Resenha de Amante Revelado – J.R. Ward

segunda-feira, junho 27, 2011 22 Comments A+ a-


Alerta Spoiler: Essa é a resenha do quarto livro da Irmandade das Adagas Negras e pode conter spoilers dos livros anteriores. Clique nas imagens abaixo para ler a resenha dos outros livros da série: Amante Sombrio (primeiro livro da série – capa vermelha), Amante Eterno (segundo livro – capa azul) e Amante Desperto (terceiro livro da série – Capa Acinzentada.

Se já leu até o 3º Livro pode acompanhar a resenha =)




         "Às vezes o destino nos leva por caminhos realmente inacreditáveis" - Butch ( pág 16)

Butch, ex-policial dos homicídios, é um humano que vive no Q.G. da Irmandade: Não pode lutar mas tem tudo o que o dinheiro pode comprar, roupas caras, carros, bebidas...  Um verdadeiro mascote, coisa que ele mesmo admite, sua inutilidade para ajudar os parceiros.

Desde o segundo/terceiro livro da série ele está num processo de auto-destruição, bebendo que nem um condenado, não só por que se sente um inútil mas também por que a única mulher que já amou, Marissa, o esnobou e não quer saber mais dele.
Do outro lado da cidade, Marissa, uma vampira aristocrata, circula por mais uma das inúmeras festas da qual participa. Ela não suporta aquele clima então se afasta e começa pensar em sua vida: Vários séculos de idade, inthocada (virgem) e ignorada pela aristocracia já que os machos se recusavam a olhar nos olhos da fêmea abandonada pelo Rei dos vampiros.
De repente, Marissa corre ao banheiro pois está tendo mais um ataque de pânico, mais um entre vários que tivera naqueles últimos meses. Não ajudava muito pensar no humano Butch que também se cansara dela.
Obviamente ocorreu um mal entendido, já que ambos acham que levaram um fora. Mas então, algo muito sombrio ocorre com Butch e Marissa pode ser a única que conseguirá trazê-lo de volta. Mas talvez nem o amor que ela sente por ele seja o bastante...

Pontos Fortes
Quando J.R.Ward criou os Adagas, nem ela imaginava que seria um sucesso. Por isso,  apenas a partir do 3º livro as histórias passaram a ter um pouco mais de consistência, não só o romantismo já tradicional. Esses elementos dão propósito a série e são o grande ponto forte desse livro. Há também, como fator principal o mocinho, Butch. Depois das ogrices de Zsadist em Amante Desperto, ver um mocinho que não corre da mocinha é um alivio. Butch é um fofo e Marissa, por incrível que pareça, é perfeita para ele. Há também Revh e Xhex, personagens ainda pouco desenvolvidos, mas que já despertam curiosidade.
Cito também como ponto positivo a amizade entre V e Butch que, pra mim, não teve nenhuma conotação a mais, como muitos acham. E os redutores não irritaram muito, já que Ômega estava na parada e ele, mesmo sendo do mal, é um vilão bem melhor que os redutores.

Pontos Fracos
Aquele Epílogo de Amante Desperto que virou prólogo desse livro. Ainda não entendi por que a Universo fez isso. Também teve o sumiço de Phury e o uso de drogas mais pesadas, que havia começado a ser mostrado no livro anterior não foi relatado. Acho que a autora quis colocar um stand-by na história dele, não sei. Ah, e o que foi aqueles trechinho da família de Butch durante o livro? Pra quê?
Outra coisa que “não colou” foi o final do livro, que ficou um pouco enrolado, como se a autora quisesse alongar a história: O conflito principal ainda havia desaparecido, mas ainda continuou um “climão” entre os personagens principais, tudo para uma solução óbvia. Ponto fraco do livro também é o V. Sinceramente, estou pouco curiosa para a história dele, acho que é um personagem que ainda não me cativou (veremos nos próximos livros).

Conclusão: Um livro muito bom, já é um dos meus favoritos. Apesar de, racionalmente, ainda considerar Amante Desperto a obra prima da série, confesso que gostei mais desse livro. Achei o casal principal muito bom e compreendi completamente a Marissa e seus motivos. Butch deu uma derrapada no finalzinho, mas depois se retratou e eu continuei gostando dele. É um livro que, além de mostrar novos personagens e desenvolver alguns aspectos da história, também aborda as qualidades que as mulheres dos guerreiros da Irmandade devem ter: Todas elas têm de ser fortes e corajosas, pois não é pra qualquer uma aceitar que seu marido hellren vai sair toda noite para matar e, talvez, morrer.

