Lua Nova - resenha

domingo, julho 26, 2009 3 Comments A+ a-



Quem nunca ouviu falar do sucesso da série CREPUSCULO, considerada a nova febre, depois de H.P.? Mesmo se tratando de um fenômeno teen, acho que todos já ouviram algo sobre Stephenie Meyer e seus vampiros.
Quando li CREPUSUCLO, já havia assistido o filme, então sabia o que esperar: Vampiro ama humana, humana ama vampiro... Gostei muito do primeiro livro, apesar da narração em primeira pessoa, que não é a minha favorita.
Lua Nova foi quase a mesma coisa: Como o filme ainda não saiu (só em novembro) a única coisa que vi foi o trailler, que já deixava bem claro o que ia acontecer (ainda que meio por cima):

1- Edward abandona Bella (que narra a história).
2- Jacob, o insípido garoto indígena, vira um lobisomem, ficando mais forte e atraente.
Não considero isso spoiller porque está no trailler (não sei porque mas o trailler que eu coloquei no post ficou torto. De qualquer forma, da pra assistir).


Comecei o livro com esse pensamento.

Nas primeiras paginas, até a metade do livro mais ou menos, eu realmente senti pena da Bella, a Julieta que perde seu Romeu. A cena da separação e o capitulo seguinte me deixaram com lagrimas nos olhos, admito.
Mas ai eu fui me aborrecendo. Parecia que estava vendo (lendo) uma novela mexicana onde a ‘mocinha’ é extremamente dependente, não conseguindo fazer nada sem um homem por perto.
Acho que, nos dias atuais, onde mulheres tem que lutar por sua independência diariamente, uma história em que o herói salva a donzela deve ser válida e aceita, afinal é um diferencial. Mas será que, no caso de LUA NOVA isso precisa acontecer toda vez?!
Como será que essa garota conseguiu sobreviver antes do herói aparecer? Bella parece estar constantemente precisando de um protetor, não consegue fazer nada sozinha (só chorar, é claro).

Além disso tem a carência afetiva da personagem principal e narradora da história. Bella Swan deve ter sido uma criança sem amor nem afeto. Qual outro motivo explicaria o fato dela ser TÃO apegada a Edward e aos Cullen? Uma coisa é amor, outra, bem diferente é ser um chiclete no sapato dos pobres vampiros.
Mas então, depois que os Cullen vão embora, (não tão logo, primeiro ela sofre HORRORES) Bella encontra um novo objeto de afeto, originando daí um frágil triangulo amoroso, afinal, só há espaço para uma pessoa no coração de Bella (Edward) mas, quando esse vai embora ela bem que tira proveito da companhia do ‘outro’ (Jacob, o lobinho).

Mesmo com toda a minha indignação pela maneira com que a Bella usava o Jacob, eu continuei o livro com a esperança de que os dois tivessem algo.

Nas ultimas paginas, porém, eu finalmente entendi (não sem antes ter sentido um misto de raiva/tristeza/alegria): Julieta, ops, Bella, é mesmo perfeita para Edward, seu Romeu vampiro. Ou seria melhor dizer que ele é perfeito para ela? Ambos são bem parecidos em seus sentimentos e, por isso se completam.
Uma parte de mim acha linda a história deles, se derrete com o charme de Edward (ele é MESMO o máximo!) e torce para que dê certo, para que ele a transforme em vampiro e ambos possam viver felizes para sempre (literalmente).
A outra parte de mim fica pensando: E o outro,que sempre sobrou no triângulo? Tem um trecho do livro em que a própria Bella fala mais ou menos isso.

(SPOILLER)
“O conto de fadas tinha voltado. O príncipe retornara, o feitiço fora quebrado. Eu não sabia exatamente o que fazer com o personagem não resolvido que sobrara. Onde estaria o feliz para sempre dele (Jacob)?”
(FIM DO SPOILLER)


Não me entendam mal, eu realmente gosto dessa série; apenas não sou fã. Sempre gostei de novela mexicana, só não assistia sempre porque não tinha paciência com as “marias-do-bairro” que apareciam como mocinhas. Vou continuar lendo a série até o fim (já estou caçando Eclipse, que é o próximo).

Só não me peçam para entender qual é o objetivo de tanto drama (algumas vezes a autora pega pesado nessa parte) e nem para ter mais paciência com a tal Bella Swan que, infelizmente, narra os acontecimentos.

Isso é algo que está acima da minha capacidade humana: Só vampiros e lobisomens conseguem aturar Bella.

A mulher desejada - Claire Delacroix - CHE

sexta-feira, julho 10, 2009 0 Comments A+ a-


Este é o terceiro livro sobre os irmãos Sayerne, contando a história do filho bastardo de Jerome Sayerne, Yves Sant-Roux. A história se passa na idade média, ano de 1114.
Yves é um cavaleiro a serviço de um conde. No começo do livro ele acaba de lutar em um torneio. Esta em sua tenda, quando recebe uma visita de uma misteriosa dama que pede ajuda para recuperar seu feudo, em troca, ela lhe daria sua mão (em casamento) e, claro, o feudo.
Bom, está na cara que a 'dama' é a heroina do livro, Gabrielle de Perricault.
É com esses elementos, tpicos de uma historia de cavalo e espada, que Claire Delacroix, inicia seu livro.
Como ja disse antes, só uma fã de romances de banca. Logo, pra mim, não importa se seja tipico ou não e sim o desenrolar da historia. Foi por isso que eu gostei tanto dessa. O relacionamento do casal principal, evolui a medida que vai se desenrolando a batalha para a recuperação do feudo e, ao contrario de algumas historias em que o casla simplesmente não convence, nesse livro ocorre justamente o contrario. Não que tenha veracidade ( quem lê romances não espera veracidade) mais é um tipo de fantasia em que se é facil acreditar.
Não sei como explicar... Mas o casal convence. Talvez seja o fato de que, na maioria dos livro, eles poucos se tocam, deixando a aproximação acorrer apenas em palavras. Ou talvez seja a maneira como Claire Delacroix narra suas histórias, com um encantamento digno de contos de fadas.
Não se deixe enganar por essa capa completamente absurda - o livro é bom. Nota 10.
p.s: como eu disse no começo, essa é a terceira historia. Por isso é bom ler antes as outras duas. Não é obrigatório, uma vez que não é uma continuação especificamente. Mas é bom para se entender melhor algumas passagens.