Resenha: Amante Meu - J.R. Ward

sexta-feira, abril 26, 2013 1 Comments A+ a-



Alerta: Resenha do oitavo livro da série da "Irmandade da Adaga Negra" e pode conter spoilers dos livros anteriores. 

  Para ler as resenhas na ordem, clique nos links abaixo (estão listados na ordem de publicação) 


“Queria ser possuído. Queria alguém para dizer: Você é meu.” – John (página 41)

           Quatro semanas se passaram desde que Xhex foi seqüestrada e John ainda não desistiu de encontrá-la. A essa altura ele já não sabe se a verá viva ou morta mas não desiste – afinal está loucamente apaixonado por ela.
            Enquanto isso, do outro lado de Caldwell, Xhex está presa em uma espécie de bolha criada por Lash. Ninguém pode ouvi-lá, ninguém pode vê-la, além do filho de Ômega. Sendo assim, como seriam capaz de encontrá-la.


PONTOS FORTES:

            Xhex e John são um dos melhores casais da série, amei o relacionamento deles e a maneira como ambos deram forças um para o outro para ‘superar’ o passado. Também gostei como tudo aconteceu entre esse casal (dessa vez não é o mocinho que salva a mocinha) – enfim, todas as situações envolvendo Xhex e John foram pontos fortes.
            Além disso, Payne também me pareceu uma personagem interessante, eu estou curiosa sobre o livro dela (principalmente pelo final dramático).

PONTOS FRACOS:

           Por onde começo? As 200 primeiras páginas foram uma bomba total, a ponto de eu pensar em abandonar o livro. Muito flashback, muito drama e... muitas falhas gráficas nas páginas do livro. Algumas páginas estavam tão desbotadas e ilegíveis que eu fiquei na dúvida se estava lendo um livro novo mesmo. Como não ouvi comentários sobre isso de outros blogueiros vou considerar uma falha isolada da Universo dos Livros. Porém é preciso prestar mais atenção a impressão de todas as páginas.#FikDik
           Mas, voltando ao conteúdo, depois das primeiras 200 páginas de puro tédio o livro finalmente começa. Já disse aqui que detesto aquelas voltas no tempo que ocorrem durante certos livros? Os famosos flashbacks povoam Amante Meu o que foi muito, muito irritante, mesmo sendo algo fundamental para o entender o passado de Thor e de Darius Jhon. Consegui aturá-los depois da página 200 mas para mim foi algo negativo mesmo.
            Ainda nos aspectos negativos, achei previsível e desnecessário todo aquele mistério em torno do “Fantasma de Rathboone”. Se o objetivo da autora era criar expectativa sobre a volta desse personagem comigo não deu certo.
            E, para completar o pacote, ainda temos capítulos inteiros dedicados a deterioração física e mental de Lash o que é quase tão chato quanto acompanhar um Sr. X ou Sr. O da vida.

CONCLUSÃO:

           No quesito casal, o livro é ótimo. Porém a maioria das partes e elementos da história foram chatos, cansativos e desanimadores. Para mim a autora adiantou tanto da história de John e Xhex nos livros anteriores que ficou “sem assunto” em “Amante Meu”: Só pode ser isso para ter tantos momentos de outros personagens.  Ok, por esses momentos pude perceber que a Saga ainda vai longe, mas, embora ainda tenha interesse em continuar lendo sobre a Irmandade, a maneira como Ward tentou conduzir os outros elementos não me agradou.
         Enfim, no geral, não é um dos melhores livros da série. Se fosse só pelo casal eu daria 9 mas, considerando tudo isso, minha nota final é 7,5 – um livro razoável (meio ponto a mais pelas cenas que salvam).


Obs.: Eu não comentei nada sobre Quinn e Blay, não é? Só digo uma coisa: Agora também não quero que eles fiquem juntos. Rum! (Sim, eu sei que eles ficam juntos mas não curto mais esse casal). 

Obs.²: Publiquei essa resenha originalmente lá no Livros em Pauta


Resenha: Senhora - José de Alencar

segunda-feira, abril 22, 2013 10 Comments A+ a-


         Aurélia Camargo é uma debutante, uma estrela na sociedade fluminense do século XIX. Porém assim como uma estrela, Aurélia surgiu nessa sociedade aristocrata sem que muito se soubesse de seu passado. Embora jovem, ela já amarga uma decepção amorosa, algo que nem todo o dinheiro que agora possui pode apaziguar. 

