Resenha: Sedução Profana - Laurell K. Hamilton

sexta-feira, agosto 31, 2012 3 Comments A+ a-


 
            Imagine uma heroína que atrai, se não todos, a grande maioria dos personagens masculinos do livro. Essa é Meredith Gentry, princesa das Sombras, metade encantada, metade humana. Ela está vivendo em Los Angeles escondida, fugindo de seus familiares pois tem medo de ser assassinada. Há 3 anos Merry se esconde porém alguns acontecimentos envolvendo um caso em que ela está trabalhando fazem com que seja descoberta e perseguida pelos encantados profanos.
            No começo achei que encantados eram uma espécie de fadas mas depois conclui que são um tipo de ser mágico diferente. Os encantados são divididos em duas cortes, a corte da Luz e a Corte Profana, está ultima onde pertence a mocinha. Merry, apesar de ser metade encantada, não é imortal como os outros. Tampouco é alta ou poderosa; na verdade ela não manifestou nenhum grande poder, outro motivo para ser marginalizada pela família.
            Quando li a sinopse desse livro esperava um romance com toques de erotismo e sobrenatural. Não posso dizer que não encontrei isso nesse livro, mas senti falta de mais romantismo na história. Merry se envolve com vários (vários!) seres do sexo masculino (homens, encantados, duendes...), porém não tem um laço afetivo com nenhum deles. Tudo bem que os encantados, conforme explica a autora, tem uma cultura diferente da nossa e uma sensualidade mais a flor da pele, mas achei um pouco exagerado. Chegou um ponto da história em que, se um personagem masculino aparecia, eu já poderia começar a contar os segundos em que ele estaria dando em cima ou se beijando com a mocinha.  Ã‰ como se  os personagens masculinos fossem seu harém particular, que ela usa e abusa entre uma cena de perseguição ou outra.
            Falando em perseguição, achei que o livro ficou demais preso a essa parte. O enredo mesmo só toma forma nas ultimas partes. Entendo que é necessário certo mistério nesse primeiro livro, afinal é o primeiro de uma série de outros,  mas só no finalzinho fui descobrir que minha visão de “harém masculino” não estava longe da realidade.  Surpreendentemente (ou não) o sexo entre Merry e diversos personagens diferentes também faz parte do enredo principal dessa série, devido à missão que a Rainha atribui a ela.

            Reconheço que a autora escreve bem e soube conduzir essa narrativa, dosando o mistério e as informações, assim como fazendo sutilmente a inserção de ganchos entre o final de uma capitulo e outro, fazendo com que a leitura seja envolvente e fascinante. Laurell K. Hamilton, cuja série de maior sucesso tem Anita Blake como personagem principal, cria em Meredith uma personagem aparentemente frágil, porém mais forte do que se imagina. A história é narrada em primeira pessoa, e pode-se perceber na mocinha um senso de humor meio sarcástico e uma necessidade quase compulsiva de ajudar as pessoas – principalmente se elas forem do sexo masculino.
            Falando em personagens masculinos, foram muitos o que passaram pelas páginas (e pelas mãos) da mocinha, mas acredito que, no futuro da série, haverá um romance. É que os encantados, quando “se casam” são extremamente fiéis e a tarefa imposta pela Rainha dos Profanos coloca a mocinha em uma espécie de busca pelo príncipe encantado. Até agora acho que o favorito é Galen, mas torço por Frost (apesar de já sacar que ele tem intenções ocultas).
            Não vou dizer que esse livro é ruim, imagino que “Sedução Profana” tenha um público e também seus fãs – caso contrário a série não teria seus 8 livros publicados lá fora e 2 aqui no Brasil. Mas esse não é o tipo de literatura erótica/adulta pela qual me sinto atraída. Gosto de livros adultos, mas que tenham mais do romance ‘tradicional’ em que a mocinha se apaixona pelo mocinho (ou mocinhos) e não sai se agarrando todo cara por quem sente excitação.            Apesar de me entreter razoavelmente ao longo de suas 495 páginas, não me senti particularmente conectada a trama e aos seus personagens. Gostei de ler o livro mas não me importo muito com o destino da personagem principal, embora me imagine lendo o segundo livro um dia. Não tão cedo porém, pretendo dar um tempo antes de voltar a acompanhar a história de Merry Gentry, com suas indas e vindas do amor.
            Concluo essa resenha dando uma nota 7,5 – um livro razoável, mas bem escrito, o que me fez aumentar meio ponto.

