Filme: Os descendentes (Resenha/Review) #Oscar2012

domingo, fevereiro 26, 2012 0 Comments A+ a-


‘Os descendentes’ faz parte da lista de filmes indicados ao Oscar 2012.

Havaí normalmente é sinônimo de vida despreocupada, praia, surf... Um paraíso, é o que todos dizem. Mas, para Matthew King a sensação é de inferno, principalmente depois que sua esposa entra em coma.
Matt é um advogado workaholic , um pai e marido ausente. Ele também é muito rico, mas não gosta de esbanjar. Com o acidente, tudo muda, ele tem que tomar conta da filha de 10 anos e deixar de lado os compromissos de trabalho. Tem também que lidar com a traição de sua esposa, que só descobre por intermédio da filha mais velha, de 17 anos.  
Uma família desunida é sobre o que fala Os descendentes. Há um leve questionamento sobre a devastação das florestas naturais do Havaí, mas o foco esta nessa família, no marido traído, interpretado por George Clooney. Confesso que não sou muito fã dessas histórias meio dramáticas, mas o tom de ‘Os descendentes’ não é muito pesado – a trilha sonora havaiana, as paisagens magníficas, as atitudes dos personagens, que transitam entre a comédia e o drama... É como a vida, ou pelo menos flui dessa maneira.

Talvez por essa razão eu tenha sentido que o filme é um pouco lento, principalmente do meio para o final, quando um dos principais conflitos (o encontro entre Clooney e o amante) ocorre e depois disso, nas cenas seguintes, a sensação é de que nada acontece. Somente uma das ultimas cenas, é que o filme chega a uma espécie de clímax – só para terminar alguns minutos depois.

Sobre George Clooney, que está concorrendo ao Oscar de melhor ator por esse papel, achei que ele fez uma boa atuação. Seu personagem, ao contrário do ator que o interpreta, tem um andar mais folgado, quase desengonçado e também é muito contido em seus sentimentos, mesmo nesse momento dramático e é admirável como Clooney conseguiu passar isso para os expectadores.
Mesmo nos momentos em que seu personagem corre ou se zanga, a sensação é a de um homem que não está dando tudo de si, está mais contido. No final, porém, a máscara cai (desculpem esse clichê) e ele enfim demonstra toda a dor que está sentindo. Nas ultimas cenas vemos um Matt mais relaxado, o que é mostra da boa atuação de Clooney porque há pouquíssimos diálogos nesses momentos.


Mas, ao contrário do que aconteceu em A dama de Ferro, quando tive certeza de que o Oscar era de Meryl Streep logo nas primeiras cenas, em Os descendentes, com a atuação mais sutil de Clooney não tive tanta certeza.

Sim, ele fez uma boa atuação. Mas será que vale um Oscar? Descobriremos logo mais. Para o filme minha nota é 7,5 – bom, mas tirei meio ponto pelos momentos mais parados. 


E você: Gosta de George Clooney? Acha que é um bom ator? Comente!

Filme: A dama de Ferro (Resenha) #Oscar2012.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012 2 Comments A+ a-

            A Dama de Ferro faz parte da lista de filmes indicados ao Oscar 2012.

           Margaret Thatcher foi a primeira mulher a dirigir uma democracia moderna, no mundo Ocidental. Em 1979 se tornou Primeira-Ministra do Reino Unido, onde governou até 1990. 
            Mas esse filme não é só Margaret Thatcher, a política com ações anti-populares para conter a inflação. Pelo menos não de todo. O filme fala sobre a mulher por trás da política, em um momento delicado: A antiga primeira ministra está ficando demente, esquecendo seu passado glorioso. Ironicamente, é através dessa mulher que está começando a esquecer que vemos sua história. 

