Resenha: Um bebê para o Natal - Sharon Kendrick (#MaratonaDeBanca)

sexta-feira, dezembro 28, 2012 2 Comments A+ a-


Ele chegou para o Natal! Ao chegar de Nova York para passar o Natal com a mãe, Matt Hamilton não tinha a menor idéia do que o destino lhe reservava. Quando precisou de alguém para tomar conta de Sophie, sua filhinha de oito meses, ele imediatamente pensou em Daisy Blair. O que Matt não sabia era que Daisy o amava desde criança e estava decidida a ser bem mais do que uma babá para Sophie!  - Sinopse retirada do Skoob .

           Ah, o Natal! Época de felicidade, família, reencontros... E o tema da Maratona de Banca para o mês de Dezembro (outros temas aqui). Infelizmente porque, embora o Natal seja uma época mágica etc. etc. livros e filmes com esse tema costumam ser amenos e sem graça.
             No caso de "Um bebê para o Natal" não foi diferente.  Dayse é uma jovem de 18 anos loucamente apaixonada por Matt, o seu herói de infância e sonho de consumo desde que se entende por gente. Mas acontece que Matt só a vê como uma irmãzinha caçula, alguém para ajudá-lo a cuidar de sua filhinha de 8 meses. 
               Desde a pouca idade da heroína até os monólogos interiores da protagonista, que duravam páginas, detestei completamente esse livro. Sabe quando os personagens começam a filosofar do nada durante os diálogos? Nesse livro isso acontece o tempo inteiro. A impressão é que a autora foi paga para escrever o livro mas, como não sabia o que escrever, ficava enrolando com esses assuntos nada a ver e os monólogos ridículos da heroína. 
                 Isso por que eu não falei nada sobre a passagem de tempo que ocorre no final: Se passam 2 anos mas os personagens agem como se fossem 2 dias! Tudo isso em um numero minimo de páginas, só para ficar ainda mais mal feito. Depois disso... Fim. 
                  O livro é tão ruim que nem tive animo para escrever a resenha dele no Natal. Só recomendo se você estiver com vontade de passar raiva (e no mal sentido). Nota 6 - não gostei. 

P.S.: Ainda procurando um livro bom que tenha o Natal como tema.