O.b.s.: Fiquei curiosa sobre a série da Anita Blake, mesmo sabendo que tem um ‘pegada’ mais teen do que esse.
O.b.s.²: Muito se fala sobre os preços adotados pela Rocco e sou daquelas que concordam que pagar 45 reais em um livro é uma facada no bolso – esse foi o preço que paguei em Sedução Profana. No entanto as páginas e todo o material em que o livro foi impresso é bem superior ao desses livros mais “baratinhos”. A diagramação é simples mas a leitura é muito agradável e, apesar de achar a capa um tanto feia (muito feia, na verdade) não me arrependo de ter pago isso no livro. 

Já leu algum livro sobre seres encantados? Comente!

Resenha: Labirinto de Paixões - Mary Jo Putney

segunda-feira, agosto 27, 2012 0 Comments A+ a-



Durante anos, Kenzie Scott foi tudo para Raine Marlowe: o marido que ela adorava, o amante que lhe tocava os recantos mais secretos do coração, o amigo que lhe oferecia conforto e coragem... mas um homem que ela nunca conheceu de fato. E, mesmo com o casamento se desintegrando num divórcio civilizado, ele a ajudou a realizar o sonho de dirigir um filme, concordando em desempenhar o papel principal.
Raine sabe que o papel do herói misterioso e atormentado é perfeito para Kenzie, mas ele receia que os tenebrosos segredos do personagem estejam próximos demais de sua própria realidade. E quando a filmagem começa, percebe que terá de fazer as pazes com um passado trágico que manteve trancafiado por anos, se não quiser perder a mulher que amará para todo o sempre... – Sinopse retirada do Skoob

            Um casal de atores de Hollywood que tiveram uma separação amistosa a poucos meses resolvem trabalhar juntos em um filme, ele como ator principal e ela como diretora. Porém, as características do personagem desafiam o ator pois faz com que se lembre de seu antigo passado.
            Escolhi esse livro por que me lembrei que a autora, Mary Jo Putney, tem alguns livros publicados no formato de livraria. Portanto quis conhecer o estilo de escrita da autora e como desenvolve seus personagens antes de investir nos lançamentos de livraria recém lançados.
            Kenzie faz o tipo herói atormentado e com um passado misterioso (sim, Kenzie é um homem) enquanto Raine é a “mocinha compreensiva” que está ao lado dele em um momento particularmente difícil. Gostei dos personagens principais, imagino que a edição de baça tenha cortado alguns trechos do livro mas, mesmo assim, os personagens estão bem desenvolvidos, suas características definidas. É muito difícil ver isso num livro de 159 páginas, mas a personalidade dos personagens principais estão bem desenvolvidas e há uma certa profundidade neles, embora não fujam do maniqueísmo.
            Como já disse, sou capaz de apostar que a história teve vários cortes de edição por que o livro tem tramas e sub-tramas que renderiam bem mais que as poucas páginas a que tive acesso. Além do filme, que traz o passado de Kenzie a tona, também há a busca de Raine por seu pai e o relacionamento da mocinha com os avós, senhores conservadores que desaprovam sua carreira. Isso sem contar algumas reviravoltas do final,ou seja, é muito assunto para pouca página.
            Mas valeu para ter uma melhor ideia do estilo de escrita de Mary Jo Putney. Fiquei curiosa para ler outros livros dessa autora embora não seja muito fã de livros com uma carga muito grande de drama, como senti em ‘Labirinto de Paixões’.   A narrativa e os personagens são bons, então vou procurar ler alguns romances de livraria que ela tenha escrito.
            Para esse romance de banca eu dou nota 7 – um livro razoável, mas que mostra o potencial da autora. Indico se gosta histórias com um toquinho de drama e com personagens tentando superar o passado (e conseguindo, claro). 

