Resenha: Logan - Linda Lael Miller (Os irmãos Creed #001)

segunda-feira, abril 30, 2012 3 Comments A+ a-


   
           
           Com mais dinheiro do que gostaria de admitir, uma caminhonete velha e um cachorro a tira-colo, Logan Creed está de volta ao rancho de sua família. Havia passado anos distante do local, por conta de uma briga que tivera com os irmãos, Dylan e Tyler durante o velório do pai, mas resolveu voltar ao rancho em que fora criado e tentar fazer dele novamente seu lar.

Logan não esperava que, ao visitar o cemitério da família, que ficava no Rancho, ele encontrasse a bela Briana Grant e seus dois filhos pequenos. Desde que fora abandonada pelo marido, Briana morava na casa do rancho que pertencia ao irmão de Logan, Dylan, e, apesar de nunca ter visto o irmão de seu empregador conhecia Logan pela fama que tinha na cidade. E ele era ainda mais atraente do que os mexericos diziam.
Demorei um pouco para me aventurar nessa trilogia dos irmãos Creed, principalmente pelo tema que me pareceu um pouco clichê. Além disso não gosto de histórias que se passam em ranchos, fazendas e nem histórias com crianças pequenas, coisa que esse livro tem de sobra. Mas já li a série dos irmãos MacKade da Nora Roberts, que tem esses mesmo elementos, e gostei muito.
Então, pensei eu, por que não dar uma chance a Linda Lael Miller, uma autora desconhecida por mim mas que já ouvi falar muito bem? Com esse pensamento comecei a caçar os livros dos irmãos, até que achei o primeiro.
Não vou dizer que me apaixonei pela saga mas gostei do que li. A autora tem uma escrita interessante e eu gostei dos personagens apresentados, apesar de sentir que alguns trechos (principalmente quanto ao mistério do livro) foram mal explicados. Sei lá, a identidade do perseguidor de Briana não fez qualquer sentido para mim, ainda não entendi por que tal pessoa fez isso.
Mas gostei da narrativa e fiquei curiosa sobre os outros irmãos, principalmente Dylan. Infelizmente, pelo o que vi, a segunda história é de Tyler e não dele... Ou seja, o único livro que não tenho é o próximo que eu tenho de ler. Lá vou eu a caça de novo.
            Recomendo se gosta de histórias que se passam em cidades pequenas, romances bem simples mas que fazem suspirar. Se gostar do gênero os irmãos Creed são uma boa pedida e, além disso, a química do casal principal convence bastante. Nota 8 – O livro é bom e me fez ficar curiosa sobre os próximos. 


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Resenha: A cruz de Morrigan - Nora Roberts (Trilogia do Círculo vol. 1)

sexta-feira, abril 27, 2012 5 Comments A+ a-


“Eu te amo. Essas são as palavras mais fortes em qualquer mágica. Eu te amo. Com esse encanto, já pertenço a você.” (Glenna, pág. 282)

          Não é segredo para ninguém que eu sou fã de Nora Roberts. E também de que sou viciada em histórias sobre vampiros. Então, minha reação quando ouvi falar sobre a trilogia do círculo pela primeira vez foi no mínimo histérica: Eu precisava ler esses livros!

           Mas os anos foram passando e nada de alguma editora publicar a trilogia do círculo por aqui.  Fui lendo outros livros e acabei me esquecendo dessa trilogia até que em 2011, cinco anos depois de ter sido originalmente publicada, a Bertrand resolveu lançar esses livros por aqui. Ainda queria ler? Claro. Mas não estava mais tão empolgada, e nem tão curiosa assim.
          Foi então que ganhei os dois primeiros livros de presente e novamente tive vontade de ler. Ou seja, coloquei ‘Cruz de Morrigan’ no topo da pilha e me preparei para curtir a versão de titia Nora para os vampiros.

          Confesso que o livro demorou um pouco para me prender. O inicio, com Hoyt (o mocinho desse livro) bancando o caçador de vampiros foi desanimador. Não gosto de caçadores de vampiros, gosto dos vampiros, os vilões e malvados da história que de vez em quando se apaixonam. Então Hoyt conversa com a Deus Morrigan e é enviado para o futuro, só para dar de cara com o seu irmão gêmeo, Cian, agora um vampiro de mil anos de idade.
Cian, Cian, Cian... Isso sim é que é vampiro! Aquele ar egoísta e rico à lá Roarke, combinados com sede de sangue e imortalidade me cativaram desde a primeira frase. Mas, ah sim, é o livro de Hoyt, o feiticeiro.

ou - o mocinho desse livro           Gostei de Glenna, a heroína dessa história quase de cara. Ela tem um senso de humor bem sarcástico e, além de tudo, é uma bruxa – como não gostar? Mas Hoyt foi um pouco mais difícil de aturar, só comecei a entender e gostar do personagem depois da página 100 mais ou menos.  Ele é muito bonzinho, o que torna difícil para gostar dele.  Mas finalmente comecei a entender o personagem que, embora não entre para a minha lista de favoritos, também não é um idiota completo.
            Dito isso, vamos a história: Morrigan, a deusa, reúne um exercito de seis pessoas que, no Samhain deverão formar um círculo e estar preparados para a ‘batalha final’ contra a líder dos vampiros, Lilith e todos os outros vampiros. Se vencerem, os vampiros morrerão.              Se perderem, o mundo será destruído.

            Mas um “exército” de seis pessoas será o suficiente para derrotar a rainha dos vampiros, Lilith, com mais de dois mil anos? Apenas se treinarem e se unirem nesses três meses antes da batalha.

             Hoyt, Glenna, Cian e King (empregado e amigo de Cian) vão para um castelo na Irlanda e lá se preparam para a batalha. Não demora muito e Moira, a erudita, aparece, acompanhada de seu primo Larkin, aquele que muda de forma (ele pode se tornar qualquer ser vivo que quiser). Aparentemente o círculo está completo mas muitas surpresas ainda estão para acontecer.

- ou a mocinha do livro             Com certeza esse não é o melhor livro da Nora que eu li, mas a história parece promissora, mesmo os vampiros ocupando o lugar de vilões.  Os vampiros da autora são mais clássicos, fogem de cruzes e de água benta, não suportam a luz do Sol... E são, em essência, maus (Cian é exceção). Mas gostei, achei interessante a proposta e a mistura de vampiros com magia e deuses, tanto que já estou curiosa para ler o próximo livro.
              A única coisa que me incomodou um pouco foi a maneira de falar de Hoyt, Larkin e Moira. Tudo bem que eles vieram de outras épocas, mas ficar falando “Tu”, “vós” e todos os verbos na segunda pessoa no singular incomoda e dá um contraste absurdo com os outros personagens, como Cian e Glenna, que falam gírias e palavrões.  Tudo indica que os próximos livros também terão essa mistura, o que me deixa preocupada pois essa maneira de falar atrapalha o ritmo da história. Pelo menos me atrapalhou.

             Se gosta de fantasia, magia, deuses e universos paralelos, além de viagens no tempo, leia esse livro sem medo. Parece muita coisa mas Nora Roberts consegue montar um quadro interessante e, ainda que não esteja entre os melhores, ainda assim é um bom livro. Nota 8.

P.s.: No começo do livro vemos que a história é narrado por um velhinho numa tarde chuvosa e que este a conta para os seus netos. Eu já tenho um palpite de quem ele é e, se bem conheço a autora, acho que estou certa. 

Você gosta de histórias que misturam magia e seres sobrenaturais? Comente!

Resenha: O veneno da traição - Jacqueline Navin #MaratonaDeBanca

domingo, abril 22, 2012 6 Comments A+ a-


Traído!    A palavra feriu mais fundo do que uma espada, pois Rogan St. Cyr fora enganado pela mulher a quem entregara seu coração. No entanto, a bela Lily ainda era sua esposa, e agora pagaria pela traição com a própria liberdade.Embora ele a mantivesse prisioneira, longe do conforto da família e dos amigos, Lily daria tudo para abrandar a dor que torturava seu marido guerreiro. Afinal, sabia que no fundo daquela alma endurecida jaziam os restos do amor que haviam partilhado, à espera de que alguém os trouxesse de volta à vida.