Resenha: Butterfly - Kathryn Harvey

segunda-feira, dezembro 24, 2012 3 Comments A+ a-



          Em Butterfly, é narrada a trajetória de quatro mulheres bem diferentes entre si mas que tem seus caminhos cruzados tanto por estarem ligadas ao Butterfly, um bordel de luxo dedicado somente a mulheres. 
Conhecemos um pouco mais sobre a vida de Linda, Trudie, Jessica e a jovem Rachel, seus dramas, seus conflitos e sua trajetória. É interessante ver como casa mulher é afetada de forma diferente e usa de suas experiências no Butterfly para conhecer a si mesma. 
            Pela sinopse (que você pode conferir no skoob) , esperava um romance adulto, porém com algo de romantismo e mistério. Afinal, nela só se fala do Butterfly, descrito como um "clube particular" e um pouco das fantasias das três mulheres, como se esse fosse o foco principal do livro. No finalzinho da sinopse cita-se brevemente a dona do 'clube', uma mulher com uma 'obsessão secreta que irá levá-la além do êxtase', ou seja, logo pensei que se tratava de algo erótico e misterioso. 
            Mas percebi, logo no primeiro (de inúmeros) flash-back, que esse não é simplesmente um romance adulto. O principal tema do livro é a vingança, sendo todo o resto (erotismo, mistério, drama) somente um pano de fundo para essa vendetta que é planejada por longos 35 anos. Quanto ao romance, esse é irrisório, só aparece mesmo nas 10 últimas páginas, no máximo.
            Não que essa trama não seja interessante. A história é razoavelmente bem costuradas com fatos históricos reais, o que dá um aspecto verídico ao enredo. Temas como prostituição, religião, machismo e estupro também são abordados com um ar de veracidade e é impossível não se sentir impelido a continuar a leitura, nem que seja apenas para saber o destino de tais personagens. 
              A escrita da autora é razoável mas achei que o livro acabou se perdendo em alguns momentos, principalmente no final, em que a atitude da personagem principal (a misteriosa dona do Butterfly) é tão diferente de tudo o que ela mesma diz acreditar, que chega a parecer inverosímel. Infelizmente não posso dar spoilers, mas não acredito que a autora se rendeu a um clichê hollywoodano, sem dar uma pista sequer sobre o que levou essa mudança da personagem. 
              Além disso há o conteúdo do livro, extremamente diverso do que foi passado na sinopse e em divulgações das editoras. A propaganda do livro apontava para mais um romance erótico, tão igual a esses que estão enxurrando o mercado. E a verdade é bem diferente, tão diferente aliás que receio que o livro acabe atingindo um público alvo que não seja o ideal para esse tipo de história.
            Eu, por exemplo, embora não tenha detestado esse romance, não sou exatamente o público que seria 100% agradado pela história. Pra falar a verdade, eu sequer teria comprado esse livro se tivesse um pouquinho melhor sobre o que ele se trata. 
            Por isso, prepare-se para um drama sobre vingança que, por acaso, tem uma outra cena erótica, puramente erótica, sem qualquer romance de fato - afinal Butterfly é um bordel mesmo, não se enganem por essa história de clube. 
            Se, após tudo isso, você quiser saber um pouco mais sobre Butterfly, leia o livro. Só me pergunto que tipo de história haverá nos outros livros dessa trilogia por que, pra mim, essa trama já está toda fechada. Minha nota é 7 - um livro razoável. 
            Se vou ler os outros livros da trilogia? Bem, nunca diga nunca, né? Talvez leia só pra saber o que a autora vai criar. 

O que acha? Leria esse livro? Comente!
            
           

Resenha: Toda Sua - Sylvia Day

segunda-feira, dezembro 17, 2012 0 Comments A+ a-



            Eva Tramell acabou de se mudar para Nova York e está simplesmente encantada com a cidade e seu ritmo acelerado. Ela vive com seu amigo, Cary Taylor e está prestes a começar em um novo emprego numa agência de Publicidade. 
            Tudo isso perde o brilho e a importância quando, na entrada de seu novo trabalho, ela se esbarra com o homem mais lindo que viu na vida. Moreno, alto, de olhos azuis, aparência perigosa e ao mesmo tempo sexy... Gideon Cross surge na vida de Eva "como um relâmpago na escuridão", nas palavras da própria mocinha e a partir daí sua vida muda completamente. 


           A primeira coisa que me fez comprar esse livro foram as críticas positivas que li em alguns blogs e o fato de ser um romance adulto, gênero literário que está entre meus favoritos. Comprei assim que lançou mas um motivo me fez relutar muito antes de começar a lê-lo: A eterna comparação feita entre a Trilogia Crossfire, a qual pertence esse livro, e a Trilogia 50 tons de cinza . Meu receio era que essa série fosse apenas uma cópia barata da outra mais famosa, por isso a relutância em lê-lo. 
           Nas primeiras páginas a similaridade entre as duas trilogias é mais evidente. Eva é uma jovem de vinte e poucos anos, em uma cidade nova, que conhece um bilionário poderoso e simplesmente irresistível. Esse homem está interessado na mocinha por motivos inteiramente físicos e lhe diz isso logo nos primeiros encontros. Mesmo assim ela se envolve e se apaixona... Além disso Gideon também tem um passado oculto que moldou sua forma de encarar os relacionamentos. 
           Mas, depois que ela resolve se envolver com o bonitão, a história toma rumos um tanto diferentes dos de 50 tons de cinza. É que Gideon desenvolve uma obsessão por Eva, logo após seu primeiro encontro e passa a querer um relacionamento sério, tornando-se, inclusive, incrivelmente possessivo. 
            O diferencial está na abordagem mais realista da autora, principalmente com relação aos traumas dos personagens. Embora o casal principal seja apaixonado um pelo outro, ambos ainda não sabem como conduzir um relacionamento e tentam se livrar de seus traumas para ficarem juntos. A impressão que tive é que os próximos livros serão focados nisso, no casal tentando se ajustar para ficar junto. 
            Sobre os personagens, Eva é uma mulher moderna que, assim como Gideon, tem um passado sombrio, repleto de abusos. Porém a mocinha procurou ajuda e hoje é uma pessoa mais equilibrada, enquanto o mocinho agiu a vida toda como se não tivesse problema nenhum. Embora nem sempre o consiga, Eva prefere desabafar e resolver seus conflitos de maneira madura, enquanto Gideon age como se não tivesse problema algum, só procurando "ajuda" quando percebe que pode perder a mocinha. 
              Há alguns personagens secundários, como Cary, o amigo bissexual e problemático de Eva, Mark, o bem humorado chefe da mocinha e Magdalene, suposta rival de Eva pela afeição de Gideon. Mas a história gira mesmo em torno do casal: Vemos que, embora algumas pessoas não estejam felizes com o relacionamento de Gideon e Eva, o principal inimigo do casal são eles próprios e suas inseguranças

