Resenha: A noiva traída - Jayne Ann Karetz

segunda-feira, janeiro 28, 2013 2 Comments A+ a-


Na sua noite de núpcias, a doce e sensível Katy Coltrane vibra de paixão por Robert, seu marido. Amante experiente, ele sabe despertá-la para a volúpia. Mas o que Robert revela logo em seguida leva Katy ao desespero!
Robert casou-se por interesse com a filha de seu ex-patrão. Porém, à mediada que ele aprende a conhecer a nova Katy - surpreendente fogosa e determinada - passa a querê-la de qualquer maneira. Mas não será tarde demais para evitar que ela o castigue, abandonando-o? - Sinopse retirada do Skoob

         Robert nunca tinha dito que amava Katy, nem mesmo quando a pediu em casamento. Mesmo assim Katy acreditava que, se havia pedido de casamento, ele certamente deveria amá-la e, por essa razão, aceita a proposta. 

         Cheia de esperanças em viver feliz para sempre ao lado de seu príncipe encantado  (e cowboy), Katy vê todos os sonhos diluídos na lua-de-mel. Na verdade Robert a pedira em casamento por achar que ela seria um moça confiável, uma parceira nos negócios e na vida e não por ter algum tipo de paixão fulminante por ela. 
          No momento em que essa discussão acontece, Robert faz uma verdadeira "declaração": Diz que, apesar de não amá-la, vai cuidar dela e protege-la, vai ser fiel e quer passar o resto da vida com ela. Uma mulher sensata pensaria que o amor vem com o tempo e esqueceria esse papo de "contos de fada". Mas, por trás da faixada prática e discreta há uma mulher impulsiva e passional: Katy pede o divórcio. 
           A noiva traída é um livro antigo que comprei recentemente em uma das minhas visitas ao sebo. Não sei bem o que me chamou a atenção na história pois a autora não é conhecida e a sinopse não tem nenhum diferencial. Mesmo assim comecei a ler o livro e fiquei satisfeita com a minha aquisição. 
           É interessante ver os mocinhos, depois de casados, tentando fazer o casamento dar certo. Há brigas e discussões mas, como um casal normal, eles logo fazem as pazes, sem que seja necessário uma vida de ressentimentos e acusações para isso. 
           Claro, como já é característico nesses romances, há a figura do vilão, aquela pessoa que tenta sabotar a felicidade (e até mesmo a vida) do casal. Mas, assim como as cenas de discussão, o climax, em que a identidade do vilão é revelada e a "batalha" entre ele e o mocinho ocorre é morno, não deixando qualquer dúvida de que o desfecho será positivo. 
            Em um dia mais critico, chamaria a autora de covarde por não colocar seus personagens em grandes dilemas ou situações complicadas. Porém estava de bom humor e a leitura foi tão rápida que nem me estressei com essa situação. Nota 7 - um livro razoável e interessante para ler em um bom dia. Provavelmente você vai esquecer a história logo em seguida, mas vale a pena se o preço estiver bom (no meu caso custou R$ 2,00, então tudo bem. 

Resenha: O homem que todas as mulheres desejam... - Miranda Lee

segunda-feira, janeiro 21, 2013 1 Comments A+ a-


Para a maioria das mulheres, Ryan Armstrong é irresistível, do jeito que ele gosta! Além dos negócios, o único compromisso de Ryan Armstrong era sair à caça! Laura, no entanto, recusava-se a ser mais uma na vasta lista de mulheres seduzidas por ele. Ela não tinha tempo a perder com homens arrogantes, muito menos com um capaz de despir o tailleur inteirinho de uma mulher apenas com a imaginação! Ryan era a última pessoa no mundo com quem Laura desejaria dividir a cama por uma semana inteira... Mas ela precisava da ajuda dele! Por isso, logo Ryan iria realizar sua jogada, e Laura tinha dúvidas se teria forças para resistir... - Sinopse retirada do Skoob