             O roteiro é bem sensível, basicamente composto de alguns flashbacks que Tatcher tem enquanto está confinada em sua casa. Confinada é a palavra correta, uma vez que a "Dama de Ferro" não pode sair sequer para comprar leite. A casa está repleta de seguranças na parte externa e há uma enfermeira em prontidão para ajudá-la sempre que necessário. 
            A trilha sonora, composta principalmente de música clássica (punk somente quando mostra as revoltas da população para com ela) combina perfeitamente com todo o filme, que flui perfeitamente ao longo de suas 1h45 minutos de duração. O final é extremamente melancólico e, com "Ave Maria" de Bach  (ou alguma música muito similar a essa) confesso que fiquei com lágrimas nos olhos. 

            Mas esse seria apenas mais um bom filme não fosse pelo fator Meryl Streep. Nos primeiros 5 minutos de Dama de Ferro você já percebe que essa mulher é a melhor atriz dos nossos tempos mas Meryl dá um show de atuação, superando até mesmo algumas de suas atuações passadas. Ela passa da 'política desafinada' que Tatcher era, antes de receber consultoria, para a líder política, em seguida à mulher arqueada pela idade, tudo isso de uma cena para a outra. Está irreconhecível na versão mais velha de Tatcher mas, quando você pensa em outra atriz que representasse com mais perfeição esse momento, não consegue. Somente Meryl Streep conseguiria dar, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade e a postura rígida de uma mulher que um dia ficou no poder, que a Dama de Ferro tem em sua ultima fase.  


             Indico para quem quer ver uma atuação digna de Oscar. No final, graças ao roteiro mas, principalmente, à atuação, você até tem uma certa simpatia por essa figura polêmica. Afinal, tudo o que ela fez foi querer mudar seu país. Uma mulher a frente de seu tempo que, agora mais velha, está começando a esquecer, a enferrujar. Nota 8 para o filme, pois é um bom filme. Nota 10 para atuação de Meryl Streep.


O Oscar está quase chegando! Já tem seus palpites para as principais categorias? Comente - faça uma blogueira feliz! 

Filme: A invenção de Hugo Cabret (resenha) #Oscar2012

terça-feira, fevereiro 21, 2012 4 Comments A+ a-


             A invenção de Hugo Cabret faz parte da lista de filmes indicados ao Oscar 2012.


Quando vi o trailer desse filme não dei absolutamente nada por ele. “Ah, mais um filme infantil”, eu pensei. Não que não goste de filmes infantis mas é um tipo de filme que eu acabo assistindo por acaso, em um dia em que não há mais nada para fazer.
Hugo Cabret conta a história de um menino chamado Hugo (dã) que vive na estação de trem, concertando relógios e, ocasionalmente, roubando comida e peças. Por que ele rouba essas peças é um mistério que se resolve facilmente, quando vimos um autômato quebrado em seu esconderijo no metrô. Hugo quer concertar o autômato e, para isso, rouba as peças.
Um dia Hugo é pego e confrontado pelo dono da loja de brinquedo, o Sr. Georges. Este, um homem mal humorado que há tempos desconfia do roubo, pede que Hugo esvazie os bolsos, para saber o que ele roubara dessa vez. Mas o homem fica pálido ao ver, nos bolsos do garoto, um caderno com os desenhos sobre o funcionamento do autômato. Ele confisca o caderno, para desespero de Hugo, que precisa dele para concertar o pequeno robô.


E lá estava eu na sala de cinema para assistir a um filme infantil. O que me fez sair de casa em uma segunda feira à noite para ver o filme não foi nem a história, mas sim uma informação que está em destaque no pôster: Hugo Cabret concorre a nada mais do que 12 estatuetas nessa edição do Oscar. Eu tinha que saber o que esse filme tinha de especial.
Há primeira vista parece mesmo um filme infantil, com aquela trilha sonora que lembra um conto de fadas e o garoto Hugo fugindo do guarda da estação de metrô, uma perseguição hilária, ainda mais por que o guarda é o Borat (o ator Sacha Baron Cohen).
Mas Hugo Cabret é muito mais do que isso. É um filme sobre sonhos e que fala muito mais aos adultos do que as crianças, apesar da história ser narrada sob perspectiva infantil. Nesse sentido, lembrei de O artista e também por que o tema de ambos é muito similar – até mesmo o período histórico das duas obras é o mesmo.
É claro, as similaridades terminam ai. Hugo Cabret tem um mistério que conseguiu me envolver desde o inicio e que, embora eu tenha tentado, não consegui “adivinhar” antes que o próprio Hugo o fizesse, o que difere bastante do tom dramático de O artista.