           É então que, através do dinheiro, Aurélia busca conseguir seu maior desejo: Fernando Seixas, o jovem fútil que a havia cortejado e depois dispensado sem sequer um aviso ou explicação. Com ajuda de seu tio Lemos, Aurélia oferece a Fernando um casamento de conveniência sem, no entanto, revelar sua identidade. Endividado, Fernando aceita o casamento porém mal consegue acreditar ao ver que a moça interessada em se casar com ele, é a sua antiga paixão, outrora sem um centavo. 
           No entanto, na noite de nupcias, Fernando descobre a terrível verdade: Aurélia o humilha e diz tê-lo comprado, como se faz há um objeto e que, a partir daquele dia, nada mais teriam do que um casamento de conveniência. 
           Uma novela mexicana? Um romance de banca? Não, trata-se das primeiras páginas de um clássico da literatura brasileira: Senhora, de José de Alencar. 
             A primeira vez que li esse livro, me surpreendi com as características dos personagens. Ao contrário das protagonistas da época, Aurélia é mais decidida e, embora seja um pouco mimada em alguns pontos, em outros parece completamente consumida pela paixão/obsessão que sente por Fernando. Não é atoa que é uma das personagens femininas mais famosas do autor, Aurélia intriga e cativa até mesmo os leitores que, juntamente com o mocinho, tentam decifrar o que se passa pela cabeça da personagem. 
             Quanto a Fernando, no inicio trata-se de um personagem fraco. Porém, após a humilhação que sofre por Aurélia, passa a adotar uma postura mais austera e responsável. Pouco a pouco fui me simpatizando por Fernando, embora reconheça que, nesse livro, ele é um tanto ofuscado pela "Senhora", a protagonista feminina da história.

              Dizer que o livro pertence a primeira fase do romantismo e que nele José de Alencar criou um de seus famosos "perfis femininos", sempre voltado para a idealização feminina e o desfecho romântico para os personagens seria apenas dizer mais do mesmo. Dizer que, nesse livro, há uma crítica sutil a sociedade consumista da época e que muito de seus temas (Casamento de conveniência, idealização feminina) são utilizados até hoje na literatura romântica também me parece redundante. 
               O que eu queria mesmo é indicar esse livro para todos aquelas pessoas que gostam de histórias românticas (tipo romance de banca mesmo) e de conflitos amorosos. Fiquei impressionada com a tensão entre os personagens, a maneira como o desejo de Aurélia por Fernando (e deste por ela) parece transbordar das páginas do livro, mesmo que não haja sequer um beijo entre eles. A cena em que eles valsam, para quem consegue captar nas entrelinhas, é um maior exemplo dessa atração entre os personagens, algo que ambos repelem mas não conseguem evitar. 
                Está tudo ali, nas páginas de Senhora, aquele livro que os professores nos obrigam a ler mas que nós o fazemos com tanta má vontade que acabamos não percebendo que - no meio de todo aquele palavreado ultrapassado e expressões confusas - há uma história de amor digna de qualquer best-seller de nossos tempos. Aliás, até melhor, já que a maioria das mocinhas dos livros de hoje não tem nem metade da iniciativa de Aurélia Camargo. 

                 Cheguei a essa conclusão na primeira vez que li o livro e, esperava, que, anos após essa minha primeira romântica leitura, minha opinião mudasse também. Mas então, quando o reli, lá estavam os mesmos personagens encantadores de que me lembrava e aquela história que, embora não tenha a "genialidade" de um Machado de Assis, me cativa até hoje. 
                  Sim, o livro tem clichês e pode ser considerado raso por muitos (não é dessa forma que se referem a quase todos os escritores romanticos: Rasos e clichês?). Mas, para um publico que realmente gosta desses temas, José de Alencar é uma leitura obrigatória e Senhora principalmente. 

                    Sobre a nota, não preciso nem pensar duas vezes: Nota 10, trata-se de um dos meus livros favoritos e não me desfaço de meu exemplar de senhora por nada no mundo. 
                
