|FILME| A teoria de tudo (resenha / review) #Oscar2015

quarta-feira, fevereiro 18, 2015 0 Comments A+ a-


   O jovem Stephen Hawking é um jovem estudante em Cambridge, se preparando para cursar o seu mestrado (embora ainda não saiba qual será o tema de sua tese). Ainda que tenha muitos amigos, Steve é um tanto reservado com as garotas. Em uma festa, porém ele encontra a estudante Jane Wilde e essa parece encantada pelo jovem astrofísico. 
    A teoria de tudo é um dos filmes indicados ao Oscar 2015, em várias categorias. É uma espécie de biografia do gênio Stephen Hawking, mas o foco principal é sua relação com Jane e a descoberta de sua doença degenerativa (esclerose lateral amiotrófica) com apenas 21 anos de idade.  
    A primeira vista Jane e Steve não parecem ter muito em comum. Ele fazendo o seu mestrado em 'cosmologia', ela estudando francês e espanhol. Ele ateu, ela católica anglicana. Mas o relacionamento cresce com Steve apresentando os mistérios do universo e Jane citando poesia e a bíblia. Jane não entende muito daquilo que Steve é especialista mas é parece entender quando ele lhe explica que finalmente encontrou um tema para sua tese: ele acredita que, bem no principio do tempo e do espaço, havia apenas um gigantesco buraco negro e parecia disposto a provar isso. 
   Steve e Jane poderiam ser apenas outro casal se, após uma queda meio ridícula enquanto caminhava pela universidade, este não fosse diagnosticado com uma doença motora degenerativa. Com a perspectiva de apenas mais 2 anos de vida, Stephen Hawking poderia ter se entregado a tristeza e, por um tempo, é exatamente isso o que faz. Mas Jane consegue tirá-lo de sua depressão sob o argumento de que 'se dois anos é tudo o que temos, então quero passar esses dois anos do seu lado'.

   A coisa que mais me chamou a atenção em "A teoria de tudo" foi a atuação de Eddie Redmayne como Stephen Hawking. A forma como ele foi interpretando a progressão da doença degenerativa de Hawking é brilhante e digna de milhares de premiações - não parecia um ator fazendo um doente, parecia que a doença era uma condição do próprio ator: É o tipo de papel que marca toda uma carreira, daqueles que elevam um artista da categoria de 'bom' para uma verdadeira estrela.
    Quanta a história, demorei para me envolver na trama, achei o romance inicial entre Stephen e Jane muito rápido e não consegui de fato 'torcer' para eles como casal. Com o passar da história eu fui me envolvendo mais e sentindo certa empatia pelos personagens - é difícil não simpatizar por Jane, devido a tudo o que ela passa 'cuidando' do marido e dos filhos sozinha. 
     Somente no meio do filme, quando Stephen vai a um recital sozinho e disso resulta uma série de eventos dramáticos, é que a obra me pegou de fato. Daí até o final assisti com a sensação que esperava ter desde o início: de que era uma história emocionante, de apertar o coração e levar as lágrimas. 

     Surpreendentemente, nem assim eu chorei com o filme. A história dá um salto de alguns anos, para o início dos anos 90, quando Hawking, já não podendo falar, precisa de uma enfermeira permanente para escrever (isso foi um pouco antes de adquirir a máquina que lhe dá sua mais conhecida 'voz'). Vemos um casal vivendo juntos mais por hábito que por amor, ao menos era o que pensava enquanto assistia.
      E, no entanto, aquele final... Eu que nem estava muito ligada, senti um aperto no peito e me vi com os olhos cheios d'água (embora, como eu disse acima, não chorei). Mesmo sendo uma história realista, o filme conseguiu (a sua própria forma) dar um Happy Ending para um relacionamento que durou tantos anos.
      Pretendo assistir esse filme de novo algum dia e, tenho certeza, chorarei quando o fizer. Pois, dessa vez, estarei prestando mais atenção quando os olhares de Steve e Jane se cruzaram pela primeira vez.
     No momento, só posso indicá-lo para os que gostam de bons dramas ou estão interessados na biografia desse gênio moderno. Nota 7 - um filme razoável.
   
        P.S.: Em tempos: a trilha do filme é muito bonita e envolvente. 


A teoria de tudo concorre ao Oscar na(s) categoria (s): melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora original. 

"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica


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