Olhos ciganos - Lori Foster

segunda-feira, janeiro 30, 2012 3 Comments A+ a-

 


            Zane Winston é o mulherengo da família, sempre escandalizando e chamando a atenção de todas as mulheres da pequena cidade em que vive.

Mas, nos últimos tempos, Zane não pensa em outras mulheres. Seus únicos sonhos são a respeito da “cigana” que tem uma loja ao lado da sua (Zane trabalha com informática), a misteriosa Tamara.  Há meses ele sonha com ela mas resiste por que tem medo de que a “maldição da família Winston” chegue até ele: Todos os seus irmãos agora estão casados, e Zane não quer entrar nesse número.
Tamara decide vender a loja, mas, antes de ir embora, resolve apostar todas as suas fichas e diz a Zane que o deseja... Só para ver suas esperanças irem por água abaixo quando o maior conquistador da cidade lhe diz um “não, obrigado” para sua proposta.
Sim, mais um livro da Lori Foster. O que posso dizer? Essa autora me tira do tédio, gente! Li Olhos Ciganos em um dia e fiquei com a impressão de que já hava lido essa história antes, não sei se por causa dos personagens dela e suas histórias serem todos muito parecidos ou se é por que eu já tinha lido mesmo (vou na segunda opção, a capa é muito familiar).

Mais uma vez a autora reúne um bonitão, uma mocinha obstinada, um ‘mistério’ e uma química entre o casal que faz você devorar o livro, além de ter várias situações cômicas, principalmente envolvendo os tios de Tamara e os outros irmãos Winston.  Sobre isso, parece que Olhos Ciganos faz parte de uma série que conta a história de todos os irmãos – mas é o único publicado no Brasil. Infelizmente, por que já estava curiosa para saber mais sobre os outros membros da família.
Entre atentados contra a mocinha e beijos roubados, ‘Olhos Ciganos’ cumpriu sua missão que era a de me entreter em um dos meus raros dias de folga. Considerando o marasmo das minhas leituras de ultimamente, só isso já me faz considerá-lo uma leitura muito válida.

Numa análise racional devo dizer que o livro é meio clichê, que o suspense é meio manjado e que as cenas mais hots foram cortadas pela edição. Fora isso, a profundidade dos personagens também não é nada animadora, todos eles são bem caricatos e não tem muita evolução do inicio ao final do livro.
Mas sabe aquele momento em que não quer pensar em nada, só deitar e curtir um livro leve e divertido, de preferência uma bebida bem gelada do lado? Para esses momentos, se você gosta de um bom romance e não está com muito dim dim para adquirir histórias de livraria, eu indico Olhos Ciganos.

Leitura de verão, minha gente, pra quê complicar? Nota 7,5 – um livro bom, que cumpriu o que prometeu. Mas tirei meio ponto pelo corte feito pela edição.

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Resenha: Relação Perigosa - Candace Camp

quarta-feira, janeiro 25, 2012 6 Comments A+ a-

 
Eleanor sempre foi vista com desconfiança pela sociedade londrina. Considerada uma "americana mandona" devido a seu comportamento rebelde e independente, seu destino foi selado com a morte de seu marido. Afinal, ela ficou com a incumbência de administrar o espólio à revelia da sogra, que a considera uma golpista. Para dar fim as suas ambições, é enviado o lorde Anthony Neale. 
Um desafeto à primeira vista, para ele, Eleanor é uma sereia que utiliza sua beleza para enfeitiçar os homens. Ela, por sua vez, o considera um inglês esnobe, frio e arrogante. Apesar de tudo, a intensa atração, a intensa atração entre eles se torna cada vez mais evidente. É impossível negar o que sentem, mas, quando Eleanor é vítima de acontecimentos misteriosos, Anthony ainda está no topo da lista de suspeitos...


   Esse livro cita alguns personagens de um outro livro da autora, chamado Conquista,  mas não é necessário ler na ordem - eu mesma nem li esse primeiro livro. 

    Conta a história de Eleanor, uma americana independente, que choca a sociedade londrina e conservadora por sair sem acompanhantes, administrar ela mesma seus negócios e defender suas opiniões. Quando Eleanor resolve se casar com o sobrinho de Lorde Neale, esse logo deduz que se trata de uma golpista e este vai encontrá-la com a intenção de lhe oferecer dinheiro para que Eleanor desista da ideia. 
   Mas as coisas não saem como Anthony planejou. Primeiro por que descobre-se ele mesmo encantado com a golpista. E segundo por que, ele chega tarde demais: Eleanor já havia se casado com Edmund. 