O roteiro é ótimo, com personagens reais e fictícios, e foi conduzido por Martin Scorsese maravilhosamente bem. O diretor de filmes como Os infiltrados e Ilha do Medo conduz Hugo Cabret com a mesma habilidade, o que lhe rendeu merecidamente a indicação para melhor direção. Somente Martin Scorsese (ou algum outro diretor com igual habilidade para o suspense) conseguiria me deixar com o coração na mão ao assistir uma cena aparentemente simples, do guarda correndo atrás de Hugo, quase ao final do filme. Você vê a situação pelo ângulo do garoto e de repente a estação de trem parece muito perigosa, com sombras por toda a parte.

Demorei a pegar o ritmo da história porque o cinema estava uma bagunça (a criançada conversava bem alto), a dublagem também não ajudou. Mas, ao final, me senti completamente cativada por esse filme a ponto de encher os olhos de lágrimas mais de uma vez. A trilha sonora, que no inicio me irritou um pouco, de repente ficou perfeita para o filme e o clima parisiense me cativou totalmente. 
Estou escrevendo essa resenha/ review  com mais emoções do que informações sobre o filme mas é por que não quero dar muitos spoilers. A trama é tão boa que não quero privar os que estão lendo esse post de acompanhá-la do inicio ao fim, da maneira como Scorsese nos apresenta.
Gosta de filmes infantis? Assista. Gosta de cinema? Assista. Gosta de Martin Scorsese? Assista. Hugo Cabret pode ser um pouco parado para alguns, mas me prendeu mais durante suas 2 horas e 6 minutos de duração do que um Motoqueiro Fantasma 2 ou Transformers 3 da vida. Nota 9 – muuuito bom.

P.S.: Em breve, review de Motoqueiro Fantasma 2.
P.S.: A menina que faz a Isabella também fez 'Deixe-me entrar'.


Você gosta de filmes infantis? Assistiria esse no cinema? Comente! 

Filme: O artista (resenha) #Oscar2012

domingo, fevereiro 19, 2012 7 Comments A+ a-



          O artista faz parte da lista de filmes indicados ao Oscar 2012.

            Sim, o filme é mudo. E também em preto e branco. Só isso me fez desgostar logo de cara por que, afinal, quem quer assistir a um filme mudo e preto-e-branco?

Porque quero assistir ao máximo de indicados desse ano, coloquei O artista no topo da minha lista. Se conseguisse assistir esse, pensei, assistiria a qualquer um dos indicados.
Sem dar muitas informações, o filme conta a história do astro do cinema mudo, George Valentim e seu encontro com a jovem Peppy Miller que é fã do astro e sonha em entrar para o cinema, a história dos dois se passa através da década de 20 e de 30, com a vida do personagem principal, Valentim, sofrendo altos e baixos.
Mas, acima de ser uma história sobre um casal, o filme é uma homenagem ao cinema. Vemos o cinema em seus primórdios, com suas evoluções ao longo das décadas já citadas. A principal delas, a passagem do cinema mudo para o falado, um marco da época.

Correndo o risco de dizer o mesmo de que muitas reviews por ai, digo que O artista é delicado, sensível e tem até mesmo uma inocência encantadora. Impossível assistir ao filme sem sentir certo saudosismo por essa época, mesmo que não a tenhamos vivido. A mensagem é, apesar do drama, otimista e isso fez com que o filme me cativasse totalmente.
Gostei da linguagem visual do filme, os cenários, a linguagem corporal dos atores. Por ser quase inteiramente mudo, muita coisa tem que ser “dita” de outras maneiras. Exemplo, a cena em que Peppy e George conversam na escada é incrivelmente alegórica – ela, no alto quase no topo e ele descendo, numa posição abaixo dela. Peppy conta que assinou um contrato com a produtora, George sorri e a parabeniza, mas não conta que havia acabado de ser demitido.