Mal posso esperar o próximo. 

E ai,  O que acharam da resenha? Comente!

“A traição” – Christopher Reich (Resenha)

sexta-feira, junho 24, 2011 17 Comments A+ a-









A vida do Dr. Jonathan Ransom não é mais a mesma desde que ele descobriu que sua mulher, Emma, era agente dupla e que havia se casado com ele apenas por interesses próprios, que incluíam até assassinato de pessoas importantes.
Disposto a “pagar os pecados” cometidos pela sua mulher, e até por ele mesmo, Jonathan vai para o Afeganistão, onde pode utilizar suas habilidades médicas para ajudar as outras pessoas e salvar vidas.
Mas nada acontece da maneira como Jonathan esperava e ele logo se vê, novamente, no meio de um caso de espionagem e investigação. Mas dessa vez ele não será um mero coadjuvante.
“A Traição” é o terceiro livro que conta a história do Dr. Jonathan e de sua mulher/agente Emma. Como não li nenhum dos volumes anteriores, no começo do livro me senti como se tivesse pegado “o bonde andando”: Não sabia quem era o mocinho, quem era o bandido e quem já era conhecido dos livros anteriores.

No entanto, conforme ia lendo, as coisas ficavam mais claras: Se você não leu nenhum dos outros livros pode começar por esse sem problema, o autor acaba explicando todos os fatos importantes que aconteceram nos livros anteriores.

O livro é bem movimentado, repleto de cenas ação, explosões e tiroteios do inicio ao fim. Quando não acontece, o clima é de suspeita e suspense – afinal trata-se de um livro sobre espiões.

São vários personagens e cada um tem uma nacionalidade diferente, assim como a aparência. O dr. Ramsom é quase um clichê: Um médico humanitário que se recusa a fazer mal a uma mosca e é passado para trás o tempo inteiro. Depois descobrimos um pouco mais da personalidade dele e vemos que essa figura “médica” é só um verniz e que Jonathan tem mais violência dentro de si do que aparenta. Mesmo que, para mim, não tenha ficado menos ingênuo ele acaba aceitando fazer coisas que antes não cogitava.
Fazendo verdadeira oposição a Ramsom, vem Emma, sua esposa, para mim a melhor personagem do livro. Emma é agente dupla e tem também várias facetas, algumas boas e outras não tão boas assim. É impossível confiar nela, suas atitudes parecem conter sempre um significado obscuro, mas, ao mesmo tempo, me vi torcendo para que ela estivesse entre os mocinhos e aguardando ansiosamente o reencontro entre ela e Jonathan, que só acontece no meio do livro (em circunstâncias bem tensas, devo dizer).

Achei a história do livro bem desenvolvida e Christopher Reich escreve muito bem, de maneira que, ao ler o livro, tive a sensação de estar assistindo um filme de ação, bem James Bond mesmo, em que o herói tem que lidar com lindas mulheres que, cedo ou tarde, acabam traindo-os. É divertido de ler, li várias páginas em um dia só e fiquei super curiosa para saber o que iria acontecer no final e este, mesmo frustrando minhas previsões, foi muito bom.
Claro, também há alguns pontos negativos: As motivações de Jonathan, no inicio, são bem fracas, nem acreditei quando li. Pode ser que seja pelo fato de não ter acompanhado a história desde o inicio, então a coisa pareceu meio sem sentido.
                
          Achei negativo também o aparecimento de Danni, agente israelense, como possível rival de Emma pelo afeto de Jonathan. Danni já era uma personagem boa o suficiente, Reich não precisava ter colocado ela como essa atração entre ela e Jonathan de maneira tão óbvia, como se fosse uma substituta de Emma no coração de Jonathan. Isso ainda não aconteceu mas alguém aposta que, nos próximos livros, Jonathan vai ficar dividido entre as duas?

                Sim, por que essa série ainda promete continuação. A saga do jovem doutor parece estar longe de acabar. E eu mal posso esperar para ler os próximos livros. Nota 9 – muito bom.

Obs: Resenha originalmente publicada em Livros em Pauta.


O que acharam do livro? Vocês leriam? Já leram? Comentem!