            Esse é o livro escolhido para o mês de Abril na Maratona de Banca. Para ler mais posts sobre a maratona no blog, clique aqui

Rogan St. Cyr vai até o castelo do Lorde Marchand para informar que seu irmão não ia cumprir com o acordo de casamento feito entre as famílias. Mas não imaginava que ele mesmo se apaixonaria por uma das filhas de Marchand, a jovem Lily. O amor entre ambos evolui de maneira natural e, antes do final dessa “visita”, ele pede Lily em casamento.
Esse seria o final da história se não fosse Catherine, a irmã mais velha e invejosa de Lily que estava comprometida com o irmão de Rogan. Catherine não aceita o anúncio do casamento e arma um plano ardiloso para separar o casal: Faz com que todos acreditem que Rogan estuprou uma jovem inocente.
Li esse livro há muito tempo, mas o “resgatei” quando vi o tema de Abril da Maratona de Banca: Mocinho Sequestra Mocinha.  O interessante dessa história é que o grande obstáculo entre o casal não é bem um vilão, embora a irmã de Lily seja a grande antagonista do inicio da história.  Mas, conforme as páginas vão seguindo, percebemos que a falta de confiança e a dificuldade em perdoar os erros um do outro são o maior empecilho para a felicidade de Lily e Rogan.

Um ano após ser dado como morto Rogan volta para se vingar de Lily – e aí que vemos a cena do seqüestro: Ele invade o casamento da mocinha e a ‘rouba’ na frente de toda família. Como o livro se passa na Idade Média, ele tem todo o direito de fazê-lo e vai embora sem nenhuma grande ameaça.
No inicio, a ideia de Rogan é fazer de Lily uma esposa-escrava, mantendo-a isolada em uma cabana, limpando e cozinhando como uma serva (aliás, até a serva podia mandar em Lily). Mas então o coração de Rogan amolece e, o surgimento de 3 crianças fazem com que uma frágil reconciliação surja entre eles. O problema é que a desconfiança volta a permear a vida do casal: Será que dessa vez eles terminam juntos?

O livro me deixou muito angustiada, pela quantidade de rancor e mal-entendidos entre os mocinhos, principalmente no inicio. Mas é uma história muito bonita, tanto que me lembrei dela mesmo depois de ter lido há tantos anos.
Não quero dar muito spoiller, mas preciso deixar claro que Lily não acreditou em Rogan no começo e é por isso que tem toda essa vingança.  Porém há circunstâncias atenuantes para justificar a falta de confiança de mocinha e, depois, com o que ela sofre, é fácil esquecer o erro de julgamento que ela comete.

Indico o livro para quem gosta de histórias que se passam na Idade Média e com uma leve toque de drama. Por se tratar de uma história de poucas páginas, alguns podem achar que o conflito se resolve rápido demais. Mas é um ótimo livro que emociona os mais chorões (cof cof, eu por exemplo cof cof).

Nota 9 - muito bom


Gosta de livros que se passam na Idade Média? Comente!

Estilhaça-me - Tahereh Mafi

sexta-feira, abril 20, 2012 5 Comments A+ a-

    



Juliette não é uma garota comum. Nos últimos 3 anos ela viveu numa cela, presa em um manicômio, sem trocar sequer uma palavra com outro ser humano.
            Um dia tudo muda, anunciam que ela terá um novo companheiro de cela. Para surpresa de Juliette, sua nova companhia é um garoto com lindos olhos de sua idade. Adam, é assim que o garoto se chama, faz diversas perguntas, do qual Juliette se esquiva. Mas ela o acha estranhamente familiar e logo percebe que o conhece de sua antiga vida. Adam é o garoto pelo qual Juliette sempre foi apaixonada... Antes de ser internada naquele lugar  pelos próprios pais. 
Por mais que deseje o toque de Adam, ela sabe que nunca poderá tê-lo. Aliás, nem o dele e nem o de qualquer outro ser humano: Ninguém pode tocar Juliette e viver para contar a história.  Por mais que ela queira o contrário.