Gosta de livros com teor dramático? Comente!

Resenha: Cinquenta Tons de Cinza - E.L. James

sexta-feira, agosto 24, 2012 8 Comments A+ a-





Sem spoiler

            
           
Uma jovem inocente. Um homem sedutor, misterioso, fascinante e extremamente belo. Um triângulo amoroso (Ou não, já que a mocinha só tem olhos para o mocinho e o ‘terceiro’ é apenas um bom amigo). Isso tudo parece familiar?

            Escrito e divulgado online como uma FanFic de Crepúsculo, 50 Tons de Cinza teve seus direitos comprados por uma editora americana e se tornou um sucesso editorial. Mas antes tiveram que mudar o nome dos personagens: Edward Cullen agora é Christian Grey, Isabella “Bella” Swan se torna Anastásia “Ana” Steele, Jacob é José... E assim sucessivamente.
            Confesso que me interessei por esse livro apenas por essa familiaridade com a série da Stephenie Meyer, queria saber como seria essa tal “versão erótica” de Crepúsculo.  Além disso o sucesso editorial de “50 tons” também me impressionou: O livro já foi traduzido para as mais diversas línguas, é o livro mais vendido na história da Inglaterra (31 milhões) e no mês de julho representou 75% das vendas de ‘Ficção Adulta’ nos Estados Unidos.
            É importante falar de números quando se trata desse livro, pois, com números tão expressivos, também vem a expectativa. Por que é tão vendido? Por que fez tanto sucesso? Comprei na Bienal do livro e comecei minha leitura assim que retornei da viagem.

            Passando para o enredo, o livro conta a história de Anastasia e sua atração instantânea e irremediável pelo empresário Christian Grey. Ana deseja aquele homem maravilhoso e ele também parece encantado com ela, porém, Christian quer Ana em seus próprios termos.
            Depois de fazê-la assinar um contrato de confidencialidade, para que nada do que ele disser caia na mídia, Christian se revela como um Dom, ou dominador sexual, e oferece a Anastasia outro contrato para que ela seja sua submissa.
            Pense em chicotes, algemas e roupas de couro tudo que envolva prazer associado à dor. É isso o que Christian propõe a virgem Anastásia, um mundo obscuro e ao mesmo tempo erótico, no qual ela vai se envolvendo cada vez mais, conforme a história vai se desenvolvendo.

            Christian é um personagem instável, controlador e praticamente atua na vida de Anastasia como um stalker perseguindo sua presa. Ao longo do livro ele faz referências sobre se consultar com um psiquiatra, mas tenho as minhas dúvidas se esse homem recebe mesmo algum tipo de ajuda. Na verdade é como se Christian estivesse além de qualquer salvação, “fodido em 50 tons diferentes”, como ele próprio diz.
            Porém esse homem complicado também tem um lado bem humorado, é lindo de morrer e possui um passado sombrio, que “justifica” seu comportamento presente. E, como uma presa fascinada pelo predador, Anastasia fica fascinada por ele. Eu também fiquei, por isso entendo a heroína.