  Um ano se passa e eles voltam a se encontrar. Eleanor agora é uma jovem viúva que, novamente tem que aturar as especulações de Anthony. Mas, ao mesmo tempo em que desconfia das boas intenções de Eleanor (e questiona sua participação na morte do marido), o lorde se vê cada vez mais atraído por ela. 
   Ã‰ claro que essa atração é reciproca mas a heroína sequer pensa em se relacionar com um homem que tem uma visão tão preconceituosa dela. Com o tempo os preconceitos vão ruindo e a atração começa a vencer... Mas ainda tem o misterioso 'ladrão' que invade a casa de Eleanor e os mocinhos se juntam para tentar descobrir sua identidade. 

    O que mais gosto nos livros da Candace Camp é sua habilidade em criar personagens femininas a frente de seu tempo, mocinhos apaixonantes e escrever de uma maneira tão viciante que você devora as páginas sem notar. Além disso a autora sempre dá um jeito de criar um mistério que, embora tenham soluções meio óbvias, ajudam a dar uma encorpada na trama. 
        Com todos esses elementos, Relação Perigosa tinha tudo para ser mais um ótimo/bom livro da autora. Mas os personagens não são tão interessantes quanto parecem ser a primeira vista.  Eleanor tem seus momentos inspirados mas seus motivos são fracos, achei que ficou mal construída. Anthony é um pouquinho melhor mas também não consegui entender muito bem sua personalidade. Os protagonistas ficam 'valsando' ao redor um do outro o livro inteiro, se afastando sem motivo, avançando sem motivo... Esse artificio até dá uma certa curiosidade mas depois cansa
          Sem contar que o antagonismo que sentem um pelo outro, que deveria ser o motivo para ficarem relutando tanto em se apaixonar, some na metade do livro. Isso mesmo, eles deixam de se odiar já na metade do livro - se é que se odiavam antes. Depois disso sobra o que? EN-RO-LA-ÇÃO.

               Por isso não gostei tanto do livro mas ainda recomendo a todos que gostam de romances históricos. Candace Camp dá umas derrapadas aqui e ali mas os livros dela são sempre ótimos passatempos e, mesmo que não seja uma história maravilhosa (o que eu já me acostumei a esperar dessa autora), ainda assim é um livro razoável - Nota 7


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Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado. - Ana Beatriz Barbosa Silva

sexta-feira, janeiro 20, 2012 6 Comments A+ a-


    

Minha primeira resenha sobre um livro de não-ficção então sejam legais.
Nesse livro, Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra e palestrante, escreve sobre um assunto polêmico, até mesmo no ambiente médico: Os psicopatas e como reconhecê-los. O de livro tem 3 apresentações, escritas por 3 pessoas diferentes, entre elas a autora de novelas Glória Peres, que classificou-o como “um livro perturbador...".
Quis ler esse livro, não só por que tenho uma curiosidade natural por psicopatologias mas também por que a autora Glória Perez afirmou em uma entrevista que esse livro a inspirou a criar a personagem Yvone de “Caminho das índias”. Não sou fã de novelas mas como gosto de um bom vilão fiquei curiosa para saber que tipo de inspiração haveria nesse livro.

O que encontrei, nas 219 páginas desse livro só pode ser descrito como decepcionante.  A escrita da autora é fraca, cheia de clichês e pontos de exclamação, além de quase sempre “chover no molhado”, afirmando várias vezes a mesma coisa: Psicopatas não têm coração, não tem sentimentos, são monstros e você tem que correr como o Diabo da cruz se conhecer algum. 
Esperava um livro sobre psicologia com uma linguagem mais popular e talvez por isso tenha me decepcionado tanto. Senti que, apesar de ser uma psiquiatra conhecida, a autora deixou-se levar sobre sua opinião pessoal do que é um psicopata, usando um argumento cientifico aqui e outro ali mas no geral só dizendo o que pensa mesmo.
Foi como se eu estivesse lendo um panfleto, daqueles que são entregues para alertar a população sobre alguma doença específica. Nos panfletos explicam as coisas de maneira simplista a superficial e dar diversos avisos sobre como combater tal mal, sempre frisando uma certa mensagem para que a pessoa que está lendo faça se conscientize e aja da maneira correta.  

