O segredo – Linda Turner (resenha)

segunda-feira, novembro 28, 2011 3 Comments A+ a-


Quando a dinastia mais famosa da Califórnia é ameaçada, apenas o amor, o prestígio e o poder são capazes de protegê-los!Ao investigar a tentativa de assassinato contra Joe Colton, o detetive Austin McGrath fez a descoberta de sua vida: a irresistível Rebecca Powell. Austin achava que conhecia as mulheres. Mas nada sabia sobre o segredo que Rebecca guardava. O que seria preciso para fazer a filha adotiva de Joe Colton cair em seus braços? Bem, ele daria um jeito de descobrir. Afinal, Austin era especialista em segredos! 
Esse é o segundo livro da “Família Colton”. E conta história da ingênua Rebecca Powell, a filha adotiva de Joe e Meredith Colton. Mas não se preocupem: Todas as histórias são independentes, de maneira que, apesar de haver uma trama central que ligue as histórias, é tudo explicado basicamente desde o inicio, em todos os 12 livros.
Sobre a história dos Colton: Joe e Meredith eram muito apaixonados no passado, mas, depois de um acidente o relacionamento dos dois nunca foi o mesmo. Acontece que a irmã gêmea e má de Meredith, Patsy, roubou o lugar da irmã e o ocupou desde aquela época. Mas ninguém percebeu essa mudança de personalidade e, se perceberam, atribuíram ao trauma do acidente quase fatal que aconteceu.
Patsy é daquelas vilãs tão más e instáveis que chegam a ser absurdas. Tenta matar Joe Colton no aniversário de 60 anos do mesmo e coloca veneno em seu champanhe mas alguém lhe dá um tiro na ocasião e a taça acaba caindo. O tiro pega de raspão e nenhuma das tentativas de homicídio dá certo.
É esse crime, que ocorre no primeiro livro, que Austin começa a investigar. O relacionamento entre ele e Rebecca começa de maneira relutante, por que ambos têm traumas.  Mas, ao mesmo tempo em que as investigações sobre o crime não andam a lugar nenhum, o relacionamento entre o casal se desenvolve. O que me faz pensar que, se Austin tivesse investido no caso a energia que usou para fazer Rebecca superar seus traumas, talvez não precisassem fazer 12 livros para desenvolver essa história.
Apesar da trama central meio de novela mexicana, eu gostei do primeiro livro dos “Colton”, achei bem razoável. Mas a autora desse segundo livro não é tão boa quanto à do primeiro e vemos uma escrita amadora e superficial, além de situações que não contribuem em nada para a investigação do caso principal.
O que dizer então dos personagens? Rebecca tem um trauma, Austin tem um trauma. Quando li a sinopse achei que ia ser um livro bem emocionante, mas nem esse passado dos dois é corretamente abordado, é tudo muito rápido. Rebecca supera seu trauma em ter relações sexuais da noite para o dia, só por estar com Austin. E, no caso do mocinho, a morte de sua família só é citada em um momento, na maioria das vezes ele age como se não houvesse fardo nenhum em sua vida.
Então o que temos aqui? Um enredo que, se fosse mais bem desenvolvido, poderia se tornar muito bonito, mas que acaba virando uma história no máximo razoável.
O resultado é um livro que li em um dia de sábado, que não indico para ninguém e que, com certeza, não leria de novo. Nota 6 – não gostei.

E vocês? Já leram algum livro que faz parte de uma série e ficaram com essa impressão de que estavam "enrolando" a história de propósito? Comentem!

Resenha: O beijo mais sombrio - Gena Showalter. (Senhores do Mundo Subterrâneo 2)

sexta-feira, novembro 25, 2011 5 Comments A+ a-

                                                                                                 



Esse é o segundo livro da série dos “Senhores do Mundo Subterrâneo”. Para ler sobre o primeiro livro clique AQUI.