          Toda sexta feira, nos últimos 2 anos, é sempre a mesma coisa: Laura entra no escritório  do ex-goleiro Ryan Armstrong e, tratando-o da maneira mais fria possível, analisa os contratos da empresa de Ryan (ela é advogada) e vai embora. Porém naquele dia algo diferente acontece, Laura parece um tanto distraída. Curioso, Ryan a convida para um café e, a partir daí o relacionamento de ambos sofre mudanças radicais. 
           Mais um livro de Miranda Lee, uma das minhas autoras prediletas nesse universo dos romances de banca. Porém, não são todos os livros que gosto dessa autora, alguns clichês utilizados por ela são atraentes para mim, já outros nem tanto. 
           "O homem que todas as mulheres desejam...", esse livro com um nome gigante, teve logo de cara um enredo que eu aprovava: A mocinha não gosta do mocinho logo de cara mas se apaixona por ele ao conhece-lo um pouco melhor. Era para ser um leitura divertida e interessante... até que começaram os erros. 
             Cheguei a postar na página do blog uma foto  com um erro grosseiro de português. Antes desse momento já estava incomodada com as palavras utilizadas pela tradução, estranhando até mesmo a falta de pontuação em alguns momentos do livro. Porém, depois desse erro bizarro as coisas ficaram insuportáveis para mim: Parece que esse foi o primeiro de uma sucessão de erros cometidos na tradução e não corrigido pelas outras pessoas que tiveram acesso ao livro.
               Dessa forma a leitura acabou me desanimando bastante e, mesmo tendo vários elementos interessantes, não conseguiu me prender. Por isso, apesar do enredo razoável (valeria um 7 em outra situação) sou obrigada a dar nota 6 para esse livro - o livro é uma bomba e me fez pensar (como eu disse no facebook) em enviar uma gramática para o pessoal da Harlequin Brasil. Quem sabem assim não consigam ver os erros ridiculos cometidos pela sua equipe de tradução? 


Já leu algum livro com erros de concordância ou gramática? Comente! 

         

Resenha: O sussurro mais sombrio - Gena Showalter.

sexta-feira, janeiro 18, 2013 0 Comments A+ a-


             

                                   
Esse é o quarto livro da série dos “Senhores do Mundo Subterrâneo” e pode conter spoilers dos livros anteriores a esse. 

Para ler sobre a resenha dos  livros anteriores clique AQUI.




             Sabin possui o demônio da Dúvida, responsável por lançar questionamentos intermináveis sobre a mente das pessoas, até que elas enlouqueçam (algumas chegam a se matar). Ele também é completamente obcecado por destruir os Caçadores e não se importa nem um pouco de fazer o que for necessário para isso.

             Confesso que não estava muito ansiosa para ler o livro de Sabin, talvez por que ele não tenha muito destaque nos livros anteriores. Quando li a sinopse e vi que o “par” dele era uma tal de “Gwendolyn, a Tímida” meu desanimo só aumentou. Depois de Reyes e Danika, estava meio cansada de heroínas sensíveis e blá blá blá. Mesmo assim, decidi que iria ler o livro, nem que fosse só para me decidir se deveria comprar o próximo ou não.
Como todos os outros volumes da série, Sussurro também tem um ritmo viciante. Era difícil largar o livro para fazer qualquer coisa, o universo dos Senhores é quase sempre muito divertido (tirando algumas cenas com os caçadores, bléh!).
             E os personagens principais, Gwen e Sabin, me surpreenderam totalmente. Para começar a identidade de Gwen não é nada do que eu pensava: Ela é uma Harpia, capaz de destruir até mesmo os senhores quando está transformada. De acordo com a mitologia as Harpias são filhas do próprio Satã e são criaturas horríveis e maléficas mas Gwen não é como a mitologia diz: É tímida, bela e tenta controlar sua natureza, pois morre de medo de machucar alguém que ama.


            Mas adivinhem só o que faz com que ela se transforme rapidamente em Harpia? Pois é, as provocações do demônio de Sabin. Muitas confusões e cenas interessantes vêm daí, por que o demônio de Sabin não se apaixona por Gwen como acontece nas outras histórias. Não vou dar muitos spoilers, mas adianto que essa relação rende vários momentos hots entre os mocinhos. o/

           Nesse livro também conhecemos um pouco mais sobre Gideon, um dos personagens que mais gosto. Também já dá para antever quem será o par romântico de Aeron, mas não estou muito ansiosa para o livro dele, sinceramente. Acho que ainda o vejo como uma espécie de vilão, por conta da raiva que fiquei dele no livro anterior.  Por outro lado, comecei a gostar de Amun, acho que o livro dele tem tudo para ser bem legal (se eu não me engano é o que vem depois do livro do Aeron).
            Mas nem tudo são flores nesse livro. Se em alguns momentos sinto que Gena Showalter tem completo domínio da história e que esta vai revelando os mistérios conforme o andar da série, em outros tenho a impressão de que está perdida. Exemplo? Torin e Cameo. Fiquei bem decepcionada porque esse foi um dos motivos que me fizeram ler esse livro, saber o que aconteceria, se eles seriam um casal. Não vou dar spoiler, leia o livro.