“Em dezessete anos jamais vi algo como ele. Em dezessete anos jamais conversei com  um garoto da minha idade. Por que sou um monstro”. 
O livro é escrito em primeira pessoa, narrado pela protagonista Juliette. O interessante, porém, é que temos a impressão de que estamos lendo seu inseparável caderno diário. A maioria das páginas são rabiscadas tachadas, como se estivéssemos lendo um caderno mesmo e a linguagem está cheia de metáforas, figuras de linguagem que ilustram a mente confusa que Juliette tem.
Por que, se tem algo interessante sobre essa protagonista, é que até mesmo ela duvida de sua sanidade. Juliette ficou tanto tempo presa naquela cela que acabou se tornando meio maluca e é a primeira a ter consciência do fato.

“- Você tem certeza de que não está louca?- Não. – Inclino a cabeça. – Não tenho certeza.”

Quando vi que a história se passava em um futuro sombrio e distante logo pensei “ah, outro YA Book que vai na onda de Jogos Vorazes. E, de fato, há um algo nesse universo controlado por um governo/força/grupo especial que me lembrou bastante da série de Suzanne Collins. Além disso, quem diria, há um triângulo amoroso nessa história também!
 Mas Estilhaça-me é mais sobrenatural que política. E o triângulo amoroso, se é que se pode chamar o relacionamento entre Adam-Juliette-Warner dessa maneira, tem uma dinâmica completamente diferente da de Jogos Vorazes. Por isso logo abandonei as comparações entre as séries e me concentrei em tentar decifrar a linguagem rebuscada e vez ou outra confusa de Estilhaça-me.

Não foi fácil, mas me acostumei com a linguagem e, depois de alguns capítulos estava envolvida na história.  A protagonista tem esse poder que faz com que retire a vida de toda as pessoas que toca, o que me interessou logo de cara. E ainda há seu relacionamento com Warner, tão diferente dos triângulos amorosos que eu já vi em outros livros do gênero que me prendeu totalmente, a ponto de eu devorar o livro.

Estilhaça-me

O que é tão especial assim? Na maioria dos triângulos amorosos, a heroína está dividida entre dois amores, que lutam por ela etc, etc. Nesse caso, não há divisão na mente de Juliette, pelo menos não conscientemente. Ela ama Adam... E odeia Warner.
Mas há algo no ar entre eles, uma tensão semelhante a que ocorre entre a heroína e seu verdadeiro par romântico, Adam, e que me fez pensar se não há mais que ódio puro ali. Isso só torna a história mais interessante por que, se tem um personagem mau em Estilhaça-me, esse é Warner: Cruel, egoísta, arrogante, ele é completamente obcecado por Juliette e por seu poder,  tomando atitudes assustadoramente maldosas para ver o poder de Juliette em ação (e a seu favor).


Digam o que quiser mas ver a heroína desejando tendo uma química com o principal antagonista (que é mau mesmo e não um anti-herói ou coisa parecida) é algo que nunca vi em nenhum dos Young Adults até hoje (não naqueles que eu li).  Alie isso a uma narrativa intensa e viciante, uma história com capítulos curtos e vários pontos de interrogação e voilà, eis que surge um baita livro.

Vejam bem, não é uma história perfeita. Como eu disse acima, há diversas figuras de linguagem que confundem a leitura, a história demora para ganhar pé e o relacionamento entre Adam e Juliette  foi pouco convincente (pelo menos na parte afetiva). A heroína é confusa e um pouco patética, o que eu atribui ao período de cativeiro mas, ainda assim, fiquei irritada com ela – Adam também não ganha o prêmio de personagem do século.
Mas me surpreendi com Estilhaça-me e é por isso que me sinto inclinada a falar bem do livro. Mesmo com os pontos negativos que já citei. E mesmo com o final desanimador, em que a história entra numa fase X-Men desnecessária.

Dou nota 8 por que, apesar de ser um livro apenas razoável, me prendeu e surpreendeu. Recomendo para quem gosta de romances sobrenaturais teens (mas nem tanto).

p.s.: Ah, esqueci de dizer: Estilhaça-me é o primeiro de uma trilogia. Quero ler o próximo apesar de não ter gostado muito do rumo que a história tomou nas ultimas páginas. 

Imagens do post retiradas aqui e aqui.


Acha que ainda há espaço no mercado para Young Adults com temática distópica? Leria o livro? Comente!