               A autora desenvolve uma escrita em primeira pessoa, um estilo de narrativa a que já me acostumei, embora não seja meu favorito. Sylvia Day escreve de maneira mais direta e utiliza de bastante palavrões no texto, mas eu gostei da identidade que ela deu a história e da maneira como 'Toda Sua' foi conduzida, com o casal passando por uma série de altos e baixos. Mesmo tendo apenas 294 páginas, é um livro em que várias coisas acontecem, sem que isso pareça corrido. É como se estivesse lendo um folhetim, ou uma novela, impressão que é reforçada pelo final um tanto solto colocado pela autora. 
              Se você quer ler 'Toda Sua' esperando cenas sadomasoquistas, à lá 50 tons de cinza, vai acabar se decepcionando. Embora seja um livro hot, com um clima sexual presente em todas as páginas, Gideon não é um sádico e nem Eva uma masoquista. Mas há algumas cenas mais exibicionistas e  uma situação de dominação e submissão no relacionamento sexual de ambos que agradará os que curtem esse tipo de temática em romances Adultos. 
               Embora tenha gostado do livro, achei o relacionamento de Eva e Gideon um tanto obsessivo demais, de ambos os lados. Os dois parecem consumidos um pelo o outro, de uma maneira não muito saúdavel: Para se ter uma ideia, tem uma cena em que Gideon revela ter uma espécie de altar em seu escritório com diversas fotos da amada penduradas em sua parede com uma iluminação particular. Ao invés de surtar - afinal fazia pouco mais de duas semanas que eles se conheciam e o mocinho já se mostrava um voyeur obsessivo -  Eva fica feliz quando descobre (ri nessa cena, de tão absurdo que achei). 
             Entendo que essa paixão fulminante e incontrolável seja característica do gênero Adulto mas essas coisas me convencem mais quando se tratam de seres fantásticos - sejam vampiros, carpátos ou demônios . Quando os personagens são seres humanos tudo fica meio forçado e maluco para mim e essa não é a primeira história em que sinto essa sensação. 
              Indico a série Crossfire como mais uma opção de romance adulto. Não me sinto particularmente motivada a comprar o próximo livro em um futuro imediato, mas é uma trilogia que pretendo acompanhar. Minha nota é 8 - um bom entretenimento. 

Resenha: Lola e o garoto da casa ao lado - Stephanie Perkins

sexta-feira, dezembro 14, 2012 2 Comments A+ a-




You think I'm pretty without any make up on,
You think I'm funny when I tell the punch line wrong,
I know you get me so I let my walls come down, down... ♫  *