Em “Mentes Perigosas” ocorre o mesmo. A maneira como é descrita a mente psicopata, só se limitando a colocá-los como monstros etc, etc. e a caracterizar os “sinais” de que alguém é um psicopata é superficial e vazia.  Em um certo período do livro eu até tive esperanças de que o assunto poderia se aprofundar um pouco mais, que foi quando a autora citou o papel da criação na definição de uma personalidade antissocial mas Ana Beatriz Barbosa não se fixou muito nesse caminho. Preferiu colocar que o psicopata nasceu assim e pronto.

Não sou especialista em psicologia, mas acho que um livro desses só serve para disseminar um pânico nas pessoas em geral, é sensacionalismo puro. Apesar do que foi dito, considero sim o sociopata um doente mental, mesmo que o único sintoma seja a falta de sensibilidade para o sofrimento alheio. Pode não haver cura e as pessoas realmente tem que tomar cuidado caso cruzem com esse tipo de pessoa, mas não são só os psicopatas que fazem mal às outras pessoas, eles não são os únicos vilões do mundo como a autora quis pintar.
Além disso, colocar os “sintomas” da psicopatia é o mesmo que convidar todos os sabichões que lêem o livro a aplicar esse teste em amigos e conhecidos. Isso pode gerar uma série de situações no mínimo embaraçosas, por que não é um teste da “Revista Capricho” e sim algo para detectar um transtorno de personalidade. Ou seja, não é qualquer um que pode identificar um psicopata – mesmo com todas as ‘valiosas’ dicas da Dra. Ana Beatriz.   

O que me incomodou mesmo foi essa insistência em afirmar que a pessoa nasce com isso e pronto. Descobri que gosto muito mais do termo “sociopata” por que acredito que o contexto social tenha muito mais a ver com a psicopatia do que a biologia em si. É claro, há a parte biológica, mas o ambiente também é um fator a ser considerado.
No geral é um livro para ser lido como entretenimento, durante uma viagem ou nas férias mesmo. Leia, fique ligeiramente intrigado com o que a autora diz e até tente identificar um ou outro amigo psicopata, mas só por diversão, não considere isso um livro mais importante do que realmente é.

E, caso queira dar uma de “Glória Perez” e ler esse livro para criar o vilão de sua próxima história, eu sugiro que leia outra coisa. Por que os psicopatas  descritos em “Mentes Perigosas” dariam péssimos personagens: São muito maniqueístas e tem pouca profundidade. Assim como o livro que os descreve. Nota 6 não gostei.

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Resenha de “Era uma vez... Histórias para não dormir”.

segunda-feira, janeiro 16, 2012 3 Comments A+ a-

  



            “Era uma vez...” é uma coletânea de 3 histórias que tem como principal tema Contos de Fadas. Mas, como a capa do livro demonstra, são histórias mais “adultas” com o tema, tanto que como subtítulo vem a frase “histórias para não dormir”.
            Geralmente não gosto de comprar esses romances de banca com várias histórias por que me frustro um pouco. Ou eles pegam aqueles contos curtinhos, menores do que um romance e geralmente com pouca qualidade, o que é irritante por que você gasta seu dinheiro em histórias não tão boas, ou mutilam uma história de tamanho normal até que caibam várias no formato – o que me incomoda mais ainda pois vemos boas histórias perdidas no meio de tanta edição.
            Mas quando vi que a primeira história dessa edição tripla era dá Kimberly Raye fiquei mais interessada. Ainda mais por que era a “continuação” da série ‘Amor a primeira mordida’. Quando resenhei o ultimo livro dessa série não disse que a autora havia deixado um gancho para mais um livro? Então, a primeira história é a prova de que eu estava certa em minha suposição.

            Vou falar um pouco das histórias em separado.

