Filme: Autópsia de um crime (Resenha / Review)

sexta-feira, março 29, 2013 3 Comments A+ a-

Eu juro, por Apolo, médico, por EsculápioHigeia e Panaceia, (...) Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. (...) Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça. - Juramento de Hipócrates (Trechos retirados do Wikipédia)

       Ted Grey é um jovem e brilhante estudante de medicina, que acaba de voltar de uma missão humanitária na Africa. Ele mal tem tempo de ficar com sua noiva Gwen e já viaja novamente, dessa vez para começar sua residência médica em um importante centro de patologia. 
      Chegando lá Ted é logo recebido por um estudante de medicina e, pouco depois, conhece o dr. Jake Gallo, um outro colega de residência. É muito importante citar esse primeiro encontro entre Grey e Gallo pois tem características quase românticas: Uma troca intensa de olhar e uma avaliação mutua que parece encher o ambiente de tensão. No entanto, o que acontece entre ambos é uma avaliação de jogadores, ambos se avaliando e percebendo que no outro havia um oponente de valor.
        Longe de ser apenas "mais um suspense médico" Autópsia de um crime é um filme que discute a medicina sob o ponto de vista da ética. Médicos com complexo de deus não são uma novidade no cinema mas nunca havia visto nada dessa forma: O protagonista do filme estão tão obcecados por superar um ao outro que se envolvem num jogo macabro, envolvendo assassinatos cada vez mais bizarros para que o outro tente adivinhar como a vitima morreu. 
        Claro, há outros médicos envolvidos, entre eles Juliette, que começa como namorada de Jake mas acaba se envolvendo com Ted também. É engraçado que, embora os personagens do filme sejam cruéis e frios, esse foi um dos momentos que mais me chocou, ver que o "mocinho" acabava sendo seduzido por outra, mesmo tendo uma noiva o esperando.
        Sem querer dar spoilers (acho que já dei alguns, mas faz parte) o filme se desenvolve em crescente tensão e repleto de cenas nojentas de cadáveres e partes do corpo humano. É por lembrar que nada é gratuito, a história se passa praticamente inteira em um necrotério, mas há também uma série de outras situações que podem perturbar os mais sensíveis, por isso afirmo que o livro não é para todos. 
        Mas é um filme interessante razão pela qual, mesmo tendo assistido-o pela primeira vez há vários anos (o filme foi lançado em 2008) ainda me recordava da história, mesmo antes de tê-lo visto novamente na semana passada. Não é um roteiro primoroso porém é interessante e, para completar, é um filme de ótimas atuações. Indico para o que gostariam de ver um suspense diferente, onde não há mocinhos, apenas graus diferentes de maldades (o final ilustra bem isso). 

        Nota 10 - o filme está na lista de favoritos, embora não seja uma história que eu tenha vontade de rever com frequência.

Dica: Por ser um filme antigo, é possível encontrá-lo completo no Youtube. 

