“A traição” – Christopher Reich (Resenha)

sexta-feira, junho 24, 2011 17 Comments A+ a-









A vida do Dr. Jonathan Ransom não é mais a mesma desde que ele descobriu que sua mulher, Emma, era agente dupla e que havia se casado com ele apenas por interesses próprios, que incluíam até assassinato de pessoas importantes.
Disposto a “pagar os pecados” cometidos pela sua mulher, e até por ele mesmo, Jonathan vai para o Afeganistão, onde pode utilizar suas habilidades médicas para ajudar as outras pessoas e salvar vidas.
Mas nada acontece da maneira como Jonathan esperava e ele logo se vê, novamente, no meio de um caso de espionagem e investigação. Mas dessa vez ele não será um mero coadjuvante.
“A Traição” é o terceiro livro que conta a história do Dr. Jonathan e de sua mulher/agente Emma. Como não li nenhum dos volumes anteriores, no começo do livro me senti como se tivesse pegado “o bonde andando”: Não sabia quem era o mocinho, quem era o bandido e quem já era conhecido dos livros anteriores.

No entanto, conforme ia lendo, as coisas ficavam mais claras: Se você não leu nenhum dos outros livros pode começar por esse sem problema, o autor acaba explicando todos os fatos importantes que aconteceram nos livros anteriores.

O livro é bem movimentado, repleto de cenas ação, explosões e tiroteios do inicio ao fim. Quando não acontece, o clima é de suspeita e suspense – afinal trata-se de um livro sobre espiões.

São vários personagens e cada um tem uma nacionalidade diferente, assim como a aparência. O dr. Ramsom é quase um clichê: Um médico humanitário que se recusa a fazer mal a uma mosca e é passado para trás o tempo inteiro. Depois descobrimos um pouco mais da personalidade dele e vemos que essa figura “médica” é só um verniz e que Jonathan tem mais violência dentro de si do que aparenta. Mesmo que, para mim, não tenha ficado menos ingênuo ele acaba aceitando fazer coisas que antes não cogitava.
Fazendo verdadeira oposição a Ramsom, vem Emma, sua esposa, para mim a melhor personagem do livro. Emma é agente dupla e tem também várias facetas, algumas boas e outras não tão boas assim. É impossível confiar nela, suas atitudes parecem conter sempre um significado obscuro, mas, ao mesmo tempo, me vi torcendo para que ela estivesse entre os mocinhos e aguardando ansiosamente o reencontro entre ela e Jonathan, que só acontece no meio do livro (em circunstâncias bem tensas, devo dizer).

Achei a história do livro bem desenvolvida e Christopher Reich escreve muito bem, de maneira que, ao ler o livro, tive a sensação de estar assistindo um filme de ação, bem James Bond mesmo, em que o herói tem que lidar com lindas mulheres que, cedo ou tarde, acabam traindo-os. É divertido de ler, li várias páginas em um dia só e fiquei super curiosa para saber o que iria acontecer no final e este, mesmo frustrando minhas previsões, foi muito bom.
Claro, também há alguns pontos negativos: As motivações de Jonathan, no inicio, são bem fracas, nem acreditei quando li. Pode ser que seja pelo fato de não ter acompanhado a história desde o inicio, então a coisa pareceu meio sem sentido.
                
          Achei negativo também o aparecimento de Danni, agente israelense, como possível rival de Emma pelo afeto de Jonathan. Danni já era uma personagem boa o suficiente, Reich não precisava ter colocado ela como essa atração entre ela e Jonathan de maneira tão óbvia, como se fosse uma substituta de Emma no coração de Jonathan. Isso ainda não aconteceu mas alguém aposta que, nos próximos livros, Jonathan vai ficar dividido entre as duas?

                Sim, por que essa série ainda promete continuação. A saga do jovem doutor parece estar longe de acabar. E eu mal posso esperar para ler os próximos livros. Nota 9 – muito bom.

Obs: Resenha originalmente publicada em Livros em Pauta.


O que acharam do livro? Vocês leriam? Já leram? Comentem!



"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica