Filme: Jogos Vorazes (Resenha/Review)

sexta-feira, março 30, 2012 5 Comments A+ a-

 

         No inicio do filme, um diálogo entre dois jovens. Eles estão sentados em uma campina, há uma paisagem idílica... Mas não estou falando de Lua Nova e sim de Jogos Vorazes. Mas, fora isso, não há qualquer semelhança entre os filmes, por mais que os publicitários responsáveis pela divulgação insistam em dizer o contrário.

Katniss Everdeen é uma heroína dedicada a família, que caça ilegalmente na companhia de seu amigo Gale para sobreviver. Eles estão conversando nessa campina sobre o sorteio que ocorrerá naquele dia: Como ocorre todo ano, 2 jovens (chamados tributos) serão escolhidos para os Jogos Vorazes.
Antes que me perguntem o que são os Jogos Vorazes, me permitam explicar: Todos ano, nesse país do futuro chamado Panem, cada distrito cede 2 jovens – um garoto e uma garota – para participar de uma competição em que eles, os tributos, tem que lutar até a morte. Enquanto isso ocorre, milhares de câmeras transmitem tudo para todos os habitantes da Panem.  Ã‰ um reality show sangrento mas não é criado apenas para a diversão: Na verdade, os membros importantes que controlam Panem realizam-no para lembrar ao povo de sua mortalidade. O objetivo também é desunir os distritos, para que eles não se rebelem contra os governantes da Capital. Parece complicado, mas o filme explica tudo de maneira bem clara.
Para salvar a irmã, Katniss acaba indo para os Jogos, juntamente com o filho do padeiro, Peeta Mellark . Ela não conhece Peeta muito bem mas tem uma espécie de divida de gratidão com ele. O que só piora tudo, pois, se Katniss quiser sobreviver aos Jogos, deve matar Peeta.


O filme tem uma atmosfera de tensão, obtida tanto pelo roteiro, quanto pela direção da história (câmeras tremidas, trilha sonora discreta...).  Também há uma clima de melancolia no ar, de forma que, se você for daqueles que choram no cinema, vai derramar algumas lágrimas nas primeiras cenas.
Havia acabado de ler o livro quando fui ao cinema, por isso deu para perceber todas as sutis diferenças entre um e outro. No geral, foram poucas as mudanças entre o enredo do livro e do filme – Apenas alguns diálogos e situações a mais foram criadas para substituir a narração da heroína, tudo para que o publico entenda a trama.

Na verdade, esse é um dos pontos positivos do filme: Não se limitou a fazer um resumo do livro, fez uma adaptação, o que acrescentou vários pontos de vista interessantes a história mas sem perder o contexto original. Essa é a vantagem de Suzanne Collins, a autora da série, produzir e co-roteirizar o filme: Ela conseguiu manter a essência da história sem perder a vantagem dada pelo cinema.
Sobre a história, a impressão é a de que tudo acontece muito rápido, mas é só quando comparado ao livro. Na realidade o timing entre os acontecimentos foi um pouco mais curto, mas não prejudicou, pelo contrário, só valorizou ainda mais a adaptação. E, analisando a duração, o filme tem mais de 2 horas! Mas são imperceptíveis, passam voando.
Outra coisa que me chamou a atenção é que o filme tem pouquíssimos diálogos. Como se passa quase todo durante os Jogos Vorazes, a heroína fica uma boa parte do tempo sem dizer muito. Mas a atriz, Jennifer Lawrence, que já concorreu ao Oscar por Inverno na Alma não deixa a peteca cair e faz uma Katniss impecável, mesmo com poucas falas.

                                

O final também é um pouco diferente e me deixou ainda mais curiosa sobre a continuação. Confesso que ainda prefiro o livro, mas achei o filme muito bom e indico para quem gosta de uma história bem feita, com um contexto de aventura e ação tão importantes quanto o romance entre os personagens principais.  Por mais que possa irritar alguns haters de Crepúsculo essa comparação entre as sagas, recomendo que dêem uma olhadinha em Jogos Vorazes antes de torcer o nariz. As séries são bem diferentes entre si, incluindo na forma de lidar com o triângulo amoroso, passando pelo roteiro e atuação dos protagonistas. 
Com certeza, vale a pena assistir. Nota 8 – um bom filme.

p.s.: Não ouvi essa música no filme mas achei linda. *-*


E você? Já foi assistir "Jogos Vorazes"? Aproveite o final de semana para assistir! Mas antes, deixe seu comentário =) 

Resenha: Jogos Vorazes - Suzanne Collins

segunda-feira, março 26, 2012 4 Comments A+ a-

 
     


“ - Senhoras e Senhores, está aberta a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes!” (pág. 162)

Katniss Everdeen é uma jovem do 12º Distrito, o mais pobre de toda a Panem. Para garantir o sustento de sua irmã e mãe ela caça na floresta, tendo como companhia seu amigo Gale. Porém, no sorteio dos tributos escolhidos para os 74ª Jogos Vorazes sua vida sofre uma mudança brusca. Katniss tem que, então, lutar pela sua sobrevivência de maneira mais literal ainda.
O livro se passa em um futuro (não tão) distante, em que os Estados Unidos se tornaram um ‘país’ com 12 distritos chamado ‘Panem’. Cada um dos distritos é responsável por uma atividade, por exemplo, Distrito 11 é o responsável pela agricultura que irá manter toda a Panem. Já o Distrito 12 é responsável pelo carvão. Todos os distritos são comandados pela “Capital” que faz o possível para evitar a comunicação entre os distritos, de maneira a evitar que mais rebeliões aconteçam.
Na verdade, a única ocasião em que há certa comunhão entre uns e outros são nos Jogos Vorazes, um evento anual em que 2 jovens tributos de cada distrito são sorteados e levados para uma arena, onde tem que disputar até a morte. O vencedor fica rico e deixa todos em seu distrito em ótima situação por 1 ano. Mas, no 12º Distrito, há anos um ‘tributo’ não vence os Jogos, o que faz com que todos tenham certa antipatia pelo mesmo, apesar de serem obrigados pela Capital a assistir tudo.

                Então é isso, um Big Brother sangrento protagonizado por adolescentes o que chamam de Jogos Vorazes. Confesso que não me animei muito em ler: O primeiro livro foi lançado no Brasil em 2010 e só fui comprá-lo no final de 2011. Ouvia todo mundo falando desse universo futurista e já me desanimava, não sou a muito fã de histórias que se passam no futuro, seja ele distópico ou utópico. Mesmo assim comprei, por que queria ver qual era a mágica que fazia com que a série tivesse tantos entusiastas e também por que algumas resenhas me animaram de fato, comprei. Mas da compra para a leitura foram vários meses...
                Comecei a ler e, no inicio, achei a história interessante, porém lenta (já comentei sobre isso aqui). Achei que Katniss é uma personagem diferente, mais dura e realista que a maioria das protagonistas dos YA Books e, ao mesmo tempo, disposta a se sacrificar por aqueles que ama.  A cena em que ela se despede da família ilustra bem isso: Ela diz à mãe que a ama, mas antes lhe dá uma ‘bronca’ para que cuide da irmã mais nova. Dá um abraço na irmã mas, antes, a instrui sobe como proceder enquanto ela (Katniss) não estiver por lá. Essa atitude madura da personagem é um dos grandes trunfos de Jogos Vorazes, e faz com que o livro, logo de cara, seja diferente do que se via por ai.

                É a personalidade de Katniss e a curiosidade sobre o enredo que me seguraram e me fizeram prosseguir a leitura. Por que, como eu disse, o começo é bem parado - só se salvam a cena das notas dos tributos e a da “revelação” que Peeta faz durante sua entrevista. Mas depois que os Jogos começam, tudo muda, parece até outro livro. A sequência de acontecimentos é rápida e emocionante, a cada página você se sente mais ansioso com o desfecho da história.

