Filme: Trabalho Sujo.

segunda-feira, agosto 29, 2011 4 Comments A+ a-



Trabalho sujo é um filme de 2009 com Amy Adams e Emily Blunt no elenco e conta a história de duas irmãos, Rose e Norah.

 

A primeira vista elas parecem ser o oposto uma da outra: Rose trabalha em uma firma de limpeza de residências, tem um filho, é super responsável e sonha em ser contadora. Norah ainda mora com o pai, não para em trabalho nenhum e é super rebelde, ou seja, parece que não cresceu.

Quando Mac, “namorado” de Rose e também policial, sugere que ela entre para o negócio de “limpeza de cena do crime”, Rose até da risada pois não imagina a si mesma limpando sangue etc. Mas depois acaba aceitando e, juntamente com a irmã Norah, elas entram para o “ramo” com a cara e coragem, sem saber nada sobre limpeza biológica.
Conforme o filme vai se desenvolvendo, cheio de situações “cômicas” que as duas passam no novo trabalho, percebe-se que as irmãs tem mais em comum do que imaginam: Ambas são meio traumatizadas por causa do que aconteceu com a mãe, são meio loser e esperam aprovação alheia.
Há também o pai delas Joe, que vive sonhando em empreitadas que lhe dariam muito dinheiro. O garoto Oscar também aparece bastante no filme, com suas perguntinhas que geram constrangimento alheio.


Pô Carol, não enrola! Qual é a história do filme?

Então, esse é o problema com Trabalho Sujo. Não tem história apenas alguns motes vazios que vão se desenvolvendo sem chegar a resultado nenhum, personagens jogados e situações que seriam trágicas se não fossem cômicas (e vice-versa).  O  problema é que até mesmo essas “situações” não tem graça nenhuma: Para não ser chata vou admitir que dei risada durante o filme. Em uma cena apenas. E a do final. Só. Mas não era nem tão engraçado assim, pra falar a verdade.
A justificativa de que o filme mostrou o amadurecimento das irmãs é plausível mas acho que faltou algo a mais com que fundar a história, o roteiro ficou cheio de pontas soltas e nenhum pseudo-cult vai me convencer que aquilo é apenas um “final aberto”. Final aberto tem limite: abandonar os personagens secundários sem conclusão da história deles pra mim é desleixo.
Não tenho nem pra quem indicar esse filme por que não faço idéia do que ele se trata. Se ajudar, o Adoro Cinema diz que é uma comédia dramática, então quem gostar do estilo fique a vontade.
Mas não vá esperando muita coisa. Como eu disse, é um filme sem propósito (tanto que esperei até o ultimo momento que algo acontecesse).

Nota 6Não gostei.


E vocês: O que acham de finais abertos? Gostam, desgostam ou acham que tudo depende da situação? Comentem!

Mulheres solteiras não são de Marte – Letícia Vidica

sexta-feira, agosto 26, 2011 13 Comments A+ a-



                
                
              






                Quando recebi esse livro, uma surpresa da Universo dos Livros, tive um certo preconceito, admito, causado pelo título. “Mulheres Solteiras não são de Marte?”, eu pensei, “será que tem algo a ver com auto-ajuda?”.

                Mas ai comecei a ler o livro e todos os meus preconceitos foram por água abaixo. São várias histórias, narradas pela publicitária Diana, uma mulher moderna e independente mas que continua correndo atrás do príncipe encantado (e se envolvendo com caras comprometidos).