               Sinopse do livro no Skoob

Resenha: O coração de Giselle - Penny Jordan

segunda-feira, abril 15, 2013 3 Comments A+ a-

Ele a queria… Mas ela poderia se render? Saul Parenti exigia sempre o melhor. Por isso, contratou a competente Giselle Freeman para trabalhar com ele. Apelidada de “Rainha do Gelo”, ela possuía uma beleza fria e um porte austero. Mas, para Saul, por trás de atitudes tão rígidas havia uma mulher intensa! Traumas de infância levaram Giselle a se retrair do mundo, da vida… Agora, o destino a colocara junto ao único homem que poderia derrubar suas barreiras ao desafiá-la. A atração era inegável, e a única solução seria render-se aos apelos de seu desejo! - Sinopse retirada do Skoob
               Giselle é uma eficiente arquiteta que trabalha em uma firma mediana em Londres. Infelizmente essa firma está prestes a falir, razão para tensão de todos os funcionários. Tudo isso muda quando uma bilionário compra uma ilha particular e resolve manter a empresa em que Giselle trabalha como os responsáveis pelo projeto de um Resort no local. 
                 Mas a mocinha não esperava que conhecer Saul Parenti, o rico comprador da ilha, fosse lhe despertar emoções tão contraditórias. Por muito tempo, devido ao seu passado obscuro, ela se livrou da companhia masculina, até chegar a achar que estava imune a paixão. Porém foi só conhecer esse homem dominador e arrogante para sua opinião sobre si mesma e seus desejos mudar. 
                 Como em todos os livros da Penny Jordan, aqui temos um casal que começa se hostilizando mas que vão se conhecendo e se gostando ao longo do livro. Giselle e Saul são muito parecidos e não demora muito para perceberem que essa hostilidade toda, mascara uma grande atração. Mas será que os mocinhos conseguirão um caminho juntos apesar dos traumas que ambos compartilham? 
                Infelizmente, embora normalmente os livros dessa autora sejam razoáveis, esse livro não conseguiu chegar nem a esse minimo de satisfação esperado. Giselle é chata e não tem nada dessa frieza retratada na sinopse - pelo contrário, parece ser até mesmo instável emocionalmente. Já Saul é machista e arrogante, o que não seria um defeito se ele tivesse algo além disso. 
                 Como nenhum dos personagens principais é interessante para mim, a história perdeu completamente a graça. Para piorar, descubro que o livro não está completo: Há uma segunda parte chamada "A escolha de Giselle" que mostra mais alguns segredos que a mocinha escondeu nesse primeiro livro. Acho uma idiotice dividirem um romance de banca em duas partes e essa foi a gota d'água que me fez detestar O coração de Giselle
                 Espere, eu disse detestar? Acho que nem isso eu consigo sentir por um livro tão frustrante e chato como esse. Apesar disso, pode agradar aos fãs da autora, então recomendo ao que já gostam da maneira de escrever de Penny Jordan - desde que estejam dispostos a comprar a continuação também, caso contrário ficarão a ver navios com esse final. 

Nota 6 - não gostei

Resenha: Fugitiva da Paixão - Charlotte Lamb

segunda-feira, abril 08, 2013 3 Comments A+ a-


 
TRAÍDA POR SEU AMOR ELA DEIXOU-SE LEVAR POR FÁCEIS CONQUISTAS.ELIZABETH DEIXARIA SEU NOIVO, PARA QUE ELE FOSSE FELIZ COM OUTRA?Elizabeth caminhava entre as floreiras do jardim, pensando na atitude que deveria tomar depois de ter ouvido uma conversa entre seu noivo, Dan, e a prima dele. Não era possível acreditar, eles mantinham um romance às escondidas! E agora, o que deveria fazer? Desmascará-los? Fingir que não sabia de nada? Não, seu orgulho lhe dizia que só a vingança aplacaria a dor que estava sentindo ... Dan logo veria do que era capaz uma mulher apaixonada e traída! - Sinopse retirada do Skoob
Elizabeth conheceu Dan por toda a sua vida e, quando ela retornou da faculdade e ele a pediu em casamento, não pensou nem por um instante em recusar a proposta. Afinal, o amava desde que era criança. No entanto o pai da moça consente que o casal se case apenas após uma espera de um ano, condição que Dan aceitou, ainda que com má vontade.
    O livro começa quando faltam apenas 3 meses para esse ‘prazo’ expirar. Elizabeth se produz toda para um encontro com o futuro marido quando recebe uma ligação dele cancelando o compromisso, pois tinha que trabalhar até mais tarde. Decepcionada, ela resolve ir até a casa da Tia de criação, local onde morar tanto Dan quanto seus “primos”, Karen e Toby. É então que ela ouve a conversa que é narrada nessa sinopse. Desiludida a mocinha cancela o noivado e vai para a Itália com o primo de Dan, Toby, na esperança de que o afastamento a impedisse de sofrer ainda mais quando visse os dois finalmente juntos.