Uma proposta irrecusável - Jill Mansell (resenha)

segunda-feira, junho 20, 2011 17 Comments A+ a-

             






             Lola é uma jovem de 17 anos que vive seu primeiro amor. Ela e Doug , que tem 19 anos, juraram ficar juntos para sempre e, mesmo Doug indo estudar na Escócia (!), eles 
resolveram namorar a distância ou, Lola estava pensando, poderiam morar juntos no período da faculdade. Ai, o amor... 

            Mas então a mãe de Doug aparece no emprego de Lola e lhe faz uma proposta: Daria a ela 10 mil libras para que se afastasse de seu filho. 

            O primeiro pensamento de Lola, claro, e mandar a mãe do namorado catar coquinho. Mas quando ela chega em casa, mais cedo do que de costume, acaba descobrindo algo que pode mudar a vida de sua família. E, bem, isso faz com que ela aceite a proposta de Adelia

   Esse fato, que mais parece ter vindo de uma novela mexicana, é o inicio do livro “Uma proposta irrecusável”, de Jill Mansell. Minha primeira reação ao ler a sinopse (que é bem parecida com esses parágrafos ai em cima) foi: Ah, esse livro deve ser um baita dramalhão, nem quero ler.
            Eu estava com esse pensamento até ler uma resenha sobre esse livro, em um dos (milhares) de blogs que eu sigo. Realmente queria lembrar aqui o nome do blog e divulgar por que era uma resenha muito boa, mas eu não lembro, desculpem.  Se eu achar ela de novo, coloco o link aqui.


            Essa resenha falava que o livro era super-engraçado, que não tinha nada a ver aquela sinopse meio dramática nem a capa do livro, que também parece ser a de um livro mais “pesado”.  Li isso e pensei comigo “Por que não?” Solicitei um exemplar para a Novo Conceito (editora super parceira do blog) e, rapidamente, comecei a ler.

            Deveria ter feito isso antes. O livro tem uma linguagem super divertida, cheia de situações engraçadas e referências a filmes e livros famosos. A história se passa dez anos dos “terríveis acontecimentos” que motivaram Lola a se afastar de Doug. Depois de uma coincidência praticamente inacreditável, Lola se vê novamente cara-a-cara com Adelia, sua ex-sogra. E com Doug que, mesmo depois de tanto tempo, ainda é o grande amor de Lola.

            O que uma heroína sem-sal faria? Provavelmente sofreria com a rejeição de Doug e teria até vergonha de conversar com ele, depois de tudo o que aconteceu, certo?

Cena de "A Usurpadora" - A personagem do livro não age assim.

             Mas Lola é super otimista e autoconfiante e, mesmo sabendo que Doug está muito puto com ela, tenta reconquistá-lo, ainda que se recuse a contar por que precisou do dinheiro a 10 anos atrás. É claro que Doug se afasta dessas investidas e ai está parte da graça do livro.
            A outra parte está nos personagens secundários da história: Sally e Gabe com seu eterno cabo de guerra, a mãe de Lola com seu gosto terrível para a moda e vários outros que, com suas atitudes completamente exageradas, malucas e, ao mesmo tempo, familiares nos fazem ler o livro com um sorriso no rosto. 

            A história é ficção e têm seus momentos “isso nunca aconteceria”, mas as situações são narradas com tanta leveza pela autora que fica parecendo perfeitamente plausível, até corriqueiro, acompanhar o que acontece.  O ritmo dado por Jill Mansell ao livro é bem leve, gostoso de acompanhar; as páginas não viciam mas te deixam com vontade de ler entre uma folga e outra. Eu mesmo nunca levo livros para a faculdade mas acabei levando esse só para ler durante o intervalo ou quando aparecia uma oportunidade de pega-lo na bolsa. Lia um pouco e daqui a pouco guardava e assim foi que li o livro inteiro por que essa semana de provas da faculdade atrapalhou muito minha “rotina de leitura” em casa rs.

            Se estivesse lendo um thriller ou um livro com tema sobrenatural, que tanto gosto, não conseguiria fazer isso, odeio interromper um capitulo no meio. Mas esse livro não tem clímax ou revelações bombásticas o que acabou frustrando muitas de minhas “previsões” para a história; Isso pode ser considerado um ponto negativo mas para mim é apenas o estilo da autora. O que considero um ponto negativo mesmo, é a ausência de Adelia Tennant na história: Dei altas gargalhadas com o antagonismo entre ela e Lola no começo mas então a personagem deu uma sumida da história, só aparecendo em passagens rápidas. É uma pena.