Resenha: Até encontrar você - Nancy Warren

segunda-feira, abril 16, 2012 1 Comments A+ a-

   



         Chloe Flynt é uma jovem londrina que se sente entediada com muita facilidade e desiste rapidamente de tudo. Mas dessa vez é diferente, Chloe precisa arrumar um emprego e se sustentar (pela primeira vez na vida) por que seus pais não estão muito bem financeiramente.

Como essa personagem maluca vai parar em Austin, no Texas? É meio mal explicado e estranho, mas ela acaba trocando a cinza Londres pela ensolarada Austin. E se dedica em sua mais nova carreira: Terminar relacionamentos, algo que ela se considera especialista, após desatar 3 noivados. O romance da história acontece quando Chloe conhece seu senhorio, um caubói bonitão chamado Matthew. Ele já tem namorada e ela não quer se envolver nesse momento mas...
Esse é um livro bem diferente daqueles que fizeram Nancy Warren ser uma das minhas autoras de romance de banca favorita. Os personagens caricatos estão lá, as situações engraçadas estão lá, há romances secundários ao do casal principal. Todos os elementos da escrita da autora estão lá, só que dessa vez o resultado não foi o esperado.

A personagem principal é maluca e não de uma maneira boa, não consegui gostar dele em nenhum momento – e o mesmo vale para Matthew. Acho que por ele ser comprometido, e durante todo o livro haver esse impasse entre eles (o mocinho não tem coragem de terminar da namorada) me fez desanimar com esse casal. Como uma mocinha que parece ser tão confiante hesita tanto em tomar uma atitude?
Os personagens secundários são um pouco melhores. Gostei de Stephanie e Rafael, apesar de achá-la meio sem atitude em alguns momentos, esse casal de amigos dos mocinhos ainda conseguiram me despertar um pouco de simpatia, assim como Deborah e Jordan, outro casal secundário. Só que, no caso desses últimos, senti que faltou um pouco mais de desenvolvimento, havia uma história boa o suficiente para um livro só deles, mas a autora os deixou como secundários nessa outra história não tão boa. Se tudo fosse narrado sob o ponto de vista da doutora seria um livro melhor? Não sei, mas é algo que eu gostaria de ver ler.

Outra coisa, que só me ocorreu enquanto escrevia essa resenha, é que o a historia tem pouquíssimas páginas (159 para ser exata) para muitas tramas secundárias e personagens. Tenho certeza de que houve cortes de edição nesse livro para se adaptar ao formato de banca e talvez esse seja um dos motivos da história parecer tão maluca e sem sentido pra mim.
                Mas não é só isso, a própria maneira de narrar a história não parece ser muito da autora. É como se eu estivesse lendo um ‘chick-lit’ e não um romance de banca onde a história é centrada no relacionamento amoroso entre os personagens principais.
                É um dos piores livros da autora que já li, não por que seja uma leitura insuportável, mas por que é bem decepcionante.  Não tenho nem para indicar, leia apenas por sua conta e risco. Nota 6 não gostei.

O que acharam do livro? Leriam? Comentem!

Resenha: Alta Tensão - Harlan Coben.

sexta-feira, abril 13, 2012 2 Comments A+ a-


“Temos uma tendencia a acreditar que as coisas boas vão durar para sempre (...). As coisas são raras. Precisamos valorizá-las, por que elas acabam cedo demais”. (pág. 17)

            Uma bela mulher entra no escritório e lhe pede ajuda. Esse seria o começo clichê de algum romance noir se a mulher em questão não estivesse grávida do oitavo mês. Suzzie T., amiga de longa data do ex jogador de basquete, agente de famosos e detetive nas horas vagas Myron Bolitar, pede que o amigo exerça mais uma vez suas funções de detetive: Quer que Myron descubra o autor de um post em sua página do Facebook.