com chicotinho, claro

            Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Ana, o livro tem pouca ou nenhuma ação, se limitando aos pensamentos românticos da mocinha, sua troca de emails com Grey e várias cenas de sexo, das mais diversas maneiras e nas mais diversas, situações.
            É bom relembrar que, embora tenha vários elementos de umYABook, se trata de um romance adulto. Isso significa bastantes cenas eróticas, foco principalmente no relacionamento do herói e da heroína da história e palavras de baixo calão/palavrões. Perdi a conta da quantidade de “Puta merda”, “porra” e “foder” que li nesse livro. Deixo isso claro para já desaconselhar à leitura para aqueles que são sensíveis a esse tipo de palavreado e às situações descritas. Não é só o sexo que pode incomodar alguns leitores, mas também a obsessão quase patológica de Christian por ser obedecido e, também, de provocar dor em Anastasia. Obviamente tudo é consensual, mas só leia se tiver estômago para BDSM*.
            Analisando o livro friamente, tenho que concordar com os críticos, pelo menos no que se refere a escrita da autora. E.L. James não escreve bem, utiliza em excesso algumas palavras/expressões e parece perdida em algumas partes do livro. Senti falta de uma linha condutora que fosse além do “misterioso passado de Christian Grey”, mas o livro se resume basicamente a isso.
"Isso não tem nada a ver com a cor cinza. Isso é pornografia"
            Claro, a também a profusão de situações sexuais no livro. Fico imaginando o que raios vão fazer na adaptação cinematográfica para que não fique parecendo forçado ou promiscuo. Acho que, mais do que um ator certo ou atriz, o filme precisará de um bom diretor, se quiser ser além de um ‘erotismo barato’ e tentar contextualizar as cenas com a situação emocional de Christian, além de mostrar as implicações de algumas dessas cenas no relacionamento do casal.
            Voltando ao livro, apesar de parecer repetitivo em alguns momentos, eu li esse livro em 2 dias. Tudo por que a autora tem esse hábito de terminar cada capítulo com um gancho, de forma que o leitor se sinta compelido a ler o próximo. Não entendo muito de Fics, mas, se eu não me engano, o autor divulga 1 capitulo por vez e o pessoal vai lendo e comentando o que acha. Imagino que seja esse o motivo dos “ganchos” e da profusão de cenas romântico-sexuais (quase uma por capitulo mesmo) por que eu ouvi dizer que a autora não fez nenhuma adaptação antes de publicar o livro, apenas trocou os nomes dos personagens.
            O que me faz lembrar da obsessão de alguns de rotularem “50 tons” como um cópia de Crepúsculo. No começo vi mais relação entre as histórias, alguns diálogos de Ana e Christian me lembraram outros de Bella e Edward e as cenas em que Christian salva Ana (primeiro de um atropelamento e depois de um homem ‘saidinho’) também foram uma clara referência à Saga da Stephenie Meyer.
            Mas depois a história perde esse ar de fanfic, os personagens passam a tomar rumos completamente diferentes. Se Edward não quer que Bella o toque por que tem medo de se descontrolar e feri-la, Christian não deixa que Ana o toque por causa de seus inúmeros traumas físicos (cicatrizes) e emocionais. Ana, por sua vez, é uma heroína mais corajosa e independente que Bella, não se limitando ao papel de submissa: Ela vai até as sombras de Grey para tentar levá-lo para luz, pois sabe que sem isso jamais poderão ficar juntos.

    Ã‰ por isso que, quando eu comparo as duas histórias, eu imagino que colocaram “Crepúsculo” em frente a um espelho daqueles de circo, que mostram um reflexo distorcido e um pouco bizarro: Esse reflexo é “50 tons de cinza”. Você vê as semelhanças, mas também vê diferenças tão gritantes que se pergunta se, de fato, uma coisa surgiu a partir da outra.
            Talvez o que ambas as histórias tenham em comum é serem amadas pelo seu publico e detestada pelo restante das pessoas. Já ouvi falarem tão mal desse livro quanto falam de Crepúsculo, uma coisa a qual todo Best-seller está exposto: Ainda não surgiu (e creio que demora um tempo para surgir) um livro que seja sucesso de público e crítica em nosso século. 

            Mas, apesar dos (muitos) pesares, eu gostei desse livro. Dou nota 8 e confesso que estou contanto os dias para o lançamento de “50 tons mais escuros”, pretendo terminar a trilogia e ver como esse relacionamento termina. Só não recomendaria esse livro para alguém que nunca tenha lido nada do gênero romance Adulto, apesar de ser bem fraquinho para o gênero, pode chocar os mais sensíveis (não digam que não avisei).
            Porém também estou um pouco temerosa: Algo me diz que essa saga não irá terminar de uma maneira tão feliz quanto à outra que lhe deu origem. É esperar para ver.

* BDSM: “Sigla” para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão e Sadomasoquismo. Leia mais sobre o assunto nesse artigo do Wikipédia.