            Lola não acredita em moda, acredita em figurino. É por isso que está sempre produzida, maquiada e de preferência com uma peruca que tenha uma cor bem diferente da de seu cabelo. Não é a toa que um dos de seus dois pais se refere a ela como "Nossa pequena drag queen" - ela realmente acredita em chegar e arrasar. 
             No momento, Lola só quer 3 coisas em sua vida de garota de 17 anos: Ir ao baile da escola vestida de Maria Antonieta, que seus pais aceitem o seu namorado Max e, principalmente, nunca (nunca, nunca, nunca) ver os gêmeos Bell novamente. 
             Infelizmente (ou não) seu principal desejo, o de nunca mais rever Cricket e Caliope Bell não se realiza: Seus antigos vizinhos retornam a mesma residência em que haviam morado há dois anos atrás e agora Lola tem que tornar a ver o seu primeiro amor. 
               Em muitos aspectos esse livro é bem parecido com 'Anna e o beijo francês', o primeiro livro que li dessa autora. A trama central, por exemplo, me parece a mesma: Adolescentes que se tornam amigos, dúvidas, uma terceira pessoa para confundir tudo... Porém há uma certa dose de drama que não está presente em "Anna e o beijo", e que ocorre por conta da relação complicada entre Lola e sua mãe biológica, uma ex-moradora de rua e viciada em drogas. Só que isso não tira o aspecto leve e divertido da história, o que é uma característica da escrita da Stephanie Perkins. 
               Achei o começo do livro um tantinho parado, cheguei a pensar em deixá-lo de lado simplesmente por que as coisas não aconteciam na velocidade com que eu queria que acontecesse. Mas depois, não sei se por que eu me acostumei ou se por que a história melhorou, devorei as pouco mais de 280 páginas do livro.
                Quanto aos personagens, gostei de Lola e seu senso de estilo extravagante, porém achei ela bastante indecisa ao longo de toda a história. Ela sentia algo por Cricket mas ainda assim relutava a se separar de seu namorado Max, tentando se convencer de que o que sentia pelo outro era somente uma amizade. Enquanto isso Max se mostra um jovem imaturo e bastante furioso para alguém de 22 anos - a impressão que eu tenho é de que ele é quem é o adolescente, tamanho grau de idiotice de algumas de suas atitudes. Lola demorou demais para perceber que Max era um babaca, sinceramente. 

vi no Tumblr
                 Sobre Cricket, o mocinho da história, saibam que ele é tão fofo quanto St. Clair, porém com um diferencial que foi fundamental (ao menos para mim): Ele é alto! *comemoração*. Confesso que eu mesma me apaixonei pelo personagem ao mesmo tempo que Lola, por que é impossível não se apaixonar por esse garoto tão alto, nerd, romântico, bem humorado e decidido... Cricket é tão fofo e perfeito que fica até difícil imaginar um cara desses na vida real (quantos garotos vocês conhecem que sabem arrumar cabelos femininos e criam invenções românticas e fofinhas?) mas talvez seja esse o charme dos livros de Stephanie Perkins: Nos presentear com esses contos de fadas adolescentes. O único defeito dele talvez seja o nome: Quem é que batiza o próprio filho de "grilo"? (Cricket significa grilo em inglês).

                   Falando em contos de fadas, gostei bastante de ver Anna e St. Clair nessa história, mesmo que como coadjuvantes. Pelo o que parece o casal continua firme e forte, curtindo o seu "felizes para sempre" e se divertindo um com o outro. Além disso St. Clair continua engraçado e os dois ajudam a unir o casal principal desse livro Cricket e Lola. 
                    Gostei da história mas senti falta de um algo mais no final: Infelizmente a autora termina o livro na melhor parte: Quando ambos finalmente estão juntos. Certo, houve várias cenas fofinhas antes disso mas queria mais de Cricket e Lola.

                    Recomendo para os que gostaram de "Anna e o beijo francês" e para todos que curtem YA Books. Não está entre os meus gêneros favoritos e nem esse chega a ser um dos meus livros favoritos mas, como todo bom conto de fadas, nos faz rir e suspirar. Minha nota é 7,5 - uma boa história porém tirei meio ponto por causa desses detalhezinhos: Começo muito lento, final muito rápido, etc. 


