Resenha: O Último Desafio - Margaret Moore #MaratonaDeBanca

domingo, junho 24, 2012 1 Comments A+ a-


O valoroso guerreiro encontrou uma adversária à sua altura...Inglaterra, 1223.Famoso pela bravura nos torneios e por seus feitos em batalhas contra perigosos inimigos, o barão Etienne DeGuerre estava agora em apuros na guerra dos sexos.
Sua oponente, Gabriella Frechette, de estonteante beleza e firme determinação, derrubava-lhe facilmente as defesas e tomava conta de seu desprevenido coração!


           Este foi um tema que foi facílimo para mim na Maratona de Banca (confira aqui todos os temas). Sempre fui apaixonada por histórias que se passavam no período medieval então ler esse livro não foi nenhum grande sacrifício, principalmente por ter escolhido uma autora que gosto muito, a Margaret Moore. =)
            O livro faz parte de uma série da autora chamada Série Warriors* mas, como cada livro é individual e possui um casal diferente, não é necessário ler na ordem (eu mesma já tinha lido alguns livros que ocorrem cronologicamente depois desse mas não tive problemas). Conta a história do Barão DeGuerre que, ao chegar a sua mais nova propriedade cedida pelo rei (a décima!) vê-se diante de uma oponente a altura: Gabriella Frechette, filha do antigo Lorde da fortaleza.             
            Gabriella começa uma discussão com o DeGuerre antes sequer de ele adentrar o castelo. Este, vendo que sua autoridade está ameaçada diante dos moradores do feudo, lança o ultimato: Ela só poderá permanecer no castelo se trabalhar como serviçal. A mocinha se sente humilhada mas acaba concordando. 
             Logo nas primeiras páginas pensei que iria odiar esse livro: É que o mocinho tem uma concubina há anos e já começa o livro pensando que Gabriella jamais irá se equiparar a  Josephine (a tal amante) em beleza, elegância etc. Mas, ainda bem, a autora não se focou muito nesse triângulo amoroso: Desde o principio ficou bem claro que o relacionamento entre esses personagens não envolvia amor. 
             Com o passar das páginas, ficamos conhecendo mais alguns personagens interessantes, incluindo George de Gramercie, que é o mocinho do próximo livro da série. Já li a história do George a algum tempo mas me lembro que não gostei muito dele. Depois desse livro fiquei curiosa para lê-lo novamente (vamos ver se encontro). A própria Josephine, depois que conhecemos sua história, se torna uma boa personagem - tanto que fiquei com vontade de ler um livro mais focado nela (pena que isso não acontece)
              Os mocinhos também me agradaram. DeGuerre é um mão de vaca ganancioso e extremamente controlado, não tolerando qualquer tipo de demonstração de fraqueza. Mesmo assim me simpatizei com ele, a autora consegue fazer com que nos fascinemos com seus mocinhos mesmo quando algumas características deles lembram as de vilões. Com o passar da história DeGuerre vai se abrindo para Gabriella e a mocinha também passa a conhece-lo além da aparência estóica. Falando em Gabriella, também a achei uma boa personagem, embora tenha ficado um pouco irritada com a sua ingenuidade as vezes. 
             Mas, ainda falando sobre personagens, um dos pontos negativos desse livro é justamente o vilão Phillippe: A não ser por tentar agarrar a mocinha e ser um babaca, esse antagonista é completamente inútil para o desenvolvimento da trama. Se colocassem um bêbado qualquer no lugar dele não iria fazer diferença e até mesmo o final que esse personagem tem reforça essa a impressão: sem spoilers mas é ridículo o fim que a autora deu a Phillippe nas ultimas páginas. 
            
             No todo é um bom livro mas não é o melhor dessa série. A autora escreve bem e a leitura Ã© agradável mas o livro não marca nem desperta uma grande emoção, seja de torcida ou repulsa. Não pretendo trocá-lo mas é por que pretendo ter toda a série (ou a maioria dela) mas, não fosse por isso, eu o trocaria no sebo sem remorsos. 
            