            A primeira história se chama “Era uma vez uma fera...” e, como disse acima, tem um pouco a ver com a outra série da Kimberly Raye. Nela acompanhamos o ex-policial Matt Keller, um lobisomem, que em “Sede de prazer” havia sido mordido por um vampiro. Matt está preocupado pois, desde a mordida tem acontecido mudanças com ele, sua natureza lupina sendo complementada com algumas características vampíricas.
            Nessa situação é que ele conhece Shay Briggs, uma cabeleireira que tem um dos salões mais famosos da cidade. Ou tinha, por que tudo estava dando errado há meses, tudo por que ela arrancou a sobrancelha de uma cliente fora. Shay acha que Matt pode fazer com que seus negócios melhores pois tudo leva a crer que ele tem alguma formula mágica capaz de fazer crescer o cabelo rapidamente – fotografaram Matt com um cabelão, o que difere do penteado curto do lobisomem, por isso ela acha que é alguma formula mágica. Shay vai atrás de Matt e...
            O resto da história vocês conhecem. Gostos dos livros de Kimberly Rayes são divertidos e hot, mas sempre sinto falta de mais desenvolvimento na parte romântica; acho que o romance em suas histórias ficam um pouco ‘rasos’. Em “Era uma vez uma fera...”, por ser uma história menor ainda do que o convencional, essa característica se acentua. Mas é uma história divertidinha, leitura rápida e agradável.

            No segundo livro “Era uma vez uma floresta...” vemos Scarlett Templeton, que, dirigindo-se à casa da avó, resolve pegar um atalho. É quando ela conhece o bonitão Hunter... Ah, esqueci de dizer: Scarlett tem uma capa de chuva vermelha.
            Comparações com Chapeuzinho Vermelho a parte, a história parte para uma premissa interessante, a de que existe um mundo onde acontecem todas as histórias dos contos de fada. Mas esse mundo é pouco explorado (histórias curtas, por que vocês existem?) e a escrita da autora não é nenhuma maravilha, o que faz com que esse seja a pior história dos três. A autora Leslie Kelly, de quem eu nunca havia lido nada, teve a oportunidade de escrever uma boa história mas a maneira como a narrou estragou tudo, o uso de clichês na linguagem chega a ser irritantes. Além disso a heroína e o herói são uns chatos, o que não melhora o quadro.
            Mas é razoável, algo para ler e esquecer.

            Já na terceira história o nível volta a subir. Em “Era uma vez uma sedução...” vemos Juliet, a típica patinho-feio da família, se reencontrando com uma grande paixão, o bonitão Gareth, este um ex-namorado de sua irmã. Juliet acaba passando por uma transformação e isso faz com que a atração entre os dois se torne um romance.
            Também não é lá muito original (o que é original hoje em dia?) mas a maneira como a autora narra história faz toda a diferença.  Nesse caso a autora  (Rhonda Nelson) soube pegar esse enredo fácil e fazer uma história sensual e gostosa de ler, o oposto do que fez a autora da história anterior.
            Além disso, tenho uma quedinha por histórias em que as mocinhas não tem uma beleza convencional, o que é mais um ponto positivo. Mesmo não sendo minha preferida das três (gostei mais da primeira), foi uma ótima conclusão e influenciou minha nota para o livro.

              No geral, não é um livro que eu queira guardar ou reler, mas, com duas histórias boas e uma sofrível, se mostrou um bom passatempo. Recomendo para quem ficou curioso em ler esses contos de fadas mais “adultos” mas já vou avisando que não é nada memorável: Apenas uma leitura razoável. Nota 7. 


E você: Gosta de contos de fadas? O que acha dessas "versões alternativas" que tem saido nos livros e filmes? Comente!
           

Resenha: Formula Infalivel - Carrie Alexander.

segunda-feira, janeiro 09, 2012 2 Comments A+ a-

 

Kate Mallory é uma mulher muitíssimo inteligente que, depois de pegar por 4 vezes consecutivas o buquê da noiva em todos os últimos casamentos que foi, resolve que precisa encontrar o homem certo e se casar.  
Mas como encontrar esse futuro marido? Kate resolve criar um programa de computador, o Love Bytes, em que cadastra todos os possíveis pretendentes e atribui nota de acordo com diversas características, como inteligência e responsabilidade.
Jack Flynn é um barman bonitão cuja filha tem aulas com Kate. Ele é despreocupado e relaxado, exatamente o oposto da professora. Quando se conhecem ela logo se sente atraída mas descarta colocá-lo no Love Bytes, ele jamais seria o homem ideal para ela.
Esse esnobismo da heroína logo se esvai quando o conhece melhor e vê que Flynn é um pai responsável, embora um pouco ausente, e que faz de tudo para criar da melhor maneira possível a única filha. Logo eles começam a sair e o que era uma escolha cientifica, baseada em um programa de computador se torna um romance que muda a vida de Kate para melhor.