                Mas não é só o contexto da violência que dá essa dinâmica a história, há também um contexto político nas entrelinhas. Nas páginas finais do livro esse aspecto dos Jogos tomam vulto mas, durante todo o livro, percebe-se que a Capital é o verdadeira inimigo, não os outros tributos. A Capital criou os Jogos para desunir o povo e é muito interessante como Katniss, apenas uma jovem, consegue desafiar a Capital e conquistar a simpatia de um distrito que não o seu.
                Mudando um pouco de assunto, eu já falei que também há romance nesse livro? Na verdade é um ‘triângulo amoroso’ entre Peeta, Katniss e Gale. Confesso que torço mais pelo o que ficou, embora tenha quase certeza de que Katniss vai terminar a história com o irritante Peeta - Alguns triângulos amorosos são fáceis de prever e esse parece ser o caso. Mas, como sou do contra, torcerei por Gale até o final da trilogia (ou até que ele faça algo que o desvirtue).  
                Falando sobre o romance entre os personagens, até mesmo nisso há uma diferença. Peeta está longe de ser o cara perfeito, é salvo por Katniss diversas vezes, sendo que esta ainda questiona o tempo inteiro o que sente por ele.  Além disso, apesar de ser um importante alicerce da trama, o livro tem tantos outros aspectos – aventura, ação, futurista – que o romance deixa de ter aquela importância crucial que vemos em obras como Crepúsculo, por exemplo.

                O resultado dessa combinação entre esses aspectos é um livro memorável. Surtei com o final e já estou me contendo para ler não comprar ‘Em Chamas’ imediatamente. Não sei o que restante da série me reserva, mas posso dizer sem dúvidas: Se os próximos livros forem tão bons quanto esse, Jogos Vorazes entrará para minha lista de séries favoritas, com certeza. 
                 Minha nota para esse livro é 9,0 – achei o livro fantástico, mas vou me conter com a nota, por que quero ter uma margem para os próximos livros.  


E você? Já leu 'Jogos Vorazes'? O que achou? Comente! 

Resenha: Febre de Paixão - Diana Palmer. #MaratonaDeBanca

segunda-feira, março 19, 2012 5 Comments A+ a-




Apesar de ter somente 24 anos, a vida de Rebecca estava longe de ser um conto de fadas. Mesmo trabalhando o dia inteiro, ela precisava criar dois irmãos mais novos, sustentar o avô aposentado e administrar a fazenda da família. E, para piorar a situação, Clay, seu irmão mais novo, havia sido preso sob a acusação de envolvimento com drogas.Rourke Kilpatrick era bastante conhecido por sua luta implacável contra os traficantes. Nada o impedia de processá-los. Mas o irmão de Rebecca era inocente. E ela começava a derreter o coração desse promotor durão. Era cada vez mais inegável a intensidade da atração entre eles...Embora se sentisse como uma verdadeira Cinderela quando estava perto de Rourke, Rebecca guardava uma imensa dúvida: a paixão de Rourke seria por ela... ou apenas pela lei?


      Essa é a minha primeira resenha para a Maratona de Banca 2012  cujo tema é "Mocinho ou Vilão: Eis a questão!". Ou seja, ler um livro em que haja um mocinho que mais parece um vilão, por ser muito canalha, ou mau.  Foi um dos temas mais fáceis para mim: Escolhi um dos livros da Diana Palmer que ainda não havia lido e pronto. Por que, se tem uma autora para fazer mocinhos irritantes é Diana Palmer. 


       Mas, vamos a história? Rebecca é uma jovem que gosta de viver/trabalhar na fazenda, mas que tem um emprego como secretária em um escritório de advogacia. Ela não gosta muito do que faz mas precisa do salário para sustentar seus irmãos mais novos, Clay e Mack, e também ao avô, que tem um problema no coração.
       Todos os dias, Rebecca pega o elevador com um sujeito alto e antipático, com quem vive trocando farpas pelos poucos segundos que ficam a sós. Ela não conhece o homem até que seu irmão, Clay, é preso por porte de drogas - É então que Rebecca descobre que o moreno arrogante é o promotor público Rourke Kilpatrick. 
        É claro que Rebecca fica desesperada quando sabe da prisão de Clay e implora ao promotor que não o processe. Kilpatrick acaba concordando, desde que o jovem faça aconselhamento psicológico para se livrar do vício. Mas a suspeita de que Clay não seja só um usuário e, Kilpatrick começa a investigar o rapaz ao mesmo tempo em que sai com Rebecca. 


