Resenha: Tramas da Sorte - Nora Roberts

segunda-feira, maio 28, 2012 0 Comments A+ a-

Colt Nightshade tem apenas duas regras em sua vida: viver sozinho e jamais fugir do perigo. Mas, quando ele aceita investigar o desaparecimento da filha de um amigo, provavelmente sequestrada por uma organização criminosa, ele abre uma exceção e decide pedir auxílio...à polícia.A tenente Althea Gravson também tem uma regra: trabalhar com foco na investigação. Entretanto, a proximidade de Colt a está afastando de seu objetivo. Afinal, ele é tão espontâneo, tão imprevisível, tão... sexy! E quando estão juntos, ela sente uma estranha febre se apoderando de seu corpo.Mesmo com toda pressão da investigação, Colt e Althea sabem que o fascínio que sentem um pelo outro é muito mais forte do que a mera atração pelo perigo. Mas será que conseguirão viver essa intensa paixão em meio a ameaças invisíveis?


       Althea é uma policial durona, conhecida por ser calma, contida. Até que Colt Nightshade aparece em sua vida, disposto a tudo para encontrar uma criança desaparecida.  Para solucionar o caso ambos passam a trabalhar juntos e, apesar de serem praticamente apostos, fazem uma boa dupla de investigação. 
      Esse é um livro escrito pela Nora em 1993, de uma série que eu gosto bastante, a série Noturna. Mesmo tratando-se do terceiro livro dessa série, podem ler sem prejuízo pois cada história tem uma trama individual e trata de personagens diferentes. O que todos os personagens tem em comum, além de parentesco e amizade, são o fato de que trabalham (ou tem alguma uma ligação) com a noite. Por isso o nome da série, rs.
       Enfim, voltando ao livro, Thea é quase uma Eve Dallas mas bem mais contida e vaidosa que a minha detetive favorita dessa autora. Já Colt é um aventureiro, com um passado sombrio e que não parece levar as coisas muito a sério... até conhecer Thea. 
      Na história há um mistério a respeito do desaparecimento da garota e toda uma investigação é feita para encontrá-la. Quanto ao desfecho dessa parte da história, achei engenhoso mas faltou um pouco de sentido para mim na maneira como os protagonistas sacaram a identidade do misterioso vilão. A autora poderia ter deixado esse mistério mais concreto, dar algumas pistas ao longo da história... Mas ficou tudo muito ingênuo
       O casal também começou muito bem mas depois perderam o ritmo. Por ser uma história pequena, 286 páginas no formato 'banca', não deu para haver um desenvolvimento mais verossímil na personalidade dos personagens e isso contribui para enfraquecer a história. 
    
        Mesmo assim é um livro gostoso de ler, escrito daquela maneira leve e "Nora Roberts" de ser. Por isso recomendo a todos que gostam de um bom romance com um toque leve de policial. Recomendo também para quem gosta de livros no estilo "opostos que se atraem". 


         Apesar de não ser o melhor livro da autora ainda é um bom livro. Dou nota 7,5 - tirei meio ponto pelas ressalvas que fiz quanto ao final. 


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Filme: American Pie - O reecontro (Resenha / Review)

sexta-feira, maio 25, 2012 1 Comments A+ a-


               O hábito de remakes e reboots do cinema Hollywoodiano já é conhecido. Agora, porém, a ‘onda’ é ressuscitar franquias encerradas, utilizando-se de mesmos personagens principais e tentando inseri-los em um recomeço. Lembrem-se de Velozes e Furiosos, Pânico e, atualmente, American Pie.  Em American Pie 4 todos os personagens voltam para a cidade onde ocorreram os primeiros filmes para uma reunião da turma do colégio. Doze anos se passaram desde o fim do ensino médio e muita coisa mudou: Jim e Michelle ainda estão casados mas tem um filho de dois anos; Oz virou apresentador de TV, Finch desapareceu e Kevin se casou e se tornou o “dono de casa perfeito”. Claro, depois de se reunirem na antiga cidade eles dão de cara com Stifler, que parece não ter amadurecido.