                Toda sexta feira à noite, Diana e suas amigas Betina e Lili vão ao bar do Pedrão e ficam dividindo suas histórias. Elas não tem nada em comum, Betina é uma advogada durona mas que tem uma queda por homens mais novos e Lili é uma herdeira que ama demais os canalhas e se entrega demais em relacionamentos, em parte por ser muito romântica. Mas as três são amigas e, de certa maneira, se completam.
                Eu praticamente devorei o livro, as histórias são muito divertidas e interessantes. Me envolvi com as histórias de Diana e suas amigas, ao mesmo tempo em que via nas histórias várias situações comuns para todas as mulheres. Só para citar um exemplo, tem um texto falando sobre o “Ritual” das mulheres de ir ao banheiro em bando e o que elas fazem la dentro. Quem, sendo mulher, nunca chamou uma amiga para ir ao banheiro? Rs.
                Por algum motivo o livro me lembrou a série “Sex and the City” – uma versão com São Paulo no lugar de Nova York. Não que sejam histórias idênticas, nem as personagens, mas me lembrei de Carrie Bradshaw quando Diana confessou a paixão dela por sapatos. Mas São Paulo não chega a ser um personagem na história quanto é NY em Sex and the City. Na verdade, estou deduzindo que a cidade seja São Paulo por que o livro não cita o nome dela em nenhuma vez (que eu me lembre).

                Resumindo, “Mulheres Solteiras não são de Marte” acabou se tornando uma grata surpresa. É um livro que eu indicaria para todas as minhas amigas, ou para os amigos que quiserem entender a mente feminina (mesmo os personagens sendo meio caricatos). Como o livro cumpre seu papel, que é diversão e entretenimento, dou Nota 8,5 – um livro muito bom mas tirei meio ponto pelo final meio “To be continued”. Será que continua mesmo? Espero que sim .

O que acharam: Acham que mulheres solteiras são algo de Marte? rs Brincadeiras a parte, leriam o livro? 



Resenha: Sede de Prazer – Kimberly Raye

segunda-feira, agosto 22, 2011 9 Comments A+ a-

A vampira Viviana Darland tem uma missão: reviver o melhor momento de prazer que teve na vida quase eterna antes que seu passado a alcance e as criaturas das trevas que ela mesma criou a destruam. Com cetreza Viviana tem direito a um último prazer terreno. E, com Garret Sawyer, o prazer é sempre garantido. Garret tem mais de cem anos de experiência, mas jamais esqueceu seu primeiro amor... ou sua amarga traição. Será que ele está feliz em rever Viviana? Não. Será ele capaz de resistir à necessidade de dar a ela a noite inesquecível que ela tanto deseja? Também não! Mas Garret tem sua própria missão. Com a volta de Viviana, conseguira ele destruir aquele que o tornou um vampiro e recuperar sua humanidade? 

Esse é o terceiro livro da série “Amor a primeira mordida” da Kimberly Raye. Os outros livros da série também tem resenha, você pode ler aqui
A ultima história da série conta a história de Viviana e Garret que, apesar de sua história passada, acabaram não dando certo um com o outro (por motivos que só serão conhecidos no final). Viviana surge do nada na vida de Garret, disposta a ter mais uma noite com ele, antes que as pessoas que ela transformou em vampiro voltem para matá-la.

Como se fosse algum mal fazer com que alguém viva eternamente, né? Nessa série sim, tanto que Garret e seus amigos também procuram a pessoa que os transformou para voltar a condição humana.

Sendo Viviana e Garret vampiros que se conhecem de longa data o livro tem um desenvolvimento um pouco diferente dos primeiros, em que os mocinhos relutavam envolvimento sério por serem “criaturas perigosas” e blá, blá, blá.  Os personagens são mais interessantes e, talvez por isso, o casal “convença” mais do que o do segundo livro por exemplo.

O mistério, como sempre, teve um desfecho previsível, mas gostei bastante da conclusão da série – pelo o que vi há até um gancho para outro personagem e sua futura história.

Enfim, tirando algumas atitudes idiotas que os mocinhos tomaram no final (auto-sacríficio, blargh!) gostei bastante do livro, é uma história de amor e vampiros bem básica mas diverte quem gosta do gênero (eu, por exemplo). Nota 8,5 – um bom livro (o meio ponto foi pelo final que me deixou super curiosa para conhecer a história do xerife Matt Keller).

Dessa vez a resenha ficou um pouco mas quero saber: Também achariam ruim viver para sempre? Comentem!



Filme: Agentes do Destino

sexta-feira, agosto 19, 2011 12 Comments A+ a-

E se sua vida, todo o seu destino já estiver escrito? E se não houver nada que você possa fazer para mudar o seu futuro?