O livro “Formula Infalível” faz parte de uma coleção bem antiguinha da editora Nova Cultural chamada Tentação. Entenda coleção como aqueles Sabrina, Bianca”, Júlia... Em 1996 havia as coleções Tentação e Desejo, todas com o objetivo de publicar histórias mais sexies, um diferencial para a época. Hoje em dia essas histórias são publicadas como leves e histórias ainda mais sensuais são colocadas em outras coleções, que diferem em nomeação de editora para editora.
Aulas sobre romances de banca a parte, o livro é narrado de maneira bem humorada, com toques de sensualidade e muito romance. O li há muito tempo mas quando o encontrei em um dos sebos da vida resolvi pegar de novo, só para saber se era tão bom quanto eu me lembrava.
Ao reler, ‘Formula Infalível’ me deparei com os mesmos personagens interessantes e descobri que é realmente uma boa história, daquelas que você lê em questões de horas. A trama é narrada de maneira leve e a relação entre os diálogos entre os personagens é carregado de tensão, como se fossem se beijar a qualquer momento.  Kate aprendeu que deve sempre manter o controle e Flynn representa o oposto disso, por isso gosto tanto desse casal.

No final ela aprende que ser responsável não quer dizer manter sempre uma postura impecável, que até os mais inteligentes podem relaxar. E Flynn acaba se apaixonando novamente e consegue se reaproximar da filha, graças a Kate.
Se está sem muita paciência para grandes conflitos e quer ler um livro que lembra (e muito) uma comédia romântica da década de 90, leia esse livro. Pode ser que não tenha a sorte de encontrá-lo em um sebo, mas se procurar vai achá-lo para download na internet.
Nota 8um bom livro

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Filme: Missão Impossível 4 - Protocolo Fantasma.

sexta-feira, janeiro 06, 2012 9 Comments A+ a-


           Ok, não tem esse quatro no título oficial, mas é a melhor maneira de identificar o filme, já que são 3 filmes antes desse (dã), o ultimo lançado em em 2006.


Para a surpresa de muitos, Tom Cruise Ethan Hunt está de volta em mais uma aventura. Dessa vez ele começa o filme em uma prisão russa, literalmente jogando uma pedra contra a parede. Mas logo uma equipe aparece para resgatá-lo e temos nossa primeira cena de luta do filme. Antes disso houve  uma perseguição e conseqüente assassinato a outro espião. Nada mal para os primeiros 15 minutos não é?
            Missão Impossível Ã© um filme de ação puro (ou um filme de pura ação), tem um roteiro rápido, uma história interessante e diversas cenas em que a tecnologia trabalha a serviço da espionagem, tudo com um clima de glamour. Carros elegantes surgindo do nada e festas de milionários poderosos em que a equipe tem que se infiltrar são comuns nesse tipo de filme e também estão nesse.
            A vantagem de Missão Impossível 4 Ã© que dessa vez tentaram explicar de maneira racional todas as absurdas situações que acontecem. Se o mocinho tira um óculos especiais do paletó e começa a perseguir o vilão em uma tempestade de areia, esse óculos tem que ter aparecido antes. E se tem um carro caro no meio da rua com a chave na ignição é por que os donos estavam tentando colocar a capota no veículo, afinal estavam no meio da tempestade de areia – e o carro é caro? O que você queria, eles estão em Dubai!


            Alguns detalhes são meio forçados, mas é válida a tentativa dos roteiristas, deu mais consistência ao roteiro. Mas o que raios é o “Protocolo Fantasma”, você deve estar pensando, e o que isso tem a ver com essa perseguição maluca?

Se você não pensou nisso enquanto lia a resenha saiba que eu pensei enquanto assistia ao filme. O protocolo fantasma é uma ação adotada em casos de emergência pelo governo americano, em casos como o que acontece no filme: A IMF (agencia de espionagem que os mocinhos trabalham) é desativada e todas as missões são abortadas e proibidas.
É ai que entra outro “pulo do gato”: Nesse filme a equipe está sozinha, não conta com uma central de apoio e nem com (muitos) apetrechos técnicos. Eles têm que improvisar e revisar planos em questão de horas, o que contribui para esse clima acelerado que o clima tem.