Em “O beijo mais sombrio”, que se passa cronologicamente 1 mês depois de “A noite mais sombria” vemos Lucien e os outros “Senhores” festejando numa boate sua ultima noite em Budapeste. Isso por que, depois daquela noite, eles vão sair em busca da caixa de pandora. Eles precisam encontrá-la antes de seus inimigos, os “Caçadores”, por que esses querem aprisionar novamente os demônios lá dentro – o que seria a morte dos guerreiros, já que eles vivem praticamente em simbiose.
Lucien tem dentro de si o demônio da Morte e, de certa maneira, é o mais controlado dos ‘Senhores’, dificilmente perde a calma ou deixa que seu demônio tome conta de suas ações. Mas isso é só uma impressão: Lucien sabe que, se perder o controle, sua fúria pode ser mais destrutiva do que a de todos, afinal ele é a Morte – o que é pior do que isso? – por isso tenta se controlar ao máximo.

Morri!

Quando a deusa da Anarquia, Anya, aparece tentando seduzir esse guerreiro encontra um ser que parece ser feito de gelo – mas não desiste. Ela e Lucien chegam a se beijar mas então Lucien recebe uma missão de Cronos que impedirá que esse relacionamento, que mal começou, possa continuar.

Só li dois livros dessa série até agora mas com certeza esse é meu preferido. Para começar os personagens, Anya e Lucien são os típicos opostos que se atraem: Ela bela, ele com o rosto cheia de cicatrizes, ela livre e sem tentar manter nenhum controle e ele aparentemente sério e controlado, consciente de suas obrigações. Anya e Lucien passam mas da metade do livro, discutindo, brincando de gato e rato um com o outro e – no caso de Lucien – fingindo que não se desejam.
O segundo ponto é a história. Com o objetivo estabelecido (encontra a caixa de Pandora) a história tem muito mais ação e reviravoltas do que a primeira. Além do mais, o conflito entre os personagens desse livro parece ser mais bem articulado e a história não gira apenas em torno do casal, há outros “casais” que dão o ar da graça durante o livro, assim como batalhes entre os ‘Senhores’ os ‘Caçadores’. Aliás, já disse que esses ‘Caçadores’ são bem irritantes? Mas, de certa maneira, consigo entender o lado deles, o que os torna vilões “melhores” que os malditosRedutores, por exemplo.

Acho que li esse livro ainda mais rápido que o primeiro, por que a história é realmente muito boa, você não consegue esperar para descobrir o que vai acontecer. O final é feliz, mas deixa alguns pontos de interrogação, por conta de alguns desfechos de outros personagens. Fiquei com muita pena de Paris mas descobri que a próxima história não é a dele. Mesmo assim, tive que correr para a internet para pedir o próximo livro, que vai contar a história de Reyes – guardião da dor. 
Por que todos os personagens são tão interessante que mal vejo a hora de ler mais sobre eles. Apesar de alguns aparecerem bem pouco na história, as características de um e de outro são bem diferentes e dá vontade de ler sem parar a série.

Sei que disse muito pouco na resenha, mas não quero mesmo dar muitos spoilers. Nota 10muito bom e está entre os favoritos.


E ai, já leram essa série? Se não, o que estão esperado? Rs, brincadeira. Leriam ou não? Comentem!


O senhor da Paixão – Diana Palmer (Resenha)

segunda-feira, novembro 21, 2011 1 Comments A+ a-

                 Alexander Cobb é um sujeito durão, rancheiro e agente de um Departamento Antidrogas. Por conta de sua profissão, ele não quer se casar nunca, por isso tem a fama de ser meio esquivo com as mulheres. A principal vítima desse comportamento hostil de Alexander é Jodie Clayburn, a jovem amiga de sua irmã, que cresceu com eles depois que seus pais morreram. Jodie sempre foi meio apaixonada por Alexander e ele sabe disso, por isso nunca se aproxima muito dela.
              
