Resenha de ‘Dias Contados – contos sobre o fim do mundo’

segunda-feira, abril 25, 2011 13 Comments A+ a-


“Mas acontece que tudo tem começo Se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês”
                                                      Fátima – Capital Inicial

            Lembrei dessa música enquanto lia esse livro. Afinal, fala sobre o fim do mundo. Como o mundo iria acabar? O livro nos mostra várias e várias versões do mundo.
            Pode ser a queda do céu, a ascensão de Lúcifer ou até mesmo o oxigênio que um dia simplesmente acabou. Os motivos são vários e as linguagens variadas. Por isso é difícil dizer minha opinião sobre o livro.

Capa do Livro
            Tenho meus contos favoritos, claro. “Eu ainda estou aqui” é quase um livro completo, deveria ter uma continuação já que a história é muito boa. Me lembrou uma história da série The Walking Dead, em que um cientista acaba escapando do vírus por se trancar dentro de um centro de pesquisas. A diferença é que nessa história, de César de Almeida, não há zumbis ou sobreviventes. Não sobra nada depois do vírus.
            Aí tem 7 minutos que é muito bem escrita e “O mistério da cartola” que é bem criativa (fiquei com pena do Cirilo =/)

            Considero que as melhores histórias foram deixadas para o final. “Na manhã seguinte” é de uma simplicidade incrível mas convincente, me lembrou aquelas histórias infantis. “Domínio” é curto demais mas bem criativo. Considerando que havia varias versões do fim do mundo, essa ainda conseguiu surpreender. “Asfixia” também é impressionante, acho que se o mundo acabar assim eu ficou louca antes.

            Mas, para mim, o que valeu a leitura do livro inteiro foi 3h00 de Hannah Liss-Baxter. A história é praticamente um filme de suspense, o final é surpreendente e assustador. Não vou dar spoiller mas recomendo essa história com todas as minhas forças.

            A minha segunda história favorita foi “Olhos de sangue”. Enquanto 3h00 parece um filme de suspense, essa história parece um filme de terror! Os diálogos são convincentes e macabros, o autor está de parabéns. Acho que, se essa história fosse um pouco mais trabalhada dava um livro também, daqueles bem impressionantes. O.A.Seccato usou um tema meio comum, mas sua escrita fez a história ficar muito atraente. Pelo menos pra mim, claro.
            Esse é o interessante de “Dias Contados” uma história que para mim foi ótima, para outra pessoa pode ser chatinha e vice-versa. Existe um vasto número de histórias, umas numa linguagem mais culta outras de maneira coloquial; acho que os Editores da Andross quiseram agradar todos os públicos. E, pelo resultado final conseguiram: Porque agradou até a mim, uma leitora não muito entusiasmada com histórias de apocalipse.


            O único problema é que essa irregularidade no estilo das histórias faz com que esse seja um livro muito genérico. Duvido que algum leitor considere esse seu livro favorito: Pode até ter histórias favoritas no livro mas não se apegaria muito ao volume como um todo. Esse é um dos problemas de uma coletânea.

            De qualquer maneira é um ótimo livro para dar de presente, principalmente quando você não tem muita noção de qual é o gosto literário da pessoa.

            Vou dar a nota para o livro como um todo mas sei que é injusto pois tem histórias nota 10 e outras nota 6. Mas tentei analisar do geral, o livro como uma coisa só; afinal os leitores não vão comprar apenas uma história ou outra, vão comprar o livro inteiro.

            Por isso minha nota é 7, o que significa que é um livro razoável. Recomendo a leitura se for um daqueles dias em que você está com muita vontade de ler mas não tem nada, apenas esse livro. Quem já passou por isso conhece a sensação. Nesse momento abra esse livro e divirta-se.


* Essa resenha foi publicada originalmente no blog Livros Em Pauta, em que sou resenhista. CLIQUE AQUI para acessar ao blog.