Trailer

Resenha: Receita para o amor - Kristi Gold

segunda-feira, março 25, 2013 0 Comments A+ a-

Quando a farsa de seu noivado finalmente chega ao fim, a famosa chef e apresentadora de um programa de culinária Corri Harris, fica livre para se entregar a um ardente caso de amor. O dono do estúdio, o sexy Aidan O’Brien, parece ser o melhor remédio para seu orgulho ferido. Mas poderá essa paixão há tanto sufocada, ser também um remédio para seu coração?
   Quando terminou de seu noivo Corri estava furiosa. Porém ela não imaginada que a cura para seu orgulho ferido viria do irmão de seu ex-noivo, Aindan O'brien, que também era o dono do estúdio em que gravava seu programa de culinária. 
    Aindan sempre foi apaixonado por Corri e, agora que ela e seu irmão terminaram, resolve que é o momento de tentar sua sorte com ela. Ele então começa uma campanha para seduzi-la, ao mesmo tempo em que tenta alavancar a carreira da mocinha. 
     Kristi Gold nos apresenta mocinhos divertidos e interessantes. O que mais gostei desse livro é que, antes de serem apaixonados um pelo outro, Aidan e Corri eram amigos, algo que se reflete nos diálogos rápidos que povoam o livro. Claro, também há romance e diversas cenas mais apimentadas, mas o livro me surpreendeu positivamente por esses aspectos que já citei. 
      Observando os personagens secundários percebo que deve haver mais livros sobre os outros irmãos O'brien (aquelas histórias de clãs tão utilizadas pelas autoras de romance) e, enquanto escrevo essa resenha, dei uma pesquisada no Google e percebi que esse trata-se do segundo livro. Mas tudo bem, são histórias independentes e não é necessário ler na ordem correta ou ler os outros livros para entender. O que é bom, já que somente esse livro foi publicado aqui no Brasil, os outros só estão disponíveis em e-book (a propósito, a terceira história é sobre Kevin, o irmão que terminou com Corri - fiquei curiosa pois nesse livro ele age como um idiota). 
       Não é um livro que se tornou meu favorito mas é uma ótima história, que pretendo guardar e reler sempre que precisar de um romance leve e interessante. Recomendo a todos que também gostam de romances assim - nota 8 (um bom livro).

Para saber mais sobre os outros livros da família O'brien clique aqui

Filme: Os miseráveis (Resenha/ Review) #Oscar2013

sexta-feira, março 22, 2013 2 Comments A+ a-

                   



 sem spoiler


      Depois de ser preso por furtar um pedaço de pão e passar 19 anos fazendo trabalhos forçados, Jean Valjean é finalmente liberto, sob eterna condicional. Ele então passa a vagar pelas ruas, hostilizado e ridicularizado por todo lugar que vai. O único que lhe dá abrigo é um padre, que Valjean rouba por não acreditar mais na bondade das pessoas. Ao ser preso e levado como ladrão até o padre de que roubou se surpreende quando este informa aos policiais que ele doou toda a prataria para Jean Valjean, conforme o primeiro havia dito. A partir daí o ex-prisioneiro decide mudar de vida, e, tornando-se um rico comerciante, dedica sua vida na ajuda dos necessitados.
        Os miseráveis Ã© um filme baseado em um musical da Broadway, que por sua vez é inspirado no livro homônimo de Victor Hugo. Li esse livro quando estava na quarta série, uma versão resumida dadas nas escolas, logo não me recordo de muita coisa. Mas, pelo o pouco que me lembro deste livro, achei que o filme não fugiu muito do tema principal, embora tenha tomado algumas liberdades para que a história ficasse mais dinâmica.
        Aliás, já disse que 'Os Miseráveis' é um musical? Desde o primeiro minuto até o final de sua 2h38min não há uma palavra falada, tudo é dito como se fosse uma canção que nunca termina - apenas alterna de um tema para outro, dependendo do personagem que está falando cantando. Falando em personagens, são muitos e muitos. Só não me confundi pois o filme tem um elenco incrível, logo, os personagens com mais participações também são aqueles com atores conhecidos e importantes no papel. 

         A começar por Hugh Jackman, que está bem convincente como Jean Valjean. Anne Hathway renderia um parágrafo a parte, tamanha a dedicação e intensidade que deu a Fantine, sua personagem: Em 20 minutos de filme eu não só havia concordado plenamente com o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante que lhe foi dado pelo papel, como também já estava chorando com sua comovente interpretação de I Dreamed a Dream (sim, aquela música da Susan Boyle)


I dreamed a dream in time gone by...
           Temos também Helena Boham Carter (talentosíssima, como sempre) dividindo a cena com Sacha Baron Cohen (o eterno Borat, mais uma vez me surpreendendo com seu talento) e formando o alívio cômico do filme. Amanda Seyfried mostrou sua afinação vocal já conhecida interpretando Cosette e eu não posso falar dos atores fantásticos que esse filme tem sem citar Russel Crowe e seu Javert - pode não ter sido o ator mais virtuoso ou o cantor mais talentoso mas amei sua voz (a mais grave da trama) e seu personagem altamente moralista. 
            Com essa combinação de enredo dramático e atuações excelentes, como não amar "Os miseráveis"? Chegou num ponto do filme (do meio para o final) em que eu só sabia chorar, por que cada personagem que aparecia e desaparecia me cativava com sua história e sua voz, e eram muitos personagens, entrando e saindo de cena o tempo todo. Abro aspas para falar da personagem Éponine e seu amor não correspondido: Seu solo na chuva é um dos momentos mais emocionantes do filme, ao menos para mim. Na dúvida, anotei o nome da atriz em meu arquivo mental: Samantha Barks, que viveu seu primeiro papel nas telonas. 