O filme é repleto de cenas assim, em que o expectador lê mais nas entrelinhas do que nos “diálogos” dos personagens. Poderia citar mais mas esse é um filme que você tem que assistir com o mínimo possível de spoilers, caso contrário, perde a graça.

Abro um parêntese para falar do cachorro que participa desse filme, este é um show a parte. Terminei o filme querendo um igual rs, ele é uma graça, super inteligente e roubou a cena diversas vezes. Queria que houvesse uma categoria do Oscar para que ele pudesse ser indicado (melhor interprete não-humano?) por que ele realmente merece um prêmio pela atuação nesse filme.


Mas não indicaria O artista para todos, apesar de ter gostado muito. Analisando imparcialmente, é um pouco cansativo esse mudismo todo dos personagens e é uma história sem muita ação ou inúmeras reviravoltas.

            Indico para quem gosta mesmo de cinema. Esses vão achar O artista uma grata surpresa. Nota 9,5 – muito bom e só não ganhou um 10 por que não o coloquei (até o momento) entre os meus favoritos. Mas tem grandes chances de se tornar um deles. 


E você? Já assistiu algum dos filmes indicados ao Oscar desse ano? Quais pretende assistir? 

Filme: A filha do mal.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012 3 Comments A+ a-

               Isabella é filha de Maria Rossi, uma mulher internada em uma manicômio italiano após ter assassinado 3 pessoas. Depois de muitos anos sem ter noticias da mãe e sequer visitá-la, ela resolve reabrir antigas feridas e descobrir o que realmente aconteceu a Maria Rossi. Sua mãe seria mesmo possuída por demônios? Ela tenta responder essa pergunta indo para Italia e realizando um documentário.

                O filme tem toda essa narrativa estilo documentário, que já fez sucesso em produções como REC e Atividade Paranormal. Mas não chega nem aos pés de nenhum dos dois. O começo é super parado, com Isabella indo a uma faculdade que ensina o exorcismo, com o aval da igreja católica. É claro, ali são apresentadas as “regras’” do filme: O demônio pode habitar o corpo sozinho ou com outros, os demônios podem “transferir-se” de um corpo para o outro... Tudo meio chatinho, mas é importante para dar um embasamento nas cenas em que “o bicho pega” (literalmente?).

                Então acontece o primeiro exorcismo e, juro que tentei, mas acabei dando umas risadas. No segundo, a coisa começa a ficar um pouco mais assustadora. No terceiro... Espera, não tem um terceiro. Por que eles não conseguem completar o ritual.
                Vemos então algumas cenas de arrepiar (a cena do batismo, o que foi aquilo?) e o clima de tensão vai aumentando, os personagens vão ficando mais instáveis, até que o mal tem o total controle. Você pensa: É isso ai! Agora o filme vai começar!

                Mas o filme acaba. Posso dizer, com toda certeza, que foi um dos piores finais que já assisti em toda minha vida. Não por que é ruim mas sim por que parece que não tem final: A impressão que eu tive foi de que cortaram o filme no meio.  Há vários detalhes ignorados pelo roteiro, você não sabe porque está acontecendo isso nem por que Maria Rossi fica repetindo “ligue os pontos” que nem uma velha maluca (o que ela é, de fato). É como se só fossem apresentadas perguntas, mas esqueceram de nos informar as respostas. Acho que o objetivo foi fazer um gacho para uma seqüência.
                                Quando vi o tempo de duração do filme essa minha opinião se fortaleceu: 87 minutos. Se tivesse m “pegado” esses 3 minutos que faltam para ficar 90 minutos completos e feito um final decente eu até poderia gostar do filme.

                Mas como não fizeram isso minha nota é 6 – não gostei. E também não indico para ninguém, pelo menos não no cinema, não vale o ingresso (e nem seu tempo)


E você? Assistiria ao filme? Comente! 