                A história se passa em um final de semana e, já dá para perceber que altas confusões acontecem.  Se você que já assistiu qualquer American Pie já terá uma noção do que vai acontecer: Muito besteirol e humor fácil, ligeiramente escatológico e sem profundidade. Comparado com as ultimas versões da franquia, essas já sem o elenco principal, “American Reunion” é bem mais light, mas não se enganem, pois o fanservice ainda rola solto.

                Dessa vez não tenho nenhuma desculpa para ter ido parar na sala de cinema, a não ser meu péssimo gosto: Tenho que admitir que gosto dos filmes da franquia (ou costumava gostar, quando mais jovem). Não faz muito sentido, normalmente sou muuuito chata para comédias (e filmes em geral) mas fui ao cinema pelas risadas que me deram os 3 primeiros filmes “American Pie”. O resultado foi previsível, trata-se sempre do mesmo filme recontado de maneira diferente, mas foi divertido da mesma maneira.


                
              Como pontos negativos, achei que eles ignoraram um pouco os fatos que ocorreram no 3; Quem assistiu sabe que, no terceiro filme de American Pie, Stifler “toma juízo”, se apaixona e faz a coisa certa. Mas os produtores devem ter imaginado que isso não teria tanta graça pois retiraram toda a evolução do personagem – é como se nem um mês houvesse passado desde o primeiro filme.

                Também não teve nenhuma cena hilariante como as que assisti nos filmes anteriores. Não sei se foi eu que cresci ou se o filme é que não é tão bom quanto os de antigamente, só sei que não dei uma suuuper gargalhada enquanto assistia America Reunion.

                Mas ri o suficiente para fazer valer o ingresso. Recomendo se curte o gênero besteirol – nota 7,5 – um bom filme, mas o terceiro ainda me fez rir mais (por isso tirei meio ponto). 

Dica: Tem cena pós créditos. 
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Você gosta desse tipo de comédia? Assistiria no cinema? Aguardo seu comentário! 

Irmandade da Adaga Negra: Guia Oficial da Série - J.R. Ward #Resenha

quarta-feira, maio 23, 2012 4 Comments A+ a-



            Quando li sobre o lançamento desse Guia logo decidi que iria comprá-lo. Não tive nenhuma expectativa mirabolante como as que eu tenho quando compro os livros da Irmandade, mas queria o “Compêndio” (é assim que alguns se referem a ele) na minha estante por que sou fã da serie.