       Uma coisa interessante sobre Febre da Paixão Ã© que foi escrito em 1990, 22 anos atrás. 
        Isto quer dizer que o livro tem pérolas como esta abaixo: 


  "  - Oh, Deus, odeio computadores - Becky disse suspirando, enquanto o elevador seguia lentamente para o sexto andar.
                                                                                                                          
         - Eu também. (...)"  - (Pág. 7).
         
         Imaginem a minha cara quando li isso kkkk.  E esse é só o primeiro diálogo entre os mocinhos, há depois outras pérolas. Não deixa de ser divertido acompanhar a visão que a autora tinha das coisas nessa época, ainda mais por serem os motivos tão aversos ao mundo atual. 
        Falando em diferentes do mundo atual, me lembrei de algo que me irritou profundamente: O avô de Becky é racista! Claro, é algo só insinuado no finalzinho do livro mas não é difícil perceber o quanto ele fica incomodado por ter um negro em sua casa (é uma das cenas do final, quem ler o livro vai perceber). Depois ele deixa um pouco do racismo de lado mas, sinceramente, peguei birra do personagem depois que li isso. 


         Sobre os mocinhos, Rebecca (como quase todas as heroínas de Diana Palmer) Ã© uma Amélia, sempre se sacrificando pela família, trabalhando muito, uma moça de valores antiquados...  Ironicamente, é quando ela começa a se relacionar com Fitzpatrick que fica mais independente. 
       Já Rourke é um dos daqueles heróis machões que a autora sempre cria, com um passado sofrido e opiniões tão antiquadas quanto as da mocinha.  Mas ele até que não é tão ruim, não trata a mocinha mal em nenhum momento da história, muito diferente de outros mocinhos já criados pela autora, cujos nomes já bloqueei da minha mente. 
        Claro, o mocinho não é exatamente perfeito, ele faz a mocinha escolher entre ele e a família dela, o que eu achei um absurdo (mesmo com toda a explicação da autora para a atitude dele). E há algo pior que isso: Rourke fuma
         E não é só um cigarro ou outro de vez em quando, o mocinho fuma o tempo inteiro! Só parou de fumar mesmo pra beijar a mocinha por que, fora isso, até no elevador ele acende o bendito do charuto. 
         Agora imaginem: Um mocinho altíssimo, quase sempre de terno, e que vive com um charuto na mão... Quando vi já estava imaginando-o como o Professor Girafales. 


Rourke Fitzpatrick ficou assim na minha imaginação.


         Fiz essa ligação no meio do livro e, dai pra frente, não consegui me concentrar muito na história. Por que Professor Girafales e seu eterno charuto é completamente desanimador em um romance. 
         Talvez por isso não tenha gostado tanto de Febre de Paixão. A história é legal, tem algumas cenas hots (Sexo antes do casamento em livros da Diana Palmer foi novidade) e um personagem masculino que quase não age ogramente mas... Achei tudo muito morno, não me envolvi muito com a história e personagens. 
         
          Mesmo assim recomendo para as que gostam de mocinhos machistas pero no mucho. Nota 7 - razoável

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Já leu algum romance de Diana Palmer? Não? Comente! 
        

Resenha: Quando cai o raio - Meg Cabot

sexta-feira, março 16, 2012 3 Comments A+ a-

     

Uma garota briguenta, porém de bom coração. Uma amiga nerd e gordinha. Um badboy. Um raio. Esses são os principais elementos do livro Quando cai o raio de Meg Cabot.
            Já tinha lido outro livro dessa autora (Diário de Princesa) mas, apesar de ter gostado bastante depois disso não li outros livros da autora. Mas já queria ler ‘Quando cai o raio’ há um certo tempo e fiquei muito feliz quando o recebi como presente de amigo secreto (Obrigada Scheila!).
            O livro conta a história de Jéssica Mastriani, uma menina mais ou menos comum. A te que um raio cai em sua cabea (literalmente). Depois disso ela passa a saber a localização de crianças desaparecidas após ver suas fotos na caixa de leite, aliás, a localização de qualquer pessoa desde que veja a foto.
Mas grandes poderes trazem grandes responsabilidades, já dizia Tio Ben, e Jessica logo é localizada pelo FBI, que insiste que ela deve usar esse dom para procurar criminosos da justiça.  Jessica vai então para uma base do exército, onde passa por uma bateria de exames e exposta a várias fotos de criminosos do país. No começo tudo parece OK mas, como não teria graça se fosse assim, logo as coisas começam a parecer como realmente e é ai que ocorrem as cenas de ação/perseguição do livro.