            O quarto livro me mostrou que essa é uma das melhores sagas do gênero publicadas no Brasil. Por isso, se você ainda não acompanha, mas gosta de romances sobrenaturais com cenas mais adultas, tem que ler os Senhores. Nota 9 – muito bom.

Resenha: Mágica do Amor - Claire Delacroix

segunda-feira, janeiro 14, 2013 1 Comments A+ a-

Um encontro para o Amor!
África do Norte, 1085.
Embora sua alma possuísse a aura dos reis, Yusef lutava contra os instintos selvagens de seu sangue, até que o destino de uma dançarina se entrelaçou com o seu, e o fez conhecer o eterno poder do amor...
Alifa fazia o que era necessário para a sobrevivência de seus irmãos mais novos, mesmo sabendo que o tipo de vida que levava era pouco recomendável. Até a noite que se uniu para sempre a Yusef, um homem cujo toque podia significar uma temível morte... ou uma vida de mágica paixão. - Sinopse retirada do Skoob

       Esse é um livro escrito por Claire Delacroix, uma autora que gosto bastante pelo caráter fantástico de suas histórias. Em Mágica do Amor não é diferente, o mocinho é filho de um poderoso curandeiro porém não quer seguir os passos do pai e realizar curas através de espíritos, optando por prosseguir com seus estudos na cidade.
        Mas a vida tranquila de Yusef na cidade se vê ameaçada quando conhece Alifa. Em uma série de circunstâncias sobre as quais não me atentarei no momento, o mocinho acaba se responsabilizando por escoltar Alifa e os três irmãos de volta as montanhas. Yusef é então obrigado a confrontar o seu passado e a pessoa que ele é de fato, além de se ver cada vez mais envolvido com Alifa durante essa jornada.
        Duas coisa me chamaram a atenção nesse livro. A primeira é que a história se passa na Africa do Norte e tem como protagonistas dois mocinhos berberes, povo tradicional da África. Essa capa, portanto, não tem nada a ver com a real aparência do mocinho, uma vez que a pele dos berberes é mais escura. Parece uma coisa simples mas é a primeira vez que vejo uma história que ocorre fora do eixo Europa/America e achei essa diferenciação muito interessante, principalmente pois pude conhecer um pouco mais dos costumes desse povo (bem pouco, pois o livro é curto, mas foi interessante sabe-lo). 
           A segunda coisa é a profissão exercida pela mocinha do livro, Alifa. No inicio pensei que ela apenas uma dançarina de taverna mas, conforme o livro vai passando a autora nos revela que Alifa é uma prostituta. Esse é um dos primeiros conflitos entre ela e o mocinho pois Yusef, um homem que agora adota a religião muçulmana, não se deita com prostitutas e a considera indigna dele nesse primeiro momento. 
          O fato de ele descobrir que Alifa faz isso para sustentar os 3 irmãos menores arrefece um pouco a resolução dele em se manter afastado e, durante a longa viagem, os dois vão se aproximando. Mas a profissão de Alifa é sempre um ponto de empecilho na mente dos dois, já que ela também não acha que Yusef irá querer alguém que tinha uma profissão como a dela. 
           Apesar da profissão de Alifa, o livro não tem cenas detalhadas de sexo. Há apenas, vez ou outra e dentro do contexto da trama, insinuação de relação sexual entre os mocinhos além de beijos trocados entre eles. Não sei se é algo feito pela própria autora ou se é essas cenas foram cortadas pela editora do livro - romances de banca tem suas histórias cortadas afim de atenderem a quantidade de páginas estipulada para cada coleção. Mas não achei essa escolha (de pular as cenas hot) algo ruim, isso até se encaixou com a sensação de que estava lendo um conto de fadas que tive em enquanto lia esse livro. 
            Durante a leitura, tive um pressentimento de que esse livro teve um antecessor e, ao pesquisar na internet, descobri que é o segundo livro de dois, uma série chamada The Moorish Series. Como o mocinho desse livro é apenas um coadjuvante na primeira história (parece que ele é apaixonado pela heroína do primeiro livro) não tive problemas em acompanhar "Mágica do Amor", mesmo sem ter lido o primeiro volume da série. 

             Indico se estiver afim de um romance sobrenatural com ares de conto de fadas. Embora tenha seus aspectos mais realistas (a profissão da mocinha, por exemplo) é essa a imagem que tenho desse livro, me fez lembrar aquelas histórias sobre reinos distantes e princesas que precisam ser salvas. Nota 8 - é um bom livro. 