* Tradução: "Você me acha bonita mesmo sem nenhuma maquiagem,Você me acha engraçada quando conto uma piada errada/ Eu sei que você me entende então eu deixei as paredes caírem, caírem..." - Trecho da música Teenage Dream, da Katy Perry. Escolhi essa música pois achei que tem tudo a ver com o casal principal, não só a letra mas o estilo descontraído da canção. Falando nisso, mais alguém achou essa modelo da capa parecidíssima com a Katy Perry? 

Aguardo seu comentário! =)

Resenha: Coisas Frágeis - Neil Gaiman

segunda-feira, dezembro 10, 2012 2 Comments A+ a-



             Coisas Frágeis (Fragile Things) é um livro de contos escrito por Neil Gaiman e lançado no Brasil em 2010. 

              Esse não é o melhor livro de Neil Gaiman, nem seu o mais famoso. Na verdade é como se estivéssemos lendo um caderno com algumas histórias escritas por ele, algumas até já publicadas em outros volumes (outras inéditas). Porém é de Neil Gaiman de quem estamos falando, então, mesmo um livro mediano escrito por Neil Gaiman é uma leitura interessante e inesquecível. 

             Já no primeiro conto, percebemos que estamos diante de um autor criativo e diferenciado. "Um estudo em esmeralda", é uma das minhas histórias favoritas desse livro, pois o autor conseguiu, de sua forma peculiar, misturar monstros e investigação de assassinado, no melhor estilo Sherlock Holmes, e ainda me surpreender bastante no final. 
             Nos outros contos, porém, o final surpreendente é deixado um pouco de lado. Em seu lugar, uma sensação de inquietação, pois a história oculta não é revelada ao leitor* ou, pelo menos, pouco alardeada. No conto 'Os casos da partida da Senhora Finch', por exemplo, percebemos que há algo acontecendo e no final há um grande acontecimento - mas fica aquela sensação de incomodo pelo o que não foi revelado. 
            
              Mas é um incomodo positivo, que nos faz pensar nas histórias de 'Coisas Frágeis' mesmo após as termos concluído. 'O problema de Susan' uma visão peculiar do autor sobre o desfecho da Saga 'As Crônicas de Nárnia' é uma daquelas histórias que mais parecem um sonho pois nada é realmente esclarecido e nada realmente aconteceu. Mas é interessante do mesmo modo, apesar de algumas colocações do autor que me incomodaram (como fã das Crônicas de Nárnia, não como leitora). 
              Já o conto 'Como conversar com garotas em festas' me mostrou que Neil Gaiman é um dos poucos autores que podem falar de "seres de outro planeta" ou E.T.s, sem que o tema me incomode (muito). Ainda sobre esse conto, teria gostado se houvesse mais detalhes sobre exatamente "quem" e "o quê" eram aquelas garotas porém, como eu disse, a história oculta não é revelada de todo. 
              Achei "O pássaro do Sol" inquietante e intrigante e 'O monarca do Vale', a ultima história do livro, me fez ter vontade de ler 'Deuses Americanos', livro de Gaiman de onde saiu Shadow, o protagonista desse conto. 
             Não comentei sobre todos os contos desse livro (no total são nove histórias) mas posso dizer que, no geral, são todos interessantes e com algum aspecto fantástico, como é já característico desse autor. Não li tão rápido quanto 'Coraline' ou 'Lugar Nenhum' mas considero uma leitura razoável, com momentos melhores e outros nem tanto. Comprei, juntamente com esse livro, 'Coisas Frágeis 2', que é um segundo volume de contos. Posto a resenha em breve. 
           
             Minha nota é 7 - como dito, um livro razoável. Criativo e interessante mas não um dos melhores trabalhos do autor. 

* Alguns teóricos dizem que todo o conto traz em si duas histórias. A primeira é a história narrada pelo autor, portanto visível, e a segunda é entrevista somente nas entrelinhas. É aquilo que o autor deixa através de pistas para que o autor descubra somente no final. Ou, no caso de Gaiman, só deduza. 