            Por isso minha nota é 7,5 - um bom livro mas tirei meio ponto pelo final tosco do vilão Phillippe. 
              

* Para saber mais sobre a Série Warriors, confira esse post que achei no blog 'CataLivros'. 




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Filme: Branca de Neve e o Caçador (Resenha / Review)

sexta-feira, junho 22, 2012 28 Comments A+ a-

            


Branca de Neve e o Caçador A jovem branca de neve perdeu a mãe muito cedo, o que deixou tanto ela quanto o pai desconsolados. Porém o Rei logo se vê enfeitiçado pela beleza de Ravenna, uma misteriosa mulher, e se casa com ela no mesmo dia em que a conhece. Tão rápido quanto o casamento é a morte do Rei e a ascensão da vilã ao posto de rainha. Branca de Neve, na época apenas uma criança, é jogada num calabouço e praticamente esquecida lá.
            Muitos anos se passam até que Ravenna volte a se lembrar de Branca de Neve. E isso acontece apenas por que seu 'espelho mágico' diz que hoje é Branca de Neve e não Ravenna a mais bela de todas. É então que a Rainha ordena a morte de Branca de Neve que, por sorte, consegue escapar. Um caçador é chamado para rastreá-la pela floresta negra e traze-la de volta para que a própria Ravenna a mate. Eric, o caçador, hesita no começo mas depois acaba aceitando, por que a rainha promete trazer de volta sua esposa. 


            É ai que começa o filme mesmo, antes era a história que todo mundo conhece. A partir daí o conto de fadas recebe uma interpretação apenas um pouco similar da história que todos conhecemos. Pra começar os anões não tem um papel tão importante assim e não tem nomes divertidos como "Zangado" e "Risonho" mas sim nomes nórdicos (tipo aqueles dos Anões de 'Os Senhor dos Anéis'). Depois tem o fato de que eles não ficam em um ambiente só, ao longo da história eles vão peregrinando até a corte de um rei ai que era amigo do pai de Branca de Neve. O filho desse Rei é O principe, isto é, aquele que seria o par de Branca de Neve. 


Branca de Neve e o Caçador
             E tem o Caçador. De personagem secundário no conto original passa a ser um dos personagens principais, com mais cenas do que o próprio príncipe. Chris Hemsworth (Thor *-*) pode não ganhar nenhum prêmio de atuação mas, acreditem, ele se destaca nesse filme, talvez pelo seu personagem ser um dos mais "profundos": Nem tão herói (como o principe e a Branca de Neve) e nem tão vilão (como Ravenna), o caçador chama a atenção pelo seu jeito anti-herói, todo cheio de defeitos e com o passado negro mas, no final das contas, ainda um herói. Ou seja, ainda agindo corretamente apesar de tudo. 


Parece o Thor

             Outra personagem que se destaca é Ravenna, de quem tentaram tirar o caráter fixo dos contos de fato, com o passado triste e tudo mais. Não sei se o resultado foi muito satisfatório mas valeu a tentativa. 
            Voltando para a história, nessa jornada ao castelo do Rei, eles passam pelas florestas das fadas e uma vila cheia de mulheres, além de outras aventuras. Eu vou ser sincera com vocês, achei esse punhado de situações apenas um fraco artificio para dar um tom de aventura ao filme, não houve ligação entre um momento e outro no contexto da história. Mesmo em um filme de entretenimento, espera que cada etapa da aventura traga algo para o desenvolvimento do herói e dos outros personagens mas, infelizmente, não foi o caso em Branca de Neve e o Caçador


BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR            O Ãºnico momento realmente inspirador foi a cena em que, após ser envenenada pela Rainha-má, Branca de Neve é beijada para retornar a vida. Nesse momento pensei que o filme poderia ter uma saída e resolvi terminar de assistir antes de sair julgando. Veja bem, nesse ponto do filme eu já estava pensando nas palavras que usaria nessa review a fim de justificar para vocês por que o filme é uma bomba. Mas resolvi dar uma chance por pensar que, depois dessa virada, as coisas pudessem seguir um caminho mais interessante. 
             O que ganhei com isso? A oportunidade de gargalhar com um dos discursos mais bizarros que já vi em um filme. Sério que a Bella  Branca de Neve fica o filme inteiro praticamente sem falas para no final soltar aquilo? É o que eu chamo de humor involuntário, os roteiristas com certeza não esperavam mas foi uma cena engraçada, pelo menos para mim e para a meia dúzia que eu escutei rindo e fazendo piadas. 