  Um belo dia, Jodie toma umas taças a mais de champanhe e meio que agarra Alexander. Ele consegue se afastar mas fica tão abalado que começa a falar mal de Jodie para sua irmã. Diz que ela é uma pobretona, que não quer mais ela atrás dele, que detesta mulher bêbada etc, etc.

                Agora adivinhem quem estava atrás da porta ouvindo tudo? Pois é, Jodie.

                Diana Palmer é o tipo de escritora que ou se ama ou se odeia. Os livros dela costumam seguir um padrão e quase sempre o mocinho erra feio, antes de se redimir.
                Nesse caso não foi diferente, Cobb faz essa declaração completamente idiota, sem nem perceber que Jodie estava ouvindo tudo. Talvez isso seja um atenuante, ele não sabia que ela estava atrás da porta, mas a atitude dele continua sendo bem idiota.
                Depois disso, Jodie vai para casa disposta a nunca mais falar com Alexander. Nesse caso, tenho que admitir, a humilhação que a mocinha sofreu fez bem para ela. Apesar de sofrer pelo o que ouviu, Jodie se apegou a seu orgulho e deu o tratamento merecido ao mocinho, tratando-o friamente quando ele veio procurá-la para pedir ajuda em uma investigação.
                Ao longo do livro, Cobb se redime e se torna um homem supercarinhoso e meigo com a mocinha. Enquanto isso, Jodie se torna uma mulher mais forte, menos insegura tanto na vida pessoal quanto na profissional.
                Gostei muito da evolução dos personagens nesse livro. Eles não mudam completamente suas atitudes como acontece na maioria dos romances de banca. Continuam os mesmos mas com algumas poucas mudanças de atitude. Apesar de não ter gostado particularmente de nenhum personagem desse livro, gostei muito de acompanhar a história deles, mesmo já desconfiando o final.

                Enfim, não sou muito fã de Diana Palmer, tenho uma tendência a sentir muita raiva dos mocinhos que ela cria. Mas recomendo o livro aos fãs da autora e aos que estão afim de um bom romance. Nota 8 – um bom livro.

Difícil perdoar esses mocinhos da Diana Palmer, viu? Já leram algum livro da autora? Comentem! 

Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 1 (Resenha do filme)

sexta-feira, novembro 18, 2011 5 Comments A+ a-

             
"Have I found you? Flightless bird, climbing, bleeding..."                                                                                                                                         Iron & Wine - Flightless Bird, American Mouth
              Edward e Bella finalmente se casam e vão passar a lua-de-mel na ilha de Esme, perto do Brasil. Mas, durante esse idílico período algo acontece, que pode por em risco a vida de Bella. Mas dessa vez não há nada que Edward possa fazer. 
             A part 1 do ultimo livro da Saga, que estréia hoje no cinemas tem como mote os acontecimentos acima.  Quem leu o livro sabe que "Amanhecer" é a história mais adulta de toda a saga, repleta de cenas mais sensuais entre o casal principal e também com altas doses de tensão. 
            Já no inicio do filme vemos a "cena perdida" que, se fossem adaptar de acordo com o livro, deveria estar em Eclipse: Jacob recebe o convite de casamento do casal principal e some no mundo. O tempo passado depois disso é mais subjetivo e logo vemos Bella a um dia do casamento, feliz e ansiosa pelo momento. 
             Entrei no cinema esperando muito pouco desse filme. Primeiro, por que já tinha lido o livro e segundo, por que já sabia exatamente onde a parte 1 de Amanhecer ia acabar e achava que o filme iria ser um porre. 
             Mas aí tem a cena do casamento e pronto: Lá estava eu completamente emocionada e envolvida na história. O casamento deles foi quase exatamente da maneira que eu imaginei ao ler o livro com um bônus que eu não esperava, colocaram a trilha sonora perfeita para esse momento, minha música preferida dessa saga. 