            É claro entre o querer na minha estante e ler o Guia de fato há muita diferença e muito tempo se passou sem que eu sentisse a mínima vontade de ler esse livro. Até que eu li algumas resenhas positivas, tomei coragem e o peguei.
            O Guia fala um pouco mais sobre os irmãos e sobre a própria autora, seu processo criativo e a maneira como encara essa serie.  Também há uma pequena história sobre Zsadist e Bella, quando ambos têm que se adaptar à nova rotina com Nalla, além de cenas engraçadas que ocorrem no QG da Irmandade, provavelmente entre um livro e outro.
            Primeiro, sobre “Meu pai”, o conto de Z. e Bella: achei um que merecia ser compartilhado com os leitores, principalmente para mostrar que Z., apesar de ter melhorado muito depois de se apaixonar por Bella, ainda tem muitas barreiras emocionais e, talvez, nunca seja tão tranqüilo ou despreocupado. Faz todo o sentido os conflitos pelo o qual o herói passou nesse conto e, confesso, fiquei com lágrimas nos olhos em alguns momentos e muito feliz por ter dado certo no final.
            Sobre os guerreiros, é palpável nesse livro que Ward tem seus favoritos. Zsadist está no topo da lista de personagens favoritos da autora, algo que ela já tinha dito antes em entrevistas. Butch e Wrath também têm a simpatia dela, assim como Phury (eca!). O irônico é que meus dois personagens favoritos não sejam tão queridos pela autora: Ela admitiu que, no inicio não gostava de Rhage, mas depois passou a gostar dele, e Vishous... O tempo inteiro no livro dá para perceber a profunda antipatia que Ward sente por ele, chegando a dizer que ter que escrever seu livro foi um dos seus maiores desafios como escritora.
            Mas o que mais me preocupou, ao ler o Guia, foi o processo de escrita da autora. Ward não tem qualquer controle sobre a trama de seus livros. Como ela mesma afirma, as cenas vão se passando em sua mente, cabendo a ela apenas escrever e tentar encontrar algum sentido nelas.
            Claro, há também um obsessivo processo de revisão para que o livro tenha um andamento razoável, a história tenha alguma verossimilhança e os diálogos entre os personagens sejam o mais próximo possível da realidade. Mas, saber que o processo criativo dela ocorre de maneira meio anárquica, com as imagens simplesmente passando, me dá a sensação de que, mais cedo ou mais tarde, ela vai acabar metendo os pés pelas mãos e estragando a série.
            Sentimos um “gostinho” disso em “Amante Liberto(SE NÃO LEU O LIVRO PULE ESSA PARTE DA RESENHA): Ela vir me dizer que, para ela, foi perfeitamente natural que Jane se transformasse em fantasma, que foi um alivio para ela quando viu que Jane se transformou em fantasma por que ela já estava pensando que não teria um final feliz dessa vez... (FIM DO SPOILER DE ‘AMANTE LIBERTO’) É assustador ver uma autora conduzindo sua série preferida dessa maneira.  

            Continuando, o livro tem passagens muito divertidas e outras intrigantes que a autora postou nos fóruns online. Me deixou curiosa para saber mais sobre os personagens e continuar lendo a série, o que imagino que seja a intenção do Guia. Também foi legal ver a autora se referir aos seus personagens como se existissem de fato; dá a impressão de que é só ir para Caldwell e dar de cara com os irmãos. Se bem que é uma cidade fictícia, então...

            Indico se gosta da série, se é fã e se quer saber mais sobre os personagens tão fascinantes. É uma leitura obrigatória para você que lê os livros? Não. Mas é divertido, ajuda a entender algumas coisas que aconteceram nos livros e, como eu disse acima, aumenta a vontade de continuar acompanhando a trajetória dos Irmãos. Nota 8um bom livro.  




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Gosta da I.A.N.? Leria esse livro? Comente!

Filme: Os Vingadores (The Avengers)

sexta-feira, maio 18, 2012 4 Comments A+ a-


            Os melhores heróis da Marvel que existem são reunidos por Nick Fury para salvar o planeta Terra. O vilão da vez é Loki, irmão de Thor que, ao contrário do que todos acreditavam, não está morto. Loki é enviado a Terra pelos Chitauri (uma raça de extraterrestres) para ‘abrir o caminho’.

Não assisti a nenhum desses filmes que fizeram prévia a Vingadores mas consegui pegar a maioria das referências aos outros filmes e, mesmo quando sentia que tinha algo ali que já foi citado antes (o que aconteceu sempre que citavam algo que ocorreu em “Homem de Ferro”) isso não atrapalhou o meu entendimento do filme. Por isso, se você tem o receio de não entender algo por não ter visto “Thor”, “Capitão América” ou “Homem de Ferro” assista ‘Vingadores’ sem preocupações: Trata-se de uma história independente.
Os Vingadores do título são, para quem não sabe, Homem de Ferro, Hulck, Capitão América e Viúva Negra (depois o ‘Gavião Arqueiro’ meio que se junta ao time também). Mas os heróis são tão diferentes entre si que, no começo as lutas são um contra o outro e não contra o inimigo em comum (Loki): É Thor brigando com ‘Homem de Ferro’, Homem de Ferro brigando com Capitão América, Huck perseguindo a Viúva Negra... Enfim, a pancadaria come solta entre eles antes que possam ser chamados de “time”. Mas algo acontece e isso faz com que eles se unam em um propósito, como um time deve ser.