Resenha: 50 Tons mais escuros – E.L. James

sexta-feira, dezembro 07, 2012 37 Comments A+ a-









ATENÇÃO: Esse é o segundo livro da Trilogia “50 tons de cinza” e pode conter spoilers sobre o primeiro volume. Para ler a resenha do primeiro livro da trilogia clique aqui.


Faz quatro dias que Anastasia pôs fim ao seu relacionamento com o sombrio e enigmático Christian Grey. Na ocasião ela havia se assustado ao perceber até onde ia o sadismo do amante, e se deu conta de que jamais conseguiria fazer aquilo, nem mesmo por ele.

Acontece que, embora a mente racional de Ana saiba que essa foi sua melhor decisão, seu corpo e seu coração estão morrendo de saudade do bilionário bonitão. Isso faz com que a mocinha haja de forma autodestrutiva, não se alimentando ou dormindo por longos quatro dias.
Porém tudo isso muda quando ela recebe um email de Christian, perguntando se ela precisaria de uma carona para um evento que eles haviam combinado de ir juntos, antes de se separarem. Ana aceita e, só de saber que vai ver Christian novamente, recomeça a viver.
Um dos aspectos positivos de ’50 tons mais escuros’ é que vemos uma pequena evolução na escrita da autora. Se, em 50 tons de cinza, a escrita de E.L. James poderia ser considerada muito ruim, agora está só ruim. Percebe-se que o uso de algumas expressões é diminuído nesse segundo volume, o que torna melhora a leitura.
Por ter gostado do primeiro livro e quase ter ido a loucura com aquele final, tinha altas expectativas com ’50 tons mais escuros’. Para começar queria saber se Christian iria conseguir superar seus traumas para, enfim, criar um relacionamento verdadeiro com Ana. Depois, havia a curiosidade para conhecer mais detalhes do passado desse homem, por que ele havia se tornado tão arisco ao toque das pessoas e tão fechado para relacionamento. Por ultimo, ainda tinha aquela curiosidade por saber se Ana se renderia ao lado obscuro de sua própria sexualidade ou se continuaria afirmando que fazia tudo aquilo por ele.
No fundo eu sabia que não poderia acontecer tudo isso logo no segundo livro, afinal, é uma trilogia, mas essas eram minhas expectativas quando comecei.

Meu primeiro choque foi a mudança de Christian: Em quatro dias Grey passou de bilionário esquivo que foge de relacionamentos, para um cara completamente apaixonado e entregue, que está disposto a tudo para ficar com Anastasia... Até mesmo abrir mão de seu lado sádico. Uma parte de Ana fica um pouco decepcionada, mas ela também fica feliz por conseguir tirar o seu “50 tons” da escuridão e traze-lo para a luz dos relacionamentos baunilha.  


Então o livro prossegue e, por conta de uma perseguição implacável de uma ex-namorada maluca, Ana aceita morar com Christian por um tempo. Para a segurança dela, ele também coloca seguranças grandalhões próximos a ela enquanto vai ao trabalho e faz com que ela prometa informa-lo sobre todos os passos que der.
Falar sobre o trabalho de Ana me fez lembrar de seu chefe, Jack Hide. Quando vi o nome desse personagem sabia, com todas as minhas forças que ele teria algum papel importante na trama.  A semelhança do nome Jack Hide com o personagem de “O médico e o monstro” (Dr. Jekyll, que também era Mr. Hyde) é tão óbvia que não há como não sacar que esse personagem terá uma personalidade oculta.
Dito e feito. Sem spoilers sobre o assunto, mas a cena em que o sr. Hide mostra o seu verdadeiro caráter é meio inverossímil, como se ele estivesse se tornado um monstro mesmo.

Infelizmente não é a única coisa inverossímil e fraca do livro. Se você, assim como eu, se preparava para descobrir mais segredos obscuros do senhor Grey, prepare-se para se decepcionar. Nosso mocinho conta um pouco mais sobre o seu passado e, realmente, ele passou por muita coisa barra pesada antes dos 4 anos. Mas, será esse um motivo válido para que ele não suporte que o toquem até hoje? Não, nem um pouco. Foi ai que comecei a me perguntar se todos esses psicólogos e psiquiatras que Christian frequentou quando era pequeno eram todos uns incompetentes ou se era a autora que não soube justificar bem esse aspecto do seu personagem.
Daí, quando eu pensei que a parte dos segredos não poderia ficar pior, vem o segredo mais obscuro do senhor Grey, o mais terrível, aquele que ele teme que fará Ana se afastar dele para sempre.