(Resenha) Drácula e mais 5 histórias de mistério e terror - Bram Stoker

sexta-feira, abril 22, 2011 21 Comments A+ a-


Todo mundo deveria ler os clássicos. Quem nunca ouviu isso? Machado de Assis, José de Alencar, Gustav Flaubert... Cada um tem sua idéia do que é um escritor ou livro essencial.

                O problema é que, salvo algumas exceções, esses livros são muuuito maçantes. Então como convencer um pré-adolescente ou adolescente a ler essas coisas?

                Fazendo esses mesmo clássicos em quadrinhos, ora.
Capa
                Foi isso que Rai Editora fez ao transformar o quase-clássico Drácula para os quadrinhos. Digo quase pois, apesar de ser considerado um clássico da literatura fantástica, dificilmente algum professor vai te obrigar a ler esse livro.
                O livro, que conta com vários ilustradores, apresenta diversas histórias do escritor Bram Stoker, entre elas o famoso Drácula. Cada história foi levada para os quadrinhos por um ilustrador diferente, o que nos dá a oportunidade de conhecer não só as várias histórias desse autor como também vários tipos de ilustração.

                Claro, a idéia foi ótima a as histórias também são bem legais mas tem algumas coisas que me incomodaram durante a leitura.
                Uma delas foi o fato dos quadrinhos não serem coloridos. Até concordo que as ilustrações em preto-e-branco são mais “sérias” e não tiram a atenção da escrita. Mas em alguns momentos tinham que ter colocado um corzinha. Por exemplo: O texto diz que duas das noivas de Drácula eram morenas e tinham olhos vermelhos. E que a terceira noiva era loira e tinha olhos azuis como safira. Ai eu olho para ilustração e... Não sei saber quem é quem, pois não ter cor.
                Minha sugestão seria colocar pelo menos o sangue da história com cor. Daria um toque mais macabro e eu não ficaria pensando que aquilo escorrendo da boca do Drácula pudesse ser saliva (risos). Enfim, acho que o sangue colorido daria um toque mais dramático a história.
Clique na imagem e conheça a Editora
                Outro ponto que me incomodou foi que algumas histórias carecem de diálogo. Acho que é uma característica de Bram Stoker que a ação ocorra sem muitas falas mas, em quadrinhos, isso incomoda um pouco. Pelo menos a mim, claro.

                No geral é um livro bem legal, daqueles que você lê em algumas horas. Eu, que sempre quis ler Drácula, mas não tinha muita paciência com a escrita do livro, pude ter um primeiro contato com a história através desse livro. Claro, sei que não é a mesma coisa, mas para um primeiro contato com esse tipo de literatura o livro da Rai Editora foi muito útil.


                Sabe aquele sobrinho/irmão que não gosta muito de ler? Então, dê esse livro a ele de presente. Pelo menos uma historia dele você vai conseguir que ele leia.
                Também recomendo o livro para todos que querem conhecer o autor mas não tem paciência ou tempo para ler o livro (esse foi o meu caso). E, para quem já leu, ter uma nova versão/adaptação dessas histórias tão antigas.

                Minha nota é 7,5, o que significa que é um livro razoável, que cumpriu o seu papel. Se tivesse cores até daria oito mas, como não tem, tirei meio ponto.


E isso é tudo, pessoal (pelo menos por hoje xD). Essa é a minha primeira resenha dos livros da Rai Editora. Gostaram? Leriam o livro? Opiniões são sempre bem-vindas aqui no blog. Comentem! =)

Filme: Pânico 4 - Resenha

segunda-feira, abril 18, 2011 27 Comments A+ a-


Os E.U.A. devem estar sofrendo uma crise de criatividade porque, de uns tempos pra cá, fazer refilmagem virou “modinha”. Sequência de filme de terror que deu bilheteria então... É lei.

            Nesse momento surge o novo Pânico, uma franquia de filmes de terror da década de 90. O filme se chama “Pânico 4” e, apesar de ter nome de continuação, é mais uma refilmagem do primeiro filme, que deu sucesso a saga.
Pânico 4

            Bom, agora chega de falar sério rs. Fui assistir esse filme ontem a noite e estava muito ansiosa. Os motivos são vários, mas o principal é que eu sou fã de filmes de terror e “Pânico” foi um dos primeiros que assisti, quando nem sabia direito o que eram filmes. Os personagens principais eram os mesmos e o diretor também, o que já é um motivo plus.