            Desse inicio simples surge uma situação mais complexa do que a própria Suzzie T. poderia imaginar, uma vez que surge um segredo capaz de mudar a vida do próprio Myron. É esse o enredo de ‘Alta Tensão’, o segundo livro de Harlan Coben que eu leio – o primeiro foi Quando Ela Se Foi, que também tem o mesmo protagonista.      
A frase no inicio desse post ilustra bem o clima do livro. Se, em ‘Quando Ela Se Foi’ ainda havia humor irônico de Myron e os diálogos com seus personagens secundários para quebrar a tensão em ‘Alta Tensão’ não é isso que acontece. Aliás, talvez seja por isso que o livro tem esse nome por que, se houver outro motivo, não me atentei a ele durante a leitura.
            Embora no começo os personagens que já conhecíamos dos livros anteriores tenham seu comportamento habitual, percebe-se algo de diferente no ar. É como se fosse, de fato, a ultima história de Myron Bolitar, a finalização e conclusão de tudo o que começou no primeiro livro, Jogada Mortal. Os personagens estão envelhecendo, mas não é só isso: Há algo na maneira de Coben narrar essa história, nos diálogos dos personagens, que nos faz ter a impressão de que nada será igual no “mundo” de Myron depois que essa verdade for revelada.  E, como percebemos no final, nada será igual mesmo.

            É por isso que estou tão dividida com relação a esse livro. Por um lado temos a escrita direta levemente irônica de Coben em mais uma história engenhosamente criada, de maneira que você não consegue sequer imaginar onde tudo se encaixa, só espera pelo desfecho. Embora eu não tenha surtado tanto quanto no livro anterior, o final de Alta Tensão me deixou impressionada com a habilidade do autor para conduzir a história. Sabe quando você lê as páginas com desânimo, pois tem a impressão que a história não está indo para lugar algum? Pois é, foi isso o que eu senti durante boa parte do livro... Só para ver (quase) tudo se encaixar com perfeição nas páginas finais.
            Então, sim, o autor está de parabéns pela eficiência da história. Mesmo que alguns (mais conhecedores de sua obra que eu) tenham argumentado que não é um dos melhores livros que Harlan Coben já escreveu, digo que vale a leitura. Mas recomendo paciência nos momentos em que a história “se arrasta” – continue lendo e será recompensado.

            Só pela história eu daria um sete ou sete e meio. Mas espera ai! É uma história de Myron Bolitar: Tem Esperanza, tem Win, tem Big Cindy... Esse pessoal deveria render pelo menos meio ponto a mais na resenha. Certo?

            Certo seria se fossem os mesmos personagens que conheci em “Quando Ela se Foi”. Mas, é como eu disse no começo, esse livro é como uma engrenagem parando – os personagens que me divertiram tanto no primeiro livro agora estão forçados, como se estivesse faltando algo. Claro, Big Cindy continua surtada e alguns flashs de personalidade em Win, mas, sabe aquela sensação de que está acabando? Pois é, nunca gostei de finais e talvez por isso não consegui aproveitar tanto assim os personagens nessa história.
            Aproveitando que citei de novo os personagens, cito Win como o grande personagem desse livro. O carisma de Win e suas atitudes são tão magníficas nesse ultimo livro que, o antes apenas amigo do protagonista, acaba co-estrelando a história com este. Ou seja, Win é tão protagonista de ‘Alta Tensão’ quanto Myron Bolitar e, mesmo não sendo o mesmo do livro anterior, ainda sim é um dos poucos personagens que não me decepcionaram desse livro.
            (Aviso: Quando terminar de ler esse livro vai querer ter um amigo igual à Win).
            Então, como podem ver, são duas opiniões que tenho sobre esse livro, o que me levou a demorar séculos para escrever a resenha. Por um lado temos uma trama razoável e muito bem escrita, que me impressionou e surpreendeu no final. De outro temos o clima pesado da história que fez com que a leitura se arrastasse e os personagens perdessem um pouco de seu charme.

            Considerando tudo isso dou nota 7,5 – é um livro razoável e bem que merecia um 7 mas não estou me sentindo muito imparcial com relação a ele. Por isso dou 7,5 que é uma nota mais equilibrada – na minha escala de 6 a 10.

p.s.²: É claro que eu fui pesquisar no Site Oficial do Autor para saber se Alta Tensão é realmente o ultimo da série. O que descobri é que, apesar de ser o mais novo livro sobre Myron Bolitar escrito, quando perguntado se escreveria outro romance sobre o personagem, Coben respondeu que é "provável". Ou seja, não é o fim! #TodosComemora \o/ 
p.s.³: Juro que é o ultimo. Mas é que descobri que o autor vai lançar, em Setembro deste ano, um Young Adult sobre o sobrinho de Myron - Mickey Bolitar. O livro se chama Shelter e parece que Myron vai aparecer nessa história também (embora não como protagonista) =D


                      ***
             
 Estou pensando em resenhar mais livros desse gênero. Você gosta de romances policiais? Comente!