Suspense, música dramática, esquilo dramático. Christian conta o segredo e... Era isso? A cena foi tão rápida e mal escrita que fiquei sem entender os detalhes, mas, se foi isso mesmo o que eu entendi, acho que o nosso personagem masculino andou lendo livros Freudianos demais.

Minha expressão quando li sobre o 'super' segredo de Christian Grey. 
Enfim, o livro foi passando e meu incomodo foi crescendo. Tudo era muito raso, muito frágil no argumento da autora. Isso sem contar a própria Anastasia que, novamente, pensava uma coisa quando estava longe dele e fazia outra quando estava perto. Numa página acha que eles tem que ir devagar, na outra já está morando com ele. Diz que não gosta de BDSM mas faz provocações sobre o assunto em vários momentos da trama.
 Imagine situações como essa em loop infinito e saberá como foi o comportamento de Anastasia nesse livro. Em alguns momentos senti alguma iniciativa da heroína mas, infelizmente, Ana não conseguiu sair do medíocre e patético durante todo o livro.
Eu até teria aturado esses personagens malucos como mocinhos se o livro tivesse uma trama interessante. Porém, se no primeiro livro, a trama principal era o contrato que Ana teria que assinar e os mistérios do sr. Grey no segundo livro não há trama nenhuma.  É simplesmente o cotidiano desse casal problemático que alterna brigas e discussões a cenas de sexo e declarações de amor e posse. A autora tenta provocar algumas reviravoltas, mas tudo se resolve magicamente na próxima cena, em poucas linhas.

Sinceramente, analisando todo o livro, não há nada (repito, NADA) que justifique metade das 485 páginas de “50 tons mais escuros”. Nem mesmo as cenas de sexo empolgam: Tirando a cena do “baile de mascaras” achei o restante muito tedioso e não por não terem BDSM  mas por que autora não conseguiu me convencer da tensão sexual existente entre os personagens nesse segundo livro, como ocorreu no primeiro.
Falando em BDSM, se no primeiro livro eu não consegui perceber essa visão preconceituosa da autora sobre o tema, no segundo esta foi escancarada: E.L. James chega ao ponto de transformar em vilã a única personagem que assume gostar desse estilo de vida, em mais uma cena pouco crível e desnecessária do livro.


Por isso, rebatizei o titulo de livro de “50 tons mais escuros” para “50 tons de decepção”. Por que foi decepcionante perceber que o bilionário misterioso outrora conhecido como sr. Grey não é nada mais do que um pirralho mimado e carente*. Decepcionante ver a mocinha ter momentos de lucidez para logo em seguida cair no choro ou esquecer tudo em nome da paixão.

 Ã‰ decepção por ver uma autora tão preconceituosa ser considerada uma libertadora da sexualidade feminina. E ver uma série que parecia ter tanto potencial entrar pelo ralo. 
Dou nota 6,5 não gostei do livro mas o meio ponto vai para os momentos de sobrevida, quando achei que a história poderia entrar nos eixos (só para me decepcionar novamente depois) e também para a cena do baile de mascaras, que realmente é muito boa. 

Sobre o terceiro e ultimo livro da Trilogia, “50 tons de liberdade”: Podem ter certeza de que lerei sim, nem que seja para saber o que diabos a autora vai colocar em um terceiro livro (mais perseguição sem sentido, pelo o que eu entendi). Mas vai demorar um pouco: no momento não sinto a mínima vontade de comprar/ler esse ultimo livro.

* Uma das maiores exemplos dessa mudança pela qual Christian Grey passa é a forma como Ana se refere a ele: No primeiro livro era “Sr. Grey” e, no segundo, é apenas Christian.

Veja também a página do livro no Skoob.