David tem um futuro brilhante como político, é o que todos dizem. Mas, quando estava perto de ganhar a disputa como senador dos Estados Unida os jornais descobrem um fato escandaloso de seu passado e a eleição vai por água abaixo. Nesse momento, sentindo-se desmotivado por ter perdido a eleição é que David encontra Elise.

Ele não a conhece e ela não o conhece mas acabam se beijando. A conversa com Elise acaba inspirando David a fazer um novo discurso, que o impulsiona como um “queridinho do povo” para as próximas eleições.
Um mês se passou. David e Elise estavam fadados a nunca mais se encontrarem, eram as regras que estavam determinadas. Mas um dos “agentes do destino” comete um erro, que ocasiona uma série de situações diferentes da do plano original.

Apenas um encontro ao acaso ou coisa do destino?

O filme tem várias cenas de ação mas não é esse o foco principal. Embora seja centrado num personagem masculino, David, “Agentes do Destino” parece mais um romance, o que me surpreendeu, nunca tinha visto um filme com o Matt Damon com esse ar mais romântico.
Mas, acima do romance, existe a questão do livre arbítrio. De acordo com o filme, o homem não deve ter livre-arbítrio, pois destruiria o mundo. É por isso que Deus o Presidente escreve o destino de todos os humanos e este deve ser sempre seguido. Para isso são enviados anjosAgentes do Destino” que, como o nome já diz, dão uma “ajudinha” para que o destino de cada pessoa aconteça.

Pode ser um café derramado, um celular perdido ou até mesmo um acidente de transito. As vezes essas coisas acontecem por coincidência mesmo mas, de vez em quando, esses fatos são “obra” dos Agentes do Destino. O legal é que eles citam como exemplos coisas que são muito comuns de acontecer o que faz com que quem assista o filme sinta uma certa identificação. Quantas vezes você não deixou de fazer algo ou de ir em algum lugar por causa de uma circunstância adversa? Pois é.

Parecemos mafiosos mas somos os "Agentes do Destino". 


No começo achei esses agentes de capa e chapéu meio WTF mas, depois que entrei no espírito do filme essa sensação foi embora. Eu sempre acreditei em destino e conflito principal do filme (e sua resolução) me fizeram pensar bastante nesse tal de “livre-arbítrio”. Cheguei a conclusão de que, mesmo que o destino exista, ele só se realiza a partir de nossas escolhas pessoais.

Não explicar mais meu ponto de vista para não alongar a resenha, mas achei o filme bem diferente e emocionante. Recomendo para todas as pessoas que gostam de uma história bem contada e não se importe com romantismo na história, nem com a história, que é meio fantasiosa. Dou nota 9 – muito bom.

p.s.: Descobri que o filme é baseado em um conto de um autor chamado Philip K. Dick. Esse autor também teve outras duas obras transformadas em filme: “Blade Runner”,“O vingador do futuro” e “Minority report.”
   Mais uma adaptação de Hollywood, portanto.


E você: Acredita em destino ou em livre-arbítrio? Comente!

(Fallen Angels) Cobiça – J.R. Ward

segunda-feira, agosto 15, 2011 9 Comments A+ a-

                                                                                                                            
                                                                                                            

           Jim Heron é um ex-soldado das forces especiais. Vive de uma cidade a outra e tudo o que tem que pode chamar de seus é sua caminhonete e sua Harley, mas no momento está em Cadwell, Nova York, trabalhando na construção de uma casa gigantesca. Seu patrão, Vincent DiPietro, aparece regularmente a construção e não é a pessoa que Jim mais gosta no mundo, já que parece querer colocar defeito em tudo.
            Mas então Jim sofre um acidente e dá de cara com quatro caras ingleses, que afirmam ser anjos e que dizem que ele, Jim, foi escolhido como decisor de uma luta que já dura milênios: A  luta entre céu e inferno. Jim tem que salvar 7 pessoas que estão consumidas por cada um dos 7 pecados capitais e foi aceito pelos 2 lados por ter quantidades iguais de maldade e bondade. Então Jim poderia agir tanto para salvar quanto para destruir essas almas: Os anjos contavam que ele as salvasse claro.

