|FILME| Frozen – uma aventura congelante (Resenha / Review)
Durante
a infância Elsa e Anna são
inseparáveis. Porém, após um acidente em que Anna se machuca devido aos poderes
de Elsa, a mais velha decide se isola de tudo e de todos e as duas crescem sem
se falar. Os anos passam e Elsa, agora herdeira do trono de Arendell deve abrir
os portões do castelo para sua coroação como rainha. Mas será que ela
conseguirá esconder de todos – e de Anna – o seu maior segredo?
Tudo
parece caminhar bem, mas um novo desentendimento entre as irmãs faz com que
Elsa parta de Arendell. Anna resolve ir atrás da irmã pois somente ela pode
devolver o verão ao reino.
No
começo estranhei um pouco essa coisa de musical da animação mas depois pensei, ‘bom,
é a Disney’ e mergulhei na história proposta. As duas irmãs são praticamente
opostas, Anna toda impulsiva e aventureira enquanto Elsa é mais contida e tímida
(Jane Austen curtiu isso). Ambas tem grande afeto uma pela outra, mas a
extensão de segredo que Elsa mantém de Anna e do mundo faz com que o
relacionamento entre as duas seja tenso é difícil.
Depois
que Elsa foge, Anna deixa o reino nas mãos do príncipe Hans e parte em busca
dela. No caminho ela encontra Kristoff um vendedor de gelo que, por motivos
óbvios, também tem interesse no vim do inverno de Arendell. Ele promete levá-la
onde Elsa está e esse é o inicio da aventura.
Embora
tenha muitos aspectos que o iguale a outros filmes de princesa da Disney, Frozen tem outras características que o
tornam diferente. Sim, a princesa se apaixona e há um romance mas não é o que
se espera de um filme como esse. Não darei spoiler mas a reviravolta do meio
pro final mostrou que, muito mais do que incentivar as meninas a encontrarem o príncipe
encantado, os novos filmes da Disney se preocupam em passar a imagem de que o
cara certo não precisa ser perfeito (e de que nem sempre é bom agir por
impulso). A mensagem mais forte de Frozen
na verdade é que o amor familiar é o mais importante, por isso a relação entre
Anna e Elsa acaba tendo maior destaque do que qualquer interesse amoroso das
personagens.
A
animação tem ainda cenas de ‘aventura’ e garante emoção e muitas risadas. Sobre
o ultimo, impossível não citar o boneco de neve Olaff (no Brasil dublado por
Fabio Porchat) que sonha em conhecer o verão e parece não saber que um boneco
de neve e calor não combinam. Olaff é engraçadíssimo
, ri praticamente em todas as cenas em que ele está presente o que é justamente o objetivo do roteiro
– deu certo, parabéns aos envolvidos.
Pois
bem, se você gosta de uma boa animação com muitas músicas (mesmo!) e uma
história de princesas moderna e divertida, com certeza deve assistir Frozen. É importante citar que o filme
foi inspirado em um conto de Hans Andersen (A rainha de gelo) porém o faz de
tal maneira que você mal consegue reconhecer a história original. Nesse caso,
porém isso é uma coisa boa: Ao invés de uma Rainha do Gelo vilanesca, temos Elsa
que é (na minha opinião) a melhor personagem do filme e a primeira princesa da
Disney que tem características de anti-heroína. Como não amar?
Não
tinha intenção de escrever sobre esse filme mas depois de ter assistido duas
vezes no cinema (uma em 3D e outra em 2D) achei que deveria compartilhar minha
nova paixão com vocês. Frozen é um
dos melhores filmes (animação ou não) que assisti nessas férias e indico
fortemente para todos, crianças ou adultos. Nota 9 – muito bom.
Obs.: Demi Lovato gravou uma das músicas do
filme.