               No final, a descoberta: Vem mais uma franquia por ai. Os produtores já confirmaram a trilogia, só resta saber se há tanta a coisa assim para ser dita sobre a história da "Branca de Neve".
               Minha nota é 7,5 - um filme razoável, com meio ponto pela cena já citada acima. Não esperem grande coisa do filme e talvez se surpreendam. 


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Branca de Neve e o Caçador

Resenha: A caminho da Sepultura – Jeaniene Frost (Série Night Huntress #001)

segunda-feira, junho 18, 2012 4 Comments A+ a-



‘I wanna tell you pretty baby, what I see I make my own.
I'm here to tell ya honey, that I'm bad to the bone’*


            Quando Cat Crawfield encontra o vampiro Bones, tudo o que ela pensa é em matá-lo. Afinal há vários anos ela esta nessa rotina, a própria Catherine é uma meia-vampira fruto de um estupro sofrido por sua mãe. Então ela mata os vampiros para se vingar e, sendo Bones um desses seres não deveria ser diferente.

"Com sede, amor? Que coincidência. Eu também!" – Bones (pág. 24)

            Mas Bones não é igual aos outros vampiros, afinal ele também mata seres de sua própria espécie – só que por dinheiro. Depois das primeiras rusgas, essa dupla improvável se junta para pegar os vampiros maus.
            Como já comentei aqui o livro é uma mistura de mistério, sobrenatural, romance e humor. É impossível não simpatizar com Cat, pois, mesmo sendo uma feroz e mortal caçadora de vampiros, para o mundo real ela é uma esquisitona socialmente inapta, além de um pouco atrapalhada. Além disso, assim como heroína que se preze, Cat não tem medo dos caras maus e não é subjugada pelo herói (pelo contrário, é Bones quem primeiro se apaixona por ela).
            No começo a leitura estava divertida, porém um tanto parada. Achei interessante a maneira como eles colocam os vampiros, como se eles fossem mais mortos que vivos e sempre estivessem coabitando com os humanos, porém ocultos. O clima de cidadezinha do interior me lembrou um pouco True Blood, mas foi mais uma sensação do que devido a algo no enredo.
             Se bem que, assim como na série de TV, em A caminho da Sepultura os vampiros também não são os únicos seres fantásticos habitando a Terra: Também há fantasmas, carniçais (ou ghouls) e o que mais a autora inventar até o final da série. Por que, como o titulo dessa postagem da a entender, esse é o primeiro livro de uma série chamado Night Huntress e que tem vários livros publicados lá fora.  A narrativa, claro, se desenrola através da perspectiva da “Caçadora Noturna”, Cat. O livro se passa em primeira pessoa, o que é divertido pois temos a chance de aproveitar o senso de humor irônico e sarcástico da protagonista.


            Não poderia no entanto escrever essa resenha sem falar do protagonista masculino, Bones. Confesso que, dada a maneira como ele e a mocinha foram apresentados um ao outro, com ele tentando matá-la e tudo mais, não botei muita fé nesse personagem. Achei que iria ser difícil defender e curtir um personagem que estapeia a mocinha no segundo encontro entre eles e fiquei receosa sobre o comportamento de Bones ao longo do livro.
            Porém ele me surpreendeu positivamente. Bones não é só o bonitão que conquista o coração da mocinha e tem boa pegada. O personagem vai além, se torna o melhor amigo de Cat, seu mentor e aquele que não tem medo de demonstrar seus sentimentos, nem que isso significa verter algumas lágrimas vampirescas.  Claro, ele realmente tem a pegada, mas também é o par perfeito para Cat, eles têm um senso de humor muito parecido e é lindo ver a forma como ele, um vampiro durão e cruel, trata bem a mocinha e a todos os que estão relacionados a ela.

