Filme: O Ritual (Resenha)
Sim, mais um filme de exorcismo. Esse tipo de filme não é mais novidade desde 1975 quando uma tal Regan fez coisas como descer uma escada de costas e girar a cabeça 360 graus (cenas clássicas do terror).
Mas é um filme de terror com o Anthony Hopkins um dos meus atores preferidos e do qual sou fã desde que assisti “O silêncio dos inocentes” e “Hannibal”. Tem também esse irlandês bonitão e de olhos azuis que eu vi no trailer e que parece não ter feito outro filme além desse. Se chama Colin O'Donoghue (guardem esse nome é minha aposta de galã revelação). Para completar essa equipe tem a tal brasileira que não fala quase nada nos filmes... Alice Braga. Ok, ela fala mais que o Rodrigo Santoro mais isso não é um bom padrão comparativo, né?
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| Capa do filme |
Quatro anos depois um acidente super idiota e inexplicável faz com que os acontecimentos dêem uma virada: O padre que é “chefe” de Michael (é o nome do jovem) praticamente o chantageia para ele ir num curso sobre exorcismo em Roma. Uma pausa aqui: Nossa, é um sacrifÃcio mesmo viajar para Roma com tudo pago pela igreja. Não sei como puderam obrigar o cara a fazer isso... NOT.
Chegando Michael conhece a jornalista Angeline (Alice Braga). Eles logo começam a conversar e você percebe um clima entre eles mas nada muito declarado, afinal é uma história baseada em fatos reais. E o foco da história é o exorcismo: Ritual católico muito especÃfico, que só uns poucos padres no mundo podem realizar.
Michael está lá para aprender o exorcismo. Só que ele, mesmo sendo quase um padre, é praticamente ateu ou, como gosta de afirmar, cético. Para ele todas essas histórias de possessão tem uma explicação psiquiátrica pois Michael não acredita no Diabo (e nem em Deus).
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| Icso non ecziste! |
O ministrador do curso percebe esse ceticismo em Michael e o manda para um encontro com Padre Lucas, (Anthony Hopkins) um padre jesuÃta especializado em exorcismo.
No começo Michael não se impressiona muito com o exorcismo que vê : Chega a ponto de falar para uma moça possuÃda pelo Demo que não acredita nele, em Satanás. É ai que começam acontecer alguns fatos arrepiantes, coisas que não tem explicação cientifica e que desafiam Michael a duvidar da existência de um Mal Personificado.
Antes disso o filme estava meio parado, mas depois começou a dar um certo medo, pelo menos uns arrepios, daqueles que você sente quando escuta um “causo” assustador. Anthony Hopkins reafirma sua qualidade como ator, num papel que é praticamente tÃpico dele e o jovem Colin (Michael) também segura as pontas na interpretação de padre.
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| OMG, uma mula! |
O que atrapalha um pouco é o roteiro que é, como eu já disse, é inspirado/baseado em fatos reais. Então não há muitas cenas assustadoras, só as seqüências do final. Além disso, não deve ser um bom sinal eu ter descoberto nas primeiras cenas do filme algo que o protagonista só percebe no final, certo? A revelação do filme para mim não foi surpresa nenhuma.
No finalzinho, como eu já disse, vieram as cenas mais “pesadas”, dignas de dormir com a coberta em cima da cabeça. Mas não foi necessário: Como numa história narrada por nossa própria mãe o final é libertador, feliz. Tudo o que você precisa fazer é acreditar (não vou entrar em detalhes, assistam o filme).
Terminei de assistir “O ritual” as 3 da manhã um dos horários favoritos para os filmes de terror. Mas fui dormir se medo, o que não quer dizer que não tenha gostado da história.
Recomendo a todos que gostam do gênero terror/exorcismo e nada mais. Tem gente que odeia esse tipo de filme. Meu amigo chegou a dormir durante "O Ritual" alegando que esse tipo de história é “idiota porque só fala do Diabo”. Me pergunto o que ele esperava...
Minha nota é 8. Poderia ser um 7 e meio porque achei um filme razoável, quase bom, mas o filme que me fez descobrir esse bonitão chamado Colin O'Donoghue tem que ganhar meio pontinho na minha nota hehe.
Gostaram? Assistiriam? Comentários são bem-vindos, mesmo que sejam para avacalhar o filme =)












