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Resenha: Gideon - Jacquelyn Frank


                       
   
ALERTA SPOILER:  Gideon é o segundo livro da série dos Nightwalkers. Pode conter alguns spoilers do primeiro livro por isso, se ainda quiser ler a resenha, não diga que eu não avisei. Para ler a resenha de Jacob, o primeiro livro da série, clique aqui

                Depois do ataque contra Magdalena, a irmã do rei, a guerra contra os Nigromantes – humanos versados nas artes das trevas – entrou em espera. Não houve mais nenhum ataque mas isso apenas preocupa mais os Demonios, não saber o que o inimigo está planejando. Surge a necessidade também de alertar os outros seres da noite – vampiros, licantropos etc. – do retorno desse novo mal comum e é isso que vemos no prólogo do livro.
                Paralelo a isso, Legna ainda tenta aparentar naturalidade depois do ataque que sofreu mas percebe que está cada vez mais descontrolada, como se algo não estivesse ‘normal’ dentro de si. Gideon, ancião respeitado e médico habilidoso, também percebe e praticamente a obriga a passar por uma consulta.

                O que eles não esperavam é que fossem ligados um ao outro para sempre, depois disso. A marca que começou a se formar há 10 anos – pouco antes do exílio de Gideon – agora está completa e os dois se vêem atraídos de maneira irreversível um para o outro.
                Esse é meu livro preferido da série. Nele vemos Gideon, que no outro livro parecia frio e arrogante, demonstrar suas emoções e ser obrigado a abrir mão de seu auto-controle, se quisesse de fato ter um futuro com a mocinha. No começo, ele reluta em se envolver pois a acha muito nova para ele, enquanto que a própria Legna ainda tem dificuldade em perdoá-lo pela rejeição que sofreu a 10 anos.
                O interessante desse livro é que ele prova que, mesmo duas pessoas se amando, elas ainda tem que se adaptar ao relacionamento e tentar fazer dar certo. Não há amor que ‘salve’ um relacionamento quando o casal está apegado demais a si mesmo e não consegue pensar no outro.
                Ok, ignorem o parágrafo auto-ajuda-de-meia-tigela acima. Voltando ao livro, “Gideon” não tem tanta ação quando “Jacob” o que pode desagradar alguns que gostaram do primeiro livro. Além do mais o ‘estilo’ de Gideon como mocinho é mais diferente, menos ‘possessivo’ e já li alguns comentários negativos com relação a esse livro por causa disso também.
                Mas, para mim, esse casal é o máximo, meu preferido mesmo (já disse isso hehe). E o livro também serve como um ‘gancho’ para os outros livros que estão por vir pois nos apresenta a personagens ainda desconhecidos, alguns interessantes (e outros nem tanto).
                Vale a pena ler, se você já começou a série, por que mostra que tem muito por vir ainda. Se ainda não começou, está esperado o que? A série dos Nightwalkers é tão bom que não merecia ser publicada em formato de livraria.

                Nota 10 – muito bom e também na listinha de favoritos.

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Jacob - Jacquelyn Frank.

                                                                                         

                
 Jacob é um demônio de 700 anos, também chamado de “Defensor”, pois defende a raça dos demônios de sua própria fraqueza. Age como uma espécie de “policial”, impedindo que os outros demônios sofram a ‘Loucura da Lua’ e ‘ataquem’ os humanos do sexo oposto.
Mas o que acontece quando o próprio ‘Defensor’ parece ser vítima dessa mesma loucura?

Pausa. Tenho certeza de que todos que estão lendo a resenha até aqui estão com os olhos arregalados ou uma expressão de WTF no rosto. Bem, leitores, vocês não entenderam errado. Eu disse Demônios mesmo. Mas não é nada disso o que você estão pensando.

A explicação é que, apesar de ‘Demônio’ ser um termo todo pejorativo para os cristãos, esse termo vem de uma palavra grega bem mais antiga que a nossa religião, Daimon (ou Daemon). Para a mitologia grega, Daemons são seres que podem fazer tanto o bem quanto o mau, sem que sejam maniqueístas (isto é, nem bom e nem mau). Os gregos também conectavam esses seres aos elementos da natureza e as emoções humanas – no caso desse livro a autora os conectou aos 4 elementos – Fogo, Terra, Ar, Água. Os Daemons da mitologia grega são mais parecidos com os “Gênios” da mitologia árabe do que com os ‘Demônios’ da religião cristã.

Ok, feita as explicações, vamos voltar a história?

Quando Jacob encontra Isabella, ou só Bella para os “íntimos” logo pensa que está dominado pela loucura da Lua – por que outra razão estaria tão atraído por uma humana? – e todos também pensam o mesmo, por isso tratam de manter Jacob e Bella a distância um do outro.  Outro detalhe: Relações de demônios e humanos são um tabu extremo, pois um Demonio só ataca um humano quando está contagiado pela loucura e, quando isso acontece, ele pode destrui-los.
Bella, a heroína da história, vivia uma vida normal, porém vazia, quando conhece Jacob. Logo se vê num mundo completamente novo e conhece essa nova raça. Além disso, descobre sobre a existência dos Nightwalkers – seres noturnos que incluem vampiros, lobisomens (licantropos) e... demônios (entre outros). Ao saber que Jacob era um demônio da Terra ela reluta em se envolver, afinal, não sabiam o que poderia acontecer se ficasse juntos. Mas a atração que sentem um pelo outro é muito forte e muitas revelações são feitas, que podem mudar a sociedade dos ‘Demônios’ radicalmente.

A autora.

Comecei esse livro com um certo preconceito mas, ao longo da história, tentei manter a mente aberta  sobre esse negócio de “Demônios do bem”. Deu certo. ‘Jacob’, o primeiro de uma serie de 6 livros (5 deles publicados no Brasil) é apaixonante, não só pela riqueza do Universo criado mas também pelos personagens, pelo mistura de romance, mistério e ação. Ainda acho que a tradução pecou um pouco ao traduzir literalmente como “Demônio” o nome desses seres, ‘Daimon’ seria mais adequado, mas nem isso atrapalha o andamento do livro. Em pouco tempo se supera esse obstáculo linguístico, essa história é muito envolvente.
O livro é bem hot, bem no estilo da IAN e MidnightBreed, por exemplo. Foi publicado em formato de banca e por isso tem algumas cortadas para caber nesse formato o que é uma pena. Além do mais, a Editora que publicou os 4 primeiros livros dificilmente irá publicar o quinto (será que rola uma campanha para a Universo dos Livros publicar essa série?). 

Esses são os pontos negativos. Mesmo com tudo isso, recomendo muito esse primeiro livro e a série toda. Li antes da IAN ser lançada por aqui e viciei igualmente, tanto que comprava os livros por preços absurdos na net (eles são raros, apesar de serem de banca). Recomendo a leitura para todos que gostam de histórias mais “adultas”, com um toque de talento e sobrenatural. Nota 10 – muito bom e está entre os favoritos.