             Na lua-de-mel a cena da primeira vez também foi muito bem dirigida, teve até uma ponta de humor, com Bella se preparando para o "grande momento" também foi muito boa. E, gente, Edward quebrou a cama! kkkk

              Quando eles voltam para Forks, o andamento do filme dá uma caída. Se você não sabe por que, acho melhor não ler nenhuma sinopse de Amanhecer na internet por que todas contam.  Jacob, nesse momento, volta a aparecer na história, e tem uma certa importância no desenvolvimento desta, mas não tanto quanto nos outros filmes. 

               Depois da cena do casamento, eu achei que nada no filme poderia me emocionar tato mas estava errada: A cena do impriting é igualmente ma-ra-vi-lho-sa, talvez até melhor. E as cenas que sucedem essa, basicamente até o final são de tirar o fôlego e fazer o coração bater mais rápido. Logo depois, muita luta, emoção, revelações e morte, até a cena final que vou fantástica também... Imagine uma cena completamente sem diálogos, só com o tic-tac de um relógio e um cinema igualmente em silêncio - só para desandar a gritar loucamente no final. Foi isso o que aconteceu na "pré-estréia" que eu fui e imagino que deve estar acontecendo em várias salas de cinema no mundo, por que é de uma tensão muito grande. Até eu que sabia o que ia acontecer fiquei apreensiva. 

Oh, Lord!

                O diretor desse filme está de parabéns por conseguir recriar as cenas do livro de maneira perfeita, com vários closes e flashbacks dos outros filmes, o que emocionou ainda mais. E a produção, que sempre monta ótimas trilhas sonoras para o filme, não decepcionou em "Amanhecer - parte 1", todas as músicas são ótimas (adorei a do Bruno Mars). 

                 No geral é um filme que vai fazer todo fã da saga pirar (eu, por exemplo). Foi tão emocionante assistir Amanhecer que eu fiquei embasbacada olhando a tela, não consegui nem chorar (teve cenas de chorar, gente, não é que eu sou aquelas fãs malucas que choram por tudo)
                    Já alguém que não goste tanto vai achar meio parado, além de completamente diferente dos anteriores, que tinham uma "pegada" mais inocente. 

                     Para mim, foi a grande surpresa do ano, por que não dava nada para esse filme é "Amanhecer - parte 1" é demais! Nota 10 - muito bom, entra para os favoritos.

p.s.: Não saiam do cinema depois da cena final, tem surpresinha no créditos (Who's back?).


Quem gosta da Saga Crepúsculo ai? Pretendem assistir no cinema? Comente! 


Amor Vampiro - Charlotte Lamb

segunda-feira, novembro 14, 2011 2 Comments A+ a-


           


  A corretora Clare Summer percebeu, assim que viu Denzil Black pela primeira vez, de que aquele era um homem diferente dos outros. Seu ar misterioso e seus olhos penetrantes fascinavam, ao mesmo tempo em que repeliam Clare. Ela lhe mostrou uma mansão com fama de mal assombrada e, depois disso, voltaram a se encontrar o que fez com que Clare percebesse o que ele realmente era...



PONTOS FORTES.
 Charlotte Lamb. Essa é uma autora que eu conheci há alguns anos, numa fase em que só lia “Florzinhas” (aqueles romances de bancas mais antigos) e que me cativou. Os personagens da Charlotte são meio malucos, sentem um amor tão forte um pelo outro que beira a obsessão, misturando discussões acaloradas com beijos ardentes. É o amor à lá Charlotte Lamb: As histórias dela podem estar recheadas de clichê mas esse amor maluco entre os personagens é só dela e, apesar de me fazer querer analisar as saúde mental dos personagens, é sempre divertido ler.
Depois de um tempo sem ler Charlotte Lamb, voltar a reconhecer esses personagens malucos, dessa vez a fria Claire e o instável e misterioso Denzil foi um prazer. Como se estivesse lendo o livro pela primeira vez.