            Tudo isso faria de A caminho da Sepultura apenas um bom livro, não fosse o final simplesmente eletrizante. É como se, na reta final da história, a autora tivesse decidido criar uma série, pois ela indicou um sentido perfeito para que isso ocorresse. A maneira como tudo termina nesse primeiro livro faz com que um segundo livro seja não só interessante, mas também essencial.  Confesso que surtei quando li o primeiro capitulo de A um passo da sepultura que consta no final. Mal vejo a hora de continuar lendo a série da Ceifadora Ruiva, como Bones costuma se referir a Cat.  

            Então, ‘bora conhecer mais uma série de vampiros adulta e divertida? Leia A caminho da Sepultura e depois me conta se não é um baita livro.
            Nota 8,5bom, com acréscimo de meio ponto pelo final eletrizante, com pitadas e drama e sangrento (como toda história de vampiros deve ser).


Obs: Eu sei, a capa é sofrível. Mas, assim como ocorreu com Amante Sombrio, superar minha aversão a capa me fez conhecer uma ótima história.


*Eu quero te dizer, garota linda o que eu vejo, eu tomo para mim/E eu estou aqui para te dizer, querida, que eu sou mau até os ossos”.
Trecho da música Bad to the Bone (algo como ‘mau até os ossos’) – achei adequado, pois o nome do mocinho é Bones, e a letra tem tudo a ver com ele.  Você pode ouvir a música aqui, tenho certeza de que a conhece, todo mundo conhece essa música. 


Você já conhecia essa série? O que achou? Comente! 



Filme: Para sempre (Resenha / Review)

sexta-feira, junho 15, 2012 3 Comments A+ a-

        
        Um casal apaixonado separados por uma tragédia: Ela perde a memória e se esquece dele e do que passaram juntos. Agora ele tem que reconquistá-la. 
        Pronto, isso é tudo o que há em comum entre o filme 'Para sempre' e o livro homônimo (resenhado aqui). É que a história do filme é apenas 'inspirada' na história real e não baseada como falam na sinopse. Acredite isso é uma baita diferença pois algo que é baseado segue a história original quase a risca enquanto o que foi inspirado usa a história como ponto de partida para algo que pode ser completamente distinto.
         Por isso é tudo diferente, até mesmo o nome dos personagens: No filme o casal principal se chama Page e Leo. E também há uma série de conflitos ocasionados pela perda de memória de Page - ela se esquece de que teve uma mudança de vida radical na época da faculdade, que não fala mais com os pais, que casou com outro... Page era uma estudante de direito que resolveu se tornar artista porém, com o acidente, ela não se lembra mais disso. 


         Leo, o marido (Channing Tatum *-*)  e também artista, tenta de tudo para que Page recupere a memória: Leva-a para a casa do casal, mostra lugares que frequentavam juntos, faz cocegas... É de partir o coração ver que ela se esquiva de cada tentativa de aproximação dele. Só que também é complicado perder a memória e acordar com um mundo diferente e um cara estranho dizendo-se seu marido. 
          Esse conflito entre o casal principal tem uma carga dramática muito forte e, mesmo que eu tivesse uma noção de como tudo terminaria, sofri muito assistindo 'Para sempre'. Mais do que no livro, aliás, por que no filme há detalhes sobre o relacionamento do casal e não há tentativas de se passar uma mensagem puritana. Não cheguei a chorar assistindo o filme mas confesso que meus olhos marejaram em alguns momentos; a cena em que Leo conta como foi que Page disse que o amava pela primeira vez é um dos pontos altos do filme e também foi uma dessas em que as lágrimas quase rolaram. 

