RESENHA: Amante Vingado - J.R. WARD.

sexta-feira, dezembro 23, 2011 7 Comments A+ a-







Aviso: Essa é a resenha do sétimo livro da Série da Irmandade da Adaga Negra e pode conter spoiler dos livros anteriores a esse. 

Para ler as resenhas na ordem, clique nos links abaixo (estão listados na ordem de publicação) 

1-                  Amante Sombrio 
2-                 Amante Eterno
3-                 Amante Desperto 
4-                Amante Revelado 
            5-        Amante Liberto  
            6-        Amante Consagrado



“A questão com os sympathos é que eles adoram muito a maldade em si mesmos para que outros possam confiar neles”. (pág. 48)


Rehv é meio-sympatho, sempre lutando contra sua natureza maligna e, vez ou outra, deixando-se levar por ela. Ele também é dono de uma boate, onde age como traficante, cafetão e agenciador de apostas.
Ehlena é uma jovem enfermeira, antes pertencente à alta-sociedade vampira, mas agora tendo que trabalhar pelo seu sustento. Cuida do pai, que é mentalmente instável e tem pouco tempo para uma vida social.
Um é um anti-herói típico, escolhendo fazer o certo apenas por motivos pessoais, agindo a sua própria maneira. A outra, uma típica heroína, a bondade uma coisa natural, sempre disposta a ajudar o próximo.
A primeira vista Rehv e Ehlena não tem nada em comum mas, como o próprio Rehv pensa logo no inicio do livro, ambos tem aquele sentimento de não pertencerem a lugar nenhum, de estarem sozinhos mesmo rodeados de pessoas (clichê mode on) e essa solidão é o que chama a atenção de Rehvenge no inicio.
Mesmo quando ele passa a se sentir atraído por ela, não faz nada a respeito, porque não se considera digno de nenhuma fêmea.  Porém, por que isso é um romance e por que é inevitável, Rehv e Ehlena acabam se envolvendo.

PONTOS FORTES.

Setecentas e doze páginas de IAN. Confesso que no inicio achei que isso iria ser um baita ponto negativo, mas me surpreendeu a maneira como Ward conseguiu fazer com que esse número de páginas não soasse um exagero. A autora ainda utiliza o romance como tema principal de suas histórias, mas, como vinha acontecendo em outros livros e mais ainda nesse, são várias as histórias narradas e se entrelaçam. Wrath e Bella são co-protagonistas em “Amante Vingado”, surge um novo desafio que coloca o relacionamento deles em crise, e é tão interessante rever esse casal quanto acompanhar a evolução do de Ehlena e Rehvenge.
Falando deles, aliás, no começo achei Ehlena meio sem-sal, mas depois achei que ela é perfeita para o Reverendo. É o tipo de mulher que ele parece admirar desde “Amante Revelado” quando teve uma “quedinha” pela Marissa (Freud explica: Reparem na mãe do sujeito) e, conforme o livro vai transcorrendo, percebi que Ehlena era uma lutadora, à sua própria maneira (todas as heroínas da Ward são).
Como ponto positivo há também John Matthew, que continua sofrendo mais que a Maria do Bairro. O relacionamento dele e de Xhex também dá uma progredida no começo desse livro, o que faz com que roubem a cena, pelo menos para mim. Não é segredo para ninguém que eles foram a salvação do livro anterior.
Em tempo: Phury quase não aparece, o que é sempre um ponto positivo.

PONTOS FRACOS.