Obs.: Termino de escrever essa resenha e, como sempre faço, só então fui ler as opiniões de outros blogs. Destaco a resenha do Romances in Pink que, além de sintetizar precisamente o livro, também levantou um assunto que não tinha me ocorrido enquanto escrevia: Por que a autora retrata BDSM como uma coisa ruim? Leia a resenha aqui

Veja também a página do livro no Skoob.


Você leu "50 tons de cinza"? Pretende ler? Comente!

Resenha: Dublê de Marido – Jo Leigh

segunda-feira, agosto 20, 2012 0 Comments A+ a-


          

Ela escondeu bem o seu segredo... bem demais!O mundo conhecia Bentley Brewster cini sra. Carter DeHaven, e isso a agradava. Podia enfrentar os parentes, até mesmo a mãe!, sabendo que estava a salvo de suas manobras sem sentido para lhe arranjar um marido. E, com o casamento da irmã e o furacão iminente para distraí-los, talvez sua família não notasse alguns pequenos detalhes sobre o casamento de Bentley... como o fato de Carter não existir.Talvez Bentley devesse ter posto Carter a par de seu pequeno segredo. Porém, como poderia ter imaginado que o marido que inventara do anda teria a audácia de aparecer, em carne e osso? – Sinopse retirada do Skoob 
            Bentley detesta as intromissões da mãe em sua vida, principalmente aqueles que tem por objetivo lhe arranjar um marido.  Inclusive inventar um marido de mentira e adotar o sobrenome desse cara que não existe.
            Porém, quando vai para Havaí na intenção de assistir o casamento da irmã, Bentley se surpreende pois um homem afirma sem Carter DeHaven, seu marido. E, para piorar, esse homem é seu rival no trabalho, Mitch Slater.
            Esse livro pertence a uma série bem antiguinha da falecida Editora Nova Cultural, chamada “Série Ouro”. Quando terminei de ler me perguntei o que eles queriam dizer com isso por que o que há de “Ouro” nesse livro? Só se for alguma piada sobre a riqueza da mocinha por que a história não chega nem a bronze, sinceramente.

            Ou talvez seja por que o enredo do livro não me agradou. Não gosto quando a história entre os personagens se passa em poucos livros, como se “do nada”, apenas por estarem em uma situação de perigo, eles descobrissem que se amam. Como esse livro tem exatamente esse tipo de enredo que eu detesto, com direito a personagens completamente desinteressantes, não é surpresa se eu disser que não gostei do livro. Nem mesmo o epilogo fofinho e bem humorado do final me fez ter uma opinião diferente.
            Para piorar ainda mais acho que deve ter algum livro sobre a irmã de Bentley, Stephanie, por que ela fica desaparecida durante toda a história desse livro. Não me surpreenderia se Stephanie estivesse na companhia de um desconhecido todo esse tempo.
            Se você gosta desses livros no estilo que citei acima e que ainda tenha famílias numerosas e bem intencionadas e situações de humor pastelão talvez até goste de “Dublê de Marido”. Eu não gostei e por isso minha nota é 6.

Você leria esse livro? Comente!

Resenha: Poderosa Atração – Jan Hudson

sexta-feira, agosto 17, 2012 0 Comments A+ a-


    

Aquele homem fazia com que ela perdesse a razão! Meses atrás, depois de se conhecerem numa festa Olívia Emory e Jackson Crow haviam terminado a noite um nos braços do outros. Desde então, a imagem do rosto dele, com seu olhar magnético e sorriso sedutor, não abandonara seus pensamentos por um só instante.
Agora, o pecado morava ao lado dela! Olívia descobriu que Jackson era seu novo e misterioso vizinho... e que ele viera do Texas para ficar! Mas, apesar da atração que sentia por ele, tinha certeza de que não cometeria outra vez o mesmo erro. Já fora magoada demais uma vez para arriscar-se a apaixonar-se novamente! O problema era que estava ficando difícil demais ignorar o charme e a masculinidade de Jackson Crow! – Sinopse retirada do Skoob
           