        Sobre o final, acho que fiquei um pouco decepcionada. O filme caminhava bem, tinha bons e maus momentos mas que prendiam o expectador e, de repente... FIM. Senti falta de uma definição, esses finais que deixam para a imaginação sempre me incomodam, ainda mais nos romances. Seria demais colocarem uma ceninha pós-créditos?
          Mesmo assim, é um filme que indico para quem gosta de histórias de partir o coração e suspirar, ao mesmo tempo. Não entra na minha lista de filmes favoritos mas valeu a maioria das 1h44min de duração. 

Nota 7,5 - razoável com meio ponto pelo bumbum a mostra do Channing Tatum*.

* Brincadeira é pelo roteiro que partiu de uma história real e criou algo completamente diferente porém igualmente romântico. 

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Você já assistiu 'Para sempre'? Gostaria de assistir? Comente! 

Resenha: Marcada - P.C. Cast e Kristin Cast (House Of Night #001)

segunda-feira, junho 11, 2012 1 Comments A+ a-



            Zoey é uma adolescente comum: Tem um namorado, uma melhor amiga, uma irmã mais velha... Até que um homem com misteriosas tatuagens aparece em sua escola e a marca. Então Zoey perde tudo e encontra um mundo novo, o mundo dos vampiros.
            É mais ou menos esse o resumo de Marcada, o primeiro livro da série House Of Night. O livro já foi lançado há certo tempo, porém nunca tive muita vontade de lê-lo antes: Cheguei a ler o primeiro capitulo de Marcada na época em que estava meio viciadinha em Crepúsculo, mas desisti de comprar.
            Até que recebi uma indicação no Tumblr, acho que no ano passado. Depois disse foi como se alguém tivesse ligado uma lâmpada na minha cabeça: Eu iria ler Marcada e ponto. Alguns meses se passaram mas é como diz o personagem de Leonardo de Caprio no filme A Origem : “O parasita mais resistente de todos é uma ideia.” Por isso permaneceu em mim a vontade de ler esse livro, tanto que acabei comprando o volume 1 e 2 da série no meu aniversário.
            Depois que comecei, simplesmente não consegui desgrudar de Marcada. No começo estava levado tranquilamente, mas logo no Capitulo 1 o livro me ‘pegou’: Zoey, apesar de ser uma aprendiz de vampira já tem sede de sangue. A cena em que ela “seduz” seu namorado do colégio e se sente fascinada com o sangue dele, mesmo sem saber o que está fazendo é o tipo que espero sempre que vou ler um livro com vampiros. Mesmo sendo um YA Book ‘Marcada’ consegue manter um clima de sensualidade e perigo que é o que sempre me fascinou em livros com esses seres.
            Antes pensava que  House Of Night  era uma mistura mal feita de Crepúsculo e Harry Potter. Afinal a heroína recebe uma marca e vai para uma escola aprender a se tornar uma vampira. Convenhamos que não é lá muito original. Mas então li o livro e percebi que, mesmo com alguns clichês, essa série é original a sua própria maneira.