Ainda que várias histórias sejam narradas Ward teve que fazer malabarismos para trabalhar com todos os personagens que criou. É nítido que a autora adora citar um ou outro personagem, enquanto que outros têm pouquíssima participação: Mary, por exemplo, só tem uma voz depois na página 555 por que, antes disso, nem seu nome a autora escreveu.
Outro ponto negativo foi o surto bad boy do John. No começo eu até entendi sua atitude, já estava esperando uma reação assim depois que ele  foi “chutado” pelas duas pessoas com quem mais se importava, quase em seqüência. Mas depois aquela história de bêbado foi enchendo o saco e a maneira como ele trata Xhex quase no finalzinho do livro foi a gota d’água, me senti quase traída pela mudança tão brusca no personagem.
Falando nisso, eu disse acima que o John sofria mais que a Maria do Bairro mas a Xhex também não fica muito atrás, a vida dela bem que poderia se chamar “Desventuras em Série”. Porra, Ward!
E Lash é tão babaca que não vou nem comentar (apesar de eu ainda preferir ele a um redutor comum).

Conclusão.
Depois do sofrível “Amante Consagrado”, Ward volta a se superar. A autora volta às origens em “Amante Vingado”, retomando personagens “esquecidos” e fazendo com que os fãs (eu entre eles) sintam-se tão conectados com a história que acabam se esquecendo de que no final tudo dá certo: Acho que, desde os primeiros livros, não sinto uma ansiedade tão grande quanto a que eu senti na seqüência dentro do túnel.
O resultado é um novo fôlego para a história dos Adagas e a impressão de que, apesar de ter muitas histórias para serem contadas, a autora ainda parece saber o que está fazendo. Nota 9,5 o livro não entrou na minha lista de favoritos mas é tão bom que chegou bem perto.

P.S.: Apesar dos elogios infinitos a autora e a esse livro, quero deixar registrado que estou preocupada com a história de John e Xhex. Espero sinceramente que John não aja como um babaca em sua própria história. 


Você lê essa série? O que achou da resenha? Aguardo sua opinião! 


Paixão Inesperada - Lori Foster (Resenha)

segunda-feira, dezembro 19, 2011 2 Comments A+ a-


            Ray é uma mercenária tão durona quanto qualquer homem. Quando Eli a contrata para ajudar a resgatar seu irmão, preso na América Central, ela reage com pessimismo a ideia de o contratante deseja ir junto. Para Ray, Eli não passa de um riquinho mimado, assim como o irmão dele, preso entre guerrilheiros.
Mas o tempo que passam juntos nas selvas da América Central os aproxima e eles acabam cedendo a tentação de ficarem juntos, mesmo em ambiente tão hostil.  A questão é se esse relacionamento entre eles terá algum futuro depois que a missão terminar.
“Paixão Inesperada” é o tipo de livro que eu geralmente nem daria muita bola, não fosse pela autora. Essas histórias que se passam na maior parte do tempo em território hostil, seja floresta, ou deserto ou o que mais, nunca fizeram parte da minha lista de “motes preferidos” para romances.
Mas é da Lori Foster e, como geralmente gosto dos livros dessa autora dei uma chance. E não me decepcionei nenhum pouco.
Esse é um típico romance da autora, o mocinho é alto, forte e mandão (apesar de gentil) e a mocinha bate de frente com ele, mas acaba cedendo uma vez ou outra.

No caso de “Paixão Inesperada” isso foi ainda mais interessante de acompanhar, por que Ray é uma mocinha durona e independente. Quando disse que Ray era mercenária não estava exagerado: A mocinha desse livro sabe lutar e atirar melhor do que qualquer homem.
Só que o que ela não esperava era encontrar um homem não só mais alto que ela como também melhor do que ela (pelo menos no quesito luta). Eli é um grandalhão um pouco arrogante mas que impressiona Ray, não só pelo físico maravilhoso mas pela maneira como a respeita, não a subestimando só por ser mulher.

As cenas do livro são tão hots quanto os outros livros da Lori Foster que já li e, apesar do que essa sinopse meia-boca que eu fiz no começo possa deixar subentendido, eles saem daquela floresta no final das contas – e exploram outros ambientes.
Na verdade é quando o livro fica mais interessante, quando eles saem da mata Ray mostra um lado mais humano que, durante a missão, não quisera mostrar. É quando o relacionamento entre ela e Eli fica mais “normal” e romântico e as diferenças no estilo de vida dos dois são acertadas.