            O filme começa e vemos duas garotas conversando sobre filmes. Uma acha que Jogos Mortais 4 é uma porcaria e a outra gosta. Enfim, uma cena normal, elas estão prestes a assistir esse DVD.
            Ai o telefone toca e uma voz “de fantasma” pergunta: “Qual é o seu filme de terror favorito?”
            Não vou contar o que acontece depois, mas vocês já devem imaginar.

            O filme acontece durante o aniversário da tragédia do primeio Pânico. Sidney, a eterna sobrevivente, está lá, assim como o policial  Dewey e Gale, a repórter que escreveu a história do que aconteceu a Sidney no primeiro filme. Esse história acaba virando um filme em “Pânico” 2.

Olá, Sidney - A atriz (Neve Campbell) em Pânico e, agora, em "Pânico 4".

            Para quem não conhece/entende Pânico, funciona assim: Todos os personagens entendem de filmes de terror, incluindo o assassino. As pessoas sabem as regras mas acabam morrendo do mesmo jeito. O roteiro é bem metalingüístico, é quase como um filme dentro de um filme.

            Eu não sei explicar então fica mais complicado do que é. De maneira geral, é isso.

            Esse brincadeira que eles fazem com os clichês de terror é hilária e da uma espécie de realidade à história. Além disso, eles acrescentam novas “regras” de filmes da atualidade. Por essas novas regras, virgens podem morrer e quanto mais sangue melhor (vide Jogos Mortais). Isso tudo aparece do novo filme, a parte do sangue não tão exagerada,  pelo menos para mim.

Jill, atrás de você!
            O roteiro consegue despertar o humor ao mesmo tempo em que faz você pirar tentando adivinhar quem é o assassino (eu não consegui, surpreendente mesmo). Ghostface que é um disfarce usado por todos os assassinos da franquia, também continua bem, obrigada. E os personagens novos fazem todo o sentido.

            Alias, o filme inteiro faz muito sentido. Dou novamente meus parabéns ao roteiro porque não foi necessário colocar nenhuma cena de sexo para esticar o filme. Todo o tempo da 1h50 de duração foi muito bem recheado de diálogos humorados e mortes, mas sem perder o fio da meada. O nível trash desse série de filmes deve ter subido alguns graus, pois é esse o estilo de Pânico: Algumas cenas são tão surreais que parecem comédia e outras são super realistas, como as conversas que eu já citei.

Quem nunca fez comentários sobre filmes com os amigos vai achar irreal também mas eu me vi em vários daqueles diálogos. Aliás, cheguei a conclusão de que, se eu participasse de um filme de terror provavelmente seria “Pânico” por que, como os personagens, eu conheço todos os clichês (eu hein kkkk).

Eu teria torcido o braço do assassino para ele soltar a faca.

Já deu para perceber que adorei o filme, né? Apesar da minha expectativa absurda, o filme conseguiu ser tudo aquilo que eu esperava (e muito mais). Dizem que esse “Pânico 4” foi uma preparação para um nova franquia mas eu duvido muito. O final não deixa essa impressão.

Recomendo esse filme para aqueles que curtem o gênero, principalmente se gostam daquele estilo de filme dos anos 90, em que o assassino era uma pessoa e não uma menina num poço (sorry, Samara). Minha dica para quem for assistir é: Veja sem pretensões, por que o filme é completamente despretensioso: Não quer mudar a vida das pessoas, ou a sociedade. Quer apenas entreter as pessoas com essa quase paródia de filmes de terror. (O que me fez pensar: “Todo mundo em pânico” é uma paródia de um filme que também um pouco paródia. Faz sentido?)