            Não estou falando sobre o fato dos vampiros sempre existirem ou de eles passarem por uma transição que pode matá-los, nem mesmo das tatuagens maneiras que os vampiros têm (embora isso também seja bem legal, admito). O que achei incrivelmente criativo, uma verdadeira ‘sacada’ da autora, foi fazer esse paralelo entre os vampiros e o culto da ‘Deusa’ Nyx, a deusa grega da noite. Segundo a série, Nyx teria sido a criadora dos vampiros e, por isso, cultuada por eles, seus filhos. Mas, pelo o que deu para entender da visão de Zoey, Nyx é apenas uma personificação da ‘Deusa’, sendo que há muitas outras.
            Foi criativo por que a autora ainda fazer um comparativo entre os vampiros e a cultura Cherokee, os rituais e até mesmo os preconceitos que esse povo sofreu. Um dos primeiros “Vilões” que aparecem no livro é o padrasto de Zoey, um líder do chamado ‘Povo de Fé’, que não aceita nada que seja diferente ou outras religiões que não sejam as deles mesmos. Se você não percebeu referências ao cristianismo, por favor, me desculpe. Mas para mim foi impossível não fazer paralelos entre o ‘Povo de Fé’ com os ‘Puritanos’, que colonizaram os E.U.A. (e acabaram com a maioria das crenças indígenas).  O Povo de Fé quer excluir os vampiros, ignorar sua existência e condená-los, apenas por que eles são diferentes.
            No meio de tudo isso ainda tem espaço para romance, como no relacionamento entre Erik e Zoey. A propósito, não li outros livros da série (então não me dêem spoiler!) mas já deixo registrado que não confio em no par da mocinha, embora talvez isso seja porque não sabemos muito sobre ele. Também não confio na sempre doce Neferet, e tenho certeza de que vou acabar me provando certa sobre ela nos próximos livros.
            Sobre os outros personagens, não há muito a dizer. A principal vilã nesse livro é Aphrodite mas algo me diz que ela é peixe pequeno perto do que vem por ai.
            Li esse livro há vááários meses e só não postei comentários antes por que simplesmente esqueci de fazer a resenha. Mas  não deixa de ser um ponto positivo para história o fato de que, mesmo tendo passado tanto tempo, eu ainda considere-o uma ótima leitura.

            Indico para você que curte YA Books, tem mente aberta e não se importa com vampiros que desejem (e bebam) sangue.  Nota 8,5 – um livro muito bom, mas tirei meio ponto pois é o inicio da série. Apesar de ter começado muito bem, vamos ver o que a autora faz com as pontas soltas que deixou nesse livro nos próximos volumes da série.


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Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

sexta-feira, junho 08, 2012 2 Comments A+ a-


 
            

            Um livro que li só pela capa, uma história que parece coisa de cinema mas aconteceu de fato (e só muito depois virou filme). Para sempre conta a história dos jovens recém casados, Kim e Krickitt Carpenter que sofrem um grave acidente de carro no ano de 1992. Felizmente ambos sobreviveram. Infelizmente Krickitt sofreu uma grave lesão cerebral e não se lembrava de Kim.
            No começo fiquei emocionada. A história, narrada sob o ponto de vista de Kim (é o homem) me sensibilizou: Um casal que se conhece primeiro por telefone, se encontra e se apaixonada mas que, pouco tempo depois, é sacaneado pelo destino e passa por um revés: Como não se emocionar?
            Mas, desde o inicio algumas coisas já iam me incomodando. Por exemplo a obsessão de Kim em frisar que nada aconteceu entre ele e Krickitt antes de se casarem, que são muito religiosos, que jamais fariam isso... Sem brincadeira, na cena em que dá a entender isso ele fica uma página “se explicando” sobre o assunto (o que me fez desconfiar exatamente do contrário).

            Depois veio o pior e não estou falando do acidente. A recuperação de Krickitt é narrada com uma série de detalhes, porém a recuperação de Kim e Krickitt como um casal... Isso fica muito pouco narrado no livro. Quer dizer, Kim tem de conquistar Krickitt novamente certo? Mas em nenhum momento percebemos que ele conseguiu isso! É mais como se eles tivessem se conformado de que tinham de ficar juntos e simplesmente assim permaneceram. Não houve um clímax ou um momento em que percebemos o amor de um pelo outro renascendo.

            Eu entendo que seja uma história baseada em fatos reais, narrada pelo próprio protagonista e que, portanto, não se podem exigir muitas características de ficção. Mas é exigir demais alguma coerência na narrativa? Alguma informação sobre eles, como vivem, como se adaptaram a essa “nova Krickitt” que surgiu depois do acidente?
            O argumento de que eles estão preservando sua privacidade não cola e sabem por que? Por que eles escreveram um livro sobre o caso! Antes disso publicaram um artigo na Reader Digest e foram a zilhões de programas para falar justamente sobre o bendito do acidente e como eles superaram o fato. Mas o engraçado é que, apesar de terem idos a tantos lugares até agora eu não sei como continuam juntos. Sinceramente.
            Não que o livro seja ruim de todo. De uma maneira genérica ele é até interessante. O problema talvez seja justamente esse: Uma história genérica demais e chata demais em sua obsessão por ‘preservar’ seja lá o que tenha se passado de verdade com esse casal.