            Há 1 ano e meio atrás, Olívia e Jackson tiveram  uma noite inesquecível. Porém, no dia seguinte, Olívia foi embora sem olhar para trás, deixando apenas um bilhete de despedida.
            Porém, agora, eles voltam a se encontrar e, novamente, em uma festa de casamento. Dessa vez, porém, Jackson não vai deixar Olivia escapar: Afinal sabe que é o amor de sua vida.
            Esse livro é bem curtinho e foi escrito por uma autora que não conhecia Jan Hudson. Porém me surpreendi com a história e com os personagens. A mocinha carrega o trauma dos abusos físicos que sofria do marido e Jackson tem de conquistá-la com bastante paciência, sem pressioná-la, pois isso poderá fazer com que Olivia torne a fugir. Mas Jackson sabe que vale a pena e, com seu jeito de cowboy e seu senso de humor vai conquistando a mocinha aos poucos.
            Mas o próprio Jackson também tem um sério problema: Enquanto Olivia é apaixonada por livros, Jackson detesta ler. Na verdade é muito mais que isso, mas não vou dar spoiller. Só adianto que fez todo o sentido para mim descobrir que a autora já lecionou psicologia, tanto por esse problema de Jackson quanto pela maneira como aborda o trauma sofrido por Olivia.
            Lendo ‘Poderosa Atração’ tive o sentimento de que os personagens são reais e não idealizados ou perfeitos como a maioria dos romances. Tudo bem, tem aquela coisa do “cara perfeito”, mas dá para perceber que Jackson não é perfeito de verdade e só Olivia quem o vê assim. Além disso, pela primeira vez, o amor não é a solução dos problemas, ainda resta à mocinha recuperar a confiança em si mesma e nos relacionamentos em geral antes de dar um passo mais sério no relacionamento.
            Foram 125 páginas muito divertidas. Devo acrescentar que finalmente algum livro da coleção “Julia – Paixões Picantes” vez jus ao nome da coleção; não que haja alguma cena muuuito hot, mas o relacionamento entre Olivia e Jackson não fica apenas no campo platônico, se é que me entendem.
            Enfim, indico para os que gostam de livros com cowboys charmosos e gentis. Nota 8 – um bom livro, dentre os livros do gênero. 

E você: O que está lendo? Leria esse livro? Comente!

Resenha: Modelo de Sedução - Julie Cohen #MaratonaDeBanca

terça-feira, agosto 14, 2012 2 Comments A+ a-


                           

Ela não era o tipo de garota com quem homens interessantes flertavam. Era apenas Jane Miller, excelente profissional, organizada, sensata... e sem graça. No entanto, sempre que seu olhar encontrava os profundos olhos azuis de Jay, percebia que ele a cobiçava. E Jane o desejava! Afinal, ele era muito sexy! Talvez fosse hora de deixar aflorar a mulher deslumbrante que existia dentro dela e viver a maior aventura de sua vida. A intensa noite secreta que passaram juntos foi de enlouquecer, mas Jay acaba de aumentar as apostas... e a quer como amante! 

        O tema de Julho da Maratona de Banca é romance Contemporâneo, por isso escolhi esse livro da Julie Cohen. Para ler minhas outras resenhas para a Maratona de Banca 2012, clique aqui