Sem mais elogios, minha nota é 10, já que é um dos meus filmes favoritos, a partir de hoje. Fiquei até com vontade de rever os filmes antigos para ver se são tão bons assim porque me diverti muito. A propósito... ops, meu telefone está tocando! Esperem um pouco.
- Alô?                                                                                   - Quem está falando?
- É a Miss Carbono Carol. Quem é?
- Olá, Carol. Qual é o seu filme de terror favorito?
- Nããããoooooooooooo...                                                                                               (tu, tu, tu)
    

Agora eu pergunto para vocês, leitores: Qual é o seu filme de terror favorito? Comentem ou o Ghostface vai te pegar kkkkk.

Trailer.

Conquista do Amor - Candace Camp (resenha )

sexta-feira, abril 15, 2011 11 Comments A+ a-


Lady Irene Wyngate jurou jamais se casar, e manteve os pretendentes à distância com sua língua ferina. Mas há um homem que ela não consegue assustar: Gideon, herdeiro do conde de Radbourne. Sequestrado quando criança, ele cresceu nas ruas de Londres. Ainda que tivesse reencontrado sua família, Gideon se sentia mais à vontade em mesas de jogo do que nos salões de baile da alta sociedade.

Quando Irene é considerada uma esposa em potencial para Gideon, ela declina a oferta prontamente, mas não consegue deixar de atender ao pedido de Francesca Haughston para transformar Gideon em um nobre civilizado o suficiente para atrair um bom casamento.

À medida que Irene e Gideon se tornam mais próximos, ela cede pouco a pouco ao amor. Porém, terríveis segredos familiares vêm à tona... e suas consequências podem ser devastadoras...

                Irene é uma solteirona. Já passou da idade de se casar e não pretende contrair matrimônio, o que deixa sua cunhada louca de raiva (elas moram na mesma casa).
Capa do livro Coquista do Amor
                Daí aparece Gideon, que Irene já conhecia antes mas não se lembrava. Ele é um conde mas não se considera um. Por ter crescido nas ruas de Londres, ele tão pouco tem a fineza característica da aristocracia. Ele precisa de uma esposa, tanto para gerar um herdeiro quanto para ser mais aceito pela sociedade que o olhava como se fosse um intruso. Pede Irene em casamento mas essa recusa, apesar da atração existente entre eles.
                Ambos tem seus receios contra o casamento, ambos são teimosos e arrogantes. Por isso brigam o tempo inteiro.

PONTOS FORTES
     Como eu disse acima o casal discute o tempo todo, mesmo depois do “Eu te amo” o que pra mim é um ponto positivo: Ninguém merece ler um livro em que o casal muda de uma hora pra outra só porque disse eu te amo ou em que a mocinha parece sofrer um transplante de personalidade. 

     O livro também é muito bem escrito o que torna a história interessante mesmo quando há uma descrição mais ou menos detalhada de toda a bagagem de Irene (!). Além disso temos Francesca Haughston, que é quase especialista em formar casais na sociedade mas que não consegue se acertar com o Duque de Rochford. Está na cara que os dois tem “algo” mas ficam naquela cordialidade de velhos conhecidos.

PONTOS FRACOS
     O mistério do livro era muito fácil, acertei nas primeiras paginas. Claro, houve algumas reviravoltas mas, no geral, era aquilo lá mesmo.  Além disso, os personagens principais não me cativaram muito. Eles fazem um casal muito divertido de acompanhar mas sua história e seus motivos não me convenceram.  Perto do final do livro era comum eu pensar coisas como “Nossa, que idiota, casa logo com ele!” ou “Você realmente que continuar vivendo de favor com a sua cunhada?”. Enfim, para mim não colou esse conflito todo por causa de um casamento.

CONCLUSÃO.

A autora Candace Camp
O livro é bom, muito divertido de ler. Tem uma história até comum no mundo dos romances de banca mas é ai que se mostra o talento de Candace Camp como escritora. Os livros dela me lembra aqueles primeiros romances, antes da Harlequin Books existir, e quando a Nova Cultural não cortava (muito) seus livros e escolhia as suas histórias bem melhor do que hoje. (Faz tempo rs. )

Candance Camp tem essa característica em seus livros. Até hoje não me lembro de ter livro nenhum livro dela e achado ruim. Sempre são leituras agradáveis e, alguns deles estão entre meus livros preferidos.



