Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

sexta-feira, junho 08, 2012 2 Comments A+ a-


 
            

            Um livro que li só pela capa, uma história que parece coisa de cinema mas aconteceu de fato (e só muito depois virou filme). Para sempre conta a história dos jovens recém casados, Kim e Krickitt Carpenter que sofrem um grave acidente de carro no ano de 1992. Felizmente ambos sobreviveram. Infelizmente Krickitt sofreu uma grave lesão cerebral e não se lembrava de Kim.
            No começo fiquei emocionada. A história, narrada sob o ponto de vista de Kim (é o homem) me sensibilizou: Um casal que se conhece primeiro por telefone, se encontra e se apaixonada mas que, pouco tempo depois, é sacaneado pelo destino e passa por um revés: Como não se emocionar?
            Mas, desde o inicio algumas coisas já iam me incomodando. Por exemplo a obsessão de Kim em frisar que nada aconteceu entre ele e Krickitt antes de se casarem, que são muito religiosos, que jamais fariam isso... Sem brincadeira, na cena em que dá a entender isso ele fica uma página “se explicando” sobre o assunto (o que me fez desconfiar exatamente do contrário).

            Depois veio o pior e não estou falando do acidente. A recuperação de Krickitt é narrada com uma série de detalhes, porém a recuperação de Kim e Krickitt como um casal... Isso fica muito pouco narrado no livro. Quer dizer, Kim tem de conquistar Krickitt novamente certo? Mas em nenhum momento percebemos que ele conseguiu isso! É mais como se eles tivessem se conformado de que tinham de ficar juntos e simplesmente assim permaneceram. Não houve um clímax ou um momento em que percebemos o amor de um pelo outro renascendo.

            Eu entendo que seja uma história baseada em fatos reais, narrada pelo próprio protagonista e que, portanto, não se podem exigir muitas características de ficção. Mas é exigir demais alguma coerência na narrativa? Alguma informação sobre eles, como vivem, como se adaptaram a essa “nova Krickitt” que surgiu depois do acidente?
            O argumento de que eles estão preservando sua privacidade não cola e sabem por que? Por que eles escreveram um livro sobre o caso! Antes disso publicaram um artigo na Reader Digest e foram a zilhões de programas para falar justamente sobre o bendito do acidente e como eles superaram o fato. Mas o engraçado é que, apesar de terem idos a tantos lugares até agora eu não sei como continuam juntos. Sinceramente.
            Não que o livro seja ruim de todo. De uma maneira genérica ele é até interessante. O problema talvez seja justamente esse: Uma história genérica demais e chata demais em sua obsessão por ‘preservar’ seja lá o que tenha se passado de verdade com esse casal.

            Recomendo se você quiser dar um livro de presente para algum conhecido e não sabe o que. Ou se estiver prestes a fazer uma longa viagem e precisa de algo para ler. Por que esse livro é assim mesmo, genérico, sem estilo de narrativa, sem profundidade... É só ler e conhecer a história deles. Nota 6,5 – não gostei, mas dei meio ponto por que, mesmo com as enrolações e falta de coerência, a história é mesmo impressionante.
           

P.s.: Espero que o filme seja melhor que o livro. 


Você já leu esse livro? Tem vontade de lê-lo? Comente!

"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica

2 comentários

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Julia G
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8 de junho de 2012 15:05 delete

Ei Miss, eu já tinha lido outras resenhas que citavam esses pontos falhos do livro, mas não tão esclarecidamente como você. Bom, como sempre, adorei a sinceridade! Acho mesmo que se queriam se preservar, valia mais apenas ter vivido isso, e não tornado tudo tão público.
Li em algum lugar que o filme muda bastante coisa. Eu vou ficar apenas com ele.

Beijos

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Thaís Varine
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9 de junho de 2012 10:10 delete

é por esse mais alguns outros motivos que tenho medo de começar a ler esse livro. Talvez esse seja aqueles raros momentos em que a adaptação pra telonas ou tv ficam melhor que o livro...

Beijos

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