Resenha: Príncipe Sombrio - Christine Feehan

domingo, fevereiro 12, 2012 7 Comments A+ a-

                                                                               


“- Ele não tinha o direito de tocar em você. Ele estava causando dor.- Mas ele não sabia. E você não tinha o direito de me tocar, mas o fez mesmo assim.  – ela afirmou sabiamente.
(...)- Eu tenho todo o direito. Você pertence a mim – ele disse calmamente, a voz delicada, com um toque de aviso.” -  (Página 44)

             Mikhail é um Carpato, uma raça selvagem e antiga, com características que os tornam muito similares aos vampiros: São territoriais, tem poder de controlar através da mente, se transformam em outros animais e tem necessidade de sangue. Os carpátos são compostos quase unicamente por machos ( há pouquíssimas mulheres carpatos) e, por esse motivo estão quase extintos. Sem companheiras os machos carpatos perdem a habilidade de sentir emoções e diferenciar cores, além de sucumbirem lentamente a sua sede por sangue, o que os aproxima de tornarem-se vampiros. Quando um carpato suga um ser humano até a morte ele se torna um vampiro, um monstro maléfico que não tem alma.

             Pelo trecho que coloquei, mas esse parágrafo gigante, vocês já tem ideia do que seja um carpato. Mikhail, em especial, é o rei de todos eles, de longe o mais poderoso e temido carpato. Mas, após anos de solidão, ele se vê cada vez mais sem esperanças de encontrar uma companheira, cada vez mais próximo de perder sua alma e se tornar um vampiro.
É quando ele já está pensando em caminhar em direção ao Sol (os carpatos também não suportam a luz do dia) que ouve Raven pela primeira vez. Raven é uma humana, portanto seu relacionamento com Mikhail é um tabu para a raça dele. Mas ela é diferente das outras humanas, tem o dom de ler a mente das outras pessoas, além de captar sentimentos.
             Mikhail se sente imediatamente atraído por Raven e a vê como sua companheira. Mas velhos inimigos dos carpatos retornam e uma nova guerra começa, podendo colocar em risco não só a união deles mas também toda a raça.

             Antes de começar a falar sobre o livro é importante ter em mente duas coisas: Primeiro, a primeira versão do livro foi lançada em 1999. Portanto, Príncipe Sombrio’ é antecessor dos Adagas, Nightwalkers e tantos outros homens sobrenaturais dominadores e possessivos que surgiram depois.
A segunda coisa é que esse Príncipe Sombrio publicado pela Editora Universo dos Livros não é o mesmo que foi publicado em 1999 e sim uma edição comemorativa com cerca de 100 páginas a mais.
           Tendo tudo isso em mente dá para relevar alguns detalhes da história, como a enrolação das autoras em algumas passagens, ou o machismo e possessividade quase doentias de Mikhail. O personagem consegue ser mais possessivo que os Adagas, o que rende várias cenas de puro ciúme além de ter uma mente que, com certeza ficou no século XIX. A mocinha até consegue suavizar essa característica ao longo do livro, mas confesso que achei isso um dos principais pontos negativos da história.
            Esse não é o livro que arrebatou milhares de fãs e sim uma edição para fãs e, talvez por isso, não tenha conseguido me cativar tanto. Achei um pouco cansativo em alguns momentos e que algumas passagens (que provavelmente foram cortadas na primeira edição) são desnecessárias para o andamento da história.

           Além disso, a edição brasileira também não ajudou. Erros de digitação, de tradução e até troca de personagens são vistos ao longo das 458 páginas de Príncipe Sombrio. Isso não seria muito incomum caso se tratasse de um ebook ou de um romance de banca... Mas esperava um pouco mais de qualidade na edição de um livro que tem o preço inicial de 44 reais. Acho um preço muito alto a se pagar por um livro, portanto acho que deveria haver um cuidado maior por parte da Editora nesses detalhes.
          Mas, resumindo, se você gosta de romances mais adultos e tiver em mente esses dois pontos que citei acima, pode achar Príncipe Sombrio muito interessante. Fiquei bastante curiosa para ler os próximos dessa série, mas, sinceramente, acho que vou esperar uma promoção – e não comprar na pré-venda, como fiz dessa vez. Nota 7, 5 – um bom livro, mas tirei meio ponto por causa de alguns detalhes negativos, principalmente da edição.