            Recomendo esse livro para todos que gostam de Chick lit (não gosto desse termo mas ele existe, fazer o que?) e estão a fim de ter um bom livro na bolsa para ler de vez em quando. Já anotei o nome da autora, pretendo ler outros livros dela que forem lançados aqui no Brasil. Nota 8 – um bom livro.

            E ai, gostaram da história? Leriam? Comentem! =)


Filme: A garota da capa vermelha

sexta-feira, junho 17, 2011 25 Comments A+ a-

               
                A primeira vez que vi o trailer desse filme quase tive um treco, precisava ver de qualquer jeito. Achei que A garota da capa vermelha fosse uma versão mais sombria de “Chapeuzinho Vermelho”, mais puxado para o terror, como eram as versões antigas de contos de fadas (Aqui tem uma lista sobre o tema). Mal via hora de que estreasse.
                Mas então li sobre o livro, a sinopse, e percebi que A garota da capa vermelha estava mais para algo romântico, o suspense seria apenas um detalhe na história. Por mim tudo bem, adoro histórias românticas mas, quando fiquei sabendo disso, meio que desanimei de ver no cinema. Ah, é só mais um romance, posso ver na locadora...
                Assisti faz uma semana. O filme conta a história da jovem Valerie, apaixonada pelo jovem lenhador Pete, mas seus pais querem que ela se case com Henry, que tem mais dinheiro. Os dois jovens planejam fugir juntos, mas então a irmã de Valerie é morta pelo lobisomem, que voltou a matar depois de 20 anos.  Quem será o lobo? E por que ele parece querer tanto Valerie?
                O padre da vila chama um padre caçador de lobisomens para identificar quem seria o lobo, seu nome é Padre Salomon. No começo ninguém acredita nele, mas depois vêem que o assunto é sério. Padre Solomon é o típico personagem arrogante, preconceituoso e hipócrita. Quase um clichê em se tratando de padres da Idade Média.

                O grande mistério do filme é  a identidade do lobo. Aliás, se alguém contar isso, a história praticamente perde a graça por que o filme é todo baseado nessa questão. A fotografia do filme é muito boa, o que ajuda a criar esse clima de suspense e mistério: Você não sabe em quem pode confiar por que o lobo pode ser praticamente qualquer um. Homem ou mulher, todos são suspeitos, até que provem o contrário.

Pegação na Idade Média

                Quase pirei tentando “sacar” quem era o tal do lobo. A todo o momento desconfiava de um e no final PLOFT! Não era quem eu imaginava (quer dizer, tinha pensado nessa pessoa no começo mas...). Fiquei surpresa também por que o filme não é o “romancinho bobo” que eu pensava. Sim, tem a parte do romance, mas vários assuntos pesados são sugeridos, que eu não vou citar aqui para não dar spoiler. Além disso, o final é meio melancólico, se você for pensar. Quer dizer, fugiu um pouco do “happy end” tradicional e mesmo assim deixou os românticos satisfeitos.

                No começo gostava do lobo, mas depois ele ficou meio idiota pra mim.  Por isso meu personagem preferido é a Valerie: Amanda Seyfried, como sempre, atuou muito bom nesse filme e conseguiu fazer com que Valerie seja uma personagem jovem, mas não inocente e bobinha como a maioria das jovens do filme. Valerie não precisa de um salvador e, embora 2 jovens (muy guapos!) estejam ansiosos para cumprir esse papel, ela se salva muito bem sozinha.
                Não li o livro e não tenho como compará-lo com o filme, mas, pelo que vi, um é praticamente igual ao outro. Espero ler o livro algum dia, mas acho que agora que sei quem é o lobo não teria muita graça.

                Recomendo “A garota para capa vermelha” se você gosta de filmes românticos com uma pitada de suspense e se gosta de histórias que se passam na Idade Média. Esse filme me surpreendeu, por ser melhor do que eu esperava, e acho que vai surpreender vocês também. Nota 9 – muito bom.