Não gosto de filmes de ação e, como já disse não assisti nenhum dos filmes citados. Mas, começaram a falar tão bem desse filme que eu fiquei curiosa sobre ele, ou seja, fui enfrentar a fila do cinema para vê-lo (mesmo na segunda semana ainda está sendo muito visto esse filme).
No inicio Vingadores parecia só mais um filme de super-heróis: O vilão aparece, segue-se uma cena de perseguição e uma série de explosões e manobras para evitar que ele roube um “cubo mágico”, porém sem sucesso. Acho que esse “cubo” já foi citado em outros filmes, pois os heróis já estavam familiarizados de sua existência e entendem bem rápido a importância de recuperá-lo (eu demorei um pouco mais que eles).
Até ai tudo normal: Heróis tem que recuperar um artefato para salvar o mundo. Quando então Os Vingadores (ou The Avengers) começou a se tornar esse filme tão incrível? Será nas batalhas entre os próprios heróis? Será pelas personalidades distintas que cada um desses protagonistas têm, de maneira que cada pessoa tenha seu ‘favorito’? Será pelo humor, presente em boa parte do filme, no diálogo e em algumas cenas?

Acho que uma mistura de todos esses fatores. O principal e não citado, é que Avengers é um filme de pura diversão (ou diversão pura), aquele tipo de filme que todos vão gostar ou, caso contrário, terão uma cena ou outra favorita. É o auge de um projeto inovador no cinema, fazer uma história que seja o ápice e misture perfeitamente os elementos dos filmes anteriores. Em outras palavras, a Marvel tentou trazer para os cinemas o seu ‘Universo’; em proporções menores, claro, mas era algo que nunca havia sido feito até então.
E deu muito certo. A ‘conclusão’ dessa empreitada é um filme que nem parece possuir  2h22, um roteiro bem escrito, que não exagera nas cenas de ação e sabe entreter seu publico e personagens bonitões carismáticos que tem química entre si.

Não cheguei a ler nenhum comentário negativo sobre o filme, mas cheguei a conclusão de que, o único motivo para alguém não ter gostado (ou não gostar) de Os vingadores Ã© se essa pessoa não gostar de ‘cinema-entretenimento’.
Eu mesma tinha vários motivos para não gostar do filme: Não vi nenhum dos outros, detestohistórias com ETs, tenho birra do Capitão América e não me animo com explosões generalizadas. Ainda assim gostei bastante de Vingadores, não me arrependo nem um pouco de ter ido conferir no cinema (dica: O 3D é ótimo) e acho que é o melhor filme de ação lançado esse ano, até agora.

Por isso indico a todos que gostam de se divertir e de uma boa história de heróis e vilões. O final, que mostra as reações das pessoas ao descobrirem que super-heróis existem me fez pensar: Que bom seria se eles existissem mesmo!

Nota 9,5 – Muito bom, só não tirou o 10 por que não faz parte da minha lista de favoritos. 


E você: Já foi assistir esse filme no cinema? Pretende ir? Comente!

Resenha: Doce Descoberta - Helen Bianchin

segunda-feira, maio 14, 2012 3 Comments A+ a-


Gianna e Franco Giancarlo aceitaram um conveniente casamento com os olhos bem abertos. Eles agiam como um casal feliz para criar uma aliança entre suas poderosas e milionárias famílias e dispersar as fofocas da imprensa. Mas, um ano depois, as coisas mudaram: o casamento pode não ser real, mas a paixão de Franco pela mulher, sim...
          (Sinopse retirada do Skoob)


        Não sei porque mas gosto de muito de romances com o tema "casamento de conveniência".    Acho que é o fato dos mocinhos se casarem antes de se apaixonarem, sei lá. O problema é que, junto ao tema dos casamentos de conveniência, normalmente vem um outro tema que detesto: Mocinhas submissas/inseguras que sempre foram apaixonadas pelo mocinho e sofrem por não serem correspondidas e se casam por amor, mesmo que alegando outros motivos. 