Leia também: Resenhas do livro no Romances in Pink, Um Romance, Um sonho e no Meninas que lêem livros


Você acha que ainda há espaço no mercado para mais séries de vampiros? Comente! 

Filme: Millennium - Os homens que não amavam as mulheres #resenha

sexta-feira, fevereiro 10, 2012 2 Comments A+ a-

Sou completamente fascinada pela trilogia Millennium então quando saiu o remake eu fui correndo assistir. Para você que sempre quis saber do que se trata o livro/filme ‘Os homens que não amavam as mulheres’ lá vai:  Mikael Blomkvist é um jornalista que tem a reputação acima de qualquer suspeita. Mas isso até ser condenado por difamação e calunia contra um poderoso empresário.
Após esse fato ele perde toda a sua credibilidade como jornalista. É nesse momento que recebe a estranha proposta de Henrik Vanger: Henrik quer que Mikael descubra quem assassinou sua sobrinha, há mais de 20 anos atrás. Para isso Mikael teria que sair de Estolcomo e ir morar na gelada Hedestad por vários meses. Sem muita perpectiva Blomkvist aceita a proposta.
A hacker Lisbeth Salander aparece na história por que Vanger pede uma investigação sobre Blomkvist. Mas não demora muito e o caminho desses dois se cruzam, justamente quando Mikael descobre que esta investigando bem mais do que o suposto assassinato de uma herdeira. Juntos, eles tentam descobrir a identidade do assassino.

Vou tentar fazer uma analise racional da história mas não garanto.
O filme tem uma atmosfera densa, de suspense, tendo a trilha sonora (e efeitos sonoros em geral) grande influencia nesse clima. Fiquei vidrada na história e, mesmo já sabendo o final, confesso que roi bastante as unhas assistindo Millennium. Outra coisa que contriuiu para esse ar de suspense são as paisagens geladas, típicas dessa parte da Suécia.
O roteiro também é muito bem escrito e soube calibrar muito bem as cenas de suspense e de ação, fazendo com que esse filme de 02 horas e 30 minutos (talvez mais!) nem parecesse tão extenso. Ainda sobre o roteiro, foi uma grande sacada deixar tantas pontas soltas para o próximo filme, além de simplificar o enredo e os personagens para que o publico entendesse tanto em tão pouco tempo.
Parece algo simples mas que a versão sueca ficou devendo. Como é impossível deixar de compará-las, admito aqui que o remake é bem superior ao original. Ou seja, a Millennium dos americanos é um filme melhor do que Os homens que não amavam as mulheres dos suecos.

Porém, se me permitem um (ou alguns) mimimi de fã, fiquei um pouco irritada com algumas simplificações e ganchos deixados no filme. Alguns diálogos são tão absurdos e tirados sei lá de onde que bufei quando os vi na telona (vide aquele diálogo ridículo entre Salander e Blomkvist na cama em que ela, do nada, conta seu maior segredo a ele).
Sobre os personagens, eu estava certa, ao menos em partes: Mikael Blomkvist foi perfeitamente encarnado por Daniel Craig. Sobre Lisbeth Salander e Rooney Mara, no entanto...