                E agora eu quero saber: Já assistiram ao filme? Assistiriam? Comentem =)


Filme: X-Men – Primeira Classe (First Class)

segunda-feira, junho 13, 2011 10 Comments A+ a-


Toda história tem um começo e com X-men não é diferente. Em X-Men – First Class, vemos Professor Xavier quando ainda era apenas Charles e Magneto, quando era apenas Eric, ainda na infância e depois na fase adulta.
Os dois tiveram uma infância bem diferente e tem opiniões opostas na maioria das coisas, mesmo nessa época. Mas, mesmo assim, acabam se tornando amigos e um acaba ensinando algo para o outro.
O filme começa com Eric sendo separado dos pais num campo de concentração. Ele fica tão revoltado que começa a entortar as grades do local. Paralelo a isso, temos o jovem Charles que, ao descer para a cozinha durante a noite, da de cara com uma intrusa que diz ser sua mãe. Na verdade é a Mística, que nessa época era apenas Raven. Charles diz a ela que, a partir daquele dia, ela nunca mais passaria fome e Raven sorri.

Passam os anos, estamos em 1962, em plena Guerra Fria. Charles, por incrível que pareça, é um baita mulherengo, tem cabelo e não está em uma cadeira de rodas. Na cena mostrada no filme, Raven acaba atrapalhando a conquista que Charles tentava fazer no bar e os dois tem uma leve discussão sobre os poderes dela: Charles quer que ela disfarce a aparência e Raven não entende por que.
Enquanto isso, Eric está correndo atrás do homem que matou sua mãe e matando todos os nazistas que encontra pelo caminho. Vale lembrar que a habilidade do futuro Magneto não está completamente desenvolvida e ele só consegue mover as coisas através da raiva.
Não entendo nada sobre quadrinho então não posso fazer nenhuma comparação entre o filme e o gibi homônimo mas, pelo o que eu conheço dos filmes achei X-Men  - First Class bem interessante, mesmo não mostrando alguns dos meus personagens favoritos (Gambit? Onde você estava em 1962?).

 Gambit não está nesse filme. TODOS CHORA
            Sabe aquelas características dos personagens de X-Men que são de conhecimento de todos? Então, todas elas são explicadas no filme. O relacionamento entre Eric e Mística, a paralisia de Charlie, aquele capacete meio brega que o Magneto usa, e até mesmo a Fera (quem lembra?) e como ele acabou ficando azul (não, ele não era azul antes).

            Como sempre, acabei torcendo para os vilões do filme, por isso meu personagem favorito é Eric/Magneto. O homem é charmoso, arrogante, tem um passado sofrido e age segundo suas convicções, independente do que manda a C.I.A. ou qualquer outra pessoa. Tem como não torcer por ele? Acho que, se eu fosse uma mutante, veria as coisas mais pelo lado do Magneto mesmo. Charles é muito bonzinho, do bem... chato.


            Se bem que nesse filme Magneto não era o vilão e sim Shaw (Kevin Bacon) um mutante babaca e nazista. Ou seja, impossível torcer por ele.  Junto a Shaw estão Emma Frost (uma personagem charmosa mas completamente avulsa na história), Maré Selvagem (Ô lá em casa!) e Azazel, que pra mim não passa de um “Noturno” do mal e vermelho. Do lado dos bonzinhos há, além dos que eu já citei, Alex Summers (irmão mais velho do Scott/Ciclope) Sean Cassidy, que tem um dos poderes mutantes mais gays que eu já vi em todo X-Men.

Eric de gola rulê, atrás dele Sean Cassidy e lá atrás, de óculos, a Fera.

            Confesso que chorei em uma certa cena, envolvendo a lembrança mais feliz de Eric. Mas a cena que deveria ser mais dramática, que mostra como Charles ficou paralitico eu já não me emocionei tanto. Claro, fiquei pasma com a maneira com que isso aconteceu, mas foi só. Ri muito com a “aparição” de Wolverine e alguém mais percebeu Ciclope e Tempestade fazendo uma “pontinha” no filme? Haha, eu vi.

            Recomendo o filme aos fãs de X-Men, principalmente aos que se interessam pelos personagens da série, e a histórias dele. O roteiro é muito bom, tem menos ação do que outros filmes, mas acho que isso foi positivo. Não dava para explicar a complexa relação entre Charles e Eric com uma explosão a cada 10 minutos, certo? Outra coisa legal foi misturar fatos históricos, do período da Guerra Fria, com o filme; mesmo sabendo que a Crise dos Mísseis não foi resolvida na maneira que é retratada e que a 3ª Guerra Mundial nunca aconteceu, acabei torcendo e vibrando com os acontecimentos (Seria bem mais divertido se ocorrido como o retratado no filme rs).

            Se você gosta de filmes de heróis vá assistir no cinema, por que não vai jogar dinheiro fora. Só não dou nota 10 por que não é um favorito – quem sabe no futuro, depois que eu assistir mais algumas vezes, ele não acabe se tornando?