             Mesmo com tanta choradeira da minha parte, ainda amei cada minuto da história, coroada com aquele final tão bonito visualmente quanto emocionante e cheio de significado. 'Os miseráveis' é um filme obrigatório para os que gostam de musicais e, embora não seja um "campeão" certamente é tão admirável ao ponto de merecer a indicação ao Oscar que recebeu. Nota 9 - muito bom

Resenha: Lua Escarlate - Shannon Drake

segunda-feira, março 18, 2013 0 Comments A+ a-

Maggie Montgomery, dona da Magdalena's, uma elegante butique em Nova Orleans, fica chocada ao saber que um misterioso assassinato foi cometido na rua, em frente à sua loja, e que havia uma trilha de sangue entre a vítima e a porta da butique. Mas o choque se transforma em perplexidade quando Maggie fica conhecendo Sean Canady, o policial que vem interrogá-la... e que lhe inspira uma perigosa atração!Algo poderoso, e além da razão, uniu Maggie e Sean. Algo relacionado com um passado em comum e que começou gerações antes, sob uma lua vermelha como sangue. Pois naquela noite, mais de um século atrás, eventos perturbadores aconteceram na família Montgomery, e agora Maggie precisa encontrar um homem cujo amor seja puro o suficiente para salvá-la da escuridão à qual ela pode estar condenada... - Sinopse retirada do Skoob

                Na primeira vez em que Sean Canady vê a bela Maggie Montgomery sua mente estava avaliando-a como uma possível suspeita de um homicídio a qual investigava. Mesmo assim, não deixou de notar a beleza de Maggie... ou o fato de que parecia que já a conhecia de antes. 
              Lua Escarlate é o primeiro livro de uma série sobrenatural, porém não sabia disso quando escolhi esse livro. O que mais me chamou atenção quando li essa história foi o fato de se tratar de uma história de vampiros, um tema que, como os leitores do blog já sabem, nunca deixa de me encantar. O nome Shannon Drake também me pareceu familiar (acho que já tinha lido um romance história da autora) então, por que não? Peguei o livro em minha ultima visita ao sebo. 
               Porém, mais uma vez, me decepcionei com a história contada. Para começar, ser vampiro, na história, é o mesmo que estar amaldiçoado, algo que somente o poder do amor pode "curar". Ai já começa errado e, com o decorrer da história só piora pois esses vampiros também podem andar no Sol (embora estejam mais fracos durante esse período etc etc). 
                Nesse momento eu já estava desanimada, ainda mais por que o livro é daqueles com flash backs explicativos e por que a personagem principal, Maggie, e tão chata quanto o personagem principal, Sean. Mas é então que surge o 'Rei dos Vampiros', Lucian
                 Se houvesse um comportamento que caracterizasse o tipico vampiro, este seria o comportamento de Lucian ao longo dessa história. Com exceção do rompante de bondade no final, Lucian é um poço de indiferença (embora não seja propriamente mal) além de muito sedutor, tendo até mesmo tido um caso com a mocinha no passado. Foi graças a Lucien que consegui terminar 'Lua Escarlate' porém, mesmo imaginando que ele será o protagonista da próxima história, não me interesso em ler. 
                  Não que o livro seja ruim, a narrativa é bem construída, embora sejam cansativas as analogias a Jack, o estripador que a autora faz durante a história. O que me incomodou mesmo foi essa abordagem dos meus personagens fantásticos favoritos (os vampiros) e alguns momentos non-sense da história, como quando Maggie faz uma macarronada cheia de alho para Sean, para que ele se proteja dos vampiros - sendo ela também uma vampira, como poderia preparar tal prato? 
                     Ã‰ um livro fraco a qual sequer consigo odiar. Somente não gostei - nota 6