Já leu esse livro? Leria? Comente! 

Resenha: O cometa do amor - Elizabeth Bevarly (#MaratonaDeBanca)

segunda-feira, janeiro 07, 2013 1 Comments A+ a-

                                        

Tenha cuidado com seus desejos...Pena Rosemary Mach não ter seguido este conselho... por que, ainda adolescente, alimentando o desejo secreto de se vingar de Wills Random. Também nutrira outros desejos secretos com relação a ele... que pretendera realizar, se tivesse tido a oportunidade.Agora, passados treze anos, aquele homem atraente, irresistível... e intelectual batia à sua porta.E, enquanto Rosemary admirava o magnífico homem que Willis se tornar, jurou a si mesma que teria outra oportunidade com ele...E provaria que a vida não era só trabalho.Era calor, paixão, beijos e muitas outras coisas... mesmo que fosse a ultima coisa a fazer! - Sinopse retirada do Skoob 

          Na adolescência Rosemary e Willis viviam de praticar bullying um com o outro: Willys chamava Rosemary de desmiolada e cabeça de vento - já Rosemary caçoava da aparência nerd de Willis. Rosemary odiava tanto o garoto que chegou a desejar, durante a passagem de um cometa, que ele um dia tivesse "aquilo o que merecia".
           Treze anos depois ambos se reencontram e, para desespero de Rosemary, são obrigadas a morar juntos. Acontece que Willis está pesquisando sobre o tal cometa (que passa de tempos em tempos naquela mesma cidade) e a mãe da mocinha ofereceu a residência dela para hospedá-lo. 
           O que Rosemary não esperava era que Willis estivesse tão diferente: O garoto nerd de outrora agora era um homem inteligente e com uma aparência de atleta. Agora ela tinha que lutar não somente contra aquela atração que sentia contra ele como também com o complexo de inferioridade que sentia sempre que estava próxima de Willis. 
           O titulo do livro em inglês é Beauty and the brain ('A bela e o cerebro', alusão ao fato do mocinho ser mais inteligente que a mocinha ) e, só por isso, já dá para perceber qual será a temática do livro. Enquanto Rosemary busca esquecer o passado e tenta "ser legal" com o mocinho, Willys fica o tempo inteiro pensando que não pode se apaixonar por ela, já que Rosemary é intelectualmente inferior a ele. É claro que isso não o impede de desejá-la mas o mocinho acredita que isso se deve ao efeito da passagem do cometa sobre a Terra e não a alguma paixão que possa sentir sobre ela. 
             Willys é um personagem charmoso porém fiquei um pouco irritada com a arrogância dele em considerar somente alguém bom em 'ciências' (física, quimica etc.) como inteligente. Em vários momentos do livro ele deixa essa opinião a mostra, isso aliado com o preconceito que ele sente pela beleza de Rosemary - ele se recusa acreditar que ela possa ser inteligente, somente por ser bonita (e por não saber sobre ciências)
             Isso me fez antipatizar um pouco do mocinho mas Rosemary também não ajuda, passando uma imagem superficial durante quase todo o livro. Acho que a intenção da autora foi acentuar essas diferenças entre ambos e a forma como eles se apaixonam mesmo assim: Uma espécie de releitura para a "A Bela e a Fera", ao meu ver. 
             Mesmo com esses personagens um pouco irritantes, o livro não é ruim. Elizabeth Bevarly consegue colocar a atração entre os mocinhos pairando durante todo o livro, o que faz com que a leitura flua rapidamente. Além disso a história é bem divertida e, se não entrou para a minha lista de favoritos, ao menos proporcionou entretenimento. Nota 7 - um livro razoável. 

P.S.: Só eu acho um charme mocinhos que usam óculos? 

Para ler outras resenhas que escrevi para a Maratona de banca,clique aqui. 