Recomendo a todos que gostam de romances históricos, principalmente os que se passam no período regencial. Dou nota 9 mas porque ainda acho que faltou o “pulo do gato”.

Gostam de Romances Históricos? Se sim, de que período? Comentem =)


Inocente Mordida – Lynsay Sands (resenha)

segunda-feira, abril 11, 2011 12 Comments A+ a-


Lissiana não suporta ver sangue. Para qualquer outra pessoa isso iria ser um algo incomodo mas não dramático.  Mas, para uma vampira isso é um baita problema: Significa que Lissiana não pode se alimentar, a não ser que seja da maneira tradicional - Sugando pescoços dos humanos.

O problema é que quase nenhum vampiro faz isso, a maioria se alimenta de bolsas de sangue. E Lissiana tem que recorrer a situações dramáticas para se alimentar por conta dessa fobia, ou seja, sua vida não vai nada bem.
Capa do livro no Brasil

É ai que entra o dr. Gregory Hewitt, especialista em fobias. Ele está de saída para o México mas, de repente se vê entrando no porta-malas de uma bela mulher como se não tivesse vontade própria. Quando dá por si está amarrado a uma cama e um monte de pessoas loucas ficam insistindo para que ele cure alguém.

Esse é o inicio do livro Inocente Mordida, de Lyndsay Sands. A história é divertida, leve e provavelmente deve pertencer a alguma série já que somos apresentados a toda família de Lissiana, um mais engraçado/interessante que o outro.  As intromissão dessa família na vida da personagem principal são sempre bizarras e engraçadas. Eles definitivamente não são uma família normal.
E Gregory é o humano da turma, o que acaba se apaixonando pela humana (e vice-versa). Pode parecer estranho quando a mocinha é mais de 180 anos mais velha que o mocinho mas em livros de vampiro isso é decorrente.

Como vampiros são hype desde o ano passado, já deve ter gente que está cansada do gênero. “Ah, mais uma história de vampiro?” elas devem estar pensando agora. Se você está lendo essa resenha e é uma dessas pessoas não leia esse livro .

Por que esse com certeza é mais uma história de vampiros. Afora a origem diferente que a autora dá para os seres, o enredo não tem nada de novo apenas o velho e bom vampirismo: Muito sangue, muita fome, muita tensão, muito sangue, um romance, um inimigo, mais sangue... Tipico, tradicional e... muito bom. Pelo menos para mim, claro. Sou fã de vampiros (já disse isso antes, não?).

É claro, a autora tenta inovar em algumas situações e nesse livro os vampiros também não tem nenhum problema grave se saírem no Sol ¬¬. Mas fora isso a história cumpre direitinho seu papel: Distrair  a minha sexta feira. Nem mais, nem menos. Sem personagens inesquecíveis, sem drama. [SPOILLER] Lissana não tem problemas em beber o sangue dele e nem em transformá-lo e oferece essa oportunidade para ELE decidir se é o que quer ou não. [/SPOILLER] Simples assim.

Como esse livro me lembra um outro que li a muuito tempo, dou nota 8. E recomendo a leitura para todos os que gostam do gênero.


O que acharam do livro? Acham que os vampiros já eram ou ainda lêem o gênero? 

          
  

Provas de amor – Lori Foster (resenha)

sexta-feira, abril 08, 2011 9 Comments A+ a-


                Provas de Amor é um livro da escritora Lori Foster, foi publicado no Brasil pela Harlequin Books no ano passado.
               O livro conta com duas histórias que se chamam “Domado” e “Diga Sim!”.

DOMADO
                Dillon Oaks acredita no valor da família. Para ele, familiares tem que proteger um ao outro, não importa o que aconteça.
Capa do livro no Brasil
                Quando o irmão de Dillon o procura para contar que está sendo acusado de roubo pela empresa onde trabalhava, este não vê outra saída: Se infiltra no local e resolve seduzir Virginia Johnson, dona da empresa, para ter acesso a provas que inocentariam seu irmão.