Com o papel de “vilão FDP” há o irmão de Eli, um idiota do qual nem lembro o nome. Seria melhor que tivessem deixado aquela garoto na mata por que vai ser metido a besta assim lá longe... No final ele é retratado como uma vítima da criação mimada que recebeu mas não sei se gosto dele.

Indico esse livro para quem gosta de romances intensos, com personagens meio estereotipados mas que nos fazem “curtir” a historia do começo ao fim. Nota 9um livro muito bom no que se propôs a fazer (entreter com uma história romântica). 




E você: O que acha desses romances que se passam em territórios hostis (ilhas desertas, florestas, desertos etc...)? Leria esse? Comente!


Filme: Quero matar meu chefe

sexta-feira, dezembro 16, 2011 7 Comments A+ a-

       
             Todo mundo tem/já teve um chefe de quem antagonizamos ou por nos tratar de uma maneira infame ou por ser um babaca mesmo.  Com essa premissa o filme “Quero matar meu chefe” conta a história de 3 amigos, Nick, Kurt e Dale que não se contentam em apenas xingar seus empregadores pelas costas: Resolvem matar seus patrões.

Os motivos que os levam a isso são diversos: Nick está cansado de Harken, um sádico que o humilha por um atraso de 2 minutos e o faz trabalhar como um louco. Kurt não suporta ver o filho de seu chefe anterior destruindo a empresa. E Dale tem a situação mais hilária de todas: Quer que Júlia pare de assediá-lo durante o trabalho.

Pedir demissão não está nos planos desses amigos então o homicídio é escolhido como a única opção. Eles contratam ajuda profissional, mas no final têm que se livrarem sozinhos de seus horríveis chefes (Horrible Bosses, titulo original).
Isso rende várias risadas por que eles são muito atrapalhados e fazem tantas besteiras que faz você pensar como escapam da situação em que se meteram. Além disso, o filme tem Jennifer Aniston no papel de uma chefe-tarada e Colin Farrel como um viciado feioso o que é tão diferente dos que eles costumam fazer que já rende umas risadas a mais.

Colin Farrel (de vermelho) - quase irreconhecível.

Quis assistir a esse filme pela sinopse e também pelo elenco que é composto de rostos ou famosos ou conhecidos. Depois do fiasco que foi ‘Missão Madrinha de Casamento’,  fui meio desconfiada escolher outra comédia e ‘Quero matar meu chefe’ pareceu uma boa opção  pelos motivos citados.  Não é que esses dois elementos sejam sinônimo de uma boa comédia mas o filme ainda tinha a Jennifer Aniston no elenco e, por mais ruim que  seja o filme, eu sempre acabo dando uma risada ou outra com ela. E isso se deve por que gosto da maioria dos filmes que ela faz e não porque sou uma fã de Friends, a propósito.

Júlia e Dale renderam ótimas risadas.
Dito e feito, foi justamente as cenas dessa atriz que me fizeram rir mais. Mas o filme não é ruim e todo o elenco faz seu papel e nos traz pelo menos um sorriso no rosto. Entre os amigos o destaque vai para Dale, a cena em que ele usa drogas sem querer é uma das mais engraçadas do filme. Minha dica é que assistam a esse filme legendado por que só de ouvir a voz desse ator eu já ri, é muito desengonçada e combina perfeitamente com o personagem que é bem bobo também.

O resultado é um filme divertido, que não chega a ser exatamente hilário mas cumpre muito bem o seu papel, que era me divertir e provar que ainda há comédias razoáveis no mundo. Nota 8um bom filme. Na verdade o filme por si só renderia um 7 mas foi meio ponto por Julia e meio ponto por Dale. =P

***

Uma ótima dica para o seu Final de Semana! Assistiria? Comente!