            Por isso minha nota é 9,5. Muito bom. (esse meio ponto é pelo Eric, que entrou para minha lista de personagens favoritos)
P.S.: Lembram da minha lista de ontem? Pois é, Eric e Charles bem que poderiam estar nela...

E vocês, gostam de X-Men? Já assistiram o filme ou pretendem assistir? Comentem =D


Nudez Mortal – J.D. Robb (Resenha)

sexta-feira, junho 10, 2011 13 Comments A+ a-









A Tenente Eve Dallas acorda de um pesadelo. Nos últimos 10 anos em que estava na polícia, eles se tornaram corriqueiros mas aquele em especial a deixou abalada. Decidida a não pensar mais no assunto vai até o seu Auto-Chef e programa um café. Ela o bebe enquanto lê as noticias do The New York Times no monitor. A tranqüilidade não dura por muito tempo: Seu tele-link começa a piscar; seu chefe a convoca para mais uma cena de homicídio.

É assim que se inicia “Nudez Mortal” de J.D.Robb, pseudônimo utilizado por Nora Roberts para escrever a série Mortal. É um romance policial que se passa no ao de 2058 por isso termos como auto-chef e tele-link são apenas alguns inventados por Nora para dar um ar de modernidade para a história.
Nesse primeiro livro, Eve investiga o assassinato de Sharon DeBlass, neta do senador DeBlass, um político conservador e tradicional. O caso deve ser tratado com extremo sigilo pois a vitima era acompanhante licenciada (garota de programa) e foi morta ‘em serviço’, com 3 tiros: Um na cabeça, um no peito e o terceiro na (cof, cof) genitália. Imagina se um escândalo desse vazar para a imprensa? Por isso Eve Dallas não pode comentar o caso com ninguém, tampouco dar entrevistas.
Quem poderia ter matado Sharon DeBlass? Os suspeitos são vários, pois a moça tinha vários clientes. Há também Charles, seu vizinho de porta e também acompanhante licenciado. E há Roarke.

Pausa aqui. Marque bem esse nome, por que Roarke é o cara. Dono de 23% de todas as riquezas do planeta, com passado sombrio, olhos azuis e sotaque irlandês, Roarke é o que se pode chamar de cara perfeito. E ele é tuuudo isso e muito mais. Tanto que nem a durona tenente Dallas consegue resistir ao charme dele.

Imagine Hugh Jackman de olhos azuis = Roarke

Ok, vamos voltar a história. Roarke é um suspeito e, por mais que Eve se sinta atraída por ele, não vai cair nessa tão fácil. Afinal, há um homicídio a ser investigado, que ser o primeiro de vários e, por mais perfeito que Roarke seja, se ele for o culpado ela não vai hesitar em prendê-lo.
O livro é bem curtinho, tem 350 páginas, e tem o estilo Nora Roberts: Personagens marcantes, cenas hots e um mistério que, por mais interessante que seja, tem solução meio óbvia, principalmente se você já leu alguns livros da autora. Apesar de ter criado o pseudônimo para fazer algo diferente de seus romances habituais, o romance ainda está presente nesse livro embora dividindo espaço com o crime, coisa que não acontecia em seus romances anteriores (havia assassinatos e mistérios, mas o romance era sempre principal).      
           
           Quem estiver preocupado com o fato de ser um romance futurista (tem gente que não gosta) pode ficar tranqüilo. A modernidade é só um elemento do livro e, mesmo assim, a autora nem chega a ousar muito: O próprio tele-link é um pouco mais evoluído que os nossos celulares de atualmente. O livro foi escrito em 1995, ou seja, o que para ela era suuuper moderno para nós é uma evolução natural. A única coisa estranha do livro mesmo é a riqueza absurda de Roarke. Mas isso já é assunto para um outro post.