         No inicio esse seria um livro tipico do tema. Gianna é apaixona por Franco há muito tempo e, por esse motivo, não se mostrou relutante em se casar com ele há cerca de 1 ano. Ele, por sua vez, aparentemente não sente nada além de desejo pela esposa, apenas fingindo amor pelo bem das aparências.
         Uma coisa que a sinopse não explica: Os mocinhos pertencem a duas famílias que são sócias nos negócios por gerações. Quando surge a necessidade de um herdeiro, um casamento entre eles é cogitado pelos avós - afinal quem seria melhor para suceder os negócios no futuro do que um fruto da união dessas duas famílias? 
          Porém um ano se passa e nada de Gianna engravidar. Mesmo assim está tudo muito bem entre eles: São o casal do ano, os queridinhos da sociedade de Melbourne, os negócios prosperam. Tudo perfeito... Não fosse o surgimento de uma antiga amante de Franco. 


           A partir daí surge o conflito entre eles. Gianna sabe que Franco a respeita, que a deseja, que é feliz com ela... Porém, por ele nunca ter tocado na palavra amor, pensa que ele não a ama e que é só questão de tempo para ser trocada pela rival. Nem preciso dizer que a mocinha surta, né? 
           O lado bom é que, apesar de ser apaixonada por Franco desde o inicio, Gianna consegue disfarçar o sentimento, chegando a parecer até mesmo fria com ele em algumas horas. Se estivesse lendo o livro sob o ponto de vista dele, por exemplo, acho que jamais imaginaria esse amor que ela sente. Além disso a mocinha não baixa a cabeça pela vilã da história, discute com ela de igual para igual (e só depois cai em dúvidas). 


          Franco é um mocinho mais tranquilo do que os mocinhos italianos tradicionais, não tem demonstrações absurdas e tenta durante toda a história provar para a mulher que as insinuações da vilã são mentiras. Ele também não é tão arrogante, enfim, nem parece ser italiano rs. 
           Já Gianna é meio instável, porém gostei dela. Como disse acima, ela pode se corroer de ciumes mas não deixa a vilã saber disso, mantem o jogo de cintura "em público". O problema é que a atitude dela para com o mocinho e completamente descontrolada e absurda. Sinceramente até agora não entendi de onde ela tirou que o marido a estava traindo. 


            Mas gostei da maneira como Helen Bianchin conduziu a história, fazendo com que a 'tensão' entre o casal principal durasse até as ultimas páginas do livro sem que se tornasse maçante. É uma história simples mas, no geral, a autora conseguiu ser coerente (dentro do que se espera em livros desse universo) e ainda inovou na abordagem, mostrando o cotidiano do casal e não apelando para flashbacks para contar como os mocinhos se conheceram, como ocorre na maioria dos romances do tipo. 


            Por isso dou nota 8 - um bom livro que indico para os que gostam de romances de banca com o tema "Casamento por conveniência"


Mais um romance de banca para vocês. O que acharam do livro? Comente! 

Resenha: O sonho de Eva - Chico Anes.

sexta-feira, maio 11, 2012 1 Comments A+ a-


             Estou sonhando?

Essa é a pergunta que a Dra. Eva Abelar faz a s mesma de tempos em tempos. Principalmente depois que sua irmã, Anna, se mata e seu filho, Joachim é seqüestrado.
Não que Eva seja maluca, mas é que sua realidade está com ares de pesadelo. Além disso, como experimentadora de sonhos lúcidos, sabe que fazer essa pergunta a si mesma de tempos provoca um questionamento que pode ser levado até os próprios sonhos.