PONTO FRACO.
Pois é, já tinha lido esse livro. Mas, quando li a sinopse não me lembrei, ou nem li direito por que li a palavra “vampiro” e “Charlotte Lamb” e tive certeza de que nunca li nada assim.
Só fui perceber no meio da história que já tinha livro. No mesmo momento me dei conta de que cai (de novo) em uma “pegadinha do malandro”. Acontece que, apesar do livro se chamar “Amante Vampiro” e existir durante todo o tempo aquela insinuação de que o mocinho seja mesmo um ser sobrenatural, a verdade é que ele não é. Isso ai, é só um mocinho comum.

Nem liguei muito para esse fato desta vez mas me lembro que, na primeira vez que li esse livro, xinguei muito quando descobri. Naquela época (5, 6 anos atrás) não era tão fácil quanto é hoje encontrar bons romances com vampiros e “descobrir” um para depois ver que não era nada daquilo me deixou muito irritada.

CONCLUSÃO.
Não é o melhor livro da autora, é meio parado e senti falta de mais envolvimento entre o casal - uns beijos roubados ao longo da história não teriam feito mal. Mas foi bom ler de novo algo da autora e aquele final me deixou tão pasma que acho que valeu a pena a leitura (a mocinha pira. Só vou dizer isso). No geral é um livro razoável – nota 7.

TRECHO DO LIVRO.
O trecho que eu queria colocar é muuuito spoiler, então deixa para a próxima.

p.s: Clare “Verão” e Denzil “Negro”? E se a mocinha casar com elevai se tornar a sra. “Verão Negro”? WTF?!


Tá ai o post de hoje, pessoal! O que acham de quando uns livros tem nomes que "enganam" os leitores? Já leram algum que tinha titula mas cuja história não tinha nada a ver? Comentem!

A noite mais sombria – Gena Showalter (Senhores do Mundo Subterrâneo 1)

sexta-feira, novembro 11, 2011 10 Comments A+ a-

               
             

                 
                 Há milênios, quando a caixa em que foram selados os piores demônios (aqueles que nem o inferno poderia conter) foi entregue a jovem Pandora, alguns guerreiros não gostaram nada. Por isso resolveram roubar a caixa mas, o que não esperavam é que essa tentativa de dar uma lição nos deuses por não os terem escolhido resultou no desaparecimento da caixa – e na fuga de todos os demônios de dentro dela.
                Como forma de punição, esses guerreiros foram condenados a guardar dentro de si os demônios que libertaram, sendo atormentados por eles por toda a eternidade.

A série dos “Senhores do Mundo Subterrâneo” (ou “Senhores do Submundo” como eu prefiro pensar) eu já conhecia faz tempo pelo nome mas só recentemente resolvi comprar os dois primeiros livros e ver se era tão boa quanto diziam.
                Maddox é o guardião da violência, o que já diz muito sobre a sua personalidade: Um homem violento, que tenta conter com dificuldade o impulso do demônio de destruir tudo a sua volta. Além dessa maldição, Maddox ainda recebeu uma outra, por ter matado Pandora: Todas as noites ele deve morrer, da mesma maneira que matou a jovem e ser escoltado para o inferno até a manhã seguinte, quando volta a seu corpo – só para ser morto novamente na próxima noite.
                Dá para perceber que a vida desse guerreiro não é nada boa e o mesmo acontece com seus amigos, cada um tendo suas limitações impostas por seu demônio: Paris com a luxúria, Lucien com a Morte, Reyes com a dor, Torin com a doença etc. Todos vivem isolados num castelo em Budapeste, pouco saindo de casa ou se socializando com os habitantes, que os chamam de “anjos”.