            Esse é o primeiro volume da série Fallen Angels de J.R.Ward, a mesma autora que criou a Irmandade da Adaga Negra. Adivinhe quem é a primeira alma que Jim deve salvar? Justo a de seu chefe, Vin DiPietro. Vin está prestes a pedir sua namorada Devina em casamento, mas então conhece Marie-Terese, uma mulher com um passado triste e um filho a tiracolo.
            Vin e Marie-Terese, em um primeiro momento, não tem muita coisa em comum: Ele é multimilionário e ela trabalha na profissão mais antiga do mundo. Caso alguém ainda esteja em dúvida: Marie-Terese é garota de programa.

            Comprei esse livro mais por causa da autora mesmo, por que não sou muito chegada nessas histórias que envolvem anjos e demônios. Queria ver se a autora era tão boa quanto se mostrava na série da Irmandade ou se a primeira série fez sucesso por sorte.
            As primeiras 90 ou 100 páginas foram lidas no sacrifício: Só não abandonei o livro por que sou brasileira e não desisto nunca sou teimosa, pois o começo do livro é super parado, confuso e cheio de explicações que são, na melhor das hipóteses, cansativas.  J.R. Ward é uma escritora que normalmente usa bastante analogias mas nesse comecinho de Fallen Angels chegou a irritar (principalmente o primeiro capítulo).

            Mas então começa a história, Vin conhece Marie-Terese e a tudo passou a transcorrer melhor. Pessoalmente, a profissão de Marie-Terese não me incomodou muito, meu filme romântico favorito é “Uma linda mulher”, mas foi um risco que a autora correu: O assunto é muito polêmico e pode incomodar alguns leitores (se você for um desses leitores passe longe desse livro).
            Falando em “Uma linda mulher”, o livro faz referência a esse filme a vários outros, assim como a músicas e obras de arte. Também são positivas as referências a personagens da “Irmandade”, como se em Cadwell você cruzasse com um irmão a qualquer momento (vamos pra Caldwell, galera!), aproxima os leitores da “Irmandade”.

Eu vou, eu vou pra Caldwell agora eu vou... ♫ 

            Esse artifício não teria sido necessário se Ward tivesse criado personagens um pouquinho mais carismáticos em ‘Cobiça’, mas tudo bem: Não é todo dia que se cria um Zsadist ou um Rhage, não é?

            Aos trancos e barrancos a história foi se desenvolvendo e, na maioria das vezes, foi bem interessante. Se você curte histórias com temas sobrenaturais, prepare-se para esse final, você vai precisar de toda a sua compreensão para aceitar a farofa que a autora criou: Lembre-se de que é uma história de ficção então tudo pode acontecer (sem mais comentários para não soltar spoiler). Mas eu me perguntei se Ward não estava assistindo muito “Supernatural” quando escreveu esse livro.

            Apesar dos pesares, indico para os que curtem histórias com o tema sobrenatural. A série é razoável e, ao que tudo indica, vai ter 7 livros, todos com uma pitada de sobrenatural e romance. Minha nota é 7,5 – é um livro razoável. O meio ponto foi por que, mesmo com tantos aspectos negativos, ainda pretendo comprar o próximo livro. Depois conto para vocês. 

Morte e Vida de Charlie St. Cloud – Ben Sherwood. (Resenha)

