Resenha: A Esposa Virgem - Deborah Simmons #MaratonaDeBanca

quinta-feira, setembro 20, 2012 2 Comments A+ a-

   


 Ele queria vingança. Ela ansiava por paixão.Bretanha, Idade Média.Sophie Hexham ficou desapontada com o desinteresse de Nicholas de Laci em fazer-lhe companhia no leito nupcial... É que Nicholas, obrigado a se casar, por ordem do rei, com a sobrinha de seu maior inimigo, jurara vingar-se fazendo-a sofrer. Mas Sophie sabia como conquistar o coração do marido de uma maneira que jamais imaginara!
       Nicholas De Laci é um homem sério, frio e obcecado por se vingar do homem que o mandou para o deserto e quase o matou. Porém, quando Nicholas finalmente acha que vai matar Lorde Hexham, descobre que alguém já o fez. Desde então sua vida é pautada em tédio, vivendo sob o teto do cunhado sem qualquer perspectiva de felicidade em sua vida. 

        É então que Nicholas descobre que Hexham tinha uma sobrinha e que esta cresceu em um convento. Como todo bom mocinho vingativo ele acredita que poderá se vingar do homem morto através da sobrinha dele e parte até o convento onde ela está para desposá-la e faze-la sofrer. 
        Mas tudo muda quando ela conheça Sophie. Ao contrário do que esperava, sua esposa é uma jovem rebelde e impetuosa que não hesita em desafiá-lo. E, o que era para ser uma vingança, acaba se tornando um romance. 
        Esse é o tipo livro dos mocinhos que brigam muuuito mas se amam. Sophie e Nicholas tem uma química que é palpável desde a primeira cena entre os dois. Se, no inicio, Nicholas pensava em vingança, aos poucos vai relutando em tratar Sophie mal, embora continuem discutindo. 
        Uma das coisas mais legais desse livro é acompanhar a mudança do mocinho. No inicio ele é um cara frio e contido, que não esboça nenhuma emoção positiva, somente o ódio e fúria frios. Porém Sophie desperta um lado 'barraqueiro' no mocinho, os dois discutem aos gritos, para surpresa e uma certa satisfação dos habitantes do castelo, que nunca viram antes o Lorde tão descontrolado. 
        Claro, essas discussões entre os personagens principais são mais engraçadas do que dramáticas. Tem uma cena no meio do livro, em que a irmã e o cunhado surpreendem uma discussão entre Sophie e Nicholas  que é hilária. Impossível não rir desses dois. 
         No final o mocinho tem que se decidir entre encontrar a felicidade com a esposa ou levar adiante a vingança que tanto buscava. Mas não é uma escolha tão dificil ou imprevisível: Dá para perceber logo de cara o quanto Nicholas se sente fascinado e, depois, apaixonado por Sophie. 
         Claro, como o tema da Maratona de Banca desse mês são livros com conteúdo mais apimentado (Hot) não posso deixar de falar desse aspecto da história. Em tempos de IAN e Cinquenta Tons de Cinza, livros com teor mais explicito, é difícil classificar um romance de banca como Hot, já que na maioria deles tudo ocorre um pouco mais devagar. Mas gosto desse 'clima' de tensão entre os personagens principais, essa expectativa que as discussões entre Sophie e Nicholas e, claro, as cenas calientes entre os dois. Tudo isso faz de 'A esposa virgem' um livro Hot sim, mesmo com uma progressão mais lenta do que esses romances adultos de hoje em dia. É gostoso ver que o casal não queima etapas, eles se beijam, se apaixonando e há um desenvolvimento do relacionamento dos dois, as cenas hot agregam ao enredo da história. Não estou fazendo uma crítica aos romances adultos apenas fazendo uma comparação deles com os livros de banca. 