                É estranho esse início por que, se fosse meu irmão, eu contrataria um bom advogado. Mas Dillon é filho de um mercenário, ele próprio um pouco metido a Rambo. Então quer resolver tudo sozinho.
                Essa foi a história que mais gostei do livro. Os dois personagens principais tem personalidade forte e, no começo, Dillon detesta Virginia por isso (ele finge que gosta dela mas na verdade não a suporta). Já Virginia é uma heroína fora dos padrões: Solteirona, controladora, mandona, arrogante e... pelo menos 10 quilos acima do peso (foi o livro que disse não eu =P). Foi legal ver que uma moça comum, não muito bonita, também possa encontrar um bonitão da vida e ser feliz pra sempre. =)
                O mistério é meio fraco, mas isso é o de menos.

DIGA SIM!
                Quando comprei esse livro tinha certeza de que gostaria mais dessa história: Sara Simmons pega seu noivo na cama com outra e fica arrasada. Decide então que não quer mas saber de casamento.

                Seu vizinho, Gavin Blake, quer demove-la dessa idéia já que, a muito tempo, ele quer que ela se casa... Com ele!
                Enfim, parecia uma história divertida e, de fato, é. Mas algo não me agradou. Me diverti bastante com Sara e Gavin e adorei o fato dela também não ser um padrão de beleza.
Lori Foster
                Mas o livro não me chamou muita a atenção. Demorei mais para ler essa história, que é menor, do que para ler a do primeiro livro. Não sei se houve algum corte da Harlequin, se eu esperava demais depois do primeiro livro, ou se Lori Foster não estava muito inspirada quando escreveu essa história... Mas sei que não é uma das minhas histórias favortitas da autora (talvez seja eu que não estava muito inspirada rs).

                De qualquer maneira, lembram o que eu falei na minha ultima resenha sobre a autora? Lori Foster é sempre garantia de uma boa história. E essa, mesmo não sendo a melhor dela, ganha bastante de muitas escritoras de romance (de banca) que tem por ai.

Concluindo...
                Leitura fácil, interessante e, as vezes, hot. Recomendo para todos que gostam da autora e para quem que conhecer, desde que estejam preparados para um livro que faça apenas divertir e entreter (tem gente que não gosta, vai saber).

                A nota vai para o livro como um todo, embora cada história tenha uma nota diferente, para mim. Nota 8 (livro bom).

                Eai, quem se interessou pelo livro? Gostaram do post de hoje? Participem =)

O orfanato - resenha do filme

segunda-feira, abril 04, 2011 14 Comments A+ a-

Laura é uma mãe de 37 anos, casada e com um filho pequeno. Ela resolve morar com a família no orfanato onde cresceu, agora um local desabitado. Seu filho, Simón, é uma criança criativa, que costuma se divertir criando amigos imaginários para se brincar.

Um dia mãe e filho vão brincar numa caverna na praia, quando Simón conhece um novo amigo, Tomás. Ele pergunta a mãe se Tomás pode brincar em casa e Laura, como não vê ninguém na caverna, acha que é mais um amigo imaginário do filho e acaba concordando.

Capa do filme
A partir daí o filme começa a tomar rumos surpreendentes e assustadores. O clima de suspense de “O orfanato” dá 10 a 0 em muitos filmes de Hollywood, apesar de ser uma produção espanhola. Também não é pra menos: O filme foi produzido por Guilhermo Del Toro que, entre outros sucessos, produziu o maravilhoso “Labirinto do Fauno”. Só por essa comparação já dá pra ter uma idéia de que se trata “O orfanato”: É um filme de terror/suspense mas com um pé na realidade, o que torna tudo um pouco mais assustador.

Uma das melhores cenas do filme acontece no final e está na minha lista de cenas favoritas em filmes de terror. Realmente estou fazendo um esforço enorme para não dar muito spoiller nas minhas resenhas (aderi a camapanha do “Boatos e Afins” para aderir também copie a url do banner no final do blog). Por isso não vou entrar em detalhes. Mas é certo que nunca mais vou ver brincadeiras infantis da mesma maneira rs.