                Quando Maddox é chamado por Torin para conter o visitante inesperado, não imagina que a pessoa que teria invadido o terreno do castelo é uma mulher.  Ashlyn tem um dom estranho: Ela consegue ouvir cada conversa que ocorreu em um lugar, não importa quantos anos tenham decorrido.  Ela considera essa habilidade uma maldição e por isso vai em busca dos chamados “anjos” para que possam ajudá-la a controlar o seu “dom”. Não imaginava encontrar, porém, aquele guerreiro sanguinário no caminho.
                Tenho procurado uma série no estilo da IAN, para ler nos hiatos entre os lançamentos da Irmandade e isso já faz um tempo. Mas essa busca é mais difícil do que parece, por que até agora nenhum dos livros que tinha lido me deixaram tão curiosa para ler os próximos, ou seja, eram boas leituras, mas não me cativaram. Até agora.
                “Os senhores” são tão viciantes quanto “Os Adagas” e, embora a história em si não seja muito parecida, o gênero é o mesmo – com bastante romance, cenas hots, e guerras sanguinárias contra um inimigo comum. Ashlyn é Maddox formam um ótimo casal, se apaixonam logo a primeira vista mas Maddox tem medo de machucá-la, por conta do demônio que carrega. Os outros personagens também são muito interessantes e, até os “inimigos” são bem construídos, você vê que eles tem um (bom) motivo para querer a destruição dos “Senhores”.

                Li esse livro bem rápido, em parte por causa da fonte maior que colocaram no livro mas principalmente por que vicia mesmo. Recomendo a todos que gostam de romances nesse estilo, já indiquei várias dessas series aqui no blog (IAN, MidnightBreed, Fallen Angels, Nighwalkers) e indico mais essa, como uma boa alternativa – talvez uma das melhores.
                Até 3 dias atrás daria nota 10 para esse livro. Mas ai comecei a ler o segundo e, não é que a qualidade desse caiu, mas sim que li um outro livro que considero melhor. Por isso dou nota 9 – muito bom.
                                
Para quem gosta de mitologia a história é, no mínimo, interessante. E você? Leria? Comente!

Sedução Fatal – Kimberly Raye

segunda-feira, novembro 07, 2011 3 Comments A+ a-

Nikki Braxton já tinha desistido de encontrar um homem normal até que ela conheceu o caubói Jake McCann. Moreno, alto e muito sensual, Jake poderia ser o homem perfeito... se não fosse um vampiro. Bem, ao menos isto explica o.. ahn.. imenso apetite que ele sente por ela. Toda vez que eles se entregam ao fogo do desejo, Jake se alimenta da energia que precisa para destruir seu maior inimigo e reverter a maldição que o tornou um vampiro. Para a sua alegria, Nikki simplesmente adora passar as noites com ele e sua companhia é o melhor dos afrodisíacos. Até que Nikki é seqüestrada. Agora, Jake terá de optar entre sua chance de virar humano outra vez e salvar a única mulher capaz de fazê-lo se sentir vivo.

Eu achei que á tinha trocado esse livro mas, vejam só, o primeiro livro da série “Amor a primeira mordida”! Resenhei os outros 2 aqui no blog, por isso achei legal falar sobre o primeiro também.

(Pausa para admirar ao tanquinho do modelo da capa. TODAS SUSPIRA).

Então, como dito acima, Jake é um vampiro mas não está muito satisfeito com sua existência – por isso, quer destruir o vampiro que o criou, para que possa voltar ao normal. Acontece que Jake não se lembra de quem é o sujeito, por isso volta para Skull Creek para encontrá-lo: Os vampiros sempre voltam ao local por onde passaram pela transição e Sam Black, o vampiro que o mordeu, iria ir para lá mais cedo ou mais tarde.

Como os vampiros de “Kimberly Raye” tem tanta necessidade de sexo quanto de sangue, em um primeiro momento o relacionamento entre Nikki e Jake é só baseado nisso. Depois é que começam a desenvolver a parte romântica do relacionamento. Graças a esse fato, o livro tem dezenas de cenas hot, incluindo a “famosa” cena da moto, em que Jake simplesmente controla o veículo com a mente enquanto, hum, vocês sabem.
Quando li esse livro pela primeira vez, achei a história toda bem interessante mas fiquei um pouco frustrada com o final. Esse negócio de não querer ser vampiro e de não transformar a mocinha em vampira no final do livro é uma das coisas que mais me irritam quando leio uma história do gênero. E, em “Sedução Fatal”, isso acontece.