       Sobre o livro, conta a história de Jane Miller, que começa o livro muito p... da vida por que o noivo a trocou por outra mulher. Jane estava tendo um dia infernal e sabia que só uma coisa poderia melhorar o seu dia: Um email de Jonny. Ambos haviam sido amigos de infância e, depois de todo aquele tempo, voltara a se corresponder online. 
        O que Jane não sabe é que Jonny não é mais aquele nerd magrela, se tornou um modelo fotográfico utilizando o pseudônimo Jay Richard. Por coincidência Jay é contratado para uma campanha criada pela agência de Jane e eles acabam almoçando juntos. Por conta de uma série de coincidências, Jane não lê o email de Jonny informando sobre o encontro e vai encontrar o tal modelo sem saber que é seu grande amigo. 
         Ã‰ claro que a mocinha sente uma atração de cara por Jay acha estranho a familiaridade com que ele a trata. Além disso, para se vingar do ex-noivo, ela pensa que será uma ótima sair com um modelo para mostrar a ele o que perdeu.  E convida Jay/Jonny para sair. 
         Jonny desse livro é meio complexado por conta da aparência, não quer que o julguem apenas pela beleza e detesta o "bico" como modelo. Na verdade o que ele quer é ganhar dinheiro como um autor de livros técnicos sobre HTML (sim, no fundo ele ainda é um nerd). Por isso, quando descobre o engano de Jane ele se sente extremamente traído. Mas decide ajudá-la, fingindo que eles tem um caso para que o pessoal da agência onde Jane trabalha não pensem que ela "saiu por baixo" no final  do relacionamento com o ex-noivo. 
         Apesar de não ser um livro memorável foi uma ótima leitura, a química entre o casal principal é palpável, principalmente na cena do primeiro encontro deles. O livro também comenta superficialmente sobre o relacionamento entre Thom (agente de Jonny) e Amy, colega de trabalho de Jane. 
          A maneira como o livro se desenvolve faz com que a leitura seja rápida sem momentos parados. Eu gostei da maneira como essa autora escreve, já havia lido outro livro dela e pretendo ler mais. 

           Sobre esse livro, minha nota é 8 - um bom livro que indico para os que gostam de romances com mocinhos bonitões e mocinhas inseguras. 
       
Já leu esse livro? O que achou? Comente!

Resenha: Do seu lado - Fernanda Saads

sexta-feira, agosto 03, 2012 2 Comments A+ a-


 
           


Há 4 anos Sarah terminou de seu namorado, Bruno, em termos não muito amistosos. Mesmo assim foi horrível, ela ficou deprimida por vários meses e, se não fosse por seu amigo Igor e sua família talvez não tivesse conseguido.
            Agora Sarah é uma arquiteta que faz os projetos mais estranhos (casinha de cachorro?) e já esqueceu completamente de Bruno. Ou será que não? Quando Igor e ela são chamados para desenvolver um projeto para a agência onde Bruno trabalha, Sarah sente todos aqueles sentimentos retornarem. E Bruno também parece não ter se esquecido dela... Porém será que vale apena cair de cabeça nesse relacionamento de novo?
            Sabe aquele tipo de personagem que faz tudo errado durante o livro inteiro? Então, essa é a Sarah. Lia o livro e pensava “Burra, burra, burra...”. Desde a primeira página está na cara que Igor arrasta um bonde para ela, mas por quem Sarah se sente atraída? Sim, pelo ex namorado adultero.  
            Conforme Sarah vai se reaproximando de Bruno, vai também perdendo o contato com Igor e sentindo cada vez mais infeliz. Porém é difícil para ela aceitar que aquele relacionamento que vive não é amor verdadeiro, que o tempo todo ela somente idealizou o cara perfeito em Bruno, sem que ele tivesse feito nada para merecer toda essa adoração.
            Esse é o enredo principal do livro mas também conhecemos um pouco da história de outros personagens. Fátima é a amiga-cliente de Sarah que lhe dá altos conceitos mas luta para ascender na opinião social. Renata é ex colega de classe que se oferece para tentar falar com Igor depois que esse dá um gelo em Sarah. Tem também os pais e avós da protagonista que fez ou outra aparecem no livro e o chefe de Sarah que vive dando bronca na mocinha por acessar redes sociais no trabalho.


            Uma coisa que eu achei muito legal nesse livro foram as citações de filmes, principalmente do filme “Harry & Sally”. Outros filmes, como ‘Rio’ e ‘O noivo da minha melhor amiga’ também são citados, mas é esse primeiro filme, mais antigo, que funciona como um personagem na trama. Está sempre lá, para que Sarah o devolva para Igor e – quando ela dá por si e vê que está fazendo uma idiotice – é nas frases desse filme que a protagonista pensa.
            O livro todo passa bem rapidinho, os capítulos são curtos e é tudo narrado sob o ponto de vista de Sarah. Confesso que não gostei muito de nenhum personagem dessa história, mas fiquei curiosa sobre como ia acabar.
            No final, achei uma história bem construída e os diálogos muito bem feitos, sem aquela coisa de parecerem artificiais. Fernanda Saads diz, na contra-capa do livro, que ama escrever ‘chick-lit’ e é assim que classifica Do seu lado mas não sei se concordo com essa classificação. Para mim parece mais um romance mesmo, embora concorde que há muitas situações de ‘chick-lit’.
            Mesmo assim a autora fez um bom trabalho e, embora não seja uma história marcante e nem possua nenhum personagem muito complexo, o livro é bom em entreter os leitores ao longo de suas páginas