Para quem não sabe, é chamado de sonho lúcido aquele tipo de sonho onde sabemos que estamos sonhando e temos controle sobre as coisas e sobre o universo que sonhamos. Eva Abelar estuda os sonhos lúcidos e apresenta a tese de que podemos desenvolver nesse mundo uma “Superconsciência”, onde qualquer pessoa poderia se tornar um gênio.
Sua tese é chamada de misticismo por alguns estudiosos, porém uma empresa a leva muito a sério. A Yume, empresa para o qual sua irmã trabalhava, convida Eva para tomar o lugar da irmã, como cientista que ira aperfeiçoar o novo Dream Game criado por eles. Um Dream Game, ou oniro-game é um jogo de hiper-realidade que os jogadores poderão jogar enquanto dormem. Parece a revolução do mundo dos games. Mas, para Eva, parece também uma arma, que pode ser utilizada para controlar a vontade das pessoas.
Mesmo assim, Eva aceita o convite e vai para a China, desenvolver o tal jogo. Ela acredita que as indústrias Yume tem algo a ver com o desaparecimento de seu filho e não vai sossegar até descobrir onde Joachim está. Nem que para isso tenha que adentrar o covil da Yume.

Esse é um livro que me chamou a atenção assim que li a sinopse, por isso não demorou muito para que eu começasse a lê-lo. Confesso que no começo fiquei meio perdida com esse papo de sonhos lúcidos e super-consciência, mas logo me acostumei com esse questionamento todo e com o estilo de narrativa de Anes.
O sonho de Eva tem um clima de suspense que intriga e te envolve na trama. Claro, sou uma chata e adivinhei que algumas pessoas não eram o que parecia antes da revelação final, mas gostei como a história foi conduzida. A maneira como o passado de Eva foi revelado aos poucos para os leitores e a habilidade do autor de deixar alguns elementos em segredo até o desfecho da trama são alguns dos pontos altos do livro. Assim como as referências à psicologia e alguns aspectos místicos da história, que são temas que me despertam o interesse.


Claro, a história também tem alguns pontos fracos. Eva não é uma heroína com que me simpatizei de imediato e, o fato de quase todos os personagens do livro serem um pouco apaixonados por ela me irritou um pouco. Entendo que, como protagonista da história, ela tem que ser o centro de toda ação mas achei meio inexplicável a paixão que ela desperta em alguns personagens secundários. Lee por exemplo, por que se apaixonou por ela? Súbita paixonite apenas?
O final, apesar de ter várias reviravoltas e elementos que deram ação e adrenalina para a trama, deixou algumas pontas soltas, principalmente no desfecho dos personagens secundários. Tudo bem, eles não são os principais das trama mas, como leitora, eu queria saber o que ocorreu com eles. Nesse final também fiquei com uma dúvida sobre Joachim mas acho que é algo para ser pego nas entrelinhas mesmo, então deixa para lá.

A mascara para dormir faz parte do kit da Novo Conceito. A outra mascara não.Recomendo o livro para quem gosta de tramas que envolvem misticismo, conspirações e ordens secretas com planos de dominação mundial. Tudo bem, é um pouco chato e sem propósito aquele discurso de Eva no final mas não deixa de despertar um questionamento sobre os rumos de nossa vida moderna e a maneira como lidamos com nossa vida “real” e “virtual”. Não concordo com a opinião do autor, de que levamos parte de nosso comportamento dos jogos e do mundo virtual para a nossa vida real, mas gostei da maneira como o assunto foi tratado.

O sonho de Eva é uma ficção bem construída e escrita e merece nota 9 – o livro é muito bom e um dos melhores que li no ano até agora, mesmo não estando entre os meus gêneros favoritos.

Obs.: Não entendi porque o livro foi publicado no selo “Novo Conceito Jovem”. Não há qualquer elemento Young Adult nesse livro, nem na idade da protagonista e nem na trama da história. Procurei informações sobre o selo no ste da Editora mas não encontrei nada.
Obs.²: Sim, o autor é brasileiro.
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E você? Leria o livro? Comente! 
        

