais romântico foi a atitude de George, que lutou contra suas próprias limitações (a gagueira e o sentimento de inferioridade) por amor ao seu país. Ele não acreditava que pudesse ser um bom rei e tinha um pavor quase mítico de discursar no rádio mas superou tudo isso e fez o famoso “Discurso do rei” que dá o nome ao filme. A cena em que George vê Hitler discursando (todo mundo sabe que Hitler era de uma oratória impressionante) e comenta que o homem discursa muito bem é uma cena de reflexão: Um líder nazista com ótima oratória, contra um Rei que gagueja? Imagine como ficaria o povo.


Bertie e seu "fonaudiólogo", Lionel Logue.
           
           Por isso o discurso do rei é tão importante. Esse discurso é o primeiro dele, depois de declarar guerra à Alemanha.  Serviu para tranqüilizar o país, para dar confiança ao povo e restaurar as esperanças, apesar de guerra eminente.
Ao ouvir o discurso final e vendo toda a Inglaterra ao redor de uma pequena caixa, retirando a confiança de que precisavam nesse momento do discurso de seu Rei, foi impossível conter as lágrimas. Não sou inglesa nem tenho qualquer vinculo com a Inglaterra mas o sentimento de patriotismo que há nesse final contagia qualquer um.

Deve ser por isso que o filme ganhou o Oscar. Mesmo contando uma história britânica o filme evoca sentimentos comuns a todas as pessoas, principalmente aos americanos, que são extremamente patriotas. Eles, que tem um imenso orgulho de seu país e de seu presidente e que também lutaram ao lado da Inglaterra contra Todo-Mal que aconteceu na Alemanha nas décadas de 30 e 40, devem ter se identificado muito mais que eu com essa história britânica.
E por isso eu acho esse Oscar muito válido e merecido. Não sei se o filme é o melhor de todos os indicados, mas acho que o Oscar não é só sobre a qualidade do filme, e olha que o filme tem imensa qualidade.
É também sobre os sentimentos que o filme evoca e, dessa vez, venceram os sentimentos positivos e patriotas de O discurso do Rei, ao invés dos sentimentos perturbadores de Cine Negro, por exemplo.
E o que mais posso dizer? “Vida longa ao Rei!”.





P.S: Durante o filme tive uma sensação de familiaridade toda vez que via a esposa do Rei George, Elizabeth. Além de admirar a atuação dela, ficava remoendo comigo mesma que aquela atriz era incrivelmente familiar. Fui pesquisar então quem era Helena Bonham Carter e levei um susto: Ela vez a Belatrix de Harry Potter e também a Rainha Vermelha de “Alice no País das Maravilhas”. É a famosa “esposa de Tim Burton”. E está irreconhecível nesse papel.
Agora eu pergunto: Cadê o Oscar dessa mulher gente? Concorreu, melhor atriz coadjuvante, mas não levou. WHY?!

            

É esse foi o Especial sobre o Oscar, minha gente. O que acharam? Comentem para eu achar que o trabalho não foi em vão rs.