            Li esse há uns 4 ou 5 anos se não me engano. Na época não gostei muito mas é por que não sabia que haveria uma continuação e o livro deixou algumas coisas em aberto; não sobre o crime, cada livro da série tem um caso de homicidio independente. Mas o destino dos personagens do livro não foi muito claro. Só depois fui descobrir que era uma série e saquei que os personagens e seus relacionamentos tem uma evolução gradual conforme cada livro – desde então viciei em séries de livros o/

            Recomendo Nudez Mortal para quem gosta de histórias policiais, com investigação mais real, diferente daquelas brilhantes deduções de Sherlock Holmes. Em Nudez Mortal, as pistas aparecem pelo trabalho da investigação, Eve tem poucas “sacadas” geniais. Mas é interessante da mesma maneira, se você curte o gênero policial.
            Recomendo também para quem gosta e romances por que, como eu não me canso de dizer, Nora Roberts é Nora Roberts, ou seja, diva (fã-da-autora-detected). E, se você gosta de romances e nunca leu nada dela, você está perdendo tempo, por que o estilo de escrita de Nora Roberts não tem comparação e, além de tudo, é viciante. Quando você vê já está comprando o 10º livro dela.

            Enfim, é o primeiro livro da série Mortal e o primeiro a gente nunca esquece. Nota 9 – muito bom.

P.S.: Já faz um tempo, recebi uma sugestão, fazer um especial sobre Nora Roberts indicando os melhores livros para aqueles que nunca leram nada sobre a autora e não sabem por onde começar. A idéia está anotada, em breve posto algo nesse estilo.

O que acharam do livro? Leriam? Comentários são sempre bem-vindos!

Rosas & Almas – Kelley St. John (Resenha)

segunda-feira, junho 06, 2011 13 Comments A+ a-

Capa
              Ok, a capa desse livro é bem…

Mas a história é bem legalzinha, por isso resolvi compartilhar mais essa dica do “Mundo dos Romances de banca” com vocês.
O livro sobre a família Vicknair, que têm um dom especial: Eles vêem e falam com fantasmas! Na verdade, todos eles ajudam os fantasmas a passar para o outro lado, ajudando-os a resolver assuntos que estiveram inacabados para os fantasmas.
Sei que se trata de um série sobre os irmãos/primos por que já havia lido a história que vem depois dessa =P. A ordem, no entanto, nem é muito importante, pelo menos eu achei que não. Afinal, se não soubesse, nunca diria que esse é o segundo livro da série.

Rosas e Almas conta a história de Gage Vicknair, um cara meio mulherengo que ultimamente tem sentido necessidade de um relacionamento mais sério. Isso não acontece do nada, essa necessidade surge depois que Gage passa a ter sonhos com uma mulher desconhecida, uma mulher que ele nunca havia visto fora do mundo dos sonhos.
Makayla (WTF?) é a mulher em questão. Ela não se lembra de seu passado e está morando num abrigo mas, mesmo assim, sonha toda noite com esse cara bonitão, que é o Gage.

Sim, leitor, ela se chama Makayla o.O

Um fantasma aparece para Gage e tem como missão salvar (Ma)Kayla. É ai que os dois se encontram pela primeira vez.

Achei o mistério do livro bem fraquinho, adivinhei o final já na metade do livro. O casal principal até que tem química mas esse negócio de “Te conheço a menos de uma semana e já te amo” não me agradou. Não interessa se eles conversaram horas sobre suas vidas ou se eles já sonhavam um com o outro há duas semanas, simplesmente não me convenceu esse súbito amor dos dois.

Na verdade fiquei mais interessada na história da prima de Gage, Nanette e o pastor Charles Roussel, que quer comprar a fazenda da família. Aparentemente eles se odeiam mas... Vocês já sabem. A história deles é mais uma insinuação, esse Charles Roussel nem chega a parecer, somente nas conversas da família. De qualquer maneira, fiquei com vontade de ler, se é que tem essa história no Brasil.
Bom, é um livro bem razoável, bom para passar o tempo, se você não se incomodar com alguns cortes estranhos. Em alguns momentos a detalhes até demais ai, de repente, passou um dia! Estranho, estranho.

Enfim, minha nota é 7, o que torna Rosas & Almas um livro razoável. Como eu disse acima, recomendo a leitura, mas com ressalvas. Na verdade, para quem nunca leu romances de banca, sugeriria outra coisa.

 Uma resenha bem básica de um livro bem básico rs. Só eu achei estranho o nome desses personagens? Kkk O que acharam? Leriam o livro? Comentem =D


Filme: O Ritual (Resenha)

sexta-feira, junho 03, 2011 20 Comments A+ a-

            Sim, mais um filme de exorcismo.  Esse tipo de filme não é mais novidade desde 1975 quando uma tal Regan fez coisas como descer uma escada de costas e girar a cabeça 360 graus (cenas clássicas do terror).
            Mas é um filme de terror com o Anthony Hopkins um dos meus atores preferidos e do qual sou fã desde que assisti “O silêncio dos inocentes” e “Hannibal”. Tem também esse irlandês bonitão e de olhos azuis que eu vi no trailer e que parece não ter feito outro filme além desse. Se chama Colin O'Donoghue (guardem esse nome é minha aposta de galã revelação). Para completar essa equipe tem a tal brasileira que não fala quase nada nos filmes... Alice Braga. Ok, ela fala mais que o Rodrigo Santoro mais isso não é um bom padrão comparativo, né?