O que mais posso dizer? Se você gosta de filmes de terror que falam sobre espíritos e que não apelam como os filmes de ultimamente... Assista “O orfanato”Nota 9,5. (O 10 é para os favoritos mas esse filme chegou no quaase.)

Clique na imagem para assistir ao Trailer do Filme "O orfanato"


A resenha hoje foi mais curta. O que acharam? Assistiriam ao filme? Comentem xD

Filme: Amor por contrato - Resenha

sexta-feira, abril 01, 2011 17 Comments A+ a-


                      Um vizinho bate a porta. Quase imediatamente ela se abre e mostra o quadro perfeito: Pai, mãe, filho e filha abraçados e dizendo um grande Olá.


            Essa parece ser uma família perfeita: São ricos e tem tudo o que o dinheiro pode comprar. Mas então, enquanto o pai está dormindo, a filha nua entra na cama dele e tenta seduzi-lo.
            Opa, tem algo errado ai.

            O filme se chama “Amor por contrato” e, ao contrário do que essa cena que eu acabei de narrar sugere, não tem nada de incestuoso. Na verdade essas pessoas não são pais e filhos e sim atores contratados. Sua objetivo é agir como formador de opinião e fazer com que as pessoas comprem os produtos que eles usam sem perceber que estão sendo manipuladas.

            Putz, agora complicou. Funciona assim: Kate Jones (Demi Moore) é a chefe, ela é quem administra a célula, que é como é chamada a falsa família. Steve é o mais novo marido falso e trabalha a pouco tempo na empresa então, para ele, é tudo novidade.  Os outros dois ‘filhos’ já trabalham com Kate há algum tempo. Eles vão a escola, usam roupas de marca e tem de fazer os adolescentes quererem essas coisas também. Steve vai jogar golfe e faz uma merchandising do taco de golfe que usa. Tudo para vender.

Cena do filme - clique para ampliar

            Na verdade o filme faz uma crítica velada à sociedade atual e consumista. A maneira com a qual a nossa busca por status acaba nos destruindo. Tem um personagem do filme, amigo de Steve, que ilustra bem essa imagem.  Mas não vou entrar em detalhes.
            Achei o filme muito interessante e me perguntei por que ninguém ainda teve essa idéia de contratar pessoas carismáticas para demonstrar um produto, fingindo que estão elogiando espontaneamente. Será que o CONAR veta?

                        Como futura publicitária (Se Deus quiser), realmente achei o enredo do filme muito bem sacado e original. Só acho que ele começou a se perder um pouco no fim. Essa liçãozinha de moral que o filme dá quase me fez sentir vergonha por querer trabalhar com publicidade. Quase. Por que isso só durou um segundo e no momento seguinte comecei a achar o desfecho ingênuo.
Capa do filme.
            É ingênuo achar que a culpada de tudo é a propaganda. Nunca vi nenhum publicitário colocando a arma na cabeça e mandando a pessoa comprar um produto. Tudo o que eles fazem é persuadir, seduzir pessoas com imagens perfeitas. Fazendo uma analogia com Matrix: A publicidade é a pílula azul; engole quem quiser continuar na ilusão.


            Mas “Amor por contrato” não consegue chegar até essa profundidade, para no meio do caminho. O filme inteiro é muito raso, os personagens não despertam muita simpatia e a relação amorosa que surge entre Kate e Steve é tudo menos convincente. Faltou química, o casal não se acertou.
            Me senti como se estivesse olhando tudo de longe, sem identificação nem simpatia por nenhum deles. Se no final toda a família Jones (sobrenome da família fictícia) tivesse morrido num acidente de carro eu não teria dado a mínima.

            Como sou otimista com relação a filmes, dou nota 7,0 pois é um filme razoável. Poderia ser melhor mas é bem interessante.


E vocês, o que pensam sobre propagandas? Publicidade é um mal ou um bem? O debate está lançado.