Você já leu algum livro dessa Trilogia? O que achou? Comente!

Resenha: Paixão Explosiva - Sandra Brown

segunda-feira, dezembro 03, 2012 0 Comments A+ a-

Generosa, Jenny Fletcher punha em segundo lugar os seus próprios sonhos e necessidades, e em primeiro os de seu noivo, Hal, um homem mais comprometido com uma causa do que com ela. Na véspera de sua viagem para a América Central, ele lhe deu o que Jenny mais queria na vida... uma noite de paixão. Foi seu último presente.Cage Hendren contrastava em tudo com o irmão, Hal. Ovelha negra da família, ele só tinha ternura por Jenny. Mas ela sempre o achara selvagem e implacável demais... até que Cage lhe mostrou o lado selvagem que ela mesma não sabia que tinha dentro de si. E depois de ser iniciada na arte de sentir prazer, Jenny jamais poderia ser outra vez a mulher de antes... - Sinopse retirada do Skoob
           Jenny está angustiada. Seu noivo, Hal, vai fazer uma viagem perigosa no dia seguinte e todos (os pais de Hal e o noivo) estão agindo como se tudo fosse perfeitamente normal. A unica pessoa que parece compartilhar a angustia de Jenny é Cage, o irmão de Hal, que conversa com ela e pede para que Jenny tente convencer Hal a não ir. 
            Munindo-se de coragem, Jenny vai ao quarto de Hal e tenta seduzi-lo mas o noivo é profundamente religioso e a rejeita, deixando a mocinha desconsolada. Horas depois porém, ele aparece em seu quarto e eles tem uma noite inesquecível. 
           O que Jenny não sabe é que não foi Hal quem entrou em seu quarto e sim Cage, o mocinho do livro. Mas Cage não pode contar nada a Jenny ainda mais depois que Hal morre durante a viagem - ele quer deixá-la com essa ultima lembrança de seu irmão, mesmo que não seja verdadeira. 
          Mas Cage também está completamente fascinado por Jenny e faz de tudo para conquistá-la, mesmo sabendo que é errado. Enquanto isso a mocinha está cada vez mais confusa com seus sentimentos, chegando ao ponto de se perguntar se realmente amou o falecido noivo algum dia. 
           Esse é o enredo básico de Paixão Explosiva, da autora Sandra Brown. Pra falar a verdade já li esse livro em outras duas edições, lançadas pela falecida editora Nova Cultural mas, mesmo assim, tive que lê-lo por uma terceira vez.
           Motivo? Esse livro tem tudo: Romance, Paixão, Humor, Drama... É um romance completo e há essa trama principal que me angustia sempre que leio, por que os mocinhos são ficam o tempo divididos entre a paixão e a culpa. Afinal Jenny fora noiva do falecido irmão de Hal. 
            Sobre Cage, normalmente não vejo muitos mocinhos loiros em romance de banca mas esse é uma bela exceção. Cage é irresistível, um tipico bad boy que camufla sua baixa estima com uma atitude auto-destrutiva. Já Jenny, a mocinha, é aquele tipo de boa garota que tenta agradar a todos por medo de ser rejeitada. Ela foi criada pelos pais de Cage mas sempre se manteve afastada do mocinho por achá-lo perigoso e um tanto selvagem. 
               Os pais de Cage são antagonistas durante o livro. Ambos são extremamente religiosos e não conseguem compreender o estilo livre de seu filho mais velho. Eles rejeitam Cage durante todo o livro, preferendo Hal e, quando Jenny se envolve com ele, passam a rejeitá-lo também. 
                Mesmo com todos esses empecilhos o final é feliz. Todas as vezes que leio o epilogo sinto os olhos lacrimejarem, mas só por que é bonito ver como as coisas se ajeitaram no final. 
                 Recomendo a quem gosta de romances. A autora, Sandra Brown, hoje escreve livros 'de livraria' com uma abordagem mais policial, porém mostra em "Paixão Explosiva" que também sabe escrever tramas mais focadas no romance. Nota 8 - um bom livro. 

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