Capa do filme
            Comecei a assistir a esse filme mais ou menos 1 hora da manhã e já morrendo de medo por causa de um outro filme de terror que havia assistido antes (talvez coloque a resenha aqui, não sei). O começo é bem típico: Um jovem que trabalha com o pai preparando cadáveres para o velório resolve se tornar padre, para ter uma chance de sair daquela vida, daquela cidade... O objetivo dele é cursar os quatro anos de seminário e sair ates de realizar os votos pétreos. Mas quatro anos depois...

            Quatro anos depois um acidente super idiota e inexplicável faz com que os acontecimentos dêem uma virada: O padre que é “chefe” de Michael (é o nome do jovem) praticamente o chantageia para ele ir num curso sobre exorcismo em Roma. Uma pausa aqui: Nossa, é um sacrifício mesmo viajar para Roma com tudo pago pela igreja. Não sei como puderam obrigar o cara a fazer isso... NOT.

            Chegando Michael conhece a jornalista Angeline (Alice Braga). Eles logo começam a conversar e você percebe um clima entre eles mas nada muito declarado, afinal é uma história baseada em fatos reais. E o foco da história é o exorcismo: Ritual católico muito específico, que só uns poucos padres no mundo podem realizar.
            Michael está lá para aprender o exorcismo. Só que ele, mesmo sendo quase um padre, é praticamente ateu ou, como gosta de afirmar, cético. Para ele todas essas histórias de possessão tem uma explicação psiquiátrica pois Michael não acredita no Diabo (e nem em Deus).
Icso non ecziste!

            O ministrador do curso percebe esse ceticismo em Michael e o manda para um encontro com Padre Lucas, (Anthony Hopkins) um padre jesuíta especializado em exorcismo.

            No começo Michael não se impressiona muito com o exorcismo que vê : Chega a ponto de falar para uma moça possuída pelo Demo que não acredita nele, em Satanás. É ai que começam acontecer alguns fatos arrepiantes, coisas que não tem explicação cientifica e que desafiam Michael a duvidar da existência de um Mal Personificado.

            Antes disso o filme estava meio parado, mas depois começou a dar um certo medo, pelo menos uns arrepios, daqueles que você sente quando escuta um “causo” assustador. Anthony Hopkins reafirma sua qualidade como ator, num papel que é praticamente típico dele e o jovem Colin (Michael) também segura as pontas na interpretação de padre.

OMG, uma mula! 
            O que atrapalha um pouco é o roteiro que é, como eu já disse, é inspirado/baseado em fatos reais. Então não há muitas cenas assustadoras, só as seqüências do final. Além disso, não deve ser um bom sinal eu ter descoberto nas primeiras cenas do filme algo que o protagonista só percebe no final, certo? A revelação do filme para mim não foi surpresa nenhuma.

            No finalzinho, como eu já disse, vieram as cenas mais “pesadas”, dignas de dormir com a coberta em cima da cabeça. Mas não foi necessário: Como numa história narrada por nossa própria mãe o final é libertador, feliz. Tudo o que você precisa fazer é acreditar (não vou entrar em detalhes, assistam o filme).
            Terminei de assistir “O ritual” as 3 da manhã um dos horários favoritos para os filmes de terror. Mas fui dormir se medo, o que não quer dizer que não tenha gostado da história.

            Recomendo a todos que gostam do gênero terror/exorcismo e nada mais. Tem gente que odeia esse tipo de filme. Meu amigo chegou a dormir durante "O Ritual" alegando que esse tipo de história é “idiota porque só fala do Diabo”. Me pergunto o que ele esperava...

            Minha nota é 8. Poderia ser um 7 e meio porque achei um filme razoável, quase bom, mas o filme que me fez descobrir esse bonitão chamado Colin O'Donoghue tem que ganhar meio pontinho na minha nota hehe. 

Gostaram? Assistiriam? Comentários são bem-vindos, mesmo que sejam para avacalhar o filme =)