Esse é um livro antigo, publicado no Brasil em 1993 e escrito por Charlotte Lamb em 1974. Porém, é preciso que se diga que essa não é uma história sobre uma mocinha inocente que se submete ao mocinho arrogante e dominador como é comum em romances escritos à época. Elizabeth é uma mulher forte e determinada, com um gênio difícil que faz páreo com a personalidade déspota de Dan. O avô do mocinho chega ao ponto de falar que ela é a única que bate de frente com o neto, o que de fato acontece durante todo o livro.
Como em todos os romances dessa autora, os mocinhos vivem uma relação de gato e rato, porém com química explosiva que irrompe nos mais variados momentos. Não há cenas muy calientes nesse romance, porém posso dizer que me agradou mais do que muitos romances mais “saidinhos” que vem saindo por ai.
A tensão entre os personagens salta das páginas e, embora me irritasse um pouco o orgulho deles  pois é o que impede de esclarecer toda a situação, também apreciei cada momento desse “drama”.
O resultado é um romance “das antigas” que não perde o charme por tratar de sentimentos comuns a todas as épocas: Amor, Ciúme, paixão, orgulho... Tudo isso narrado por uma das minhas autoras preferidas, Charlotte Lamb (que Deus a tenha!) o que rende uma história que me agradou bastante do inicio ao fim.
Dou nota 8,5 – um bom livro, mas acrescentei meio ponto pelos diálogos rápidos nas discussões entre os personagens principais. Recomendo para quem gosta desses romances de banca mais antiguinhos, com mais ênfase nos sentimentos que no relacionamento físico entre os personagens. 

Resenha: Esposa Rebelde - Margaret Moore

sexta-feira, abril 05, 2013 3 Comments A+ a-

A Paixão incendiou aquele casamento de conveniência!
Inglaterra, Idade Média.
Arrogante e orgulhoso, sir Roger de Montmorency exigia de sua esposa obediência absoluta. Mas a rebelde lady Mina Chilcott desafiou a autoridade de Roger desde a noite de núpcias, fazendo ferver de excitação seu sangue normando! 
Ela queria ser tratada com respeito e consideração, especialmente pelo marido. E jurou que o seria, antes que ele tentasse fazer valer seus direitos de esposo... - Sinopse retirada do Skoob

             Cansado de esperar pela futura esposa, Roger de Montmorency inicia o banquete que havia preparado. Ele considera uma ofensa que sequer tenham enviado um mensageiro para informar desse atraso de horas. Porém não esperava que uma arrogante Mina Chilcott invadisse o salão de banquete, sem sequer esperar que a anunciasse e ainda o acusando de não cuidar bem de suas propriedades já que o motivo de seu atraso havia sido a destruição de uma das pontes do próprio Lorde. Roger fica furioso e, a partir daí, inicia-se uma batalha de vontades que se arrasta por praticamente todo o livro.
             A primeira vista, Roger acha Mina pouco atraente mas fica admirado com a mulher forte e decidida que adotou como esposa. Não demora muito e essa admiração se torna também uma atração. Já Mina considera Roger bonitão mas arrogante, o que faz com que se antipatize com ele a primeira vista. 
           