Um conde para Meg – Stella Cameron

segunda-feira, dezembro 12, 2011 2 Comments A+ a-


            Li esse livro pela primeira a muitos anos atrás, no longínquo ano de 2007. Já tinha lido “A Orfã” da Stella Cameron e sabia que autora escrevia histórias de época com um romance e mistério.

“Um Conde para Meg” conta a história da jovem Meg Smiles que pode ser considerada a frente de seu tempo (1821): Tinge os cabelos (já falei sobre isso aqui), mora sozinha com a irmã em uma pensão e pratica abstração, recitando mantras para meditar.
Meg decide arrumar um emprego e se candidata como acompanhante da irmã de Jean-Marc. O conde percebe que Meg é uma mulher que fala o que pensa e a contrata. A química entre eles também é instantânea e os personagens principais pouco lutam contra ela, mas não admitem que estão apaixonados.
Então começam a acontecer alguns atentados contra a vida de Meg, o que aproxima ainda mais o casal e dá inicio ao mistério do livro. Quem quer ver a pobretona Meg Smiles morta? E por quê?

Uma coisa muito legal desse livro é que algumas partes são narradas pelo fantasma Septimus Spivey, que era dono da pensão onde Meg reside. Spivey é um lorde arrogante e metido a besta que, não suportando a ideia de ver sua preciosa mansão sendo ocupada pela “ralé” resolve expulsar todos, um por um. O problema é que ele é muito atrapalhado e acaba agindo como um “cupido” para Meg e Jean-Marc, além de protagonizar cenas muito engraçadas.
Paralelo a isso também há o affair entre o valete de Jean-Marc e a ex-amante do conde, Lady Upworth. É um casal muito interessante de se acompanhar, os dois têm segredos obscuros e uma ética duvidosa, o que já me fez gostar deles. E tem também Hunter Latimer, que é o protagonista de “A Orfã”, mas, nesse livro, não passa de um coadjuvante (“A Orfã” é a continuação de “Um Conde para Meg”).

O final é feliz e pouco surpreendente mas gosto bastante esse livro, tanto que de vez em quando eu releio. Stella Cameron nos apresenta personagens fascinantes, com uma escrita que vicia e cenas bem hots, o que pode afastar os leitores que não gostam dessas cenas nos livros. Vale lembrar que se trata de um romance de banca, então a sensualidade está atrelada ao romance em suas histórias. Mas há sempre aqueles que vão achar pesado demais, como também haverão aqueles que vão amar o estilo da autora (eu).  Dessa vez, ao reler o livro, lembrei de Candace Camp, outra autora que eu gosto bastante e que já resenhei aqui no blog.
Recomendo a todos que querem acompanhar uma bela história de amor, passada no período Regencial, com os elementos que citei acima. Se você gosta desse tipo de livro, com certeza vai gostar desse. Nota 10 – muito bom e está dentre os favoritos.

(Resenha) Confissões de um turista profissional - Kiko Nogueira.

sexta-feira, dezembro 09, 2011 3 Comments A+ a-

                 Imagine um livro que te interessa só de olhar o título – foi assim com “Confissões de um turista profissional”.  Bati o olho no título e já o coloquei no topo da minha lista de leitura.
                A capa do livro é colorida e atraente, o tema é daqueles de interesse geral: Um turista dá uma opinião realista dos lugares que visitou, desde companhias aéreas até os lugares e tipos de viajantes que aparecem em seu caminho. Como não gostar desse livro?