sexta-feira, agosto 12, 2011 18 Comments A+ a-














Quando lançaram o livro e o filme “Morte e Vida de Charlie St. Cloud" eu pensei “Nossa, mais uma história triste”. Não gosto de histórias tristes, vocês sabem, então tinha tanta vontade de ler esse livro quanto de ler qualquer drama do Nicholas Sparks.
Mas então eu li a sinopse e percebi que não era uma história de superação, sobre um cara que perde o irmão mas que tenta superar a perda e o luto. Achei interessante e pedi o livro.
Estou contando isso por que, um dia após o livro ter chegado em casa, eu tive a oportunidade de assistir o filme. Normalmente prefiro ler o livro antes, mas dessa vez o filme veio primeiro. E acho que foi isso que mudou completamente minha visão de “Charlie St. Cloud”, o livro.
É impossível escrever essa resenha sem comparar um com o outro, mas vou tentar fazer muito pouco, principalmente por que já postei a resenha do filme AQUI. Se vocês leram o que eu escrevi sobre o filme algum tempo atrás, sabem que o que eu mais gostei em “Morte e Vida de Charlie St. Cloud” foi a maneira como trabalharam a história: Pegaram um tema pesado, como o luto, e o trabalharam de maneira leve, sem apelar para o trama etc.

Pois é, o livro é completamente diferente do livro e em todos os aspectos. Quer dizer, a história continua a mesma: O jovem Charlie St. Cloud perde o irmão Sam num acidente de carro e se sente terrivelmente culpado pela sua morte. Mas Charlie e Sam fizeram uma promessa de sempre estarem juntos eo espírito de Sam cumpriu a promessa: Todos os dias, ao por do Sol, Sam aparecia no cemitério e ele e Charlie jogavam baseball juntos, sem falta. Charlie nunca se atrasou para esse compromisso mas, ao conhecer Tess Carroll, uma velejador que quer dar a volta ao mundo, sente-se dividido entre o passado e o futuro, entre sua promessa de anos atrás e um futuro com a mulher que ama.

Basicamente é essa a história do livro e do filme e nisso eles são iguais. Mas o resto...

Para começar o Charlie St. Cloud do livro tem olhos castanhos e é bem mais velho (e mais forte) que Zac Efron. A cada vez que o autor descrevia os “músculos e braços fortes de St. Cloud” meu cérebro tinha um curto circuito por que é muito difícil associar essa descrição ao garoto magro da capa. O mesmo acontece com Sam St. Cloud: No livro ele é 3 anos mais novo que Charlie e no filme essa diferença de idade é muito maior. A única a ser mais ou menos parecida no filme e no livro é Tess – a descrição é bem parecida, só muda a cor dos olhos, que no livro são verdes.
Estou me referindo por enquanto apenas a aparência física, mas os fatos também são diferentes e a maneira de narrá-los também. Como o livro em que o filme foi “baseado” “Vida e Morte...” tem muito mais detalhes, obviamente, e mais personagens. Florio, o paramédico que salvou Charlie, tem um papel muito mais importante no livro do que no filme por que, no livro, é Florio quem nos conta a história de Charlie.
E toda a narrativa e os acontecimentos da história estão um pouco ou muito alterados do original. Sério, acho que não tem uma cena de Charlie St. Cloud – o livro que seja igual a Charlie St. Cloud – o filme.

No livro, Charlie e o irmão não velejavam juntos. 

Talvez se tivesse lido o livro antes eu teria gostado um pouco mais dele. Talvez. Por que, quando comecei a ler o livro já sabia tudo o que iria acontecer e isso atrapalhou um pouco minha ligação com a história. Não consegui “pegar” a narrativa de Ben Sherwood, nem a seu estilo que considerei enrolado, arrastado. Os fatos iam acontecendo e ficava pensando “Pra quê?” ou então “Quando tal coisa vai acontecer?”.

Além disso, enquanto o filme é leve e esperançoso o livro é meio dramático, dá para perceber que o autor tenta emocionar os leitores com suas frases de uma linha e descrição dos sentimentos dos personagens.
 Muitos comparam Ben Sherwood a Nicholas Sparks. Pois é, agora tenho mais um motivo para não ler Nicholas Sparks por que não gostei mesmo do estilo de Ben Sherwood.

O que não quer dizer que seja um livro ruim apenas que a história não me cativou. Indico o livro para os que gostam do estilo dramático e com final de redenção. Se você é fã de Nicholas Sparks ou dos filmes baseados nos livros dele vai gostar de “Morte e Vida de Charlie St. Cloud”. Eu ainda prefiro o filme. Nota 6,5 – não gostei, mas dei meio ponto pelo relacionamento de Charlie e Tess que é tão bonito no livro quanto no filme. 