Resenha: Sedução Inocente - Miranda Lee #MaratonaDeBanca

segunda-feira, maio 07, 2012 4 Comments A+ a-


 

Justin McCarthy, o homem mais cobiçado da cidade de Sídnei, é também o mais inacessível. Ele é desejado por todas as mulheres disponíveis, dispostas a gastar seus milhões durante o dia e a se aninhar em sua cama a noite… Bem, todas as mulheres exceto Rachel Witherspoon! Para ela, o único objeto de cobiça que envolve Justin é o emprego como assistente pessoal do magnata. Para ele Rachel é o modelo de secretária que sempre sonhou ter: eficiente, dedicada, inteligente… e absolutamente desprovida de sex-appeal… Até que, inesperadamente, ela revela a mulher atraente e sensual que se esconde por detrás da aparência comportada. E provoca nele uma perigosa revolução em seu mundo controlado! 

Esse é o terceiro livro que leio para a Maratona de banca. Por incrível que pareça, encontrar um livro com o tema Secretárias (tema do mês de maio) não foi tão fácil quanto parece.  Não tinha nenhum livro com o assunto aqui em casa, tive que procurar no sebo... Acabei escolhendo um livro que eu já havia lido há um tempão, de uma das minhas autoras favoritas: Miranda Lee.
Sedução Inocente conta a história de Rachel, uma mulher de trinta e poucos anos que, após a morte da mãe adotiva, resolve procurar um emprego. Rachel havia passado os últimos quatro anos cuidando de sua mãe doente e por isso havia se descuidado um pouco de sua aparência, além de não estar um pouco desatualizada. Mas uma amiga a indica para Justin McCarthy, e ela vai a uma entrevista para ser sua nova secretária assistente pessoal .

Quando Justin vê Rachel, com suas roupas sóbrias e aparentando ser pelo menos 10 anos mais velha, decidiu que ela é perfeita para o cargo.
Afinal, o que ele menos deseja é uma secretária que tente lhe seduzir durante o trabalho. Rachel, com seu visual austero, com certeza jamais tentaria fazer isso. Mal ele imaginava que, um mês e meio depois, em uma viagem de trabalho, exatamente isso iria acontecer.
Sedução Inocente é um bom livro, porém não parece um livro escrito por Miranda Lee. Sei que é normal para as editoras de romances de banca cortarem algumas partes e alterar uma frase ou outra, mas, para a história caber em 122 páginas, devem ter tirado muita coisa. Tanto que você simplesmente não consegue ter nenhuma conexão com os personagens, é tudo muito mecânico você só vai lendo, mas sem torcer muito pelo casal.

O lado bom é que eu peguei um livro que se encaixa perfeitamente ao desafio, é um tipico romance entre secretária-patrão. No começo Justin quer manter o caso entre eles apenas no escritório, mas, conforme vão se conhecendo melhor (o que eu não acompanhei, pois cortaram essa parte também) o relacionamento sai do ambiente de trabalho.            

Mas Rachel acha que Justin ainda ama a ex-mulher e que não quer nada sério. Por isso se sente bem insegura com relação a eles, praticamente fazendo tudo o que ele pede. É uma constante isso acontecer em livros da autora, a mocinha submissa etc. etc. Pessoalmente não gosto quando isso acontece da maneira como colocada nesse livro, a mocinha sendo uma pamonha que não discute por nada, só sai correndo e chora. Mas o livro é rápido então nem tempo de me irritar com isso eu tive.

Recomendo se estiver afim de uma história rápida e com final feliz. Mas, no geral, não é um livro que eu emprestaria para um amigo, por exemplo. É uma leitura razoável... E só.

Nota 6,5 – um livro razoável, mas tirei meio ponto pelos zilhões de cortes. 