Achei Jessica hilária, ainda que um pouco impulsiva (uma característica da maioria das heroínas modernas).  Mesmo assim gostei dela. Rob é um charme, o típico badboy e torço muito para que ele e Jessica fiquem juntos apesar de todas as complicações. Se bem que acho as atitudes dele meio malucas s vezes (comete N delitos para ajudar Jessica mas não pode ficar com ela por medo de violar a condicional? WTF?). 
O livro também conta com outros personagens interessantes, como a melhor amiga de Ruth, os próprios pai dela e, principalmente, seu irmão Douglas. Achei muito interessante ele ser esquizofrênico, espero que nos próximos livros eles continuem falando sobre a doença dele da mesma maneira razoável que fizeram nesse livro. Não deve ser fácil ter um parente com essa doença, mas o livro o faz com uma certa leveza, sob a perspectiva de uma adolescente de 16 anos, e também ser muito alarde, o que eu achei bem bacana.
O livro é bem curtinho, 270 páginas, o que fez com que eu o lesse rapidamente. Isso e o fato da escrita de Meg Cabot ser tão envolvente; não consegui largar o livro de jeito nenhum, queria saber o que iria acontecer com a Jessica, com o Rob, com Sean... Aliás, já falei do Sean? Ele é um das crianças desaparecidas que Jessica “encontra”, mas, o que ela não sabe, é que ele não quer ser encontrado. Gostei dele também.

Os capítulos são curtos e a escrita bem leve, sem termos complicados nem nada. O final é aberto, o que me deixou um pouco curiosa para saber o que acontece (mas não tanto para querer comprar o livro imediatamente).
Recomendo para quem gosta de YA Books, acho que Meg Cabot é uma das principais (e melhores) autoras do gênero. Pretendo ler os próximos livros, apesar de não sentir aquele impulso imediato de comprar o segundo volume.  Nota 8, um bom livro.

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Gosta de Meg Cabot? Já leu esse livro? Comente! 


Resenha: Presentes da Vida - Emily Giffin

segunda-feira, março 12, 2012 3 Comments A+ a-

                                                         
           Após trair seu noivo com um dos padrinhos Darcy resolve terminar com o noivo. Mas ela descobre depois que sua melhor amiga, Rachel e ele estão apaixonados. Mesmo tendo feito o mesmo ela se sente traída por ambos e se afasta do casal, não quer vê-los nunca mais. Afinal, para ela Rachel era apenas sua amiga inteligente e pouco atraente enquanto ela, Darcy, era a de beleza estonteante. Como Dax, seu noivo, iria preferir Rachel a ela?
Esse é o inicio de Presentes da Vida. Como já tinha comentado aqui o livro é uma espécie de continuação de “O noivo da minha melhor amiga”, outro livro de Giffin e também um filme.

Eu não li o primeiro livro, mas vi o filme no ano passado. Quando recebi esse livro, fiquei extremamente curiosa para saber o que acontece com Darcy por que, de todos os personagens do filme, ela foi com quem eu mais me solidarizei (você pode conferir meu post revoltado aqui).  Queria saber a versão de Darcy dos fatos e é exatamente isso que esse livro mostra.
O livro é bem parado, basicamente nada acontece ao longo das 383 páginas dele. Ou é isso ou estou tão acostumada a thrillers e romances com várias cenas de ação que achei o livro meio lento(pode ser). As primeiras páginas foram um sacrifício, só o blá blá blá de Darcy, seu hedonismo e orgulho ferido tomando conta de todas as frases. Alem disso havia Marcus que é bem desprezível, o tipo de personagem que irrita profundamente.