Filme: Anna Karenina (Resenha / Review) #Oscar2013

sexta-feira, março 15, 2013 1 Comments A+ a-


            Quando foi chamada por seu irmão para ir até Moscou, Anna Karenina não esperava que essa fosse a viagem que iria mudar toda a sua vida. Casada, mãe de um filho de 9 anos, ela tem tudo para ser feliz no presente momento. Mas, logo nas primeiras cenas, percebemos o relacionamento frio que Anna tem com o marido. 
            Anna Karenina é baseado no livro homônimo de  Liev Tolstói, um clássico da literatura russa de quase mil páginas. A adaptação desse livro gigantesco para um filme de 2 horas é uma tarefa hercúlea mas, infelizmente, nessa resenha não haverá uma comparação livro versus filme - afinal eu nunca li o livro. 
             Mas posso dizer que esse é um dos filmes mais visualmente bonitos que assisti nos últimos anos. Tanto o figurino (vencedor do Oscar 2013) quanto os cenários são lindos e impecáveis - e isso falando de um filme que é quase inteiro filmado em um teatro, com cenários subindo e descendo a todo o momento. 

               Enquanto Anna pouco a pouco cedia as investidas de Vronsky eu fui me acostumando com a poesia dessas trocas de cenário e da movimentação dos personagens secundários, que parecem dançar em cena. Sobre os protagonistas, não gostei de nenhum deles, nem mesmo do marido de Anna, Alexei Karenin. Com o passar da história fui me simpatizando mais com sua dor, por que qualquer outro homem teria reagido com muito mais violência ao que a mulher faz. Mas não posso dizer o mesmo de Anna e Vronsky, personagens obcecados um pelo outro desde o primeiro instante. 
                Nesse momento eu poderia dizer que essa é a versão russas de "Primo Basílio" e "Madame Bovary". Mas isso é subestimar a força dessa história que, embora tenha muito em comum com as já citadas, consegue ser ainda mais realista. Sim, a sociedade da época era hipócrita em aceitar o amante mas não a mulher adultera - porém não seria Anna Karenina ingênua demais? A mocinha teve todas as oportunidades para "se redimir" ao lado dessa mesma sociedade e, ainda assim, jogou tudo fora por amor. Mas, no final, só o amor não foi suficiente. 
                 Dirigido por Joe Wright, de 'Orgulho e Preconceito' e 'Desejo e reparação', esse filme é pura poesia, um drama que passa pela tela como se estivéssemos assistindo a uma dança - ou uma peça teatral. Aproveito para elogiar as atuações de Keira Knightley, que já está se tornando especialista nessas heroínas de época, Aaron Johnson (irreconhecível no papel de Vronsky) e Jude Law, que teve de assumir sua calvice para viver o estóico Alexei Karenin. 

                  Recomendo se gosta desses romances de época, dos visuais e histórias de época. A Rússia do século XVII nunca foi tão fascinante. Um bom filme, que fale a pena ser assistido. Nota 8

Assista o trailer

Resenha: Por um momento apenas - Bella Andre (Série Irmãos Sullivan #002)

segunda-feira, março 11, 2013 2 Comments A+ a-





AVISO: Segundo livro da série dos Irmãos Sullivan. Apesar de serem histórias independentes, essa história pode conter spoilers do primeiro livro, Um olhar de amor