Filme: O Hobbit - Uma jornada inesperada (resenha/review)

sexta-feira, janeiro 04, 2013 1 Comments A+ a-

         

            Nove anos após o lançamento do ultimo filme da Trilogia "O senhor dos anéis" surge um novo filme abordando o universo criado por J.R.R.Tolkien. Essa seria uma nova trilogia, que contará a história narrada por Tolkien no livro "O Hobbit", uma história que ocorreu 60 anos antes dos acontecimentos de "O senhor dos anéis", tendo como protagonista o tio de Frodo, Bilbo Bolseiro. 
            A minha primeira reação quando fiquei sabendo dessa adaptação foi felicidade seguida por certa preocupação. Afinal, um livro de 310 páginas ser transformado em uma trilogia é garantia de inúmeras "licenças" no roteiro,o que talvez prejudicasse a qualidade do filme. Mesmo assim resolvi assistir - vi a Trilogia dos Senhor dos Anéis no cinema e quis matar a saudade de assistir Tolkien na telona. 
             Nas primeiras cenas vemos a toca  casa de Bilbo bolseiro e o personagem, já com certa idade, escrevendo suas memórias. Gostei muito dessa parte pois os roteiristas mantiveram o começo do livro, utilizando a frase já celebre entre os fãs da saga "Numa toca no chão vivia um hobbit" como começo da narrativa no filme também. 
Nesse momento, em que Bilbo está escrevendo, entra Frodo e percebemos que esses momentos de reflexão acontecem antes da festa de aniversário de Bilbo - Para quem não se lembra, 'Os senhor dos Anéis' começa durante a própria festa.  Essa é outra coisa que gostei do roteiro, mesmo que não haja tal sincronicidade nos livros. 

              Bilbo senta-se em um banco em frente a sua casa e começa a se recordar de sua aventura, 60 anos atrás quando, sem nem saber como, Bilbo se viu hospedando uma dúzia de anões que, por sugestão de Gandalf, o convidaram para ser o "ladrão" deles nessa aventura. 
Com 'ladrão' eles querem dizer que Bilbo fará todas as tarefas difíceis e arriscadas, entre elas entrar no antigo castelo dos anões onde, agora, vive o perigoso dragão Smaug. Bilbo, como todo Hobbit, não se sente muito inclinado a aceitar mas, sem pensar muito no assunto, acaba embarcando nessa aventura e viajando com os anões. 
              Tive, no filme, o mesmo problema que ao ler a história: Não consegui diferenciar os anões um dos outros, tampouco decorar seus nomes.  Podem me chamar de lenta mas os nomes são muito parecidos! O único anão cujo nome e feições me recordo mais claramente é Torin Escudo de Carvalho, por que ele é um dos protagonistas da história. Quanto aos outros... 


Apesar de ser uma história sobre anões, o filme também tem Elfos, orcs, trolls... 
               Enfim, o filme narra a história até o momento em que Bilbo encontra o anel naquela caverna e faz o "jogo de adivinhações" com Smeagól / Gollum. Essa, diga de passagem, foi uma das melhores cenas do filme e já fez com que valesse a pena ter ido assisti-lo no cinema. 

              O problema é que, antes desse "desfecho" muuuita coisa acontece, a maioria pouco relevante para o desenvolvimento do enredo. Sim, as cenas "extras" são divertidas há ação o suficiente no filme mas fiquei com aquela sensação de roteiro arrastado: Mesmo que muita coisa acontecendo, percebi que eles não estavam chegando a lugar nenhum com aquela história de gigantes de pedra e orcs albinos. Quanto ao necromante, fiquei na dúvida, mas não me recordo de nada assim no livro. 
Smeagól - Gollum               Mesmo com esses pesares que citei no paragrafo anterior, seria hipocrisia da minha parte dizer que não gostei do filme ou que não irei assistir aos próximos. Peter Jackson pode não ganhar estatuetas douradas pela sua direção nesse filme mas conseguiu, novamente, trazer todo aquele universo criado por Tolkien para as telonas, algo que poucos diretores teriam conseguido. Gostei muito da fotografia, ambientação e de todos aqueles detalhezinhos que compõe um bom filme. 
             
             Recomendo para quem já estava com saudade da Terra Média - nota 7,5 - um bom filme, mas tirei meio ponto por esse roteiro meio enrolado que quase me desanimou. 

P.S.: Muito se fala da nova tecnologia com que foi rodado o filme, HFR (High Frame Rate - que rota mais frames por segundo, deixando as imagens mais realistas). Sinceramente não vi muita diferença - apenas quando tentei perceber algo é que senti que algumas cenas pareciam aquelas de televisão, bem mais nítidas do que as que se vê normalmente no cinema. Também não vi o filme em 3D, não sei se isso faz alguma diferença. 
P.S.²: Não acredito que escrevi a resenha inteira sem falar do Gandalf! Ian MacKellen continua perfeito no papel e torço para que ele ainda viva muitos anos para nos presentear com essa atuação tão perfeita de Gandalf, o branco o cinzento. 
P.S.³: Assisti "O hobbit" dublado - não tinha legendado na cidade onde moro. Se puderem, não cometam o mesmo erro. 


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