            Só tem duas coisas que eu não entendi. A primeira, por que na pág. 190 falam que o nome completo do amigo da mocinha é Igor Straub e na pág. 301 é Igor Schneider? Ele tem os dois nomes? Foi erro de digitação? De qualquer modo, ficou confuso.
            A segunda: Por que esse livro está no selo Novo Conceito Jovem? Esse ‘Jovem’ diz respeito a jovens autores ou leitores? Infelizmente não encontrei nada no site da Editora sobre isso.
            Mas, fora esses detalhezinhos, minha nota é 7 – achei o  livro regular.
           
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Resenha: Rumo às Estrelas - Rebecca Winters

quarta-feira, agosto 01, 2012 0 Comments A+ a-


Uma promessa de amor e paixão ...Os cabelos de Sarah agitavam-se ao vento, fazendo contraste com os flocos de neve que caiam sem cessar. Ao contempla-la, Jonah sentiu seu coração disparar. Desejava aquela mulher mais que tudo no mundo, mas sabia que era impossivel entregar-se a esse sentimento.Suas vidas eram completamente diferentes, não daria certo ... Se tivesse um pingo de juizo, sairia dali naquele momento. Antes que se envolvesse ainda mais na vida de Sarah Brown, antes que não conseguisse mais controlar o desejo insano de torma-la nos braços e beija-la até perderem o fôlego ... e ficarem para sempre!
  Sinopse retirada do Skoob

             Sarah é uma jovem viúva, ainda arrasada pela morte de seu marido no mar. Seu filho Brody também está com problemas de se adaptar da nova cidade, razão pela qual Sarah está muito preocupada com ele e seu comportamento. O que ela menos precisa nesse momento é de um homem atraente e molhado pela chuva batendo a sua porta.
            Jonah não é só bonitão como também parece adorar seu filho. Mas Sarah não está pronta para um relacionamento sério e considera uma traição a memória do marido ter qualquer envolvimento com Jonah. Além disso, não quer que Brody se magoe quando Jonah for embora (ele só ficará por 4 meses).
            Não posso citar mais adiantar mais nada sobre a história, apenas que, após esse primeiro encontro, Sarah descobre que Jonah é o professor de seu filho na escola. Como o livro só tem 125 páginas, qualquer coisa a mais que eu disser pode ser considerado spoiller.
            Essa cena da sinopse nunca aconteceu então eu meio que fui enganada de novo pela sinopse de um livro (a primeira vez foi aqui). Porém dessa vez não fiquei muito incomodada com isso, não é algo tão relevante assim pois escolhi esse livro mesmo por causa da autora. Já li alguns bons livros da Rebecca Winters então achei que esse livro seria uma boa leitura.
            Não estava errada pois, se eu buscava uma leitura rápida, leve e pouco complicada foi exatamente isso que encontrei. Romances de banca têm uma fama um tanto pejorativa e eu imagino se não é por causa desse tipo de livro. Eu particularmente gosto, mas me incomoda que julguem todos os livros que são publicados no formato banca dessa mesma forma por que há muita coisa boa oculta por trás de uma edição econômica e do formato enlatado.
            Mas, se há romances de banca que surpreendem por sua qualidade, ‘Rumo as Estrelas’ não é um deles. Dou nota 6,5 – por que, mesmo não sendo um livro bom me entreteve da maneira que eu queria e foi uma leitura dentro do esperado.
            Indico para quem gosta de histórias com crianças, professores, natal... Já deu para sacar o clima do livro, certo? Se gosta desse tipo de livro, boa leitura!