          Após viver 2 anos em um relacionamento desigual, sendo constantemente controlado pela sua namorada adultera, Marcus Sullivan resolve que é hora de voltar a ser ele mesmo. É então que vai até uma boate, disposto a encontrar uma desconhecida e passar uma noite sem compromisso.
         Enquanto isso, no outro lado da cidade, Nicole está cansada de ser vista apenas como um simbolo sexual, devido as suas músicas. Nick, como ela é chamada nos palcos, resolve então ser essa mulher sensual de que todos falam e vai então há uma boate, com o objetivo de seduzir um estranho qualquer e se divertir, para variar. 
          O caminho dessas duas pessoas tão diferentes então se cruza: Ela uma popstar, acostumada com os holofotes e com a fama. Ele, dono de uma vinicultura, pacato e fortemente ligado à família. Como era de se esperar (dã, é um romance) uma atração instantânea surge entre os dois. Só resta saber se esses estilos de vida tão diferentes pode resultar em um final feliz. 
           Esse é o segundo livro da série dos irmãos Sullivan e conta a história do irmão mais velho, Marcus. Como eu disse na resenha do primeiro livro, estava ansiosa para ler essa história, por que esse irmão chamou minha atenção desde o primeiro momento, quando Marcus era apenas um personagem coadjuvante e Chase era o protagonista. Fiquei me perguntando: O que aconteceria se Marcus se apaixonasse? E quem seria essa pessoa, capaz de despertar emoções forte, no estóico irmão mais velho de Chase?
            Nicole é uma escolha de protagonista que, a principio, não me agradou. Essas histórias em que a mocinha é uma pop star famosa e tem que conciliar a fama e o amor acabam sendo caindo em clichês. Além disso, conforme fui lendo, me irritou o fato de Nicole ser uma 'pássaro ferido', uma mulher que já foi magoada no passado... Exatamente como Chloe, do primeiro livro. 
             Mas, apesar desse inicio um tanto chatinho (ao menos para mim) fui me envolvendo na história. Percebi que, embora Nicole seja frágil e inspire cuidados, não poderia haver mocinha que combinasse melhor com o estilo paternal e protetor de Marcus. Como um cara há moda antiga, ele gosta de cuidar e proteger os seus, uma característica que vem a tona com Nicole logo no primeiro encontro. Mesmo sendo um clichê, não poderia haver um casal que se completasse melhor. 
              O problema principal do livro, no entanto, é fazer com que o relacionamento dê certo. Por isso o livro não é contado em poucos dias, como no caso de "Um olhar de amor" e sim ao longo de alguns meses, pois é essa maneira utilizada por Bella Andre para mostrar que pode dar certo entre os protagonistas à longo prazo. 
             Quanto às cenas hot, bem, essas continuam presentes no livro. Porém senti que, dessa vez, elas não eram exageradas como no primeiro livro, mas sim tinham um contexto na história - a maioria das vezes pelo menos. Enquanto no primeiro livro havia o fetiche por vendas e amarras, em 'Por um momento apenas' a dominação de Marcus é mais uma questão de tapas e jogos de poder. Mas Marcus não chega a ser um Christian Grey, esse lado dominador não é uma parte exagerada de sua personalidade. 
            Analisando todos os aspectos da história (enredo, personagens, cenários) considero o segundo livro uma narrativa melhor do que o primeiro, ao menos para mim, que gostei mais dessa segunda história. É por isso que dou uma nota um tanto maior do que ao primeiro - nota 8,5.

P.S.: O próximo livro é sobre o Chase, o bombeiro. Não estou muito animada com esse personagem mas Bella Andre que me agrada, portanto pretendo lê-lo. 

EXTRAS
Página do livro no Skoob

Conhece a série dos irmãos Sullivan? O que acha? Comente! 

Filme: Argo (Resenha / Review) #Oscar2013

sexta-feira, março 08, 2013 0 Comments A+ a-


      Em 1979 a tensão entre Estados Unidos e Irã está em seu auge. O povo iraniano faz manifestações em frente a embaixada Americana para que o ex-presidente do país seja deportado para ser julgado conforme as leis do pais. A multidão está revoltada e, em poucos minutos, começam a invadir esse local. 
     Ã‰ então que um grupo de 6 embaixadores americanos resolve sair da embaixada, antes que sejam capturados pela multidão em fúria. Eles discutem muito, pois sabem que é perigoso deixar o solo americano da embaixada mas vão mesmo assim. 
     Argo conta a verídica e improvável história do resgate desses 6 prisioneiros. Nem os iranianos nem qualquer outra pessoa além do governo americano sabiam que eles estavam "fugitivos" porém, caso fossem descobertos a consequência certamente seria desastrosas.
   