            Recomendo se você quiser dar um livro de presente para algum conhecido e não sabe o que. Ou se estiver prestes a fazer uma longa viagem e precisa de algo para ler. Por que esse livro é assim mesmo, genérico, sem estilo de narrativa, sem profundidade... É só ler e conhecer a história deles. Nota 6,5 – não gostei, mas dei meio ponto por que, mesmo com as enrolações e falta de coerência, a história é mesmo impressionante.
           

P.s.: Espero que o filme seja melhor que o livro. 


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Filme: Poder sem limites (Resenha / Review)

segunda-feira, junho 04, 2012 2 Comments A+ a-





        Poder sem limites tinha tudo para ser só mais um filme de super-heróis: Três jovens bem diferentes entre si que, por coincidência, acabam entrando em contato com uma substância mágica/fantástica/extra-ordinária. É quando esses jovens adquirem super-poderes. 
        Até ai tudo muito clichê mas, como muitas vezes acontece no cinema e na literatura, não é bem o que é contado que faz a diferença mas sim como a mensagem é transmitida. No caso de Poder sem limites o meio da história ser contada é o que há de mais interessante no filme: É o primeiro filme de heróis (que eu assisto) que conta tudo com a câmera em primeira pessoa (no estilo de Atividade Paranormal, Bruxa de Blair, REC...).


          Sob o ponto de vista de Andrew, um jovem que tem problemas em casa, nós acompanhamos o desenvolver da narrativa mas, mesmo assim, não foi um personagem com o qual eu me simpatizei muito. Se fosse para defini-lo em uma palavra eu diria 'problemático' e não de uma maneira legal. No momento em que vi esse personagem em cena tive uma sensação de que era uma bomba prestes a explodir, tamanha a situação estressante que tinha em casa (seu pai é alcoólatra e sua mãe é uma doente terminal)
          Ainda falando sobre o personagem, talvez seja esse um dos pontos fracos do filme. Não há muita profundidade na maioria e nem situações onde essa evolução de personagem é cabível. De todos os 3, Matt (primo de Andrew) é o único que sofre uma pseudo-mudança porém até mesmo isso já era esperado. Steve é um clichê maior ainda, não quero nem comentar aqui.           A única exceção talvez seja Andrew e seus problemas pessoais, sociais e psicológicos. Mas, até mesmo essa 'evolução' ocorrida durante o filme parece óbvia demais, só se destacando das outras pela forma como mostraram essa mudança. 


           Ao contrário do que possa parecer, eu gostei do filme. Claro, tem todos esses pontos negativos mas foi interessante acompanhar como tudo iria acontecer. Apesar de um pouco parado o começo, merece menção honrosa a "cena de luta" do final, que foi filmada sobre vários pontos de vista diferentes: Desde a câmera de segurança, até as pessoas que estava na rua filmando, tudo isso serviu como ponto de vista em Poder Sem Limites.
            Talvez se houvesse um roteiro um pouco mais diferente e criativo o filme teria ganhado pontos mas, para quem assistiu  e Os vingadores e se surpreendeu é quase certo que verá em Poder Sem Limites uma nova surpresa. 


            Não que eu possa comparar os dois filmes, a não ser pelo tema da história (super-heróis) não há nada em comum entre Poder sem limites e Avengers, tanto pela produção quanto pelo roteiro. A maneira como os poderes são abordados nesse filme também está mais para 'Homem aranha' do que para Vingadores: Só citei para vocês terem uma ideia de quanto são diferentes um filme do outro. 
             Indico para quem ainda não se cansou de narrativas em primeira pessoa e para os que gostam de franquias: Parece que já encomendaram uma sequência para esse filme (ainda que eu não consiga ver um só motivos para isso acontecer). Nota 8 - um bom filme.




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