Não é que a interpretação dela tenha sido ruim. Muito pelo contrário, confesso que me surpreendi com a atriz. Mas sabe quando você tem dificuldades de enxergar a personagem na pessoa? E isso ultrapassa a fidelidade ao livro, é mais um estranhamento de quem já se acostumou com outra atriz no papel. Ela atuava bem e tinha seus momentos bem Salander mas foi difícil para mim ver a personagem nela. Difícil também explicar isso.
                Na verdade acho que me deixou incomodada não foi nem a atriz, mas sim o tom que deram à personagem. Ao invés de misteriosa e enigmática, como na versão sueca, por exemplo, Lisbeth tem um tom quase de humor em Millennium. Foi estranho em alguns momentos, mas confesso que dei algumas risadas com ela.
                Esse meu papo de fã rende um post a parte, então deixa eu dizer só que adorei o fato dos atores falarem inglês com sotaque sueco e parar por aqui.


                Indico esse filme para todos? Não. Percebi no cinema que Millennium não é para todos: A moça do meu lado ficou uns segundos em silencio antes de dizer – lentamente- “Que filme estranho...”. A outra teve que ser acordada pela mãe. E vi outras pessoas com a expressão sonolenta e confusa, como se não tivessem entendidos bulhufas.
                Por esse motivo, indico se gostar de mistérios densos e com cenas fortes. A conversa dos personagens requer total atenção por que é através dela que o filme se desenvolve. Tudo é importante e tudo vai fazer sentido no final, desde que se preste atenção.
                Se gosta desse tipo de filme ou se já assistiu a outra versão e gostou, vá em frente. O filme é muito bomnota 9

Qual foi o ultimo filme que assistiu no cinema? Você gostou? 
Comente!


Resenha: O céu está em todo lugar - Jandy Nelson #DessaPorto

domingo, fevereiro 05, 2012 4 Comments A+ a-

Olá pessoal do blog!

  Cá estou eu novamente marcando presença (esporádica, claro) com mais uma edição das minhas loucas resenhas..
  
 Hoje vou falar de um livro que eu li há um bom tempo já, mas pela falta do próprio não tive tempo de resenhar

 "O céu está em todo lugar" Ã© o 'sortudo' do qual eu vou falar.

 Eu particularmente gostei da história, mas não gostei do livro. Explico. Como sou mais cinéfila que leitora, se ele fosse um filme, eu adoraria, totalmente contrário à minha verdadeira sensação no fim das 423 páginas... Talvez eu tenha criado muitas expectativas pela sinopse.
 Enfim, o livro retrata a história de Lennie; uma menina que adora ler (literalmente obcecada por "O morro dos ventos uivantes"), que toca clarinete, mora com a avó e o tio e a irmã Bailey, até que essa,  num dia belo dia (HoHo) morresse, enquanto ensaiava o papel de Julieta para uma peça teatral.

  O mundo da garota (naturalmente) cai, já que a irmã era a manda-chuva, a sombra, a proteção que ela tinha e o livro em si tem isso como o eixo, juntamente com o fato que mais me intrigou nesse livro: A irmã Bailey tinha um namorado, Toby, no qual Lennie encontra conforto, compreensão, o que os fazem ligar-se sentimentalmente nesse período. Mas para que um triângulo amoroso 'apimentasse' (modo de falar.. MESMO) o livro, aparece também o Joe, que junto a ela toca na banda do colégio, é descolado, bem garotão de terceiro colegial (achei muito Crepúsculo isso) bonito, sexy, e atraído por ela.

 Nesse impasse, ela se vê tão sufocada que em todos os lugares ela deixa um pedaço de seus sentimentos: copos descartáveis, guardanapos, folhas de rascunho, todas retratadas no livro..



  Ainda o fato de a mãe as ter abandonado, coloca um mistério na trama, que realmente tem uma 'estrutura' muito bacana, mas que não me cativou, embora seja um estilo de livro que eu goste bastante.

 Alguém já leu?


 Compartilhe e sinta-se à vontade para discordar!!!


 Abraços galera!

"Dessa Porto é estudante de Psicologia, taurina, toca violão e escreve nas horas vagas. Viciada em Law & Order e apaixonada por Olivia Benson"  
  Outras resenhas.        