   O Oscar 2013 já passou por isso, antes de assistir a esse filme eu já sabia que "Argo" era o grande vencedor, o melhor filme do ano, segundo a academia. Mesmo assim não estava muito animada mas, vamos lá, tinha que ver o que o filme tinha de tão especial. 

      O filme é dirigido competentemente por Ben Affleck e também conta com uma excelente produção do próprio, juntamente com o amigo George Clooney. Porém, embora esses sejam os grandes responsáveis (juntamente com o roteiro) por Argo ser um filme interessante, Ben foi ignorado pela academia. Quer dizer, o filme ganha como o melhor e o diretor nem indicado é. Vai entender Hollywood.
       Pois bem, voltando a história. Para resgatar esses 6 diplomatas surge Tony Mendez (Ben Affleck), um agente da CIA, especialista nesse tipo de missão. É então concebido um plano bizarro e altamente suicida, mas que parece ser a unica opção de resgate em meio ao clima tenso no Irã.
         Não irei dar spoiler, embora uma simples pesquisada na internet possa lhes dar todas essas informações (como eu disse, é baseado em fatos reais). Mas, mesmo que eu já soubesse que algumas coisas aconteceriam, eu não pude deixar de me sentir tensa sobre o destino dos personagens. É de roer as unhas aquela preparação para deixarem o país, a simulação de outras identidades e os perigos que passam. 
         Mas, mesmo com tudo isso, é um filme leve. Há, como dito, a tensão no filme todo, mas também há vários momentos de alivio cômico, principalmente por parte dos personagens de Hollywood. 

          Porque, adivinhem só, Hollywood ajuda a salvar o dia! Na verdade, embora o filme realmente seja boa, creio que só ganhou o Oscar por esse fato. Aposto que os produtores, roteiristas, maquiadores, atores etc. que assistiram a esse filme se identificaram de alguma forma com as piadinhas e momentos retratados na Hollywood do inicio dos anos 80... E isso rendeu até um Oscar. 
           Minha avaliação é de um bom filme - nota 8 - mas que, a primeira vista, não valia um Oscar. Terei que assistir aos outros indicados para ter uma opinião embora, desde já, reconheça a validade e qualidade da história. 

Trailer

Resenha: Prova de Amor - India Grey

domingo, março 03, 2013 1 Comments A+ a-


Acidentalmente grávida, convenientemente casada… O infame playboy Tristan Romero conheceu Lily em um ostentoso baile, e predeterminou arrogantemente que ela acordaria na manhã seguinte em meio aos lençóis de grife dele! Incapaz de resistir ao perigoso bilionário, Lily sabia que Tristan estava oferecendo apenas uma noite… Mas logo em seguida ela se descobriu grávida… O dever aristocrático de Tristan exigia que ele tomasse Lily como sua esposa. No entanto, a vergonha de Lily de aceitar uma proposta sem amor ficou ainda maior quando percebeu que, tornando-se esposa do espanhol, teria de satisfazer todas as necessidades dele… - Sinopse retirada do Skoob