Mas ai eu li de novo, depois que já tinha terminado a série e tive uma impressão melhor do livro. Não entra para os meus favoritos mas é uma boa história, é divertida e te deixa curiosa sobre os próximos livros o que, imagino, seja o objetivo de todo primeiro livro que faz parte de uma série.
Levando tudo isso em consideração, indico a todos que gostam de romances com tema sobrenatural e uma pitada de “Fuego!”. Nota 7,5 – um livro razoável que ganha meio ponto pelos motivos que citei acima – desperta a vontade de ler os próximos. 

Mais um livro sobre vampiros! Leriam? Não? Porquê? Comentem!

Filme: Amizade Colorida (Resenha).

sexta-feira, novembro 04, 2011 11 Comments A+ a-

              
Quando Jamie vai buscar Dylan no aeroporto, tudo o que quer é convencê-lo a abandonar sua vida em L.A. para se mudar em Nova York, em um novo emprego. Jamie é uma “caça-talentos” e é assim que ambos se conhecem, ela quer recrutá-lo. Como é muito boa no que faz, Dylan aceita o emprego e os dois viram amigos.
Quando vi esse filme achei que seria algo no estilo de ‘Sexo sem compromisso’, em que o casal principal começa num relacionamento baseado em sexo mas se apaixona depois. Mas, apesar de algumas semelhanças, ‘Amizade Colorida’ tem uma abordagem muito mais diferente. 
Por que o relacionamento de Dylan e Jamie se baseia na amizade dos dois. Antes deles resolverem que vão ser amigos “com benefícios”, eles são melhores amigos  e as primeiras cenas do filme mostram como essa amizade é construída, sempre com muito humor. Justin Timberlake e Mila Kunis tem muita química e os diálogos entre os dois são sempre afiados e divertidos, até mesmo durante o sexo (preparem-se para situações bem engraçadas).

A amizade entre os personagens é tão forte que, quando eles decidem que querem namorar, vão juntos atrás de pretendentes, um indica pessoas para o outro. E, quando o relacionamento de Jamie não dá certo, Dylan a consola como um bom amigo que é.
É claro, é uma comédia romântica e eles acabam se apaixonando, mas isso só acontece na ultima meia hora de filme. E o filme brinca o tempo inteiro com os clichês desse gênero, já que Jamie é fã de comédias românticas, e os dois assistem a uma delas juntos. É engraçado ver os personagens tirando sarros dos mesmos elementos que tem no filme “Amizade Colorida”, embora o final consiga surpreender (pouco, é verdade).

Ultimamente está muito difícil assistir a comédias românticas boas de verdade. As novas não são mais tão apaixonantes quanto os clássicos dos anos 90 – a década de ouro da comédia romântica. Esse ano então, vi poucos filmes que se destacassem, todos estão tão recheados de clichê que já nem marcam mais. ‘Amizade Colorida’ tenta fugir um pouco deles e isso é sempre um ponto positivo. É claro, eles não ousam muito, mas alguns detalhes (como o diretor da coluna de esportes que é gay) fogem de estereótipos que se vem em filmes e deixa o ato de assisti-lo muito mais interessante.

O filme também tem alguns pontos negativos, por exemplo, quando os personagens finalmente se apaixonam, ficam meio chatos (pelo menos para mim).  Mas logo voltam ao normal, e o final consegue ser romântico e divertido ao mesmo tempo – como toda boa comédia romântica deve ser.
Mesmo com algumas cenas de sexo, que pode limitar um pouco o publico, recomendo a todos os fãs do gênero, que querem se divertir e suspirar ao mesmo tempo. É a melhor comédia que assisti esse ano, até agora.  Nota 9 – muito bom. 

Amizade Colorida está nos cinemas: Assistiria na telona ou prefere esperar chegar às locadoras? Comente!