Gosta de "romances de escritório"? Comente! 

Filme: Intruders (2011) - resenha/ review

sexta-feira, maio 04, 2012 0 Comments A+ a-


        Juan, um garoto de 7 anos, está prestes a ir dormir. Sua mãe, que estava brincando com o filho antes de levá-lo para a cama, faz o alerta "Nada de sonhar com monstros essa noite". Mas dessa vez Juan tem certeza de que não é um sonho: O ser que o persegue e tenta levá-lo é muito real. 
        Mia, de 12 anos, encontra um misterioso manuscrito e o lê para seus colegas de escola. Isso dá origem a uma série de situações assustadoras, a qual ela não esperava.
        Ambas as crianças parecem estar sendo atacadas pelo mesmo monstro e a história se desenvolve alternando a narrativa entre Juan e Mia. O filme, que estreou nos E.U.A. em março desse ano, mas pelo o que eu andei lendo, ainda não saiu por aqui. 
       
         Não vou dizer que foi a história que me intrigou, ou o diretor, ou até mesmo o trailer (link no final do post). Sinceramente, o que me fez querer assistir Intruders foi o Clive Owen. Não sou fã do ator mas gosto dele desde que assisti Closer e esse foi o Ãºnico motivo que me fez me dar uma chance para esse filme, a principio. 
       Como eu disse no inicio do post, a história vai alternando entre essas duas crianças, completamente distantes uma da outra e que não parecem ter nada em comum, só o fato de um 'monstro sem rosto' atormentá-las durante o sono. Clive Owen entra na história interpretando o pai de Mia que, após testemunhar um acidente nos prédios em que trabalha, também passa a ver o "monstro" que a filha tanto teme. 


        Tenho que elogiar a maneira como o enredo é conduzido e até mesmo a direção. A maneira como Juan Carlos Fresnadillo conduziu a trama pode até não ser digna de premiações mas foi eficiente: O clima de suspense e mistério é palpável durante toda a história, e o jogo de sombras usado nas cenas com o vilão foi uma jogada muito inteligente. Afinal, um vilão que é completamente revelado perde um pouco da graça - e grande parte do medo que atribuímos a ele. 
         Falando no roteiro, senti como se estivesse assistindo um conto de fadas, por conta de algumas situações narradas; o fato do monstro voltar noite após noite até o clímax foi uma delas. Como em todo conto de fadas, as crianças são o centro e o foco principal, cabe aos adultos apenas atuações secundárias. O personagem de Clive Owen, por exemplo, é como o caçador de Chapeuzinho Vermelho: Pode até chegar e salvar o dia mas sabemos que ele não é o personagem central. 

          Quanto ao final, nele tudo é revelado. E Ã© ai que entra outro dos pontos altos do filme pois não percebi a enormidade daquele mistério até o final. Me surpreendeu realmente e acho que foi por que eu esperava algo apenas sobrenatural. Mas não é que, aos 45 do segundo tempo, a realidade entra no meio do conto de fadas? 
           Recomendo se você gosta de um bom suspense, com alguns aspectos sobrenaturais e outros não. Se você quiser um filme de terror ou que dê um medo absurdo, não veja Intruders (Experimente Insidious). É como um colega meu comentou, o figurino do vilão parece um pouco artificial demais, então não é como se você fosse assistir ao filme para dar gritos e mais gritos. 

            Assista pela história que é muito boa e bem escrita, apesar de me deixar com algumas dúvidas no final (eu sempre tenho uma dúvida ou outra em filmes assim). E, depois que assistir tudo, verá que até mesmo o figurino tosco do vilão faz sentido dentro daquele contexto.

           Nota 7,5 - o filme é bom mas tirei meio ponto pelos pontos de interrogação do final e por que não dá tando medo (se o filme é vendido como 'terror' tem que dar medo, oras). 
          
Você assistiria ao filme? O que achou? Comente!