         Esse livro ganha minha nota 10 e consta na minha lista de favoritos. Sophie e Nicholas são uma casal fantástico e divertidíssimos juntos. Recomendo

Resenha: Amizade Ardente – Elizabeth Bailey

segunda-feira, setembro 17, 2012 2 Comments A+ a-



Uma proposta ousada poderia colocar aquela amizade em jogo!Interior da InglaterraApós a morte do pai, Thais Dulverton precisou sair da mansão onde sempre vivera. Passou a morar em uma casa pequena, com a dama de companhia e alguns empregados. Terminado o período de luto ela foi surpreendida com o pedido de casamento de Leo Wetheral. A proposta era interessante. Leo não tinha a menor vocação para administrar as propriedades dele, preferindo praticar esportes. Thaís, que sempre administrara as propriedades do pai, de repente perdera a casa e a ocupação. Para Leo, o casamento resolveria o problema dos dois. Mas e Thaís, que sempre pensara em casar-se por amor? Ela não amava Leo. Eles eram apenas bons amigos! – Sinopse retirada do Skoob

            Thais e Leo são amigos desde pequenos. Amigos mesmo, melhores amigos na verdade; os dois são próximos como dois irmãos... Mas na verdade são apenas primos. Em um belo dia de Sol, porém, essa amizade fica abalada quando Leo propõe que ele e Thais se casem. Para Thais isso era um absurdo, os dois eram tão próximos que ela tinha dificuldade de enxergar Leo como um marido.
            Esse é o tipo de romance de mal entendidos, em que os mocinhos ficam achando um milhão de coisas e não assumem seus sentimentos até o ultimo instante. Thais e Leo têm química e, claramente se amam, mas não dão o braço a torcer de maneira nenhuma. E então aparece uma suposta rival e é ai que Thais se faz mais ainda de durona, pois acha que Leo jamais se sentiria atraído por ela.
            Peguei esse livro esperando um casamento de conveniência, mas na verdade os mocinhos não chegam a se casar, pois Thais recusa o pedido que Leo faz no começo. Mas gostei dos personagens principais, o casal tinha obviamente um sentimento muito forte um pelo outro e, embora troquem pouquíssimos beijos ao longo do livro (e só beijos) a química entre eles praticamente sustenta a história.
            ‘Amizade Ardente’ também conta com uma série de personagens secundários interessantes, como Susan e Valentino que, atuando respectivamente como melhores amigos de Thais e de Leo, participam ativamente na história. Também há a “rival” Jenny e a dama de companhia de Thais, chamada Edith, que lhe dá alguns conselhos ao longo da narrativa.
            Há pouco eu disse que é a química entre o casal que mantém o livro, mas não é só isso. Os diálogos são a base de toda a narrativa, a ponto de eu pensar se não poderiam facilmente adaptar esse livro para o teatro. Todos conversam entre si e há sempre uma entrada e saída dos personagens, como se aquilo fosse de fato uma cena. Sinceramente não me surpreendi quando descobri que a autora trabalhou como atriz de teatro por muitos anos.
            Até agora só citei elementos positivos. Gosto quando o casal não se acerta tão facilmente, gosto do fato de eles se amarem desde sempre... Só não gostei de eles serem primos. A autora escreveu algumas vezes ao longo da história sobre como era comum que os primos casassem entre si naquela época, principalmente no interior, que é onde os personagens moram e, teoricamente, seria muito fácil aceitar essa situação toda.
            Mas me incomodou essa relação de parentesco, principalmente por que a autora não definiu muito bem, deixando no ar esse grau de parentesco. Pelo tom da narrativa tive a impressão de que se tratavam de primos em primeiro grau e isso me desanimou com a leitura, ainda mais quando a autora escrevia que os mocinhos eram tão próximos quanto irmãos.
            Por esse incesto entre os personagens principais o livro perdeu muitos pontos comigo. Mas, se você não tiver nenhum problema com isso e gostar de histórias “de época” sem cenas muito calientes vai gostar desse livro. ‘Amizade Ardente’ não é ótimo, mas ainda merece a nota 7 – um livro razoável

Você já leu algum livro em que o casal principal tivesse algum parentesco? Leria?  Comente!