E você? Curte livros com uma pitada de drama? Leria esse? Comente! 


Resenha: Anjos Apaixonados. – Lori Foster

segunda-feira, agosto 08, 2011 9 Comments A+ a-

                                                                                                                            
             Yeah, romance de banca!

Não sei por que estou comemorando, mas é que faz tempo que eu não escrevia sobre. O livro da vez se chama “Anjos Apaixonados”, da Lori Foster, uma das minhas autoras favoritas, que eu já elogiei bastante aqui no blog. Não que Lori Foster mereça um Pulitzer mas gosto do estilo dela e da maneira como ela torna os enredos interessantes e os personagens também, mesmo com os clichês.

O legal é que, ao contrário do outro livro da autora que eu resenhei aqui, em “Anjos Apaixonados” as duas histórias se complementam, isto é, personagens que na primeira história são coadjuvantes, na segunda são principais.

A primeira história do livro se chama “Farsante”. Nela Dane Carter, se faz passar pelo seu irmão gêmeo recém falecido para investigar a morte do irmão. Sob a identidade de Derik, Dane acaba se apaixonando por um antigo caso de seu irmão.
Angel Morris, a mulher em questão, não sabe que está diante de um homem diferente mas, mesmo assim, sente que aquele Derek a sua frente é muito mais atraente do que o que conhecia antes, ainda que ambos fossem iguais. Logo os dois se envolvem ao mesmo tempo em que um vilão fica a espreita e quer acabar com Angel.
Se você pensar racionalmente, essa história não faz nenhum sentido. Afinal, que espécie de pessoa se faz passar pelo irmão morto e ainda dá em cima a ex-namorada do irmão? Mas é um tema bem comum para romances de banca e, de uma maneira completamente literária, faz sentido. Como sempre, Lori Foster escreveu uma história envolvente e hot e com personagens principais muito bons e interessantes (principalmente Dane).

Li essa história em um dia e gostei bastante, ainda que a identidade do vilão estivesse um pouco óbvia (esse é o lado ruim de usar poucos personagens). O ritmo do livro é agradável, o que me faz pensar que, dessa vez, não houve nenhum corte (ainda bem!). 

O mesmo se passa na segunda história onde vemos o amigo e a irmã de Dane, Alec e Celia. No primeiro livro eles pareciam não ir com a cara um do outro, mas é um romance, né?
A história se chama “Paixão Cega” e nela, Alec e Celia investigam o desaparecimento de uma jovem, que provavelmente foi parar no mundo da prostituição. Alec é ainda mais mau-encarado que Dane, o que chega a ser engraçado por que todo mundo tem medo dele. Inclusive Celia, no começo.

Essa história tem uma abordagem um pouco diferente da primeiro, pois o casal já se conhecia, só não sabia como lidar com a atração que sentiam um pelo outro. As duas histórias são muito boas mas eu prefiro a segunda, me lembra alguns de meus livros preferidos.

Eu não tenho nenhum ponto negativo para citar, é uma história simples e despretensiosa e foi ótima para ler durante um hiato entre livros. Recomendo aos que gostam de romances e estão a fim de ler uma história bem escrita, ainda que com alguns clichês (nada contra, eu amo clichês). Considerando tudo isso, dou nota 8 – é um bom livro

***
Agora eu quero saber: Leriam o livro? O que acharam? 

[Filme] Morte e Vida de Charlie St. Cloud

sexta-feira, agosto 05, 2011 22 Comments A+ a-

Charlie St. Cloud é um jovem que tem a vida pela frente. Bonito, inteligente e talentoso, ganhou uma bolsa de estudos em Stanford por sua habilidade no iatismo e, por isso, é o orgulho de sua mãe, uma mulher que trabalha muito para manter os dois filhos, Charlie e Sam.