Mas a escrita de Giffin é boa e os capítulos curtos me fizeram progredir rapidamente pela história. Li Presentes da Vida em um dia de folga, em parte pela habilidade da leitura em nos envolver com o drama da personagem, mas principalmente por que eu sabia que se eu largasse o livro certamente desistiria de terminá-lo. Não é meu tipo de livro favorito. Mesmo.
Achei Darcy mais fútil e mimada do que no filme, assim como tive mais simpatia por Rachel (apesar de continuar achando Dax um babaca). Mesmo assim gostei da personagem principal e foi muito bom acompanhar sua evolução como ser humano, ainda mais quando isso ocorre em Londres – não sei por que mais sempre tive vontade de conhecer a cidade.  Ainda falando dos personagens do livro, achei Ethan bem simpático e o achei perfeito para a nova Darcy que surgiu ao final do livro.
É claro, a personagem não muda da noite para o dia. Há um confronto, uma reflexão sobre sua antiga vida e uma mudança gradual, tanto por conta da gravidez quanto pela nova atitude de Darcy. Até mesmo seu relacionamento com Geoffrey, baseado apenas em interesse financeiro, é diferente dos antigos pois a personagens (apesar de cometer alguns erros) está mais paciente, sensível etc.
O final é feliz mas um pouco melancólico, mas acho que parte dessa tristeza é por conta de minhas expectativas com o livro. Por que eu encaro “Presentes da Vida” um livro mais sobre a amizade do que sobre o amor: A amizade entre Rachel e Darcy, entre Darcy e Ethan. Mas, as coisas não poderiam voltar a ser o que eram antes, por que Darcy também não é a mesma e própria Rachel também não. Isso me deixou um pouco triste.

Indico se gosta dessas histórias emocionantes, com histórias de grandes transformações à base de amor e amizade. Como eu disse no inicio, não sou muito fã desse tipo de história. Mas sou obrigada a dar nota 8 – é um bom livro. 


Você gosta dos livros da Emily Giffin? Comente! =)

Filme: A mulher de preto. (resenha/review)

quinta-feira, março 08, 2012 5 Comments A+ a-

 

Daniel Radcliffe superou mesmo essa coisa de Harry Potter. Ou pelo menos está tentando fazê-lo, ao escolher o papel de um homem mais velho, em um filme de suspense/terror.
            Em “A mulher de preto” ele vive o advogado Arthur Kipps, um viúvo com um filho pequeno, a quem seu chefe dá um ultimato: Ou ele vai à essa cidadezinha do interior da Inglaterra e faz um bom trabalho regularizando os documentos de uma antiga mansão ou é demitido. “Isso não é uma firma de caridade”, diz o chefe. Então ele combina de se encontrar com seu filho em 2 dias e vai para lá sozinho.
            Mas a cidade guarda um segredo, percebe-se que os moradores não estão felizes com a presença de Arthur.  Mesmo com toda a insistência para que ele vá embora ele resolve ir até a mansão.
            Uma coisa interessante no filme, é que ele conta com poucas falas e poucos personagens, a maioria dos habitantes da cidade são figurantes. Mas a casa é quase uma presença, a primeira visão dela é ao mesmo tempo assustadora e imponente: É uma espécie de ilha a qual só se pode chegar quando a maré está baixa, ou seja, em horários específicos. Em volta da casa há um pântano onde, Arthur descobre depois, um trágico acidente aconteceu.

            Sei que a história é inspirada/baseada em um livro homônimo de Susan Hill, mas não posso fazer muitos comentários sobre, uma vez que não li o livro. Só digo que achei a trama muito interessante, com um clima de suspense e medo que não costumamos ver nos filmes de agora. Claro, o roteiro deixa algumas pontas soltas (o que aconteceu com o cachorro?), mas tem seus méritos por dosar o medo e o suspense, fazendo com que o expectador sinta aquela expectativa sempre que Radcliffe está na casa.