             Acontece que os mocinhos protagonistas desse livro tem personalidades muito parecidas. Ambos são arrogantes, orgulhosos e altivos, o que faz com que não consigam se dar bem. Mina e Roger passam o livro todo sem conseguir se comunicar um com o outro, tamanho é o orgulho que sentem. Ambos também são muito honrados mas não conseguem confiar um no outro: A situação chega ao ponto de Roger passar a agir de maneira irracional só por acreditar que está sendo traído. 
             Gosto bastante desse livro, o quinto da série Warriors. Mina já começa o livro preparando uma "cilada" para o mocinho e essa é a grade razão pela qual ele passa a desconfiar de tudo o que ela faz depois disso.  Roger tem a 'arrogância normanda' é um ar indiferente que só é quebrado quando conhece a também arrogante e aparentemente fria Mina. Porém, para que tenham um final feliz é necessário que ambos cedam, algo que só ocorre no finalzinho do livro.  
           Falando sobre essa série da Margaret Moore, ainda me surpreendo como ela conseguiu criar tantos mocinhos e mocinhas diferentes, atribuindo a eles características particulares que os diferem um dos outros. Por se tratar de um romance romântico, é comum que haja certo maniqueísmo nos personagens, porém nos livros dessa autora mocinhos podem agir de modo vilanesco e vilões podem ser os heróis protagonistas dos livros seguintes. Esse é um dos motivos de eu gostar tanto de suas histórias, por conta dessa habilidade da autora. 
             
           Voltando a Esposa Rebelde, recomendo a todos que curtem romances de época, principalmente os que passam no período medieval. O livro não tem muita ação, é mais focado no casamento de conveniência desses personagens. É justamente desse tipo de romance que eu gosto, por isso minha nota é 8 - um bom livro.

Resenha: Noites quentes de paixão - Alison Kent, Karen Anders, Jeanie London

segunda-feira, abril 01, 2013 0 Comments A+ a-

Convites sensuais para noites românticas!O Natal é uma época maravilhosa para deliciosas travessuras.
E se elas incluem conquistar três solteiros sexies e arrasadores que moram em um condomínio ultra chique em Nova Orleans, o Court du Chaud, então o melhore ser criativa... E criatividade é o que sobra para a impetuosa Claire, a meiga Chloe e a exuberante Josie. Elas planejam deixar, sorrateiramente, um convite embaixo da porta de cada um de seus alvos, e calmamente esperar até que eles voem para seus braços suspirando de prazer...Sem compromissos. Sem perguntas, Com muita imaginação. Quem poderia dizer que cartinhas de papai-noel resultariam em presentes tão ardentes? - Sinopse retirada do Skoob
       
          O livro é dividido em três histórias, cada um contando a história de uma personagem diferente, todas moradoras do condomínio em Nova Orleans, chamado Court du Chaud. Todas as histórias se passam as vésperas do Natal, com pouco diferença de tempo entre uma e outra.
             A primeira história, Amo-te loucamente, tem como personagem principal Claire, uma consultora de imagem obcecada pelo seu novo vizinho, Randy. Uma noite Claire cria coragem e envia um cartão sensual para o mocinho e, o que era para ser apenas um caso antes do Natal acaba se tornando algo mais sério, conforme Randy começa a deixar transparecer seu passado sofrido. Claire tem medo de envolvimentos sérios mas, noite após noite, acaba se rendendo ao bonitão. É um história curtinha, com pouco desenvolvimento e complexidade dos personagens, porém é uma das mais divertidas do livro. 
             Já em Amor em Domicílio, vemos como as poesias da romântica e pouco convencional Chloe acabam conquistando o durão Jack. Novamente a mocinha passa a encaminhar bilhetes para o mocinho que, novamente, tem um passado sombrio. No entanto, Chloe é do tipo salvadora e meio metafísica, acreditando em chacras e fantasmas. Por incrível que pareça Jack não sai correndo ao ver que essa mulher não bate muito bem, pelo contrário, acaba se apaixonando. 
              Essa foi a história de que menos gostei, achei a mocinha meio doidinha e me parece um tanto improvável que o mocinho, um homem tão pragmático, não se incomode com essa maluquice toda.
                 Na terceira história, Josie foi sempre apaixonada por Max porém, durante 10 anos, só ficou sabendo noticias dele através das revistas de negócio. Porém, quando Max retorna para o funeral da tia, eles iniciam um jogo sensual que acabar se tornando algo mais sério, justamente na noite de Natal. Essa é uma das histórias mais 'bem planejadas', já que os mocinhos já se conhecem e tem uma certa história, o que torna mais crível que o relacionamento deles possa se transformar em amor. Nos outros casos essa paixão a primeira vista soou forçada para mim, o que empobreceu as histórias.
                   Analisando de um modo geral, achei o livro divertido porém nada além disso. As histórias são um clichê não memorável, algo que é terminar e esquecer. Por isso dou nota 6,5 - seria um seis, mas gostei de algumas histórias por isso acrescentei meio ponto.