                Admito que quando li a sinopse imaginei algo mais específico. Esperava um guia de curiosidades de vários países, algo como “quando for à Argentina...” e uma dica simpática e bem humorada logo em seguida.
                Mas o livro é um pouco diferente disso. Uma reunião dos melhores textos da coluna escrita por Kiko Nogueira em algumas revistas de turismo (não vou lembrar o nome), os textos são quase crônicas, com uma opinião meio amalucada sobre assuntos desse “mundo das viagens”.  São crônicas sobre primeira classe de avião, por que não visitar a Mona Lisa no Louvre (uma das melhores), por que paulistas são turistas tão metidos como os americanos... Essas e outras pérolas no humor de Jota Pinto Fernandes, o pseudônimo do autor.
                É um livro bem curtinho, tem 94 páginas, sendo cada texto de uma pagina e meia, mais ou menos. O resultado é uma leitura rápida e descompromissada, que atende bem ao seu objetivo principal, que é o de entreter o leitor com a leitura das opiniões de Jota Pinto, ao mesmo tempo em que desperta uma leve reflexão sobre alguns dos temas polêmicos abordados.
                Mas quando eu falo de “leve reflexão” é bem leve mesmo. Aliás, leve como o próprio livro, que recomendo a todos que querem uma leitura para as férias – ou um bom presente para dar de “Amigo Secreto”.  ‘Confissões de um turista profissional” dificilmente será o livro favorito de alguém, mas também não será o mais odiado, o que o torna o presente perfeito. Nota 7,0 razoável.


Uma resenha curtinha para um livro curtinho. O que acharam? Querem ler "Confissões de um turista..."? Comente e faça uma blogueira feliz! =)

Resenha: Coração Aprisionado - Miranda Lee.

segunda-feira, dezembro 05, 2011 3 Comments A+ a-

                Jack Pollack é um viúvo que está pouco interessado em romances e mais em expandir seus negócios. Ele compra empresas a beira da falência, leva-as para o topo novamente, e depois revende, ganhando muito dinheiro com isso.
                Mas, após ter um sonho com sua falecida esposa, Karen, ele resolve adquirir uma empresa de cosméticos, com pouco potencial – apenas por que teve um pressentimento, através do sonho de que deveria fazê-lo.
                Leah Johanssen é a recepcionista da Beville Holdings, empresa que Jack comprou. Estava no emprego na por que precisasse do dinheiro (ela é riiicaa!) mas por que queria ser útil de alguma maneira. A atração entre Jack e Leah é instantânea e, em um primeiro momento, isso faz com que eles se antagonizem. Mas eles acabam cedendo ao desejo e, o que começa como um caso apenas, pode se transformar em um grande amor.

                Miranda Lee é uma autora que eu gosto bastante, sempre que vejo algum livro dela “perdido” no sebo costumo pegar – depois de me certificar que ainda não o li, é claro. A autora tem uma escrita razoável e cria alguns personagens e relacionamentos interessantes mas, o que me fez mesmo gostar dela é uma série chamada “Jogadores de Poker” (ou só “Poker” não me lembro). É uma série bem simples mas que tem como mote principal um dos meus casais preferidos – Rico e Renée. Conto mais qualquer dia desses.        
                Porém, alguém muito sabio já disse uma vez que todo escritor, por mais que escreva, escreve somente um livro, uma história que vai repetindo em todos os outros. E é exatamente esse o caso com Miranda Lee.

                No caso, o cerne da história é sempre o mesmo e Miranda Lee varia entre dois tipos de mocinhos e dois tipos de mocinhas...

  • Tipo 1. - Os mocinhos são badboys com algum trauma no passado e dificuldade em se apaixonar pela mocinha que (nesses casos) é sempre loira, jovem e ingênua.
  • Tipo 2. – Ao contrário do primeiro tipo, esses nasceram em berço de ouro e se apaixonam pela mocinha logo de cara. Esta, embora sinta o mesmo, faz o tipo frio – o que obriga o mocinho a fingir ser um badboy.

Blah, por que estou dizendo isso? Bom, como eu disse há algumas linhas, eu gosto muito dessa autora. Mas só quando os personagens são do segundo tipo (não sei explicar, questão de gosto mesmo). Quando vejo que a história é “tipo 1” já perco interesse, acho as mocinhas muito toscas.