          Tristan mantem cuidadosamente sua fachada de playboy sem juízo, porém usa tudo isso como uma fachada para sua verdadeira personalidade. Quando, durante uma festa, Tristan conhece Lily, logo pensa se tratar de mais uma modelo que não quer nada além de seu dinheiro - ele está disposto a aproveitar e ir embora sem olhar para trás. 
           Porém, depois de uma unica noite Lily se vê grávida. É quando a mocinha tem de contar ao bilionário espanhol sobre a gravidez que descobre um lado mais cruel e atormentado da personalidade de Tristan. 
            O enredo e a sinopse são tipicas desse tipo de romance mas esse não é um romance de banca tipico. No inicio fiquei intrigada e, depois, surpresa pela quantidade de drama que tem essa história. Primeiro Tristan e, depois de um acontecimento traumático, Lily, ambos os mocinhos estão desesperados e a procura de redenção. É possível ver que a mocinha está apaixonada desde o primeiro momento porém não consegue evitar que a amargura e os problemas acabem por destruir a fé que ela tem nesse amor. 
            Quanto a Tristan, é um personagem com uma herança maldita, que, mesmo tentando buscar uma redenção, não consegue se livrar dos problemas do passado. Ele não quer se apaixonar por Lily, não quer se importar com ela para não sofrer mas isso acaba causando mais sofrimento a ambos.
             Não quero dar spoilers mas, se não gosta de histórias com temas mais dramáticos, corra desse livro por que "Prova de amor" é quase que tudo drama. Impossível não derramar lágrimas em alguns momentos e tudo isso envolto num desespero que parece fluir pelas páginas, aquela impressão de que nada vai ficar bem para os personagens.
             Sobre o final, gostei muito do epilogo e derramei outras tantas lágrimas com ele. Recomendo se gostam de histórias curtas porém emocionantes. Nota 8 - um bom livro

Gosta de histórias mais dramáticas? Comente! 

Resenha: No limiar do desejo - Eve Berlin (Trilogia Luxúria #002)

sexta-feira, março 01, 2013 0 Comments A+ a-

  





ATENÇÃO: Esse é o segundo livro da Trilogia de Eve Berlin e pode conter spoilers do primeiro volume.


Kara Crawford sempre escondeu seus segredos mais profundos. Ainda mais depois de ser deixada pelo seu ultimo namorado justamente por revelar a ele suas preferências pouco convencionais.
 Ã‰ então que, durante uma festa de uma amiga do colégio, ela reencontra sua paixão de colégio, Dante De Matteo. O que Kara não sabe é que ela e Dante têm muito mais em comum do que uma atração mútua no colégio... Dante é um dominador sexual e, por uma noite, se propõe a realizar todas as fantasias secretas de Kara.
 Há muito tempo esperava o lançamento do segundo volume dessa série, pois achei o primeiro livro, Luxúria, bem promissor. Mesmo o segundo sendo uma história independente, já que os protagonistas são outros, essa série prometia ser uma boa opção para os que gostam de Romance Adulto á lá 50 tons, ou seja, com uma pegada meio sadomasoquista.

Mas não foi isso o que aconteceu e não sei se culpo a tradução ou a própria inabilidade da autora de construir uma trama interessante para esse casal. Porque, embora as primeiras páginas tenham tido um potencial enorme, No limiar do desejo acabou se tornando, no decorrer do livro pouco interessante e monótono, mesmo com as diversas cenas hots no decorrer da história. 
Sobre essas cenas calientes, são muito mais exibicionistas do que propriamente sadomasoquistas - Dante me pareceu um dominador mais soft do que Alec, mocinho do primeiro livro (e melhor amigo do deste). Eu realmente não me importo muito com esses detalhes mas em alguns momentos (como na cena do clube) fiquei incomodada com o nível de exibicionismo do casal protagonista. 
Para piorar tudo isso, ainda tem a tradução. Não sei avaliar a qualidade da tradução de Leandro Woyakosky, até por que não tive acesso ao original (e também por que não tenho tanto conhecimento na área). Mas, com relação à preferência, achei a tradução de Inês Pimentel – no primeiro livro –muito mais agradável.
Para ser mais precisa, não gostei das frases incorretas, com “Tá” no lugar de “está” e da inabilidade dos personagens de usar os imperativo da forma correta. É “vem” no lugar de “venha”, “diz” no lugar de “diga”... Enfim, não sou muito obcecada com português, mas a coisa chegou num ponto insustentável para mim. Chegou ao ponto de eu querer jogar o livro na parede a cada “Tá bom” que lia o que tornou difícil sequer terminar a história.

Sendo assim, vocês vão me desculpar se eu não me sentir tentada a indicar esse livro para ninguém, tamanho minha frustração. Por que sou brasileira e não desisto nunca, é bem provável que ainda vá me interessar em ler o ultimo livro dessa trilogia. Mas não sem antes dar uma boa olhada em quem é o tradutor. Minha nota é 6não gostei