Filme: Millennium - Os homens que não amavam as mulheres #resenha

quinta-feira, fevereiro 09, 2012 2 Comments A+ a-

Sou completamente fascinada pela trilogia Millennium então quando saiu o remake eu fui correndo assistir. Para você que sempre quis saber do que se trata o livro/filme ‘Os homens que não amavam as mulheres’ lá vai:  Mikael Blomkvist é um jornalista que tem a reputação acima de qualquer suspeita. Mas isso até ser condenado por difamação e calunia contra um poderoso empresário.
Após esse fato ele perde toda a sua credibilidade como jornalista. É nesse momento que recebe a estranha proposta de Henrik Vanger: Henrik quer que Mikael descubra quem assassinou sua sobrinha, há mais de 20 anos atrás. Para isso Mikael teria que sair de Estolcomo e ir morar na gelada Hedestad por vários meses. Sem muita perpectiva Blomkvist aceita a proposta.
A hacker Lisbeth Salander aparece na história por que Vanger pede uma investigação sobre Blomkvist. Mas não demora muito e o caminho desses dois se cruzam, justamente quando Mikael descobre que esta investigando bem mais do que o suposto assassinato de uma herdeira. Juntos, eles tentam descobrir a identidade do assassino.

Vou tentar fazer uma analise racional da história mas não garanto.
O filme tem uma atmosfera densa, de suspense, tendo a trilha sonora (e efeitos sonoros em geral) grande influencia nesse clima. Fiquei vidrada na história e, mesmo já sabendo o final, confesso que roi bastante as unhas assistindo Millennium. Outra coisa que contriuiu para esse ar de suspense são as paisagens geladas, típicas dessa parte da Suécia.
O roteiro também é muito bem escrito e soube calibrar muito bem as cenas de suspense e de ação, fazendo com que esse filme de 02 horas e 30 minutos (talvez mais!) nem parecesse tão extenso. Ainda sobre o roteiro, foi uma grande sacada deixar tantas pontas soltas para o próximo filme, além de simplificar o enredo e os personagens para que o publico entendesse tanto em tão pouco tempo.
Parece algo simples mas que a versão sueca ficou devendo. Como é impossível deixar de compará-las, admito aqui que o remake é bem superior ao original. Ou seja, a Millennium dos americanos é um filme melhor do que Os homens que não amavam as mulheres dos suecos.

Porém, se me permitem um (ou alguns) mimimi de fã, fiquei um pouco irritada com algumas simplificações e ganchos deixados no filme. Alguns diálogos são tão absurdos e tirados sei lá de onde que bufei quando os vi na telona (vide aquele diálogo ridículo entre Salander e Blomkvist na cama em que ela, do nada, conta seu maior segredo a ele).
Sobre os personagens, eu estava certa, ao menos em partes: Mikael Blomkvist foi perfeitamente encarnado por Daniel Craig. Sobre Lisbeth Salander e Rooney Mara, no entanto...


Não é que a interpretação dela tenha sido ruim. Muito pelo contrário, confesso que me surpreendi com a atriz. Mas sabe quando você tem dificuldades de enxergar a personagem na pessoa? E isso ultrapassa a fidelidade ao livro, é mais um estranhamento de quem já se acostumou com outra atriz no papel. Ela atuava bem e tinha seus momentos bem Salander mas foi difícil para mim ver a personagem nela. Difícil também explicar isso.
                Na verdade acho que me deixou incomodada não foi nem a atriz, mas sim o tom que deram à personagem. Ao invés de misteriosa e enigmática, como na versão sueca, por exemplo, Lisbeth tem um tom quase de humor em Millennium. Foi estranho em alguns momentos, mas confesso que dei algumas risadas com ela.
                Esse meu papo de fã rende um post a parte, então deixa eu dizer só que adorei o fato dos atores falarem inglês com sotaque sueco e parar por aqui.


                Indico esse filme para todos? Não. Percebi no cinema que Millennium não é para todos: A moça do meu lado ficou uns segundos em silencio antes de dizer – lentamente- “Que filme estranho...”. A outra teve que ser acordada pela mãe. E vi outras pessoas com a expressão sonolenta e confusa, como se não tivessem entendidos bulhufas.
                Por esse motivo, indico se gostar de mistérios densos e com cenas fortes. A conversa dos personagens requer total atenção por que é através dela que o filme se desenvolve. Tudo é importante e tudo vai fazer sentido no final, desde que se preste atenção.
                Se gosta desse tipo de filme ou se já assistiu a outra versão e gostou, vá em frente. O filme é muito bomnota 9

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"My work always tried to unite the true with the beautiful; but when I had to choose one or the other, I usually chose the beautiful." -- Hermann Weyl Miss Carbono que é o numero 6 na tabela periodica

2 comentários

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Dessa Porto
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10 de fevereiro de 2012 01:38 delete

Eu amei a Lisbeth Salander... Simplesmente apaixonada e louca para ler o próximo livro MC!! Sem contar a perfeita companhia. Embora eu já tenho ido na intenção de dormir, era extremamente impossível que isso acontecesse... Sinceramente, até me deu inspiração para meu próximo livro. E bota inspiração nisso... Recomendo!!!

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Caue1507
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11 de fevereiro de 2012 14:27 delete

fiquei super curioso para ver esse filme por ter daniel craig num dos papeis principais, jah vi alguns outros filmes com o ator e sempre achei todos muito bons! fora isso a trama de todo esse mistério me chama muuuuito a atenção também! =] quanto ao ultimo filme que eu assisti foi "A Filha Do Mal" e quis meu dinheiro de volta hsauhashuasuhas sério, não recomendo D:

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hangover at 16

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