Filme: Fúria de Titãs 2 (Resenha/ Review)

sexta-feira, abril 06, 2012 9 Comments A+ a-

 

Fúria de Titãs 2 é o tipo de filme que me deixa confusa. O motivo: Se o primeiro filme foi tão fraco, pra que criar uma seqüência? Quer dizer, Fúria de Titãs (o primeiro, remake de um filme de 1981) foi tão decepcionante que o próprio ator principal se desculpou por sua atuação nele.  
Essa continuação só faz sentido se olharmos a bilheteria do primeiro filme: 500 milhões de dólares no mundo todo. Ou seja, a gana do estúdio por lucros falou mais alto do que o bom senso.
No filme, o semideus Perseu decide virar um pescador e viver como um homem normal.  Dez anos se passaram desde sua primeira aventura, Perseu agora tem um filho e está disposto a criá-lo longe de guerras e disputas. Mas tudo isso muda quando é procurado por seu pai, Zeus, para que (mais uma vez) salve o mundo. Zeus conta a Perseu que os Deuses estão enfraquecendo, pois ninguém mais reza para eles e, por esse motivo, todas as criações dos deuses também estão ruindo, inclusive o Tartáro.
Em tempo: Tártaro é uma prisão no submundo, criada pelos deuses para aprisionar os Titãs. Se o Tártaro ruir, Cronos (pai de Zeus, Hades e Poseidon) escapará e isso será o fim da humanidade.

É importante falar agora que nada disso ocorre nos mitos gregos, à história é fruto da mente de algum roteirista Hollywoodano que achou que seria uma boa ideia, pra variar, escrever um roteiro com Titãs (é que, apesar do nome da franquia, no primeiro filme nenhum Titã aparece).

Zeus, um deus poderoso, novamente pedindo a um mortal que salve o mundo

Deve ser por isso que há todo esse lengalenga entre Zeus e Perseu, como se o deus tivesse alguma predileção pelo herói, em detrimento de seus outros e diversos filhos. Depois que o senhor do Olimpo faz esse apelo, Perseu se nega a ajudar, diz que não pode deixar seu filho Helio para ir a uma guerra. Mas acaba mudando de ideia pois Zeus é capturado e preso no submundo. Perseu sai então numa jornada para livrá-lo da prisão e, também, salvar o restante da humanidade.
Apesar de algumas cenas e feitos interessantes, o filme tem outro roteiro fraco e atuações mais fracas ainda (agora imagine dublado, que foi como eu assisti). Perseu está mais idiota que no primeiro filme, se é que isso é possível, apanhando das mais diversas criaturas e seres da mitologia – só para depois ganhar com um golpe final.  Ele também está com um cabelo horrível, se me permitem a critica um tanto fútil.

bem melhor que em Imortais
Mesmo assim, para quem tinha uma expectativa abaixo de zero, o filme até que teve alguns bons momentos: A cena do Minotauro, apesar de meio fora de contexto, teve como atenuante o fato de ser mil vezes melhor do que a de Imortais.
Falando em Imortais, os dois filmes têm muito em comum, principalmente no fato de deturparem completamente a mitologia. Além disso, ambos tem heróis bonitões e alguns atores bons em situação constrangedoras (Ralph Fiennes é o talento desperdiçado da vez)

Mas Fúria de Titãs 2 ainda consegue entreter em quase todo seu tempo de duração (1h39min). Com exceção do final, quando deu uma de Tranformers 3 e o  protagonista levou vários minutos para fazer o óbvio (destruir Cronos). Isso rendeu algumas cenas de ação inúteis, mas é um prato cheio para quem gosta de cenas do tipo (principalmente em 3D).


