Resenha: Quando ela se foi – Harlan Coben

Myron Bolitar já foi um atleta com um futuro promissor no basquete. Uma joelho destruído e alguns anos depois e ele é um agente, representando não apenas atletas mas também escritores, cantores e artistas em geral.
A vida de Myron ia mais ou menos bem, até que ele recebe
um telefonema de Terese Collins, uma mulher que ele conhece há 10 anos. Apesar de Terese ter ajudado Myron a salvar a vida do filho no passado, ele pouco sabe sobre ela e há muitos anos não há vê e nem tem noticias dela.
Ela diz a ele “Venha para Paris” e, por mais que seu tom pareça sedutor, Myron sabe que há algo por trás desse pedido: Dessa vez é Terese quem precisa de ajuda. Myron hesita um pouco, mas vai a seu encontro.
Logo nesse inicio de Quando ela se foi percebe-se que esse é um livro que faz parte de uma série, mas não é o primeiro; Os personagens já têm suas características meio definidas e, em alguns momentos são citadas situações de um passado recente, outros casos que Myron “investigou”.
Por que, como eu escrevi no começo, Myron Bolitar não é um investigador. Mas alguns casos acabam surgindo e ele, que tem um certo complexo de herói, se vê envolvido em situações que vão muito longe do dia-a-dia de um simples agente de celebridades.
Em Paris, Terese diz a Myron o por que de ter ligado: Seu ex-marido, Rick Collins, ligou pedindo que ela fosse encontrá-lo dizendo que tinha uma noticia que iria mudar a vida dela. Mas Terese já estava ali a alguns dias e Rick não entrara mais em contato. Ela diz a Myron que tem certeza de que algo aconteceu com ele e pede ajuda para encontrar o ex-marido.
Myron é um sujeito meio convencido, com pinta de galanteador mas no fundo e bem romântico e, como eu já falei, tem complexo de herói. Por isso concorda em ajudá-la. Não demora muito e eles descobrem que Rick Collins está morto e que, perto do corpo dele, há uma mancha de sangue cujo DNA supostamente pertence a filha de Rick e Terese.
É ai que começa o livro: Por que Terese não pode mais ter filhos e a única filha do casal morreu num acidente de carro vários anos antes.
O livro tem um estilo que lembra um pouco “A traição” de Christopher Reich só que sem tantas situações de espionagem e mais centrado nos personagens e em seu envolvimento do que em explosões e tiroteios. Não que não haja ação nesse livro mas é que o foco é diferente.
Além disso, é um livro bem humorado, de uma maneira bem irônica. A narrativa é em primeira pessoa, na visão de Bolitar e, por mais que no inicio eu não gostasse muito dele, logo me vi fascinada por esse cara metido a investigador e que considera achocolatado sua bebida favorita (ele não bebe nada alcoólico).
Outros personagens também são bem carismáticos, como Win, o melhor amigo de Bolitar e que é práticamente o oposto dele (tanto na aparência quanto na maneira de pensar). Esperanza, outra amiga de Myron, não aparece muito mas também é uma personagens bem legal. Para vocês terem uma idéia ela é formada em direito e tem um filho, mas já foi lutadora de Wrestling e tem um passado bem promiscuo (palavras do Myron, não minhas).
Da para perceber que a maioria dos personagens são meio caricatos, mas eles são bem divertidos. Quanto ao enredo, é bem construído, com algumas reviravoltas e segredos que poderiam ser mais surpreendentes se a sinopse não entregasse um pouco.
Outra coisa que a sinopse também entrega é o final feliz, o que considero outro positivo do autor. Por mais sem esperanças que seja a situação, Coben (foto dele ao lado) consegue criar um desfecho positivo e, apesar de percebermos, logo no parágrafo seguinte (e ultimo parágrafo do livro) o quanto aquilo é efêmero, é um final que agrada aos mais românticos.
Mas, antes do final, muita coisa acontece. Fui dormir de madrugada por que não consegui soltar o livro nas ultimas cenas, quando a ação atinge o ponto máximo e tudo parece sem solução.
Recomendo o livro a todos que gostam de uma boa história policial, escrita com linguagem simples. É o primeiro livro do autor que leio e, com certeza, irei ler outros. E de preferência sobre Myron Bolitar. Nota 9 – muito bom.
E você, gosta de literatura policial? Leria, ou já leu, esse livro?