            É um filme para quem gosta daquele suspense mais clássico, que envolve fantasmas e casas. O clima me lembrou um pouco O orfanato  mas o final vai para o lado contrário, ao invés da realidade chocante de O orfanato, vemos o sobrenatural tomando conta. Não considero algo negativo, pelo contrário, acho que histórias sobre fantasmas devem sempre ter um final ‘aberto’ para que o expectador fique com medo até depois de o filme ter acabado.

            Falando sobre medo, se tiver alguma fobia com bonecas, ursos de pelúcia, palhaços e outros brinquedos de olhar fixo passe longe desse filme (ou vá correndo assistir, dependendo do seu nível de coragem). Foi angustiante cada close naqueles brinquedos antigos espalhados pela casa, só aumentando o clima de suspense para quando a mulher de preto aparecia.

            Mas o que há de especial nesse filme, alguns devem estar se perguntando, só uma mulher com um vestido preto? É, isso mesmo. Mas Jason é só um cara com uma mascará de Hockey, Ghost Face é só um cara com uma mascara de fantasma e, bem, Jigsaw é um velho moribundo que filma um boneco de ventríloquo (em uma bicicleta).  
            A questão dos filmes de terror/horror é o clima de suspense e medo que esses despertam nos expectadores e, no caso de A mulher de Preto a história me trouxe exatamente isso. Nota 9muito bom.

p.s.: Vi o trailer de ‘Jogos Vorazes’ no cinema. Preciso mesmo ler o livro antes de assistir ao filme, acho que vou gostar bastante da história.


Gosta de histórias de fantasmas? Comente!

Resenha: O Despertar do Desejo - Julia Justiss

segunda-feira, março 05, 2012 2 Comments A+ a-

                                                                               
Viúva, com a casa mergulhada no caos e um filho para criar, Elizabeth Lowery é extremamente grata a Hal Waterman, Afinal, ele foi um perfeito cavalheiro ao lhe oferecer apoio e ajuda no momento em que ela enfrentava grandes dificuldades. Porém, para Elizabeth, ele é somente um amigo. Ainda que ela seja a visão mais adorável para os seus olhos, Hal também está convencido de que não pode exigir que Elizabeth entregue seu coração... Basta tê-la por perto e sob seus cuidados para ser feliz. Até que um desejo irresistível e surpreendente começa a dominá-los... E Elizabeth sente com mais intensidade a presença forte e sedutora de Hal em sua vida...

            Hal Waterman não tem a beleza que é padrão para sua época. Alto demais, forte demais, loiro demais. Como se isso não bastante, Hal luta contra um problema de gagueira desde que é criança e só supera o problema quando seu amigo Nick, o ensina a falar frases mais curtas, dizer apenas o essencial...               
Mas esse jeito entrecortado de falar faz com que alguns o achem lento e pouco compreensível.
             A primeira vez em que Hal viu Elizabeth, sete anos antes, ele a achou tão linda que, sendo tão tímido, teve que sair correndo. Elizabeth era para ele tão linda quanto sua mãe e, por isso, certamente seria tão cruel quanto esta era com ele.
Sete anos depois eles se reencontram e Hal passa a ajudar a recém viúva e seu filhinho David. Mas, com essa nova proximidade, o que antes era admiração se torna amor.
             Procuro esse livro faz um tempo e a história é tão apaixonante quanto eu imaginava. Hal tem uma beleza que faria sucesso em nossos tempos, mas no século em que vive é visto como um grandalhão estabanado. Seus jeitos tímidos e inseguros alinhados a inteligência e gentileza me conquistaram logo de cara. A mãe do personagem é uma mulher inteiramente preocupado com o que diz a sociedade, sempre o tratou com indiferença e vive tentando lhe arrumar uma noiva que o “concerte”. Ela o recrimina por ser um dos poucos nobres que trabalham para seu sustento e por tantas coisas que Hal se acha inferior e não merecedor da admiração de Elizabeth.
              Sobre Elizabeth, a personagem no inicio não me agradou muito. Mas depois percebi que era um casal que se completava, ele com seu jeito racional e ela bancando a artista e meio avoada das coisas mais práticas. O filho de Elizabeth, David, também é uma graça e faz Hal lembrar muito de si mesmo pois, assim como o mocinho, perdeu o pai muito cedo.  É bonito ver que Hal se importa tanto com Elizabeth quanto com o filho.
              É claro que o romance entre eles progride bem lentamente, mas, já vou adiantando, o final é feliz.  Se você nunca leu um romance de banca na vida, esse é outro que indicaria sem pensar duas vezes: Apesar da história ser simples, não tem como não se encantar. Nota 9 – o livro é bom mas Hal é um personagem tão encantador que acrescentou um ponto a nota final do livro. 