E eu contextualizei tudo isso ai em cima só para dizer por que não gostei muito de “Coração Aprisionado”.  É uma história “tipo 1” e percebi isso assim que vi que os cabelos da mocinha eram loiros (não perguntem por que, mas essa autora só faz mocinhas idiotas com cabelo loiro). Logo, não teve como me ligar muito ao drama dos personagens, não teve como gostar muito da história – quase não terminei – e não tem como eu dar uma nota além de 6 – sinal de que não gostei mesmo. Normalmente até os livros “tipo 1” da Miranda Lee são razoáveis mas nesse não rolou.

E vocês, já leram algum livro da Miranda Lee? Se não, que outros romances de banca já leram? Sugestões são sempre bem-vindas!

Filme: Missão Madrinha de Casamento (Resenha)

sexta-feira, dezembro 02, 2011 5 Comments A+ a-

             Annie e Lilian são amigas de infância. Mas enquanto Lilian se encontra em êxtase por conta de seu casamento que se aproxima, a de Annie não vai nada bem: Seu “negócio dos sonhos” faliu, seu emprego atual é uma droga, seu carro é velho, ela não tem dinheiro para pagar o aluguel e ainda vive um relacionamento baseado em sexo com um canalha.

Poderia ser pior? Claaaro que sim, isso é um filme de comédia (eu acho).

Para piorar a vida de Annie, surge uma rival na amizade entre ela e Lilian: A perfeita Helen, que quer organizar todos os eventos do casamento para Lilian. Mas essa missão é de Annie e ela não vai deixar Helen estragar isso.
O filme começa um pouco parado, mas logo há algumas cenas engraçadas, como a sequência em que elas passam mal após ir a um restaurante de Comida Brasileira. É escatológico mas impossível não dar risada. Antes disso também dei risadas com algumas palhaçadas da personagem principal, Annie.

Sim, é uma bandeira do Brasil lá no fundo.

Estava indo tudo bem, mas de repente o filme empacou de novo. Annie tem um rolinho com o policial Rhodes e Zzzz... Cara, eu dormi? O que está acontecendo?
Nada. Só Annie se ferrando ainda mais e “aprontando altas confusões”.  Depois de chegar ao fundo do poço, sem dinheiro, sem casa, sem namorado (esse por culpa dela mesma), Annie ainda dá um jeito de brigar com Lilian também, uma cena que seria engraçada se tivesse algum sentido.
O filme era para ser uma comédia mas por muitas vezes ganha ares de drama, mas isso não é o pior. A história parece que não anda, e não leva a lugar algum. Os personagens vão e vem sem qualquer unidade e, juro, 2 madrinhas simplesmente sumiram da história DO NADA. E as piadas também não tem muita graça, as cenas mais engraçadas estão no trailer – deixando como “surpresa” apenas aquilo que não tem graça nenhuma.

Nem ri.

Pode ser pior? Sim, por que a dublagem é uma das piores que já vi e olha que já vi muitas dublagens ruins. Tive que colocar legendado para começar a rir desse filme e, nem isso conseguiu me manter ligada na história, nem consegui entender essa amizade doentia que liga Annie e Lilian. Juro que pensei que no final elas iriam se beijar, por que parecia que Lilian estava casando com Annie e não com o paspalhão do noivo.
“Missão Madrinha de Casamento” é um filme de quase duas horas que poderia muito bem ter esse tempo diminuído, se cortassem todas as cenas inúteis que estão no roteiro. É um festival de piadas sem graça, diálogos sem noção, personagens inúteis... Uma boa edição talvez tivesse me ajudado a gostar mais dessa história. Talvez.

Poderia ser pior? Claro que poderia, pelo menos ri em alguns momentos. Mas o que me incomoda nesse filme é que ele poderia ser muito, muito melhor. Por isso minha nota é 6não gostei. 


E você, tem assistido a filmes de comédia? Qual foi o pior que assistiu nos ultimos tempos? Comente!