Por isso só indico se você gostou do primeiro ou se curte essa coisa de “mitologia deturpada”. Mas da próxima vez em que eu ouvir algum personagem dizendo que “dessa vez é diferente, os deuses podem morrer” durante um filme, saio correndo da sala.

Nota 7, um filme regular.

p.s.: Por que insistem em colocar Hades como um vilão?
p.s.²: No cinema vi o trailer de “Batalha dosMares”, adaptação do jogo ‘Batalha Naval’.  O filme tem até Rihanna no elenco, quem diria.

***

Que tal aproveitar esse final de semana para ir ao cinema? Assistiriam ao filme? Aguardo seu comentário! 

O prazer mais sombrio - Gena Showalter (Senhores do Mundo Subterrâneo 3)

segunda-feira, abril 02, 2012 1 Comments A+ a-


                                   
Esse é o terceiro livro da série dos “Senhores do Mundo Subterrâneo” e pode conter spoilers dos livros anteriores a esse. 

Para ler sobre a resenha dos  livros anteriores clique AQUI.





Reyes é o guardião da Dor e não pode sentir prazer a não ser que haja dor envolvida. Por isso, quando conhece Danika (quem leu o primeiro lembra) sabe que um relacionamento entre eles seria impossível: Danika parecia um anjo, tamanha inocência, e jamais consentiria em fazer as coisas que Reyes precisava. (S&M  começa a tocar na minha cabeça agora).

Além disso, Danika o odeia e a todos os Senhores do Submundo, pois eles a seqüestraram e também a sua família, sem motivo algum (para ela). Aaron ainda está tentando matá-la, o que também não ajuda muito que ela desenvolva algum tipo de afeto por nenhum deles.
Mas, por mais que os dois resistam – e eles passam um tempão resistindo, acreditem – a atração mutua acaba falando mais forte.  E Danika, antes apenas uma humana que os deuses queriam ver morta, acaba se revelando de extrema importância na batalha dos Senhores contra os Caçadores. (Isso rimou mas foi sem querer). 

O  relacionamento entre Reyes e Danika, que vinha à fogo brando nos livros anteriores, é o tema principal de O prazer mais sombrio. Confesso que não esperava muito desse casal, essa mania do mocinho de se cortar me dá nos nervos, mas eu já disse por aqui que todos os personagens dessa série são interessante à sua maneira, por isso dei uma chance.
No começo, me surpreendi com Danika. A garota ingênua dos primeiros livros tinha se transformado em uma “lutadora” com pavio curto,  o que combinava demais com a tendência de Reyes a sorrir a cada soco recebido. Aaron age como um verdadeiro vilão (senti muita raiva dele) e arruma até mesmo um ‘mascote’, para fazer tudo o que o “messtre mandar”. Esse s ‘s’ a mais não são erro de escrita e sim a maneira como Legião fala, ao conversar com Aaron.

E então o livro progride, e vemos os senhores desesperados para encontrar os artefatos sagrados. Vemos também um novo casal se formando (Doença e Melancolia) e que Paris não superou a perda de Sienna. Aliás, Paris tem tudo para ser o ‘grande sofredor’ dessa série já que nenhum dos próximos livros é o dele.
Conforme as páginas foram sucedendo, meu interesse no casal principal foi minguando: Para quem tinha vibrado com Anya e Lucien no livro anterior, acompanhar a história de Danika e Reyes foi um retrocesso. As discussões entre eles lembravam muito as de Ashlyn e Maddox (você humana, mim demônio) com a diferença que Danika é chatinha demais  e de que Reyes também não é lá muito legal.

Sobre a história, essa sim está tomando uns caminhos interessantes por que um novo vilão surge – e promete ser mais maldoso do que o velho Cronos. Além disso, vemos que a autora vai expandindo a ‘mitologia’ da série, arrumando as coisas de maneira com que seja natural que mais livros surjam.

O resultado é um livro não tão bom quanto o anterior no quesito romântico, mas com uma narrativa igualmente boa e que prende o leitor. Se você já acompanhou a série até aqui é sinal de que curte a autora então não vai se decepcionar com esse. Nota 8 – um bom livro.

p.s.: Intrigada para saber a história do Aaron.  É o quinto, né? 
            p.s.²: Fan-art retirada do site 'Amor e Livros'.



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