Sam e Charlie são bem próximos,  apesar de Sam ser mais novo. Jogam baseball juntos, velejam juntos e até discutem mas é coisa de irmão mesmo.
Está tudo indo bem mas, se continuasse assim não ia ter filme né?
Então acontece um acidente e Sam acaba morrendo. Charlie, que estava dirigindo, se culpa muito pelo acidente e, por vezes tem vontade de ter morrido também.
O único consolo de Charlie são os finais de tarde quando o irmão morto magicamente aparece e, no cemitério em que Sam foi enterrado, eles jogam baseball juntos. Isso acontece nos 5 anos seguintes e Charlie desistiu de todo o seu futuro só para ficar ali, esperando que toda a tarde seu irmão aparecesse. Ele havia feito uma promessa a Sam e não estava disposto a quebrá-la.
O filme “Morte e Vida de Charlie St. Cloud” tem uma mensagem bem simples, fala sobre luto e da maneira como nós reagimos diante da perda de alguém querido. Será correto deixar seu futuro em espera e deixar-se ficar no passado? Como superar, como seguir em frente, sem aqueles que amamos?
O roteiro é um pouco previsível, quem assiste filmes no geral sabe interpretar as “dicas” que a história vai dando. Eu, como sempre, tenho uma mania (irritante para quem assiste a filmes comigo) de tentar sacar o que vai acontecer no filme antes da história revelar. Nesse filme fiz isso com facilidade então, uns 10 minutos antes da reviravolta acontecer eu já estava falando o que ia acontecer (Essa sou eu, a chata. Mas é assunto para outro post.)

Para aqueles que pensam em “Morte e vida...” como um dramalhão, fiquem tranqüilos. A maneira como esse assunto forte é abordado é super leve e isso para mim é um dos grandes pontos positivos do filme: Apesar do tom melancólico, “Vida e morte de Charlie St. Cloud” também traz um final esperançoso, de superação. A dor e tristeza ainda estão lá (sempre estará para aqueles que perdem alguém), mas a vida continua.
Zac Efron e Amanda Crew não me convenceram muito como um casal no começo. Ela parece mais velha e mais alta que ele, mas no filme ambos estudaram juntos. Porém a história foi se desenvolvendo e me vi torcendo por eles, para que pelo menos dessa vez acontecesse algo de bom para o Zac Charlie.


Não rolou química.


Sobre a atuação deles, não tenho muito que comentar. O menino que fez “High School Musical” (um filme que eu odeio, a propósito)  cresceu e está se esforçando para ser mais que “um ator teen”, ser um bom ator. Ainda não conseguiu, mas é aplicado e, se escolher os papéis certos, tem futuro. Amanda Crew (Premonição 3) é uma atriz média também e Kim Bassinger e Ray Liotta dão um toque de experiência ao elenco, mas não aparecem muito.


Apenas comecei a ler o livro em que o filme foi baseado mas percebi que a história dos dois é bem diferente, pelo menos o começo. Como em breve vai ter resenha do livro por aqui, não vou me estender muito no assunto, mas deu para ver por que aquele tal de Florio tem uma certa participação no filme.


Indico para aqueles que gostam de histórias bonitas e emocionantes. Não é um filme brilhante, não é um roteiro brilhante mas um filme não precisa ser brilhante para ser bom, basta ser coerente e correto. E “Morte e Vida de Charlie St’ Cloud” conseguiu tal proeza. Nota 8Um bom filme.

p.s.: Muitos comparam com Nicholas Sparks. Não leio o autor mas, comparando com os filmes, pode até ser que os dois tenham estilos parecidos. Mesmo assim gostei mais desse filme do que todos os filmes baseados em Nicholas Sparks que eu já vi (e foram muitos).

Já ouviu falar desse filme? Pensa em assistir ou já assistiu? O que achou?

Resenha: Quando ela se foi – Harlan Coben

segunda-feira, agosto 01, 2011 15 Comments A+ a-

                      
             



             


      Myron Bolitar já foi um atleta com um futuro promissor no basquete. Uma joelho destruído e alguns anos depois e ele é um agente, representando não apenas atletas mas também escritores, cantores e artistas em geral.
          