Mais um romance de banca que eu indico. Vocês já leram? Leriam? Comentem!

Filme: Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança

quinta-feira, março 01, 2012 3 Comments A+ a-


Johnny Blaze está de volta, cinco anos após o lançamento do primeiro filme. Isso poderia dar certo?

Nessa nova história, Blaze tem que salvar um garotinho de se tornar o receptáculo do mal. Em troca, ganha a chance de se libertar da maldição – o que é estranho por que, no primeiro filme, ele já tinha desistido de se ver livre dela.
Bem, esse filme se passa cronologicamente cerca de 09 anos após os acontecimentos do primeiro. Johnny Cage Blaze se refugia em um lugar do leste europeu e vive uma vidinha bem mais ou menos, até receber a visita de Moreau, um padre bebum que faz a proposta já citada. Salve o garoto, perca a maldição.
Mas, apesar do enredo ser bem clichê e fraco, o filme é bem confuso no começo, com cenas de ação e luta acontecendo antes de fornecerem informações básicas sobre o filme. Como é que eu vou torcer para salvarem o garoto se eu nem sei por que querem pegá-lo? Mas o roteirista deve ter achado que seria legal atrasar as explicações ao máximo só pode.
Depois nem umas cenas que simplesmente não fazem sentido. É Ghost Rider flutuado, Ghost Rider fazendo xixi como se fosse uma bazuca, Ghost Rider sugando almas de maneira tão fail que parece que está beijando os vilões... Isso sem contar que, nesse filme, o personagem está completamente maluco: As vezes parece que Nicholas Cage está interpretando um viciado em cocaína e não um herói dos quadrinhos.


Mas tudo bem, o bem e o mal agora lutam com armas de alta tecnologia. Quando o mal percebe que nem a bazuca mais mortífera consegue destruir o ‘Motoqueiro Fantasma’ (literalmente) resolvem apelar para o sobrenatural. É ai que vem outra cena bizarra: O vilão bonitão do filme adquire poderes sobrenaturais e... Fica feio! Isso também dá para entender, considerando o poder que ele adquire mas “pintar” o cabelo do vilão de loiro oxigenado só por que ele é tocado pelo mal é, no mínimo, estranho.
Minha conclusão, ao assistir à “Motoqueiro Fantasma 2” foi de que os produtores, diretores e roteiristas devem ter resolvido criar esse clima trash de propósito. A alternativa seria que eles perderam completamente a noção, assim como o Ghost Rider, mas eu me recuso a acreditar nisso. Aliás, falando em produtores, o que foi aquele momento “Pró lei S.O.P.A.” em que Johnny Blaze afirma que vai sugar a alma de quem faz downloads ilegais? Desnecessário, no mínimo. 


Como se não bastasse tem o final. Não vou soltar spoilers, mas adianto que é completamente viajado na maionese, com direito a anti-herói interessante se transformando em herói sem graça.

Por isso, se gosta de histórias de anti-heróis com personalidade meio dúbia e pinta de justiceiros... Assista ao primeiro Ghost Rider e poupe sem dinheiro. Por que, se comparado ao primeiro, esse filme é uma caricatura grotesca e sem a menor graça*. Nota 6não gostei.

* É claro, tem sempre a possibilidade de você não ter assistido ao primeiro filme. Nesse caso, ou você assiste ao segundo sem medo de ser feliz e termina achando-o um filme razoável, o que é possível, ou assiste ao primeiro e depois vai para o segundo só para entender a gigantesco erro que é essa seqüência. 


Gosto de filmes de super heróis, baseado em quadrinhos? Assistiria? Comente!