Falando sobre os personagens, em Missão Impossível: Protocolo Fantasma eles também cometem erros. E tem senso de humor. O Ethan Hunt de Tom Cruise continua um ótimo agente, mas falha de vez em quando – o que causa gargalhadas e simpatia do publico no cinema.  Além disso, ele consegue rir de si mesmo e, assim como os outros personagens, é comum vê-lo soltando uma piadinha no meio da Missão (ou fazendo aquela cara de ‘agora f...’). Não sei quem teve essa ideia de humanizar os personagens, mas está apoiada também.


Esse filme é claramente uma tentativa dos estúdios de ‘ressuscitar’ a franquia, há uma nova equipe, uma mudança na personalidade dos personagens e todos esses diferenciais que citei acima. Reformularam algumas coisas e mantiveram outras, mas esse tem tudo para ser o primeiro filme de uma nova trilogia. Por isso, se você é fã de Missão Impossível e outros filmes desse estilo comemore.
Confesso que nem assisti ao terceiro. Esse é o tipo de filme que eu chamaria, com certo preconceito admito, de “filme de homem” e não assistiria nunca. Mas o destino (e o tédio) me levaram até o cinema e eu gostei do que vi.

Em minha opinião esse é o melhor filme da franquia, consegue agradar tanto um fã do gênero quanto os que não gostam tanto, justamente pela história instigante e cenas engraçadas atreladas as cenas de explosão.  Vai concorrer a um Oscar por isso? Não nas categorias principais. Mas é um ótimo filme do gênero e muito bom no que se propôs a fazer.

Talvez eles pudessem ter explicado mais uma cena ou outra, mas nem isso tira os méritos do filme. Dou nota 9 por que, apesar de não ser o meu gênero favorito vale o ingresso ao cinema e distrai durante 133 minutos – o que é mais do que muitos filmes por ai fazem.

p.s.¹: O tema da trilha sonora continua o mesmo mas deram uma repaginada (ouça aqui). Parabéns a equipe de sonoplastia, a eles se deve grande parte da atração do filme.
p.s.²: Meninas, Tom Cruise está meio caidinho. Mas o bumbum continua o mesmo.
p.s.³: Mais de duas horas de filme e eu nem percebi que foi tudo isso.


                    E você: Gosta de filmes de ação? Assistiria? Comente!

Resenha: Desejo Secreto - Carole Mortimer

segunda-feira, janeiro 02, 2012 8 Comments A+ a-


         Ganhei esse livro de presente de Natal do Gui Franco e logo o passei a frente da minha lista de leitura. Mentira, não tenho lista de leitura haha, mas isso é para o que vocês saibam assim que comecei a ler assim que o vi.

Pela capa? Pela sinopse? Pela autora? Nãoo. Pelo formato.

Nunca tinha visto um “Paixão Mini”, achei o livro pequenininho (62 páginas) e com a capa e historias dos livros ‘Paixão’ simplesmente fantástico. Tão pequeno, com a letra diminuída e a diagramação simplificada, será que essa história poderia ser boa?

Com certeza, o livro atendeu minhas expectativas. Para começar, é um mote que eu gosto bastante: Casais que se casam por conveniência. Xander Fraser propõe casamento a Casey para não perder a guarda da filha. Em troca ela ganha segurança financeira para o próprio filho, que tem a mesma idade da filha de Fraser.

A história é clichêzinha mas bem escrita, apesar da insistência da autora em ficar citando o nome do personagem principal - Xander Fraser - a cada 3 linhas. Xander Fraser. Isso irrita muito, mesmo que ela esteja falando do personagem, Xander Fraser, por que acaba tirando o ritmo da leitura. O que eu sei é que quase detestei esse tal Xander Fraser de tanto que a autora ficava escrevendo Xander Fraser.

(Se você teve ódio e mau conseguiu ler o parágrafo acima já tem uma ideia do que eu passei com esse livro).

Mas, falando sério, tirando essa obsessão da autora pelo nome do personagem principal (não foi repetir qual é o nome), o livro é até legalzinho. O casal principal tem química e, apesar de eu achar que poderia ser um pouco mais explorado o relacionamento dos dois, dá para passar um tempo curtindo a história deles.
Recomendo se estiver entediada, querendo ler uma história beem rápida com começo meio e fim. Esse livro é quase um conto – mas é gostoso de ler. Nota 7razoável.

E você, o que está lendo no momento? Já leu algum livro em 2012? Comente!