        A vida de Myron ia mais ou menos bem, até que ele recebe 
um telefonema de Terese Collins, uma mulher que ele conhece há 10 anos. Apesar de Terese ter ajudado Myron a salvar a vida do filho no passado, ele pouco sabe sobre ela e há muitos anos não há vê e nem tem noticias dela.
            Ela diz a ele “Venha para Paris” e, por mais que seu tom pareça sedutor, Myron sabe que há algo por trás desse pedido: Dessa vez é Terese quem precisa de ajuda.  Myron hesita um pouco, mas vai a seu encontro.

            Logo nesse inicio de Quando ela se foi percebe-se que esse é um livro que faz parte de uma série, mas não é o primeiro; Os personagens já têm suas características meio definidas e, em alguns momentos são citadas situações de um passado recente, outros casos que Myron “investigou”.
            Por que, como eu escrevi no começo, Myron Bolitar não é um investigador. Mas alguns casos acabam surgindo e ele, que tem um certo complexo de herói, se vê envolvido em situações que vão muito longe do dia-a-dia de um simples agente de celebridades.
            Em Paris, Terese diz a Myron o por que de ter ligado: Seu ex-marido, Rick Collins, ligou pedindo que ela fosse encontrá-lo dizendo que tinha uma noticia que iria mudar a vida dela. Mas Terese já estava ali a alguns dias e Rick não entrara mais em contato. Ela diz a Myron que tem certeza de que algo aconteceu com ele e pede ajuda para encontrar o ex-marido.
            Myron é um sujeito meio convencido, com pinta de galanteador mas no fundo e bem romântico e, como eu já falei, tem complexo de herói. Por isso concorda em ajudá-la. Não demora muito e eles descobrem que Rick Collins está morto e que, perto do corpo dele, há uma mancha de sangue cujo DNA supostamente pertence a filha de Rick e Terese. 
            É ai que começa o livro: Por que Terese não pode mais ter filhos e a única filha do casal morreu num acidente de carro vários anos antes.

            O livro tem um estilo que lembra um pouco “A traição” de Christopher Reich só que sem tantas situações de espionagem e mais centrado nos personagens e em seu envolvimento do que em explosões e tiroteios. Não que não haja ação nesse livro mas é que o foco é diferente.
            Além disso, é um livro bem humorado, de uma maneira bem irônica. A narrativa é em primeira pessoa, na visão de Bolitar e, por mais que no inicio eu não gostasse muito dele, logo me vi fascinada por esse cara metido a investigador e que considera achocolatado sua bebida favorita (ele não bebe nada alcoólico).


            Outros personagens também são bem carismáticos, como Win, o melhor amigo de Bolitar e que é práticamente o oposto dele (tanto na aparência quanto na maneira de pensar). Esperanza, outra amiga de Myron, não aparece muito mas também é uma personagens bem legal. Para vocês terem uma idéia ela é formada em direito e tem um filho, mas já foi lutadora de Wrestling e tem um passado bem promiscuo (palavras do Myron, não minhas).
            Da para perceber que a maioria dos personagens são meio caricatos, mas eles são bem divertidos. Quanto ao enredo, é bem construído, com algumas reviravoltas e segredos que poderiam ser mais surpreendentes se a sinopse não entregasse um pouco.

            Outra coisa que a sinopse também entrega é o final feliz, o que considero outro positivo do autor. Por mais sem esperanças que seja a situação, Coben (foto dele ao lado) consegue criar um desfecho positivo e, apesar de percebermos, logo no parágrafo seguinte (e ultimo parágrafo do livro) o quanto aquilo é efêmero, é um final que agrada aos mais românticos.

            Mas, antes do final, muita coisa acontece. Fui dormir de madrugada por que não consegui soltar o livro nas ultimas cenas, quando a ação atinge o ponto máximo e tudo parece sem solução.

            Recomendo o livro a todos que gostam de uma boa história policial, escrita com linguagem simples. É o primeiro livro do autor que leio e, com certeza, irei ler outros. E de preferência sobre Myron Bolitar. Nota 9muito bom.


E você, gosta de literatura policial? Leria, ou já leu, esse livro?