Filme: As aventuras de Tintim

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 5 Comments A+ a-


             Logo no inicio do filme, uma homenagem: Tintim está fazendo uma caricatura em uma praça e o homem (Hergé?) retrata o repórter da mesma maneira dos quadrinhos.  Tintim se vira para o seu cãozinho e pergunta: “O que acha Milu? Se parece comigo?”.

De fato, se parece muito. Apesar de também ser uma animação, ao assistir Tintim – O filme, tive a impressão de que estava vendo o personagem ganhando vida. Talvez pela gráfico maravilhoso ou por que o filme foi filmado e depois desenhado... É como se estivéssemos vendo pessoas, um trabalho graficamente muito bonito.

Sobre a história: Tudo começa quando Tintim adquire, em um mercado de rua, uma miniatura de um antigo galeão. Imediatamente um homem aborda Tintim para comprar o barco e está disposto a pagar qualquer quantia por ele. Por ser teimoso e também por desconfiar das intenções do homem, Tintim se recusa a vendê-lo e leva o barco para casa. Ele pensa em deixar o galeão em segurança enquanto vai procurar mais informações sobre ele mas Milu tem outros planos: Enquanto perseguia um gato acaba quebrando o barco. O estranho é que, ao se partir, um estranho cilindro caia de dentro deste. Mas Tintim não percebe isso e vai para a biblioteca pesquisar sobre o assunto (tempos difíceis, não existia o Google).
Quando volta a surpresa: O barco havia sido roubado. Mas, graças a Milu, Tintim descobre o cilindro que havia caído quando o barco quebrou. Dentro desse pequeno objeto há um enigma, que pode levar para um grande tesouro.


É o inicio da aventura de Tintim e a dos expectadores também. O filme tem ação, suspense e algumas cenas muito engraçadas, que só são possíveis por se tratar de animação. Tintim continua contando com a sorte e com a ajuda de Milu na maioria das situações, mas seu grande trunfo como investigador é não desistir nunca. Os “gêmeos” Dupont e Dupond estão tão atrapalhados e obtusos como sempre, além de engraçados e ainda há o bebum Haddock, que eu tenho quase certeza que já vi nos desenhos também.
Todo esse ‘elenco’ de personagens, a maioria caricatos é o grande ponto alto do filme, além do roteiro que é curioso e intrigante. Desde a descoberta do enigma até a resolução deste muita coisa acontece, desde perseguições de avião até um roubo que tem, como principal ferramenta, uma cantora soprano (ótima cena, aliás). Tudo isso com a direção de Steven Spielberg, um gênio dentro do gênero em que atua e que sabe fazer uma aventura como ninguém. Meu único parêntese para o diretor é que algumas cenas são meio exageradas, o mesmo que ocorreu em Transformers, mas Tintim não chega a esse ponto e conseguiu me surpreender bastante.


Por que eu esperava um filme infantil, por ser animação mas me deparei com uma história para todas as idades e, em minha opinião, até mais voltada para adultos que para crianças: Quem cresceu lendo (ou assistindo) Tintim vai matar as saudades dos personagens com esse filme que se parece muito com as Aventuras já vividas do herói (aliás o filme é uma ‘mistura’ mistura de 3 histórias publicadas do personagem).

                                        Disseram que o filme é muito infantil. Sério?!

Tenho amigos que não gostaram, acharam infantilizados demais, por isso é óbvio que o filme não vai agradar a todos. Indico se você gosta mesmo de animação, desse mundo em que as coisas mais malucas acontecem, muitas vezes, de maneira infantil. Eu sou fã do gênero, principalmente de histórias como “A Bela e a Fera”, “Shrek”, “Procurando Nemo” que tem tanto uma parte infantil quanto um apelo para os adultos também.

Se também gosta de animações e está disposto a curtir um ótima aventura... Pipocas! O que está esperando para assistir? * Nota 9 – O filme é muito bom e tem tudo para ser uma das melhores animações de 2012.  

* Eles não falam palavrão por isso exclamações como “Pipocas!” e “Papagaio louro!” são comuns no filme.

E você, gosta do gênero? Qual foi a ultima animação que assistiu? Você gostou? Comente!